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Polietileno

 

O que é o polietileno?

O polietileno é um tipo de polímero que é termoplástico, o que significa que ele pode ser fundido a um líquido e reformado como ele retorna ao estado sólido.

É sintetizado quimicamente a partir de etileno, um composto que é geralmente feito a partir de petróleo ou gás natural.

Outros nomes não oficiais para este composto incluem polietileno ou polyethylyne, e ele também é abreviado como PE.

É utilizado na fabricação de outros compostos de plástico muito frequentemente do que ele é usado em sua forma pura. Embora tenha uma ampla variedade de utilizações, que pode ser prejudicial para os seres humanos e para o ambiente.

Produção e Usos

De todos os materiais plásticos produzidos de produtos industriais e comerciais, o polietileno é o mais comum. Como exemplo, 280 milhões de toneladas métricas de que foi produzido apenas em 2011. Mais de cinco vezes mais do que PE é fabricado a cada ano de um composto estreitamente relacionado, o polipropileno (PP). O maior uso para estes polímeros é em materiais de embalagem, tais como filmes e espuma, e, para as garrafas e outros recipientes que podem ser utilizados em alimentos, médica, e outros bens de consumo.

As características de um plástico pode ser modificada por combinação com diversos agentes plastificantes , que são substâncias adicionadas aos plásticos para os tornar mais resistente, flexível e transparente. Adição de crómio / sílica torna o polietileno de alta densidade (HDPE), que é usada para criar produtos resistentes como lixo contentores. Combinando isso com orgânicos olefinas compostos faz com que um tipo de PE de baixa densidade (PEBD), que é usado para compras de supermercado ou sacos de plástico. Outras formas comuns de polietileno de ultra-alto são o peso molecular PE (UHMWPE), que é usado em coletes à prova de bala e de joelho próteses e de média densidade PE (PEMD), que é resistente a formação para aplicações em acessórios de pressão da tubulação de gás.

Plásticos com base na molécula de PE são generalizada, porque o composto tem características físicas que são consideradas seguras e úteis em uma variedade de ambientes. Estas características incluem o facto de que permanece flexível durante um longo período de tempo enquanto permanece inerte e impermeável a danos pela maioria dos líquidos. Desde a sua suavidade e nível de força pode ser facilmente ajustado e pode ser tingido muitas cores, muitas vezes é usado em produtos de consumo de embrulhar alimentos para shampoo garrafas, recipientes de leite, brinquedos e sacolas de supermercado.

Perigos Potenciais

Dependendo dos compostos sua colados com, o nível de toxicidade e inflamabilidade do PE varia consideravelmente. Existem preocupações sobre duas versões do composto em particular, ambos os quais são muitas vezes utilizados para fins médicos e de consumo. O polietileno-glicol (PEG), que actua como um agente de ligação para muitos fármacos e é também encontrada em produtos como pasta de dentes e champô, pode causar reacções alérgicas em alguns indivíduos.

Algumas pessoas sentem náuseas, flatulência e diarreia depois de ter sido exposto a ela, enquanto outros obter uma erupção cutânea urticária-like. Os idosos parecem ser particularmente propensos a estes efeitos colaterais.

Além disso, os produtos químicos nocivos - incluindo o ftalato plastificante - podem lixiviar a partir de polietileno-tereftalato (PET), o qual tem sido amplamente utilizado na indústria de engarrafamento de plástico. Ftalato é associado com desequilíbrios hormonais, aumentos de alergias, e redução da fertilidade. Alguns estudos mostram que também pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade e do cancro da mama.

Impacto Ambiental

Enquanto PE pode ajudar a fazer muitos produtos úteis e duráveis possível, as suas preocupações de impacto ambiental muitos especialistas. Ele não biodegradáveis com facilidade, e pode sentar-se em um aterro por centenas de anos. Cerca de 20% -24% de todo o espaço do aterro só em os EUA é ocupado por plásticos, incluindo produtos de polietileno. No entanto, a reciclagem pode reduzir este problema, uma vez PE sucata podem ser derretidos e reutilizados.

Além disso, a bactéria aeróbia chamados Sphingomonas pode reduzir significativamente a quantidade de tempo que leva algumas formas de PE para quebrar, no entanto, ainda não é amplamente usado. Esforços de preservação ambiental também levaram ao desenvolvimento de bioplásticos, com o objectivo de criar polietileno a partir do etanol feito de cana de açúcar.

Fonte: www.wisegeek.org

Polietileno

O que é

O polietileno é um polímero de etileno. Isto significa simplesmente que é composto feito de tantas moléculas de etileno quimicamente unidos.

É o plástico mais utilizado usado para fazer uma variedade de produtos que usamos em nossas vidas diárias como envoltórios de papel de plástico.

Polietileno é usado para fazer, sacos de supermercado, brinquedos para crianças, frascos de xampu e coletes à prova de bala.

O polietileno é um polímero fabricado de repetição de unidades de etileno. Ele é usado em muitos produtos de maquiagem, como delineadores, rímel, sombras, lápis de sobrancelha, batom, blushers, pós faciais e fundações, bem como em produtos de limpeza de pele e produtos de cuidados da pele. Polietileno é um termoplástico leve usado principalmente em embalagens e isolamento. É um polímero constituído por longas cadeias de monómeros de etileno. O polietileno é criado por meio de polimerização de etano.

Polietileno

O polietileno é provavelmente o polímero que você vê mais na vida diária. O polietileno é o mais popular de plástico no mundo. Este é o polímero que faz sacos de supermercado, frascos de xampu, brinquedos infantis e coletes à prova de bala mesmo. Para um material tão versátil, que tem uma estrutura muito simples, o mais simples de todos os polímeros comerciais. Uma molécula de polietileno é nada mais do que uma longa cadeia de átomos de carbono, com dois átomos de hidrogénio ligados a cada átomo de carbono.

Uso

Seu principal uso é na embalagem (saco plástico, filmes plásticos, geomembranas, recipientes, incluindo garrafas, etc.)

Fabricação e Características

Polietileno

Etileno, gás que se liquefaz a -104 ºC e pouco solúvel em água existente no gás de coqueria ou no gás natural, sendo representado pela formúla : C2H2.

Dentro do processo de polimerização é formado o polímero de etileno, conhecido genéricamente como Polietileno e representado como : (C2H2)n
onde n é a váriavel do processo de polimerização e que forma dois tipos diferentes de polietileno, sendo :

LDPE( L - 'low' = baixo ) - Polietileno de baixa densidade
HDPE( H - 'high' = alto ) - Polietileno de alta densidade

Apesar de descoberto em 1899 pelo químico alemão Hans Pechmann foi desenvolvido muito lentamente, sem ter grandes aplicações comerciais, passando a ser produzido industrialmente somente em 1939.

LDPE

É o resultado da polimerização do etileno que produz uma estrutura ramificada de monômeros em pressões e temperaturas altas. Se funde a uma temperatura entre 104º e 120ºC, e se queima a 300ºC. Tem aspecto translúcido, opaco, de alta espessura e um toque parafínico. Não é tóxico, e é totalmente insolúvel na água, sendo fracamente permeável ao vapor d'água. Muito utilizado no processo de extrusão para fabricação de película.

HDPE

Polietileno

É o resultado da polimerização do etileno que produz uma estrutura linear de monômeros em pressões e temperaturas baixas, como mostra a foto anterior. É mais rígido e mais opaco que o LDPE e amolece entre 130º e 140ºC, possuíndo boa resistência a choques térmicos e baixas temperaturas.

Bem mais permeável a gases que o LDPE, e sua permeabilidade ao vapor d'água é quase nula.

Ambos são produzidos em granulos como mostra a foto ao lado.

Processos de transformação

Extrusão

Polietileno

Processo de transformação de termoplásticos que consiste em empurrar o material a ser moldado através de uma matriz de extrusão.

Os materiais plásticos são misturados conforme o produto final a ser fabricado, e colocados na extrusora que irá empurrá-los até a matriz de extrusão.

A extrusora é uma máquina que, como princípio geral, possuí uma entrada de material chamada de funil de alimentação, vindo em seguida um corpo formado por um cilindro, dentro do qual gira um parafuso sem fim e uma cabeça que serve de suporte para a matriz de extrusão.

No caso do Polietileno é utilizado na saída da extrusora um equipamento circular que cria um tubo onde o mesmo é expandido formando um tubo maior ainda, que se eleva na vertical formando um cilindro plástico totalmente maleável, que sobe até o alto da extrusora.

Neste ponto já está resfriado, e então é dobrado e desce para ser rebobinado, como podemos observar na foto ao lado.

Desta forma produz-se uma película de Polietileno que sairá pronta em forma de uma bobina.

Com outro tipo de extrusora também pode-se fabricar, semelhante a utilizada para o Poliestireno, chapas planas de polietileno, já com seu uso mais reduzido.

Ainda dentro deste processo encontramos a fabricação de tubos flexíveis e rígidos de polietileno.

Sopro

Polietileno

O polietileno é largamente utilizado neste processo para fabricação de garrafas, copos e recepientes.

A principal utilização deste processo se encontra na fabricação de garrafas e recepientes plásticos, que é o principal mercado do sopro.

O polímero fundido proveniente de uma extrusora é expulso de uma fenda onde está o molde do recepiente a ser utilizado.

Neste momento, um fluxo de ar prevíamente dimensionado é 'soprado' para dentro do molde herméticamente fechado, fazendo com que o polímero assuma a forma do mesmo.

Uma vez em contato com a parede fria do molde o plástico se solidifica e se ajusta a todas as paredes do mesmo, então o molde é aberto e a garrafa moldada é retirada ou expulsa.

Existem diversos tipos de máquinas de sopro, com diferenciações entre o tipo de recepiente e o volume de produção.

Injeção

Polietileno

O Polietileno é muito utilizado neste processo para fabricação de recepientes de armazenagem líquida dada as suas características e, para objetos em geral.

A injeção é um processo de moldagem de materiais plásticos ( termoplásticos e termofixos ) onde o material é fluidificado por aquecimento e a seguir injetado em um molde de uma ou mais partes.

Na injetora existe um conjunto denominado de rosca-pistão, onde o plástico é fluidificado para ser injetado no molde. A cavidade do molde é essencialmente o negativo da peça a ser produzida. A cavidade se enche de plástico sob grande pressão e sofre um resfriamento, indo para o estado sólido quando finalmente a peça é expulsa da cavidade resultando no produto final.

As pressões aplicadas neste processo podem variar de 5000 a 20.000 psi, e por este motivo, o molde é seguro e fechado durante a injeção e resfriamento, com forças medidas em toneladas.

Este processo permite produzir peças com uma grande precisão, com tolerâncias de medidas muito pequenas.

Esta precisão é alcançada com a elaboração de moldes específicos e utilizando-se o plástico adequado ao produto que se deseja produzir.

Normalmente estes moldes são fabricados em aço endurecido, com um ciclo de produção alto, ou em alumínio, ou em outros materiais quando o ciclo de produção não fôr grande.

Por este motivo torna-se um processo caro quando a quantidade de peças não fôr grande, só ficando viável quando se produz uma grande quantidade de peças que compense os custos do molde.

Formas de apresentação

Filmes e Películas

Polietileno

Grande parte do polietileno extrusado toma a forma de filmes e películas, levando-se em conta que seu peso específico é bem menor que o PVC e o PS, obtem-se um produto leve e com grande maleabilidade.
Encontramos filmes extrusados na largura de 1,40 mt. lisos em várias cores e também estampados, que possuem um grande uso em decoração e confeccionados.

Com o LDPE ( baixa densidade ) consegue-se um película mais flexível e com um toque bem suave, igual ao que encontramos em geral em sacos plásticos transparentes totalmente flexíveis.

Já com o HDPE ( alta densidade ) temos uma película muito mais resistente, com um toque mais sêco, como as sacolas plásticas de compras que resistem muito bem ao peso colocadas nelas sem se romperem.

Ainda dentro desta categoria temos as lonas pretas e transparentes de grande largura, que são fabricadas por extrusão como já explicado anteriormente.

No caso das películas é fabricada uma estícavel e transparente que é utilizada na embalagem de alimentos.

Chapas

Polietileno

Apresenta-se como um produto muito leve e com pouca resistência mecânica, mas que é aumentada modificando-se a estrutura da mesma, como por exemplo a chapa 'polionda', que é formada pela união de duas chapas finas através de várias ligações formando canais que melhoram sua resistência.

Podem ser fabricadas também simples e com espessuras que chegam a 6.000 mm. Em função de seu peso, acabam sendo um produto com aplicações onde se necessita produtos leves.

Peças Técnicas

Dentro desta forma de apresentação encontramos quase todos os produtos feitos pelo processo de extrusão, injeção e sopro, tais como : tubos, tonéis, garrafas, copos, bandejas e uma variedade muito grande de peças injetadas, que genéricamente podemos designar de 'peças técnicas'.

Usos e aplicações

Agricultura e Construção Civil

Polietileno

Os tubos e conduites são empregados largamente na construção dentro das instalações elétricas e materiais de acabamento elétrico. Sua flexibilidade é a principal característica. É muito importante para este emprego, pois permite pequenas curvas sem o auxílio de peças adicionais, como no caso do PVC. Em contrapartida possuem baixa resistência mecânica.

Na agricultura os filmes, 'lonas pretas', são muito usados para proteger a safra e para realizar canais de irrigação. É possível fabricar lonas com uma grande largura sem emendas, o que a faz ideal para este fim.

Confecção

Polietileno

O filme extrusado na largura padrão de 1,40 mt. em várias cores e com diferentes tipos de estampas é muito usado na confecção de vários acessórios do lar, como uma cortina para box, uma toalha de mesa, uma capa de máquina, um avental plástico e muitos outros.

Encontramos também como forro de bolsas, malas, sófas e acessórios de moda.

Na decoração de festas, eventos e vitrines, encontra-se o filme liso e colorido com uma gama de cores muito grande, permitindo aos decoradores criar um ambiente alegre e colorido.

Embalagens

Polietileno

Sacos de lixo de várias cores, sendo o mais comum na cor preta, representa um grande mercado para o polietileno, e aí temos, em função da sua fabricação, dois tipos diferentes de embalagens.

O saco plástico transparente é feito com o LDPE ( baixa densidade ) que apresenta baixa resistência mas muito macio ao toque, servindo para guardar pequenos objetos e documentos em pastas e arquivos.

O saco plástico em geral opaco é feito com o HDPE ( alta densidade ) que apresenta alta resistência, mas muito seco ao toque, servindo para carregar volumes grandes e pesados, facilmente encontrado em supermercados e magazines.

Além destes tipos de embalagens temos o filme de polietileno retrátil ou auto encolhível, que serve para embalagens de gargalos de garrafas, lacres de segurança de alimentos e remédios, embalagem de brinquedos e outros.

Diversos

Flexogravura

Polietileno

Com toda certeza voce já viu o resultado deste processo de impressão em plásticos, nos diversos tipos de embalagem de produtos que voce comprou, como o café em pó, o saco de feijão, açucar e muitos outros. Além de embalagens, o seu jornal ou sua revista também são impressas por esta técnica.

É um processo que permite uma grande velocidade de impressão , bem como uma alta definição de imagens, meio-tons e precisão, pois 'transfere' a imagem pronta para o material a ser impresso, de uma forma semelhante a rotogravura.

Na flexografia temos um cilindro chamado de 'rolo de anilox' que é formado por celas minúsculas ( como uma colméia ), tão pequenas que só são visíveis quando olhamos o mesmo ampliado. As celas são preenchidas com tinta através do contato com outro cilindro ou um recipiente cheio de tinta, sendo o excesso retirado por uma lâmina presa ao 'rolo de anilox'.

A quantidade e o tamanho destas celas irão determinar a quantidade de tinta que será transferida para a imagem no 'cilindro com o prato de impressão'. O segundo cilindro chamado de 'prato de impressão' é o que recebe a tinta exatamente na figura a ser impressa, que por sua vez irá finalmente transferir ao subestrato ( filme plástico ).

Em resumo, cada um dos três cilindros giram em sentido contrário ao seu vizinho, um com a finalidade de receber a tinta, outro com a imagem a ser impressa, e o outro com o filme plástico para impressão.

As tintas utilizadas neste processo são de secagem ultra-rápida e com um grau de evaporação muito alta, o que permite que a impressão seja feita numa velocidade muito alta e que não resulte nenhum tipo de resíduo, já que o filme plástico pronto muitas vezes servirá de embalagem de comidas, e outros que estão sujeitos a contaminação.

Fonte: www.plasticoscarone.com.br

Polietileno

A EVOLUÇÃO DA FAMÍLIA DOS POLIETILENOS

O polietileno de baixa densidade - PEBD foi o precursor da família de polietilenos, tendo sido obtido acidentalmente durante uma experiência do Dr. A. Michels, da ICI (Imperial Chemical Industrial Ltd.), em 1933, quando pressurizava uma bomba a 3.000atm e ocorreu um vazamento.

Tentando retornar à pressão original, ele adicionou mais etileno ao sistema e notou a presença de um pó (polietileno).

Foi constatado posteriormente que o oxigênio havia catalisado a reação.

A ICI foi a pioneira na produção comercial do PEBD, em 1939, empregando o processo de polimerização na fase gasosa, a altas temperaturas (cerca de 300ºC) e pressões muito elevadas. Em intervalos de aproximadamente 20 anos, foram surgindo inovações na família das poliolefinas.

Assim, em 1955 foi produzido pela primeira vez o polietileno de alta densidade - PEAD com os catalisadores organometálicos de Ziegler-Natta, empregando processo de polimerização na fase líquida, a temperaturas mais baixas e pressões próximas à pressão atmosférica.

Na década de 70, a Union Carbide introduziu o polietileno linear de baixa densidade - PELBD utilizando tecnologia própria de fase gasosa. Nos anos 90, a Dow lançou os plastômeros poliolefínicos e os polietilenos produzidos pela tecnologia Insite de catálise metalocênica.

Os polietilenos podem ser lineares ou ramificados, homo ou copolímeros. No caso dos copolímeros, o outro comonômero pode ser um alceno como o propeno, buteno, hexeno ou octeno; ou um composto com um grupo funcional polar como o acetato de vinila (formando o EVA), ácido acrílico (formando o EAA), etil acrilato (EEAA) ou metil acrilato (EMAA), etc. A Figura 1 apresenta um diagrama da família dos polímeros baseados no monômero etileno.

A estrutura básica do polietileno é (-CH2-)n, com ramificações, ou cadeias laterais, em maior ou menor quantidade. O grau de ramificação e o comprimento destas cadeias laterais exercem influência considerável sobre as características do material, uma vez que são obstáculos à formação de cristais. Quanto menor o grau de ramificação das cadeias poliméricas, maior a cristalinidade e, conseqüentemente, maior a densidade. O comprimento, a quantidade e o grau de ramificação dependem do processo de polimerização e do comonômero utilizado.

Durante o resfriamento do polímero, o polietileno tende a se cristalizar. Entretanto, esta cristalização não é completa, havendo formação de cristais imperfeitos, os cristalitos, rodeados pelo restante do material que se solidificou no estado amorfo. A fração cristalina apresenta maior densidade e é a responsável pela resistência do material. A parte amorfa, por sua vez, contribui para a elasticidade, maciez e flexibilidade do material. As propriedades ideais do grade de polietileno para cada aplicação específica dependem do balanço adequado destas características. Para tanto, é necessário controlar a estrutura molecular do polietileno, o que passou a ser possível com a evolução do processo de polimerização.

O polietileno de baixa densidade - PEBD é obtido em condições de alta pressão e alta temperatura por um processo de polimerização por radicais livres. A polimerização aleatória do etileno nessas condições produz um polímero ramificado que, na realidade, é uma mistura de longas moléculas com cadeia principal de diferentes tamanhos, ramificações de comprimentos variados e ramificações secundárias. Estes polietilenos ramificados têm menor cristalinidade (entre 40 a 60%) e densidade variando de 0,910 a 0,940g/cm3. Comonômeros como propileno e hexeno são normalmente usados nas reações para auxiliar o controle do peso molecular.

Grande variedade de polietilenos ramificados são disponíveis, com propriedades dependentes das condições de reação e do tipo e quantidade de comonômero.

O polietileno de média densidade - PEMD (0,925 a 0, 940g/cm3) é muito parecido com o PEBD, sendo um pouco mais resistente, mais rígido e menos permeável que o PEBD. Os polietilenos lineares são produzidos usando um catalisador estereoespecífico organometálico, conhecido como Ziegler-Natta. Esta polimerização ocorre à temperatura e à pressão relativamente baixas, o que permite maior controle do peso molecular médio e da distribuição de peso molecular do polímero. Os polietilenos lineares podem ser divididos nos seguintes grupos:

PELUBD - polietileno linear de ultrabaixa densidade (0,89 0,915g/cm3); PELBD - polietileno linear de baixa densidade (0,916 0,940g/cm3); PEAD - polietileno de alta densidade (0,940 0,965g/cm3); PEAD - APM - PEAD de alto peso molecular (0,940 a 0,965g/cm3)

O PEAD é o homopolímero com estrutura quase totalmente linear. A regularidade espacial e o pequeno tamanho das ramificações permitem uma maior compactação entre cadeias e, conseqüentemente, maior porcentagem de cristalinidade (70 a 90%) e maior densidade. As resinas de PEAD APM têm maior resistência à tração, sendo usadas para fazer filmes finos para aplicação, por exemplo, em sacolas plásticas de supermercado. Os PELBDs são copolímeros lineares formados por etileno e uma á-olefina (1-octeno, 1- hexeno ou 1-buteno). Estes copolímeros têm menor cristalinidade que os homopolímeros de PEAD, melhor resistência ao fissuramento sob tensão (environmental stress crack resistance) e maior resistência ao impacto. O comonômero determina o comprimento da ramificação lateral. Assim, os PELBD de octeno e de hexeno superam o copolímero de buteno em resistência ao rasgamento e à perfuração, pois apresentam ramificações laterais mais longas que permitem um maior entrelaçameto entre as cadeias. Normalmente, a quantidade de comonômero varia de 1 a 10% na massa molar. Quanto maiores a porcentagem relativa do comonômero e o comprimento da ramificação, menor é a densidade do polietileno linear, podendo-se então obter o PELUBD. À medida em que se diminui a densidade do copolímero linear obtido pelo sistema catalisador de Ziegler-Natta (aumentando o teor de comonômero), visando à produção de resinas com peso molecular abaixo de 0,91g/cm3 (PELUBD), observa-se um aumento no nível de extraíveis em hexano, podendo-se verificar valores acima do limite permitido pela Food and Drug Administration - FDA, fato que restringe a aplicação desses polímeros para contato direto com alimentos. Esses extraíveis são compostos de baixo peso molecular que se oxidam com facilidade, conferindo odor estranho ao material, podendo causar alteração de sabor/odor do produto acondicionado.

A pesquisa para explicar a incidência de compostos de baixo peso molecular (alto teor de extraíveis) em PELUBD revelou que o sistema catalisador Ziegler-Natta possui três diferentes sítios ativos:

Um sítio produz compostos com baixo peso molecular e com alta concentração do comonômero, responsáveis pelo alto teor de extraíveis e pelo desenvolvimento de odor estranho; Um sítio produz compostos de alto peso molecular com baixa concentração do comonômero, responsáveis pela opacidade do material, uma vez que são altamente lineares e com maior tendência à cristalização; Um sítio produz predominantemente moléculas com peso molecular médio e com concentração média de comonômero, que na realidade é o que se deseja para o polímero.

Os sistemas catalisadores metalocenos surgidos comercialmente nos anos 90, por sua vez, contêm somente um tipo de sítio ativo, sendo conhecidos como catalisadores de sítio único ou de geometria restringida (single site catalysts). Eles produzem apenas o copolímero desejado, incorporando igualmente o comonômero na proporção adicionada no reator, o que traz melhorias significativas ao desempenho da resina. Comparados com o sistema Ziegler-Natta, os catalisadores metalocenos permitem maior uniformidade na incorporação do comonômero ao longo da formação da cadeia e melhor controle da distribuição de peso molecular, uma vez que proporcionam melhor controle na distribuição do comonômero. Como resultado, tem-se maior transparência, menor teor de extraíveis, maior flexibilidade, melhor desempenho na termosselagem, etc., uma vez que permitem o controle da estrutura molecular e/ou a obtenção de copolímeros com maior concentração do comonômero.

Quanto às características de processamento, os polietilenos produzidos à base de catalisadores metalocenos são similares às do PELBD devido à distribuição de peso molecular - DPM estreita, ou seja, alta viscosidade a altas taxas de cisalhamento, requerendo maior potência da máquina extrusora. Entretanto, os catalisadores metalocenos também permitem a incorporação de novos comonômeros, que não poderiam ser usados com o sistema Ziegler-Natta.á-olefinas de cadeias mais longas podem ser incorporadas dando efeito de longas ramificações e oferecendo as vantagens do PEBD como melhores características de selagem e processabilidade e os benefícios do controle do peso molecular médio e distribuição de peso molecular, a exemplo do que se observa com os plastômeros poliolefínicos. O melhor controle sobre a construção da cadeia do polímero (estrutura molecular) aumenta de maneira significativa a possibilidade de se obter um polímero específico para cada aplicação. As pesquisas com catalisadores metalocenos continuam, podendo-se esperar grande evolução nas famílias de polietilenos, polipropilenos e de outras poliolefinas. É possível prever as alterações esperadas nas propriedades dos polietilenos em função da alteração do peso molecular médio, distribuição de peso molecular e densidade, com base nas lógicas apresentadas a seguir.

PM: peso molecular médio DPM: distribuição de peso molecular

Eloísa Garcia

Fonte: cetea.ital.org.br

Polietileno

O polietileno (PE), é um dos tipos de plásticos mais comuns, sendo o mais produzido e o mais vendido no mundo atualmente.

Um fator fundamental para o seu elevado consumo é o seu preço bastante reduzido, o que faz com que o PE (polietileno – também conhecido como polieteno) seja considerado como o plástico mais barato.

Essas características devem-se principalmente à grande versatilidade desse material; que é facilmente processado e não-tóxico, podendo ser quase transparente ou translúcido, rígido ou flexível, natural ou pigmentado.

Polietileno

O que é o Polietileno (PE)?

Desenvolvido comercialmente em 1940, o polietileno é obtido pela polimerização do monômero gasoso etileno (CH2= CH2) em reator sob determinadas condições de temperatura e pressão. Possui uma das mais simples estruturas de todos os polímeros, podendo ser reproduzido através de vários processos que lhe conferem características próprias de densidade, peso molecular e distribuição de peso molecular; o que explica a sua grande variedade de processos de transformação e de aplicações.

Principais propriedades: Baixo custo, elevada resistência química, elevada resistência a solventes, baixo coeficiente de atrito, macio e flexível, fácil processamento, excelentes propriedades isolantes, baixa permeabilidade à água, atóxico, inodoro.

Há quatro tipos básicos de polietileno com representatividade comercial:

Polietileno

Polietileno de Baixa Densidade (PEBD)

O PEBD é a versão mais leve e flexível do PE. É um material de boa dureza, elevada resistência química, boas propriedades elétricas, impermeável, facilmente processável, transparente, atóxico e inerte.

O PEBD encontra um bom campo de atuação pelo processo de sopro. É utilizado basicamente em filmes, laminados, recipientes, embalagens, brinquedos, isolamento de fios elétricos, bolsas e sacolas de todo tipo, garrafas térmicas e outros produtos térmicos, frascos, mangueiras para água, utilidades domésticas, ampolas de soro, etc.

Polietileno de Baixa Densidade Linear (PEBDL)

Quando comparado ao PEBD, possui propriedades mecânicas ligeiramente superiores em termos de resistência mecânica. Seu custo de fabricação é menor.

Recomenda-se o PEBDL para aplicação em embalagens de alimentos, bolsas de gelo, utensílios domésticos, canos e tubos.

Polietileno

Polietileno de Alta Densidade (PEAD):

É um plástico rígido, resistente à tração, tensão, compressão e com moderada resistência ao impacto. É resistente a altas temperaturas, possui baixa densidade em comparação com metais e outros materiais, é impermeável, inerte (ao conteúdo), apresenta baixa reatividade, é atóxico e possui pouca estabilidade dimensional.

O PEAD é utilizado em bombonas, recipientes, garrafas, frascos, filmes, brinquedos, materiais hospitalares, tubos para distribuição de água e gás, tanques de combustível automotivos, bolsas para supermercados, caixotes para peixes, refrigerantes e cervejas. Também é usado para recobrir lagoas, canais, fossas de neutralização, contra-tanques, tanques de água, lagoas artificiais, etc.

Quando comparado ao PEBD, tem resistência ao stress cracking, maior brilho, maior rigidez e menor permeabilidade a gases para uma mesma densidade.

Polietileno de média densidade (PEMD)

O polietileno de média densidade possui propriedades intermediárias entre o PEAD e o PEBD. O PEMD é um polímero termoplástico parcialmente cristalino, cujo uso tem crescido bastante em aplicações de engenharia, como em tubos plásticos para sistemas de distribuição de água e de gás.

O polietileno é usado para diferentes tipos de produtos finais, e para cada um deles são utilizados processos diferentes.

Entre os mais comuns, estão:

Extrusão: Película, cabos, fios, tubulações.
Moldagem por injeção: Partes em terceira dimensão com formas complexas
Injeção e sopro: Garrafas de tamanhos diferentes
Extrusão e sopro: Bolsas ou tubos de calibre fino
Extrusão e sopro de corpos ocos: Garrafas de tamanhos diferentes
Rotomoldagem: Depósitos e formas ocas de grandes dimensões

Fonte: www.triplicecor.com.br

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