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PVC

O que é o PVC ?

1- Sua história

O Policloreto de Vinila (PVC) é um dos plásticos mais versáteis e devido a esta característica este é um dos materiais mais estudados e utilizados da atualidade.

Em 1835 o Monômero de Cloreto de Vinila (MVC) foi sintetizado pela primeira vez em laboratório por Justus Von Liebig.

A descoberta de Liebig fez-se por meio da reação do dicloroetileno com hidróxido de potássio em solução alcoólica.

Em 1939 Victor Regnault publica suas observações sobre a aparição de um pó branco que se formava quando uma ampola fechada contento o MVC era exposto à luz solar.

Regnault pensou que esse pó fosse PVC, mas estudos indicaram tratar-se de poli (cloreto de vinilideno).

Em 1860 A. W. Hoffman publica um informe sobre a polimerização do Brometo de Vinila (Polibrometo de Vinila).

Em 1872 E. Baumann sintetiza o Policloreto de Vinila (PVC).

Em seus registros é informado a mudança do MVC, induzida pela luz, em um produto sólido branco.

Em 1912 Fritz Klatte descobre a base para a produção industrial do PVC.

Klatte descobriu os meios para a produção do MVC por intermédio da chamada rota do acetileno (reação do gás acetileno com o cloreto de hidrogênio).

2- Polimerização do PVC nos dias de hoje

O PVC, que é uma resina termoplástica, é produzido quando as moléculas de cloreto de vinila se associam, formando cadeias de macromoléculas.

Este processo é chamado de polimerização e pode ser realizado de várias maneiras.

Os dois principais processos de obtenção do PVC são a polimerização em suspensão e a polimerização em emulsão.

Ambos usam um processo semi-contínuo, em que os reatores são alimentados com o monômero cloreto de vinila (MVC), aditivos e catalisadores.

A reação de polimerização ocorre em meio aquoso.

As diferenças entre os processos de suspensão e emulsão se manifestam no tamanho e nas características dos grãos de PVC obtidos.

O PVC obtidos por estes processos são utilizados segundo as aplicações e os resultados que se desejam obter com o PVC.

Após o término da reação, os reatores são esvaziados e a mistura de água e PVC é separada do monômero que não reagiu.

O PVC é centrifugado, secado, peneirado e embalado.

A água é reciclada ou tratada na unidade de tratamento de efluentes.

Como o MVC tem propriedades tóxicas, é muito importante que ele não seja liberado para a atmosfera nem permaneça no produto.

Por esta razão, várias etapas do processo e as características dos equipamentos onde ele ocorre foram concebidas para evitar tais perdas.

Isso permite que as resinas contenham menos de 1g de VCM por tonelada de PVC.

Produção do cloro

O cloro é produzido a partir da eletrolise do sal marinho ou do sal gema. Este é dissolvido em água e, em seguida, dissociado, gerando cloro, hidróxido de sódio e hidrogênio.

2NaCl + 2H2O = Cl2 + 2NaOH + H2

(cloreto de sódio + água = cloro + hidróxido de sódio + hidrogênio)

Produção do dicloroetano

A partir da reação do cloro e do etileno obtemos o dicloroetano (matéria prima intermediária do PVC):

C2h2 + Cl2 = C2h2Cl2
(etileno + cloro = dicloroetano)

PVC

Produção do Monômero Cloreto de Vinila

O dicloroetano é decomposto pelo aquecimento em forno a alta temperatura (pirólise):

C2h2Cl2 = C2H3Cl + HCl

(dicloroetano = monômero de cloreto de vinila + ácido clorídrico)

Polimerização do Monômero de PVC

nC2H3Cl = (C2H3Cl)n

monômero de cloreto de vinila= policloreto de vinila

3- Vantagens do PVC

Produzido a partir do Sal (NaCl) e principalmente do Petróleo, é um dos plásticos mais utilizados da atualidade.

A principal vantagem do PVC é a sua versatilidade:

Mediante a adição de aditivos podemos mudar as características do produto final

Peças com várias durezas (desde produtos rígidos como tubos e conexões até produtos flexíveis como sandálias e mangueiras de jardim).

Peças translúcidas, cristalinas ou opacas.

Peças brilhantes ou foscas

Peças compactas (sólidas) ou espumadas (expandidas)

Superfícies com texturas diferenciadas.

Peças com diversas cores (aspecto perolizado, alumínio, metálico etc...).

Esta versatilidade faz com que o PVC esteja presente em nosso dia a dia nos mais diversos setores da economia:

construção civil (forros, perfil de janelas, tubos, conexões, tapetes de banheiro, fios e cabos, mangueiras de jardim, conduites, pisos, juntas de dilatação e etc...)

industria em geral (perfis rígidos, botas de segurança, luvas, mangueiras com e sem alma rígida e etc...)

industria de brinquedos

industria automobilística (fiação elétrica, frisos laterais, mangueiras etc...)

industria de calçados (solados, sandálias e etc...)

área médica/hospitalar (bolsas de sangue e soro, cateteres, conectores e etc...)

indústria de alimentos (filmes esticáveis, frascos, etc...)

4- Principais características do PVC

Durabilidade

Produtos confeccionados a partir do PVC têm vida longa, viabilizando a sua aplicação em bens duráveis como tubos para água e esgoto, fios e cabos, perfis industriais, janelas, forros e etc... Não inflamável: devido ao cloro existente em sua molécula, o PVC não se queima com facilidade nem inflama sozinho. Por esta razão é extensivamente empregado para isolar e proteger cabos elétricos e para outros insumos na indústria da construção, automobilística, eletrodomésticos, bens de uso, etc.

Estável quimicamente

De uma maneira geral o PVC tem boa resistência a ácidos e bases o que viabiliza a sua utilização na industria médico/hospitalar, alimentícia e industrial. Devido a sua inércia química a embalagem de PVC preserva as propriedades organoléticas do produto embalado. Recuperação de energia: o PVC tem um alto valor energético. Nos sistemas modernos de valorização energética de resíduos, onde as emissões são muito controladas, o PVC pode fornecer energia e calor na indústria, residências ou em outros lugares. Fácil de processar: trabalhando com equipamentos adequados, o PVC é transformado na maioria dos processos industriais de transformação de materiais termoplásticos (injeção, extrusão, calandragem, sopro e etc...)

Fácil de reciclar

Devido ao fato de ser uma resina termoplástica o PVC é 100% reciclável. Propriedades de barreira: baixa permeabilidade ao oxigênio e ao gás carbônico o que viabiliza sua aplicação na indústria de alimentos.

Resistente à luz

Bom Isolante Térmico e Acústico

Excelente relação Custo / Benefício

Fonte: www.dacartobenvic.com.br

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