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Saco Plástico


Até bebés são vítimas dos sacos plásticos

Tudo começou com aquele filme, Beleza Americana, filme muito bom por sinal. O que nunca saiu da minha cabeça é qual era a daquele cara que ficava filmando um saco plástico voando ao vento. Ele dizia que o saco estava dançando e que era a coisa mais bonita que ele já tinha visto (doía até). Talvez tenha sido daí que começou, o meu ódio contra as sacolinhas.

Sacos plásticos além de ser um grande problema para a natureza, já que não são degradáveis biologicamente, ainda ficam voando por aí, grudando no pé da gente, fazendo barulho a noite, rasgando, furando e molhando!
E esses malditos sacos voam mesmo. Além de tudo eles ainda tem um desenho aerodinâmico que facilita sua distribuição e propagação. Não é raro eu ver quando eu estou deitado em minha cama um ponto branco se deslocando no céu azul, carregado pelo vento – Caralho! Lá vai mais um maldito saco plástico!

Vamos ao perfil do vilão, segunda a Wikipédia:

Os sacos de plástico podem ser feitos de polietileno de baixa densidade, polietileno linear, polietileno de alta densidade ou de polipropileno, polímeros de plástico não biodegradável, com espessura variável entre 18 e 30 micrometros. Anualmente, circulam em todo o mundo entre 500 biliões a 1 trilião destes objetos.

Sacos plásticos não tem vida própria, só tem utilidade quando utilizado em conjunto com outros objetos. E pior, é uma utilidade passageira, depois de transportar compras no supermercado ele já não é mais útil.

Mas qual seria o problema? O problema é que depois que ele deixa de ser útil ele não volta para o supermercado para ser útil novamente, ele tem ainda uma longa vida perambulando pelo mundo afora.

E os sacos plásticos são espertos, eles te dão uma sensação de que você um dia vai precisar dele (e provavelmente vai mesmo) que te faz guardar alguns por segurança. É uma sensação de desperdício jogar vários sacos plásticos no lixo (outro saco plástico!). Assim eles foram conseguindo permanecer no mundo, e lentamente tomaram conta de tudo.

Uma hora ou outra os malditos sacos plásticos vão parar em rios e no mar, matando por

sufocamento animais como baleias, tartarugas e golfinhos que confundem o plástico com algas.

E o pior é que quando você vai no supermercado eles tentam te empurrar dezenas de sacos plásticos de uma vez só.

Já não bastassem as embalagens plásticas que vão ser descartadas quase imediatamente ainda colocam um saco plástico pra cada item.

É bem comum a cena, eu estou passando umas coisas no supermercado e coloco dois itens em uma mesma sacola e o caixa diz:

Coloca aqui esse nessa sacola – tira o item de dentro da sacola – e põe nessa. Deixe só uma coisa por sacola.
Não, muito obrigado. Eu só vou com isso do caixa até ali no carro, não preciso de tantas sacolas. Obrigado.
Não, eu faço questão! Tome, tome mais essas sacolas! Olha esse refrigerante, coloca duas sacolas, porque aí não rasga.
Duas sacolas? Não não não precisa se preocupar. Eu vou ter cuidado para o refrigerante não cair, obrigado.

Alguém pode me explicar porque eles fazem isso? É uma conspiração para entupir o mundo dessas malditas sacolas plásticas? Alguém sabe de alguma coisa que eu não sei?

Até os gatinhos, sem os quais esse blog não viveria, são vitimados pelos malditos sacos plásticos.

Tá certo que quando eles distribuem gratuitamente sacolas com suas marcas estampadas eles estão conseguindo uma forma de publicidade barata, mas isso não chega a compensar, nem de longe, os danos. Eu não colocaria minha marca estampada num saco plástico.

Mas nem só de tristeza eu vivo. Lentamente um levante de ideias e ações em todo o planeta faz estremecer esse império plástico e eu já podemos vislumbrar um mundo livre do uso indiscriminado de sacos plásticos.

Austrália: Comerciantes são incentivados à comprarem a chamada “sacola verde” que podem ser reutilizadas várias vezes. A cidade de Coles Bay baniu o uso de sacos plásticos.


Taiwan: Sacos plásticos foram banidos. Se te pegarem usandos saco plástico eles te cortam um braço. Brincadeira, não cortam teu braço não, mas as sacolas de plástico foram banidas mesmo.


Irlanda: Há um imposto de 0,22€ para cada saco plástico distribuído. O dinheiro vai para projetos ambientais. Com o imposto houve um decréscimo de 90% no uso dos malditos sacos plásticos. Legal, pra eles mas o Brasil não precisa de mais um imposto, aqui cairia bem uma contrapartida, como isenções para supermercados que banissem o saco plástico.


Alemanha: As lojas vendem sacos plásticos por preços que variam de 5 a 25 centavos de euro dependendo do tipo de sacola. Sacolas mais fortes e reutilizáveis são vendidas por cerca de 1€. Mesmo assim há lojas que distribuem sacos plásticos descartáveis.


Zanzibar: Baniu o uso de sacos plásticos. Devido aos danos a vida marinha o turismo, principal atividade da economia, estava sendo prejudicado. Usou um saco é seis meses de xadrez ou multa de 2000 dólares (dessa vez é sério, não tô brincando).


Bangladesh: Baniu os sacos plásticos. Lá os sacos plásticos além de tudo entopem esgotos que por sua vez causavam enchentes. Ser pego com um saco plástico dá uma pesada multa e até prisão.

Quando eu era pequeno, eu morava numa cidade pequena e distante, no alto de uma serra. Nós fazíamos compras aos domingos numa feira local onde os produtores se reuniam para vender seus produtos. Era uma cena muito típica minha mãe pegando uma velha sacola (de plástico também, mas um plástico bem firme) e levando mais uma vez para a feira.

No fim das contas os sacos plásticos vão atrapalhar a vida de alguém.

Eu não me lembro de isso ser um estorvo, era algo comum, simples e normal. Todos viviam suas vidinhas sem sacos plásticos e talvez sem saber éramos mais felizes.

Talvez Sam Mendes, o diretor de Beleza Americana, seja assim como eu um inimigo declarado dos sacos plásticos.

Talvez ele tenha o usado como símbolo de um consumismo desenfreado e irracional, em contra ponto à beleza passageira dos pequenos instantes.

Fonte: eupodiatamatando.com

Saco Plástico

O saco de plástico (ou mais conhecido como saco plástico ou popularmente sacolinha no Brasil) é um objeto utilizado no quotidiano para transportar pequenas quantidades de mercadorias. Introduzidos nos anos 70, os sacos de plásticos depressa se tornaram muito populares, especialmente através da sua distribuição gratuita nos supermercados e outras lojas.

São também uma das formas mais comuns de acondicionamento do lixo doméstico e, através da sua decoração com os símbolos das marcas, constituem uma forma barata de publicidade para as lojas que os distribuem. Os sacos de plástico podem ser feitos de polietileno de baixa densidade, polietileno linear, polietileno de alta densidade ou de polipropileno, polímeros de plástico não biodegradável, com espessura variável entre 18 e 30 micrometros.

Anualmente, circulam em todo o mundo entre 500 biliões a 1 trilião destes objetos.

O saco de plástico é uma forma muito utilizada pelo homem e também muito prejudicial para o meio ambiente.

Este serve de transporte para alimentos,mercadorias e objetos diversos. São práticos para o homem, porém péssimos para o ambiente.

Sacos plásticos.

Problemas ambientais

Grande quantidade de sacos de plástico no lixo como pano de fundo ao retrato de uma criança em Jacarta, Indonésia.

Os sacos de plástico não são formas de transporte inócuas para o ambiente por dois motivos essenciais: o elevado número de sacos produzidos por ano (cerca de 150 por pessoa por ano) e a natureza não biodegradável do plástico com que são produzidos.

Além disso, a manufatura do polietileno faz-se a partir de combustíveis fósseis e acarreta a emissão de gases poluentes.

Calcula-se que cerca de 90% dos sacos de plástico acabam a sua vida em lixeiras, ou como lixo ou como contentores de desperdícios. Este número pode parecer assustador mas na verdade estes objetos ocupam apenas cerca de 0,3% do volume acumulado nas lixeiras. Mesmo assim, dada a sua extrema leveza, se não forem bem acondicionados os sacos de plástico têm a tendência de voar e espalhar-se pelo meio ambiente. Esta situação pode provocar outros tipos de poluição, que por exemplo na China ganhou o nome de poluição branca.

Nos países menos desenvolvidos, onde não existem métodos eficazes de recolha e acondicionamento de lixo, os sacos de plástico são quase totalmente abandonados depois do uso e acabam invariavelmente nos cursos de água. No Bangladesh, por exemplo, a questão atingiu proporções alarmantes que exigiram a tomada de medidas drásticas (ver em baixo) para evitar que os cerca de 10 milhões de sacos de plástico usados por dia tivessem como destino os rios e sistemas de esgotos do país. O rio Buriganga que banha Dacca, a capital, ganhou por diversas vezes barragens artificiais de sacos de plástico e os entupimentos de esgotos foram responsáveis pelas cheias devastadoras registadas em 1988 e 1998.

Quase todos os sacos de plástico não acondicionados em lixeiras acabam, mais cedo ou mais tarde, por chegar aos rios e aos oceanos. Os ambientalistas chamam a atenção há vários anos para este problema e citam o fato de milhares de baleias, golfinhos, tartarugas e aves marinhas morrerem anualmente asfixiadas por sacos de plástico. O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia anã deu à costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico encravados no estômago.

Perspectivas sobre o saco de plástico

Em países mais evoluídos como a Irlanda, foi o primeiro a tomar medidas sobre a produção descontrolada de sacolas de plásticos ao introduzir PlasTax em 2002. .Um imposto que cobra 0,15 € ao consumidor por cada saco distribuído. O resultado desta iniciativa foi a angariação de cerca de 23 milhões de euros para serem investidos em projetos ambientais e uma redução no consumo de 90%. O Reino Unido encontra-se de momento a estudar a hipótese de aplicar legislação semelhante.

Na Alemanha, os sacos de plásticos são pagos pelo consumidor em todos os supermercados e é habitual o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de cartão. Em Portugal e no Brasil, o uso de sacos de plástico é generalizado e na maioria das lojas é distribuído gratuitamente. Contudo, recentemente em Portugal algumas cadeias de hipermercados, começaram a controlar a sua distribuição ou a cobrar pelos mesmos.

Em alguns países africanos, o problema chegou a tais proporções que na África do Sul o saco de plástico foi apelidado de flor nacional por Mohammed Valli Moosa, o Ministro do Turismo e Ambiente. Este país introduziu recentemente uma lei que torna ilegal o uso de sacos com menos de 30 micrometros, uma medida destinada a torná-los mais caros e fomentar o reuso.

Na Arte

No filme "American Beauty", de Sam Mendes, uma das suas imagens mais emblemáticas, simbolizando talvez a beleza efémera dos instantes (marcada, ainda assim, por um objeto conotado com o consumismo típico da sociedade dos Estados Unidos), é a gravação, por uma das personagens, de um saco de plástico que esvoaça num movimento circular junto a uma parede.

Soluções

Foram desenvolvidos materiais plásticos biodegradáveis que prometem, a um custo um pouco maior, resolver o problema ambiental causado pelos sacos comuns.

Consta que um saco plástico comum pode demorar cerca de 100 anos (dependendo da exposição à luz ultravioleta e outros fatores) para se decompor, enquanto que o novo material levaria cerca de 60 dias.

Em Cajamar a RES produz plástico biodegradável a partir de polímeros do álcool. O setor de biotecnologia do IPT desenvolveu um plástico derivado, por ação de uma bactéria, do açúcar de cana.

A fábrica da BASF em Ludwigshafen, Alemanha, dobrará a partir de 2006 a produção de seu plástico biodegradável, o Ecoflex.

Como uma grande alternativa contra o consumo excessivo de sacolas de plástico, é a utilização de sacolas retornáveis ou sacolas ecológicas, confeccionada em sua maioria em algodão cru.

Fonte: pt.wikipedia.org

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