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Plutão

Plutão era conhecido pelos romanos com deus do mundo interior,e Hades pelos gregos, que se apaixona por Perséfone, filha da deusa terra, e a leva para o seu reino. Enquanto a deusa terra lamentava, as plantações não medram, pelo que os deuses intercederam junto a Hades, que finalmente concorda em deixar Perséfone sair do mundo inferior e passar parte do ano com a mãe. Esta era a forma que os gregos interpretavam as estações do ano.


Símbolo
É representado pelas duas letras do seu nome P e L.

Conhecendo Plutão

A partir das perturbações verificadas nas órbitas de Netuno e Urano foi dado início a procura de um novo planeta. Um dos pioneiros nesta pesquisa foi o astrônomo americano Percival Lowell, que fundou o Observatório de Lowell em Haste, no Arizona e criou três grupos de pesquisa para encontrar o “planeta X” como era chamado. Finalmente no dia 13 de março de 1930 foi anunciada pelo astrônomo Clyde W. Tombaugh a descoberta de Plutão.

Apesar de todo este tempo que se passou desde a sua descoberta, as informações que temos a seu respeito são muito limitadas, e é o único planeta do nosso sistema solar que ainda não foi visitado por uma nave espacial. No entanto alguns estudos estão sendo feitos com o telescópio espacial Hubble e as informações sobre este planeta vão pouco a pouco crescendo. Plutão possui um satélite natural, Caronte, que é a metade do tamanho de Plutão. Alguns astrônomos chamam Plutão e Caronte de planeta duplo, porque eles têm tamanhos tão próximos. Outros astrônomos não acham que Plutão seja realmente um planeta, eles acreditam que ele possa ser uma lua que escapou da atração gravitacional de Netuno.

Plutão é boa parte do tempo o planeta mais distante do Sol, porem pelo fato da sua órbita ser uma elipse bastante acentuada, por algum tempo ele acaba ficando em uma posição mais próxima do Sol que Netuno. O tempo em que ele permanece mais próximo do que Netuno, é de aproximadamente 20 anos dos 249 anos que ele leva para dar uma volta ao redor do Sol. Plutão cruzou a órbita de Netuno no dia 21 de janeiro de 1979, e atingiu a sua maior aproximação com o Sol no dia 5 de setembro de 1989, e permaneceu dentro da órbita de Netuno até o dia 11 de fevereiro de 1999. Isto ocorrerá novamente somente em setembro do ano de 2226.

Ao contrário da maioria dos planetas, lembrando um pouco Urano, o eixo de rotação de Plutão gira quase que no plano da sua órbita. O eixo de rotação de Plutão tem uma inclinação de 122 graus. Quando o Plutão foi descoberto, a região vista pelo observador na Terra, era o pólo sul do planeta.


Este mapa do albedo ( luz refletida pela superfície) de Plutão, realizado pelo telescópio espacial Huble. O mapa cobre 85% da superfície do planeta, e confirma que na região equatorial (latitude 0º) ele é escuro, enquanto nos polos a reflexão da luz é maior. Esta imagem confirma os dados que haviam sido obtidos durante o eclipse de Plutão e Caronte entre 1985 e 1990.
Esta imagem foi obtida entre os mese de junho e julho de 1994

Durante os anos de 1985 e 1990 a Terra estava alinhada com a órbita de Caronte, provocando um eclipse de Plutão que podia ser observado todos os dias. Este fenômeno proporcionou uma excelente oportunidade na obtenção de dados significativos que conduziram a determinação de mapas do albedo (poder refletor do planeta) que definiram a reflexão da superfície, e a primeira determinação precisa dos tamanhos de Plutão e Caronte. Graças a estas observações ficou determinado Plutão pode refletir de 49% a 66% da luz que recebe do Sol, bem mais que Caronte. O albedo de Caronte varia de 36% a 39%.

Com uma duração do eclipse de quatro horas, foi possível marcando cuidadosamente o seu início e o fim, determinar o diâmetro de Plutão e Caronte. Hoje os cientistas determinam diretamente pelo telescópio Hubble estas medidas com uma boa precisão. Hoje podemos afirmar que o diâmetro de Plutão é 2.274 quilômetros e o diâmetro de Caronte como 1.172 quilômetros e a distância entre eles é de 19.640 km.

A densidade média de Plutão fica entre 1,8 e 2,1 g/cm3. Concluímos que Plutão é constituído de 50% a 75% de rochas e gelo.

Estudos conduzidos utilizando espectroscópios detectaram metano congelado em Plutão e água congelada em Caronte. Assim como Tritão, satélite de Netuno, Plutão possui uma atmosfera de nitrogênio e metano. Observando através do Hubble Space Telescope, Caronte parece ter cor mais azulada do que Plutão. Durante o período de sua órbita em que Plutão encontra-se mais afastado do Sol, sua atmosfera se condensa e cai à superfície como uma geada. A superfície fria de Plutão é de 98% de nitrogênio, Metano e rastros de monóxido de carbono. O metano sólido indica que a temperatura de Plutão deve ser por volta de -200ºC. A temperatura de Plutão varia bastante com a sua posição na órbita descrita por ele. Durante os vinte anos em que Plutão encontra-se mais perto do Sol do que Netuno aumentando a sua atmosfera. O metano e nitrogênio congelados nos pólos descongelam e ascendem,formando temporariamente uma atmosfera mais densa. Quando o planeta volta à sua posição mais distante do Sol, os gases presentes na Durante o período de sua órbita em que Plutão encontra-se mais afastado do Sol, sua atmosfera se condensa e cai à superfície como uma geada, tornando a sua atmosfera muito tênue.

Fonte: www.ciencia-cultura.com

Plutão

Mudanças no Sistema Solar: Plutão agora também é um Plutóide

Plutão

Como se não bastasse toda a confusão envolvendo a troca de categorias dos objetos do sistema solar, a União Astronômica Internacional, IAU, decidiu agora que o planeta-anão Plutão, outrora planeta, passa a fazer parte de uma nova categoria de corpos celestes, batizada de Plutóides.

O comunicado oficial foi divulgado ontem, 11 de junho, pela IAU, após ser aprovado por seus membros em recente encontro em Oslo, na Noruega. De acordo com o comunicado, o termo Plutóide se refere a todos os planetas-anões transnetunianos semelhantes à Plutão.

Transnetunianos são os objetos celestes localizados para além da órbita de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper, cerca de 30 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Atualmente já foram identificados cerca de 1300 objetos neste cinturão, entre eles Eris, que parece ser ligeiramente maior que Plutão. Dessa forma, Eris também passa a ser um Plutóide.

Segundo a IAU, os Plutóides são corpos celestes que orbitam em torno do Sol além da órbita de Netuno e que possuem massa suficiente para que a sua auto-gravidade supere as forças do corpo rígido, permitindo que adquiram uma forma de equilíbrio hidrostático quase esférico e que não tenham limpado por completo a vizinhança da sua órbita.

Até o presente momento apenas Plutão e Eris satisfazem as condições impostas, mas os cientistas esperam que este número aumente à medida que novas descobertas forem feitas. Pela categoria proposta o planeta-anão Ceres não é um Plutóide, já que não é um objeto transnetuniano. Ceres se localiza no interior do Cinturão de Asteróides, entre Marte e Júpiter e é o único objeto deste tipo. Por ser único, os astrônomos ainda não criaram uma categoria separada para os objetos similares a Ceres.

A introdução do termo ocorre dois anos após a IAU ter alterado a categoria de Plutão, em agosto de 2006, rebaixando-o para planeta-anão. Naquela ocasião a IAU deixou em aberto o nome para os planetas-anões localizados no Cinturão de Kuiper, talvez para acalmar os ânimos dos astrônomos contrários ao rebaixamento de Plutão. O nome sugerido em 2006 foi "Plutons", que sem dúvida geraria ainda mais confusão, já que em português ficaria "Plutões".

A nova designação pode não ter muita diferença para a maioria das pessoas, mas já pensou quantos livros escolares deverão ser re-escritos para satisfazer a nova terminologia? Como vimos, se podemos complicar, pra que simplificar?

Fonte: www.apolo11.com

Plutão

Plutão é o último planeta conhecido (9.º planeta) e o mais pequeno de todos eles. Aliás, Plutão chega mesmo a ser mais pequeno do que sete das luas do nosso Sistema Solar (Lua, Io, Europa, Gaminedes, Calisto, Titã e Tritão). Faz parte do grupo dos planetas exteriores, ocupando neste o último lugar.

Na mitologia grega, Plutão é o deus dos infernos. Provavelmente terá recebido este nome por estar muito longe do Sol, imerso numa perpétua escuridão.

Descoberto em 1930, Plutão foi o último planeta a ser conhecido, daí o ser ainda pouco explorado, sabendo-se pouco sobre a sua atmosfera, assim como sobre a sua composição, a qual, a partir da sua densidade, se supõe que ronde os 80% de detritos rochosos e 10% de gelo de água. A atmosfera deste longínquo planeta será provavelmente muito fina e composta na sua totalidade por metano misturado com azoto.

Este distante planeta foi o único que ainda não foi visitado por nenhuma sonda espacial. Até mesmo o telescópio espacial Hubble não pôde resolver a questão das formações da sua superfície. Mas está prevista uma missão ao planeta a ser realizada por uma sonda americana que passará perto de Plutão em Julho de 2015.

Devido à sua excêntrica órbita, por vezes este planeta cruza a sua órbita com a de Neptuno e daí resulta que as posições destes últimos planetas do Sistema Solar sejam alteradas, isto é, Plutão passa a estar mais perto do Sol do que Neptuno. Esta situação acontece durante 20 anos dos 248 que dura o período de translacção de Plutão.

Como era de prever, sendo Plutão o último planeta do nosso Sistema, o seu período de translação é o mais prolongado, daí que para descrever uma órbita completa em torno do Sol este planeta demore cerca de 248 anos e meio. Relativamente à duração do dia em Plutão, este demora aproximadamente 6 dias e 9 horas terrestres. Viajando a uma velocidade de cerca de 4,74 km/s, este planeta atinge o seu afélio quando chega aos 7375 milhões de quilómetros de distância do Sol.

Imagem de Plutão com a sua lua Caronte
Imagem de Plutão com a sua lua Caronte

Sabe-se hoje que que além de Plutão não há apenas espaço vazio. Existem milhões de corpos gelados e centenas desses corpos têm sido detectados ultimamente a partir da Terra e há cálculos que apontam para a existência de cem mil corpos com diâmetros superiores a 100 quilómetros, neste anel de matéria, conhecido como cintura de Kuiper.

Tudo indica que estes corpos são os restos de uma vasta população de objectos que existia na zona de Neptuno antes da sua formação e que podia ter dado origem a um décimo planeta. No entanto, quando Neptuno se formou, varreu com eles todos, dando origem à cintura de Kuiper, num processo semelhante ao que Júpiter fez na cintura de asteróides. Plutão, Caronte e Tritão, seriam exemplares maiores destes corpos, que foram impedidos de crescer devido à gravidade de Neptuno, que certamente os perturbou fazendo com que colidissem violentamente com outros corpos, impedindo assim o seu crescimento através de colisões suaves.

Mas esta provável relação de parentesco entre Plutão e os corpos da cintura Kuiper, tem gerado polémica, com numerosas pessoas a sustentarem que Plutão não devia ser considerado um planeta, mas sim um corpo transneptuniano. A sua órbita em volta do Sol é tão excêntrica que, para alguns astrofísicos, deveria ser considerado simplesmente mais um objecto da cintura de Kuiper. As discussões a este respeito têm sido grandes e a descoberta recente de um transneptuniano maior do que Plutão acendeu ainda mais a polémica. Vamos ver se Plutão continua ou não a ser planeta depois desta descoberta.

Caronte é o nome do satélite conhecido de Plutão e é uma lua muito peculiar, pois é a maior das luas do Sistema Solar relativamente ao seu planeta primário.

Fonte: oficina.cienciaviva.pt

Plutão

Plutão e sua lua Caronte

Plutão
Plutão

Neste painel, até agora procuramos dar uma pequena noção sobre o intrincado conjunto que forma o Sistema Solar. Deu para se perceber as significativas mudanças ocorridas no decorrer da sua história, e nem foi preciso voltar aos séculos de Ptolomeu ou Copérnico, basta analisar as últimas descobertas. Além disso o sistema planetário vem se modificando continuamente desde a sua formação.

Plutão foi descoberto há 76 anos pelo cientista norte-americano Clyde Tombaugh (1906-1997), e é objeto de polêmica há décadas, principalmente devido a seu tamanho, que vem sendo reduzido ano após ano e que agora está estabelecido em 2.3 mil quilômetros de diâmetro. Ele é muito menor que a Terra, que tem 12.750 quilômetros e até menor que a Lua.

Seu nome foi sugerido por Venetia Phair, na época uma menina de onze anos de Oxford-Inglaterra. Venetia, que se interessava por mitologia clássica assim como astronomia, sugeriu o nome romano equivalente ao Hades grego. Acatado de maneira quase unânime, o nome Plutão foi oficialmente adotado em 1º de maio de 1930.

A órbita de Plutão é altamente incomum, comparada aos demais planetas do sistema solar devido a sua alta inclinação. Isto faz com que Plutão gire em torno do sol numa órbita tão elíptica que por quase 20 anos a cada 248 anos do seu período de órbita ele passa internamente à órbita de netuno, ou seja, parte de sua órbita ele encontra-se mais proximo do sol do que Netuno.

Plutão possui três satélite naturais: Caronte e dois menores, descobertos em 2005. Foram batizados pela IAU de Nix e Hydra, nomes mitológicos com as iniciais N e H que coincidem com o nome da sonda tripulada da NASA – New Horizons – lançada em 19 de Janeiro de 2005 que detectou esses novos satélites.

Os astronômos estão há quase três anos em meio a calorosos debates para determinar uma definição clara sobre o que seria "planetas". A decisão foi tomada durante a XXVI Assembléia Geral, que se realizou em Praga, capital da República Tcheca, e pôs fim a uma das maiores polêmicas astronômicas desde 1930, quando Plutão foi descoberto. E a partir desse acontecimento histórico para a comunidade científica, pela primeira vez os cientistas contam com uma definição formal de "planeta".

Antes que possam ser chamados de planetas, os objetos celestes devem preencher alguns critérios básicos, preenchidos agora somente por oito corpos:

Deve ser supremo nos domínios da sua órbita, tendo atraído para seu campo gravitacional qualquer corpo vizinho.

Plutão não se enquadraria na terceira regra, já que partilha sua órbita com milhares de outros objetos, inclusive com sua lua Caronte.

Outra decisão da IAU faz de Plutão o protótipo de uma nova categoria de objeto transnetuniano - corpos que se localizam além da órbita de Netuno - e cujo nome será definido futuramente. Entre os nomes propostos, "plútons" ou "plutonianos", nenhum ainda foi oficializado.

Com esta decisão, o sistema solar passa a ter três categorias distintas de planetas. O primeiro grupo engloba os oito planetas atuais - Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Netuno, Saturno e Urano. O segundo grupo engloba os asteróides e o terceiro grupo abriga Plutão e UB313, descoberto em 2003, que foi posteriormente chamado de Éris, deusa da discórdia, devido a discussão gerada após sua descoberta em termos da definição de planetas.

Fonte: www.fisica.unifei.edu.br

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