A pneumonia é a inflamação dos pulmões, mas especificamente
dos alvéolos, local onde ocorrem às trocas gasosas, devido à infecção causada
por bactérias, vírus, fungos e outros agentes infecciosos ou por substâncias
químicas.
Na pneumonia os alvéolos se enchem de pus, muco e outros
líquidos, o que impede o seu funcionamento adequado.
O oxigênio pode não alcançar o sangue, e se existe oxigênio insuficiente
no sangue, as células do corpo não funcionam adequadamente. Por esse motivo,
e pelo risco da infecção se espalhar pelo corpo, a pneumonia pode ser fatal.
Em muitos casos apneumonia ocorre depois de um resfriado ou gripe. Os sintomas podem se iniciar lentamente ou serem súbitos.
Os principais sintomas são:
Febre e suor intenso
Calafrios e tremores
Falta de apetite
Dor no peito que piora com a respiração, em crianças maiores
Tosse com catarro esverdeado, marrom, ou com raias de sangue
Respiração ofegante, gemência e prostração
Aceleração do pulso
Em casos graves, os lábios e unhas podem ficar roxos por falta de oxigênio no sangue e pode haver confusão mental. Em crianças muito pequenas ou já com outras doenças de base, a pneumonia pode ocorre sem a presença dos sinais clássicos, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico.
A pneumonia bacteriana é a mais freqüente, ocorrendo em aproximadamente 50% dos casos. A causa mais comum de pneumonia bacteriana em adultos é uma bactéria chamada Pneumococo.
As bactérias estão presentes na cavidade oral de algumas pessoas normais.
Quando as defesas do organismo enfraquecem, elas podem ser aspiradas para
os pulmões e causar a pneumonia.
As pneumonias virais podem ser causadas por muitos tipos diferentes de vírus,
incluindo o vírus da gripe. Ocorrem mais comumente no outono e no inverno.
As pneumonias virais podem ser complicadas por pneumonias bacterianas. As
crianças com doença cardíacas ou pulmonares crônicas podem ter pneumonias
graves pelo vírus da gripe.
Outros microorganismos causadores da pneumonia são o Mycoplasma (segunda causa
mais freqüente de pneumonia), Chlamydia (relativamente freqüente), e Legionella
(incomum, mas causa muitos casos de pneumonia grave). Esses agentes, assim
como os vírus, podem ser contagiosos, acometendo várias pessoas que convivem
em um mesmo ambiente.
Pessoas com uma diminuição do sistema de defesa do organismo, como os portadores
de HIV e pacientes com câncer em tratamento com quimioterapia, podem ter pneumonia
por agentes infecciosos incomuns. O Pneumocystis carinii é um fungo que comumente
causa pneumonia em pessoas com AIDS.
As conseqüências de uma pneumonia dependem muito da idade
da pessoa acometida, do tipo de pneumonia e do estado geral de saúde anterior
à pneumonia. As pessoas com doença cardíaca ou pulmonar prévias têm mais risco
de complicações.
A complicação mais comum da pneumonia é o derrame pleural. Os pulmões são
revestidos por duas membranas, as pleuras. O derrame pleural é o acúmulo de
líquido entre essas membranas. Algumas vezes esse líquido pode se transformar
em pus, que deverá ser drenado para o controle da infecção.
A bacteremia é uma complicação bastante grave da pneumonia, ocorre quando
as bactérias alcançam o sangue, podendo se espalhar por todo o corpo, apresentando
risco de vida. Bebês apresentam com frequencia esta quadro, quando a pneumonia
não é tratada a tempo.
Quanto mais rápido a pneumonia for diagnosticada, maior é a chance de cura.
A maior parte das pneumonias é tratada com o uso de antibióticos, entretanto,
não existe tratamento efetivo para as pneumonias virais. Após o uso de um
antibiótico adequado, espera-se que ocorra melhora dos sintomas após 48 a
72 horas.
A criança deve fazer um controle ambulatorial, no segundo dia de antibióticos,
para que seja avaliada sua melhora. Rx são feitos no momento do diagnostico,
mas se a evolução for boa, não é necessário um Rx de controle, evitando-se
assim a irradiação da criança, baseando-se o médico na evolução clinica, melhora
da febre, melhora do apetite e diminuição da prostração.
A maioria das pneumonias em pacientes previamente saudáveis pode ser tratada
em casa. Nos casos mais graves, entretanto, é necessária a hospitalização
para receber antibiótico venoso e oxigênio. È muito importante que o paciente
beba muito líquido, que evita a desidratação e ajuda na expectoração.
A pneumonia pode ser uma complicação de uma gripe, assim a vacina da gripe
é uma boa forma de prevenção da pneumonia.
Está disponível também a vacina contra o pneumococo, o principal agente causador
da pneumonia. Ela está indicada para pessoas com maior risco de adquirir a
doença e de ter suas complicações: pessoas com doenças crônicas pulmonares,
cardíacas, renais, diabéticas, residentes de asilos e pessoas com 65 anos
ou mais.
Como a pneumonia freqüentemente ocorre após um resfriado
ou gripe comuns, deve-se estar atento ao prolongamento dos sintomas por mais
de uma semana a dez dias, e procurar um médico sempre que estiverem presentes
os sintomas da pneumonia.
Fonte: unisite.com.br
Pneumonia é uma infecção de um ou ambos os pulmões, a qual é usualmente causada por bactérias, vírus ou fungos. Antes da descoberta dos antibióticos, 1/3 das pessoas com pneumonia morriam. Atualmente isto ocorre em < 5%. A cada ano, dois milhões de casos de pneumonia acontecem no Brasil, com 33.000 mortes.

Em alguns casos pela inalação de gotículas contendo o germe que pode causar a pneumonia. Estas pequenas gotas vão para o ar quando uma pessoa infectada com estes germes tosse ou espirra.
Na maioria dos casos, a pneumonia é causada quando bactérias e vírus que colonizam a boca, garganta, ou o nariz são aspirados para os pulmões.
Durante o sono, é muito comum que as pessoas aspirem secreções da boca, garganta, ou nariz. Normalmente, as defesas do organismo, como a tosse e o sistema imunológico, irão impedir que os germes aspirados causem pneumonia.
Contudo, se a pessoa está em uma condição enfraquecida por uma outra doença, ou o material aspirado contém muitas bactérias, a pneumonia pode surgir. Pessoas com infecções virais recentes, doenças cardíacas, e problemas de deglutição, bem como alcoólatras, usuários de drogas e aqueles que sofreram uma convulsão ou um ataque vascular cerebral têm maior risco para desenvolver pneumonia do que a população geral.
Uma vez que os germes entram nos pulmões, eles usualmente se instalam nos alvéolos, onde crescem rapidamente. Esta área do pulmão então se torna cheia de líquido e pus, à medida que o corpo tenta lutar contra a infecção.
Depende da causa da pneumonia. As pneumonias bacterianas em geral não são contagiosas.
A maioria das pessoas que desenvolvem pneumonia inicialmente tem sintomas de um resfriado, o qual é então seguido por febre alta, calafrios e uma tosse com produção de escarro.
O escarro é branco e às vezes sanguinolento. Os pacientes podem ter falta de ar. Dor no tórax pode se desenvolver se a pleura for alcançada pela infecção.
A dor piora com a respiração. Em outros casos de pneumonia, o começo dos sintomas é lento. Tosse, dor de cabeça, e dores musculares podem ser os únicos sintomas.
Em algumas pessoas com pneumonia, a tosse não é um sintoma maior, porque a infecção está localizada em áreas do pulmão longe dos brônquios maiores. Pessoas idosas podem ter poucos sintomas de pneumonia, que pode se manifestar apenas por queda do estado geral e letargia.
A pneumonia é suspeitada pelos sintomas acima descritos. A suspeita é reforçada se os médicos escutam sons respiratórios anormais, chamados estertores, através do estetoscópio, em uma ou mais regiões do pulmão. Os estertores nem sempre estão presentes.
O diagnóstico de pneumonia é confirmado pela radiografia de tórax.
No consultório nenhum outro exame será necessário se não houver sinais de que a pneumonia é grave.
Em casos mais graves, exames de sangue são necessários.
A pneumonia é considerada grave, com necessidade de internação, quando:
Os pacientes são idosos
A pneumonia é extensa, com queda do oxigênio no sangue
Os pacientes têm doenças associadas que diminuem a resistência do organismo, tais como alcoolismo, diabetes descontrolado, insuficiência cardíaca, doenças do fígado, câncer e outras.
Existe confusão mental
A pressão arterial está baixa
A freqüência respiratória está elevada
A causa mais comum de pneumonia por bactérias é o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), uma bactéria redonda. Uma vacina é disponível contra o pneumococo, e é recomendada em idosos, pessoas com diabetes, doença renal, pulmonar ou cardíaca crônica, em alcoolistas e naquelas pessoas que tiveram o baço removido por algum motivo.
O Haemophilus influenzae (não confundir com o vírus da influenza, ou gripe), é uma bactéria que freqüentemente causa pneumonia em pessoas que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou alcoolismo.
Mycoplasma é uma bactéria que causa muitas pneumonias em pessoas mais jovens, podendo acontecer em surtos periódicos.
A doença dos Legionários é causada pela bactéria Legionella pneumoniae este nome foi dado após seu isolamento em um surto que ocorreu em um encontro de centenas de pessoas em um hotel norte-americano pertencentes à Legião Americana.
A Legionella é freqüentemente encontrada em fontes de água contaminada e condicionadores de ar. É uma infecção potencialmente fatal. Homens idosos, fumantes, e pessoas cujo sistema imunológico está afetado têm maior risco de desenvolver pneumonia por Legionella.
Pneumonias virais não respondem aos antibióticos. Estas pneumonias se resolvem com o tempo, pelas próprias defesas do organismo. É importante ter certeza que uma pneumonia bacteriana não se desenvolve secundariamente. Se isto ocorre, então a pneumonia bacteriana é tratada com antibióticos apropriados.
Bactérias normalmente encontradas na flora intestinal (Enterobactérias) podem se instalar na garganta de pessoas com baixas defesas (alcoolistas, diabéticos, portadores de câncer, etc) e depois causarem pneumonia por aspiração.
Anaeróbios, bactérias que vivem na boca e se multiplicam em más condições dentárias, ou em abscessos de gengivas, podem ser aspiradas para os pulmões, e causar pneumonias arrastadas. Infecções por diversos fungos podem levar a pneumonia. Não são freqüentes.
As pneumonias eram antigamente divididas em típicas e atípicas. Eram consideradas típicas aquelas que surgiam de repente, com febre alta, calafrios, dor para respirar e escarros com sangue.
As pneumonias atípicas eram aquelas de evolução lenta, parecida com gripe, com dores musculares, tosse seca e sem dor para respirar. As pneumonias típicas eram atribuídas às bactérias e as atípicas a vírus ou Mycoplasma. Diversos estudos mostraram que esta implicação da causa não se sustenta.
Pneumonias tratadas no domicílio recebem antibióticos dados por boca; raramente se justifica o uso de antibióticos injetáveis. O uso de penicilina intra-muscular foi abandonado, existem antibióticos mais potentes dados 1 a 2 vezes ao dia por via oral.
Os antibióticos mais usados para tratamento domiciliar das pneumonias são a amoxicilina, com ou sem ácido clavulânico, as quinolonas (levofloxacina, moxifloxacina) e os macrolídeos (azitromicina, claritromicina).
Pacientes internados são tratados com antibióticos de amplo espectro para cobrir as diversas causas.
Várias possibilidades existem nesta situação. O germe responsável não está sendo tratado com o antibiótico correto, ou é resistente ao tratamento; podem existir complicações da pneumonia, como formação de líquido na pleura, que precisa ser removido; diversas doenças pulmonares podem imitar pneumonias.
O caso deve ser reavaliado com cuidado. Tomografia de tórax é em geral solicitada nesta fase (não há indicação em pneumonia comum), bem como uma broncoscopia.
A broncoscopia é um procedimento no qual um tubo fino, flexível, com uma luz que permite a visão, é inserido pelo nariz ou pela boca depois da aplicação local de um anestésico. As passagens respiratórias podem ser examinadas diretamente pelo médico, e material da parte infectada do pulmão pode ser obtida.
Pneumonia pode ser uma infecção grave e com risco de vida. Isto é especialmente verdadeiro em idosos, crianças, e naqueles que outros problemas médicos sérios, tais como DPOC, doença cardíaca, diabetes e certos tipos de câncer.
Felizmente, com a descoberta de antibióticos potentes, a maioria dos casos de pneumonia é tratada com sucesso, em casa, com antibióticos orais, sem necessidade de internação.
Fonte: www.drpereira.com.br