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As Estrelas

(Olavo Bilac)

Quando a noite cais, fica à janela,

E contempla o infinito firmamento!

Vê que planície fulgurante e bela!

Vê que deslumbramento!

Olha a primeira estrela que aparece

Além, naquele ponto do horizonte ...

Brilha, tremula e vívida... Parece

Um farol sobre o píncaro do monte.

Com o crescer da treva,

Quantas estrelas vão aparecendo!

De momento em momento, uma se eleva,

E outras em torno dela vão nascendo.

Quantas agora! ... Vê! Noite fechada ...

Quem poderá contar tantas estrelas?

Toda a abóbada esta iluminada :

E o olhar se perde, e cansa-se de vê-las

Surgem novas estrelas imprevistas

Inda outras mais despontam ...

Mas, acima das últimas avistas,

Há milhões e milhões que não se contam ...

Baixa a fronte e medita:

- Como, sendo tão grande na vaidade,

Diante desta abóbada infinita

É pequenina e fraca a humanidade!

Fonte: www.unicamp.br

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