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Natal

Poema de Natal
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Fonte: www.releituras.com

Natal

Chove. É Dia de NatalChove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Fonte: www.citador.pt

Natal

Pai-pai Noel nosso de cada Natal
Santificado seja nosso presépio
Venha a nós os vossos presentes
De humildade, sabedoria e caridade
Que seja feita muitas festas
Para o maior aniversariante
Assim com fazemos o nosso...

O brilho da estrela guia
Nos dai hoje, para nos guiar o ano todo.
Perdoai pela nossa destruição das árvores
E dos natais de quem tem fome num
planeta tão cheio de alimento, assim
como a natureza nos perdoa e nos tolera.
Que possamos ser como o anjo Gabriel
Mensageiro da paz e da boa nova,
Como Maria

Dizendo sempre sim para Deus
Livrai-nos das tentações da soberba
Da intolerância da arrogância
E do Natal consumista.
Livrai-nos, também, Senhor
Do esquecimento de seu aniversário
FELIZ ANIVERSÁRIO, JESUS.
(Jarbas Carvalho Marques)

Fonte: www.esoterikha.com

Natal

(Olavo Bilac)

Jesus nasceu ! Na abóbada infinita

Soam cânticos vivos de alegria;

E toda a vida universal palpita

Dentro daquela pobre estrebaria ...

Não houve sedas, nem cetins, nem rendas

No berço humilde em que nasceu Jesus ...

Mas os pobres trouxeram oferendas

Para quem tinha de morrer na Cruz.

Sobre a palha, risonho, e iluminado

Pelo luar dos olhos de Maria,

Vede o Menino-Deus, que está cercado

Dos animais da pobre estrebaria.

Não nasceu entre pompas reluzentes;

Na humildade e na paz deste lugar,

Assim que abriu os olhos inocentes,

Foi para os pobres seu primeiros olhar.

No entanto, os reis da terra, pecadores,

Seguindo a estrela que ao presépio os guia.

Vêem cobrir de perfumes e de flores

O chão daquela pobre estrebaria.

Sobrem hinos de amor ao céu profundo;

Homens, Jesus nasceu ! Natal ! Natal !

Sobre esta palha está quem salva o mundo,

Quem ama os fracos, quem perdoa o Mal !

Natal ! Natal ! Em toda Natureza

Há sorrisos e cantos, neste dia ...

Salve, Deus da Humildade e da Pobreza,

Nascido numa pobre estrebaria !

Fonte: www.unicamp.br
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