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Poligamia

Poligamia entre os povos indígenas do Brasil

Os selvícolas brasileiros, tidos como uma cultura primitiva pela sofisticadas sociedades ocidentais, têm institutos e rituais culturais antropologicamente superiores às pobres instituições ocidentais no que tange à sexualidade e, inclusive, no tocante à poligamia. Apesar de uma aparente desigualdade entre os sexo, semelhante ao nosso machismo, há um igualdade de direitos muito maior entre homens e mulheres do que nas sociedades ocidentais, especialmente no que diz respeito à sexualidade.

O conceito de infidelidade, embora também existente entre os índios, é tratado com muito mais condescendência do que entre nós, o que pressupõe uma compreensão maior das necessidades sexuais humanas. Um exemplo disto é o fato de existirem diferentes tipos de casamentos, que implicam em contratos diferenciados. O casamento considerado comum entre os Kayapós, por exemplo, ocorre quando ambos os noivos já são iniciados sexualmente. Promove-se uma festa na qual rapazes e moças formam semicírculos de fronte uns para os outros. A pajé (mulher) manda a moça escolher um marido. Ela então indica o rapaz de sua preferência. Neste tipo de relacionamento não há obrigação de fidelidade conjugal para nenhum dos dois, até que resolvam consolidar o casamento com um filho. É uma espécie de casamento experimental. As mulheres kayapó com o casamento consolidado são respeitadas ou poupadas. Mas, ainda assim, os casais com filhos podem trocar de parceiros se houver uma sólida amizade: o amigo dele será chamado de ikamu (irmão) e a amiga dela será inikiê (irmã). A troca é anunciada publicamente pelos dois para dar uma satisfação à sociedade. Isto demonstra uma maturidade social muito maior do que o nosso adultério às escondidas (que ocorre apenas porque não admitimos a necessidade natural da poligamia). Os ikamu se despedem dos companheiros, indo para a casa do amante. A experiência pode durar meses.

No caso dos Carajás a infidelidade é proibida, mas há uma certa tolerância em relação as escorregadelas. No caso de a infidelidade ser descoberta a mulher pode dar uma desculpa do tipo: "Eu não queria, mas ele insisitiu tanto que não resisiti". Este exemplo, por si só demonstra que os índios reconhecem tacitamente a necessidade também da mulher em ter relacionamento extra-conjugais. Nesse caso o marido tem duas opções: pode comunicar o fato publicamente num discurso e abandonar a infiel ou contar o caso aos parentes dos amantes, cabendo ao irmão ou irmã aplicar uma surra neles. Essa punição simbólica redime o adultério e a sociedade não se sente mais ultrajada.

Também os rituais de educação e iniciação sexual são mais sofisticados que os ocidentais, não cabe aqui discutir este aspecto, mas o citamos apenas para salientar que a educação e iniciação não distingue entre moças e rapazes, ambos têm iguais direitos a se iniciarem sexualmente com múltiplos parceiros antes do casamento e sem nenhuma relação de compromisso.

Um outro ritual interessante existente entre os kayapós é o Mebiôk, o ritual das amazonas. Durante uma semana as mulheres são as donas da aldeia: elas abandonam a casa e se instalam na ngóbe (casa dos homens). Os homens vão substituílas nas atividades domésticas, preparando os alimentos e cuidando dos meninos. À noite eles têm de atender aos chamados e provocações das mulheres guerreiras, a fim de provar sua virilidade. Na última noite, no encontro na ngóbe, completamente às escuras, sem mostrar quem realmente são, fazem sexo até o pajé anunciar a aurora. Elas vão tomar banho e depois voltam às suas casas e à vida normal. Esse ritual permite o exercício do adultério ritual tanto para os homens como para as mulheres ao mesmo tempo que reafirma a igualdade entre os sexos através da troca de papéis. Através desse ritual as mulheres lembram aos homens que, se eles não as tratarem bem, com amor e respeito aos direitos sociais adquiridos, elas podem voltar a viver sozinhas na floresta como mulheres guerreiras, fazendo uma vez por ano uma caçada aos homens para a reprodução. Outro resultado positivo desse ritual é que, se o casal estiver tentando a fecundação sem êxito, pode encontrar nesse ritual a solução, pois ninguém questionará a paternidade.

Nas sociedades indígenas brasileiras, as mulheres se igualam aos homens em todos os sentidos. As restrições a certos tipos de atividades possuem raízes mitológicas apenas, e estão relacionadas ciclicamente a lendas e rituais. Outro exemplo interessante é dos Wáiwái, Parikotó e Taruma. Em determinada época do ano os homens têm de abandonar a aldeia "porque suas esposas ficam brabas". Elas se tornam mulheres guerreiras: pintam-se e usam adornos e armas. Depois os homens aproximam-se desarmados tocando flautas e muito bem enfeitados como se viessem de regiões longínquas. As guerreiras os recepcionam. Eles exibem-se com danças e competições para mostrar vigor e serem escolhidos como amantes. Mais tarde elas oferecem presentes e, então, eles vão embora. A poligamia também acontece em algumas tribos, como, por exemplo, a dos Yanomami, que praticam a poligamia normalmente com a irmã ou prima da esposa.

Fonte: www.adulterio.hpg.ig.com.br

Poligamia

Poligamia, do grego muitos matrimônios. No reino animal, a poligamia se refere à relação onde os animais mantém mais de um vínculo sexual no período de reprodução. Nos humanos, a poligamia é um tipo de relacionamento amoroso e sexual entre mais de duas pessoas, por um período significativo de tempo ou por toda a vida. É permitida por algumas religiões e pela legislação de determinados países.

Jacó
Cena bíblica: Jacó e suas duas mulheres

Aspectos históricos

A poligamia já foi regra nos grupos humanos em estado natural. Na pré-história, os machos mais fortes conquistavam um grande número de mulheres, enquanto os demais tinham dificuldade em reproduzir-se. Nesse cenário, o surgimento do casamento monogâmico teve um efeito civilizador, na medida em que diminuiu a violência entre os homens e os abusos contra as mulheres.

A questão sempre esteve também no centro do debate religioso. O Velho Testamento fala de um personagem como Jacó, que teve duas mulheres e treze filhos (vários deles com servas). Essa prole viria a dar origem às doze tribos de Israel.

Os mórmons se acreditam descendentes de uma dessas tribos, que teria migrado para o continente americano na era pré-cristã. O fundador da religião, Joseph Smith (1805-1844), extraiu dos textos bíblicos a tese de que os homens deveriam unir-se a mais de uma mulher, e colocou-a em prática com seu zelo habitual. Ao morrer, com 39 anos, contabilizava cinqüenta esposas. Obviamente, a idéia de que as Escrituras fazem apologia dos casamentos múltiplos é rejeitada por judeus e cristãos em geral. A Bíblia contém menções à poligamia, mas seu balanço final é claramente pró-monogâmico. No Islão, por outro lado, ela tem sido praticada desde sempre – o profeta Maomé teve vários casamentos simultâneos. Hoje, embora continue a ser adotado em alguns países muçulmanos, o costume começa a ser cada vez mais restrito e malvisto.

Joseph Smith
Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon, que teve 50 esposas

Essa tradição de poligamia da igreja mórmon foi abandonada pela igreja no século XIX e, mais tarde, abolida. No entanto, continua a ser praticada por membros de seitas dissidentes. Cerca de 40.000 americanos compartilham o "casamento plural" nos estados do Arizona e de Utah.

Algumas destas comunidades mórmons fundamentalistas são tão rígidas que proíbem seus membros de travar contato com os "gentios" (quem não professa a religião). Os garotos muitas vezes são expulsos desses lugares pelos polígamos, para não lhes fazer concorrência. Há ainda casamentos entre irmãos e estupros de meninas pelos pais. Não é de estranhar que ambientes assim tenham produzido monstros como os irmãos Ron e Dan Lafferty, que em 1984 mataram a cunhada e a sobrinha de 15 meses dizendo-se guiados por Deus.

Fonte: pt.wikipedia.org

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