Há muita controvérsia sobre a verdadeira origem do pólo aquático, mas sabe-se que, no início, a modalidade era uma versão do rúgbi (esporte em que o objetivo é avançar sobre o terreno do adversário), praticado em rios com uma bola feita de borracha conhecida como “pulu”. Os ingleses, inventores do esporte, pronunciavam “polo”. Foi a partir daí que nasceu o nome “water (água, em inglês) polo”.
Com o crescente interesse pela nova modalidade, a London Swimming Association
fez, em 1870, com que as partidas passassem a ser disputadas em ginásios
cobertos. Pouco depois, os escoceses mudaram o objetivo do jogo e, em vez
de avançarem sobre a área do adversário, os jogadores
passaram a tentar fazer o gol em uma baliza de 3m por 90cm.
Divulgação/ Confederação Brasileira
de Desportos Aquáticos
Crédito: Sátiro Sodré
Beto Seabra
Como era um esporte muito difundido na Europa, o pólo aquático acabou chegando ao Brasil por meio de jovens que retornaram ao país após uma temporada no exterior. Com isso, já era praticado logo no início do século 20.
O pólo aquático é uma modalidade que mistura diversos elementos de outros esportes mais populares, tais como o futebol, o basquete e o handebol. O objetivo principal dos jogadores é fazer um gol na baliza do adversário.
Cada equipe é composta por sete jogadores. Nenhum dos seis atletas de linha podem tocar na bola com as duas mãos, apenas o goleiro. Além disso, ninguém pode encostar na borda da piscina. O confronto é dividido em quatro quartos de oito minutos cada e, assim como no basquete, o cronômetro só funciona quando a bola está em jogo. Além disso, também há um tempo limite de permanência da bola com uma equipe (30 segundos). Caso um time fique com ela mais do que o permitido, a posse será do adversário.

Divulgação/ Confederação Brasileira
de Desportos Aquáticos
Crédito: Satiro Sodré
Mundial de Melbourne (03/2007)
Como a maior parte do corpo dos jogadores permanece submersa, as regras sobre faltas são muito rígidas. Pegar as bolas com duas mãos, afundar quando a bola está em disputa, empurrar o oponente e ultrapassar o limite do tempo de ataque resultam em tiro livre para o time que sofreu a falta.
Outros lances, porém, são considerados faltas graves. Segurar,
agarrar ou puxar o oponente, espirrar água no rosto do adversário
e interferir em uma cobrança de falta deixam o infrator fora de jogo
durante 20 segundos. A terceira exclusão resulta em expulsão,
e o jogador terá de ser substituído. O juiz só pode marcar
pênalti quando a falta acontecer a uma distância de 4m do gol
e caso o jogador esteja deslocando-se em direção à baliza.