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POLVORA



Pólvora

A China é um dos antigos países civilizados do mundo, a sua seda, a porcelana, a Grande Muralha e o Palácio Imperial são muito conhecidos mundialmente. Mas das suas ricas heranças culturais e históricas, as mais famosas e influentes para o progresso do mundo humano, destacam-se as quatro grandes invenções antigas, ou seja, o papel, a tipografia, a pólvora e a bússola.

A pólvora antiga inventada pela China era uma mistura proporcional de salitre, enxofre e carvão de madeira, chamando-lhe vulgarmente "remédio do fogo".

Esta invenção deveu-se principalmente à arte antiga chinesa de fundir minerais em busca de "panacéias divinas", arte que apareceu no período dos Reinos Combatentes (475-221 a.n.e.).

No decorrer desta prática adquiriram-se alguns conhecimentos químicos e ficou-se a conhecer pouco a pouco as naturezas e funções das matérias-primas necessárias ao fabrico da pólvora, descobrindo-se que a mistura destas matérias podia resultar em combustão violenta. Através de repetidas experimentações, os fundidores encontraram por fim a proporção adequada de salitre, enxofre e carvão.

Como esses alquimistas, na obtenção das suas "panacéias divinas", gostavam de guardar os seus segredos, até hoje não sabemos o ano exato da invenção da pólvora. Segundo Sun Simiao, famoso farmacológico do reinado inicial da dinastia Tang (618-907), que foi o primeiro a registrar por escrito o método de fabrico da pólvora, os cientistas chineses consideraram que a pólvora chinesa foi inventada antes da dinastia Tang.

A pólvora chinesa foi usada na guerra desde o século X, e no século XII apareceram as armas de fogo que se carregavam com pólvora. Tal como a arte do fabrico de papel, a pólvora saiu da China primeiro para a Arábia, e depois para a Europa.

Fonte: portuguese.cri.cn

Pólvora

Pólvora

Goya - Fabricação de Pólvora em Sierra de Tardienta (1810-1814)

 

Segundo a história, a pólvora foi inventada pelos chineses no século IX quando buscavam o elixir da imortalidade. Irônico, não? Ela é composta, em volume, de três partes de carvão vegetal, 15 partes de salitre e 2 partes de enxofre, triturados e misturados. Esta fórmula básica é a chamada pólvora negra, que queima de média para baixa velocidade, produzindo um enorme volume de gases quentes na forma de fumaça branca. Sabendo como funciona a mente humana, não demorou muito para alguém depositar um pouco de pólvora em um recipiente fechado, colocando depois fogo e obtendo uma bela explosão.

Como foram os chineses que também inventaram os fogos de artifício, foi um passo para seu uso nas guerras: as primeiras armas eram foguetes feitos de bambu, visto que a metalurgia não era uma arte bem dominada na época; portanto, as primeiras armas de fogo, como o canhão e mosquetes, demoraram um pouco para aparecer no teatro de guerra.

As ciências por trás das armas de fogo são a química e a física. A química nos explica como um pequeno volume de pólvora pode gerar um enorme volume de gás em velocidade quando em combustão, enquanto a física nos mostra a forma correta de se aproveitar esta geração e expansão de gases a fim de projetar um objeto, o projétil, em determinada direção e com determinada força.

Não sou mestre nas complexas teorias e fórmulas da física, mas posso descrever: colocando pólvora dentro de um tubo com uma das extremidades fechada, e pela outra ponta se colocando um projétil fechado e vedando a passagem dos gase de forma a criar uma pequena câmara, teremos estão uma arma de fogo. Imaginado um meio de se iniciar a combustão da pólvora, esta irá gerar um enorme volume de gás em velocidade tal que forçará o projétil a sair pela outra ponta em velocidades que vão da subsônica (menos de 300 m/s) a velocidades que passam a do som, as supersônicas.

Podemos classificar a pólvora em:

· Explosiva, de queima média a alta velocidade e, portanto, gerando grande volume de gás em velocidades altas, produzindo explosão se estiver confinada. Na prática, é usada basicamente para fogos de artifício (pólvora negra), visto que existem modernos explosivos com características de manuseio e potência superiores;

· Propelente, de queima mais lenta e constante, usada nas munições.

A pólvora negra gera muita fumaça e resíduos. É um composto relativamente estável e de fácil manuseio, sendo obtido hoje em moinhos de roda, onde enormes rodas de metal pesando até 200 kg trituram e misturam todos os elementos até se obter um pó fino. Dependendo da granulação da pólvora, obtida por outros processos, se obtem diferentes velocidades de queima. É o principal ingrediente dos fogos de artifício por serem baratas e de fácil fabricação, e o outro uso corrente é nas armas de pólvora negra. No interior do Brasil, ainda se encontram armas caseiras fabricadas de tubos de metal, onde se carrega pela boca a pólvora, bucha e chumbinho. Esta é a mais tradicional arma caipira, eficiente nas mãos dos caboclos que dependem delas para sua defesa e subsistência.

Nos Estados Unidos, e também no Brasil, pratica-se uma modalidade de tiro esportivo usando modernas armas que são réplicas das antigas armas de pólvora negra: o ritual de carregar cada tiro é o que torna divertida a barulheira e fumaceira que segue cada tiro. Depois de uma sessão de tiro, normalmente arma e atirador estão cobertos de fuligem.

A pólvora sem fumaça é um composto de nitrocelulose e outros elementos, e é o propelente das modernas munições de hoje, obtidas a partir de complexos processos de fabricação, onde os grãos podem ter formatos e dimensões diversas para cada aplicação.

Outro uso da pólvora sem fumaça é o industrial: uma pistola dispara um cartucho especial que finca pinos em estruturas de concreto e metal, processo esse muito utilizado na construção civil para fixar elementos como conduites, tubulações, luminárias, trilhos para cortinas, etc.

Da pólvora surgiram outras invenções do homem, como os artefatos bélicos, os explosivos usados tanto para a guerra (parabellum) como nos tempos de paz em minerações e demolições, os fogos de artifício para comemorações e entretenimento, os sinalizadores de resgate, os foguetes e mísseis e os satélites de comunicação e monitoramento. Tudo o que o homem cria pode ser usado tanto para o bem como para o mal, e a pólvora não deixa de ser mais um item desta enorme lista de criações que fazem parte do rol de descobertas da humanidade.

Marcelo Kawakami

Fonte: www.arscientia.com.br

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