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Porto Rico

Porto Rico, ILHA DE INFINITAS POSSIBILIDADES

Quando Cristóvão Colombo chegou a Porto Rico em 1493 escreveu no seu caderno de anotações: "Todas as ilhas são muito formosas, porém esta última parace superar as outras, em beleza".

Os espanhóis não encontraram nela o codiciado ouro das índias, porém a sua atrativa beleza e a posição estrégica fizeram da ilha um marco envejado e condicionado no decorrer dos séculos.

A antiga Borinquen é a menor das Antilhas Maiores e, possivelmente, a menos conhecida de todas. Quase todos seus visitantes costumam ficar na capital, a belíssima São João, ou as praias próximas, porém o resto do território permanece virgem, pronto para que alguém descubra seus maravilhosos segredos.

Encantadoras cidades e povoados com catedrais, conventos e fortalezas, remotos faróis e desconhecidas reservas naturais; uma costa partilhada entre o Atlântico e o Caribe com 438 quilômetros de praias providas de palmeiras ou de frondosos mangues; e uma Cordilheira Central coberta de bosques tropicais e riscada por caminhos que levam à fabulosos e escondidos locais.

Vamos dar-lhe algumas chaves para desfrutar nesta ilha caribenha e atlântica, e para compreender esta antiga colônia espanhola, que não é país mas um Estado Livre Associado dos Estados Unidos, e que proclama o seu bilingüismo e o ecleticismo cultural como sinais de identidade.

Temos tentado resumir os dados que irão ajudá-lo a descobrir os insuspeitáveis contrastes de Porto Rico, e apreciar a maneira como suas gentes conseguiram uma simbiose de tradições coloniais, heranças africanas e indígenas e vanguardas norte americanas.

Existe um Porto Rico original e histórico e um Porto Rico natural, porém também um país cosmopolita que combina autovias, viadutos, hotéis de luxo e uma ativa vida noturna, com a cultura e o folclóre que manifesta a sua herança histórica. Em suma, a nossa proposta é descobrir Porto Rico, um lugar que não deixa indiferente a ninguém.

Porto Rico
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ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO: Passaporte em vigor, passagem de saida e fundos suficientes. Não precisa do visto para estadias de menos de 90 dias. Existe uma taxa "de seguridade" no aeroporto.

CLIMA: Sub-tropical com temperaturas médias de 24 graus centígrados no inverno e 27 no verão. Chuvas tropicais em agosto e setembro. O norte e centro são mais chuvosos que o sul da ilha. É aconselhável levar roupa fresca e leve de algodão, e equipamento para chuva no fim do verão, assim como, algo de abrigo para a noite se pensar ir à cordilheira.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM: Recomenda-se levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.

IDIOMA: Desde abril de 1991, o castelhano é o único idioma oficial da ilha, deslocando o inglês, que até então era co-oficial. Os porto-riquenhos falam um dialeto próprio, mistura de inglês e espanhol (spanglish).

RELIGIÃO: A maior parte da população é católica, 85%. Outros, 15%.

ELETRICIDADE: A corrente elétrica é de 120 volts à 60 Hz. As tomadas são planas, tipo americano.

MOEDA E CÂMBIO: A moeda oficial é o Dólar Norte americano (USD). Um USD vale 100 centavos. Existem moedas de 1, 5, 10, 25 e 50 centavos e 1 dólar. Notas de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 dólares. É comum o uso e aceitação das cartões de crédito, acima de todos, os norte-americanos. Tanto em São João como no aeroporto internacional existem agências de câmbio de divisas.

EMERGÊNCIA - SAÚDE - POLICIAMENTO

Não precisa vacina nenhuma e nem certificado médico para entrar no país. Porto Rico conta com uma boa rede de hospitais e clínicas. Os serviços médicos de Porto Rico são dos mais modernos e competentes do Caribe. São todos privados e nada baratos, pelo que é aconselhável a contratação prévia de assistência em viagem. Na ilha existem equipamentos médicos especializados para submarinistas. Os principais hotéis contam com serviços médicos para os casos de emergências.

CORREIOS E TELEFONIA

Os serviços postais de Porto Rico estão administrados pelos serviços postais de Estados Unidos, com as mesmas tarifas e regulamentos. Os selos podem ser adquiridos em qualquer local de correios (abertos de 8.00 à 17.00, de segundas a sextas, e de 8.00 à 12.00 os dias sábados). Também existem máquinas automáticas em hotéis, lojas e aeroportos.

Os telegramas e as transferências de dinheiro enviam-se através da companhias Western Union e MoneyGram . O serviço telefônico, igual que nos EEUU é internacional. Não é caro mas, como sempre, é bom ligar à cobrar.

O serviço local é proporcionalmente mais econômico. As cabines de telefones funcionam em geral com 25 centavos para as ligações locais. Na cabinas costuma estar claramente exposta a informação de como utilizar o telefone. A maior parte dos hotéis tem serviço de telex e fax. Nas áreas interiores e rurais não é facil obter estes serviços.

Para ligar à Porto Rico tem que marcar 00-1-809 seguido do número do assinante (não tem prefixos nas cidades).

HORÁRIO COMERCIAL: O horário comercial durante os dias laboráveis é de 9.00 às 18.00 horas; domingos de 11.00 à 12.00 horas.

GORJETAS: Geralmente as gorjetas não estão incluidas nas contas. Recomendamos deixar entre 15 e 20% do total da conta.

TAXAS E IMPOSTOS: Não existem taxas aero-portuárias, mas estão incluidas no preço da passagem. A taxa governamental hoteleira é de 7% e, nos hotéis com cassino, é de 10%.

Arte

O cenário artístico de Porto Rico resulta surpreendentemente rico e é fácil encontrar-se com galerias de arte, museus e interessantes exposições em qualquer canto. O velho São João é um lugar magnífico para os colecionistas de arte, que poderão encontrar tanto peças pré-colombianas como obras de artistas vanguardistas.

Além das galerias, existe numerosos museus, conventos, mansões coloniais, igrejas e fortes nos que pode-se descobrir um interessante passado e um fabuloso presente artístico. A maior parte das aportações porto- riquenhas no âmbito artístico tiveram lugar no artesanato, as festas populares e, acima de tudo, a música.

Entre os momentos culturais mais transcendentais para a ilha, destaca a cultura taína, cujos avanços podem ser vistos no Museu da Universidade de Rio Pedras e no Parque Cerimonial Indígena de Utuado. Nos séculos da Colônia, a ilha deu alguns artistas importantes, como José Campeche (1752-1809), o mais importante criador porto-riquenho da tradição ocidental.

Outro pintor e herói local, Francisco Oller (1833-1917) teve uma enorme transcendência na pintura porto-riquenha até os nossos dias. Estudou com Coubert e foi amigo de Pizarro e Cazanne. Foi um realista com idéias impressionistas que praticou todos os gêneros, desde o retrato até as paisagens.

Na atualidade, a radiante luz da ilha e um mecenazgo ativo atrairam muitos pintores europeus e norte-americanos que, junto aos artistas porto-riquenhos, estão contribuindo à um florescimento da escultura, pintura e da arte em geral.

O Artesanato Popular

Um dos objetos do artesanato mais típico de Porto Rico são as redes. Colombo descobriu-as na sua primera visita à ilha e, posteriormente, extenderam-se pelo mundo todo. Ainda fabricam-se redes do jeito tradicional. Outra boa mostra artesanal é a talha de santos, umas figuras talhadas na madeira que representam cenas religiosas ou pequenas imagems de santos.

Outros artesanatos tradicionais são o mundilho, um enrolado trabalho de encaixe de origem espanhola (frivolnité) e máscaras como as de vejigantes, feitas de coco ou abóbora pintado para ser utilizadas nas festas de Loiza, ou de papelão, muito populares no Carnaval de Ponce. Também, destacam –se a cerâmica, o macramê e os instrumentos musicais que fabricam-se em Ciales e em Ceiba.

Existe uma rota artesanal pelo sul-oeste do país que percorre localidades de grande riqueza cultural, permitindo um contato direto com os artesãos de Yauco, Sabana Grande, Lajas, Hormigueros, Cabo Roxo, Maiagüez, São Sebastião, Moca, Isabela, Aguadilha e Ponce.

Música

A música sempre desempenhou um papel primordial na vida da ilha, desde os tempos dos primeiros povoadores. Os taínos tinham seus próprios instrumentos e, mais tarde, a aristocracia crioula encontrou na música e a dança a melhor forma de entretenimento. Porém, o rítmo bandeira de Porto Rico é a salsa, produto do encontro das músicas afro-caribenhas como o jazz. As suas raizes podem ser procuradas nos contatos que fez Tito Puente nos clubes de Nueva Yorke, depois da II Guerra Mundial. O Latin Jazz Ensemble de Tito Puente ainda é uma das bandas mais famosas do mundo e a salsa tem situado Porto Rico no mapa internacional da música popular.

Da ilha sairam os maiores compositores e cantores deste rítmo, embora muitos vivem nos Estados Unidos. Entre os grandes destaca-se Tito Puente, Willie Colón ou o Grande Combo de Porto Rico. A salsa mais autêntica pode ser escutada em qualquer rua de São João, porém também tem locais especializados como O Escambrón Beach Club onde atuam os mais famosos grupos de salsa.

Quanto a música clássica, o catalão Paulo Casals, que passou seus últimos anos de vida na ilha, contribuiu definitivamente ao ressurgimento e qualidade da música clássica local. Desde 1957 celebra-se um festival que leva o nome dele. Paulo Casals fundou também o Conservatório de Música de Porto Rico e a Orquesta Sinfônica que, na atualidade, tem a sede no Auditório de Belas Artes, onde celebra concertos com frequência.

O Museu Paulo Casals (R/ São Sebastião, 101) contém lembranças do violoncelista espanhol e projeta vídeos dos concertos que dera. O Museu da Farmácia (Casa dos Contrafortes, velho São João) está alojado na casa mais antiga da cidade, uma farmácia-museu do século XIX. E a Casa do Callejón (vizinha da Capela e rua Fortaleza, velho São João) constitui um peculiar museu colonial.

A Casa do Livro (Cristo, 255, velho São João) alberga uma coleção de documentos e antigos manuscritos que datam da época da fundação de São João, além de uma seleção de obras modernas. O Museu do Mar (Doca Uno, velho São João) tem ferramentas marinhas e mapas dos tempos da navegação à vela.

Museus e Galerias de Arte

O Museu de Arte e História de São João (Norzagaray, velho São João) conta com duas salas de exposições que mostram o desenvolvimento das artes criativas da cidade. E o Museu Felisa Rincón (São João, 51, velho São João) uma antiga casa, que viveu a primeira prefeta de São João, é uma mansão colonial decorada ao estilo antigo na que instalou-se um museu muito popular entre os porto-riquenhos.

Museu de Belas Artes (Avda. Das Américas. Ponce) conserva obras dos grandes pintores europeus, em um espetacular edifício desenhado por Edward Durell Stone. Por último, citar o Centro Cerimonial Indígena de Tibes (Estrada 503, quilômetros 2, 7, Tibes), um povoado taíno de 1500 anos de antigüidade perfeitamente conservado. Foi escavado em 1975.

Entre as galerias de arte cabe destacar a Galeria Candina (Candina 14, Condado), o centro vital da cerâmica da ilha, com exposições de pintura e escultura de grande qualidade. Assim como a Galeria Diego (Maria Moczo, 51, Ocean Park), que alberga diversas exposições de pintores e escultores locais. A Galeria Palomas (Cristo, 207, velho São João) possui uma interessante coleção de pintura porto-riquenha e Galeria São João (Norzagaray, 204-206, velho São João) contém uma extensa e desenho gráfico. Também, a atualizada coleção de pintura, especialmente de arte abstrato).

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Porto Rico, com 176 quilômetros de comprimento e 56 de largura, é a ilha mais oriental e também a menor das chamadas Antilhas Maiores. Além da ilha principal, Porto Rico abrange as ilhas de Culebra e Vieques, situadas no litoral oriental, e a ilha de Mona no oeste.

A ilha principal ocupa uma superfície de 8.900 quilômeros quadrados, dos que o 60% são montanhas. O relevo é variado e inclui desde extensas praias coroadas de palmeiras que rodeiam seu litoral até as escarpadas cadeias montanhosas do seu interior, passando por zonas de colinas e espaços semi-desérticos.

A ilha está dividida em duas partes pela Cordilheira Central, que atravessa-a de forma longitudinal de leste à oeste e alcança sua máxima altitude (1.35 m) no serra A Ponta. Desde as montanhas numerosos rios descem até as planícies costeiras, curtos porém impetuosos, formando vales estreitos nas duas vertentes. Os mais caudalosos são os que desembocam no Atlântico, já que esta vertente atlântica é mais úmida e também mais verde que o sul.

No conjunto, a ilha oferece 438 quilômetros de praias de fina areia, franqueadas por palmeiras e empinados penhascos altos. As melhores e, acima de tudo, mais populares são as de Luquilho. A ilha pode ser dividida em várias regiões.

São João – que abrange além do velho São João, as modernas zonas de Hato Rei e Rio Pedras – e a área metropolitana de São João, na zona noroeste, o núcleo mais povoado da ilha. A gama de paisagens desta região vai desde as praias mais populares aos densos bosques tropicais, incluindo as ilhas desertas.

O noroeste: as escarpadas montanhas de origem caliça albergam as cidades mais históricas do país: Arecibo, Lares, São Sebastião e Isabela.

O Centro: a Cordilheira Central permite adentrar-se nos espetaculares paisagens do coração da ilha.

Sul e sudoeste: é a zona mais tranquila da ilha toda. Ali levanta-se a cidade de Ponde, a pérola da costa.

Na atualidade, Porto Rico conta com 20 reservas florestais, além de outras seis em projeto. A mais importante é a selva tropical de O Iunque, perto a São João e parte do Bosque Nacional do Caribe, a única selva tropical do Sistema de Bosques dos Estados Unidos.

O Bosque de Guajataca conta com 40 quilômetros de trilhas que atravessam sua superfície, cheia de formações caliças, simas profundas e arroios subterrâneos. A Reserva Forestal de Guánica é o bosque que tem maior número de espécies de aves da ilha. Na costa ocidental de Porto Rico, e na ilha de Vieques, encontra-se as duas preciosas baias.

FLORA E FAUNA

Porto Rico apenas conserva a sua vegetação natural original, que somente pode-se contemplar nas reservas florestais, embora muito inacessíveis.

As paisagens naturais da ilha estão condicionadas pelo clima e apresentam grandes diferenças entre a costa atlântica norte, úmida e tropical, a costa caribenha sul, com uma paisagem semi-desértica onde cresce o cáctus, a mandioca e o mangue, e, por último, o suldoeste, no que os mangues criaram um singular sistema de canais.

Ponto culminante da beleza natural de Porto Rico é o bosque pluvial O Iunque, única reserva tropical do Caribe. Com seus 113 quilômetros de extensão é o único que, ainda está ficando do bosque úmido que cobria em outros tempos grande parte da ilha. Este bosque recebe mais de 370.00 milhões de litros de água a cada ano, e cria uma frondosa selva com grande variedade de plantas de incríveis proporções. Pode-se percorrer á pé ou à cavalo e contemplar 240 espécies de árvores, 50 espécies de fetos, 20 variedades de orquideas selvagens e múltiplos tipos de flores, entre elas a maga, a flor nacional.

Outro singular ambiente ecológico encontra-se na ilha de Mona, muito perto da costa oeste da ilha. Igual que as Galápagos, esta pequena ilha virgem conserva espécies animais e vegetais únicas no mundo todo.

Quanto à flora, entre as espécies únicas da ilha destacam uma pequena rã chamada coqui, que tem sido eleita como mascota nacional, a pomba de Porto Rico, a cotorra cega, a cobra cega de ilha de Mona, o iguano rinoceronte de Mona, o tinglar, as tartarugas carey e bastarda.

O mundo submarino é uma das grandes riquezas naturais da ilha. Uma experiência inesquecível é visitar uma das baias fosflorescentes onde milhões de micro-organismos dinoflagelados irradiam um resplendor nas águas noturnas.

HISTÓRIA

Quando Critovão Colombo chegou à Porto Rico na sua segunda viagem, no dia 19 de novembro de 1493, encontrou-a habitada por várias tribos de índios taínos (também chamados arahuacos), que denominavam-na Borinquen, que significa "Ilha do senhor valente". O almirante chamou a ilha de São João e, que a uns anos mais tarde, iria receber o nome definitivo de Porto Rico, embora é conhecida comumente como Borinquen.

Antes da Descoberta

Os tainos de Porto Rico formavam parte de uma cultura indígena bem definida, que originou-se na Espanhola e extendeu-se pelas Antilhas. Era uma sociedade semi-avançada e muito estratificada, com grandes casas, nas quais dormiam até 40 membros de uma família só.

A casa do cacique era a maior da cidade e costumava sempre ficar numa praça, onde organizavam-se as cerimônias públicas e jogava-se batei, jogo ao que os espanhóis chamaram jogo de bola. Grande parte desta cultura pré-hispânica pode ser estudada em Tibes, um povoado indígena de Ponde, que foi resconstruído à partir das antigas ruinas.

Porém, embora Colombo descobrira a ilha, tiveram que passar 15 anos até que os espanhóis plantearam-se seriamente a sua colonização. Nestes anos os conquistadores espanhóis mantiveram contatos esporádicos e amistosos com os taínos. Em 1508, João Ponce de Leão e um grupo de 50 homens partiram rumo à ilha, animados pela promessa da concessão da exporação do ouro que fez o governador do Caribe, Nicolás de Ovando.

Os Tempos da Colônia

Ponde de Leão ("o buscador da fonte da juventude") foi o primeiro governador da ilha, nomeado em 1508 na primeira colônia espanhola estabelecida em Caparra, em um braço do rio Baiamão. Em 1521, os espanhóis transladaram-se à atual São João. O Velho São João, a parte antiga da cidade, conservou-se tal e como era, nesse período.

Os primeiros espanhóis que chegaram a Porto Rico procuravam acima de tudo o ouro porém, perante à limitação dos recursos da ilha, logo tiveram que assentar-se, fundar granjas e criar animais para subsistir. Embora, não tivesse ouro, a posição estratégica de Porto Rico começou a ter importância. Como entrada à Hispano América foi especialmente codiciada pelos impérios coloniais europeus, que procuravam áreas de influência no Novo Mundo.

Perante este fato, o Governo espanhol levantou uma série de fortificações entre as que destaca-se O Morro, posicionado à dominar o Porto de São João. No transcurso dos três séculos posteriores, os colonizadores tiveram que defender a ilha em numerosas ocasiões dos ataques de franceses, holandeses e ingleses, inimigos tradicionais do império espanhol.

Ao mesmo tempo, a imigração continuou aos poucos, e os ilhéus esforçaram-se por desenvolver uma economia interna, baseada no gado e na produção de cana de açúcar, café e tabaco, utillizando como mão de obra escravos africanos.

O Século XIX

No século XIX, e mais concretamente à partir de 1815, começou a segunda onda migratória importante em Porto Rico. Nessas datas, a ilha recebeu o estatuto de Vice reinado com privilégios e liberdades extensivas de comércio. Esta Cedulna de Gracia concedida por Fernando VII oferecia numerosas vantagens aos emigrantes espanhóis e das novas repúblicas latino americanas.

À final do século XIX, Porto Rico consolidou-se social, econômica e políticamente, convertindo-se em uma importante colônia exportadora de açúcar. A escravatura foi abolida em 1873.

Porto Rico deixou de pertecer à coroa espanhola à consequência da breve guerra entre Espanha e USA em 1898, quando as ilhas foram cedidas aos Estados Unidos. Foi uma campanha curta, de tão só quatro semanas e que custou aos Estados Unidos somente quatro mortos. No contrário que Cuba, que ganhou a sua independência em 1898, Porto Rico não tinha um exército suficiente que evitaria que Estados Unidos arrogara-se o protetorado da ilha.

Século XX

No princípio, Estados Unidos colocou um Governo militar e Porto Rico ficou sob o Departamento de Guerra. O Governo norte americano tentou

algumas reformas nas condições sanitárias da população, na legislação tributária e procurou o estreito controle dos governos locais. Porém, o povo porto-riquenho estava descontente, e desenvolveram-se várias tentativas independentistas de caudilos autonomistas como Luis Muñoz Rivera.

Em 1917, o presidente Wilson concedeu a soberania norte americana aos porto-riquenhos coma aprovação da Lei Jones-Shafroth, que garante desde então a sua autonomia limitada. Em 1948, por vez primeira o povo teve direito a eleger o seu próprio governador e, em 1952, Porto Rico recebeu o reconhecimento de Estado Livre Associado, condição que iria ser confirmada mediante referendun em 1967, e que ainda permanece vigente.

Em definitiva, isto significa que os porto-riquenhos participam da cidadania, moeda, defesa e comércio dos Estados Unidos. Não pagam impostos federais, não votam nas eleições nacionais norte americana, porém estão representados em Whasington por um Comissionado Residente.

Porto Rico é, por outra parte, nativos na gestão de seus assuntos internos e escolhe o seu próprio Governo democrático. Em uma região políticamente instável, a ilha destaca-se pela estabilidade, e o Governo democrático.

Quanto à economia, nos anos seguintes à II Guerra Mundial a ilha começou um programa intensivo de industrialização. Na atualidade, é um importante produtor e exportador de equipamentos de alta tecnologia e produtos farmacêuticos, assim com rum e outros produtos agrícolas, se posicionando como um dos países mais solventes da América Latina com a renda per-capita mais alta. O turismo é outro dos pontos fortes da ilha, que fornece de muitos postos de emprego diretos e indiretos.

Como Estado Livre Associado dos Estados Unidos, o poder executivo fica com o governador, eleito para um período de quatro anos, e o Gabinete, formado por 17 secretários.

LOCAIS TURÍSTICOS

SÃO JOÃO

Fundada em 1521, São João é uma cidade formosa e estranhamente ambígua, que tem guardado todo o caráter da cidade espanhola, embora dependa de um governo anglo-saxão.

Na verdade, tem que falar de duas cidades claramente diferenciadas: o velho São João e o resto da capital.

O VELHO SÃO JOÃO

O Velho São João representa o hispânico, o tradicional, o autenticamente caribenho. O resto (Condado, Ilha Verde, Carolina, Santurce, Hato Rei, Ocean Park) é Norte América, com seus defeitos e virtudes, os gigantescos blocos de concreto e ruas e estradas inóspitas, com melhor qualidade de vida, zonas verdes, super-mercados e grandes estacionamentos. O velho São João é uma cidade de peões, para percorrer sem pressa, curtindo cada canto. No resto da cidade, o protagonista é o carro.

Com seu ar calmo, a cidade velha contrasta com o agressivo bairro comercial de Hjato Rei, com a praia de Boca de Carangueijos e a moderna Baiamón, com o rutilante e luxuoso Condado e com a austeridade de A Pérola.

O velho São João é o centro da antiga cidade fundada em 1521, que foi concebida originariamente como um bastão militar. O recinto histórico abrange sete quadras que foram evoluindo até converter-se em uma encantadora cidade que a UNESCO declarou Patrimônio Histórico da Humanidade. A cidade conserva boa parte da arquitetura dos séculos XVI e XVII, remoçada agora por um recente plano que tem restaurado perto de 400 edifícios dentro do perímetro que protegem as Muralhas de 1630.

A cidade conserva a maior parte das suas defesas, entre elas, dois dos fortes mais invulneráveis que nunca foram construidos: o Morro e São Critovão, comunicados por uma muralha que rodeia a península. No percurso da muralha aparece hoje uma ampla zona verde que é utilizada como jardim de expansão da cidade.

A linha da muralha aparece só interrompida por um pequeno bairro, A Pérola, que alguns consideram o mais belo arrabalde do mundo – e também um dos mias perigosos -. e um pequeno cemitério. A terceira fortaleza chama-se simplesmente assim, Fortaleza, e é a residência do governador da ilha desde 1540.

O interior da cidade velha aparece ladeado por pequenas e medianas praças que muito bem poderiam pertencer a quaquer povoado espanhol: a das Rogativas, a de Armas, a de Hostos, a de Colombo e a das Pombas. Nesta última, no final da rua Cristo, agrupam-. se as galerias de arte e desde aqui pode-se obter uma bela vista do porto.

O Castelo de São Felipe do Morro, conhecido simplesmente como O Morro, é o maior dos fortes que dominam a Bahia de São João. Foi construido pelos espanhóis entre 1540 e 1586 em um estratégico saliente, para proteger o povoado de São João das invasões do pirata Francis Drake. Hoje é, acima de todo, um mirante excepcional da cidade. Depois da visita da fortaleza, pode-se descansar em uma sala onde é projetado um audio-visual de São João.

A Casa Branca, edificada em 1521 para prestar como residência do primeiro governador da ilha, alberga hoje dois museus: o dos índios taínos e o da família Ponce de Leão, que habitou durante séculos. É o maior edificio construído pelos espanhóis no Novo Mundo.

A Fortaleza, construida em 1540 para defender a cidade dos frequentes ataques dos índios caribes de outras ilhas, é hoje a residência oficial do governador de Porto Rico e o edifício mais antigo de uso público do Novo Mundo.

A Praça do Quinto Centenário (1992) destaca dentro de uma reabilitação da cidade recentemente executada. Desde os degraus pode-se contemplar uma formosa vista do mar e do cemitério de São João, lugar onde reposam os mais eminentes poerto-riquenhos desde o século XIX.

O Convento dos Dominicanos, construido em 1523, chama atenção pelas elegantes cúpulas. Na atualidade alberga o Instituto da Cultura, que ve-se encarregando doas assuntosas culturas e artes nestes últimos anos. Muito perto dele está o Museu de Paulo Casals, e na mesma praça, vários dos resturantes mais animados de São João.

A Catedral de São João, de cores ocres e brancos, é um dos templos mais importantes das Índias Ocidentais. Ao lado encontra-se o Convento, antigo mosteiro das carmelitas, convertido em curioso hotel de ares monárquicos. No seu pátio existe um belo restaurante ao ar livre com piscina. Na mesma praça encontra-se o Museu do Menino.

A Praça de Armas é uma das principais praças comerciais da cidade, sempre está muito animada e cheia de gente. Foi desenhada no século XVI e hoje está rodeada de importantes edifícios governamentais. Na barulhenta Praça do Arsenal está situada A Casinha, sede da Oficina de Informação Turística, e que aos domingos acolhe um mercadinho de artesanato.

O Passeio da Princesa (1854), recentemente restaurado, extende-se paralelo ao mar e no pé das muralhas o velho São João, sob a Casa Branca. Por seu lado, a Rua Fortaleza constitui uma das principais da velha cidade, cheia de lojas e hotéis, mas também de maravilhas arquitetônicas. Dela parte o Passagem da Capela, uma das ruas mais típicas da cidade com seus tons ocre nas fachadas.

O Forte de São Critovão é um bom exemplo da arquitetura militar barroca, e desempenhou um papel estratégico na defesa da cidade. O mais impressionante é a explêndida vista panorâmica que oferece. Por uma passagem chega-se à guarita do Diabo, um dos lugares mais interessantes do forte.

A Praça de Colombo, quadrangular, acolhe uma estátua de Critóvão Colombo; ao redor encontra-se o Teatro Tapia e Rivera e o Velho Casino de Porto Rico, de estilo colonial espanhol, embora foi construido depois da conquista norte americana da ilha.

O Capitólio, imitação do seu homônimo de Whasington, está situado entre duas importantes avenidas e tem umas vistas impressionantes do oceano. Muito perto vai achar a Casa de Espanha, magnífico edifício coberto por azulejos azuis e rematado por quatro torreão. O Forte de São Jerônimo, caminho de Condado, alberga hoje um Museu Militar.

CONDADO, A ZONA MODERNA

Ao Cruzar a Ponte de São Jerônimo, desde a chamada Porta de Terra, muda totalmente o panorama. É o começo de Condado, uma cidade onde a influência norte-americana ganha do dominio espanhol do velho São João. Em Condado concentra-se os hotéis, cassinos e restaurantes internacionais, principalmente na sua avenida principal, a Ashford. As praias de areia fina e as águas cristalinas figuram entre as preferidas pelos amantes do surf.

Hato Rei é a zona financeira e comercial mais importante do Caribe. As maiores fortunas das Antilhas administram-se através de umas quantas instituições situadas neste bairro, na zona conhecida como a maçã de Ouro. Predomina nas ruas a audaz arquitetura moderna, como o interessante edifício do Banco do Santander, com vidros refletores arqueados na estrutura de concreto, ou o eclético modernismo do Banco de Ponce, com uma brilhante fachada de vidro preto que transforma-se ao chegar à rua em uma coxia coberta a modo de galeria.

Neste bairro irá achar a popular Praça das Américas, o centro comercial mais importante do Caribe, com mais de 200 lojas de todo tipo.

Frente ao distrito financeiro de Hato Rei, Rio Pedras, ao sul, é a zona universitária. A Universidade de Porto Rico é uma das melhores de América. Destaca-se a Biblioteca José Lázaro, a maior de Porto Rico, e o Museu da Universidade de Porto Rico. No Rio Pedras vai dar também com o Jardim Botánico, que bem merece uma visita, e o mercado de São Diego, nas ruas, o mais importante de São João.

CATANHO

Um transbordador leva desde o velho São João a Catanho, do outro lado da baia, que goza de uma praia muito agradável, com magníficas vistas do velho São João, embora seja famoso pela fábrica de Rum Bacardi, a maior exportação da ilha. Esta destilaria oferece visitas de graça diárias em umas transvias articuladas, e presenteia aos visitantes com daiquires frios.

O NORDESTE E AS ILHAS

Ao leste de São João, a variedade de paisagens, cidades e povoados, faz desta zona uma a mais visitada da ilha. Ali aguardam a misteriosa Loiza, africana e ritualística; os altos de O Iunque, na selva pluvial; Luquilho, possivelmente a melhor praia de Porto Rico; e Fajardo, importante porto pesqueiro, desde onde partem transbordadores para Vieques e Culebras, duas idílicas ilhas das Pequenas Antilhas nas que pode-se praticar o mergulho

LOÍZA

A cidade de Loíza está considerada como um dos máximos expoentes da genuina cultura africana no continente americano. No século XVI foi um assentamento de escravos pretos enviados pela Coroa Espanhola para trabalhar nas minas de ouro. E quando o minério acabou, foram ocupados em cortar cana. Embora, que convertidos ao catolicismo, os pretos de Loíoza conservaram boa parte de sua cultura, como pode observar-se nas festas de Santiago Apostolo (os veigantes).

PRAIA DE LUQUILHO

A 35 minutos ao leste de São João está a Praia de Luquilho, a melhor da ilha. Mede três quilomeros e meio e liga-se à outras duas praias (São Miguel e Convento), tão atrativas como a primeira e quase desertas.

Luquilho tem também uma das melhores ofertas culinárias: uma fila de barracos na areia que irão oferecer-lhe todo tipo de especialidades de peixe e de bebidas, sendo o mais popular o coco frio.

Fajardo é um importante ponto de partida para realizar múltiplas excursões, principalmente esportivas – submarinismo, pesca, vela – ou para chegar em transbordador às ilhas de Vieques e Culebra.

EL YUNQUE

A 56 km ao leste de São João, na Serra de Luquilho, encontra-se El Yunque, vasto bosque tropical, onde 240 variedades de espécies de flores recebem uma extraordinária quantidade de chuva no ano. É uma das mais antigas reservas naturais do hemisfério ocidental. Protegido pela Coroa Espanhola desde 1876, destaca-se hoje como o único bosque tropical no sistema de bosques nacionais dos Estados Unidos.

Em 1976, o Iunque passou formar parte do programa da UNESCO o Homem e a Biosfera, que reconhece a bio diversidade de zonas específicas do planeta e a importância da conservação.

Batizado como El Yunque (Bigorna) pela original forma do seu contorno, que lembra ao instrumento utilizado pelo ferreiro, o bosque recebe uma pecipitação pluvial anual de 400.000 milhões de litros. As cachoeiras, orquídeas selvagens, fetos gigantes, imponentes árvores de tabonuco e palmas, fazem dele um autêntico paraíso.

Bem ao lado da estrada 191 encontra-se a cascata A Coca e uma torre de observação. É fácil conseguir um mapa da zona e se adentrar nos numerosos caminhos classificados pelo grau de dificuldade. O Touro é o mais difícil de todos, com dez quilômetros de ascensão até o cume do bosque.

VIEQUES

Vieques, situada a dez quilômetros da costa, pertence ao arquipélago das Virgens e, é uma das jóias da ilha de Porto Rico, um lugar onde fundem-se a história e a beleza natural. A maior atração desta ilha é a visita à Baia Bioluminiscente da Ilha de Nena, uma das mais espetaculares do mundo.

Outros dos atrativos de Vieques são os santuários de aves, as desérticas praias de fina areia e os magníficos arrecifes. Também pode-se fazer snorkeling, especialmente em Praia Azul e Bahia Mosquito, ou visitar o forte e o farol (atualmente convertido em museu) do seu principal povoado, Isabel II.

ILHA DE CULEBRA

Ilha de Culebra é outras das ilhas situadas ao noroeste da ilha grande, e um dos segredos melhor guardados de Porto Rico. É um tesouro de águas cor de turquesa e areias brancas, onde encontra-se a Reserva Nacional de Vida Selvagem de Culebra, notável pela imensa colônia de aves. Os seus mangues e cais podem ser percorridos de caiaque, ou praticar o snorkel, além de desfrutar das praias.

A Reserva Natural de Cabeças de São Jõao (O Farol), que fica a 45 minutos só da capital, foi aberta em 1991. Contém 7 sistemas diferentes, incluindo florestas, mangues, lagoas, praias, rochedos e arrecifes de coral. Tanto a reserva natural como O Farol do século XIX que nela encontra – se, onde pode avistar ilhas longíquas do Caribe – estão abertos ao público e podem ser visitados através do Conservation Trust.

OUTROS PONTOS TURÍSTICOS

Ao oeste de São João encontra-se as cidades de maior tradição histórica da ilha: Arecibo, Lares, São Sebastião e Isabela. São centros animados que carecem das agitações da capìtal. O noroeste de Porto Rico é uma zona de grande beleza natural, devido a suas cadeias cársticas montouros caliços); é uma região esculpida de cavernas e grutas, um verdadeiro paraíso para aventureiros.

A 30 minutos ao oeste de São João, Dourado, aguarda-o com uma praia com inumerosas possibilidades esportivas, tanto terrestes como aquáticas. Conta com uma boa infra estrutura hoteleira (principalmente na praia de Cerromar), que converte este lugar em um bom ponto de partida para realizar excursões ao resto das localidades desta costa norte. O mais destacável da cidade de Dourado é o seu velho castelo, a Casa do Rei.

Arecibo, fundada em 1556, é uma das cidades mais antigas de Porto Rico. Conta com um famoso observatório (o maior radio-radar e telescópio do mundo, cujo tamanho equivale à 13 estádios de jogo), que utilizam os cientistas da Universidade de Cornell e da Fundação Nacional para a Ciência em seus estudos dos planetas e galáxias distantes, pela recepção de ondas de rádio do espaço exterior.

Perto do Observatório de Arecibo encontra-se uma das atrações mais fascinantes de Porto Rico, o Parque das Cavernas do Rio Camuy, que abriu as portas como tal em 1986. O sistema de cavernas, segundo os especialistas, é um dos mais espetaculares dos conhecidos, já que percorre-o um dos rios subterrâneos mais compridos do mundo. Com uma extensão de 1.15 m quadrados, provavelmente era uma zona já povoada pelos taínos antes da descoberta de Porto Rico.

Um trem leva os visitantes até a entrada de Caverna Clara, desde onde um pequeno caminho leva -os ao bordo de um profundo sumidouro; daí, contemplando espetaculares paisagens, chega-se até o rio Camui. Também pode visitar o sumidouro Três Povoados, de 198 m de largura., onde situam-se mirantes pindurados acima do rio Camui, que flui 122 m mais abaixo.

A COSTA MERIDIONAL

PONCE

A costa meridional de Porto Rico esteve até pouco tempo atraz isolada do resto do país. Hoje graças à estrada de pesagem 52 que une São João com Ponce, é fácil ir até esta outra cara da ilha. Além das magníficas paisagens, com uma costa recortada e douradas planícies que se extende desde a exuberante montanha até o Caribe, o sul oferece uma ativa vida cultural e artística. Ponce, capital desta parte da ilha, é uma cidade acolhedora, com bons restaurantes e um famoso museu de arte, o maior do Caribe.

A segunda cidade em importância de Porto Rico, Ponce, encontra-se a só uma hora e meia pela estrada desde São João. A cidade evoca outras cidades como Nova Orleans ou Barcelona, devido a sua mistura de arquitetura neo-clássica, art-decó e crioula. Mais de 500 edifícios históricos com os que conta a cidade, pertecentes à segunda metade do século XIX e ao primeiro terço do século XX, tem sido restaurados desde 1968.

A maior parte deles estão situados nas ruas que nascem da senhorial Praça das Delícias. O Museu de Arte de Ponce, o maior do Caribe, é um dos maiores atrativos para o visitante. Foi fundado pelo governador Luis A. Ferré e desenhado por Edward Durrell Stone; alberga uma coleção de mais de 1000 representações pictóricas e 400 esculturas, entre as que destacam importantes peças do Renascimento tardio e do Barroco.

Outros elementos distintivos da cidade de Ponce são a Estação de Bomberos, peculiar edifício de cor vermelha e preto que data de 1983; a Praça Maior ou Praça das Delícias, que é o centro da parte histórica da cidade, embora em realidade seja uma praça dupla, com enormes figueiras, que recolhe um feixe de ruas coloniais, onde encontra-se a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, patrona de Ponce; e as ruas Cristina e Maior, famosas por suas grades e balcões de ferro.

Sem esquecer do bairro do Vigia, onde concentram –se as mansões das grandes famílias de Ponce, dos séculos XVII e XVIII, o Parque Cerimonial dos índios tibes, que inclui o cemitério maia mais antigo conhecido das Antilhas (ano 300), é em si uma reconstrução do povo taíno; e a Fazenda Boa Vista, próxima a Ponce, uma antiga plantação de café do século XIX recentemente restaurada e aberta ao público como museu.

OUTROS PONTOS TURÍSTICOS DA COSTA MERIDIONAL

No extremo oriental desta costa meridional de Porto Rico encontra-se Humacao, centro industrial que está sendo convertiido em uma cidade de moda. Só demora 45 minutos em chegar desde São João, e está a só 3 quilômetros de algumas das melhores praias do estreito de Vieques, pelo que resulta um ponto estratégico para iniciar muitas excursões por esta zona.

Praia Humacao é possivelmente a praia pública melhor equipada da ilha, muito ampla, com fina areia e com cômodas instalações. A uns dez minutos ao sul de Humacao está Palmas do Mar, o maior centro de feiras de Porto Rico. Muitos definem-o como a nova Riviera americana. Ocupa uma superfície de 1.093 hectares e reune possivelmente todo o necessário para umas férias perfeitas

Em Palmas do Mar tem de tudo: pistas de tênis (é o centro de tênis maior do Caribe), campos de golfe, picadeiros, restaurantes, pesca submarina de profundidade e uma funcional estrutura hoteleira. Trata-se, em definitivo, de um lugar ideal tanto para convenções como para uma escapada familiar.

As ilhotas caribenhas perto de Ponce formam a Reserva Natural de Caixa dos Mortos. A ilha Caixa dos Mortos é o maior de todos, com três quilômetros de comprimento e um de larguna. É famoso entre os aficionados à naútica e entre botânicos e ornitólogos.

O SUDOESTE DE PORTO RICO

O sudoeste é a zona mais longe de São João, porém talvez por isso, guarda o mais típico da ilha. O centro deste territorio é Maiagüez, uma cidade de grande beleza e vitalidade. Outros lugares interessantes são São Germão,. Boquerão, caopital do sul, Parguera e sua baia fosforescente, Lajas, Cabo Roxo, Guánica e Ponta Jagüe, com um dos faróis mais belos do Atlântico.

MAIAGÜIEZ E ILHA DE MONA

Maiagüez é a terceira cidade em importância da ilha, com uns 100.000 habitantes. O maior atrativo desta cidade é seu zoo, situado a 243 quilômetros da cidade, que reune mais de 500 animais. Frente as costas de Maiagëz encontra-se a ilha de Mona, a 75 quilômetros caminho para a República Dominicana. Tem 70 quilômetros de supefície e é um paraiso para a vida animal. Possui a vegetação mais antiga das Antilhas e continua desabitada e exótica, dada a dificuldade para chegar até ela. Está sob a proteção do Departamento de Recursos Naturais.

GUANICA

A cidade de Guánica estende-se em torno a uma tranquila baía. Desta cidade resulta chamativa, a encantadora Praça Central e o malecão, além das magníficas praias, como a do Manglilho Grande e a escondida seleta Praia Jaboncilho e Praia Santas.

Nas proximidades da cidade está o Bosque Sub-tropical Seco de Guánica, donde se encontra 700 espécies de plantas, das quais 246 são árvores. Foram identificados ao redor de 1.200 tipos de insetos, 40 classes de aves residentes e, igual número de migratórias. Também encontra-se aqui a árvore de Guaiacão, com mais de 1000 anos de vida.

VILA DE SÃO GERMÃO

Situada no extremo sul-ocidental da ilha, a Vila de São Germão conserva grande parte da arquitetura e o encanto das cidades coloniais espanholas. É a segunda colônia mais antiga de Porto Rico e talvez a cidade mais histórica. Resulta de uma excepcional beleza, branca entre a vegetação exuberante e verde da costa merdional, a meio caminho entre Ponce e Maiagüez.

A riqueza obtida dos cultivos de açúcar e café permitiram construir as grandes mansões da cidade. Destaca a Igreja de Porta Coeli, que data de 1606, porvavelmente o patrimônio arquitetônico o mais importante de Porto Rico. É uma das poucas mostras da arte gótico do continente amerciano.

LAJAS

Ao povoado de Lajas conhece-se pelo seu Festival do Abacaxi, uma ocasião perfeita para experimentar a fina comida crioula. Em seu termo municipal irá achar A Parguera, um povoado de pescadores que vivem entre mangues, arrecifes de coral e uma famosa baia fosforescente. Toda noite tem barcos que saem de A Parguera rumo à baia, onde milhões de micro-organismos luminosos brilham ao ser agitados, produzindo maravilhosos fogos artificiais "submarinos".

CABO ROXO

O município de Cabo Roxo é uma das mostras mais assombrosas da beleza do litoral de Porto Rico. Goza de um clima delicioso durante o ano todo, e a paisagem oferece uma estranha rede de rochedos, lagos e montouros. Está a 30 quilômetros ao sul de Maiagüez. Entre a diversidade de praias da zona, destaca Praia Buie, a preferida por muitos porto-riquenhos e Boquerão, em uma baia de 5 quilômetros de comprimento, de águas calmas e espalhadas de coral, com uma ampla praia de areia resguardada por pequenos bosques de palmeiras.

O Faro de Cabo Roxo, em Ponta Jagüei é um magnífico exemplo da arquitetura colonial espanhola; trepado no alto de rochedos, oferece um panorama do Caribe de quase 300 graus. Ponta Jagüei é tambem uma reserva natural.

PELO INTERIOR DE PORTO RICO

O espinhaço de montanhas que cruza a ilha de leste à oeste alça seus cumes e vales por 96 km. Ali estão os lugares mais remotos da ilha, paradas recônditas e desconhecidas. A melhor forma de ver a cordilheira é em carro com um bom mapa da ilha. A cordilheira é o último refúgio dos jívaros, os camponeses locais, cujas façanhas dormem na lenda e literatura.

A cidade mais importante do interior é Caguas, no fértil vale de Turabo. Outros pontos importantes são Caiei, Coamo, Aibonito, Barranquitas e Vilhalba. Desde esta localidade tem-se, provavelmente, a melhor vista panorâmica da ilha.

A cordilheira central conta com numerosas reservas florestais, entre as que cabe citar a de Guilarte, a de Maricao e a de Touro Negro, além de um dos restos mais importantes da cultura primitiva de Porto Rico: o Parque Cerimonial Indígena de Caguana, ao oeste de Utuado, construido pelos taínos, fazem aproximadamente 800 anos. Monolitos de pedra – algum deles gravado com petroglidos- rodeam os dez campos para o jogo de bola, no que alguns historiadores acreditam ser a origen do atual jogo.

Fonte: www.rumbo.com.br

Porto Rico

Puerto Rico é uma parte desconectada dos Estados Unidos da América, que não está mais sob seu controle e retém e estatuto de autonomia. É uma das mais pequenas ilhas das Caraíbas aparentemente ainda é um dos mais bem conhecidos. Para descobrir o porquê disso, vamos dar uma percorrer a Puerto Rico livros de História.

Não é muito conhecido sobre a ilha de Porto Rico, antes de ser descoberta por Cristóvão Colombo em 1493. É mais provável, no entanto, que os primeiros colonos eram as tribos de índios americanos que eram nativas para muitas outras partes do Caribe. Estes eram caçadores e pescadores e foram geralmente muito simples.

Colonização Europeia e escravidão

A ilha foi reivindicado pelos espanhóis e, eventualmente, chamado Puerto Rico que significa Porto Rico. Só podemos imaginar por que os espanhóis estavam interessados ??dado este nome. Foi então governado pelo espanhol e um membro da inquisição tornou-se o primeiro governador das ilhas. As tribos nativas Taino foram forçados a se tornar escravos na ilha que outrora habitada livremente e trabalhar para o espanhol. Outros foram mortos pelas doenças que os espanhóis trouxeram com eles. A tribo Taino fez greve de volta em uma ocasião, e afogou-se um de seus soldados, só para ver se eles eram imortais ou não.

Escravos africanos foram introduzidos para manter-se no mercado de trabalho e para a ilha tornou-se um local estratégico muito importante para o Império Espanhol. O holandês, Inglês e Francês todos tentaram capturar as ilhas, mas nenhum deles conseguiu qualquer tipo de sucesso a longo prazo. Nesta fase da história Puerto Rico, o espanhol colocou uma grande ênfase nas ilhas. Os séculos 17 e 18 viu uma mudança para esse foco e outros territórios recebido mais atenção, deixando Puerto Rico com muito menos habitantes.

Regra Militar dos EUA e Esperança da Independência

Depois de uma revolta, a Ilha obtido um estatuto autónomo e os habitantes da ilha tornou-se muito cansado das condições políticas e sociais pobres. Em 1898, a ilha foi invadida pelos norte-americanos como parte das guerras norte-americanos espanhóis. Puerto Rico foi cedido para os norte-americanos sob o Tratado de Paris depois da guerra.

O início do século 20 viu a história Puerto Rico vem sob o domínio militar dos EUA. Isso significava que eles eram parte dos esforços de guerra. Regra dos EUA não sair com o melhor dos começos. A ilha sofreu com um terremoto, furacão, tsunami e da grande depressão. Isso levou a uma marcha em 1937, que foi realizada em uma cidade chamada Ponce. Este não era um evento pacífico ea polícia abriu fogo, matando assim 19 manifestantes. O evento entrou para a história Puerto Rico como o massacre Ponce.

Em 1947, Porto Rico foi concedido o direito de escolher seu próprio governo. Isto levou a uma revolta contra os EUA, que por sua vez, levou a mais um massacre. Puerto Rico experimentou a industrialização na metade do século 20 e é atualmente um destino turístico popular. Muito poucos dos nativos apoiar qualquer movimento fora dos Estados Unidos e do Partido da Independência geralmente recebe de 3 a 5% dos votos expressos.

História Puerto Rico é muito fascinante e colorida. Apesar de a sua quota de infortúnio, Puerto Rico tornou-se um lugar muito próspero, um hot spot para os turistas, e uma ilha paradisíaca.

Fonte: www.islandflave.com

Porto Rico

A menor das Grandes Antilhas, quase um Estado americano, luta com a arma da língua contra a colonização dos Estados Unidos

Os habitantes de Porto Rico defendem, há um século, sua identidade cultural, recusando o inglês. Mas por que os porto-riquenhos se obstinam em não querer a anexação aos Estados Unidos, apesar das vantagens que teriam, e preferem a língua imposta pelos colonizadores espanhóis?

A resposta deve ser procurada no desejo de defender, a qualquer custo, a própria identidade, afirma o diplomático, jornalista e acadêmico porto-riquenho, Ramón-Darío Molinary. Foi a consciência de serem "hispânicos" que livrou os habitantes da pequena ilha do predomínio da maior potência mundial.

A história dos últimos cem anos é prova disso.

Em 1897, Porto Rico consegue da Espanha a promessa de independência, depois de quatro séculos de regime colonial, mas é cedido por Madri aos Estados Unidos que, no ano seguinte, o invadem com seu exército.

A verdadeira "conquista" continua através da tentativa sutil, nunca declarada abertamente, de assimilar culturalmente Porto Rico, impondo valores e costumes norte-americanos, totalmente estranhos à população. Em 1902, é imposto o inglês como língua oficial junto com o espanhol.

A escola pública torna-se o instrumento principal utilizado para debilitar, ou até anular, a herança hispânica, para fazer esquecer a história e as raízes culturais da população. Aos alunos é proposta com insistência simulada a adesão a novos valores, importados de Washington.

Politicamente, Porto Rico é um Estado livre associado aos Estados Unidos. Seus habitantes são cidadãos dos EUA, com os mesmos benefícios sociais, sem, porém, os mesmos direitos dos outros cidadãos norte-americanos. Não podem eleger o presidente nem têm representantes no Congresso. Elegem, a cada quatro ano, seu governador e Parlamento. Gozam da isenção dos impostos federais.

Todos, em Porto Rico, estão conscientes de que a estabilidade econômica da ilha depende dos EUA; poucos, porém, estão dispostos a aceitar que a condição de Estado associado inclua necessariamente a fusão cultural com a poderosa nação do norte.

A "guerra da língua" demonstra que a população quer defender sua identidade todas as vezes que um ou outro dos governadores tenta mudar a "lei da língua oficial única" (1949), que determina que o ensino na escola pública seja feito somente em espanhol. "Porto Rico não é uma ilha bilíngüe, mas um centro significativo, criador de cultura hispânica, onde é utilizado também o inglês como instrumento de comunicação", frisa Ramón-Darío Molinary.

Por outro lado, ninguém nega as vantagens que a população pôde gozar com o fim da colonização espanhola.

Um exemplo: Porto Rico, que é hoje um dos países mais alfabetizados da América (89,3% da população), no momento em que foi cedido aos EUA, não tinha nenhuma universidade.

Os meios de comunicação social tiveram e continuam tendo um papel muito importante na preservação da cultura local. Os dois principais diários em idioma espanhol, El Nuevo Dia e El Vocero imprimem, juntos, mais de 600 mil exemplares, superando de maneira esmagadora os 35 mil exemplares do diário inglês The San Juan que, para sobreviver, tem que publicar também uma edição em espanhol. O mesmo acontece com as rádios (somente cinco das 128 emissoras do país transmitem em inglês) e com a televisão, embora a tendência mostre que os programas via cabo irão se impor no futuro.

Conforme uma recente pesquisa do Ateneo Puertorriqueño, a principal entidade acadêmica da ilha, 20% da população é bilíngüe, enquanto só 40% pode entender, falar e escrever o inglês. Portanto, 60% dos quase 4 milhões de habitantes pode ter acesso só a jornais, rádios e TVs em espanhol.

Quem opera nos meios de comunicação, lembra Molinary, deve ter a consciência de exercer um papel essencial na defesa da língua. O inglês, apesar de ser a língua da ciência, da tecnologia e do comércio, não pode ser anteposto ao espanhol, que é o máximo símbolo da identidade e da consciência nacional.

Olhando a história do último século de tentativas contínuas de colonização por parte dos EUA, parece um milagre o fato de a população de Porto Rico continuar a falar o idioma espanhol. Para eles, é questão de vida ou de morte da própria identidade. "Não queremos renunciar a ser puertorricanos, afirma Molinary, para não chegar a sermos muertorriqueños".

ETAPAS DE UMA LUTA

1493: Cristóvão Colombo desembarca em Boriquén que, com o nome de Puerto Rico, será colônia espanhola por quatro séculos.

1897: a Espanha promete a independência.

1898: Porto Rico é cedido pela Espanha aos Estados Unidos.

1902: o inglês é imposto como língua oficial junto com o espanhol.

1917: os EUA reconhecem Porto Rico como região parcialmente autônoma, com o direito de cidadania americana aos habitantes.

1947: é reconhecido o direito de ter um governador.

1949: o espanhol é língua única nas escolas públicas.

1952: torna-se estado livre associado.

1993 e 1998: dois referendos em que a população rechaça a anexação como Estado da União, mas também a independência total, e confirma o estatuto de Estado livre associado.

Fonte: www.pime.org.br

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