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Locais Turísticos de Portugal

 

Locais Turísticos de Portugal

Se na Península Ibérica a Espanha é com certeza a grande meta turística, não se pode dar menos valor a Portugal. Milhares de pessoas fazem uma viagem Portugal, principalmente no verão!

Lisboa por exemplo, oferece muitas oportunidades pra quem escolhe visitar-la: Antes de tudo é uma cidade com muita história: muito sugestivo o bairro Alfama, aos pés do Castelo de São Jorge, onde cada esquina é uma testemunha do passado medieval da cidade.

Belíssimo de se ver é a Torre de Belém, às margens do rio Tago, em estilo Manuelino, foi construída como torre de observação e depois se transformou em uma prisão; atualmente é uma obra de arte que permete de gozar de uma ampla vista da cidade.

Mas Lisboa é também natureza: O coração da cidade é atravessado por grandes avenidas arborizadas; um passeio que não pode faltar é sem dúvida o Parque das Nações, com o maior aquário de água salgada da Europa.

E assim também é todo o interior do país! Com uma costa belíssima, repleta de paisagens bucólicas e vilarejos medievais, Portugal é um dos destinos de praia mais procurados pelos europeus.

Devido às suas belas praias quase selvagens, o paìs tem recebido muitos festivais de música eletrônica e milhares de jovens de todo o mundo se encontram nas raves, principalmente durante o verão europeu.

Uma bela noite à la Portoguesa seria dentro de uma restaurante aconchegante, petiscando peixes fritos ao som maravilhoso dos cantores de fado.

Principais cidades:

Aveiro

Aveiro se encontra às márgens de uma grande lagoa, a Ria de Aveiro, situada na Beira Litoral entre Coimbra e Porto. Devido a sua posição geográfica, a cidade goza de um clima caracterizado por invernos frios e verões muito quentes e com muita chuva durante todo o ano, portanto se recomenda visitá-la na primavera e verão, quando se pode visitar toda a zona costeira ao redor.

A cidade, que recentemente, graças aos Campeonatos Europeus de futebol que se desenvolveram em Portugal, criou novas infra-estruturas e servíços, e hoje é um importante centro comercial e industrial e possui também uma importante Universidade. Mas o seu grande trunfo foi e é sempre a lagoa, que permete uma fervorosa atividade de pesca e extração do sal. Foi em 2009 considerada a melhor cidade pra se viver em Portugal.

Principais Pontos Turísticos

Ria de Aveiro
Cais da Fonte Nova
Universidade de Aveiro
Salinas
Jardim Dom Pedro V
Antiga Capitania
Montes de Sal
Museu de Aveiro
Casa Major do Pessoa
Mercado Manuel Firmino

Braga

Braga, capital do distrito de Braga, se encontra na região do Minho D’ouro, apenas a 50km ao norte de Porto. A cidade de 70 mil habitantes, como quase toda a região, goza de um clima atlântico, com chuvas frequentes durante todo o ano, que não impedem uma visita principalmente entre os meses de Abril a Outubro.

De antiga fundação, a cidade hoje é o segundo centro industrial do norte do país (indústria têxtil e agrícola) e um dos centros turísticos e culturais mais interessantes de todo o país! Parada obrigatória na tua próxima viagem Portugal!

Devido a um intenso controle por parte da Igreja por muitos séculos, a cidade é sede da Diocese mais importante de Portugal, e é por isso considerado um dos maiores centros religiosos do país.

Principais Pontos Turísticos

Sé Catedral
Igreja do Pópulo
Igreja e Mosteiro de Tibães
Arco da Porta Nova
Palácio dos Biscaínhos
Palácio do Raio ou casa do Mexicano
Casa dos Paiva ou Casa da Roda
Fonte do Idolo
Termas Romanas
Balneário Pré-Romano
Azulejos do Convento do Pópulo
Largo do Paço
Jardim do Bom Jesus do Monte
Jardim de Stª Bárbara
Museu da Sé de Braga
Museu Nogueira da Silva

Coimbra

Coimbra se encontra às margens do rio Mondego e é capital do homonimo distrito e o principal centro da Beira Litoral, região centro-oeste de Portugal.

A cidade tem um clima muito ameno, com invernos pouco frios e verões quentes e chuvosos. Devido sempre a sua proximidade com o Oceano Atlântico.

Coimbra pode ser visitada praticamente todo o ano, mas é claro que se recomenda sempre durante o verão, onde se pode apreciar com mais prazer suas belas praias. Destino certo pra quem faz uma bela viagem Portugal no verão.

Coimbra é constituída de duas partes, sendo a parte alta, onde se encontra os edifícios mais característicos e de maior importância, e da parte baixa, onde se encontra o centro comercial mais moderno da cidade.

De antiga fundação romana, no corso dos séculos recebeu muita influência dos povos àrabes e espanhóis, até se tornar a primeira capital do Reino de Portugal e sede da primeira Universidade, ainda hoje orgulho da cidade. Coimbra é hoje um importante centro turístico, religioso e sobretudo cultural de Portugal, graças à já citada Universidade, uma das mais antigas e prestigiadas da Europa, onde vem estudar tantos jovens de toda a Europa.

Principais Pontos Turísticos

Universidade de Coimbra
Sé Velha
Aqueduto de São Sebastião
Torre de Almedinha
Pátio da Inquisição
Sé Nova
Portugal dos Pequenitos
Igreja de Santa Cruz
Mosteiro de Celas
Arco de Almedina
Palácio de Sub-Ripas
Seminário Maior
Fonte Nova
Torre de Anto

Evora

A cidade de Evora se encontra na região do Alentejo, à leste da capital Lisboa, no centro de Portugal. Constituída de uma parte mais antiga (aquela cercada pelos antigos muros), declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, e de uma parte mais moderna. A cidade conta com 50 mil habitantes e goza de um clima fresco durante todo o ano.

Hoje é o principal centro administrativo e cultural da região, e como toda a região, é também um importante centro da agricultura e do artesanato. Parada obrigatória pra quem faz uma viagem Portugal!

Principais Pontos Turísticos

Praça de Giraldo
Largo Conde Vila Flor
Castelo Velho
Universidade Évora
Largo da Porta de Moura
Praça de Sertório
Igreja de Graça
Largo de S. Francisco
Jardim Público (Séc. XIX).
Aqueduto da água da prata (Séc. XVI)

Faro

Faro é a principal cidade da região de Algarve, que se encontra na extremidade meridional de Portugal. A cidade de antiga fundação àrabe, possui um interessante centro histórico (só o que sobrou da velha Faro, destruída por um terremoto no fianl do sécul XVIII) e é uma das cidades turísticas mais visitadas de todo o país. Graças a um clima invejável, com invernos frescos e verões quentes, oferece diversas opçòes turísticas e belíssimas praias.

Além de ser um importante centro de pesca (devido ao porto), de artesanato e de produção de fruta e verdura, Faro é também o principal centro administrativo e de comunicação (possui o maior aeroporto de Portugal) e hospeda a maior Universidade de todo o sul. Toda a região oferece uma ótima infra-estrutura hoteleira que muitas vezes oferecem campos de golf, onde os ricos do norte da Europa vem jogar durante o inverno.

Principais Pontos Turísticos

Arco da Vila
Arco do Repouso
Banco de Portugal
Castelo
Celeiros de São Francisco
Cerca Seisscentista
Convento de São Francisco
Convento dos Capuchos
Museu Regional do Algarve
Museu Municipal de Faro
Centro de Ciência Viva
Ilha da Culatra
Ilha Deserta
Ilha do Farol
Praia de Faro

Ilhas Açores

O arquipélago das Ilhas Açores é uma região autonoma composta de nove ilhas que se encontram por toda a costa de Portugal, em pleno Oceano Atlântico.

São ilhas de origens vulcânicas que gozam de um clima bem fresco durante todo o ano, com muitas chuvas entre Outubro e Abril. Devido ao clima, o arquipélago produz uma grande quantidade de frutas e é muito difundido a criação de animais e a pesca, apesar de ser o turismo a grande força econômica das ilhas.

Grande produção artesanal, principalmente de cerâmica e dos característicos bordados. Numerosas também as possibilidades de se praticar esportes aquáticos, mergulho e golf. Quando fizer sua viagem Portugal, tente conhecer também as Ilhas!

Principais Pontos Turísticos

Ilha de Santa Maria
Ilha de São Miguel
Ilha Terceira
Ilha Graciosa
Ilha São Jorge
Ilha Pico
Ilha Faial
Ilha flres
Ilha Corvo

Lisboa

Lisboa é a capital de Portugal e a maior cidade da nação. Situada às margens do rio Tago, Lisboa é uma moderna cidade européia, rica de história e cultura. As suas origens remetem a tempos atiguíssimos e a sua fundação acontece no período da dominação fenícia.

Depois de passar pelo domínio do Império Romano, rapidamente foi conquistada pelos àrabes, que governaram a cidade e todo o país até o final do século XII. Nos séculos seguintes, favorecidos principalmente pela posição geográfica de Lisboa em frente ao Oceano Atlântico, da cidade partiram numerosos conquistadores para as Américas e Indias.

Foi quase toda destruída por um violento terremoto em 1755, Lisboa foi rapidamente reconstruída e já da época, apresenta uma urbanística centrada em avenidas muito regulares. Hoje em dia, Lisboa é uma moderna capital européia, projetada para o futuro, com importantes instituições e museus e numerosos edifícios governamentais.

A cidade apresenta uma divertida vida noturna e guarda ainda belíssimas obras de arte em sua arquitetura, principalmente na parte antiga da cidade. Devido a seu clima Oceânico, recomenda-se visitar-la principalmente durante a primaveira e verão. Parada obrigatória pra quem faz uma viagem Portugal!

Principais Pontos Turísticos:

Aqueduto das Águas Livres
Aquedutos e Mãe de Àgua
Basilica da Estrela
Casa dos Bicos
Castelo de Alcanede
Castelo de Almourol
Castelo de Leiria
Castelo de Ourém
Castelo de Pombal
Cidadela Forticada
Galerias Romanas
Monumento a Hércules
Muralhas de Setúbal
Panteão Nacional
Sé Catedral
Torre de Belém

Madeira

A região autonoma do Arquipélago de Madeira é formada pela Ilha de Madeira e da Ilha de Porto Santo, e se encontra em frente à costa africana, no Oceano Atlântico, ao norte das Canárias e ao sudeste das Ilhas Açoures, em uma posição invejável que oferece ao arquipélago um clima primaveril por todo o ano.

Este clima, particularmente agradável, a beleza do mar e da natureza, além da capital Funcal (100.000 habitantes) rendem a Madeira uma das localidades turísticas mais interessantes e visitadas de toda a Europa. O arquipélago, além da pesca, é também conhecido e apreciado pela produção de vinho, frutas e açúcar.

Principais Pontos Turísticos:

Monte
Centro das Artes Casa das Mudas
Museu de Arte Sacra
Centro de Ciência Viva Porto Moniz
Porto Santo
Madeira History Centre
Quinta Monte Palace
Parque Temático da Madeira
Madeira Magic
Roseiral da Quinta do Arco
Casino da Madeira

Porto

Porto é a segunda cidade por importância e população de Portugal, se encontra s margens do rio D’Ouro, na região do D’Ouro Litoral, da qual é a capital. A cidade de 350 mil habitantes é constituída de uma parte bem antiga, declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, mais importante do ponto de vista histórico, e de uma parte mais moderna e industrial. Porto, situada em Portugal Setentrional, goza de um clima agradável durante todo o ano.

De antiga fundação, hoje é o mais importante centro industial e econômico do país, além de ser um importante centro turístico, cultural e de produção de vinho, o célebre Vinho do Porto. A cidade é também o segundo centro de comunicação ferroviária, rodoviária e aérea de Portugal. Um dos principais destino pra quem faz viagem Portugal!

Principais Pontos Turísticos:

Capela da Nossa Senhora do Ó
Chafariz da Rua Escura
Torre da Rua de Baixo
Pilares da Ponte Pensil
Fonte da Rua Taipas
Alminhas da Ponte
Muralha Primitiva
Casa do Beco dos Redemoinhos
Teatro Nacional de S. João
Chafariz do Anjo
Muralha Fernandina
Casa do Infante
Mercado Ferreira Borges
Palácio da Bolsa
Sé do Porto
Praça da Ribeira
Ponte Luis I

Fonte: www.viagemeuropa.org

Locais Turísticos de Portugal

Portugal

Capital: Lisboa
Idioma: português
Moeda: euro
Clima: mediterrâneo e marinho
Fuso horário (UTC): +1 (+2)

Pontos turísticos

Douro

Região com esplêndida paisagem, é local de várias vinículas famosas, que dão às colinas um charme interrompido apenas por algumas casinhas de um branco imaculado. O Rio Douro foi represado por cinco represas que o tornaram totalmente navegável.

Évora

A cidade murada de Évora é considerada uma das jóias de Portugal. Situada no Alentejo, possui ruelas estreitas e charmosas. O ponto central é a Praça do Giraldo, com a catedral, o Templo Romano e a Igreja de São Francisco que contém a Capela dos Ossos, construída com ossos e crânios de centenas de pessoas.

Porto

A segunda cidade mais importante do país, é considerada a cidade com a melhor vida noturna. A cidade recebe a produção de várias vinículas instaladas nos seus arredores, e é responsável pela produção do famoso Vinho do Porto.

Fátima

Cidade considerada sagrada pela igreja católica, é bastante procurada por religiosos, devido à famosa aparição da Virgem Maria no início do século XIX.

Fonte: www.geomade.com.br

Locais Turísticos de Portugal

Para desenvolver uma visão geral de Portugal, dividimos o país em cinco zonas. Iniciaremos nosso percurso por Lisboa e seus arredores, que incluem Estoril, Cascais e Setúbal, e continuaremos no Sul, pôr Algarve e o Alentejo. A partir de aqui começaremos a subir para conhecer o Centro do país, onde encontram-se Coimbra e as dos Beiras, e seguiremos até o Norte de Portugal, marcados pôr los rios Douro e Minho. Finalizaremos com uma rápida visita pôr Arquipélagos de Madeira e Açores.

Lisboa e seus retornos

LISBOA

Lisboa, construída sobre uma sucessão de colinas e com as águas do estuário do Tejo como fundo, têm todo o aspecto de uma cidade do S. XVIII: elegante, aberta ao mar, projetada com esmero e transitada por uma assombrosa rede de antigos bonde, funiculares e ascensores. Desde o rio se destaca a colossal estátua de Cristo com os braços abertos, como o de Rio de Janeiro, e uma das maiores pontes penceis do mundo. É uma cidade que apaixona ao primeiro golpe de vista, com ar acolhedor, provinciano e humana em ritmo e escala. Embora já esteja integrada a Europa, marcha por livre, de décadas anteriores, têm feito dela uma cidade de caráter particular, forte, que não têm caído na homogeneização de outros lugares de ocidente. Em realidade, esta é uma característica de todo Portugal.

Milenar, sua história se remonta à época dos romanos e, seguramente, dos fenícios. Na Idade Media passou a ser dominada pelos árabes, que a bautizaram al-Usbuna. A reconquista cristã aconteceu em 1147, e em 1255 Lisboa passou a ser a capital do reino, em detrimento de Coimbra. com o passar do tempo, Lisboa atravessou por duas épocas de grande esplendor: a primeira com as descobertas marítimos dos séculos XV e XVI, quando Vasco da Gama abriu a rota do comércio para as Índias; a segunda têm lugar no século XVIII, quando se começaram a explorar as riquezas minerais de Brasil e das colônias africanas e asiáticas. Lisboa era então o principal porto comercial de Europa.

Este apogeu teve seu trágico fim em 1 de novembro de 1755, quando três tremores de grande intensidade sacudiram a cidade a partir das 9:30 da manhã. Os incêndios que se produziram e o maremoto que assolou as costas acabaram com a vida de 40:000 dos 270:000 habitantes que povoavam a cidade. O tremor acarretou notáveis restruturações arquitetônicas e urbanísticas, entre elas a criação do bairro da Baixa.

Pôr onde começaremos nosso recorrido: A Baixa ou cidade baixa é o centro principal da cidade. Nela podemos encontrar grandes bancos, escritórios e organismos oficiais, em clara contradição com as pessoas que freqüentam esta zona, pois a zona está cheia de mendigos, vendedores de loteria, engraxates e demais pessoas de precária economia. É, em suma, um expoente das contradições do próprio Portugal. As partes mais atrativas da Baixas são as praças na periferia, as estreitas ruas que correm pelo leste para a Sé (catedral) e ascende pelo oeste para o Bairro Alto; é conhecido como Chiado, o bairro mais opulento da cidade com comércios de classe e maravilhosos cafés antigos (Rua Garrett). O mais famoso destes cafés é A Brasileira, freqüentado por gerações de intelectuais, e com uma estátua de Pessoa que da a bem-vinda aos clientes. Na mesma zona encontramos o Museu de Arte Contemporânea, situado na Rua Serpa Pinto, embora para ver arte contemporânea é preferível escolher as coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, considerado o melhor museu de Portugal e legado do magnata petroleiro Armenio do mesmo nome. É um grande centro cultural edificado num magnífico complexo arquitetônico, e conta com coleções de quase todas as etapas da arte ocidental e oriental. Nelas podem-se apreciar desde peças arqueológicas egípcias até jóias de desenho atual. A fundação conta também com uma orquestra, três salas de concertos e duas galerias para exposições. É patrocinadora de quase todos os eventos culturais que se celebram tanto em Lisboa como em províncias, onde conta com alguns museus e bibliotecas.

Descendo para a praça do Rossio, de novo os protagonistas são os cafés. A praça é modesta e sua única concessão a grandiosidade é o Teatro Nacional, que antes do terremoto o Palácio da Inquisição; nesse tempo a praça era o lugar para as execuções e os autos de fé, assim como para as corridas de touros. Na Igreja de São Domingos a inquisição lia as sentenças.

Na parte próxima ao rio, encontramos a Praça do Comércio, que é conhecida também com o nome popular de Terreiro do Paço. Nela encontra-se o antigo café de Martinho da Arcada, onde Pessoa tinha uma de suas tertúlias preferidas. A praça está em processo de recuperação por parte das autoridades lisboetas, pois recentemente têm chegado a estar muito freqüentada por pequenos traficantes de drogas.

A Baixa está salpicada de numerosas ruas nas que abundam as lojas e que conservam o nome dos antigos grêmios que as ocuparão: Rua da Prata, Rua dos Sapateiros, Rua do Ouro e a rua do Comércio são as mais importantes. vale a pena percorrer seus singulares mercados, como o de Riveira ou o mercado de peixe que celebra-se detrás da estação de Cais do Sodré todos os domingos. Nele podem-se ver ainda estampas tão tradicionais como a dos pescadores que vinham carregando enormes cestas na cabeça e pregoando a gritos suas mercadorias. Também pode resultar interessante o mercado de Ribeira, à direita da estação, especialmente pelas frutas, verduras e especiarias que nele podem-se comprar. Depois uma noite movimentada no Bairro Alto, o mercado de frutas e verduras oferece a possibilidadede se tomar uma deliciosa xícara de chocolate quente com os vendedores no inicio da madrugada. Este mercado e seu bar se organizam junto ao rio.

No centro da Baixa se eleva a Catedral (Sé), fundada em 1150 para comemorar a reconquista da cidade aos mouros e construída sobre os restos da antiga mesquita árabe. É de estilo românico, com uma grande flor e torres gêmeas em sua formosa fachada. Para subir para o Castelo de São Jorge, símbolo da cidade e antiga residência real, se acede pela Rua do Limoeiro, passando pelas ruínas de um teatro romano, o Miradouro de Santa Luzia e a sede do Museu Artes Decorativas Portuguesas. O castelo não guarda grandes tesouros, e sem uma riquíssima bagagem histórica (pergunte pela história do lugar do castelo e pôr cruzados), além de uma bela panorâmica da cidade que se estende a seus pés. Dentro das muralhas encontra-se o pequeno bairro medieval de Santa Cruz, e ao norte estende-se o antigo bairro de Mouraria, quer dizer, a morería. No qual estão fazendo esforços por recupera-lo, porque está quase em ruínas e é um dos redutos de prostituição da cidade.

A zona mais antiga da capital é o Alfama (onde se tem que ir para escutar autentico fado), que se estende desde as muralhas do Castelo até o Tejo sobre uma massa rochosa que foi preservada dotremor de terrar. Data da época árabe e é um dos bairros com mais sabor de Lisboa, com suas ruas inclinadas e de pedras, e a vitalidade que lhe proporciona o bairro dos pescadores.

A Rua de São Pedro é a principal rua comercial desta zona, no final encontra-se o animado café Largo do Chafariz de Dentro. Para encontrar cafés restaurantes típicos nos que saborear comidas tradicionais a preços muito razoáveis a melhor opção é Rua de Regueira.

No Campo de Santa Clara, fora de Alfama, se celebra, as terças-feiras pela manhã e todo o sábado, a Feira da Ladra, o rastro de Lisboa. Sem ser uma maravilha, oferece a possibilidade de conviver com os lisboetas e adquirir desde artesanato das antigas colônias até efeitos militares de desenhos, passando pela roupa usada. Muito perto de aqui encontra-se o mosteiro renascentista de São Vicente de Fora, com uma austera fachada geométrica. O antigo refeitório monástico foi convertido em 1855 no Cemitério da Casa de Bragança, no qual encontram-se enterrados todos os reis de Portugal, desde João IV a Manuel II.

Não longe dai encontram-se o Museu de Artilharia e o mais interessante Museu dos Azulejos, com grande destaque para uma peça de 37 metros, construída no sigo XVIII que representa uma panorâmica da cidade.

O Bairro Alto é o centro da vida noturna lisboeta. Seu traçado é do século XVII, e oferece um aspecto totalmente diferente de dia e de noite; vale a pena passear-se por suas ruas e apreciar o contraste. Para chegar a ele podem-se utilizar o elevador de Santa Justa - um impressionante funicular que ascende a grande velocidade- e os bondes-funiculares, conhecidos como Elevador da Glória e Elevador da Bica. Na periferia do bairro se encontram as igrejas do Carmo e São Roque. O Convento do Carmo foi a maior igreja da cidade, que durante o terremoto ficou meio destruída; na atualidade tem um pequeno museu arqueológico.

Próximo do Chiado encontra-se São Roque, famosa pela capela de São João Batista, construída com os materiais mais caros.

Próximo de São Roque pode-se visitar a Igreja dos Mártires, construída onde os cruzados levantaram seu acampamento durante o estado de sitio de Lisboa.

Ao norte da Praça dos Restauradores encontra-se o Parque Eduardo VII, o mais importante da cidade. No encontra-se a famosa Estufa Fria, que é uma imensa casa de vegetação cheia de lindas flores e plantas, e com tanques nos que se podem ver flamingos e grande variedade de palmeiras e cactos.

Na avenida Duarte Pacheco se destaca Amoreiras, o mais novo centro comercial de Lisboa e interessante exercício de arquitetura pos-modernista. O enorme edifício, visível desde toda a cidade, possui 10 cinemas, 60 restaurantes, um hotel e 370 lojas que a diário permanecem abertas até as 11 da noite.

A zona norte da cidade é das menos visitadas pelos turistas, mas há nela um par de museus que valem o passeio. O Museu da Cidade está no Palácio Pimenta, e nele podem-se contemplar gravados pinturas e maquetes de Lisboa de antes do tremor. No Museu do Traje se exibem exposições temporais sobre trajes. O menos ou mais atrativo têm o parque circundante, um dos melhores de Lisboa, com um estupendo lugar para tomar café e um pequeno Museu de Teatro.

Seguindo com o tema dos museus, não pode-se deixar de mencionar o Museu de Arte Antiga, que exerce como pinacoteca nacional lusa. Não têm o esplendor nem a variedade do Gulbenkian, mas tem uma esplendida coleção de pinturas portuguesas dos séculos XV e XVI numa exposição de bom gosto num palácio da época. Este museu encontra-se no bairro da Lapa, a dois quilômetros a leste da Praça do Comércio.

No bairro de Belém se destaca o grande Mosteiro dos Jeronimos, uma das jóias da arquitetura manuelina classificada pela UNESCO como patrimônio da humanidade. De aqui partiu Vasco da Gama em 1497 em sua viagem à Índia, ordenando Manuel I a construção do mosteiro como agradecimento pelo êxito da viagem. É uma das melhores mostras de arte manuelina, e destaca nele seu claustro, uma das mais originais e belas obras arquitetônicas de Portugal.

Perto do mosteiro há vários museus: o Museu da Marinha, dedicado às atividades marinhas, tem, além de maquetas, com barcos inteiros, tornando-lhe, um dos mais interessantes de sua classe no mundo; perto existem outros dois com objetos menos relevantes que são o Museu de Arqueologia e o Museu Agrícola de Ultramar. A 200 metros do mosteiro, e banhada pelo mar encontra-se outra boa mostra de arte manuelina: a Torre de Belém. Têm uma acusada influência árabe em seu exterior, e foi no século XIX utilizada como prisão.

Próximo encontram-se vários museus mais. O melhor é o Museu de Arte Popular, que oferece coleções de artesanatos de todas as províncias portuguesas. Igual motivo, mas proveniente das colônias e que exibe o Museu de Etnologia.

A pouca distância encontra-se o Monumento dos Descobridores, construído em 1960 como homenagem a Enrique o Navegante e, por extensão, as descobertas dos marinheiros lusitanos. Subindo ao alto do conjunto se contempla uma formosa vista do Tejo e a Torre de Belém. Não longe da zona monumental encontra-se o Palácio da Ajuda, com decoração romântica original, e, a poucos minutos de aqui, o Museu das Carruagens, uma gigantesca exposição de carruagens reais que passa por ser a atração mais visitada da cidade. Outro dos atrativos do bairro de Belém é a possibilidade de dar-se um banho na praia, que está próxima.

ARREDORES DE LISBOA

A praia oficial dos lisboetas encontra-se ao sul da capital, e é a chamada Costa da Caparica. É uma praia bastante longa, cheia de barracas e com alguns campings, e recorrida quase em sua totalidade por um trem elétrico que em cada uma das 20 paradas oferece uma praia de diferente ambiente. As primeiras são mais familiares, e as últimas mais juvenis, podendo encontrar alguns nudistas e outras de ambiente homossexuais. Além de em trens, pode-se chegar à praiaem Ferry desde Lisboa, ou por estrada, cruzando a imponente ponte pencil ou Ponte 25 de Abril. Ambos trajetos oferecem belíssimas vistas da cidade. Não se deve deixar de visitar o Cristo-Rei e subir ao alto da estatua: desde ela se contempla um inacreditável postal de Lisboa quase a vista de pássaro.

Para o oeste de Lisboa, em direção a Estoril, o primeiro subúrbio importante além de Belém é Oeiras, onde o Tejo já converte-se em mar. Aqui está o Palácio do Marquês de Pombal, antiga residência do reconstrutor de Lisboa após o tremor de 1755. A seguinte parada é Carcavelos, que possui uma extensa praia com numerosos bares. Mais adiante, Parede oferece uma praia menos espetacular mas um paraíso para o bom gastrônomo, pois conta com restaurantes, bares e padarias de excelente qualidades e preços.

Um pouco mais adiante chegamos ao principal centro balneário da Costa Azul, Estoril, mundialmente conhecida pela seu cassino e que em sua época de esplendor, após a II Guerra Mundial. foi considerada como uma espécie de Riviera portuguesa: grandes vilas e luxuosos hotéis. Além do casino, do golfe e da praia, há uma grande quantidade de bares e clubes para viver a noite.

Seguindo na mesma direção chega-se a Cascais, próximo à praia de Guincho, cidade de bares e vida noturna, sobre tudo em sua parte ocidental. Pese a ser uma cidade muito turística, não têm perdido o encanto de vila de pescadores que foi, e na quarta-feira celebra-se um animado mercado muito freqüentado pelos nativos de Cascais. Fora da cidade, ao oeste, encontra-se o agradável Parque Marechal Carmona, com uma mansão dos Condes de Guimarães perfeitamente conservada com todo seu mobiliário do século XIX, agora convertida em museu. Mas longe, a 1,5 quilômetros,. O famoso despenhadeiro da Boca do Inferno, cheio de covas escavadas pelas ondas. Está sempre repleto de turistas e é espetacular quando há tormenta; mas no caminho para ali encontra-se uma pequena e tranqüila praia, com um bar muito agradável no qual se faz deliciosos churrascos.

Sintra

Para o interior o visitante encontra-se com Sintra, pequena cidade romântica situada na serra de seu mesmo nome, ao qual Lorde Byrom chamou "um glorioso Éden". O Palácio Nacional foi a residência oficial de verão dos reis de Portugal, e é uma mezcla dos estilos gótico e manuelino, com originais formas curvilíneas.

O Palácio da Pena é um dos mais destacados de estilo romântico português. Também há que mencionar as ruínas do Castelo dos Mouros, desde as que se contempla toda a cidade, e o Palácio de Seteais, que hoje é um elegante hotel.

Mafra

Uns quilômetros ao norte de Sintra pode-se visitar Mafra e seu Palácio - Convento, antiga residência real construída por João I a imitação do Escorial, pensado em princípio como um pequeno mosteiro, mas que devido à megalomania do monarca acabou convertendo-se num enorme edifício com esbanjamento de recursos (que a coroa trazia de Brasil) e extravagancia, oferecendo um resultado impressionante. O edifício é uma mistura de barroco e neoclassicismo italiano.

Tem 5.200 portas, 2.500 janelas e dois exagerados campanários, cada um com 50 campanas. Entre suas salas destaca a Sala dos Troféus e a enfermaria das dependências monásticas.

Voltanto a direção sul para a capital, e muito perto de ela, Queluz oferece o perfeito contraponto ao palácio de Mafra, pois seu Palácio é um equilibrado edifício considerado como a obra cume do rococó português. Rodeado de laberintos e cuidados jardins, o palácio ainda se usa como residência para dignitários estrangeiros. Mas o mais notável do palácio é sua biblioteca, que contém 35:000 volumes.

Na beira sul do estuário do Tejo, atravessando a ponte pencil, encontram-se Setúbal e sua costa. A 50 quilômetros de Lisboa, Setúbal é o terceiro porto em importância do país, e continua sendo um lugar acolhedor e agradável, embora sem a beleza que faz a Hans Christiam Andersen declarar que se encontrava perante o "paraíso terrenal". É de visita obrigatória visitar em Setúbal a Igreja de Jesus, de estilo gótico tardio, retocado no século XVII com uma bela cúpula sustentada por originais pilares. Junto a ela encontra-se um pequeno e interessante museu municipal. A oeste da cidade, o bar do castelo São Felipe permite avista uma sensacional panorâmica da desembocadura do Sado e a península de Tróia. Nesta península encontram-se as praias mais concorridas de Setúbal, e a ela se acede num serviçode Ferry. O centro da península encontra-se, muito urbanizado, mas caminhando uns quilômetros para o sul é possível encontrar praias virgens e paisagens de grande beleza.

Para quem busca natureza e praias maravilhosas se deve dirigir ao Parque Natural da Serra de Arrabida e seu Convento, encantador paisagem mediterrâneo. Em procura de tranqüilidade e bom marisco, o viajante não deve deixar de baixar até Sesimbra, que embora vai adquirindo fama entre os turistas, conserva ainda intacto o encanto de pequeno povoado pesqueiro no qual pode-se acudir ao leilão diário de peixe. Além da pequena e deliciosa praia, Sesimbra oferece ao visitante um castelo árabe, um interessante museu municipal e a manuelina Igreja da Mãe. Mas o lugar mais típico é Porto Abrigo, o porto da cidade, com suas barcas pintadas de brilhantes cores.

O sul de Portugal

De Lisboa para a beira sul de Portugal com o oceano Atlântico, o país oferece ao visitante duas regiões muito claramente difrenciadas. Na costa, o Algarve se mostra como a promessa do moderno Portugal que pode chegar a ser. As inversões européias e o turismo têm feito desta região a de mais rápido desenvolvimento e de mais prometedor futuro. Uns quilômetros mais ao norte, o Alentejo, ou as Planícies, como é denomina genericamente, é a região mais pobre de Portugal e uma das mais pobres da Europa inclusive hoje. Tradicionalmente agrícola, uma sucessão de malas colheitas e o problema da propriedade das terras têm feito que as subvenções da União Européia apenas tenha paliado as endêmicas carências.

O ALGARVE

O Algarve se caracteriza por ter sol todo o ano, mais de 3000 horas. Sempre têm algo que oferecer para todos os gostos: praias famosas, campos de golfe, instalações esportivas, além dos esportes náuticos. Oferece ruínas de cidades romanas, serra s e igrejas revestidas de belos azulejos. Esta zona atrai mais turismo forâneo que o resto de Portugal, e apesar disso não têm perdido os atrativos paisagísticos que o fizeram possível.

FARO

Faro é a entrada internacional de toda a região com seu aeroporto, a capital da província e centro artístico e monumental. Pode-se considerar também que o Algarve está basicamente dividido entre "o leste" e "o oeste" de Faro, sendo o oeste a zona mais explorada turisticamente. É importante pelos museus, com destaque o Museu Municipal de Arqueologia, onde se encontram os restos das próximos ruínas romanas de Estói, como o impressionante mosaico que representa a Netuno e os quatro ventos. Os lugares de interesse conservam-se na parte antiga, a Cidade Velha, a qual se entra pelo Arco da Vila. Desde aqui, pela Rua do Município, se ascende até o Largo da Sé, com a catedral e o palácio episcopal.

Fora da parte antiga destaca o porto, com a vista dos iates nele atracados, os jardins e as ruas adjacentes, cheias de lojas, cafés e restaurantes. Cerca, o Museu Etnográfico apresenta interessantes exposições, como a maqueta que explica o sistema de redes que ainda utiliza-se para pescar o atum. Mais curiosa é a Igreja do Carmo, cuja Capela dos Ossos têm as paredes recobertas de ossos humanos procedentes do cemitério monacal próximo.

ARREDORES DE FARO

A Praia de Faro é a praia urbana da cidade, e uma mostra das ilhas arenosas que se vão encontrar ao leste, com a fronteira espanhola. Se acede a ela num serviço de Ferry, e embora esteja um tanto tumultuada, andando um pouco podem-se encontrar zonas tranqüilas para dar-se um banho.

Muito perto de Faro, a 11 quilômetros para o interior, encontra-se Estói, em cuja praça maior se encontra o Palácio do Visconde de Estói, versão reduzida do palácio rococó de Queluz. Mas o grande atrativo desta localidade é o povoado romano de Milreu. Conhecido como Ossonoba pelos romanos entre os séculos II e VI d.C., este lugar foi o antecedente do que hoje é Faro. Destacam entre seus restos a fachada de um templo que foi transformado em igreja cristã, o que faz dela uma das mais antigas que se conhecem no mundo.

Uns 7 quilômetros mais ao norte, em plena Serra de Caldeirão, o turista pode acercar-se a São Brás de Alportel, uma tranqüila localidade agrícola acolhedora e muito próxima dos lugares turísticos da zona. Nela podem-se visitar a capela do Senhor dos Passos, que oferece magníficas panorâmicas dos vales circundantes, e o Museu dos Trajes.

O ALGARVE ORIENTAL

Olhão é uma cidade construída no século XVII, de estilo árabe na qual podemos visitar a igreja de Nossa Senhora do Rosário e a capela de Nossa Senhora dos Aflitos. O maior atrativo da cidade está em passear pelos suas ruas pelo bonito conjunto que conformam suas ruas, que faz ao viajante pensar que está em algum lugar do norte de África. Mais interessantes são os arredores, com suas ilhas: Armona e Culatra.

Uma barca deixa ao viajante no extremo sul da ilha de Armona, na qual uma sucessão de chalés e cabanas produzem um pitoresco povo, cheio além de bares e restaurantes, sempre animados pela presença de turistas portugueses e forâneos. Não é necessário andar muito na ilha para encontrar extensas praias de fina areia e aspecto quase virgens. Não há alojamento, sendo que a única maneira de pernoitar é alugar um chalé, o que feito em grupo pode resultar muito econômico.

A Ilha da Culatra, ao igual que Armona, oferece pelo lado que dá ao oceano imensas extensões de praias desérticas. É possível encontrar alojamento a preços razoáveis.

Vale a pena passear também por Tavira, cidade de origem romana e uma grande riqueza monumental e artística. Desde os portais da Praça da República, por uma pequena descida, chega-se ao Castelo, desde onde podem-se avistar as 37 igrejas da cidade, entre elas a de Santa Maria do Castelo. Mas a zona mais atrativa de Tavira é a margem do rio Gilao, na qual estendem-se jardins cheios de cafés, até chegar ao mercado do porto. Toda a zona é um agradável passeio, e está cheia de restaurantes e pitorescos bares de pescadores nos que podem-se degustar excelentes menus nos que quase sempre tem um grande filete de atum, cuja pesca segue sendo o principal suporte econômico dos farenses.

Tavira conta também com uma maravilhosa ilha, a Ilha de Tavira, a qual se chega em Ferry, e que na beira que da ao atlântico oferece longuíssimas praias de dunas salpicadas com bares e restaurantes nos que se pode degustar a pesca do dia

Seguindo para a fronteira com Espanha a próxima cidade é Cacela Velha, que tem-se mantido ao margem do turismo de camping que invade as localidades circundantes. Situada num promontóriopor encima do mar e rodeada de oliveiras, possui uma magnífica praia e uma barra de areia enfrente, à que pode-se passar pedindo aos pescadores da zona, que seguramente proporcionaram o serviço numa de suas barcas.

Já na fronteira fluvial do Guadiana, Vila Real de Santo Antônio é uma animada cidade na qual se mezclam turistas portugueses e os recém chegados de Andaluzia.

O ambiente é magnífico em seus bares e restaurantes, e são freqüentes as corridas de touros, concertos de rock e quermece de bairro. A cidade antiga foi arrasada por um maremoto no século XVII, e em 1774 foi reconstruída pelo Marquês de Pombal, que desenhou para ela o mesmo traçado quadriculado que já tinha provado na Baixa de Lisboa.

Depois de muitos anos de espera em Vila Real e na vizinha Ayamonte, no verão de 1991 se abriu a ponte que une as duas localidades e os dois países. A estrada que parte de Ayamonte chega a Huelva e se prolonga até Sevilha. Todavia é possível cruzar a fronteira no transportador que o fazia antigamente num agradável passeio de 50 minutos através do rio.

Uns 5 quilômetros ao norte de Vila Real encontra-se Castro Marim, uma pequena cidade rodeada de uma reserva natural na qual ainda pode-se encontrar o quase desaparecido camaleão mediterrâneo, muito belo e inofensivo.

O ALGARVE OCIDENTAL

A primeira praia ao oeste de Faro é Quinta do Lago, que junto a de Vale do Lobo são luxuosos encaves cheios de urbanizações de alto standing, com as mais completas instalações esportivas e suntuosos hotéis. A zona está cheia de complexos de pistas de tênis e magníficos campos de golfe que fazem as delicias dos amantes deste esporte.

A continuação encontra-se Quarteira, que é relativamente tranqüila e com uma bonita praia. Junto a ela encontra-se Vilamoura que, em torno a um sensacional porto esportivo ao que chegam embarcações procedentes de todo o mundo, é a localidade mais em auge de todo o Algarve. o atrativo, além do porto, é a maravilhosa praia que possui. Vilamoura está cheia de hotéis de luxo e alojamentos para pessoas que tenha dinheiro, mas inclusive em temporada alta é possível encontrar pensões e habitações em casas particulares a preços muito razoáveis.

A 11 quilômetros de Quarteira, desta vez para o interior encontra-se Loulé, que combina seu passado árabe e romano em torno às muralhas do castelo.

O Museu Municipal mostra restos deste passado e do artesanato do lugar. Todavia podem-se contemplar como os artesões locais fazem os encaixes, uma das jóias da industria local. É muito agradável passar pelas suas estreitas ruas empedradas e perder-se no bulício do mercado que celebra-se todos os sábados, de momento ignorado pelos turistas que se acercam por aqui.

Para os amantes da parapsicologia, a estrada N270 de Poço de Boliqueime a Loulé oferece a possibilidade de experimentar como os carros numa descida freiam e chegam inclusive a retroceder contra a pendente. Não tem-se encontrado uma explicação lógica ao fenômeno, embora exista várias teorias. É toda uma experiência sentir a força que empurra o carro e imaginar de que se trata.

Seguindo pela costa para o oeste, Albufeira têm magníficas praias em forma de 12 calas, com precipícioas e caprichosas formações rochosas e cavernas dando-lhes um particularíssimo aspecto a toda esta faixa costeira. A cidade em si é graciosa acolhedora, com certas reminiscências árabes e muitos comércios pequenos nos que se pode adquirir os mais variados objetos.

Nos arredores de Albufeira existem magníficas praias que pouco a pouco se vão transformando em impressionantes e modernas urbanizações, como as de São Rafael, Castelo e Galé, situadas ao oeste e para o interior de Albufeira. Para os que buscam tranqüilidade, a zona de Vale de Parra é um remanso de paz a 1.5 quilômetros de Galé, que se pode dar um cômodo passeio de 15 minutos.

Ao oeste de Albufeira encontram-se as melhores opções para os amantes das boas praias: Praia da Oura e Olhos de Água não estão muito urbanizadas e compõem-se de um espetacular precipício de cor acre que delimitam pequenas calas, que se pode encontrar um ambiente diferente em cada uma.

A uns 10 quilômetros a leste de Albufeira, a paisagem se modifica radicalmente, com um

Penhasco avermelhado que protegem uma enorme extensão de areia nas que se assentam a Praia da Falésia e Aldeia das Açoteias.

Seguindo pela autopista N125 para o oeste do Algarve surge Porches, onde se produz as cerâmicas mais famosas do sul de Portugal. Um pouco mais adiante é possível desfrutar do famoso vinho de Lagoa. Seguindo a rota, e sem desviar-se muito da estrada, chega-se a Almação de Pera, que se presume de ter a maior praia do Algarve, e a Praia de Marinha, mais tranqüila e com águas permanentemente temperadas em comparação com as praias circundantes (o viajante deve lembrar que conforme se acerca ao mar aberto, quer dizer, para o oeste, as águas se voltam mais frias).

Mais adiante, Carvoeiro esconde suas formosas praias entre despenhadeiros de cor avermelhada. A um quilometro desta localidade podem-se contemplar as impressionantes formações rochosas de Algar Seco. Muito cerca, Estombar é uma pitoresca cidade que se estende sobre a empinada ladeira de um monte numa estreita rua fazendo muito grato o passeio por elas.

Na desembocadura do rio Arade, Portimão se apresenta como importante porto pesqueiro e uma das maiores populações do Algarve. A cidade antiga ficou destruída pelo tremor de 1755, mas a ribeira do rio e o porto pesqueiro, cheios de cafés e restaurantes são um excelente lugares para degustar as capturas do dia, especialmente as sardinhas fritas. Tampouco pode-se perder o grande mercado que se organiza todas segunda-feira.

Um quilometro ao sul de Portimão encontra-se a Praia da Rocha, um dos primeiros encaves turísticos do Algarve. Possui uma magnífica praia marcada por magníficos precipícios um antigo forte. Cruzando o estuário do Arade, justo enfrente de Portimão, Ferragudo é um lugar muito mais tranqüilo, com uma bonita e concorrida praia. No alto do monte onde encontra-se a cidade se vê dois fortes gêmeos na Praia da Rocha, e desde o que se contempla uma magnífica panorâmica da praia.

Seguindo pela estrada que leva a Lagos, Alvor, com suas casas brancas de cal e suas bonitas vistas do estuário bem vale uma parada em algum dos excelentes restaurantes que avista a praia.

Para o interior, Silves é uma cidade cheia de história e rodeada por um imponente anel de muralhas de cor avermelhado. Desde estas, de origem muçulmana, se apreciam preciosas vistas da cidade. vale a pena visitar-se a catedral, que embora maltratada pelos tremores conserva suas dois largas torres góticas, que lhes dão um certo aspecto de construção militar. grande parte da história de Silves está refletida no Museu de Arqueologia. O resto do tempo em Silves pode-se dedicar a passear pelas suas ruas e, por que no, a tomar um aperitivo nos cafés do mercado e desfrutar com o rebulício que se forma nele.

Mais para o interior, a Serra de Monchique representa o contraste oportuno s magníficas praias, e oferece a possibilidade de realizar magníficas caminhadas entre os frondosos bosques de alcornoques, castanhas, laranjas e limoeiros. Em meio da serra, Caldas de Monchique é um magnífico balneário desde tempos muito antigos. Desde os reis de Portugal à burguesia espanhola têm-se sentido atraídos pela paz que se respira no lugar e pelo maravilhoso paisagem em que encontra-se. Todavia ficam grande quantidade de edifícios do século passado como lembrança do esplendor passado.

A cidade de Monchique é um ativíssimo centro comercial que todos os meses organiza uma grande feria de agricultura na qual têm renome os jamões defumados e os móveis. Entre os seus monumentos destacam a Igreja Matriz e o mosteiro dos franciscanos de Nossa Senhora do Desterro. Para o oeste, Foia se destaca no mais alto da serra, a uns 900 metros sobre o nível do mar. A maravilha desta cidade é a visão panorâmica de grande parte do Algarve que pode-se apreciar nos dias claros. Outros lugares que o excursionista deverá apreciar são as magníficas paisagens de Marmelete e Santa clara.

Retomando o caminho costeiro, a seguinte parada obrigatória é Lagos, importante cidade histórica, porto, centro comercial e turístico rodeado de muralhas.

Abundam em Lagos tanto as lembranças do passado como as extraordinárias praias. Da época do apogeu do comércio com África, Lagos conserva - sem orgulho, isto sim- as ruínas do primeiro mercado de escravos da Europa. Dos devastadores efeitos do tremor de 1755 têm sobrevivido a Igreja de Santo Antônio e o Forte Ponta de Bandeira, construído nos. XVII para proteger a entrada do porto. A ele pertencem também as muralhas que circundam a cidade. Muitos restos das épocas passadas podem-se contemplar no Museu Municipal, assim como raras coleções que vão desde os mosaicos romanos aos fetos de animais amorfos.

Ao sul de Lagos encontram-se as magníficas praias, que consistem numa prolongada sucessão de pequenas enseadas contornadas de precipícios que o tempo têm esculpido com caprichosas formas. Quase todas estas enseadas estão o suficientemente perto da cidade como para aceder a elas caminhando. Destacam Praia do Pinhão e Praia de Dona Ana, que conta com um pitoresco restaurante construído na roca. Mais adiante encontram-se Praia do Camilo e Ponta da Piedade. A leste dos Lagos, Meia Praia consiste numa faixa de areia de 4 quilômetros de comprimento que se estende até a desembocadura dos rios Odiaxere e Arao.

Indo para o extremo ocidental do Algarve, Sagres, o viajante segue encontrando povoados de grande atrativo que ainda conservam o sabor dos povoados pesqueiros e que paulatinamente começam a oferecer mais serviços para o turista. Entre estas estão Burgau, Luz e Salema. Muito mais virgens são as praias dos povoados de Figueira, Raposeira, Praia do Zavial e Praia da Ingrina.

Sagres

Sagres possui sem dúvida atrativos - se um se fixa no mapa- de fazer sentir ao viajante que, tal e como pensavam na Idade Media, um encontra-se num dos confins do mundo. Aqui estabeleceu Enrique o Navegante a prestigiosa escola de navegação da qual sairia, entre outros, Magallanes, Pedro Álvares Cabral e Vasco de Gama. Da praia situada entre o Cabo de Sagres e o de São Vicente partiram a maioria dos viagens descobridores que fizeram grande a Portugal.

Também aqui o tremor de 1755 causou estragos, e o único que ficou em pé da época de esplendor marinheiro é a fortaleza de Enrique o Navegante, da qual se conserva a zona norte do amuralhado, que da uma boa idéia do aspecto impressionante que alguma vez teve. Com todo, o grande atrativo de Sagres é a variada oferta de praias, com o denominador comum de sua tranqüilidade e de ser um dos melhores lugares da Europa para praticar o windsurfing. A maioria das praias pode-se ir andando desde o povoado. Destacam Praia da Mareta, Praia da Baleeira, Praia do Martinhal e Praia de Belixe. Na hora de decidir visitar estas praias deve-se lembrar que sua situação geográfica própria a baixa temperatura das águas assim como poderosas e perigosas correntes.

O mistico Cabo de São Vicente, o autentico fim do mundo para os romanos, oferece umas indescritíveis postas de sol, embora algumas vezes ventosas. O passado histórico foi borrado pelo tremor, e atualmente só ficou o faro e as ruínas de um mosteiro capuchinho do século XV.

A causa da temperatura da água e das fortes correntes e ventos, o litoral ocidental do Algarve, o que se estende de sul a norte, apenas está explorado turisticamente. Para quem sobrepoõe às circunstancias climatológicas estão as praias de Vila do Bispo, Carrapateira, Aljezur e Odeceixe.

O ALENTEJO

Se estende para o sul do Tejo até o Algarve. É uma região de vastos campos de trigo, oliveiras e vinhedos que apresentam mais influência romana. Nela encontramos centros históricos famosos pelos seus castelos, como Marvão e Monsaraz. A sua vez, Évora e Beja são cidades nas que a História têm deixado pegadas únicas e monumentais. A região está dividida em dos províncias: o Alto (Norte) e Baixo (Sul) Alentejo.

ÉVORA E O ALTO ALENTEJO

Évora

Évora é o mais importante centro cultural romano, e está declarado patrimônio Mundial pela UNESCO. Possui numerosos monumentos, entre os que figuram um templo romano, um bairro moro e um grandioso conjunto de palácios e mansões do século XVI, além de um cinturão de medalhas medievais, todos eles num invejável estado de conservação. A cidade ainda têm um ar pitoresco e agrícola, o que unido ao bem localizada que encontra-se, especialmente com Lisboa, fazendo dela um destino ideal para um turismo mais repousado que o que acha-se podido fazer pelo Algarve.

O Templo Romano de Évora, situado no centro da parte antiga, data do século II d.C., e é o melhor conservado de Portugal. Enfrente se encontra, convertido hoje em parador nacional, o estupendo Convento dos Lóios, do século XVI. É uma das melhores mostras existentes do chamado arte luso-mudéjar da época. A sua esquerda encontra-se a igreja conventual, a preciosa São João Evangelista.

A Catedral de Évora (Sé) é uma curiosa mistura de artes românico e gótico, e foi construída no século XII, justo quando a cidade foi conquistada aos árabes. De lado encontra-se o Museu Municipal, que conta com importantes coleções de pintura portuguesa. Para o norte está a Antiga Universidade, uma das zonas mais animadas da cidade. Outros monumentos que valem uma visita são a Ermida de São Brás, a Igreja da Graça, e a inacreditável Capela dos Ossos, da Igreja de São Francisco, com seus pilares e paredes recobertos dos ossos de mais de 500 monges que viveram aqui. Menos macabros, por suposto, são o Palácio de Dom Manuel e o Museu do Artesanato Regional.

Para o sul, Monsaraz é um povo amuralhado situado a uma enorme altitude, o que permite avistar a paisagem das Planíciesem todo seu esplendor. Pode-se ver inclusive o rio Guadiana em sua fronteira com Espanha. Seu monumento mais destacado é a Torre de Menagem, que faz parte de uma cadeia de fortalezas que se estendia pelo sul até Mourão. Em Monsaraz pode-se gigantescos monumentos, um é o de Outeiro e o outro o de Bulhoa.

Elvas

Para o oeste encontra-se Elvas que, situada no alto de um monte, foi durante muito tempo a fronteira mais importante de Portugal, a tão só 15 quilômetros de Badajoz. Seus três fortes e o cinturão de muralhas são das estruturas militares mais completas da Europa, e conservam-se em perfeito estado.

As muralhas se começaram a construir no século XIII e se concluíram no XVII. Outra impressionante obra arquitetônica é o Aqueduto da Amoreira, de desenho manuelino e uma longitude de 17 quilômetros. Também manuelina é a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, que foi catedral enquanto Elvas foi sede episcopal.

Detrás da catedral está o Largo de Santa Clara, uma praça adornada construída em torno a uma picota.

Enfrente se avista a estranha e preciosa igreja de Nossa Senhora da Consolação, com sua magnífica capela octogonal e as superfícies cobertas de esplendidos azulejos do século XVII.

Na parte norte do Alto Alentejo encontra-se Portalegre, centro comercial e ponto de comunicações. É uma atrativa cidade ao pé da serra de Sal Mamede.

Como relíquias de um próspero passado industrial, Portalegre conserva um magnífico conjunto de casas e mansões dos séculos XVII e XVIII que lhe dá um ar de opulência vinda a menos. Além do Museu Municipal deve-se visitar a Fábrica Real de Tapeçaria, instalada num antigo convento jesuíta do século XVII.

Um pouco mais ao norte, Marvão oferece umas vistas sem comparação desde seu distante lugar, ao parecer resíduo de uma misteriosa cidade romana, Medobriga, que desapareceu quase sem deixar rastro. Sua pouca população (menos de 1:000 habitantes) garantirá totalmente a tranqüilidade do turista.

Destacado castelo, construído por Dom Dinis como parte da cadeia de fortalezas junto à fronteira espanhola. Seguindo para o noroeste encontram-se os castelos de Almourol, Abrantes e Belver. Este último é um dos mais famosos de Portugal, e embora está ao norte do rio Tejo, oficialmente pertencem à província do Alto Alentejo. Foi construído no Século XII, e suas muralhas formam um pentágono irregular na cima de um monte acessível por um estreitíssimo sendeiro que obriga não entrar mais de uma pessoa de cada vez.

O BAIXO ALENTEJO

O caloroso e seco interior do sul do Alentejo têm como atrativo principal a cidade de Beja e os povoados que fazem fronteiras com Serpa e Mértola. A zona costeira, por sua parte, oferece uns agradáveis balneários de amplias praias que por vezes são azotadas pelos ventos do Atlântico, fazendo perigoso o banho em elas. Prescindindo de alguns dias de banho, estes lugares dão a tranqüilidade que as concorridas praias do Algarve não conseguem.

Beja conta com o sossego espiritual do Convento de Nossa Senhora da Conceição, famoso pelas "Cinco Cartas de amor de uma freira portuguesa" que se supõe escreveu aqui a irmã Marina Alcoforado a seu namorado, um oficial de cavalaria francesa, no Século XVII.

O Castelo de Beja distingue-se pelas formas características de sua torre. Ao lado encontra-se a basílica visigoda de Santo Amaro, um dos poucos vestígios existentes de arte preislámica português. De as restantes igrejas, a mais notável é a da Misericórdia, de mediados do século XVI, que encontra-se na Praça da República.

A uns 30 quilômetros, a leste encontra-se Serpa, um pequeno centro comercial, que além das típicas construções militares da zona oferece o atrativo da cascata de Pulo do Lobo. O castelo, quase todo árabe, oferece boas panorâmicas das planícies do Alentejo. Junto a ele encontra-se a igreja de Santa Maria. O Museu Etnográfico mostra interessantes exibições sobre o desenvolvimento da atividade econômica na comarca. A 18 quilômetros, em meio de um impressionante paisagem rochoso, encontra-se a magnífica cascata de Pulo do Lobo, que bem vale uma excursão.

A uma curta distância direção sul encontra-se Mértola, um importante centro arqueológico. O principal lugar de interesse é o castelo, desde o qual pode-se avistar o Guadiana. vale a pena dedicar algo de tempo para visitar a Igreja Matriz, originariamente uma mesquita da que ainda conservam-se algumas partes, e o Museu Arqueológico, com excelentes coleções de alfarjeria romana procedentes de escavações da zona.

As Localidades costeiras

A primeira de elas, segundo se viaja para o sul é Vila Nova de Milfontes, situada no estuário do rio Mira. É uma vila muito acolhedora, com apenas umas poucas famílias de províncias portuguesas do norte que vão passar ali o verão. Possui um pequeno mas impressionante castelo.

Cinco quilometros ao sul, Almograve têm uma escarpada costa que as ondas batem com tal força que fazem quase impossível o banho. O lugar impõe, não obstante, e sempre há gente que chega em procura do contato com a natureza em seu estado mais selvagem. Um pouco mais ao sul, Zambujeira do Mar têm umas extensas praias de águas muito frias, inclusive no verão.

Centro de Portugal

Na parte central de Portugal, a mais variada paisagísticamente, podemos distinguir várias regiões bem difrenciadas. Desde a desembocadura do Tejo até a desembocadura do Douro a costa recebe o nome de Costa de Prata, enquanto que o interior compreende a parte das chamadas Montanhas que limita ao norte com a região de Trás os Montes. A efeitos práticos, vamos a traçar este percurso pelo centro do país às províncias de Estremadura e Ribatejo, Coimbra, Beira Litoral, Beira Alta e Beira Baixa

ESTREMEDURA E RIBATEJO

Esta região têm julgado um papel transcendental na história de Portugal, como o testemunham os numerosos monumentos que nela encontram-se. A parte sul da zona costeira, a Costa da Prata, é además uma oportuna alternativa para o visitante mais inclinado ao banho de sol e mar, pois nela encontram-se praias tão urbanizadas como as do Algarve e outras que conservam o encanto de sua natureza em estado quase virgem.

Começamos o percurso precisamente pelo sul da costa, e chegamos em Torres Vedras, metida um pouco para o interior, e famosa pelas construções defensivas criadas ali pelo general britânico Wellingtom durante a guerra da Independência espanhola. Junto às ruínas das antigas fortalezas encontram-se duas impressionantes igrejas do século XVI. No Museu Municipal há exibições permanentes sobre a citada guerra de Independência de Espanha. Muito perto de Torres Vedras estende-se a magnífica praia de Santa Cruz, tranqüila e acolhedora. Um pouco mais para o norte e mais desabitadas estão Areia Branca, Loutrinha, e Consolação.

Peniche é um importante porto pesqueiro com uma boa praia e uns interessantíssimos barcos artesianos, que serve de ponto de embarque para a paradisíaca ilha Berlengá, que, situada a 10 quilômetros da costa é uma autêntica maravilha natural. Nela vivem uns quantos pescadores, pois têm sido declarada reserva ornitologica. No verão suas águas são muito transparentes, fazendo ondas ideais para o mergulho. Oferece tremendas oportunidades para o passeio e a acampada, e não deve deixar de visitar nela o Forte de São João Batista e o Furado Grande, um impressionante túnel de 75 metros de longitude.

Para o interior, ainda perto do mar, aparece a encantadora cidade medieval de Óbidos, dominada pelas torres de um castelo em que têm instalada uma Pousada.

Denominada "cidade nupcial", pois os reis portugueses costumavam dar-la como presente de boda a suas rainhas. Estreitas ruas, espetaculares rincões e igrejas e janelas floridas harmonizam com os pórticos manuelinos. Entre as mais belas destaca a renascentista Igreja da Misericórdia ou a gótica- românica da Senhora do Carmo. Todos os sábados celebra-se um animado mercado, e na rua principal está um centro de artesanato no qual pode-se comprar magníficas peças.

A cinco quilometros a norte de Óbidos encontra-se Caldas da Rainha, que no século XIX alcançou grande esplendor como balneário da nobreza e da realeza. Embora fique pouco deste apogeu, vale a pena visitar o Real balneário hospital e o excelente campanário manuelino da igreja de Nossa Senhora do Pópulo.

Subindo pela costa ao norte, São Martinho do Porto é um dos principais centros balneários da zona graças a sua magnífica praia, protegida do Atlântico por bancos de areia, fazendo dela quase uma piscina natural. Um pouco mais acima está um dos povoados mais pitorescos da Costa da Prata: Nazaré. Embora tenha se desenvolvido muito nos últimos anos, segue conservando seu sabor marinheiro, e é uma delicia passear pelo casco urbano. Deve-se subir ao bairro de Sítio no magnífico funicular e contemplar a vista que oferece o miradouro. A praia, um pouco perigosa, com uma extensa faixa arenosa muito concorrida nos meses de verão.

Muito cerca, para o interior, encontram-se duas cidades, prodigiosas pelos seus monumentos: Alcobaça, com seu mosteiro cisterciense de Santa Maria, que data do século XII e que está classificado como patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Nele estão os túmulos dos Reis Dom Pedro e de Inés de Castro. É impressionante a Igreja abacal, a cozinha e o claustro. A outra vila é Batalha, com o mosteiro de Santa Maria da Vitória, também patrimônio da Humanidade que, mandou construir João I em 1385 para comemorar a definitiva vitória sobre Castela, constitui o fascinante exemplo de estilo gótico e, sobre tudo, manuelino. No Cemitério do mosteiro encontram-se os túmulos de seu fundador e de seus filhos, entre os que encontram-se os do impulsor do Descobrimento, Enrique o Navegante. Todo no mosteiro é grandioso, mas destacam a Capela do Fundador - onde encontram-se os túmulos -, o Claustro Real e as Capelas Imperfeitas, maravilhosa obra que lembra os grandes santuários islâmicos e hinduistas.

Fátima

Depois de Lurdes, em França, Fátima é o principal lugar de peregrinação mariana da Europa. Aqui, em 1917, três crianças viram uma aparição da Virgem, que seria seguida de outras, alguma das quais foram presenciadas por milhes de pessoas. Em comemoração de aqueles fatos, se construiu uma imensa basílica e uma enorme explanada que pode chegar a acolher a mais de um milhão de fieis. O lugar adquire o seu maior esplendor nos dias 12 e 13 de maio, quando celebram-se as peregrinações anuais que lembram o dia em que sucederam as aparições.

A 34 quilômetros encontra-se Tomar, onde o Convento de Cristo, antigo bastião da Ordem dos Templários, é conhecido por sua jóia mais famosa: a célebre janela manuelina. Também é digno de ver o castelo medieval construído por Gauldim Pais, grande Maestro da Ordem dos Templários, em 1160.

Santarém é a capital do Ribatejo, a zona taurina de Portugal por excelência, e é uma das cidades com mais histórias de Portugal, pois já em época dos romanos era um importante centro administrativo. Embora não tenha nada desta época nem da árabe, podem-se admirar as manuelinas Igreja de Marvila e Igreja de Graça. A igreja de São João de Alporão é hoje um interessante museu arqueológico.

Nesta zona estão os pastos nos que se criam as melhores reses e cavalos da festa taurina portuguesa. Se dão importantes corridas durante a celebração da grande Feira Nacional da Agricultura, que têm lugar em maio. Também há corridas no verão e em abril e outubro, durante as celebrações das Feira de Milagre e Feira de Piedade, respectivamente.

COIMBRA

Nesta região encontramos a terceira grande cidade histórica do país, Coimbra, situada no alto de uma colina por encima do rio Mondego. Têm um ar melancólico e agradável graças a suas estreitas ruas, ambiente cultural e monumentos. Foi a capital do país de 1143 a 1255 e sua famosa Universidade, fundada em 1290 em Lisboa e trasladada em 1537 de forma definitiva, é o principal monumento da cidade.

Com seus 56:000 habitantes, o melhor momento para visitar Coimbra é no mês de maio, durante a celebração da Queima das Fitas, fim de curso dos universitários. É o tempo de fado, do fado de Coimbra. É inevitável a visita à Universidade Velha, com muitas incorporações barrocas. Se distribuem ao redor de um Pátio das Escondas, por cuja porta central se passa à Capela, com revestimento de azulejos e recarregados elementos decorativos muito elaborados (pórtico manuelino). A esquerda encontramos a famosa biblioteca, fantástica fantasia barroca. A riqueza acumulada é impressionante: adornos de pão de oro, incrustações de ébano, lacas de estilo chino, tetos com frescos que procuram a profundidade com a perspectiva, o mais valioso de tudo, os volumes antigos e raros, que não estão à vista.

O segundo monumento a visitar é o Museu Machado de Castro, que oferece uma das perspectivas mais belas da cidade. Nele há inumeráveis tesouros, destacando os medievais. Mas seria digno de visitar inclusive vazio. De planta renascentista, debaixo contém o Criptopórtico romano, galerias subterrâneas que serviram de alicerce ao edifício. Ao lado do museu encontra-se a Sé Velha (Catedral Antiga), obra medieval, românica, com inconfundível aspecto de fortaleza: maciça e quadrada por fora, austera e simples no interior.

Mais longe, para o nordeste, ao outro lado das portas da cidade, está o Mosteiro de Santa Cruz, remodelado infinidade de vezes ao longo do tempo. Sua exuberante fachada e sua rara doble porta marcam a pauta de um estilo recarregado, o manuelino. Por últimos, destaca o Convento de Santa Clara-A Velha, que, embora acha-se em estado bastante ruinoso, pouco a pouco se está restaurando e sua planta gótica resulta impressionante. Convém visitar o Convento de Santa Clara-A Nova para ver a túmulo da rainha Isabel, de prata maciça, sem esquecer o claustro. É recomendável dar um passeio pelo Jardim Botânico, ao sul da cidade. Convém deixar umas poucas forças para a noite e para os restaurantes da cidade que, ao ser universitária, dispõe de comidas boas e acessíveis e de noites alegres e divertidas.

Os Arredores de Coimbra

Ao sul de Coimbra encontram-se as ruínas de Conimbriga, o assentamento romano mais importante de Portugal. É toda uma cidade romana: casas com impressionantes mosaicos, fontes restauradas e em funcionamento, termais e calefação subterrânea. Têm um museu no qual podem-se ver jóias, armas, moedas, e demais objetos fascinantes.

Cerca de Coimbra encontra-se a localidade de Buçaco, famosa pelo seu Parque Natural criado no século XVII pelas freiras Carmelitas. hoje em dia se calcula que há mais de 700 classes de árvores graças aos cuidados das freiras. Pouco mais a leste aparece a cidade balneário de Luso, que dispõe de infra-estrutura turística para desfrutar de suas termas.

Ao oeste, Figueira da Foz se apresenta como uma das cidades mais animadas da costa ocidental. É uma cidade acolhedora e turística, situada a metade de caminho entre Lisboa e Porto. Sua praia é imensa, tanto de largura, como de comprimento, pois se tardam ao menos 5 minutos em cruza-la em sua totalidade.

Têm zonas com grandes ondas e outras mais protegidas onde pode-se nadara vontade. Na cidade, aparte do encanto de suas ruas, deve-se desfrutar do museu da Rua Calouste Gulbenkiam e dos magníficos azulejos da Casa do Paco. Muito interessante e variado é o mercado permanente da Rua 5 de Outubro.

BEIRA ALTA E BEIRA BAIXA

Para o interior da Costa da Prata, na região montanhosa das Beiras, encontram-se alguns dos lugares menos explorados da geografia portuguesa. Se o visitante quiser relaxar-se depois da praia do sul e do oeste ou das grandes cidades, a região das Montanhas, como a chamam os lusos, é o lugar ideal para relaxar-se e conviver de verdade com as comunidades que as povoam.

No centro da região encontra-se a meseta na qual se vislumbra a senhorial Viseu, com sua magnífico parte antiga, suas muralhas e as duas imponentes portas pelas que se acede à cidade, que conserva em suas ruas estreitas o sabor da Idade Media. Em seu patrimônio monumental destaca o acerbo do Museu Grao Vasco, com uma importante coleção da escola portuguesa do século XVI, sem esquecer sua imponente catedral.

A Serra da Estrela

Entre Santa Comba Dao e Guarda estende-se a Serra da Estrela, que conforma um paisagem de elevados riscos e de pastos secos. Região pouco agradável, em contra do que se pode imaginar, seus habitantes são bastante mais amistosos que os de outras regiões portuguesas não acostumadas a receber turistas.

Guardia encontra-se a mais de 1:000 metros de altitude - é uma das cidades mais altas da Europa- o que propícia que em dias claros se veja claramente a paisagem da vizinha Espanha. Guarda possui uma fascinante parte antiga de ruas empedradas e uma curiosa catedral construída entre os séculos XIV e XVI, pelo que se misturam nela vários estilos arquitetônicos.

Ao sul de Guardia encontra-se a serra propriamente dita, e em ela, no vale do rio Mondego, Linhares se mostra como a cidade mais atrativa da comarca. Nela pode-se viver Portugal rural em sua máxima expressão, pois o povo não oferece nenhuma comodidade para turistas. Sua igreja contém pinturas atribuídas a Grao Vasco. Também é interessante o seu castelo e a calçada romana que conduzia até Braga.

O resto da serra está cheio de pequenas e encantadoras localidades, alguma delas situadas a grande altitude, que oferecem excelentes paisagens, como Seia, Belmonte, onde nasceu Pedro Álvarez Cabral, Covilha ou Sabugal.

Norte de Portugal

No norte de Portugal encontram-se provavelmente os melhores paisagens do país, diferençados segundo as três regiões principais que são compostos por: o Douro com seu fértil vale, os verdes frondosos ao estilo galego do Minho, e o rude e multicolor conjunto de vales e montanhas de Tras-os-Montes.

A REGIÃO DO DOURO

Porto

Nome original, Portocale, deu nome ao país e foi o berço da nação portuguesa que se estenderia para o sul. Suas exportações e seus vinhos são as duas principais atividade de uma cidade que une suas duas margens com 3 pontes, a mais importante é a de Dom Luís I, da escola de Eiffel, que une o nível inferior, as docas e o superior, a altura dos precipícios. Atravessando a ponte chegamos ao monumento barroco mais alto, a Torre dos Clérigos, à que pode-se subir (225 degraus, 70 m. De altitude) para contemplar todas as cidades e, incluso, os vinhedos mais perto. Descendo a Rua dos Clérigos chegamos à Estação de São Bento, com uma sala de azulejos que ilustram a vida popular. Desde ali, pela Rua da Flores (rua cheia de palácios barrocos e fachadas com brasones), chega-se à Igreja da Misericórdia e, subindo umas escadas, à de São Bento da Vitoria, que possui um magnífico exemplo de talha dourada em seu altar maior.

A rua Belo Monte conduz à igreja barroca de São João Novo e ao Museu Etnográfico, bela residência do século XVIII que alberga parte da vida da cidade. Ao lado encontra-se o Palácio da Bolsa, que após uma fachada neoclássica esconde um vasto Salão Árabe que surpreende aos olhos. Seguindo a rua Dom Henrique aparece a bonita Igreja de São Francisco que, fundada na época romana e com sua fachada gótica, é um claro exemplo do barroco e rococó de Porto e da talha dourada. Subindo a rua chega-se ao conjunto que formam a Catedral de Porto, o Palácio Episcopal e a Igreja dos Grilos. Na capital do barroco, o aspecto de fortaleza medieval da catedral resulta surpreendente: trata-se de um dos primeiros romanos, já muito transformado, o altar maior é barroco. A igreja e o palácio nos dão novas visões do barroco em Porto.

Mas não devemos abandonar a cidade sem visitar a Igreja de Santa Clara, onde não encontra-se um só centímetro que escape à expressão barroca do século XVIII; a Igreja de Codo feita, belo e excepcional exemplo de simplicidade romana; o Museu Nacional de Soares dos Reis, com fabulosas mostras de arte portuguesa do século XVIII e XIX; e os museus da Quinta da Macieirinha e de Guerra Junquero, que são protagonistas o Romantismo e os azulejos, respectivamente.

A cidade de Vila Nova de Gaia é unida por quatro pontes, um subúrbio onde se escondem as bodegas que guardam o famoso vinho, que podem-se visitar e degustar. Vale a pena realizar algum dos passeios turísticos em barco pelo rio, nos que se cruza pôr debaixo das quatro pontes.

PELO LITORAL

Nesta região tem, por todas partes, pegadas de civilizações antigas: dólmenes, cidades celtas e romanas e vestígios da Idade Media.

Para encontrar boas praias na Costa Verde - como se denomina a esta parte do litoral- tem que subir para o norte, para Vila do Conde e Póvoa de Varzim, pois no sul estão muito contaminadas. Vila do Conde é um importante centro turístico de praia, não perdeu o atrativo de seu primitivo carater. Existe um bonito bairro medieval que se ilumina belamente durante as festas religiosas. Está dominado pelo Convento de Santa Clara, hoje convertido em reformatório. Do século XVI é a Igreja Matriz, também muito formosa. Mas perante todo, a maior atração de Vila do Conde é a magnífica praia, longa e limpa, e cheia de bares e restaurantes sempre muito animados.

Povoa do Varzim encontra-se muito perto de Vila do Conde, bastante diferente, pois está muito mais desenvolvida turisticamente, e conta com um cassino e uma longa fila de hotéis. Está sempre cheia de turistas nacionais, o que lhe dá uma grande animação. Especialmente recomendáveis são os restaurantes, maravilhosos e com preços razoáveis. Além da praia, Povoa conta com um interessante Museu Etnográfico, que exibe coleções que ilustram as formas de vida dos pescadores e camponeses da região.

NO INTERIOR DOS VALES

Os vales do Douro e seus afluentes compõe-se de uma das paisagens mais espetaculares do país, com ladeiras alguma vez fértil e outras escarpadas, com profundas gargantas unidas por maravilhosas pontes.

O curso do rio Támega salpica seu percurso com imensos pinares e vinhedos. Destaca de entre os povoados que o rodeia Amarante, com os preciosos balcões de madeira das casas penduradas sobre a mesma corrente do rio. As margens estão cheias de bares e cafés, e no verão podem-se alugar pedalinhos para dar um passeio pelo rio. Entre os monumentos destacam o Convento de São Gonçalo, de origem pagão, e o Museu Municipal Amadeo de Sousa Cardoso.

Passando Amarante chega-se à Serra de Marao, onde se situa a região conhecida como Terras do Basto, muito fértil e onde se produz um forte vinho verde. As principais cidades desta região são Celórico de Basto, Monte Farinha, e Cabeceiras de Basto. Não possuem grandes riquezas arquitetônicas ou monumentais, mas são lugares muito tranqüilos, com belíssimas paisagens que permitem caminhadas muito saldáveis. E um bom vinho para acompanhar as comidas.

Perto da fronteira espanhola, o Douro segue oferecendo magníficas paisagens carregadas de vinhedos que acabarão produzindo o líquido que se conhece em o Porto. Nesta região em destaque está Lamego, cidade rica rodeada de luxuosas quintas e que conta com uma esplendida arquitetura urbana, cheia de mansões barrocas. Aqui encontra-se também uma das maiores construções barrocas da Europa, a igreja de Nossa Senhora dos Remédios, centro de peregrinação que domina grande parte da cidade. Entre os monumento destaca também a catedral, de estilo renascentista e com um belo claustro. Um palácio do Século XVIII alberga o magnífico museu regional. A 3 quilômetros de Lamego, a aldeia de Balsemão possui uma notável capela do século VII.

A REGIÃO DO MINHO

Destaca por ser a mais bela de Portugal pelos seus vales fluviais, os montes cobertos de bosques e suas praias semi desérticas. É uma região pequena, muito rural e conservadora na político. Sofreu graves problemas de migração a partir dos anos 50, mas os emigrantes têm começado a retornar. No Minho meridional encontram-se as duas cidades mais importantes da província; Guimarães e Braga.

Guimarães

A histórica Guimarães está muito ligada à fundação de Portugal e foi a primeira capital do reino. A parte antiga é uma sucessão de praças e ruas medievais sobre as que se avista, ao norte, o imponente Castelo onde nasceu Alfonso Enriques, pai da nação lusa. O conjunto está perto da pequena e bonita capela românica de São Miguel, situada na ladeira que sobe para o castelo. Enfrente dela encontra-se o magnífico Paço dos Duques, antigo palácio dos duques de Braganza; seu interior está coberto de tapetes antigos. Desde o castelo até o centro se vai pela bela rua de Santa Maria, cheia de arcos e rejas, pela que chega-se ao Convento de Santa Clara, do século XVII, que agora é a Prefeitura. Nas encantadoras praças abertas no fim da rua, entre vários edifícios atrativos, destaca a Colegiada, igreja convento construída para cumprir o voto do rei João I si chegava a vitória definitiva sobre Castela. No centro da Colegiada, num simples claustro românico, se instala o fascinante Museu Alberto Sampaio, que guarda o tesouro da Colegiada, de grande beleza e valor, na qual destaca o "Tríptico da Natividad", encontrado na loja do rei de Castela após a vitória lusa. Também é digno de visitar o Museu Martins Sarmento, cujas peças procedem de Citânias de Briteiros e Sabroso. A mais formosa das igrejas da cidade é a de São Francisco, situada no lado sul do parque municipal: imensas cenas de azulejos de São Francisco predicando, elegante claustro e fonte renascentista. Si queremos ter uma boa vista da cidade, podemos ter desde a pousada de Santa Maria da Costa, antigo mosteiro medieval muito bem conservado, situado nas ladeiras da Penha, a 6 quilômetros ao sudeste.

A meio caminho entre Guimarães e Braga encontra-se a citânia de Briteiros, um dos restos arqueológicos mais impressionantes de Portugal, são celtas e datam da Idade do Ferro, mas existem alguns muito mais antigos, do Neolítico.

Braga

Pouco mais ao norte, chegamos a Braga, cidade orgulhosa de seu passado romano (Bracara Augusta) e de capital de um reino suevo. Cidade que se destaca pela sua impressionante celebração da Semana Santa. Sua Praça da República está dominada pela Torre de Menagem, desde onde pode-se ir aos lugares de interesse pela Rua do Souto: a Sé (Catedral), a mais antiga do país, é de distribuição irregular e está formada por elementos góticos, renascentistas e barrocos sobre uma base românica de 1.070. Em seu interior destaca um museu muito completo e três capelas exteriores, em especial a Capela dos Reis, construída para albergar os túmulos dos pais de Alfonso Enriques. Nas imediações da cidade há três fascinantes centros religiosos: a igreja de estilo visigodo de São Frutuoso de Montélios, o mosteiro beneditino de Tibaes e o Santuário do bom Jesus do Monte, uma das imagens mais conhecidas graças a suas monumentais escadas de granito e gesso, com uma fonte de intermédio a cada nove degraus que vão despegando a alegoria do Bom Jesus.

Para os amantes do ar livre, ao norte de Braga encontra-se o Parque Natural de Perede-Gerês, santuário ecológico de mais de 70:000 equitares. com cascatas de água, cumes rochosas e flora variada.

Mais para o norte chegamos a Barcelos, cidade conhecida pelo seu artesanato e pelo grandioso e famoso mercado (todos as quinta-feiras), onde encontram-se objetos representativos de toda zona. Nela nasceu a lenda do emblema turístico de Portugal, o Galo.

Viana do Castelo

Seguindo para o norte, sobre o estuário do Rio Lima, aparece Viana do Castelo, com um conjunto arquitetônico que reflete seu passado como importante centro marítimo no período dos Descobrimentos: a Praça da Erva, um dos poucos e belos exemplos de manuelino de Portugal, que encontra-se ao lado de uma agência de turismo; no centro da cidade, a singular Praça da República adornada com sua belíssima fonte renascentista e a antiga e curiosa Misericórdia, que constitui um dos edifícios mais originais do Renascimento luso; as igrejas de Santo Domingo e de Nossa Senhora da Caridade, e em casas nobres de estilo medieval. Quase no fim da Rua Manuel Espregueira encontra-se o Museu Municipal, com uma exposição que lembra a opulência da cidade nos séculos passados. O Monte de Santa Luzia domina a cidade; para conhece-lo podemos subir no funicular que está detrás da estação de trem. Acima temos umas espetaculares vistas da costa da cidade, além dos restos de um "castro" celtíbero. Para ir à praia temos que cruzar o rio Lima, e a melhor maneira de fazer é em balça. Se faz sol, a praia é perfeita e estende-se pelo norte até a fronteira (Caminha), e pelo sul, até Pávoa de Varzim. vale a pena passear pelas docas da cidade.

Na zona mais setentrional da região, o rio faz fronteira natural com Galicia e a paisagem se confunde com da vizinha Galicia. Uma das populações mais interessantes da região é Caminha, um pequeno porto fluvial que ainda conserva restos do esplendor que teve em outros tempos. Em sua parte antiga destaca a Igreja Matriz, e a dois quilômetros ao sul se vê a Fortaleza da Ínsua, numa pequena ilha em meio do rio.

Um pouco mais ao norte, a pitoresca Valença do Minho é o paraíso das compras dos espanhóis que a diário chegam centos nas lojas do centro da cidade. Este está encerrado em umas imponentes muralhas árabes muito bem conservada, e restauradas por última vez no século XVII.

A 16 quilômetros a leste de Valença, Monção também têm uma fortaleza que a rodeia, embora não tão bem conservada como a de Valença, a cidade é muito menos turística e, em conseqüência, mais tranqüila. Em sua parte antiga se destaca uma formosa Misericórdia do século XVII, com belos azulejos. Na Igreja Matriz também tem belos azulejos de estilo românico e situada num labirinto de pequenas ruas típicas.

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