Portugal, é um pequeno país europeu famoso sobretudo pelas importantes descobertas marítimas que ampliaram o mundo conhecido no século XVI. Povos pré-históricos viveram há mais de 100.000 anos na região onde hoje está Portugal. Os primeiros habitantes conhecidos foram os Iberos que ali viveram há 5.000 anos. Os fenícios povoaram a região, precisamente a costa leste do Mar Mediterrâneo, no sec. XI a.C.
Os Celtas e os gregos estabeleceram povoações entre os secs. X e VII a.C. respectivamente. Os fenícios de Cartago dominaram grande parte da península no séc.V a.C. No ano 201 a.C. o Império Romano derrota Cartago na Segunda Guerra Púnica e domina a península Ibérica acelerando o seu desenvolvimento sob todos os aspectos. Porém tribos de origem germânica, os Visigodos, expulsaram os romanos no séc. V d.C. Os Visigodos já estavam convertidos ao cristianismo e Portugal permaneceu sob seu domínio, numa instável sucessão de Chefes/Reis, que acaba com a organização deixada pelos romanos e estabelece vários pequenos estados sempre em litígio entre si.
Em princípios do séc. VIII d.C. chegam os muçulmanos, donos de uma sociedade avançada e organizadíssima, com um refinamento cultural muitíssimo superior ao que havia em toda a Europa medieval; eles conquistaram o que é hoje Portugal e Espanha e mantém a sua influência de maneira muito acentuada nesses países com o seu Califado de Córdoba. Os cristãos se refugiaram ao Norte de Portugal lá mantendo sua influência e independência política/religiosa e, após séculos de lutas, reconquistaram em meados do séc. XIII a supremacia, tanto em Portugal quanto na Espanha. A nação portuguesa foi criada a partir do apoio dado por Henrique de Borgonha, filho do Conde da Borgonha, uma das grandes famílias do Reino de França, aos Reis Cristãos de Espanha em sua luta contra os muçulmanos. Em 1094 Alfonso VI (1035-1109), 14o Rei de Leão e 3o Rei de Castela, doou a Henrique de Borgonha, (que era casado com uma de suas filhas) como recompensa pela sua ajuda militar no combate aos muçulmanos, os condados do Porto e de Coimbra pois, Portugal, nessa época, pertencia à Espanha.
Afonso Henriques (1109-1185), filho de Henrique de Borgonha, e neto de Afonso VI, após muitas vitórias sobre os muçulmanos, tomou o título de Rei de Portugal, a 25/7/1139, tornando-o independente da Espanha e iniciando a 1a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Borgonha (1139-1383). Em 1383, com o término da dinastia de Borgonha, subiu ao trono português o rei João 1o, que inicia a 2a Dinastia Real de Portugal, a dinastia de Avis (1383-1580), garantindo a independência de Portugal e fazendo aliança política com a Inglaterra para se defender da Espanha. Em 1415, os portugueses conquistam Ceuta, no Marrocos, pois já haviam se tornado exímios navegadores e adquirido grandes conhecimentos náuticos. Graças à Escola de Sagres, aprimoram a técnica da navegação e constroem navios para suportar longas viagens.
Tinha início a era dourada das navegações e dos descobrimentos que tornam Portugal o país mais rico da Europa. Assim, em 1419, os navegantes portugueses chegaram as Ilhas da Madeira e em 1431 alcançaram os Açores e a partir de então, se lançam na ampliação das rotas marítimas que culminam com a descoberta do Caminho das Índias por Vasco da Gama e do Brasil por Cabral e criam o Império Português que foi maior que o Romano e o Inglês e era muito bem organizado tanto no Côdice de Leis como na Educação que tornavam portugueses iguais aos da Metrópole Lisboeta, todos os súditos espalhados pelo mundo afora.
A dinastia de Avis termina em 1580 com a morte de D. Sebastião, sem herdeiros, e Portugal passa a ser governado pela Espanha de cujo jugo só se libertará com a restauração dos Braganças quando João, 8o Duque de Bragança, é feito Rei de Portugal a 1/12/1640, como D. João 4o, o Restaurador, iniciando a 3a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Bragança que, de 1640 reinou até 1910 sendo, a partir de 1820, uma Monarquia Constitucional, que deu ao Brasil os seus 2 Imperadores, de 1822 a 1889. Com a queda da Monarquia a partir de 1910 se estabelece a 1a República Portuguesa que mantém as suas colônias na Indonésia, Angola, Guiné e Moçambique, este período inclui a fase de autoritarismo de Antonio de Oliveira Salazar que termina com a Revolução dos Cravos, a 25/4/197 dando inicio à 2a República Portuguesa que perdura até hoje sem possuir mais nenhuma Colônia Ultramarina e fazendo parte da Europa Unificada que deu grande desenvolvimento econômico a Portugal inserindo-o no mundo contemporâneo.
Fonte: www.jbcultura.com.br
Com uma fronteira tão extensa para o mar, não admira que tenhamos assistido a muitos desembarques e embarques. Por isso tornámo-nos desde há muito abertos ao mundo e à comunicação.
Absorvemos gentes de variadas origens: Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos (que nos deixaram a língua que falamos), povos nórdicos e povos da Mauritânia. Apesar de tantas misturas, o nosso País é dos mais antigos da Europa. No séc. XII tornou-se independente dos outros reinos peninsulares graças ao conde Afonso Henriques que foi nosso primeiro rei por sua vontade própria. Um século mais tarde, com a conquista do Algarve, Portugal acabava de desenhar a sua fronteira continental.
Em finais do séc. XIII o rei D. Dinis criou a nossa Universidade, uma das mais antigas da Europa, e levou-a para a bela cidade de Coimbra. Nos sécs. XIV, XV e XVI fomos os primeiros europeus a navegar até África, ao longínquo Oriente e às profundezas do continente Sul Americano, donde trouxemos uma montanha de raridades. Ainda antes de prosseguirmos pela costa de África, encontrámos os arquipélagos dos Açores e da Madeira, que são parte do nosso território no Atlântico.
Depois de uma crise dinástica que nos colocou sob o trono de Espanha, em 1640 voltámos a ter um rei português porque, embora discretos, temos um grande sentido de independência. No séc. XVIII, D. João V, rei absolutista e amante das artes, mandou construir o imenso palácio-convento de Mafra, e o grande Aqueduto que conduziu a água à cidade de Lisboa. No séc. XIX, lutas partidárias enfraquecem a Monarquia, que acaba por cair em 1910, ano em que se implantou a República.
Somos parte da UE desde 1986, mas continuamos a valorizar as nossas virtudes próprias.
Com esta História, vai ver que a nossa Arte é um pouco diferente daquela que já conhece.
Repare sobretudo nas manifestações que nos são peculiares: no "Manuelino", exaltação da época das Descobertas, na forma como soubemos trabalhar a arte do azulejo e no nosso Fado, canção de nostalgia.
Portugal está situado no extremo sudoeste da Europa e inclui os arquipélagos da Madeira e dos Açores no Oceano Atlântico.
No continente europeu, o território português ocupa uma área de 88.889 km2 (com 218 km de largura, 561 km de comprimento, 832 km de costa atlântica e 1.215 km de fronteira terrestre com Espanha).
Situado no Oceano Atlântico, entre o continente europeu e o norte-americano, o arquipélago dos Açores tem uma área de 2.355 km2 e é constituído por nove Ilhas - São Miguel e Santa Maria no Grupo Oriental, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial no Grupo Central, e Flores e Corvo no Grupo Ocidental.
As ligações com Portugal continental são asseguradas por via aérea, em cerca de 2 horas de voo.
O Arquipélago da Madeira com uma área de 741 km2, está situado no Oceano Atlântico a cerca de 500 kms da costa africana e 1000 kms do continente europeu (1h30 de voo para Lisboa).
É constituído pelas Ilhas da Madeira e de Porto Santo, e pelas ilhas inabitadas das Desertas e Selvagens (que são Áreas de Reserva Natural).
Fonte: www.visitportugal.com