Portugal (Página 2)

Portugal

PORTUGAL, TERRA DE MAR E DESCUBRIDORES

Portugal um país pequeno e imensamente belo que ainda muitos viajantes têm por descobrir. E, sobre tudo o mar e a costa. A influência do Atlântico domina suas terras não somente desde o ponto de vista físico, produzindo um clima temperado e estável, más também desde a mentalidade das pessoas e da história. Os portugueses se vêem a si mesmo como um povo marinheiro e não se deve esquecer que, navegante como Vasco da Gama, foi o que abriu a rota da descoberta de África e o Novo Mundo.

As praias e o sol, são abundantes em suas terras peninsulares, se multiplicam nos edens das Ilhas Açores e Madeira, verdadeiros jardins flutuantes que estendem seus encantos terra dentro.

Mas Portugal é muito mais que mar e praia. Seu passado colonial contribuiu para por em contato a suas pessoas com elementos africanos e sul-americanos, como os "fados", melancólicas canções características de Lisboa e Coimbra, ou o estilo manuelino, arquitetura barroca do "Descobrimento", com influência árabe e os quais que tem como exemplo os edifícios mais notáveis do país. É uma terra de cultura milenária povoada desde tempos imemoriais e com quase nove séculos de história como nação, construídos sobre as pegadas que deixaram durante seu passo por terras ibéricas os celtas, fenícios, gregos, romanos e árabes, cujas marcas profundas formam parte da idiossincrasia. De norte a sul, à cada passo, pode-se ter um encontro com o passado visitando castelos, contemplando o trabalho realizado sobre pedras das catedrais, ou a suntuosidade da madeira talhada, deleitando-se com a elegância clássica dos palácios ou com uma surpreendente viagem no tempo dentro de uma muralha medieval.

Muito sol, cultura e arte a XXX raudais, mas também campo, montanha e zonas rurais. De norte a sul, Portugal se vai mostrando com uma grande diversidade de paisagens: montanhas enigmáticas e sinuosas, planícies douradas, campos soleados moteados de alcornoques e oliveiras, dunas atlánticas que destacam sobre as vastas extensões de areia e coloridas praias cheias de luz e do aroma do mar. Todo isso oferecido ao visitante, a variedade dos múltiples contrastes que caracterizam esta pequena mas asombrosa bela nação. De uma grande cidade, como Lisboa, cheia de todo o rebulício socio-cultural das grandes cidades de casta histórica, ao colorido das pitorescas aldeias de pedra, pasando pela imensidade do mar e as coloridas barcas de Nazaré até os caseríos de um branco imaculado festoneados de azul e ocre, misturados com roupas de cores vistosas que mantém as tradições centenarias.

Toda esta beleza está magistralmente mezclada com a simplicidade e a gentileza de um povo que recebe ao viajante com os braços abertos.

Situação e Geografia de Portugal

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Portugal, está situada ao extremo mais ocidental da Europa, ocupa a maior parte da fachada atlântica da Península Ibérica com uma superfície continental de 88.500 quilômetros quadrados. e uma área total de 91.676 km2. (incluidas as ilhas Açores e Madeira). A característica forma retangular, têm uma longitude de norte a sul de 561 quilômetros e de leste a oeste 218 quilômetros. Tem fronteiras, só apenas com Espanha, e estão determinadas por linhas artificiais e vários cursos fluviais: ao norte, o rio Minho, ao oeste, os rios Douro, Tejo e o Guadiana, enquanto que o Oceano Atlântico constitui o límite ocidental e meridional. Fazendo de Portugal um dos "pequenos países" de Europa, porem, como exemplo e tendo em conta sua superfície insular, é três vezes maior que Bélgica. O país está dividido administrativamente em 11 províncias e 22 distritos, incluindo as ilhas.

Os principais rios de Portugal são Douro, Mondego, Guadiana e, sobre tudo, o Tejo, que corre desde o centro da península até o Atlântico e em cuja desembocadura forma uma amplia estuario, onde encontra-se a capital da nação, servindo de margem a dos zonas muito diferentes.

Ao norte do Tejo predomina o verde, prateado e montanhoso. A meseta peninsular descompõe-se numa série de mesetas, inclinadas para o oceano, separadas entre sí por agudos rebordes e estreitos vales. Os picos estão muito desgastadas e não sobrepassam os 1.600 m. De altitude. É na zona de rio Douro e de numerosas serras, entre as quais encontra-se a de Estrela, onde se localiza o Malhão de Estrela, que com seu 1.991 m constitui o teto do Portugal continental.

Ao sul do Tejo o relevo é mais suave e as altitudes poucas vezes superam os 400 m. É terra de amplios horizontes e planícies salpicados, excepcionalmente, de algumas ondulações destacabos, entre elas, a Serra de São Mamede.

A maior montanha de Portugal é insular e se sitúa nas ilhas Açores, onde o perfeito cone do vulcão do Pico chega aos 2.345 m. A Madeira, a pesar das reducidas dimensões, possui um aspecto abrupto que não conhecem as terras continentais, com altitudes máximas de 1.861 m.

FLORA E FAUNA

A posição de Portugal entre os climas atlánticos e mediterráneos explica a presença de duas áreas vegetais. A metade setentrional do país, é caracterizada por um belo e intenso verde, e a fachada marítima ocidental é domínio da vegetação atlántica. Em alguns bosques de montanhas do nordeste dominam o carvalho albar ou carvalho, avelã e abedul, assim como brezos, arbustos e pedras. Há também algumas variedades de pinheiros, entre os que predomina o marítimo, que atinge grande difusão entre as planícies arenosas do litoral.

A vegetação mediterrânea, pouco frequente no norte, adquiere predominio quase absoluto ao sul do Tejo. As manifestações mais características são a azinheira, o sobreiro, o pinheiro manso é uma grande variedade de arbustos e diversas plantas aromáticas (alecrim, tomillo, espliego, etc.). Esta vegetação densa e de baixo tamanho se da, sobre tudo, nas serras da região.

Perante este hábitat os animais que fazem parte desta fauna são os mamíferos tipo coelho, lebres e outros roedores. Há uma grande variedade de pássaros e é muito rica a fauna piscícola nos rios do norte, onde abundam as trutas e salmões. Igualmente é muito variada a fauna marinha costeira, em que se destacam a sardinha e o atúm.

Nas Açores, verdadeiro jardím flotante devido as brumas, podem-se encontrar qauntidades de laurisilva, reliquias da floresta hidrófila que cubria o arquipélago antes de ser habitado. Entre as muitas espécies exóticas introduzidas destacam a criptomeria japonesa, a araucaria, as hortensias e azaleas. Uma grande qauntidade de flores selvagens e de espécies botânicas de pequeno porte, muitas das cuais procedem da flora original. Os elementos mais atrativos da fauna terrestre são as aves marinhas e diversos pássaros, entre eles o "priolo", espécie endémica. Mas, igual que em Madeira, é no mar onde encontra-se a verdadeira riqueza faunística, com centenas de espécies de moluscos, peixes e grandes mamíferos como o cachalote e o golfinho. Em Madeira, pelo seu clima menos úmido, crescem variedades de hortensias, hibiscus, jacarandás, orquídeas e o emblema das ilhas: os "pássaros do paraíso".

História de Portugal

Portugal é um dos países mais antigos de Europa, com 9 séculos de história como nação, caracterizado por sua riqueza, complexidade e pela característica peninsular e marítima.

Período Pré-nacional

A nacionalidade portuguesa não aparece até bem entrar a Idade Media. Antes são poucas as particularidades que diferenciam a fachada ocidental da Península Ibérica do resto de culturas. A finais do Neolítico é quando aparece o primeiro foco cultural luso com caracteres originais: as construções dolménicas, antas mamites cromuleques. Um dos mais importantes é, sem dúvida, o de Herdade de Almendres em Évora (Planicies). As pegadas rupestres mais importantes são as das margens do Tejo em Fratel, Vila Velha de Ródão (Montanhas). Na idades do Bronze e do Ferro os celtas e íberos aportaram uma cultura pastoril e agraria a todo o território. No litoral, fenicios, gregos e cartaginenses fundaram fábricas e exploraram as minas do mediodia portugués. Desta epoca são conhecidos como Castros, antigas populações fortificados da época pre-romana, com que especial menção a Briteiros e Sanfins, ambos na Costa Verde.

A primeira população que aparece com uma forte individualidade é o lusitano, extendido entre o Tejo meio e o Douro. Vivíam nas serras e se dedicavam à pecuária e faziam frequentes roubos aos povos agrícolas dos vales. Se extenderam para o mar e a meseta, o que incitu aos romanos (siglo II a.C.) a emprender a conquista da região. Os territórios ao sul do Douro cayeram cedo, mas demoraram mais de um século em acabar com a resistencia ao norte do rio. Os lusitanos, segundo o históriador romano Estrabão, foram "o mais poderoso dos povos íberos, o que mais tempo resistiu aos exércitos de Roma". Foi 50 anos o que durou a resistencia, sempre dirigida por Viriato, quem foi assassinado após uma victoriosa campanha em 193 a.C. Dois anos depois seus homens seríam finalmente submetidos pelas legiones do Décimo Julho Bruto.

A integração no império romano foi levada a cabo na maior parte por Julio César, que em 60 a.C. estabeleceu uma capital em Olisipo (Lisboa) e importantes colônias em Ebora (Evora), Scallabis (Santarém) e Pax Julia (Béja).

A romanização acentuaria as diferenças entre as duas regiões principais: nos agrestes montes setentrionais seriam superficiais, enquanto que nas planícies e nos planaltos meridionais se enraizaria profundamente. Criaram grandes latifúndios e substituíram os cultivos tradicionais por oliveira, trigo, cevada e vinhas.

Arquitetonicamente não ficaram muitas lembranças da época, salvo alguns monumentos isolados em Évora e Coimbriga. O idioma - uma língua latina -, as caçadas e algumas pontes que ainda estão em uso são pegadas do domínio romano

Até a invasão muçulmana, a princípios do século VIII, foram os germanos quem substituiu aos romanos. Os suevos dominaram ao norte do Tejo e no resto os visigodos, que estabelecieram uma total hegemonia a finais do século VI. Os suevos fixaram su aresidência em Braga e em Portucale (Porto), e foram convertidos ao cristianismo por São Martím de Dumio. Os visigodos, muito romanizados, acabaram por absorver o reino suevo em 585, e chegaram a controlar toda a península. Reinando sempre desde Toledo, a marca visigoda não se sentiu tão forte em Portugal. O seu centralismo e intolerancia religiosa (foram os primeiros em perseguir os judeus), fizeram com que algumas facções das que povoavam Portugal pedissem ajuda aos muçulmanos do norte de Africa.

A chegada dos muçulmanos supôs uma nova diferença: o norte, menos influênciado, permaneceu encerrado em sí mesmo; no sul floresceu um período de alta civilização, de governantes sabios e tolerantes, poetas, geógrafos, históriadores, matemáticos e filósofos. Os árabes se assentaram preferentemente na faixa mais meridional do território, ao qual denominaram Al-Gharb (Algarve). Em torno à capital, Shelb (Silves), em meados do século IX, surgiu um forte califato independente do de Córdoba. Dando um grande desenvolvimento à cultura e a economia do sul de Portugal: aperfeiçoaram as técnicas de rego dos romanos, introduziram a rotação dos cultivos e plantaram algodão, arroz, laranjas e limões. estabelecieram fortes vínculos comerciais com o norte de Africa, e a vida urbana experimentou um grande incremento, de modo que Lisboa, Evora, Santarém e Beja se transformaram em grandes cidades.

Formação da Nacionalidade

A Cristiandade reacionou perante o Islam e sorprendeu aos muçulmanos mais preocupados pelos seus jardins e filosofias que por resguardar las fronteiras. Mesmo assim, a Reconquista, iniciada no século VIII, foi longa e dura: até 1.249 não saiu os últimos árabes de Faro.

No século XI, Portucale tinha a categória de país, mas seus governantes eram designados pelos reis de León. Así, o rei Alfonso VI otorgu o trono do país a su filha bastarda Teresa, cujo filho, Alfonso Henriques, seria quem atingeria de fato independência desplazando a sua mãe do governo. Se dedicou a reconquistar os territórios do sul e se proclamou a ele mesmo primeiro rei de Portugal, título que renconheciu Alfonso VII de Castilha -León no Tratado de Zamora em 1143.

Os monarcas que o sucederam no trono se dedicaram a terminar a reconquista e à consolidação do país. Assim Dom Dinis (1279-1325) fixou as fronteiras portuguesas pelo Tratado de Alcanhices firmado com o rei Fernando IV de Castilha, fundou a Universidade de Lisboa e criou a Ordem de Cristo para substituir à do Temple.

Fernando I morreu em (1383) sem filhos homens, e sua esposa Leonor nomea rainha a sua filha Beatriz, casada com João I de Castilha. Mas a burguesia lusa se opós ao nombramento, queriam a entronização do Maestre de Avís, João, irmão não legítimo de Fernando I. As tropas espanholas foram derrotadas em 1385 na Batalha de Aljubarrota, o que supôs a chegada da segunda dinastía, a de Avís, na frente de Portugal. A ajuda dos ingleses na luta contra os espanhóis levaria a João I de Avís a firmar o Tratado de Windsor em 1386, no que se firma uma aliança que durará até o século XX.

Época de Descobrimentos

Firmada a paz definitiva com Castilha em 1411, João I da começo à expansão marítima de Portugal, que chegaria a ser realmente importante quando faz sua aparição o Princípe Dom Enrique "O Navegante". O Príncipe inverteria os recursos da Ordem de Cristo em financiar os estudios marítimos, fundando uma escola de Cosmografia em Sagres. Assim, em 1419 e 1427 se descobrieram Madeira e as Açores, e se exploró Cabo Verde e a costa ocidental de Africa até Serra Leona.

Depois de um pequeno intervalo, a expansão em ultramar retomaria nova força com os reinados de João II, Manuel I e João III. Nesta época Vasco da Gama chega a Índia

(1447), abrindo uma importante rota comercial e Pedro Alvarez Cabral chega em Brasil em (1500). Como conseqüência, os portugueses aumentam tanto o poder comercial que se converte em na primeira potência internacional, com lugares estratégicos ao longo de milhares de quilômetros.

Em 1494, o Tratado de Tordesillas estabelece o reparto dos territórios descobertos entre as duas potências ibéricas. Colocou-se uma linha imaginaria ao oeste das ilhas de Cabo Verde que deixava em poder luso toda África, Oriente e o Brasil, que seria "descoberto" seis anos mais tarde. A mediados do século XVI os portugueses dominavam o comércio internacional. Tinham estabelecido postos estratégicos em Goa, Malaca e Macao, e aos ingressos pelo comércio de especiarias se somavam os do crescente tráfico de escravos entre África ocidental, Europa e Brasil.

Menção especial vale o reinado de Manuel I (1495-1521), com ele chega o máximo esplendor desta etapa da história portuguesa. A monarquia converte-se numa das mais ricas de Europa, que dentro do país cobra expressão na exuberância da arquitetura manuelina, cuja obra-mestra é o Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa.

Más pouco depois começa a decadência das monarquias imperiais portuguesas. As finanças dos lusos as levavam geralmente os judeus, que nunca foram tão mal vistos como no resto do países cristãos. Mesmo assim, e a seu pesar, Manuel I teve que ordenar a expulsão dos mesmos devido a pressões internas, de Espanha e da Igreja, o que suponha o princípio do fim do esplendor lusitano.

João III foi sucedido pôr Dom Sebastião (1557-1578) que, empenhado numa perigosa cruzada no norte de África, é derrotado e morre na Batalha de Alcazarquivir, então a coroa vai para tio, o Cardeal Dom Enrique.

Da União Espanhola à República

Ao morrer Dom Enrique, Felipe II, que aspirava à coroa pôr ser neto de Manuel I, soube ganhar à maioria da nobreza portuguesa. Em 1581 Felipe II, rei de Espanha, foi reconhecido pelas Cortes de Tomar como Felipe I de Portugal. Era a terceira dinastia. O domínio espanhol foi curto, 50 anos, mas suficiente para provocar o recelo de todas as outras grandes colônias incluindo sua tradicional aliada, Inglaterra, com a conseguinte perca de uma importantíssima parte do comércio que jamais se recuMasu.

Seguiram a Felipe II, Felipe III e Felipe IV. Com este último se acentuou o nacionalismo luso devido às políticas centralistas, e em 1640 uma sublevação expulsou à Vice Rainha de Portugal e proclamou como rei ao Duque de Bragança com o nome de João IV, cuja coroa ficou assegurada pela proteção que foi dada pôr Inglaterra, França e Holanda.

A aliança com os ingleses se confirmou com o matrimonio, em 1640, de Catarina de Bragança com Carlos II de Inglaterra.

A riqueza que proporcionou à coroa a descoberta de jazidas de ouro e diamantes em Brasil foi em grande parte dilapidada pela megalomania de João V, que subiu ao trono em 1706 e começou imensas obras, como a do convento de Mafra, que consumiu grandes quantidades de recursos. Para fomentar o comércio com Inglaterra, firmou um desastroso acordo que aniquilou com a florescente industria têxtil portuguesa, ao admitir a importação dos artigos ingleses, muito mais baratos. Foi sucedido pôr seu filho, o apático José I.

Em 1755 se produziu um tremor que destruiu Lisboa, e o encarregado de reconstrui-la foi o Marquês de Pombal, primeiro ministro de José I, que aplicou duramente as idéias do despotismo ilustrado, expulsou aos jesuítas, reprimiu duramente as pretensões da nobreza e fomentou o desenvolvimento econômico. Não contou sempre com o apoio da aristocracia, mas astuto e manipulador, soube imponer sua política. Caiu finalmente em desgraça, mas suas reformas permaneceram.

Posteriormente, Portugal teve que enfrentar-se à invasões napoleônicas entre 1807 e 1811, estancando assim os avanços propostos pelo Marquês de Pombal: o monarca, José VI, fugiu a Brasil com seus tesouros, ficando a guerra contra os franceses em mãos dos generais britânicos Beresford e Wellington. Enquanto, Brasil se declarava reino independente, o que tecnicamente convertia Brasil em metrópoles e Portugal em metade colônia brasileira, metade protetora de Inglaterra.

Neste tempo, a única instituição que permanecia más ou menos intacta em Portugal era o exército. Assim, durante a ausência real, um grupo de militares começaram a escrever uma nova Constituição inspirada nos câmbios liberais de Espanha e Europa. Ao regressar, o rei se viu obrigado a firma-la. Sua esposa, a rainha Carlota, e seu filho menor, Miguel, se negaram a reconhecer os avanços liberais da nova Constituição (sufrágio universal masculino, abolição dos privilégios da igreja e da nobreza), dando lugar a uma força reacionária com grande arraigo nas zonas rurais que marcariam a política dos anos seguintes.

Ao morrer João VI, em 1826, o príncipe Pedro abdicou a sua filha Maria e nomeou regente a Miguel com a condição de que jurasse uma nova carta reeditada pôr ele, menos liberal que a constituição anterior. Miguel aceitou, mas posteriormente a derrogou e voltou a suas convicções absolutistas. Contou com o apoio do campo português, mas não das potências, França e Espanha, que apoiaram aos rebeldes liberais, que acabaram devolvendo o trono a Pedro IV.

O resto dos governos do século XIX esteve marcado pelas constantes disputas entre os partidários da constituição e os que queriam a liberal de 1822. Em 1846 a situação se agravou até o ponto de desembocar numa guerra civil entre Maria, que apoiava a carta de seu pai, e os constitucionalistas radicais. As potências estrangeiras tiveram de impor a paz, mediante a Convenção de Gramido, em 1847.

A segunda metade do século conheceu certa estabilidade graças a um sistema bipartidário, mas a coroa se encontrava quase em bancarrota e o republicanismo cobrava força, sobre tudo no exército e nas classes urbanas mais desfavorecidas. O rei Carlos I e seu primogênito foram assassinados pôr exaltados republicanos em 1908 e em 1910 a monarquia era abolida pôr uma sublevação militar.

Século XX

Em 1911 os republicanos triunfaram nas eleições para a Câmara de Deputados e a família real teve de sair para o exílio. Assim se formou o Governo provisional da Primeira República, cujo primeiro presidente oficial foi Manuel Arriaga.

Más a implantação da República não trairia a estabilidade política consigo. O governo esteve consumido a maior parte do tempo em caos devido a imposição ditatorial de Afonso Costa, o líder do predominante Partido Democrático, que não duvidou em manipular as eleições sucessivas para manter-se no cargo. A burocracia herdada dos tempos monárquicos, corrupta e ineficaz, se veia incapaz de levar a cabo as ações de governo que se requeriam, com o que os militares iam assumindo cada vez maiores cargos. Dado que nem o presidente nem o primeiro ministro tinham autoridade para dissolver o parlamento, o levantamento militar - como na vizinha Espanha- se impõe como método para troca de governo, dos que tiveram 45 entre 1910 e 1926.

No último de eles -1926- o poder é assumido pôr um militar católico e monárquico, o geral Carmona, que suprimiu a constituição republicana, e perante a dúvida de como o povo receberia a restauração da monarquia, convocou em 1928 eleições nas que se apresentava como candidato único. esse mesmo ano ascendia a Ministro de Fazenda um professor de economia da Universidade de Coimbra, o Dr. Salazar, que assumiu o controle dos ingressos de todos os ministérios. Suas estritas políticas monetárias produziram uma imediata e palpável melhora da economia portuguesa que foi relevado ao posto de primeiro ministro em 1932, cargo que ocupo até 1968.

Salazar nunca adotou planteamentos ideológicos que pudessem ser considerados como fascistas, mas seus métodos sem foram: os membros do parlamento eram elegidos de um partido único, união Nacional; os "sindicatos" eram dirigidos pelos próprios empresários; a educação, estritamente controlada pelo estado, fomentava a religião católica; a censura era absoluta e até contava com uma policia política, a PIDE, controlada pela Gestapo.

Na político, Salazar logrou criar a infra-estrutura de uma economia moderna, mas os benefícios de esta não chegaram a atingir à maioria dos portugueses, e o campo ficou em grande medida abandonado. O descontento popular era generalizado, mas não muito forte, e a caída do chamado Novo Estado português veio marcada sobre tudo pôr fatores exógenos: em seu imperialismo veemente, Salazar manteve custosas guerras coloniais fazendo com que ganhasse a repulsa internacional. Pôr outro lado, as forças militares destacadas nas colônias africanas começaram a concientizar da injustiça que se estava cometendo e da necessidade de um cambio.

Salazar foi sucedido por Marcelo Caetano, que trato de prolongar o regime fazendo certas concessões à democratização do país. O descontento dos militares crescia, dando lugar ao revolucionário Movimento das Forças Armadas (MFA). Assim, em 25 de Abril de 1974, o comandante Otelo Saraiva de Carvalho liderou um golpe militar incruento, dando passo à que se chamou Revolução dos Cravo.

Se sucederam tempos de extremada agitação política nos que os diferentes órgãos políticos -partidos, militares, sindicatos, igreja- tratavam de dilucidar qual devia ser o futuro de um país que acabava de sair de uma ditadura de mais de 40 anos. As eleições do verão de 1975 terminou com a vitória do Partido Socialista de Mário Soares que, graças ao apoio social-democráta e à estabilidade que representou a presidência do coronel Eanes, conseguiu iniciar o processo de consolidação da democracia, que chegou até nossos dias. É neste período de revoltas e trocas, desde os 60 até a chegada das liberdades, quando se produziu a perca das muitas colônias que ainda conservava o país, sobre tudo em África: Guinea Bissau, Mozambique, Cabo Verde, Angola, etc.

Desde então até hoje Portugal tem-se convertido numa firme democracia ocidental através dos governos Mário Soares e do social-democráta Anibal Cavaco Silva. Em janeiro de 1986, Soares substituiu a Eanes na Presidência da República, convertendo-se no primeiro presidente civil em 60 anos. Pouco a poucose foi reduzindo a inflação, aumentando a taxa de crescimento e diminuindo o paro. É então quando se consegue a entrada na Comunidade Européia, o que supõe a aposta definitiva para a modernização e a já duradoura estabilidade.

Arte e Cultura de Portugal

Período Clássico

Desde a pré- história têm chegado a nossos dias importantes pegadas rupestres, como as da beira do Tejo em Fratel, Vila Velha de Ródao (Montanhas). Da Idade de Ferro são as fabulosas peças celtas que encontram-se no Museu Arqueológico de Lisboa. Da época pré-romana destaca-se os "Castros", antigas populações fortificados celtas e, posteriormente romanos.

Da ocupação romana, que se integra sobre tudo no sul, nos chegam, entre outros muitos, os importantes restos do Templo de Évora (Planícies), as ruínas de Milreu, cuja coleção de objetos está exposta no Museu Príncipe Dom Henrique em Faro (Algarve), o criptopórtico do Museu Machado de Castro (Coimbra) e o emprazamento romano de Conimbriga (Costa de Prata).

A invasão muçulmana, embora extensa, deixou, mais que obras concretas, influências estilísticas que chegaram até nossos dias (azulejos, estilo manuelino, etc.). Os primeiros observadores de arte cristã chegaram com os suevos e visigodos.

Da Idade Media ao Manuelismo

A Idade Media, românica e gótica, muito francesa em sua inspiração experimentou influências santongenses, auverhenses, languedosianas, e posteriormente dos cistercienses. O românico se da sobre tudo no norte (Montanhas). Desta época encontramos a Catedral de Coimbra e a de Lisboa, ambas com características de fortaleza medieval. Também o mosteiro de Alcobaca (Costa de Prata), que com sua planta quadrada cisterciense é um dos monumentos góticos mais importantes. Junta a ele, o mosteiro de Santa Maria da Vitória em Batalha (Costa de Prata), cujo estilo gótico termina pôr render-se ao incipiente Manuelino. estes dois últimos são reconhecidos pela UNESCO como patrimônio mundial da Humanidade.

Menção especial vale o Castelo de São Jorge. Seu nome vem da época de João I (século XIV), mas antes de isto era conhecido como o Castelo de Lisboa. Cada monarca foi trocando e acomodando a seu gosto, mas não se sabe com certeza quando apareceu esta fortaleza. Outras edificações medievais, a maioria com caráter de fortaleza, importantes são o Castelo e muralhas de Óbidos (Costa da Prata), Marvão e Monsaraz (Planícies), Belmonte (Montanhas) e Mértola, centro de investigação da presença árabe.

O Manuelino é o estilo português pôr excelência, que atravessa as fronteiras para Brasil. Sua denominação procede do rei Manuel o Afortunado (1495-1521). O arquiteto francês Boytac foi quem o iniciou na igreja de Setúbal, pondo colunas acanaladas em lugar dos rígidos pilares góticos. Nele se observa claramente a influência dos "Descobrimentos", reproduzindo com todo luxo de detalhes centos de motivos sobre o tema e chegando ao delírio escultórico. Não afeta às estruturas clássicas, senão que pretende enobrece-las dando -las um novo aspecto. Além do mosteiro de Santa Maria da Vitória em Batalha e a igreja de Setúbal, aparecem, dignos de qualquer mirada, a famosa janela do Convento de Cristo em Tomar (Costa da Prata), o grande mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, a Torre de Belém e, combinado com os conhecidos azulejos, o Palácio Nacional de Sintra, cidade monumental por excelência (Costa de Lisboa). Sua influência chegaria a todo o país, incluídas as Açores e Madeira.

Outra menção especial vale uma tradição arquitetônica lusa que aparece na Idade Media, os azulejos. De diversas cores e, ainda alguns, pintados a mão, uns mostram motivos ornamentais e outros reproduzem episódios, histórias ou a vida de santos. Foram utilizados em arquiteturas e decorações desde o medieval até nossos dias, passando por todos os estilos, são de clara influência árabe. Como exemplo, é interessante visitar o Museu Nacional do Azulejo, que encontra-se nos claustros da magnífica igreja de Madre de Deus, em Lisboa.

O Barroco

O Renascimento luso está muito influenciado pela insistência da exuberância manuelina. Existem formosas igrejas renascentistas como a Capela de Conceição de Tomar (Costa de Prata), ou mineiristas como a Igreja de São Vicente de Flora (Lisboa).

Mas o estilo predominante em todo o país, inclusive nas ilhas, é o barroco e sua transição ao rococó. O símbolo do barroco é Mafra (Costa de Lisboa), onde se associa a ostentação do palácio e do convento. É impossível não sucumbir à perfeição dos altares de prata, as esculturas, os originais painéis de azulejos e os objetos de talha dourada, de onde sobressai o altar maior da igreja de São Bento da Vitoria, em Porto. Outras obras barrocas são o Bom Jesus de Braga (Costa Verde) - na região de maior densidade de monumentos religiosos -, o Palácio da Bolsa em Porto, o Palácio da Vila (Sintra), as igrejas dos Clérigos ou de São Francisco em Porto e o Palácio de Queluz (Lisboa), que com seus formosos jardins e habitações pode ser considerado como um dos melhores exemplos europeus do rococó. São inumeráveis os palácios e obras religiosas deste estilo.

Para os amantes da arte, Portugal oferece uma longa lista de museus nacionais, regionais e fundações, abarcando desde núcleos arqueológicos até centros de patrimônio industrial de nossos dias, nos que se mostram não só a história e a arte local, senão também a inspiração artística lusa nascida como conseqüência dos freqüentes contatos com outros povos. Ademais, neles encontramos a versão pictórica e escultórica de todas as tendências desenvolvidas, e inclusive mostras da arte dos azulejos.

Música e Touros

Para fechar o apartado artístico é necessário fazer menção da música, em sua vertente mais popular, o Fado. Sem ele seria difícil compreender a forma de ser e sentir do povo português, questão que constitui uma das missões fundamentais da arte. É o reflexo de pessoas lutadoras e apaixonadas, que expressam os maus momentos vividos com o canto.

Sua origem se remonta -comentam- às canções dos escravos africanos, embora dado o intenso intercâmbio de Portugal com outras culturas através do mar, as influências se multiplicam. Trás a perca do império após a revolução dos clavais, e de algum modo reforçando o estereotipo, o fado veio representar o sentimento de frustração e fatalismo que segundo eles mesmos define aos portugueses.

Existem basicamente dos versões de fados: o que se escuta nos bairros lisboetas de Mouraria e Alfama, e que têm um alto conteúdo pessoal e sentimental; e da zona de Coimbra, mais didática, como foi imposto pelo passado universitário da cidade.

A cantante de fados mais conhecida é sem dúvida Amália Rodrigues, que é relativamente fácil escutar em algum de seus numerosos recitais em Lisboa. Também atua freqüentemente em Espanha, especialmente em Huelva e Sevilha. Outras grandes figuras tradicionais são Alberto Prado, José de Camara, Castro Rodrigo e José Afonso.

A ele pode-se considerar sem nenhum gênero de dúvidas o pai da música popular moderna portuguesa. Uma viagem de estudante por Angola mostrou a verdade do assunto colonial português, influindo notavelmente na consciência social que acabaria denotando suas composições. Seus primeiros discos foram coleções de fados compostas com Luis Góis, mas a partir dos sessenta quando começou a compor letras consideradas subversivas pelo regime de Salazar, pelo que foi censurado e a muitas vezes perseguido pela policia secreta do ditador. Ele dedicou grande parte de sua vida contra o fascismo através da canção e a ação social.

Depois da revolução seguiu compondo, tanto canções como música para cinema e teatro, e chegou a editar mais de 20 discos. José Afonso morreu em 1987.

Outro aspecto inseparável da cultura lusa é sua particular festa dos touros. A importância e antigüidade desta atividade criou um tipo especial de criador de gado, o campesino, um tipo de homem severo, com roupas características e que vive sobre seu cavalo. Profundamente enraizada, incluindo touradas com largadas em plena cidade, nas que se manifestam bravura e destreza, arte e coragem. Mas nelas não se mata ao toro, simplesmente se faz um jogo de força muito elegante e característico, antes se desenvolve um belo espetáculo de rejoneo e se colocam bandeiras desde o cavalo, todo ele adornado com vestimentas do século XVIII. Depois aparecem os "forcados", que com destreza leva o toro ao solo.

O grande centro taurino de Portugal é Ribatejo e seus arredores e a temporada vai de abril a outubro.

Literatura

A narrativa portuguesa têm dado e segue dando uma enorme quantidade de talentos através de cuja literatura podemos chegar a entender um pouco melhor o caráter do país vizinho.

Fernando Pessoa é provavelmente a figura cume das letras lusas. Escritor e poeta morreu em 1933, têm como obra destacada "O livro do desassossego", publicada na Espanha por Seix Barral. Nela se narra, com uma extraordinária prosa poética, a vida cotidiana de uma personalidade literária fictícia criada por Pessoa. A través desta obra pode-se chegar a compreender a sensibilidade literária e social do escritor.

Eça de Queiroz é o novelista português por excelência, autor de várias grandes novelas do século passado. Os críticos lhe atribuem a introdução no país da novela realista. Entre suas melhores obras estão: "A relíquia", "O mistério da estrada de Sintra","O primo Basilio" e "O crime do pai Amaro". Estas estão publicadas na Espanha por Bruguera.

Luis de Camões é o grande poeta épico de Portugal. Em sua obra "Os Lusíadas" Camões descreve a travessia de nove meses que levou a Vasco da Gama a abrir a rota marítima com a Índia através do Cabo de Boa Esperança.

José Saramago, literato, historiador e social e politico, é provavelmente o autor mais reconhecido, admirado e convidado em Espanha. Sua obra literária está carregada de um forte compromisso social, e é um grande entendedor das profundidades do ser ibérico, não somente em português. Entre as obras mais destacadas figuram "Memorial do Convento", "A bolsa de pedra" e "História do cerco de Lisboa". Estão publicadas na Espanha por Seix Barral.

A lista de destacados poderia ser interminável, mas não pode-se deixar de mencionar a Miguel Torga ("Contos da montanha"), José Cardoso Pires ("A balada da praia dos cães"), Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa ("Novas cartas portuguesas: as três Marias"), e João de Melo ("Gente feliz com lágrimas").

Locais Turísticos de Portugal

Para desenvolver uma visão geral de Portugal, dividimos o país em cinco zonas. Iniciaremos nosso percurso por Lisboa e seus arredores, que incluem Estoril, Cascais e Setúbal, e continuaremos no Sul, pôr Algarve e o Alentejo. A partir de aqui começaremos a subir para conhecer o Centro do país, onde encontram-se Coimbra e as dos Beiras, e seguiremos até o Norte de Portugal, marcados pôr los rios Douro e Minho. Finalizaremos com uma rápida visita pôr Arquipélagos de Madeira e Açores.

Lisboa e seus retornos

LISBOA

Lisboa, construída sobre uma sucessão de colinas e com as águas do estuário do Tejo como fundo, têm todo o aspecto de uma cidade do S. XVIII: elegante, aberta ao mar, projetada com esmero e transitada por uma assombrosa rede de antigos bonde, funiculares e ascensores. Desde o rio se destaca a colossal estátua de Cristo com os braços abertos, como o de Rio de Janeiro, e uma das maiores pontes penceis do mundo. É uma cidade que apaixona ao primeiro golpe de vista, com ar acolhedor, provinciano e humana em ritmo e escala. Embora já esteja integrada a Europa, marcha por livre, de décadas anteriores, têm feito dela uma cidade de caráter particular, forte, que não têm caído na homogeneização de outros lugares de ocidente. Em realidade, esta é uma característica de todo Portugal.

Milenar, sua história se remonta à época dos romanos e, seguramente, dos fenícios. Na Idade Media passou a ser dominada pelos árabes, que a bautizaram al-Usbuna. A reconquista cristã aconteceu em 1147, e em 1255 Lisboa passou a ser a capital do reino, em detrimento de Coimbra. com o passar do tempo, Lisboa atravessou por duas épocas de grande esplendor: a primeira com as descobertas marítimos dos séculos XV e XVI, quando Vasco da Gama abriu a rota do comércio para as Índias; a segunda têm lugar no século XVIII, quando se começaram a explorar as riquezas minerais de Brasil e das colônias africanas e asiáticas. Lisboa era então o principal porto comercial de Europa.

Este apogeu teve seu trágico fim em 1 de novembro de 1755, quando três tremores de grande intensidade sacudiram a cidade a partir das 9:30 da manhã. Os incêndios que se produziram e o maremoto que assolou as costas acabaram com a vida de 40:000 dos 270:000 habitantes que povoavam a cidade. O tremor acarretou notáveis restruturações arquitetônicas e urbanísticas, entre elas a criação do bairro da Baixa.

Pôr onde começaremos nosso recorrido: A Baixa ou cidade baixa é o centro principal da cidade. Nela podemos encontrar grandes bancos, escritórios e organismos oficiais, em clara contradição com as pessoas que freqüentam esta zona, pois a zona está cheia de mendigos, vendedores de loteria, engraxates e demais pessoas de precária economia. É, em suma, um expoente das contradições do próprio Portugal. As partes mais atrativas da Baixas são as praças na periferia, as estreitas ruas que correm pelo leste para a Sé (catedral) e ascende pelo oeste para o Bairro Alto; é conhecido como Chiado, o bairro mais opulento da cidade com comércios de classe e maravilhosos cafés antigos (Rua Garrett). O mais famoso destes cafés é A Brasileira, freqüentado por gerações de intelectuais, e com uma estátua de Pessoa que da a bem-vinda aos clientes. Na mesma zona encontramos o Museu de Arte Contemporânea, situado na Rua Serpa Pinto, embora para ver arte contemporânea é preferível escolher as coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, considerado o melhor museu de Portugal e legado do magnata petroleiro Armenio do mesmo nome. É um grande centro cultural edificado num magnífico complexo arquitetónico, e conta com coleções de quase todas as etapas da arte ocidental e oriental. Nelas podem-se apreciar desde peças arqueológicas egípcias até jóias de desenho atual. A fundação conta também com uma orquestra, três salas de concertos e duas galerias para exposições. É patrocinadora de quase todos os eventos culturais que se celebram tanto em Lisboa como em províncias, onde conta com alguns museus e bibliotecas.

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