Em 1910, uma rebelião derruba o rei Manuel II e a República é proclamada. Os republicanos adotam leis liberais e anticlericais.
Após longo período de instabilidade, um golpe de Estado estabelece, em 1926, uma ditadura militar. António de Oliveira Salazar torna-se primeiro-ministro, em 1932. Seu regime é inspirado no fascismo italiano, ficaria conhecido como salazarismo.
A Constituição de 1933 institui o Estado Novo, no qual apenas um partido, a União Nacional, é autorizado a funcionar.
1936/37 - Primeiro selo aéreo do país (Scott: C1, SG: 891), com valor facial de 1,50 escudos (azul), ele mostra o "escudete" com 5 besantes ou chamados dinheiros. Alguém sabe me dizer por que este selo aéreo foi emitido com um escudete "voando"?
Abaixo o primeiro selo Oficial, emitido em 1938 (Scott: O1, SG: O900), com valor facial de 40c (marrom), ele mostra a frase... a máxima de Portugal, afinal, é TUDO PELA NAÇÃO ou O BEM DA NAÇÃO?

Portugal permanece neutro na II Guerra Mundial e é admitido na ONU em 1955. A recusa em conceder independência às colônias africanas estimula movimentos guerrilheiros de libertação em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau...
A partir de 1961, Portugal fortalece sua presença militar na África. Em 1968, Salazar sofre um derrame cerebral e é substituído por Marcelo Caetano, ex-ministro das Colônias, que permite partidos de oposição.
A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocam descontentamento nas Forças Armadas. Em 25/04/1974 eclode a Revolução dos Cravos: oficiais de média patente rebelam-se e derrubam o governo de Caetano, que foge para o Brasil.
O general António de Spínola assume a Presidência. A população festeja o fim da ditadura distribuindo cravos - a flor nacional - aos soldados rebeldes. Os partidos políticos, inclusive o comunista, são legalizados e é extinta a Pide, polícia política do salazarismo.
O novo regime mergulha Portugal em uma agitação revolucionária. Spínola renuncia em setembro de 1974. O governo passa a ser dominado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), fortemente influenciado pelo Partido Comunista.
Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau obtêm a independência. Em março de 1975, após fracassada tentativa de golpe de Spínola, o governo é dominado por um triunvirato formado pelos generais Costa Gomes, Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Gonçalves. Inicia-se a estatização de indústrias e bancos, seguida de ocupações de terras...
Mário Soares é eleito presidente da República em 1986. No mesmo ano, Portugal é admitido como membro da Comunidade Econômica Européia, atual União Européia.
Em 1987, o PSD conquista 50,2% dos votos e Cavaco Silva forma um governo conservador. Em 1989, o Parlamento retira da Constituição a irreversibilidade das nacionalizações e da reforma agrária.
Em 1991, Mário Soares é reeleito presidente com 70,4% dos votos, mas o PSD mantém a maioria parlamentar.
Em janeiro de 1996, vence as eleições presidenciais Jorge Sampaio, do Partido Socialista, com 53,8% dos votos, em uma campanha voltada para questões sociais.
Ainda em janeiro, trabalhadores e empresários assinam um pacto com o governo para elevar o salário mínimo e reduzir a jornada de 44 horas semanais de trabalho - a mais elevada da UE - para 42 horas em 1996 e 40 horas em 1997.
O objetivo maior é conter o desemprego, acentuado pelos cortes de Orçamento exigidos pelos padrões da UE. Em fevereiro de 1997, a Assembléia rejeita por 1 voto o projeto de legalização do aborto em Portugal, um dos únicos países europeus onde a prática ainda é proibida...
Abaixo, um Máximo Postal obliterado na cidade de Lisboa, no dia 15/12/1998, emitido em comemoração a José Saramago - Prêmio Nobel da Literatura.

Fonte: www.sergiosakall.com.br
Os antepassados dos lusitanos compunham um mosaico de diferentes tribos que habitaram Portugal e a Estremadura espanhola desde o neolítico. Não se sabe ao certo a origem destas tribos, mas é provável que fossem oriundas dos Alpes suíços ou mesmo nativas de Portugal. Miscigenaram-se parcialmente com os invasores celtas, dando origem aos lusitanos.

Entre as numerosas tribos que habitavam a península ibérica
quando chegaram os romanos, encontrava-se, na parte ocidental, a dos lusitani,
considerada por alguns autores a maior das tribos ibéricas, com a qual durante
muitos anos lutaram os romanos.
Os lusitanos são normalmente vistos como uns dos antepassados dos portugueses
do centro e sul do país e dos estremenhos.
Desde épocas remotas esta faixa territorial foi ocupada pelo homem. Dos tempos
pré-históricos restam vestígios como as grutas naturais e artificiais de Estoril,
Cascais, Peniche, Palmela e Escoural. Esta última foi descoberta acidentalmente
por uma detonação de uma pedreira e estudada de imediato pelo Dr. Farinha
dos Santos que encontrou intactos os restos mortais dos ocupantes deste refúgio,
abrigo e jazida funerária; outras jazidas com restos do paleolítico e neolítico
são os conceitos do vale do Tejo e Sado, em Muge, da ribeira de Magos, dos
arredores da Figueira.
Eram um povo celtibérico que viveu na parte ocidental da Península
Ibérica. Primeiramente, uma única tribo que vivia entre os rios Douro e Tejo
ou Tejo e Guadiana. Ao norte do Douro limitavam com os galaicos e astures
- que constituem a maior parte dos habitantes do norte de Portugal - na província
romana de Galécia, ao sul com os béticos e ao oeste com os celtiberos na área
mais central da Hispânia Tarraconense
A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes
no combate aos romanos. Apesar de as fronteiras da Lusitânia não coincidirem
perfeitamente com as de Portugal de hoje, os povos que aqui habitaram são
uma das bases etnológicas dos portugueses do centro e sul e também dos estremenhos
(da Estremadura espanhola).
Mas principalmente a cultura megalítica, com os dólmenes, monumentos de falsas cúpulas de Alcalar no Algarve, que teve no território português um dos seus maiores focos de expansão, constitui um testemunho, que desde épocas longínquas este território foi um «habitat» privilegiado. Supõe-se que o Périplo de um navegador Massaliota, efectuado por volta de 520 a.C. que descreve a sua viagem marítima ao longo das costas da península, tenha sido aproveitado por Rufo Festo Avieno, escritor do século IV para compor a Ode Marítima. No seu poema, Avieno refere-se aos Estrímnios, que podem ser considerados o mais antigo povo identificado neste território, procedente do Norte de África. O poema ainda refere que as regiões da costa cantábrica eram habitadas pelos Dráganas, e a sul, na actual região do Algarve, os Sinetes ou Gónios.
Fonte: www.externatoasvp.org