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Portugal

História

Dos Iberos

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Quem eram os Iberos?

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Os Iberos eram um povo pré-histórico que vivia no Sul e no Este do território que mais tarde tomou o nome de Península Ibérica.

As ondas de emigração de povos Célticos que desde o século VIII até ao século VI AC entraram em massa no noroeste e zona centro da actual Espanha, penetraram também em Portugal a Galiza, mas deixaram intactos os povos indígenas da Idade do Bronze Ibérica no Sul e Este da península.

Os geógrafos gregos deram o nome de Ibéria, provavelmente derivado do rio Ebro ( Iberus ), a todas as tribos instaladas na costa sueste, mas que no tempo do historiador grego Herodotus ( 500 AC ), é aplicado a todos os povos entre os rios Ebro e Huelva, que estavam provavelmente ligados linguisticamente e cuja cultura era distinta dos povos do Norte e do Oeste.

Havia no entanto áreas intermédias entre os povos Célticos e Iberos, como as tribus Celtiberas do noroeste da Meseta Central e na Catalunha e Aragão. Das tribos Iberas mencionadas pelos autores clássicos, os Bastetanos eram territorialmente os mais importantes e ocupavam a região de Almeria e as zonas montanhosas da região de Granada.

As tribos a Oeste dos Bastetanos eram usualmente agrupadas como "Tartessos", derivado de Tartéssia que era o nome que os gregos davam à região. Os Turdetanos do vale do rio Guadalquivir eram os mais poderosos deste grupo. Culturalmente as tribos do noroeste e da costa valenciana eram fortemente influenciadas pelas colónias gregas de Emporium ( a moderna Ampúrias ) e na região de Alicante a influência era das colónias fenícias de Malaca ( Malága ), Sexi ( Almuñeca ), e Abdera ( Adra ), que passaram depois para os cartagineses.


Na costa este as tribos Iberas parecem ter estado agrupadas em cidades-estado independentes. No sul houve monarquias, e o tesouro de El Carambolo, perto de Sevilha, parece ter estado na origem da lenda de Tartessos. Em santuários religiosos encontraram-se estatuetas de bronze e terra-cota, especialmente nas regiões montanhosas. Há uma grande variedade de cerâmica de distintos estilos ibéricos Foi encontrada cerâmica ibérica no sul da França, Sardenha, Sicília, e África e eram frequentes as importações gregas .

A esplêndida Dama de Elche, um busto com características que mostram forte influência clássica grega. A economia Ibérica tinha uma agricultura rica , forte exploração mineira e uma metalurgia desenvolvida. A língua Ibérica era uma língua não Indo-Europeia, e continuou a ser falada durante a ocupação romana. Ao longo da costa Este utilizou-se uma escrita Ibérica, um sistema de 28 sílabas e caracteres alfabéticos, alguns derivados dos sistemas fenício e grego, mas de origem desconhecida. Ainda sobrevivem muitas inscrições dessa escrita, mas poucas palavras são compreendidas, excepto alguns nomes de locais e cidades do III século, encontradas em moedas.

Os Iberos conservaram a sua escrita durante a conquista romana, quando se começou a utilizar o alfabeto latino. Ainda que inicialmente se pensou que a língua Vasca era descendente do Ibero, hoje considera-se que eram línguas separadas.

Península Ibérica

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Depois dos povos pré-históricos, um dos primeiros povos que terá chegado à Península Ibérica foram os Iberos. Era um povo moreno de estrutura médio, originários provavelmente, do Norte de África. Ficaram-se principalmente no sul, junto ao Mediterrâneo. Usavam o bronze para fabricar armas e escudos de defesa . As suas casas eram circulares, foram os Iberos, que deram o nome à península.

Este povo estava dividido em várias tribos. Conheciam a escrita, cultivavam as terras e tratavam dos animais.

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Os Celtas, que vieram depois, no século VI a.c., procuraram terras férteis no norte do actual Portugal, faziam casas redondas e com telhados cobertos de colmo que se chamavam castros. Ficaram conhecidos com a ourivesaria que fabricavam, que era de real valia.

Os povos Celtas e Iberos juntaram-se formando o povo Celtibero.

Uma das suas tribos mais famosas era a dos Lusitanos que viviam entre o rio Douro e rio Tejo na Lusitânia. O seu mais famoso chefe era Viriato, um pastor da serra da estrela que derrotou inúmeras vezes os Romanos.

Para muitos, os Lusitanos são os verdadeiros antecessores dos portugueses. Entre as numerosas tribos que habitavam a Península Ibérica quando chegaram os romanos, encontrava-se, na parte ocidental, a dos lusitani, considerada por alguns autores a maior das tribos ibéricas, com a qual durante muitos anos lutaram os romanos.

Não se sabe ao certo qual a sua origem. Alguns autores também incluem nos Lusitanos, os Galaicos, que, por sua vez, tinham por vizinhos, a oriente, os Astures e os Celtiberos.

Os galaicos aparecem documentados por vez primeira formando parte do exército do caudilho luso Viriato como mercenários de guerra mas os galaicos (castrejos) ao norte do Douro posteriormente seriam administrados por Roma como província autónoma na Gallaecia (Galécia) à margem da Lusitânia e da Hispânia Tarraconensis trás ser conquistados por Décimo Júnio Bruto o Galaico.

Fonte: peninsulaiberica.zip.net

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História

A história de Portugal se inicia nos primeiros séculos da era cristã. Mesmo sendo parte da Ibéria, a revolta na Lusitânia contra os romanos no século II a.C. é reividicada como uma demonstração de unidade nacional anterior à criação da nação portuguesa.

Entre 1095 e 1279, o Reino de Portugal estabelece as suas fronteiras continentais, praticamente inalteradas até hoje. Depois deste período,a monarquia se consolida mesmo com a resistência do Reino de Castela.

Localizado entre a Espanha e o mar, Portugal se lança na aventura marítima rumo à conquista de novas terras. Considerada uma das quatro quinas da Europa, junto com Inglaterra, Rússia e Turquia, os portugueses, naturalmente iniciaram sua epopéia ao redor do mundo.

O século XV é marcado pelas Cruzadas e descobertas marítimas. Com as conquistas, o país se torna um império de proporções mundiais. Este avanço é interrompido com a fusão política com a Espanha de 1581 a 1640. Retomada a independência, iniciam-se as reformas que desencadeam a transformação do absolutismo em monarquia constitucional em 1826. Na mesma década o Brasil se torna independente de Portugal.

A partir do século XVII, Portugal perde o seu poderio dos séculos anteriores. O gigante terremoto de Lisboa em 1755 piorou ainda mais a situação do páis. A ocupação do país pelas tropas de Napoleão e a fuga da família real para o Brasil é um exemplo claro do poder perdido.

A República implantada em 1910, dura até o golpe de estado de 1926. Na Primeira Guerra Mundial, Portugal entra no conflito ao lado dos Aliados. O país sofre uma grave crise no período de entreguerras, o que forneceu o surgimento do "Estado Novo", no mesmo período que governos fascistas dominavam na Europa. Mesmo neutro na Segunda Guerra, Portugal era cortejado pelo Eixo, Salazar, assim como Vargas, entrou no conflito bélico ao lado dos Aliados apenas em 1945, quando a guera esta paticamente encerrada. No Guerra Fria, as ditaduras ibéricas eram toleradas pelos países ocidentais no combate ao bloco comunista.

Mesmo com a retirada de Salazar, a ditadura só termina em 25 de abril de 1974 com o golpe militar que derrubou Marcello Caetano, A Revolução dos Cravos. Após golpes e contra-golpes, a democracia se restabelece em Portugal, o país retoma a via do desenvolvimento, impulsionado ainda pela adesão à Comunidade Económica Européia (CEE) em 1986.

As colônias africanas foram decisivas para o fim do regime salazarista. Apoiado pela Igreja e pelo ultranacionalismo de um Portugal uno e indivisível de Lisboa ao Timor, o regime perdeu o apoio dos militares nas sucessivas guerras coloniais e da população. Após a queda do salazarismo, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau declararam sua indepêndencia.

As marcas da expansão marítima ainda persistem, o português hoje é uma das línguas mais faladas em todo o mundo. São cerca de 200 milhões de lusófonos em oito países distribuidos por cinco continentes (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor-Leste e Cabo Verde), além de Macau, Goa, Damão e Diu.

Mesmo sendo um país pequeno e tendo uma população menor do que a da cidade de São Paulo, Portugal tem uma história grande de um dos grandes impérios da história.

O país tem um alto índice de desenvolvimento humano (0.896), mesmo assim, tem um dos menores desempenhos da Europa Ocidental. Portugal tem um desnível em relação ao bloco em índices de desemprego, analfabetismo e PNB.

Depois de 48 anos de ditadura, Portugal consolida a sua democracia. A constituição de 1976 reestabele os direitos e deveres básicos do estado democrático com um regime semipresidencialista. Enquanto o presidente, eleito por sufrágio universal, representa a república e é o Comandante Supremo das Forças Armadas, o Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República de acordo com o resultado das eleições para a Assembleia da República. Esta é composta por um mínimo de 230 deputados eleitos pela população com um mandato de 4 anos. O sistema português é unicameral.

Administração local portuguesa é praticamente autônoma. Exercida pelas autarquias locais, municípios e as freguesias. Elas tem um larga tradição histórica.

Portugal não tem mais colônias mas permite autonomia à Açores e Madeira. Estas Regiões autônomas, separadas do continente, têm estatutos políticos e administrativos e órgãos do Governo próprios.

Portugal foi um exemplo no combate às ditaduras latinas nos anos 70. Depois do 25 de abril, os países que viviam em regimes chamados democráticos viram a esperança das ditaduras acabarem, mesmo que lentas, graduais e seguras para seus impositores. Desde o fim da ditadura, o país melhora a qualidade de vida aos seus cidadãos, mesmo enfrentando os problemas de imigração ilegal, desemprego e pobreza, Portugal hoje é palco de grandes eventos, como a Exposição Mundial em 1998 e, neste ano, o páis sedia a primeira edição europeia do Rock in rio e o Campeonato Europeu de Seleções, maior evento futebolístico entre seleções depois da Copa do Mundo.

Portugal é a prova de que sem as ditaduras os países melhoram. Sem o salazarismo e o franquismo, os países ibéricos estariam em situações melhores. O 25 de abril trouxe experiências negativas e frustrações, mas é inegável que se o salazarismo estivesse perdurado até os dias de hoje a hisótia seria outra, felizmente não foi.

Fonte: www.duplipensar.net

 

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