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Pretinho Básico

Para qualquer ocasião, um "pretinho básico" vai bem. A peça é coringa, porém existem algumas regrinhas que devem ser seguidas na hora de montar o seu look.

Pretinho básico Como explicar tamanho poder de uma peça aparentemente tão básica?

O dia, por exemplo, pede "pretinhos básicos" com carinha de "o mais discreto possível." Escolha, de preferência, os vestidos com fios naturais. Um pretinho básico de linho ou algodão, por exemplo, fica lindo com scarpins ou sapatos com formas arredondadas - sempre com saltos baixinhos. Com sapatilhas, compõe uma dupla elegante. Sem erro.

Os acessórios devem seguir a regra do quanto menos, melhor. Um brinco e um colar de pérolas fazem um look a la Audrey Hepburn. Lindo e ultrafeminino. Com jóias ou bijouterias clássicas, fica a cara da Jackeline Kennedy, ex primeira-dama dos Estados Unidos. Aposta na elegância. Para as executivas, um "pretinho básico" feito de microfibra (ou qualquer outro tecidos sintético) pode ser combinado com um sapato social. Um bom relógio no pulso e uma bolsa a tiracolo complementam look impecável: pronta para o trabalho. Para as moderninhas, um bom par de tênis e um casaquinho colorido. Simples assim.

A noite pede brilho e exuberância sempre. E aí que o "pretinho básico" ganha luz com aplicações e transparências. Os acessórios ajudam a dar um up no look. Com uma pequena bolsa com paetês pretos e uma sandália de salto alto preta, a mulher fica sexy e correta. Com broches ou flores, ela ganha romantismo e sofisticação. Em qualquer opção, porém, o segredo é ousar. E reinventar.

Fonte: moda.terra.com.br

Pretinho Básico

E Chanel inventou o pretinho básico. E as mulheres lhe foram gratas para sempre. Na verdade, ao produzir a mãe de todos os pretinhos, mademoiselle embarcava em uma tendência lançada por seu contemporâneo Jean Patou. Não importa: era dela o croqui do vestido reto, simplérrimo, saia pouco abaixo do joelho, todo preto com um debrum branco e preto no punho, que a revista Vogue publicou em 1926 com uma muito acertada previsão: "Vai se tornar o uniforme de toda mulher de bom gosto".

Assim foi. O preto, praticamente de uso exclusivo em velórios e festas de gala, ganhou a manhã, a tarde e qualquer momento em que a mulher precise estar "bem". Apesar do diminutivo consagrado, pretinho básico hoje é qualquer indumentária infalivelmente certa para a ocasião em que for usada. Vale vestido, tailleur, longo, terninho. Até o macacão de Matrix, como pode ser constatado nas fotos desta reportagem, em que divas das telas e da vida real demonstram como mulheres fabulosas conseguem ficar, de pretinho, mais espetaculares ainda.

Junto com a simplicidade, o preto trouxe para o universo feminino a materialização da mais pura elegância. Preto é puro – e elegância, como mademoiselle ensinava, tem muito mais a ver com expurgar detalhes do que com acrescentá-los.

A própria Chanel, feia e baixinha, vestida de preto (com pérolas, seu par perfeito) ganhava uma distinção incomum. Wallis Simpson, a duquesa de Windsor, feia e esquálida, de preto se tornou o nome e o sobrenome do que havia de mais chique no seu tempo.

E assim foi a caminhada do vestidinho preto, de madame em madame, de beldade em beldade, de dona-de-casa em dona-de-casa, até se firmar definitivamente em seu pedestal de glória no dia em que Audrey Hepburn, adorável em seu corpo de sílfide e interminável pescoço, apareceu em Bonequinha de Luxo de luvas, piteira, franjinha e vários e inesquecíveis pretinhos desenhados por Givenchy. Nunca glamour e modernidade, às vezes tão contraditórios, combinaram com tanta perfeição.

A INIMITÁVEL

Pretinho básico

Rita Hayworth no strip-tease que nunca aconteceu: uma única luva foi tudo o que Gilda tirou, em uma das cenas mais eróticas do cinema. Mais não precisava – nunca houve mesmo mulher como a ruiva estonteante. No sensualíssimo vestido preto, o drapeado na altura da cintura não é mero detalhe. Com ele, o estilista hollywoodiano Jean Louis disfarçou a gravidez da atriz

A CRIADORA

Pretinho básico

Coco Chanel, de cigarro na boca e alfinete na mão, ajusta na modelo uma de suas criações em preto: ao publicar um croqui na Vogue, em 1926, a estilista francesa ganhou o título de inventora do pretinho básico. "Simplicidade é a chave da verdadeira elegância", proclamou mademoiselle Chanel, na linha de frente da revolução que, nos anos 20, reduziu de 20 para 7 metros a quantidade de tecido para fazer um vestido

Como se não bastasse ser simples e elegante, o pretinho também é funcional. Esconde manchas, disfarça amassados, facilita a combinação (preto vai com preto, ponto) e, vantagem sobre todas as vantagens, emagrece.

Num pretinho bem-talhado, as gordinhas podem se sentir belas, esbeltas, poderosas, praticamente uma Rita Hayworth na sensualíssima pele de Gilda, ou uma Jacqueline Kennedy – a mulher mais elegante do século XX, que usava poucos, mas inesquecíveis, modelos pretos e deixou gravada na história uma imagem de tragédia grega reencenada, vestida de tailleur preto, véu de viúva sobre o rosto, levando pela mão os dois filhos pequenos, no enterro do marido John, em 1963.

Desde sua invenção, nos anos 20, o pretinho básico só perdeu força na década de 70, quando o guarda-roupa feminino (e masculino também) foi ocupado pelo psicodélico princípio do quanto mais colorido, estampado, florido e descombinado, melhor – por sinal, o período mais visualmente prejudicado da moda desde a abolição das anquinhas.

Na década seguinte, no entanto, ele voltou com renovado furor, impondo-se nos anos seguintes como o uniforme diurno e noturno do agressivo figurino yuppie. A tal ponto se instalou no dia-a-dia das mulheres que deu lugar ao inimaginável, em se tratando de algo tão perfeito: o exagero.

"Do Rio de Janeiro para cima, o pretinho mantém a função de roupa elegante. Mas, em São Paulo, as mulheres extrapolam", provoca a consultora de moda Gloria Kalil. "Em uma manhã de sol, ver uma mulher toda de preto, como acontece em São Paulo, é overdose."

Sendo assim, num dia quente e ensolarado de verão, busque no closet algo colorido, ou branco, ou claro, que combine com a estação e quebre a negra hegemonia. Bastará o termômetro cair 1, 2 ou 3 graus e pronto: está liberada a volta, ansiosa, saudosa, deliciosa, dos adorados pretinhos.

Fonte: veja.abril.com.br

Pretinho Básico

Pense no maior curinga do guarda-roupa, quase imbatível nas festas. Pense na dupla mais chic da estação. Pense no tecido da hora - artesanal - e no tecido do futuro - fluido, sexy. Pense na jóia favorita das boas moças. Se as respostas foram, nesta ordem, pretinho básico, tailleur, tweed, jérsei e pérolas, você está duplamente em dia com a moda. Está por dentro do que está em alta hoje e, ao mesmo tempo, do que foi consagrado oito décadas atrás como indispensável para a mulher moderna. Essas peças são assinadas por Gabrielle Chanel, cujo sobrenome se tornou uma das grifes mais luxuosas do nosso tempo. Inclusive no que diz respeito ao perfume: Chanel n¼ 5 é um best-seller. "Ela estabeleceu um novo código de roupas para um novo tipo de mulher", explica François Baudot, autor de Chanel (Cosac & Naify).

A prova de que as criações de Coco - seu apelido - são eternas é que, entra estação, sai estação, as roupas continuam insubstituíveis. Neste inverno, não existe vitrine que não tenha um casaqueto com a camélia - um dos símbolos de Chanel - à venda. Usado com muitas voltas de pérolas, ele está nas ruas, nos salões e até no teatro, em Mademoiselle Chanel, uma espécie de desfile de moda biográfico, com figurinos de Karl Lagerfeld, que mantém a alma e as peças-chave da grife há duas décadas, e Marília Pêra no papel-título.

Mulheres livres

Tudo o que Chanel fez e propôs - muitas vezes para uso pessoal - virou um estilo. No fim da década de 10, ela cortou o cabelo curto. Voilà: nascia o corte Chanel, de fios retos e na altura do queixo. O calcanhar exposto no modelo do bicolor inspirou variações muito distantes do original, mas todas com o mesmo nome: modelo Chanel. Cansada de carregar a bolsinha feito uma lady, Gabrielle teve a idéia de amarrar uma tira de couro de cada lado e pendurá-la no ombro. Criou assim nada menos do que a bolsa a tiracolo. Um vestido velho foi cortado na frente, ganhou golas, botões, uma fita na cintura e outra na barra. A forma era a de uma longa camisa, o que lhe valeu o nome de chemisier.

Parecem coisas mínimas, mas, se comparadas ao figurino de então, são idéias inovadoras. Quando Chanel começou - a primeira loja é de 1910, na rue Cambon, em Paris -, o que se via nas ruas eram mulheres de vestidos longos e cheios de frufrus e chapéus enormes e enfeitados. Com o vestido preto de jérsei - tecido nada nobre para a época -, Chanel deu às mulheres da década de 20 mais do que a liberdade de movimento que elas esperavam. "Ela gostava de afirmar que era uma estilista de sucesso, fundadora do primeiro império da moda, porque foi a primeira a viver a vida do século 20", escreve Janet Wallach na biografia Chanel - Seu Estilo, Sua Vida (Mandarim). Ela oferece uma roupa simples, fácil de vestir, com um efeito visual de luxo - e uma cara moderna. O primeiro pretinho básico da história, de 1926, ganhou o apelido de Ford, numa comparação com a marca, e a cor, do carro mais popular nos anos 20. Ao lado da camiseta e do jeans, o pretinho está entre as peças mais influentes do século.

Universo masculino

A peça de estréia da grife foi criada quase por acaso durante uma temporada em Deauville, na França. Para se proteger do frio, ela emprestou um suéter de Arthur "Boy" Chapel, seu amante e único amor. Em vez de vesti-lo pela cabeça, Chanel cortou a frente com uma tesoura, fez um acabamento com fita e acrescentou uma gola e um laço. Virou hit. "Minha fortuna começou com aquele velho suéter, só porque senti frio", disse. Essa peça e o dinheiro de Chapel (que reconheceu a originalidade de Gabrielle e a incentivou a seguir o caminho da moda) foram a base da maison.

A moda masculina era uma das obsessões de Chanel. Dos homens, ela soube roubar, com charme, as calças, os paletós, o casaco 7/8, o cardigã. Usava o alfaiate de Chapel para renovar o guarda-roupa. Não só as roupas masculinas da alta sociedade serviam como uma luva no seu corpo quase sem curvas. Uniformes de marinheiros - camiseta listrada, calça larga, quepe, alpargatas - inspiravam suas criações. Chanel abriu caminho, assim, para um dos temas recorrentes da moda moderna: o look masculino. Depois disso, nosso guarda-roupa nunca mais foi o mesmo. "Admiro Chanel por ter mudado a moda feminina para sempre", declarou Giorgio Armani. Como que numa costura do trabalho iniciado pela francesa, o estilista italiano explorou a androginia para as mulheres nos anos 80, tornando mais leves as linhas do smoking proposto por Yves Saint Laurent na década de 60.

Eternamente chic

A moda de Chanel se confunde com sua personalidade, reflete sua vida. "Ela foi o que vestiu", afirma Janet Wallach. Antes de ser uma grife, ela já preferia camisas, gravatas, paletós e culotes emprestados de amigos aos vestidões. "Ela precisava do mínimo para deixá-la livre para ser quem era", completa. Foi a primeira figura no universo das tesouras a não tirar medidas, cortar, alinhavar apenas, mas a ditar um estilo que refletia uma visão de mundo. Não era costureira, era estilista. Fez questão de fazer parte do mundo para o qual criava. Seu círculo de amigos tinha artistas como o pintor Pablo Picasso, seus destinos incluíam a Riviera, sua cama era dividida com amantes, como o duque de Westminster.

A combinação de roupas limpas, feitas de tecidos nada requintados, com muitos enfeites - pérolas falsas e jóias fantasia -, deu origem ao chic pobre, algo que nem de longe ofendia uma criadora que, em bus-ca de idéias, costumava prestar atenção em como a classe baixa se vestia. Chanel, aliás, nasceu numa família miserável, em 1883, passou a infância em um orfanato e encontrou, aos 15 anos, um protetor e um jeito de entrar para o grand monde: tornar-se uma cortesã. Depois disso, estava determinada a não de-pender nunca mais de um homem e se orgulhava de dizer que havia pago cada centavo do empréstimo de Boy Chapel para abrir sua maison. "Ela foi subversiva", afirma François Bardot sobre a estilista, que morreu em 1971. Estava acima de qualquer manual rígido de bons costumes e, desrespeitando todas as regras da elegância da época, ela acabou por criar a noção de chic que vale até hoje.

Fonte: elle.abril.com.br

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