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Protozoários

 

Protozoários
Protozoários

Costuma-se dizer que protozoários incluem organismos amebóides, flagelados, ciliados e produtores de esporos que são capazes de nutrição heterotrófica, tenham ou não cloroplastos, além disto, segundo o Comitê Internacional de Protozoologia, que ainda adota um sistema de classificação “utilitário”, Protozoa é um subreino do Reino Protista.

A definição de “protista” tem mudado bastante ao longo dos tempos. Originalmente criado para incluir todos os organismos vivos que não eram nem plantas nem animais, na atualidade inclui uma grande quantidade de organismos que não podem ser considerados um grupo monofilético.

Os protistas já foram subdivididos em algas, fungos e protozoários, com base no modo de nutrição, de locomoção e posteriormente subdivididos segundo o modo de vida dominante. Reconhece-se, por exemplo, que a locomoção amebóide foi adotada em diversas linhagens independentes. Assim, pesquisas nas últimas quatro décadas têm demonstrado que estas divisões são artificiais.

Para o enquadramento dos eucariotos inferiores, uni- e pluricelulares, protozoários sensu stricto e fungos inferiores em uma nova perspectiva, dois eventos foram muito importantes.

O primeiro deles foi a popularização no início dos anos 60 da divisão das linhagens evolutivas procariotos/eucariotos e a segunda a ampla aceitação da hipótese de endossimbiose serial. A teoria de endossimbiose serial é na atualidade a hipótese mais popular sobre a origem da mitocôndria – a captura de um endossimbionte alfa-proteobacterial por um núcleo contendo um hóspede eucariótico semelhante a um extinto protista amitocondrial.

Os dois eventos acima referidos representaram o substrato teórico, enquanto a massa de dados, sobretudo de natureza ultraestrutural, consolidada no início dos anos 70, forneceram o suporte científico necessário à construção de uma nova macrosistemática.

O macrossistema de R.H. Whittaker foi o que obteve maior aceitação (Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia).

Um deste reinos vem definido como PROTISTA ou PROTOCTISTA – um dualismo que é uma questão puramente semântica, sendo que o termo Protista é o mais utilizado na literatura.

O que sabemos é que Protista ou Protoctista, compreende cerca de 200 000 espécies, extintas e recentes, organismos eucariotos, predominantemente microscópicos, com organização unicelular, sincicial, pluricelular e sem tecido – protozoários (com cerca de 65000 espécies descritas, das quais a metade é fóssil e 8000 são parasitas), algas e fungos inferiores (fungos mucilaginosos, sensu lato, Myxomicota, zoósporos e flagelados, Mastygomicotina).

Protozoários têm pouca anatomia para comparar, as homologias são incertas e com notável exceção, apenas uns poucos grupos (foramníferos, radiolários, silicoflagelados) deixaram registros fósseis.

Com a introdução de métodos moleculares para a reconstrução da história evolutiva dos protistas, incluindo ai os protozoários, houve uma exasperada busca das possíveis relações filogenéticas desses eucariotos basais, com total desinteresse pela posição de tais grupos nos esquemas de classificação, bem como de sua nomenclatura.

Foi neste cenário, que na metade dos anos 80 surgiram duas propostas similares, uma de Corliss, que consiste na definição e na caracterização de 45 filos subdivididos em 18 reagrupamentos suprafiléticos, dentro do Reino Protista.

A outra, de Margulis, distribui os táxons do Reino Protista em 36 filos subdivididos em grupos de natureza funcional. Nos dois esquemas nenhum táxon é denominado Protozoa.

É interessante notar que o mesmo Corliss, em 1995, propõe seis reinos para os Eukariota e um deles é denominado Protozoa. Alguns grupos de protozoários amitocondriados, como os microsporídeos e os diplomonadidos são colocados num outro reino – Archezoa, com suporte molecular (sequenciamento de rRNA) para a condição dita “primitiva” destes dois grupos.

Na visão da hipótese Archezoa, a origem endossimbiótica da mitocôndria ocorreu relativamente tarde na evolução eucariótica e os diversos grupos de protistas sem mitocôndria teriam divergido antes do estabelecimento da organela. No entanto, descobertas recentes de mitocôndria derivada de genes no genoma nuclear de entamoebas, microsporídios, diplomonadidos sugere que estes organismos descendem de ancestrais portadores de mitocôndrias. Há portanto filogenias conflitantes.

No Reino Protozoa Corliss propõe 13 Filos (Apicomplexa, Ascetospora, Choanozoa, Ciliophora, Dinozoa, Euglenozoa, Heliozoa, Mycetazoa, Opalozoa, Parabasala, Percolozoa, Radiozoa e Rhizopoda).

Parabasala, por exemplo, que contém as ordens Trichomonadida e Hypermastigida é um grupo monofilético, tendo vários caracteres homólogos, assim como o grupo Euglenozoa que para alguns autores seria formado por quatro subgrupos: euglenidos, kinetoplastidos, diplonemidos e postgardii.

Apicomplexa, Ciliophora e Dinozoa (dinoflagelados) têm sido apontados como um grupo monofilético – os Alveolados, devido à presença de alvéolos corticais em sua estrutura. Vários outros estudos em curso apontam diversos protozoários, incluindo os foramníferos (Rhizopoda) como prováveis candidatos ao grupo dos alveolados.

Enfim, em um ou mais dos esquemas de classificação, um ou mais reinos contêm grupos heterogêneos de diversos táxons e são merofiléticos.

Merece destaque a recente relocação de antigos seres microscópicos considerados protozoários, no grupo dos metazoários, os Mixozoários. Em dois estudos similares nestes parasitos obrigatórios, os autores combinando caracteres morfológicos, de desenvolvimento, dados de sequenciamento de DNA, chegam a duas conclusões- numa eles seriam cnidarios extremamente reduzidos e na outra os autores grupam os Myxozoa com os metazoários bilaterais.

É útil lembrar que nas últimas décadas o conceito de homologia foi estendido ao nível molecular. Deste modo, seqüências de nucleotídios em regiões homólogas de DNA ou seqüências de aminoácidos em proteínas homólogas podem ser comparadas e usadas na construção de cladogramas. É uma grande ferramenta.

Embora os estudos moleculares ainda não tenham conduzido a uma classificação consensual para os protistas, muitos progressos foram feitos. Deste modo, surge agora que os protistas são no melhor dos casos, um grade e não um clade e não formam um táxon monofilético. Ou seja, o Reino Protista não pode ser reconhecido como um grupo natural.

Diante do exposto, é óbvio que uma classificação natural de protozoários, enquanto grupo, ainda está distante e talvez nem ocorra, já que Protista e Protozoa na atualidade são reconhecidamente grupos merofiléticos.

De qualquer modo, a classificação de protozoários requer revisão regular pois a microscopia eletrônica moderna e novas técnicas bioquímicas e genéticas disponibilizam suporte científico sobre as relações de várias espécies e grupos de protistas, mostrando freqüentemente que prévias classificações eram incorretas.

Apesar das limitações, é conveniente manter os protistas como uma reunião de organismos por razões ecológicas, biomédicas ou econômicas. As dificuldades ainda vigentes não podem esconder a potencial contribuição da filogenética de protozoários para a biologia neste começo de século, especialmente para a nossa compreensão da evolução da célula eucariótica, a interação entre os genomas nuclear e citoplasmático e a natureza do parasitismo.

Segundo Corliss do ponto de vista do usuário – sejam estudantes, professores, médicos, naturalistas, taxinomistas, ecólogos , fisiólogos, bioquímicos ou biólogos evolutivos, celulares ou moleculares, o sistema de classificação ideal para protistas (e para todos os eucariotos) será aquele que reflita acuradamente as relações filogenéticas conhecidas, seja razoavelmente compacta, clara, descomplicada e compreensível. Poderá isto ser atingido no início do século 21? Finaliza o autor. E nós, esperamos.

Caracterização geral

Protozoários de vida livre que habitam os solos e águas naturais são extremamente diversos, não apenas em sua estrutura mas também na maneira de alimentar-se, reproduzir-se e mover-se. Entre os grupos predominantemente de vida livre estão os flagelados, os quais usam os seus flagelos tanto para a alimentação como para a locomoção.

Os flagelados exibem a maior diversidade de nutrição entre os protozoários – desde uma nutrição totalmente autotrófica a completamente heterotrófica, como os animais, com vários graus entre estes extremos. Por exemplo, muitos flagelados autotróficos precisam consumir bactéria, pois só a fotossíntese não é suficiente.

Estes e outros flagelados que têm algas simbiontes exibem um metabolismo conhecido como mixotrofia, no qual autotrofia e heterotrofia são combinadas de várias formas e em vários graus.

De fato, nutrição não é taxinomicamente significante pois muitos dos fitoflagelados, i. e., grupos semelhantes a plantas, não contêm pigmentos fotossintetizantes mas alimentam-se de modo heterotrófico.

Os dinoflagelados são um bom exemplo: cerca da metade deles não contém pigmentos vegetais, mas são classificados como dinoflagelados, pois em todos os outros aspectos eles são como os seus parceiros corados. Além disto, mesmo entre os corados muitos são mixotróficos.

Enquanto a maioria dos flagelados é de vida livre, alguns desenvolveram um modo de vida parasitária. Isto inclui os denominados hemoflagelados, devido ao fato de em algum estádio em seu ciclo de vida eles viverem no sangue de um hospedeiro vertebrado, a exemplo dos causadores da doença do sono e da doença de Chagas.

As amebas formam um grupo diversificado de protozoários de vida livre que provavelmente evoluíram de diferentes protozoários ancestrais. Enquanto alguns deles são freqüentemente considerados como os mais simples dos protozoários, sem forma organizada aparente, alguns outros membros são extremamente complexos. O mais sofisticado deste grupos são os portadores de concha ou foramníferos. Estes protozoários movem-se por meio de extrusões citoplasmáticas denominadas pseudópodos (= falsos pés). Os pseudópodos variam em estrutura e número entre as diferentes espécies. Como os flagelados, este grupo amebóide inclui algumas espécies parasitas. Um exemplo bem conhecido é a Entamoeba histolytica, que causa disenteria amebiana em humanos.

Os protozoários mais complexos e evoluídos são os ciliados. A superfície celular é coberta por centenas de cílios dispostas em fileiras. Os cílios batem em ondas sincronizadas e deste modo propulsionam o organismos na água. A maioria dos ciliados possui um citóstoma (boca celular) pela qual o alimento penetra na célula.

Alguns flagelados apresentam citóstoma também. Em alguns ciliados, os cílios em volta do citóstoma modificaram-se em membranelas, que criam um corrente alimentar e atua como um filtro que captura partículas alimentares.

Outra importante característica dos ciliados inclui dois tipos de núcleo ( macro- e micronúcleo), reprodução sexuada por conjugação e reprodução assexuada por fissão binária no plano equatorial ou transversal.

Um certo número de protozoários são exclusivamente parasitos, alguns em cordados, outros em invertebrados e outros ainda, em algas, onde se alimentam saprofiticamente da superfície das mesmas, pela secreção de enzimas extracelulares. É particularmente importante para os humanos o grupo dos apicomplexos, ou produtores de esporos, pois entre seus membros estão aquelas espécies responsáveis pela malária e pela toxoplasmose.

Os principais parasitos causadores de condições patológicas em humanos e outros vertebrados são encontrados nos apicomplexos, e nos principais grupos de vida livre, amebóides, flagelados e cilióforos.

Este fato acoplado à importância dos protozoários de vida livre nos processos ecológicos, significa que mais conhecimento se tem sobre estes quatro grupos de “conveniência” - amebóides, flagelados, ciliados e produtores de esporos. Assim, nesta disciplina priorizamos as informações relativas à biologia e à ecologia destes, lembrando que protozoários são organismos unicelulares, sem parede celulósica, incluindo aqueles que são capazes de nutrição heterotrófica, tenham ou não cloroplastos.

Fonte: www.zoo1.ufba.br

Protozoários

A palavra protozoário tem origem grega e significa "primeiro animal". Estes microorganismos diferem das algas por serem todos unicelulares e de nutrição exclusivamente heterotrófica, além de apresentarem glicogênio como substância reserva. As células dos protozoários são totipotentes, ou seja, realizam individualmente todas as funções vitais dos organismos mais complexos, como locomoção, obtenção de alimento, digestão, excreção e reprodução.

Nos animais multicelulares, ao contrário, observa-se uma especialização crescente das células e uma divisão de trabalho: cada célula assume determinada função, que desempenha de modo eficiente, podendo até perder certas capacidades, como digestão e locomoção.

São conhecidas aproximadamente cinquenta mil espécies de protozoários. A maioria é de vida livre, porém algumas podem estar fixas ao substrato. São predominantemente aquáticos (doce, salgada ou salobrada), mas podem ser encontrados nos mais variados ambientes. Alguns são parasitas de animais, causando diversas doenças inclusive ao homem, como a malária e a doença de Chagas. Outros estabelecem relações harmônicas com diferentes hospedeiros invertebrados e vertebrados, trocando favores mútuos. Os protozoários de vida livre (juntamente com bactérias e fungos) desempenham importante papel na reciclagem de matéria orgânica na natureza, pois se nutrem principalmente de restos de animais e vegetais. Estrutura e Funções

O corpo do protozoário é unicelular eucarionte e, como já vimos, desempenha sozinho todas as funções vitais necessárias à sua sobrevivência. Em sua estrutura, encontramos uma membrana plasmática similar às membranas celulares de outras células.

O citoplasma de muitos protozoários apresenta duas regiões distintas: uma mais externa e viscosa, o ectoplasma, e outra, mais interna e fluida, o endoplasma. No interior do citoplasma, estão presentes as diversas organelas responsáveis por muitas funções vitais dos protozoários. 

Geralmente, os protozoários apresentam um único núcleo, porém existem espécies bi ou multinucleadas.

Nestes casos, os núcleos diferem em tamanho e funções: o macronúcleo contra funções vegetativas e o micronúcleo está relacionado à reprodução.

A nutrição da maioria dos protozoários ocorre por englobamento de partículas de matéria orgânica disponíveis no meio ou por predação ativa de outros microorganismos, inclusive outros protozoários. Quando a partícula de alimento é interiorizada na célula, forma-se um vacúolo digestivo no qual ocorrerá o processo de digestão intracelular. Os resíduos são eliminados pelo corpo residual. A atividade metabólica dos protozoários origina substâncias tóxicas que precisam ser eliminadas. O processo de excreção pode ocorrer por difusão na superfície celular ou através de uma organela especializada denominada vacúolo pulsátil ou contrátil. Esta organela está presente nos protozoários de água doce e também possui a função de regulação osmótica (controle hídrico) da célula. os protozoários de água doce são hipertônicos em relação ao meio em que se encontram e por isso ocorre, por osmose, uma entrada contínua de água por seu interior. Para evitar que o protozoário inche e estoure, o vacúolo contrátil bombeia continuamente o excesso de água para fora do protozoário.

A respiração dos protozoários é predominantemente aeróbia, ocorrendo difusão direta dos gases em toda a superfície celular. Alguns protozoários parasitas que habitam o intestino de vertebrados realizam respiração anaeróbia, pois a concentração de oxigênio nestes ambientes é baixa.

A reprodução entre os protozoários geralmente é assexuada por cissiparidade. Podem ocorrer também a gemiparidade e a esporulação.

Posteriormente, separam-se e realizam a cissiparidade. Alguns protozoários, quando submetidos a condições ambientais desfavoráveis, podem criar os cistos de proteção (envoltório protetor) que os isolam do ambiente e passam a viver em vida latente. Quando as condições ambientais tornam-se novamente favoráveis, o protozoário abandona o cisto e volta às suas atividades normais.

Os protozoários de movimentação ativa locomovem-se por meio de organelas especiais que podem ser os pseudópodes, os cílios e os flagelados.

De acordo com o tipo de organela locomotora e o tipo de reprodução, os biologistas separam os protozoários em quatro classes principais:

Sarcodina (sarcodíneos ou rizópodes: 11 500 espécies);
Flagellata (flagelados ou mastigóforos:
1 500 espécies);
Ciliata (ciliados: 6 000 espécies);
Sporozoa (esporozoários: 5 000 espécies);

Rhizopoda/Sarcodina

Compreende os protozoários como as amebas, foraminíferos e tecamebas, que apresentam pseudópodes como organelas de locomoção e captura de alimento.

Podem ser encontrados na água doce, salgada, no solo sob a forma de cistos ou no interior de hospedeiros. Possuem geralmente apenas um núcleo, mas pode ocorrer mais de um.

Entre os foraminíferos, observa-se a presença de tecas ou carapaças externas (SiO2) com uma ou mais perfurações por onde são emitidos os pseudópodes.

As carapaças dos foraminíferos, quando encontradas formando grandes depósitos em estratos do fundo oceânico, são consideradas pelos geólogos como bio-indicadores da presença de petróleo. Os representantes da Classe Rhizopoda reproduzem-se principalmente por cissiparidade. Entre os foraminíferos, podem ocorrer a metagênese ou alternância de gerações.

SPOROZOA

Os esporozoários não apresentam organelas de locomoção na fase adulta (na fase gâmica, podem apresentar pseudópodes) nem vacúolos contráteis. A grande maioria desses protozoários é parasita de invertebrados e vertebrados. Apresentam forma esférica ou alongada, podem formar esporos e geralmente possuem apenas um núcleo.

Nutrem-se por difusão e apresentam o paraglicogênio como substância reserva. Apresentam reprodução gâmica, agâmica ou por metagênese. na Casse Sporozoa, o gênero Plasmodium merece destaque especial, pois é o causador da malária, maleita ou impaludismo.

CILIATA/CILIOPHORA

Esta classe compreende os protozoários mais evoluídos e de estrutura mais complexa. a maioria dos ciliados é de vida livre, mas algumas espécies são parasitas, como o Balantidium coli, que habita o intestino de alguns mamíferos, podendo causar distúrbios gastrintestinais. Diferenciam-se de outras classes por apresentarem cílios como organelas locomotoras e de captura de alimento. Os cílios cobrem total ou parcialmente a superfície da célula e caracterizam-se por serem menores e mais numerosas que os flagelos. A movimentação dos cílios é coordenada por uma estrutura denominada de motórium. Na região periférica do citoplasma, próximo à membrana, observam-se os tricocistos, que são pequenas bolsas contendo filamentos muito longos e enrolados, os quais podem ser descarregados em determinadas condições de defesa.

Os ciliados apresentam uma depressão da membrana denominada sulco oral, que permite o acesso do alimento ao interior da célula. O sulco oral está ligado a uma abertura, o citóstoma, que se prolonga por um tubo denominado citofaringe, no interior da qual existe uma cobertura de cílios. O movimento dos cílios impulsiona o alimento para o interior da célula onde ocorrerá a digestão por um processo semelhante ao observado na ameba. Os ciliados de água doce realizam a excreção e a regulação osmótica através de dois vacúolos pulsáteis.

Nesta classe, os protozoários apresentam dois ou mais núcleos diferenciados em macronúcleo (vegetativo) e micronúcleo (reprodutivo). A sua reprodução ocorre principalmente por cissiparidade, mas, em condições ambientais desfavoráveis, podem realizar a conjugação como observamos anteriormente.

Fonte: www.scribd.com

Protozoários

O que são

Os protozoários são organismos, regra geral unicelulares, que nos seus grupos mais primitivos constituem o nexo de união entre os reinos animal e vegetal. Há algumas espécies pluricelulares, mas que mais não são que aglomerados de células, sem chegarem ao nível da formação de tecidos. A forma destes animais pode ser constante ou variável; dispõem de prolongamentos citoplasmáticos (pseudópodes - ex.: ameba) ou estruturas mais ou menos rígidas (cílios ou flagelos) que servem para a deslocação e também para a obtenção de alimentos. No interior do corpo, dispõem de diversos orgânulos que desempenham distintas funções. Em muitos deles existe uma abertura na membrana celular que serve para a entrada dos alimentos (citostoma) e que por vezes se prolonga numa espécie de faringe (citofaringe). Apresentam numerosos vacúolos digestivos nos quais aproveitam os alimentos.

Frequentemente aparece uma outra abertura da membrana através da qual expulsam para o exterior os resíduos da digestão e do metabolismo (citopígio). Há também vacúolos pulsáteis ou contractivos que atuam como uma bomba e cuja função é a osmorregulação da célula. Algumas espécies têm uma película semipermeável muito resistente que as envolve, ao passo que as outras estão dotadas de orgânulos defensivos ou ofensivos (cavidades com um filamento extensível) e algumas revestem-se de uma cobertura rígida para suportarem as épocas desfavoráveis (quistos).

Alguns protozoários, em especial os ciliados, dispõem de uma acumulação de pigmento fotossensível (estigma ou mancha ocular). Existem igualmente elementos de suporte interno (concreções de ácido silícico ou de sulfatos) o externo (cápsulas de quitina, de ácido silícico ou de carbonato).

Os protozoários desenvolvem todos os tipos possíveis de alimentação, desde a autotrófica nos grupos inferiores (deste modo relacionados com as plantas) à predadora. Alguns associam-se com algas fotossintéticas; outros são saprófitos e alimentam-se de substâncias em decomposição; alguns são parasitas, provocando diversas doenças tanto nos animais como nas plantas.

Os predadores capturam as presas englobando-as com os seus pseudópodes ou envolvendo-os em cílios ou flagelos a fim de dirigi-los para o citostoma.

REPRODUÇÃO

A reprodução na maioria dos protozoários é assexuada e faz-se por simples divisão da célula mãe em duas células filhas, ao longo de um plano longitudinal ou transversal, ou ainda, por gemação. Outros sofrem múltiplas divisões e alguns apresentam reprodução sexuada que pode ser por singamia ou por conjunção.

No primeiro caso os dois indivíduos fundem-se completamente um com o outro e comportam-se como se fossem gâmetas; no segundo os dois indivíduos participantes, que então se chamam conjugantes, unem-se transitoriamente, estabelecem uma ponte citoplasmática entre ambos e através dela trocam material do núcleo.

Os protozoários encontram-se presentes na maioria dos meios do planeta desde que disponha de uma quantidade mínima de líquido através do qual possam deslocar-se. Constituem o elemento primário do plâncton (zooplâncton) o qual, juntamente com o formado pelos organismos vegetais (fitoplâncton) é a base das cadeias tróficas oceânicas. Sendo o primeiro passo da pirâmide ecológica, é deles que depende a existência de todos os outros animais marinhos.

A sistemática desses organismos é complexa, dado que há muitas dúvidas sobre as suas origens e relações, e além disso, nos grupos mais primitivos, os limites que o separam de outros reinos não são bem definidos.

No entanto, admitem-se, de uma maneira geral, quatro grandes grupos de protozoários: os zooflagelados, os rizópodes, os esporozoários e os ciliados, mantendo os dois primeiros estreitas relações de parentesco.

Nos laboratórios escolares, para se observarem estes seres, quando não é possível obter-se água de um charco, recorre-se à preparação de infusões.

SISTEMÁTICA

Os zooflagelados caracterizam-se pela presença de um ou dois flagelos e pela existência de um único núcleo. Reproduzem-se assexuadamente por bipartição longitudinal e sexuadamente por singamia, podendo os dois indivíduos ser iguais ou diferentes. O flagelo dispõe, habitualmente, de um corpúsculo basilar de controle e contém no seu interior uma série de feixes de fibrilhas a que se dá o nome de axóstilo.

Os rizópodes deslocam-se e capturam os alimentos com a ajuda de pseudópodes, que podem ser ramificados, filiformes ou em forma de dedo. Têm um ou vários núcleo e podem reproduzir-se por cisão binária, especulação ou plasmotomia. A reprodução sexuada faz-se por singamia. A maior parte de protozoários deste tipo vivem livres e estão habitualmente protegidos por uma membrana rígida ou por uma cápsula dura. Os mais conhecidos deste grupo são as amibas, algumas das quais provocam doenças nos seres humanos (como por exemplo, a desinteria amibiana).

Os esporozoários não têm orgânulos para a sua deslocação e também não apresentam vacúolos contrácteis. Podem ter um ou mais núcleos. Reproduzem-se por divisão múltipla ou por singamia e todos eles são parasitas internos de plantas ou de animais. Apresentam um ciclo vital muito complexo em que alteram as formas diplóides com as formas haplóides. Os mais conhecidos deste grupo são os plasmóides causadores do paludismo.

Os ciliados caracterizam-se pela presença de numerosos cílios que frequentemente se dispõem formando cintas ou campos. Em alguns casos estão dotados de um citostoma. Contêm dois núcleo, um pequeno (micronúcleo), que por vezes se apresenta em grande número, e outro grande (macronúcleo), que participa no processo da conjugação, podendo também reproduzir-se assexuadamente por cisão binária. Em algumas espécies existe diformismo entre os conjugantes. A maioria dos ciliados vive em liberdade, embora haja algumas espécies parasitas e outras que vivem em comensalismo. A paramécia e a vorticela, que podemos encontrar em qualquer charco, são duas das espécies mais conhecidas.

INFUSÕES

As infusões devem ser preparadas com aproximadamente duas semanas de antecedência. Em diferentes cristalizadores, colocam-se folhas de verduras diversa, palha, guelras de peixe, etc., e adiciona-se água, preferencialmente sem cloro. Os cristalizadores devem ser colocados num local fixo, a temperatura ambiente e protegidos do sol. Assim, evita-se a dessecação e o aumento excessivo de temperatura, o que poderia danificar as células. Ao fim de alguns dias, começam a aparecer seres vivos que iniciam uma sucessão ecológica, em cada cristalizador.

Por este fato, convém observar as infusões ao longo do tempo e refletir sobre a evolução das comunidades.

Fonte: www.terravista.pt

Protozoários

Antes da invenção do microscópio, ninguém teria imaginado que o minúsculo espaço de uma gota d"água procedente de um charco pudesse ser o habitat de centenas de pequenos seres unicelulares capazes de vida independente. Esses seres são os protozoários.

O que são

Protozoários são pequenos seres vivos, em geral microscópicos, unicelulares e eucariotas, do reino dos protistas. Alguns cientistas questionam a inclusão dos protozoários num só grupo, mas atualmente é em geral aceita sua classificação como subfilo dos protistas. As relações taxionômicas dos protozoários entre si e com outros protistas se alteram em função de pesquisas genéticas e bioquímicas que motivam a revisão de antigas classificações baseadas em características morfológicas e fisiológicas.

Características gerais

Os protozoários vivem na água ou em qualquer ambiente que conserve um alto grau de umidade e também como parasitos nos humores de animais. Muitos são de vida livre, enquanto outros vivem sobre plantas ou dentro delas. As inter-relações variam de ocorrência casual até parasitismo estrito, sendo que alguns servem de alimento para animais diminutos. Algumas espécies podem ser úteis na purificação de filtros de água e de esgotos em estações de tratamento, mas há também os causadores de moléstias graves.

Quase todos os protozoários são microscópicos, mas alguns -- muito poucos -- podem ser vistos a olho nu. O tamanho da maioria deles oscila entre 30 e 300 micra. Antonie van Leeuwenhoek observou-os pela primeira vez após aperfeiçoar o microscópio, em 1674, e chamou-os "animalículos" que vivem em infusões vegetais. As formas parasitas são em geral as menores. A Leishmania, por exemplo, existe às dezenas num único glóbulo branco. Certos Nummulites, gênero de foraminíferos fósseis da era cenozóica, atingiam vinte centímetros, provavelmente o maior tamanho já registrado para um protozoário. Alguns gêneros atuais têm espécies que atingem seis milímetros.

Os protozoários têm formas tão diversas que não é possível obter-se um exemplo característico deles. O corpo pode ser uma massa polimorfa, ou ser protegido por formações esqueléticas muito complicadas. A locomoção é feita por meio de pequenos órgãos, denominados pseudópodos, flagelos, cílios etc., ausentes nas formas parasitas. Alguns desses pequenos órgãos são também internos, como o vacúolo contrátil presente nas espécies de água doce, que ritmicamente excretam os gases e líquidos inúteis e mantêm a densidade do protoplasma ao regular o equilíbrio osmótico entre a célula e o ambiente.

Com relação à nutrição, distinguem-se vários tipos de protozoários, desde os de alimentação heterotrófica, como a dos animais, até os que se alimentam de forma autotrófica, como fazem os vegetais. Nas formas livres de protozoários, a nutrição se faz à base de substâncias sólidas (incorporadas diretamente no protoplasma ou em certos vacúolos gástricos) como bactérias, fermentos e até outros protozoários. O paramécio, por exemplo, pode ingerir até cinco milhões de bactérias em 24 horas. Há formas de protozoários que, embora tenham nutrição fotossintética, por ação clorofílica, como as plantas, enquanto privados de luz também podem assimilar substâncias orgânicas.

A reprodução faz-se por divisão direta do indivíduo em duas células (amitose), ou indireta, onde complicados processos nucleares precedem a divisão do protoplasma (mitose). Dá-se também por esporulação, como em muitos parasitos. Embora a maioria contenha um só núcleo celular, muitos têm dois ou mais.

Algumas espécies formam colônias por simples agrupamento e coordenação de movimentos. Certas formas, muito mais avançadas, alcançam verdadeira diferenciação somática. Do ponto de vista filogenético, é provável que os metazoários tenham evoluído de colônias de protozoários. São conhecidas formas parasitárias que vivem em todos os grupos de animais e em muitas plantas. As que têm sido objeto de estudo mais detalhado são as causadoras de sérias enfermidades.

Ordenação sistemática

A classificação dos protozoários se baseia em sua reprodução, alimentação e especialmente em sua locomoção.

Há quatro classes bem definidas: mastigóforos ou flagelados, sarcodinos ou rizópodes, esporozoários e ciliados ou cilióforos.

Mastigóforos ou flagelados

Caracterizados pelo longo apêndice, em forma de chicote (ou flagelo) e de movimentos rápidos e violentos, os mastigóforos ou flagelados são os protozoários mais primitivos. Têm grande interesse biológico, pois certas formas são transitórias entre plantas e animais, devido à presença de clorofila, como as do gênero Euglena. Do ponto de vista médico, são muito importantes os causadores da sífilis, da doença-do-sono, da doença de Chagas etc. Os gêneros Ceratium e Peridinium são importantes componentes do plâncton microscópico, do qual se alimentam as larvas diminutas de crustáceos e outros animais marinhos. Certos dinoflagelados podem tornar-se excessivamente abundantes, como ocorre ao longo do litoral norte-americano, onde constituem a causa da formação da "água vermelha" nos mares durante o dia e luminescência à noite.

Sarcodinos ou rizópodes

Os protozoários cujos movimentos se efetuam por simples expansão e contrações do protoplasma, como é o caso da ameba, denominam-se sarcodinos ou rizópodes. Alguns deles são também patogênicos e produtores de disenteria. As amebas têm o corpo nu, mas algumas são envolvidas por partículas de matérias estranhas aglutinadas. Certos rizópodes marinhos, como os foraminíferos, estão encerrados em cápsulas calcárias com perfurações. A reprodução dos foraminíferos é mais complicada que a amitose das amebas. Têm gerações alternadas.

Outro grupo marinho, o dos radiolários, possui um esqueleto central de matéria vítrea nas mais curiosas formas geométricas. Nas zonas quentes, a maioria dos fundos oceânicos é constituída de lodos compostos dos restos desses rizópodes, acumulados numa proporção que se calcula em 12m de espessura para cada milhão de anos. Os micetozoários (ou mixomicetos), que exibem características tanto de protozoários quanto de fungos, são com mais freqüência incluídos pelos botânicos entre os fungos, mas têm sido também classificados como rizópodes.

Esporozoários

Os esporozoários são assim denominados por se reproduzirem mais rapidamente por meio de corpos germinativos, ou esporos, resultantes de uma múltipla divisão, e de ciclo vital muito complicado. As formas são muito heterogêneas, mas todas são parasitas, e os esporozoários habitam em outras células e nos glóbulos vermelhos, como é o caso do plasmódio (Plasmodium), agente etiológico da malária.

Ciliados ou cilióforos

Os protozoários ciliados ou cilióforos são muito numerosos e também os de mais elevada organização intracelular. São cobertos de cílios, cuja vibração ondulante lhes permite nadar. Têm um orifício à maneira de boca (citóstoma) e dois tipos de núcleo celular (macronúcleo e micronúcleo), um dos quais regula as funções vegetativas e o outro as reprodutoras. A reprodução se faz em geral por um processo peculiar denominado conjugação, pelo qual os indivíduos fertilizam-se mutuamente. Os protozoários ciliados são abundantes nas águas doces e marinhas.

Espécies

Existem mais de 25.000 espécies conhecidas de protozoários. Destas, uma terça parte são restos de fósseis marinhos de foraminíferos e radiolários. Os primeiros têm importância em geologia para o estudo dos estratos indicadores da presença de petróleo. De grande importância médica no Brasil são a Entamoeba histolytica, causadora da disenteria amebiana; o Trypanosoma cruzi, agente da doença de Chagas; as espécies de Plasmodium, pelos diferentes tipos de malária; e a Leishmania brasiliensis, agente etiológico da doença conhecida como úlcera de Bauru.

Fonte: www.biomania.com

Protozoários

O que são

Os Protozoários são seres unicelulares mais evoluídos, com características idênticas às das células animais (o termo protozoários significa "animais primitivos").

Têm dimensões microscópicas, mas são maiores que as bactérias.

Podem ter um aspecto gelatinoso e, para se deslocarem, servem-se de ramificações semelhantes a raízes ou cílios, denominados flagelos.

As doenças dos protozoários (como a malária ou a doença do sono, transmitidas por insetos) são muito raras no nosso clima, mas frequentes em ambientes tropicais.

Fonte: www.pfizer.pt

Protozoários

A este filo pertencem os protozoários, organismos unicelulares heterotróficos, protistas semelhantes a animais. 

A designação protozoário (proto = primeiro + zoa = animal) começou a ser usada quando estes seres eram incluídos no Reino Animalia.

O fato de serem seres unicelulares não implica simplicidade pois muitos protozoários apresentam um grau de complexidade elevado, frequentemente ao das células dos metazoários. Os organitos de muitos protozoários são funcionalmente análogos aos órgãos e/ou sistemas dos animais.  

Estes organismos têm dimensões muito variáveis, entre 3 e 700 mm, existindo mais de 50000 espécies descritas, o que excede (em número de indivíduos) o de todos os animais multicelulares. As diferentes espécies têm habitats específicos, mas sempre húmidos, desde água doce, salobra ou salgada, no solo ou em matéria orgânica em decomposição, até ao interior do corpo de outros protoctistas, plantas ou animais.

Trata-se de um filo extremamente antigo, como o prova os restos duros de radiolários e foraminíferos em rochas pré-Cambrianas. Estima-se que 35% da área do fundo oceânico atual esteja coberta com as pequenas carapaças destes protozoários

São todos heterotróficos, que caçam e consomem ativamente bactérias, outros protistas e matéria orgânica.

Digerem os alimentos intracelularmente, por meio de vacúolos digestivos.

Deslocam-se com a ajuda de flagelos, cílios ou pseudópodes, mas também existem formas imóveis.

Os pseudópodes são estruturas transitórias da membrana celular, expansões que “puxam” o organismo na direção pretendida, desaparecendo em seguida.

Protozoários
Estrutura interna de um flagelo ou de um cílio

Os flagelos são estruturas permanentes, compridas e em número reduzido. 

Apresentam uma estrutura interna característica, com fibrilhas de tubulina (9 x 2 dispostas em círculo + 2 ao centro). Estas fibrilhas formam um bastonete que se origina de um corpo basal, inserido no citoplasma. Uma membrana, contínua com a membrana citoplasmática, envolve todo o conjunto.

Os cílios são muito semelhantes aos flagelos mas são mais curtos e apresentam-se em maior número na membrana celular, vulgarmente recobrindo-a completamente. O seu funcionamento é sincronizado por filas.

Existem protozoários patogénicos, como os que causam a malária ou a doença do sono, mas a maioria é muito útil pois decompõem organismos mortos, ajudando a reciclar a matéria e formam um dos degraus mais baixos de muitas cadeias alimentares.

Fazem parte do zooplâncton, inserindo a matéria vegetal nas cadeias alimentares aquáticas. Os que vivem em água doce apresentam vacúolos contrácteis, o que lhes confere capacidade de osmorregulação.

Outros vivem no interior do corpo de animais herbívoros, onde, juntamente com bactérias, ajudam a digerir a celulose. 

A divisão deste filo em classes baseia-se, principalmente, no modo de locomoção dos organismos:

Classe Flagellata

Todos os organismos desta classe apresentam locomoção por meio de flagelos, compridos e em forma de chicote, daí a anterior designação de zooflagelados. 

Estes flagelos ajudam igualmente na captura de alimento e na recepção de estímulos ambientais. As células, geralmente de forma definida (oval, alongada ou esférica), apresentam um único tipo de núcleo e são cobertas por uma película rígida. 

Alguns podem apresentar cloroplastos com pigmentos, o que lhes permite sintetizar parte do seu alimento. A reprodução assexuada realiza-se por bipartição, mas podem reproduzir-se sexuadamente. 

Alguns são parasitas de animais, onde causam doenças graves. Por vezes, se as condições não são as ideais, formam quistos. 

São considerados intimamente aparentados com a classe Rhizopoda, pelo que por vezes são agrupados numa mesma super-classe. Pertencem a esta classe organismos como o Tripanossoma, um parasita do sangue de mamíferos, peixes e répteis, por exemplo

Protozoários
Trypanosoma, protozoário causador da doença do sono, infectando sangue de mamífero

Classe Rhizopoda

São considerados como a classe mais primitiva dos protozoários, apresentam locomoção variada, por intermédio de rizópodes (expansões citoplasmáticas muito longas e finas – foraminíferos), axopódios (expansões  citoplasmáticas com esqueleto de microtúbulos – radiolários) e pseudópodes (expansões citoplasmáticas espessas e curtas, cuja função também inclui a captura de alimento – amibas). 

Protozoários

O citoplasma geralmente apresenta poucos, e pouco diferenciados, organitos. Alguns apresentam um esqueleto interno ou carapaça, de calcário (foraminíferos) ou de sílica (radiolários). Reproduzem-se assexuadamente por bipartição, embora o possam fazer sexuadamente. 

Protozoários

Existem géneros parasitas, que vivem no intestino de insetos e de tetrápodes, incluindo o Homem, onde causam várias doenças (desinteria amibiana, por exemplo).

Protozoários

Classe Ciliophora

Como o seu nome indica, incluem-se nesta classe os organismos cuja locomoção se realiza por intermédio de cílios, que servem igualmente para a captura de alimento. O movimento realizado com os cílios provoca uma rotação em espiral da célula, ao mesmo tempo que se desloca para a frente. Cada espécie, das 6000 conhecidas, apresenta uma forma constante característica.

A esta classe pertencem os protozoários mais complexos e especializados, considerados os mais evoluídos do reino Protoctista. Apresentam diferenciação nuclear, com um macronúcleo vegetativo e um micronúcleo reprodutor.  A reprodução assexuada realiza-se por bipartição e a sexuada por conjugação. 

Por razões até agora desconhecidas, organismos deste grupo estão entre as poucas excepções à universalidade do código genético, pois apresentam codões com significados diferentes do esperado. Um exemplo destes organismos é a paramécia

Protozoários
Glóbulo vermelho humano contendo Plasmodium vivax, causador da malária

Classe Sporozoa

Nesta classe encontram-se os protozoários que não apresentam organelos de locomoção pois são todos parasitas. A sua estrutura é muito simples, com células arredondadas ou alongadas. 

Não apresentam nunca vacúolos contrácteis. O alimento é absorvido diretamente do corpo do organismo hospedeiro. O seu ciclo de vida pode apresentar mais do que um hospedeiro. Formam,  assexuadamente, "esporos" resistentes. 

Trata-se, com certeza, dos organismos parasitas mais largamente difundidos, atacando todos os grupos de animais conhecidos. O Plasmodium, causador da malária, pertence a esta classe

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

Protozoários

As algas atuais podem ser classificadas em 2 ou 3 diferentes reinos, com notáveis diferenças entre um autor e outro.

Em 1969, R. H. Whittaker (1924-1980) propôs uma nova classificação dos seres vivos em 5 Reinos (New Concepts of Kingdoms of Organisms); segundo esta proposta, universalmente aceita durante muitos anos, teríamos:

As unicelulares procariontes, cianofíceas ou cianobactérias, são classificadas no reino Monera.
As unicelulares eucariontes e seus descendentes mais imediatos, como são as algas pluricelulares filogeneticamente aparentadas, são classificadas no reino Protista ou Proctotista.

São incluídas no reino Plantae, Vegetalia, ou ainda Metaphyta, as algas pluricelulares, autotróficas e fotossintéticas, com cloroplastos e parede celular composta essencialmente de celulose, um polímero de glicose, com substância de reserva característica que é o amido, outro polímero de glicose; isto inclui as algas pluricelulares, divididas em três grandes grupos: clorofíceas (algas verdes), feofíceas (algas pardas) e rodofíceas (algas vermelhas). Pertencem, entre as plantas, ao grupo das talófitas, plantas que possuem o corpo em forma de talo, sem diferenciação de tecidos, e, por isto, organismos que não possuem raízes, caule, folhas, flores ou sementes.

Hoje, o reino Protista inclui os organismos eucariontes unicelulares, como a maioria das algas e os protozoários, e seus descendentes mais imediatos, como são as algas pluricelulares, que se inclui neste grupo por sua estrutura simples e as claras relações com as formas unicelulares. Mas os protistas estão representados por muitas linhas evolutivas cujos limites são difíceis de definir.

O Reino Protoctista foi proposto em substituição ao Reino Protista, que originalmente continha apenas organismos exclusivamente eucariontes e unicelulares, como uma alternativa didática para receber uma grande quantidade de táxons eucariontes unicelulares e pluricelulares que não se encaixavam na definição de animais, plantas ou fungos. É, portanto, um Reino artificial, isto é merofilético, ou seja seus integrantes não possuem um só ancestral comum. Para estes autores, as algas pluricelulares incluidas no reino Vegetal deveriam ser classificadas como Protoctistas. A polêmica exige a postura de que ela faz ciência e que os Protoctista são tão diferentes entre si que provavelmente serão classificados futuramente em vários Reinos.

Algas pertencentes ao reino Monera

As cianofíceas ou cianobactérias são fotossintéticas, podendo viver isoladamente ou em colônias. Quando em colônias, muitas vezes há uma cápsula mucilaginosa que envolve toda a colônia,ocorrendo por vezes também colônias filamentosas, e, no caso do gênero Nostoc formam-se filamentos de células, sendo cada célula um heterocisto (Contêm uma enzima que transforma o N2 em Nh2, que depois é incorporado em compostos orgânicos). São autótrofos fotossintetizantes, apresentam clorofila, porém sem cloroplastos e bons assimiladores de do nitrogênio do ar, razão pela qual são consideras pioneiras na instalação das sucessões ecológicas. Reproduzem-se por cissiparidade. São comuns em solo úmido e em rochas, bem como na água, tanto doce quanto salgada. A despeito de serem tradicionalmente conhecidas como algas azuis, podem revelar-se em coloração vermelha, pardas e até negras.

Outrossim, por sua estrutura, estão muito mais próximas das bactérias do que das verdadeiras algas. Apresentam um rudimento de retículo endoplasmático na periferia do seu citoplasma, e nas membranas desse proto-retículo se localizam os pigmentos de clorofila. Não possuem flagelos, embora algumas espécies se locomovam por meio de movimentos oscilatórios. Os principais exemplos pertencem aos gêneros Oscillatoria, Anabaena e Nostoc.

Algas pertencentes ao reino Protista

Euglenófitas: protistas com dois tipos de nutrição (mixotróficos). Há uma série de semelhanças entre os euglenófilos e os flagelados, como a película envolvente, sem celulose, e que permite alterações de forma e movimentos amebóides, a presença de flagelos e de um vacúolo contrátil, além do tipo de divisão binária longitudinal. Por outro lado, a presença de cloroplastos afasta os euglenófitos dos protozoários, aproximando-se das algas. Os euglenófilos são organismos quase sempre unicelulares, a maioria de água doce. O gênero mais comum é a Euglena. Havendo luz e nutrientes inorgânicos, o processo de nutrição utilizado por esses organismos é a fotossíntese. Eles possuem uma organela fotossensível, o estigma, que orienta o organismo em direção à luz(fototactismo). Na ausência de condições para a fotossíntese, ocorre nutrição heterotrófica. Se o meio não tem alimento , ela passa a fazer fotossíntese , mas se ocorre o contrário ela assume um perfil heterotrófico As euglenófitas representam um pequeno grupo de algas unicelulares que habitam, em sua maioria,a água doce. Contém clorofila a e b e armazenam carboidratos sob forma de uma sustância amilácea não usual, o paramido. As células não apresentam parede celular mas uma série de franjas protéicas flexíveis. Não é conhecido o ciclo sexual.

Pirrófitas: são biflagelados unicelulares, muitos marinhos. Possuem paredes nuas ou com celulose. Algumas poucas formas são heterotróficas, mas apresentam também uma parede espessa de celulose, o que nos permite enquadrá-las nessa divisão. Possuem dois sulcos em forma de cinta, cada qual apresentando um flagelo. O batimento desses flagelos provoca no organismo um movimento de pião. Vem desse fato o nome do grupo, pois dinoflagelado significa "flagelado que roda".

São geralmente, amarelo-pardos ou amarelo-esverdeados. O aumento excessivo da população de alguns dinoflagelados provoca desequilíbrio ecológico conhecido como maré-vermelha, pois a água, nos locais em que há excesso desses dinoflagelados, adquire comumente coloração vermelha ou marrom, e as algas secretam substâncias, como o ácido domóico, que inibem o desenvolvimento de outras espécies (amensalismo). Alguns pesquisadores relacionam a sétima praga do Egito, narrada em Êxodos, na Bíblia, a uma maré vermelha. O capítulo narra que, entre outras pragas, a água do Nilo se tornou sangue e imprópria para o consumo. De fato, conforme os organismos presentes na água, esta se torna imprópria para o consumo humano e também a outros organismos.

A alga pirrófita Gonyaulax é uma das responsáveis pela ocorrência das marés-vermelhas ou floração das águas, devido a formação de grandes populações. O problema está na elevada toxicidade das substâncias produzidas por estas algas e Diatomáceas como Pseudo-nitzchia multiseries, P. pseudodelicatis e P. australis, que envenenam peixes, moluscos e outros seres aquáticos e, ingeridaspelo homem, acumulam-se no seu organismo, atuando como neurotoxinas.

Molécula do ácido domoico, uma neurotoxina, antagonista do glutamato, que causa, entre outros, a perda da memória recente em pessoas intoxicadas com doses elevadas.

As ficotoxinas que podem chegar ao homem via ingestão de mariscos contaminados são agrupadas em 4 grupos: envenenamento paralisante por consumo de mariscos (PSP - paralytic shellfish poisoning), envenenamento diarréico por consumo de mariscos (DSP - diarrhetic shellfish poisoning), envenenamento amnésico por consumo de mariscos (ASP - amnesic shellfish poisoning) e envenenamento neurotóxico por consumo de mariscos (NSP - neurotoxic shellfish poisoning).

Alguns dinoflagelados têm a característica de serem bioluminescentes (Noctiluca), isto é, conseguem transformar energia química em luz, parecendo minúsculas "gotas de geléia transparente" no mar, sendo responsáveis pela luminosidade observada nas ondas do mar ou na areia da praia, à noite. Segundo alguns autores, o nome do grupo teria origem nesse fato (piro = fogo).

Algas douradas ou Crisófitas: os mais citados representantes desta divisão são as diatomáceas, algas microscópicas que constituem os principais componentes do fitoplâncton marinho e de água doce. Além de servirem de alimente para outros animais aquáticos, elas produzem a maior parte do oxigênio do planeta, através de fotossíntese. Além da clorofila, possuem caroteno e outros pigmentos que lhes conferem a cor dourada característica (criso = dourado). A carapaça, geralmente impregnada de sílica, forma uma estrutura rígida típica, com duas metades que se encaixam uma na outra. Os depósitos dessas carapaças silicosas, carapaças de sílica denominadas frústulas, desenvolvidos ao longo do tempo, formam uma terra muito fina, chamada terra de diatomáceas, utilizada como abrasivos nos polidores de metais e em pastas de dente. As crisófitas, diatomáceas e algas pardas douradas, são componentes importantes do fitoplâncton, dulciaqüícola e marinho. São unicelulares. Podem reproduzir-se assexuadamente.

Algas que foram incluídas por Wittacker no reino Plantae: repetindo, não esquecer que para serem incluídas neste reino devem ser pluricelulares, autotróficas fotossintetizantes, com cloroplastos e parede celular composta essencialmente de celulose, um polímero de glicose. A substância de reserva característica deve ser o amido, outro polímero de glicose.

São divididas em três grandes grupos: clorófitas (algas verdes), feófitas (algas pardas) e rodófitas (algas vermelhas).

As clorofíceas (do gr. khloros, "verde"; phycon, "alga") ou clorófitas (do gr. phyton, "vegetal"), são as algas mais comuns, ocorrendo vastamente em água doce e do mar, mas também em ambientes terrestres úmidos, sobre troncos de árvores e associadas a fungos, formando uma estrutura mutualística denominada líquen.

Podem ser unicelulares ou pluricelulares, coloniais ou de vida livre. Possuem clorofilas a e b, carotenos e xantofilas. São verdes justamente pelo fato de a clorofila predominar em relação aos demais pigmentos. Apresentam o amido como reserva e sua parede celular é de celulose. Tais características aproximam as clorófitas dos vegetais terrestres (intermediários e superiores), sendo sustentada a hipótese da evolução dessas plantas a partir das algas verdes. Isso leva-nos a estudar algumas algas unicelulares dentro deste grupo, e não no filo Protista.

A organização da célula é eucariótica. Sua parede celular é constituída por uma estrutura fibrilar de celulose embebida numa matriz. Alguns gêneros apresentam deposição de carbonato de cálcio na parede. Algas verdes calcificadas são importantes como a maior contribuição para o sedimento marinho. Alguns autores chamam de Chlorophyta toda a linhagem de organismos eucarióticos que possuem clorofila a e b. Esse grupo monofilético bem caracterizado engloba as algas verdes, briófitas e as traqueófitas.

Porém, análises ao microscópio eletrônico, levaram a novas interpretações.

Observando a presença de fragmoplastos (na formação da lamela média ao final da mitose) ou ficoplastos e o sentido de deposição da parede celular, as plantas verdes foram divididas em duas linhagens: a linhagem das Clorofíceas, onde os microtúbulos se arranjam paralelamente ao plano de divisão (ficoplastos), e a linhagem das Carofíceas, onde esse arranjo se dá perpendicularmente ao plano de divisão (fragmoplastos). Esta última linhagem seria grupo irmão das plantas terrestres. A reprodução pode ser tanto assexuada como sexuada. Como formas de reprodução assexuada, encontramos a bipartição nos unicelulares, produção de zoósporos (esporos flagelados) ou simples fragmentação (hormogonia).

Sexuadamente, pode produzir gametas masculinos e femininos de mesma forma e tamanho (isogamia), gametas femininos maiores (anisogamia ou heterogamia) ou gametas femininos grandes e imóveis e gametas masculinos pequenos e móveis (oogamia). Há ainda uma reprodução sexuada mais simples, a conjugação. É o grupo predominante do plâncton de água doce correspondendo a 90% do fitoplâncton. Apresenta uma ampla distribuição pelo planeta.

Algumas algas verdes podem viver em áreas congeladas como a Clamydomonas, ou sob troncos de árvores ou barrancos úmidos.

Certas espécies vivem em simbiose com protozoários, hidras, fungos e mamíferos (nos pêlos de bicho-preguiça), além de formas saprófitas sem pigmentos. As colonias são chamadas de cenóbio. As formas filamentosas podem ser celulares ou cenocíticas, uma curiosa estrutura acelular. O talo de uma alga, como em espécies de Caulerpa, pode ser considerado uma "célula" gigante onde as estruturas estão compartimentadas em vesículas de proporções avantajadas e com um número variável de núcleos. A importância econômica das algas verdes se diz respeito à utilização como alimento, no caso de espécies marinhas, e na extração de beta-caroteno. O gênero Dunaliella cultivada em lagos altamente salinos acumula mais de 5% desse importante anti-oxidante natural. A sua grande importância ecológica está ligada a grande produção primária, especialmente no ambiente límnico.

As rodofíceas (do gr. rhodon, "vermelho") ou rodófitas são pluricelulares, predominantemente marinhas, mas com algumas espécies dulcícolas. O pigmento predominante é a ficoeritrina, que confere a cor característica do grupo, mas também apresentam ficocianina e clorofilas a e d. Delas são retiradas duas mucilagens importantes.

A primeira é o ágar (ágar-ágar) ou gelose, um polímero da glicose, utilizado na cultura de bactérias e na indústria farmacêutica (laxante); é um subproduto obtido principalmente das espécies: Gelidium corneum, Gelidium sesquipedale e Pterocladia capillacea, que por isso também se denominam por algas agaríferas. O Agar-agar é uma mistura de polissacáridos complexos, basicamente agarosos (polímero de galactose sem enxofre) e agaropectina (formada por galactose e ácido urónico esterificados com ácido sulfúrico). Caracteriza-se por não ser deteriorável pelos ácidos gástricos nem absorvível, fatores que a fazem ideal como complemento para correção da prisão de ventre, proteção da mucosa gástrica e regulação do trânsito intestinal. O Agar-agar é muito utilizado na fabricação de geleias, produtos de confeitaria, gelados, xaropes, maioneses e queijos, sendo o produto responsável pela consistência mole, mas suficientemente firme, que apresentam. A segunda é a carragem, muito utilizada pela indústria de alimentos, em especial de sorvetes. As rodófitas apresentam reprodução sexuada e assexuada, sendo todas haplodiplobiontes.

As feofíceas (do gr. phaios, "pardo", "marrom") ou feófitas são pluricelulares e predominantemente marinhas. Têm essa coloração devido a um pigmento carotenóide, a fucoxantina. Possuem também clorofilas a e c e sua parede, além de celulose, possui polissacarídeos, como a algina, utilizada na fabricação de sorvetes, na indústria alimentícia e farmacêutica. Como reserva apresentam um polissacarídeo característico, a laminarina. Os alginatos obtidos de espécies como a Laminaria são empregados como estabilizadores de maioneses, goma de mascar e cremes gelados.

Os alginatos são digeríveis pelo organismo, ao contrário do agar-agar, que é quase inatacável pelo suco gástrico e intestinal. Predominantemente marinhas, muito evoluídas, podendo apresentar falsos tecidos. De sua membrana é extraido o ácido algínico, usado na industria de alimentos e por dentistas. Formam o "mar dos sagassos", podem ser comestíveis e são usadas como adubo. Em geral, as feófitas são de grande porte, sendo que algumas espécies apresentam estruturas especializadas a determinadas funções, aproximando-se de folhas (filóides), caules (caulóides) e raízes (rizóides). Podem apresentar estruturas de fixação, flutuação e reprodução, por exemplo. Reproduzem-se sexuada e assexuadamente.

Há organismos haplodiplobiontes (Laminaria) e diplobiontes (Fucus e Sargassumagrupam-se numerosas espécies, entre as que se destacam: Fucus vesiculosus, Fucus spiralis, Fucus serratus, Fucus ). Sob o nome de Fucus, ceranoidesDestacam-se na sua composição a algina (ácido algínico e os seus sais), manitol, iodo em quantidades notáveis, assim como , e Ascophillum nodosum. vitaminas A(polissacarídeo mucilaginoso com uns 30 a 70 % de L-Fucosa). Integra frequentemente complementos de dietas de , B, C, e E, e fucoidina emagrecimentoe à importância que este tem sobre o metabolismo humano., devido à sua riqueza em iodo

Fonte: www.marcobueno.net

Protozoários

Existem quase 30 000 espécies diferentes de protozoários, microrganismos unicelulares que vivem sobretudo na água ou em líquidos aquosos. Abundantes em todo o mundo, podem andar à deriva nos seus ambientes líquidos, nadar ativamente ou rastejar; alguns mantêm-se relativamente imóveis, enquanto outros vivem como parasitas em animais. Muitos são microscópicos, embora alguns dos maiores sejam visíveis a olho nu. Quanto à forma, os protozoários têm uma variedade incrível, desde a simples amiba semelhante a uma bolha até aos que estão equipados com estruturas complicadas para apanharem presas, para se alimentarem e para se deslocarem.

Entre os biólogos não existe um verdadeiro consenso quanto ao que define um protozoário.

Estes organismos são classificados num reino próprio - o dos Protista - porque diferem em certos aspectos tanto das bactérias como dos fungos, dos animais e das plantas. Têm uma organização mais complexa do que as bactérias, na medida em que possuem compartimentos distintos, tais como núcleos e mitocôndrias.

No entanto, distinguem-se também das plantas, animais e fungos por serem unicelulares e não pluricelulares.

Alguns deles assemelham-se a plantas, tendo a capacidade de realizar a fotossíntese, mas a maioria não tem essa capacidade, obtendo alimento pela absorção de detritos orgânicos ou de outros microrganismos.

O reino Protista não é um agrupamento «natural» - alguns protozoários podem estar mais intimamente relacionados com animais ou plantas do que com outros protozoários. Tem servido como nicho conveniente para arrumar os organismos unicelulares, que de outro modo são difíceis de classificar.

Os protozoários versáteis

Os tamanhos e formas reais dos protozoários são extraordinariamente diversos, o que demonstra que eles representam um pico na evolução unicelular. A conhecida amiba, que muda continuamente de forma, é um tipo de protozoário. Outros têm elementos semelhantes a andas contrácteis e outros ainda incluem os foraminíferos, que estão enfiados em conchas enroladas (testas, ou carapaças), muitas vezes impregnadas de carbonato de cálcio. Estas conchas calcárias descem para o fundo do oceano quando as células nelas contidas morrem, acabando por se tornar parte das rochas sedimentares.

Alguns protozoários ciliados (os que têm pequeníssimos «pêlos») têm uma «boca» e um «estômago» distintos por onde as bactérias, protozoários e algas são engolidos inteiros, enquanto os suctórios têm longos «tentáculos», por meio dos quais sugam o conteúdo das células que lhes servem de presa.

Os protozoários não têm paredes de celulose rígidas, como as das células vegetais, embora os EugIena e seus parentes tenham uma fina camada de placas flexíveis de proteína mesmo por baixo da superfície do citoplasma. Muitos protozoários têm uma camada exterior protetora.

Alguns radiolários e amibas, por exemplo, fabricam os seus próprios invólucros de grãos de areia ou outros detritos. Embora não possam normalmente viver fora de água, muitos protozoários conseguem sobreviver ao risco sazonal de um charco ou curso de água secar, elaborando um revestimento resistente, ou quisto, à sua volta e entrando num estado de letargia.

Os protozoários reproduzem-se em geral dividindo-se simplesmente em duas ou mais novas células.

Ocasionalmente podem ter uma reprodução sexuada, na qual duas células se fundem para formar uma célula maior, que então se divide noutras mais pequenas.

Agentes do bem e do mal

Os protozoários são responsáveis por várias doenças humanas, incluindo a malária e a doença do sono (tripanossomíase), e também por muitas doenças noutros animais, sobretudo no gado, peixes, caça e aves de capoeira.

Contudo, os protozoários podem ser benéficos, e até essenciais, para alguns animais.

Os ciliados fazem parte da vida microbiana da pança (divisão do estômago) de animais ruminantes como os bovinos, ajudando a digerir a enorme quantidade de celulose presente na dieta destes animais, que não a conseguem digerir por si próprios.

Os protozoários são úteis ao homem em unidades de tratamento de esgotos, onde ajudam a remover bactérias durante o processamento.

Fonte: www.cientic.com

Protozoários

São organismos eucarióticos unicelulares de vida livres ou coloniais, quimio-heterotróficos, altamente versáteis, que fazem parte da cadeia alimentar aquática, e pertencem ao Reino Protistas.

São seres que possuem forma variada e podem ser muito complexos.

Seus aspectos morfológicos principais são a presença de cerdas sensoriais, fotorreceptores, cílios. Possuem alguns apêndices que se assemelham com pernas e bocas, ferrão venenoso e estruturas contráteis que funcionam como músculos.

No estágio vegetativo, ou trofozoíto, se alimentam de bactérias e pequenas partículas. Alguns fazem parte da microbiota normal dos animais, mas algumas espécies causam doenças.

Os protozoários mais comuns são: a euglena, giárdia, ameba, vorticela e o paramecium.

Protozoários
Euglena

Protozoários
Giardia

Protozoários
Ameba

Protozoários
Vorticela

Fonte: www.ufmt.br

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