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Cavalo Puro Sangue Inglês

Outros cavalos de grande influência na criação norte americana, foram: COLIN, verdadeira raridade em corrida, foi invicto em 15 atuações, de 1907 a 1908, vencendo inclusive o Belmont Stakes; EXTERMINATOR, com o apelido de "Old Bones" venceu 50 das 100 corridas que participou em 8 temporadas, denotando notável resistência, justificando seu apelido; EQUIPOISE- apelidado de "Soldado de Chocolate" pela sua rica e extraordinária pelagem, e com até a idade de 7 anos venceu nos anos trinta, 29 corridas das 51 apresentações que efetuou.

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Merecem ainda especial referência os nomes de: MAN O'WAR, sua última corrida foi em 1920, e venceu 20 das 21 apresentações que teve; posteriormente, tornou-se atração turística como garanhão, tendo sido recentemente eleito o "Cavalo do Século" pelos norte americanos; COUNT FLEET, ''tríplice coroado'' de 1943, venceu o Belmont Stakes por 25 corpos, na corrida final de sua campanha; NATIVE DANCER, conhecido como o ''Fantasma cinza'' (Gray Ghost) tornou-se um ídolo público, venceu 21 corridas em 22 atuações, perdendo apenas o Kentucky Derby de 1953 para DARK STAR e sua atuação na reprodução traduziu-se em marco da criação mundial; KELSO - único cavalo eleito ''cavalo do ano'' por 5 vezes consecutivas, reinando de 1960 a 1964 e finalmente o destaque do nome de SECRETARIAT - ''tríplice coroado'' que venceu o Belmont Stakes por 31 corpos em record mundial; e tornou-se uma verdadeira lenda do turfe americano.

Muito embora os tropeços da guerra de Secessão, os centros de corridas foram surgindo, destacando-se as regiões de Nova York, Maryland e Kentucky; surgindo as primeira edições de corridas como Belmont Stakes, que comemorava o nome de um destacado proprietário e criador da época; August Belmont; o Preakness Stakes e o Derby de Kentucky disputado em Churcill Downs, Louisville, Kentucky.

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Assim, as corridas e apostas, foram evoluindo a tal ponto de os EUA, deter atualmente o primeiro posto do turfe e criação mundial, com premiação distribuída anualmente ao redor de 180 milhões de dólares, e com uma produção anual de produtos ao redor de 40.000; três vezes maior que a Grã Bretanha e quase seis vezes maior que a França.

AUSTRÁLIA - O cavalo era desconhecido na Austrália e Nova Zelândia quando os primeiros colonos ingleses, ali se instalaram no final do século XVIII. Atualmente só são superadas pelos EUA em termos numéricos, com mais de 25.000 cavalos de corrida que competem por prêmios que ascendem a 25 milhões de dólares australianos ao ano. A sua criação é próspera com alto índice de importação em seus sementais, prevalecendo a política de produzir cavalos duros, dotados de resistência e da maior velocidade possível. Cada estado conta com um programa próprio de corridas, destacando-se as provas de Melbourne, Sidney e Brisbane.

JAPÃO - Os primeiros Puro Sangue que chegaram ao Japão em 1895, procediam da austrália. O público não tardou em aceitar o novo esporte das corridas, que havia sido introduzido para cavalos nativos, por insistência dos residentes ingleses, das imediações de Yokohama, quase 25 anos antes. A criação japonesa, com um saldo de 542 éguas após a Segunda guerra mundial, tem dado passos de gigante, e atualmente produz algo em torno de 7.000 produtos/ano. E muito embora o alto poder aquisitivo, favoreça a introdução de linhagens "top" , da criação mundial, o criatório japonês ainda esta para demonstrar sua capacidade de produzir animais de talhe internacional.

Através de sua intervenção em corridas de mais de 50 países, o Puro Sangue Inglês, tem dado mostras de sua indiscutível capacidade de adaptação . A criação de exemplares de qualidade superior exige um clima temperado e uniforme, como é o que caracteriza certas regiões da Europa, América do Norte, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Japão sudeste e sul do Brasil, e em menor medida, na África do Sul.

As facilidades proporcionadas pelo moderno transporte aéreo, tem incrementado a criação a nível internacional através da renovação e melhoria da qualidade de cada plantel; mas a competição entre as nações, segue com restrições, nas insuperáveis diferenças de estações, métodos de criação e treinamento, condições próprias de pistas, aclimatação, etc. Na seqüência o PSI no Brasil.

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Fonte: www.acpccp.com.br

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Escrever sobre o PSI no Brasil é basicamente escrever sobre os grandes haras e os principais corredores que deles saíram, desenhando assim um perfil todo especial da evolução de nossa criação desde seus limites rigorosamente domésticos até a sua entrada, embora ainda um tanto tímida e conquistada realmente por muito poucos, no cenário internacional. Os amadores do século XIX perdem significação. Os construtores mais sólidos e profissionais do século XX são os verdadeiros autores desta tão curta história. Através da vida destes haras, nossas corridas de cavalo, nossos cavalos de corrida ganham o exato colorido, de início pintado de maneira um tanto impressionista e, pouco a pouco, ganhando maior nitidez.

Para entendermos o PSI, dois nomes surgem como fundamentais no mundo da criação: o Haras Guanabara e os Haras São José e Expedictus. O primeiro representou, quando de sua fundação e do surgimento nas pistas de sua primeira geração completa (a de 1945), uma profunda e estrutural revolução dentro da nossa história; seu turning-point indiscutível. Com o Guanabara, tudo que veio antes dele e insistiu em manter a mesma política de criação simplesmente naufragou. A revolução imposta pelos irmãos Roberto e Nelson Grimaldi Seabra no campo de criação construído em Bananal (trazendo um pouco da Normandia para o interior de São Paulo) provocou uma renovação e uma atualização em limites que, até hoje, são percebidas pela influência sobre os inúmeros novos haras (pequenos ou grandes) que foram fundados desde então.

A política dos irmãos Seabra no Guanabara foi absolutamente internacional. Da formação dos piquetes ao emprego de pessoal altamente qualificado, da importação de garanhões ao rigor admirável na seleção das linhas maternas para a formação de seu plantel básico de éguas-mães, da preocupação com os acasalamentos que implicaram no envio de reprodutoras para a Europa e para a Argentina até o extraordinário bom gosta de suas construções,

Padrão do Cavalo Puro-Sangue Inglês

Pelagem – preto (uniforme), castanha (com suas variações), alazão (tostado e ruão) e todilho (com suas variações).

Altura – em torno de 1.60m.

Peso – aproximadamente 450kg.

Temperamento – energético, de grande vitalidade e as vezes indóceis.

Cabeça – perfil reto ou levemente ondulado, olhos grandes e expressivos, pálpebras finas, narinas grandes, finas e dilatadas nas asas, orelhas esbeltas, finas e móveis.

Pescoço – reto e bem musculoso, comprido e bem unido ao tronco, crina fina e discretamente abundante.

Cernelha – discretamente elevada e musculosa na base.

Dorso – reto, comprido e musculoso, largura proporcional, em união reta com a região lombar.

Lombo – largo, curto em prolongamento reto ao dorso e bem unido a garupa, formando um só corpo.

Peito – visto de frente deve ser ligeiramente estreito e sem exagero de profundidade para conservar a harmonia.

Tórax – visto de perfil deve dar a impressão de grande capacidade pulmonar, tão comprido quanto possível, com costelas compridas e pouco arqueadas com tendência à direção caudal.

Fonte: pets.cosmo.com.br

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