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Quaresmeira

(Tibouchina granulosa)

Ocorrência - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Outros nomes - quaresmeira, flor-de-quaresma, quaresmeira-roxa, quaresma.

Características - espécie semidecídua com 8 a 12 m de altura, tronco de 30 a 40 cm de diâmetro, com casca lisa e de coloração esbranquiçada.

Copa densa, encorpada, globosa e baixa com vários ramos que quando mais jovens são levemente tetragonais. As folhas são simples e opostas geralmente descolores (com duas cores), de textura subcoriácea e coberta de pêlos em ambas as faces, com 15 a 20 cm de comprimento por 5 a 7 cm de largura.

Uma característica marcante nesta planta e de outras que pertencem à mesma família, é a presença de três nervuras paralelas em suas folhas. As flores possuem coloração róseo-arroxeada e na época de floração tomam toda a copa. O fruto é uma cápsula deiscente com muitas e minúsculas sementes. Um Kg de sementes contém aproximadamente 3.300.000 unidades.

Habitat - Mata Atlântica

Propagação - sementes

Madeira - moderadamente pesada, dura, de baixa durabilidade quando exposta à intempéries.

Utilidade - a madeira pode ser empregada para uso interno, confecção de objetos leves, brinquedos, caixotaria, etc. A árvore é muito ornamental, principalmente quando em floração. Pela beleza e pelo porte, não pode faltar em qualquer projeto de paisagismo.

É ótima também para arborização de ruas estreitas sob redes elétricas, o que já vem sendo feito em muitras cidades do sudeste brasileiro. É uma planta pioneira de rápido crescimento sendo indicada para reflorestamento em áreas degradadas.

Florescimento - julho a agosto; dezembro a março

Frutificação - junho a agosto; abril a maio

Fonte: www.vivaterra.org.br

Quaresmeira

É tempo de quaresmeira!

Se, com a proximidade das férias e a bateria de provas de fim de ano na escola, você não lembrou de admirar as flores na Primavera, não deixe de observar a quaresmeira ou flor-de-quaresma, como são conhecidas as árvores do gênero Tibouchina.

Elas têm esse nome porque geralmente florescem próximo ao período religioso da Quaresma, que vai da Quarta-feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa, embora também possam florescer em outras épocas do ano.

Por causa da intensidade de suas floradas e a boa adaptação ao ambiente urbano, as quaresmeiras, com porte entre 7 e 12 metros, têm sido cada vez mais utilizadas na arborização de cidades, especialmente do Sudeste do Brasil. Devido à sua importância ecológica na reconstrução de áreas verdes, foi até eleita a árvore-símbolo de Belo Horizonte. 

Algumas espécies 

O gênero Tibouchina (Família Melastomataceae) está distribuído principalmente em regiões tropicais e subtropicais da América e inclui aproximadamente 350 espécies, sendo 129 nativas do Brasil.

A mais comum nas cidades brasileiras é a Tibouchina granulosa. Tem entre 8 e 12 metros de altura e é muito vistosa pela abundância de suas flores, que podem ser roxas ou rosas. Por isso, é muito usada em projetos de paisagismo.

 Suas flores geralmente desabrocham duas vezes ao ano, entre junho e agosto, e de dezembro a março, nesse último período com mais intensidade. Ocorre naturalmente na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, sobretudo na floresta pluvial da encosta atlântica. 

Já a Tibouchina mutabilis é uma espécie muito interessante, porque suas flores mudam de cor, do branco para o roxo, à medida que envelhecem. Possui entre 7 e 12 metros de altura e floresce durante os meses de novembro e fevereiro.

Por ser encontrada na floresta pluvial da encosta atlântica, do Rio de Janeiro até Santa Catarina, a T. mutabilis também é conhecida como manacá-da-serra. Outros nomes populares são jacatirão, flor-de-maio, flor-de-quaresma e pau-de-flor. 

Nas áreas de restinga da Mata Atlântica, é encontrada a Tibouchina pulchra que tem características bem semelhantes a T. mutabilis. 

Referências: 

Lorenzi, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 01, 4 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.
Lorenzi, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 02, 2 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

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