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Quasares

Descoberta do quasar mais antigo do Universo

Quasares

Astrônomos europeus descobriram o quasar mais antigo visto até o momento a partir das observações realizadas com telescópios –entre eles, o de longo alcance do ESO (sigla em inglês de Observatório Austral Europeu), no Chile.

Segundo os resultados do estudo, trata-se do objeto mais luminoso encontrado até agora no Universo primordial –a fase correspondente à “infância do Cosmos”–, que é alimentado por um buraco negro com 2 bilhões de vezes a massa do Sol.

“Este quasar é uma evidência vital do Universo primordial. É um objeto muito raro que vai nos ajudar a entender como cresceram os buracos negros supermassivos em poucas centenas de milhões de anos depois do Big Bang”, disse Stephen Warren, líder da equipe de astrônomos.

A luz do quasar, chamado ULAS J1120+0641, demorou 12,9 bilhões de anos para chegar aos telescópios da Terra. Por esta razão, é visto como era quando o Universo tinha apenas 770 milhões de anos.

Anteriormente já se tinha confirmado a existência de objetos ainda mais distantes, mas o quasar recém-descoberto é centenas de vezes mais brilhante que os anteriores.

“Demoramos cinco anos para encontrar este objeto”, afirmou Bram Venemans, um dos autores do estudo, em referência ao achado.

“Encontrar este objeto envolveu uma busca minuciosa, mas o esforço valeu a pena para poder desvendar alguns dos mistérios do Universo primitivo”, acrescentou.

O brilho dos quasares, dos quais se acredita que sejam de galáxias distantes muito luminosas alimentadas por um buraco negro supermassivo em seu centro, podem ajudar a desvendar a época em que foram formadas as primeiras estrelas e galáxias.

Quasares,quase testemunhas do Big Bang

Quasares

Catalogado como PKS 2000-330, trata-se de um dos 684 quasares descobertos pelos astrofísicos. Qualquer quasar é capaz de irradiar tanto quanto 300 bilhões de Sóis ao mesmo tempo e se não fosse assim, nem seria descobertos pois são os corpos celestes mais distantes já identificados, a distância deste quasar em Kms é um número com 23 zeros.

Até seu nome é vago: Quasi-Stellar Radio Source (Quasar). É até possível que nem existam quasares atualmente e sua energia ainda esteja viajando no espaço.

Também não há dúvida que uma força muito poderosa faz com que as estrelas dessa galáxia se mantenham concentradas em torno de seu núcleo, como um rebanho de ovelhas comportadas, que segundo a astronomia só pode ser um Buraco Negro, outro enigma que desafia a imaginação.

A principal característica dos quasares parece ser a luminosidade de seu centro. Os maiores telescópios óticos têm lentes de 3 metros de diâmetro, os mais modernos combinando mais de uma lente, conseguem chegar até 50 M.

A antena do rádio telescópio de Jodrellbarik, na Inglaterra, alcança 76M. É possível combinar vários, mesmo localizados em diferentes países ou continentes e com os melhores radiotelescópios pode-se enxergar a mão de uma pessoa sobre a superfície da Lua.A Terra gira ao redor do Sol a uma velocidade de 30 km por segundo. Em síntese o que se descobriu sobre os quasares é que estão muito longe, viajam a velocidades altíssimas e são muito antigos.

Fonte: megaarquivo.com

Quasares

Quasares foram inicialmente descobertos no início dos anos 60, quando radio astrônomos identificaram uma pequena estrela, designada por 3C 48, que emite intensas ondas de rádio.

Quando eles mediram o espectro dessa estrela, descobriram algo completamente inesperado: o espectro era plano com diversas linhas de emissão inesperadas e completamente inexplicáveis. O objeto permaneceu envolto em mistério até que outro objeto similar, porém mais brilhante, 3C 273, foi descoberto em 1963. Astrônomos notaram que o 3C 273 tinha um espectro normal, com as mesmas linhas de emissão observadas em radio galáxias, mas o espectro tinha sido muito deslocado para o vermelho ("redshifted") (ou seja, as linhas espectrais foram encontradas em comprimentos de onda bem maiores do que o esperado).

Essa observação explicou o mistério do espectro do 3C 48: era na verdade um espectro comum de uma radio galáxia, mas tinha sido tão deslocado para o vermelho que as linhas espectrais conhecidas se encontravam bem longe de onde deveriam, o que fez com que não fossem reconhecidas. Quando um objeto se afasta de nós, suas linhas espectrais sofrem um deslocamento para o vermelho ("redshift"); quanto mais rápido o afastamento, maior é o redshift. Entretanto, se o redshift do objeto 3C 273 fosse devido apenas à sua velocidade, esta teria que ser maior do que a velocidade da luz - o que é impossível. Muitos outros desses objetos foram encontrados e ficaram conhecidos como fontes de rádio quasi-estelares ou, abreviando, quasares.

Quasares
Imagem do SDSS de um quasar em redshift 5,8

Hoje sabemos que quasares são galáxias com núcleos extremamente energéticos. A quantidade de radiação emitida por esse núcleo supera em muita a luz proveniente de todo o resto da galáxia, de tal forma que apenas técnicas especiais de observação podem revelar a existência do restante da galáxia.

O núcleo explica o porquê dos quasares parecerem estrelas - tudo o que podemos ver é o motor brilhante central.

Embora o núcleo de um quasar seja extremamente pequeno - apenas do tamanho do Sistema Solar - ele emite até 100 vezes mais radiação do que uma galáxia inteira. A galáxia que é a base de uma imagem brilhante de um quasar é provavelmente bem normal, exceto pelos efeitos superficiais de larga escala provocados pelo quasar no seu centro.

Acredita-se que a energia dos quasares é proveniente de buracos negros supermassivos nos centros das galáxias. A radiação intensa que vemos vem da matéria se movendo em redemoinho e caindo no buraco negro.

O SDSS (e mapeamentos do céu que usam luz visível) pode encontrar quasares distantes em redshifts entre 4 e 6, ou 90% tão velhos quanto o próprio Universo, pois quasares se parecem com estrelas mas possuem cores peculiares.

Procurando por objetos, do tipo de estrelas, fracamente luminosos e extraindo seus espectros, o SDSS espera encontrar milhares de quasares em redshifts maiores do que 4. O mais distante quasar já encontrado, em redshift 6,4 , foi visto pelo SDSS em janeiro de 2003.

Fonte: cas.sdss.org

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