
De origem africana e trazido para o Brasil juntamente com os escravos, o fruto do quiabeiro, Abelmoschus esculentus, é um exemplo de uso de alimentos associado às mais bonitas raízes culturais brasileiras. Sua presença compõe pratos típicos regionais, seja como alimento ritual de festas religiosas como o Caruru - quiabo cozido com camarão seco - prato principal na homenagem da Bahia aos Santos Meninos (São Cosme e São Damião), seja através da tradicional culinária mineira, com o Frango com Quiabo e o Refogado de Carne com Quiabo.
Utilizado nas mais diversas formas de preparo, refogado, frito, co-zido ou assado, o quiabo também possui qualidades medicinais e terapêuticas reconhecidas nos tratamentos de doenças do aparelho digestivo.
Em pequenos municípios como São João do Oriente-MG, Laranja da Terra-ES e Piacatu-SP, dentre outras centenas de localidades produ-toras, o quiabo se transforma verdadeiramente em ouro-verde, gerando uma grande corrente de desenvolvimento municipal e regional ao fazer a circulação da renda e a oferta de empregos ao longo de nosso imenso interior.
De acordo com o Censo Agropecuário 1996 do IBGE, os maiores estados produtores são MG, SP, SE, RJ, ES, BA e GO, representando 85% da produção nacional de 87,4 mil toneladas.
Sob a coordenação do Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP, representantes de diversos setores da cadeia de produção do quiabo aprovaram a Norma de Identidade, Classificação e Padronização do Quiabo, representada graficamente neste site.
Agora, com a identificação no rótulo de suas mais importantes características e qualidades, o quiabo passa a ter nome e sobrenome, podendo ser chamado também de okra, quingombô, quimbombo, gombô, gombo ou abelmosco, de acordo com o seu mercado de destino.
Desta forma, juntamente com as outras hortaliças e frutas com as normas aprovadas pelo Programa Brasileiro para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros, o quiabo e os quiabeiros es-tão prontos para enfrentar os desafios dos novos mercados deste milênio.
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Quiabo Cilíndrico

Quiabo Quinado
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Quiabo Verde

Quiabo Roxo
O quiabo é um fruto simples, seco, indeiscente, do tipo cápsula loculicida.
O quiabo fresco é um fruto imaturo.
Morfologia do Quiabo

Quiabo Fibroso

Quiabo Podridão

Quiabo Encaroçado
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Quiabo Murcho
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Quiabo Dano por Frio
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Quiabo Dano Profundo
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Quiabo Sem Pedúnculo
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Presença de Restos Florais
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Dano Superficial
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Pedúnculo comprido acima de 1cm
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Coloração não característica
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Nivel 1: quando a área afetada for inferior ou igual a 1 cm 2
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Nivel 2: quando a área afetada superior a 1 cm 2

Fonte: www.hortibrasil.org.br

Muito rico em vitaminas e sais minerais, é ótimo laxante facilitando o trabalho de intestinos, rins e bexiga e prevenindo doenças.
Rico em vitamina A e, portanto, de extrema importância para a visão, pele e mucosas em geral, o quiabo (Hibiscus esculentus) é hortaliça da família das Malváceas.
Seus frutos têm forma de cápsulas, são verdes e peludos e apresentam um tipo de goma viscosa. É geralmente usado frito, em sopas, saladas ou refogados e seus frutos devem ser escolhidos quando tenros e firmes.
Segundo dados de Alfons Balbach, no livro As Hortaliças na Medicina Doméstica, Edições A Edificação no Lar, em 100 gramas de quiabo estão agrupados:
850 U.I. de vitamina A
130 mcg de vitamina B1 (Tiamina)
75 mcg de vitamina B2 (Riboflavina)
0,70 mg de Vitamina B5 (Niacina)
25,80 mg de ácido ascórbico
Além disso, contém:
40,00% calorias (em 100 gramas)
89,60% de água
7,40 % de hidratos de carbono
1,80% de proteínas
0,20% de gorduras
1,00% de sais
Se por um lado a vitamina A exerce as funções já mencionadas, além de proteger o fígado, a vitamina B1 é decisiva para o bom funcionamento do sistema nervoso, a vitamina B2 é importante para o crescimento, principalmente na adolescência, segundo o Dr. Ernest Schneider, autor do livro A Cura e a Saúde pelos Alimentos, editado pela Casa Publicadora Brasileira.
Fruto de fácil digestão, é recomendado para pessoas que sofrem de problemas digestivos. Por isso mesmo, é eficaz contra infecções dos intestinos, bexiga e rins.
Uma vez que a natureza oferece tudo de que o homem necessita, o quiabo tem também outras vantagens terapêuticas. Alfons Balbach afirma em seu livro que ele é “laxante mecânico”, sendo indicado para casos de pneumonia, bronquite etc, quando ‘‘empregam-se cataplasmas de folhas cozidas’’, acompanhado de chá de flores ou frutos que deve ser tomado a gosto.
O período de safra do quiabo vai de janeiro a maio. Quem tem alguma prevenção contra o quiabo por causa da aparência gosmenta, aqui vai a dica: basta pingar limão ou vinagre na hora da fervura e ela desaparecerá.
Fonte: www.herbario.com.br