Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home   Voltar

Quimioterapia

O que é Quimioterapia?

Quimioterapia é o tratamento que utiliza medicamentos com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. Pode ser associada a outros tipos de tratamento, como cirurgia e radioterapia.

Iniciando o Tratamento

Uma consulta será marcada pelo seu médico para iniciar o tratamento, ele necessitará do exame de sangue para avaliar e programar a quimioterapia.

O seu tratamento será administrado por enfermeiros e técnicos de enfermagem especializados. Ele pode ser feito no Centro de Quimioterapia ou no Setor de Internação do Hospital Santa Rita, caso o paciente necessite, podendo em alguns casos ser administrado pelo próprio médico.

Quando a quimioterapia é feita ambulatorialmente, você poderá voltar para casa no mesmo dia.

Como age a quimioterapia

Os medicamentos anti-tumores agem destruindo as células doentes, inibindo a sua manifestação. O seu mecanismo de ação direciona-se principalmente para células de multiplicação rápida do nosso organismo. Desta ação resultam os principais efeitos colaterais da quimioterapia como anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos do sangue), leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos do sangue), a mucositose (aftas) e a alopecia (queda dos cabelos). Esses efeitos colaterais são reversíveis em sua maioria, pois as células normais voltam a se multiplicar e desempenhar suas funções habituais após o término da quimioterapia.

Como a Quimioterapia é administrada

A quimioterapia pode ser administrada por via intravenosa (veia), intra-arterial (artéria), intra-vesical (nos tumores de bexiga), intratecal (espaço raquidiano na coluna vertebral), intramuscular (músculos), oral e subcutânea.
A via de administração pode variar de acordo com a medicação e com o tipo de doença.

O tempo de tratamento

É variável, pois vai depender do tipo de tumor, do estado geral do paciente, e da proposta de tratamento ou esquema terapêutico indicado pelo médico. Será explicado ao paciente e sua família todo o procedimento e o tempo previsto do tratamento antes de iniciá-lo.

O paciente será avaliado periodicamente. Cada pessoa responde de maneira diferente, por isso existem regras específicas quanto a duração. Após cada ciclo de quimioterapia o paciente passa por um período de descanso que permite ao organismo recuperar-se dos efeitos colaterais.

Através de exame de sangue, de imagem, entre outros, o médico vai avaliar a eficácia da quimioterapia sobre o tumor. Algumas vezes dependendo do resultado, o tratamento proposto poderá ser mudado, parcial ou completamente, onde a troca por outros medicamentos pode resultar em uma resposta mais eficaz.

É importante informar ao médico se você estiver fazendo uso de qualquer outro tipo de medicamento. Caso for internado, leve os medicamentos que estiver tomando e entregue a Enfermeira Responsável do Setor.

Quais os efeitos colaterais da Quimioterapia

O tratamento do câncer produz reações diferentes de pessoa para pessoa, de acordo com o tipo de medicamento utilizado.
As principais áreas do corpo que podem ser afetadas são aquelas onde as células normais se dividem com maior rapidez, como é o caso da pele, cabelo, boca, medula óssea e o sistema digestivo. É bom lembrar que quase todos os efeitos colaterais são temporários e desaparecerão gradativamente após o término do tratamento quimioterápico. Entretanto, se os efeitos colaterais forem muito intensos, não hesite em comunicar ao médico, que certamente prescreverá medicamentos que o ajudarão a combater os sintomas.

Para ajudar a diminuí-los, seguem-se algumas orientações úteis:

A pele

Alguns quimioterápicos podem causar algumas modificações na pele, tornando-as mais secas, escuras e sensíveis ao sol. Quando ficar exposto ao sol, use filtro solar com alto fator de proteção para evitar queimaduras e manchas.
As unhas também poderão escurecer e seu crescimento tornar-se mais vagaroso.
Qualquer reação deve ser informada ao médico.
Não é aconselhável o uso de perfumes durante o tratamento.

O cabelo

Alguns medicamentos não causam queda de cabelo, outros causam perda parcial ou total, este é um dos efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia. Em alguns casos pode haver queda de pelos dos órgãos genitais, sobrancelhas e cílios, assim como de todo o restante do corpo. Esta queda decorrente da quimioterapia é geralmente determinada pela lesão do fio e não da raiz. Podendo o couro cabeludo tornar-se mais sensível antes da queda. Portanto, penteie o cabelo vagarosamente, use produtos suaves, evite permanente e tinturas que enfraquecem mais rapidamente os fios. Mantenha os cabelos curtos, diminuindo o peso e retardando a queda.
O couro cabeludo é sensível ao sol, portanto proteja-o com chapéu, lenço, peruca ou apenas filtro solar. Lembre-se que a queda do cabelo cessa após o término do tratamento, e a recuperação completa leva alguns meses com crescimento de 1,5 cm por mês em média.

Náuseas e Vômitos

As náuseas e os vômitos são efeitos associados a algum tipo de quimioterápico, que podem ter duração de horas, ou dias, porém muitos pacientes não manifestam estes sintomas e com a medicação atualmente existente, administrada previamente a quimioterapia com o objetivo de prevenir ou controlar os sintomas, o número de pessoas que apresentam é mínimo.

O revestimento do sistema digestivo pode ser afetado pela mucosite, ocasionando cólicas, diarréia ou constipação.

Evite frituras, alimentos gordurosos e muito temperados, alimentos muitos quentes ou muito frios.
Faça pequenas refeições ao dia e mastigue bem os alimentos. Evite cozinhar quando estiver nauseado.
Fracione as refeições em pequenas porções.

Importante

Beba bastante líquido (de 2 a 3 litros ao dia)
Para aliviar o enjôo tome água com gotas de limão ou bebidas gasosas.
Beba água de coco.

Boca

Alguns medicamentos podem causar dor e as vezes aparecimento de feridas na boca, chamadas de mucosites. Elas aparecem cerca de 5 a 10 dias após a administração da quimioterapia.

É importante informar ao médico o aparecimento da mucosite para que possa se prevenir das infecções. Muitas vezes torna-se necessário à suspensão do tratamento para que a mucosa da boca se recupere.

O melhor é que se faça a prevenção, por isso, os cuidados com a boca devem ser iniciados juntamente à quimioterapia.

É necessário manter uma boa higiene oral utilizando uma escova de cerdas macias para limpeza dos dentes após cada refeição. Fazer bochechos e gargarejos com bicarbonato de sódio e água (01colher de chá de bicarbonato de sódio em um copo de água filtrada).

Evitar bebidas alcoólicas, enlatados com corantes ou conservantes ácidos. Prefira alimentos de consistência pastosa ou semi líquida de sabor suave.

É possível que haja alteração do paladar como, por exemplo, a perda da sensibilidade gustativa ao doce ou salgado.

A febre

Poderá ocorrer durante ou após a quimioterapia, e pode ser um sinal de infecção. Portanto se ocorrer compareça ao pronto Socorro do hospital, o mais rápido possível, para que você seja examinado e realizado exames complementares que possam identificar a causa da febre. O número de leucócitos mostra sua defesa imunológica, evidenciando a necessidade do uso de antibióticos, ou mesmo de internação hospitalar para sua maior segurança.

Recomendações Importantes

Evite contato com pessoas com algum tipo de infecção, ou local com muitas pessoas.
Mantenha uma boa higiene pessoal.
Certifique-se da qualidade dos alimentos, se estão frescos e bem cozidos.
Prefira caminhar ao ar livre.
Respeito os limites do corpo. Descanse sempre que for preciso.
Evite compromissos inadiáveis durante o tratamento e alguns dias após a quimioterapia

Observações Importantes

Durante as sessões de quimioterapia fique atento ao aparecimento de vermelhidão, inchaço e dor no local da punção da veia. Se ocorrer, chame a enfermagem imediatamente.
Não venha sozinho para receber as sessões da quimioterapia. Alguns medicamentos podem deixá-lo sonolento. Caso não seja possível a permanência do acompanhante durante todo o período, pelo menos alguém deverá vir buscá-lo.

No dia da Quimioterapia

Faça uma refeição leve em casa (não venha em jejum).
Não marque compromissos inadiáveis neste dia.
É recomendável que beba maior quantidade de líquidos, antes, durante e após a aplicação da quimioterapia.
Descansar após as refeições.
Durma após a quimioterapia.

Conselhos Práticos

Exercícios

O paciente que está recebendo quimioterapia pode realizar qualquer exercício físico ou esporte, desde que não haja qualquer impedimento pela sua doença.

Trabalho

Não há necessidade de abandonar o trabalho para realizar o tratamento. É importante que o paciente tenha uma ocupação e mantenha as suas atividades habituais.

Relações Sexuais

A quimioterapia não afeta atividade sexual e o paciente pode manter relações sexuais normalmente.

Vacinação

Toda vacinação deve ficar suspensa durante o tratamento, salvo aquelas que seu médico não contra-indicar.

Menstruação

As mulheres que menstruam podem apresentar alterações no ciclo menstrual, na quantidade de sangramento e, inclusive, parada completa da menstruação. Após o término do tratamento, a menstruação retorna ao normal, na maioria dos casos.

Gravidez

Deve ser evitada durante o período de quimioterapia, informe-se com o seu médico o melhor método de anticoncepção a ser usado.

Remédios

Nunca tome remédios sem consultar seu médico, pois muitos medicamentos podem interferir na quimioterapia.

Para melhorar as condições das veias faça o seguinte exercício:

Amarre um elástico na parte superior do braço;
Com o braço para baixo, aperte uma bolinha de borracha durante 1 minuto, e desamarre o braço;
Repetir 2 a 3 vezes ao dia.
Sempre que houver dúvidas, procure a Central de Quimioterapia para receber orientações.

Considerações importantes

Embora a quimioterapia possa causar efeitos colaterais desagradáveis, a maioria das pessoas consegue levar uma vida relativamente normal durante o tratamento. Mesmo que os sintomas indesejáveis aconteçam.

A recuperação deverá ocorrer entre um ciclo e outro e consequentemente o retorno às suas atividades normais. Mas, se estiver bem, não há razão para afastar do trabalho ou dos amigos.

Programe seus passeios e visitas; se for sair à noite, descanse bastante durante o dia; se for almoçar fora tome medicação que previna náuseas antes de sair e escolha uma refeição leve.

Procure não faltar às sessões de quimioterapia. É muito importante que você complete o tratamento, pois assim, terá uma maior probabilidade de melhora e cura.

Fonte: www.santarita.org.br

Quimioterapia

Princípios Gerais da Quimioterapia

Introdução

A quimioterapia sistêmica é a principal opção disponível para a doença maligna disseminada. O progresso na terapia medicamentosa resultou no desenvolvimento de esquemas quimioterápicos curativos para diversos tipos de tumores.

A quimioterapia também tem um papel significativo nos procedimentos paliativos, freqüentemente melhorando a sobrevida em diversos outros tumores.

Entretanto, a quimioterapia tem um papel apenas secundário em diversos tumores sólidos comuns. Um dos mais importantes papéis, e ainda em evolução, para a quimioterapia sistêmica é seu uso como recurso adjuvante.

A quimioterapia, seja ministrada com o objetivo curativo ou paliativo, habitualmente exige muitos ciclos de tratamento. Com freqüência é desejável avaliar a eficácia terapêutica do tratamento antes de completar todo o ciclo. A descontinuação de um tratamento inefetivo pode dar perspectivas à instituição de um esquema de salvação diferente ou, pelo menos, poupará o paciente de uma toxicidade desnecessária.

A resposta à quimioterapia pode ser diretamente medida pela palpação das massas tumorais superficiais, ou pela obtenção de imagens das lesões internas. Medidas indiretas podem ser usadas, mas em geral são menos desejáveis em uma avaliação da resposta tumoral.

Critérios uniformes para a descrição de uma resposta à terapia são amplamente aceitos, tornando possível comparar a eficácia dos tratamentos alternativos. Uma resposta completa (remissão completa) consiste no desaparecimento de toda a doença maligna detectável. Uma resposta parcial é uma redução de mais de 50% na soma dos produtos dos diâmetros perpendiculares de todas as lesões mensuráveis; também pode não ter havido aumento nas dimensões de qualquer lesão, e nem surgimento de novas lesões. Doença estável significa que não há alteração das dimensões dos tumores mensuráveis. Doença progressiva significa aumento de pelo menos 25% no somatório dos produtos dos diâmetros perpendiculares das lesões mensuráveis, ou o surgimento de novas lesões.

A era moderna da quimioterapia para a doença maligna teve início depois de ter sido observado, durante a Segunda Guerra Mundial, que a exposição ao gás de mostarda nitrogenada. O subseqüente desenvolvimento de esquemas medicamentosos para a leucemia aguda infantil e a doença de Hodgkin na década de 60 mostrou que a quimioterapia poderia curar consistentemente uma elevada porcentagem de pacientes com certas doenças quimiorreativas. Para entendermos mais completamente o desenvolvimento e a aplicação dos modernos regimes quimioterápicos no tratamento das doenças neoplásicas, torna-se necessário que entendamos um pouco mais sobre a cinética tumoral e a sua intensidade de dose.

Citocinética: Um determinante fundamental da transformação maligna é o crescimento descontrolado. Todas as células somáticas, sejam normais ou malignas, multiplicam-se por divisões celulares. Muitos agentes quimioterápicos, como antimetabólicos e os agentes alquilantes, são ativos no ciclo celular; ou seja, são substâncias citotóxicas principalmente para as células que se encontram em determinada fase do ciclo celular. Outros agentes são capazes de exercer citotoxicidade em qualquer fase do ciclo celular, inclusive G0/G1, e não são considerados ciclo-ativos.

Existe um modelo muito didático que explica a efetividade da quimioterapia em termos de eliminação de uma massa tumoral, este modelo é denominado de modelo logarítmico de morte celular. Segundo este modelo, o crescimento tumoral é exponencial com a cinética de primeira ordem, progredindo nesta velocidade até que a agressão ao tumor atinja um nível letal. O tempo que deve transcorrer até que um tumor aumente de 106 para 109 células (aumento logarítmico de 3, ou um aumento de 1000 vezes), é o mesmo tempo necessário para que ocorra uma aumento de 109 para 10¹² células. Determinada dose de agente quimioterápico destruirá uma porcentagem constante de células, não um número constante, independentemente da massa tumoral.

Assim, se determinada dose mata 99% das células tumorais (redução logarítmica de 2), uma massa tumoral de 10¹¹ células sofrerá uma diminuição para 109 células. Partindo deste pressuposto de que não há novo crescimento tumoral, um ciclo adicional de quimioterapia reduzirá a massa tumoral para 107 células, e neste ponto o tumor não seria mais clinicamente detectável, e o paciente poderá ter alcançado uma resposta completa. Contudo, haverá a necessidade de mais quatro ciclos de quimioterapia, visando a diminuição da massa tumoral a menos de 1 célula, para que seja obtida a cura.

A maioria dos tumores sólidos em seres humanos não crescem com uma velocidade de duplicação constante. Ao contrário, a velocidade de crescimento diminui progressivamente com o aumento das dimensões do tumor. À medida que os tumores aumentam, a velocidade de crescimento diminui, a fração de crescimento também diminui e o volume do tumor começa a se estabilizar. Com freqüência, os pacientes com grandes tumores respondem mal à quimioterapia, principalmente devido à citogenética tumoral desfavorável (mecanismos de resistência tumoral, onde o tumor desenvolve menor captação da droga, ou desenvolve um mecanismo de transporte transmembrana ou intracelular, que promove uma maior detoxificação da célula).

Habitualmente a quimioterapia é mais efetiva nos tumores de pequenas dimensões, cujas frações de crescimento são máximas, do que em esquemas adjuvantes, em que o tamanho do tumor e a citogética favorecem uma resposta.

Intensidade de Dose: Em modelos experimentais, reduções de dose resultam em uma redução na atividade antitumoral. Via de regra, um decréscimo de 20% implica uma redução de 50% na chance de cura. Da mesma forma, tumores altamente proliferativos, quando submetidos a uma duplicação de dose, isto corresponde a um ganho em citotoxicidade de 1 log (1000%).

Uma vez que as drogas apresentam baixo índice terapêutico, é muito comum que o médico tenda a reduzir a dosagem ou aumentar o intervalo entre os ciclos.

Isto constitui na maior causa de falha em tumores quimiossensíveis. O conceito de intensidade de dose permite comparar programas terapêuticos distintos. Isto é definido como a quantidade de droga administrada por tempo, em mg/m²/semana, independente da dose ou esquema de administração.

Em princípio, o esquema de administração das doses interfere mais na toxicidade do que na sua atividade antitumoral, e o aumento de dose não é universalmente associado a uma maior eficácia terapêutica, na prática clínica. Entretanto, na maioria dos tumores manejados com drogas convencionais existe um nível de dose ideal para que as respostas sejam observadas.

Quimioterapia do Câncer

A maioria dos agentes quimioterápicos são indutores de morte celular programada. Medicamentos como os agentes alquilantes, os análogos da purina/ pirimidina e os inibidores da topoisomerase resultam na lesão ao DNA.

Em resposta às lesões geneticamente tóxicas, as células podem ser interrompidas em dois pontos específicos: nas imediações de G1/S e G2/M.

A interrupção em G1 é mediada pelo supressor tumoral p53. A interrupção em G1 pode permitir que a célula repare a lesão antes de replicar o seu DNA, e a interrupção em G2 permite o reparo antes da mitose. Se a lesão ao DNA é irreparável, poderá ocorrer apoptose através de vias dependentes ou independentes de p53.

Os agentes anti-tumorais devem ser administrados apenas por médicos experientes com o seu uso, e também em lidar com os seus possíveis efeitos colaterais graves.

Mais da metade das drogas utilizadas atualmente no tratamento de câncer são derivadas diretamente da natureza, como os alcalóides vegetais; e outros tipos de drogas são sintetizadas laboratorialmente.

Existem basicamente quatro formas de utilização de drogas antineoplásicas: a quimioterapia “de indução”, a “adjuvante”, a “primária ou neo-adjuvane”, e a utilizada de modo regional.

A quimioterapia de indução é aquela administrada aos pacientes com doença avançada, sem possibilidade de cura com modalidades loco-regionais. Nesta situação, a mesma pode ser apenas paliativa. Esta pode ser administrada com o fim de prolongar a sobrevida livre de recidiva, ou mesmo com finalidade curativa em tumores avançados com grande sensibilidade à quimioterapia.

Os esquemas quimioterápicos utilizados após a falha a tratamentos quimioterápicos de primeira linha são denominados “esquemas de salvamento”. Via de regra, as respostas a estes esquemas são parciais e de curta duração com discutível impacto na sobrevida dos pacientes. Entretanto, há exceções, como os pacientes com doença de Hodgkin, tratados inicialmente com esquema MOPP, que respondem posteriormente ao esquema ABVD.

A quimioterapia adjuvante consiste no uso de drogas antineoplásicas após a remoção do tumor primário, quando não existem evidências de doença metastática no estadiamento. Esta modalidade visa à destruição de micrometástases naqueles pacientes com doença clinicamente localizada, mas com alto risco de recidiva.

O uso da quimioterapia adjuvante, entretanto, deve ter o seu custo/benefício analisado em cada subgrupo de risco, uma vez que as drogas antineoplásicas não são isentas de efeitos indesejáveis.

A quimioterapia primária ou neo-adjuvane se caracteriza pelo uso de drogas antineoplásicas como modalidade de tratamento inicial em pacientes passíveis de tratamento loco-regional. Entretanto, neste caso a cirurgia e/ou a radioterapia não são de todo eficazes, e a quimioterapia é potencialmente capaz de reduzir as dimensões do tumor, tornando a cirurgia menos agressiva e eventualmente melhorando a oxigenação dos tecidos com vistas ao tratamento radioterápico. Ainda que existam vários estudos clínicos em pacientes com neoplasias avançadas de cabeça e pescoço, sarcomas e carcinomas de mama localizados, esta abordagem deve ser considerada ainda experimental.

Drogas antineoplásicas podem ser utilizadas de modo regional, quando forem instaladas dentro do fluido cerebroespinhal, na cavidade peritoneal ou no espaço pleural. O uso intratecal é especialmente útil se considerarmos a baixa penetração da maioria dos quimioterápicos no SNC, após a administração por via sistêmica. Ainda que haja uma razoável penetração neste compartimento por drogas lipossolúveis, como as nitrosuréias, o mesmo não ocorre com muitos quimioterápicos em uso clínico.

A administração de quimioterápicos por via intraperitoneal pode ser interessante em tumores confinados exclusiva ou preferencialmente na cavidade. Várias drogas antineoplásicas apresentam uma menor eliminação da cavidade peritoneal em relação ao plasma, possibilitando uma exposição várias vezes superior nesta cavidade se administradas por esta via. Atualmente, várias outras formas de tratamento quimioterápico regional tem sido testadas em estudos clínicos.

A quimioterapia intra-arterial seletiva, utilização de lipossomos como veículo para liberação regional de quimioterápicos ou o uso de citotóxicos conjugados à proteínas específicas representam outras formas experimentais de tratamento regional ainda em fase de testes clínicos.

Resposta dos Tumores à Quimioterapia

Curável pela quimioterapia:

Leucemia Linfoblástica aguda Linfoma não Hodgkin
Leucemia Mielóide aguda Rabdomiossarcoma
Sarcoma de Ewing Carcinoma de testículo
Carcinoma trofoblástico sazonal Tumor de Wilms

A Quimioterapia tem Atividade Significativa:

Carcinoma do orifício retal Carcinoma da cabeça e pescoço
Carcinoma da bexiga Carcinoma pulmonar (pequenas células)
Carcinoma de mama Mieloma múltiplo
Leucemia Linfocítica crônica Linfoma não Hodgkin
Leucemia mielocítica crônica Carcinoma de ovário
Leucemia de células pilosas  

A Quimioterapia tem Pequena Atividade:

Tumores cerebrais (astrocitoma) Carcinoma pulmonar (não pequenas célulass)
Carcinoma de colo uterino Melanoma
Carcinoma colorretal Carcinoma da Pâncreas
Carcinoma hepatocelular Carcinoma de próstata
Sarcoma de Kaposi  Carcinoma dos tecidos moles

A Quimioterapia adjuvante é Efetiva:

Carcinoma de mama Carcinoma do ovário (estágio III)
Carcinoma colorretal (estágio III) Carcinoma do testículo

Eduardo Luiz Kunst

Affonso Santos Vitola

Fonte: www.medstudents.com.br

Quimioterapia

Quimioterapia é o tratamento do câncer com medicamentos especiais que destroem as células cancerosas. Esses medicamentos, chamados quimioterápicos, atuam combatendo as células doentes, destruindo e/ou controlando seu desenvolvimento, pois interferem na capacidade de multiplicação das células cancerosas.

A partir do momento em que as drogas quimioterápicas são administradas, atingem todas as partes do corpo. Por isso, o tratamento é conhecido como terapia sistêmica.

Para cada diagnóstico é definido o tipo e as combinações das drogas a serem administradas ao paciente. O tratamento deve seguir um programa pré-estabelecido com um conjunto de medicamentos cuja eficácia já foi comprovada cientificamente. Ao atuar em conjunto essas medicações são mais eficientes.

Objetivos da quimioterapia:

Curar - chamado de tratamento curativo, é quando o paciente fica livre de evidências de células de câncer, ou seja, quando o tratamento acaba totalmente com o tumor.
Controlar
- chamado de tratamento adjuvante, é utilizado após cirurgia e atua como prevenção de crescimento de células (metástases), impedindo que as células se espalhem para outras partes do corpo.
Auxiliar -
chamado de tratamento Neoadjuvante ou prévio, tem por objetivo a redução parcial do tumor, preparando o paciente para o tratamento cirúrgico e/ou radioterapia.
Aliviar -
chamado de tratamento paliativo, não se destina à cura do tumor, busca aliviar os sintomas, como a dor. O objetivo é melhorar a qualidade de sobrevida do paciente, ou seja, ajudá-lo a viver mais confortavelmente.

A quimioterapia pode ser administrada de diferentes maneiras:

Através de uma veia (intravenosa) aplicada normalmente no antebraço ou em qualquer outro local;
Pela boca (oral), ingeridas através de pílula, cápsula ou líquido. É o método mais cômodo e prático;
Por injeções no músculo (intramuscular) ou logo abaixo da pele (subcutânea);
Por injeções no liquor - líquido Céfalo Raquidiano - que envolve a espinha (intratecal), utilizado em casos de leucemia e linfoma;
Via cateter. Em alguns pacientes, o acesso venoso é muito difícil, sendo aconselhada a implantação de um cateter. O cateter é um tubo plástico e fino que é colocado dentro de uma veia, permitindo que o paciente receba toda a medicação do tratamento, sem que precise ser furado todas as vezes que necessite fazer as aplicações.

Independente da forma, os remédios quimioterápicos ganham a corrente sanguínea para atacar as células cancerosas onde quer que estejam alojadas.

Normalmente, a quimioterapia é administrada em intervalos regulares e por um período prolongado.

Onde fazer a quimioterapia

A quimioterapia deve ser realizada onde há condições de atender situações de emergência, ou seja, em uma clínica ou em um hospital. A maior parte dos pacientes recebe o tratamento em ambulatórios, sem necessidade de internação hospitalar. Porém, existem casos que precisam ser acompanhados durante um curto período, para que as reações possam ser observadas e sejam realizadas quaisquer alterações, sendo melhor que o paciente fique internado.

Efeitos colaterais

A quimioterapia age principalmente nas células que crescem rapidamente e por isso ela é eficaz para destruir o tumor; contudo, também age sobre os tecidos normais que estão em crescimento. O dano a essas células é o que causa os efeitos colaterais.

O resultado é o desenvolvimento de uma série de complicações, entre elas:

Queda de cabelo
Feridas na boca
Dificuldades para engolir
Náuseas
Vômitos
Diarréia
Infecções
Anemia
Aumento de sangramentos
Perda de peso

Além disso, a quimioterapia afeta a medula dos ossos, onde são produzidos três grupos de células que são essências para nosso organismo. O primeiro grupo é composto pelas células brancas que são responsáveis pela defesa do organismo contra a infecção. Devido a isso, muitas crianças usam máscaras para as proteger dos micróbios existentes no ambiente e não podem ficar em recintos aglomerados de pessoas e sem ventilação, como shopping, por exemplo.

O outro grupo de células produzido pela medula óssea é o das plaquetas. Essas células recapam os vasos sanguíneos e são essenciais para manter o sangue correndo dentro das veias.

Os pacientes que recebem quimioterapia têm níveis baixos de plaquetas e, portanto, uma tendência maior para desenvolverem sangramento. Dessa forma, eles não poderão praticar atividades físicas que envolvam o risco de cair, como jogar bola ou andar de bicicleta.

O último grupo é o das células vermelhas que são muito importantes porque alimentam os nossos tecidos de oxigênio. Na ausência destas, a criança empalidece, fica quieta, triste e sem vontade de fazer muita coisa.

É importante lembrar que assim que termina a quimioterapia, as células saudáveis voltam gradualmente ao seu estado normal. Por exemplo, os cabelos voltam a crescer.

Fonte: www.oncopediatria.org.br

Quimioterapia

Tratamento com Quimioterapia

A quimioterapia é uma modalidade de tratamento que utiliza medicamentos específicos para a destruição das células cancerosas. Como atuam em diversas etapas do metabolismo celular, as medicações alcançam as células malignas em qualquer parte do organismo com o objetivo de diminuir ou cessar a atividade do tumor.

A aplicação da quimioterapia é definida pelo médico oncologista e pode ser realizada durante a internação ou em ambulatório. O tratamento quimioterápico pode ser realizado com um único medicamento ou através da combinação de vários deles (mistura de drogas e doses), por via intravenosa (na veia ou por catéteres) ou via oral (comprimidos ou cápsulas).

O tratamento pode ter indicação como terapia exclusiva, adjuvante ou neo-adjuvante. A terapia exclusiva é quando o principal tratamento adotado para combater o câncer é o de quimioterapia.

Adjuvante, é geralmente o tratamento complementar aplicado após o tratamento primário, como a cirurgia, por exemplo. E, neo-adjuvante é o que precede a cirurgia, utilizado para diminuir o tumor e a agressividade do procedimento.

Em todos os casos, o tratamento é acompanhado pelo médico oncologista que avalia a eficácia da terapêutica adotada e decide, a partir dos resultados e das reações orgânicas de cada paciente, a necessidade de adotar algum ajuste em relação aos medicamentos.

Além da quimioterapia, existem outros medicamentos utilizados no tratamento do câncer como antagonistas hormonais, anticorpos monoclonais e outras modalidades da chamada terapia alvo-dirigida.

Efeitos colaterais

O tratamento quimioterápico é complexo e pode ser mais ou menos agressivo, interferindo na produção de proteínas e bloqueando processos metabólicos comuns ao tumor e aos tecidos sadios (como medula óssea, couro cabeludo, pele e mucosas), que acabam sendo mais afetados de forma indesejada pela medicação.

Por isso, durante este tipo de tratamento efeitos colaterais podem ocorrer, variando em freqüência e intensidade, de pessoa para pessoa. Daí a importância da análise do oncologista em relação a fatores como idade, sexo, peso, condição de saúde e histórico médico, para determinar a melhor conduta de tratamento.

Sintomas mais comuns: anemia, fadiga, suscetibilidade a infecções (leucopenia), lesões orais (mucosite), náuseas e vômitos, diarréia e queda de cabelo (alopecia). Alguns desses efeitos são bastante transitórios, podendo ocorrer apenas por alguns dias após a aplicação da quimioterapia; outros podem durar um pouco mais ou, às vezes, persistir durante todo o tratamento. Mas, a maioria deles cessam após o término das sessões.

Em alguns casos os efeitos colaterais podem ser mínimos ou até inexistentes.

Isso não significa que a quimioterapia não está fazendo efeito. É importante discutir todos os sintomas com seu médico que providenciará alívio para grande parte dos efeitos colaterais.

Fonte: www.hcanc.org.br

Quimioterapia

Quimioterapia: O que comer?

Dicas para o dia da quimioterapia

É importante para os pacientes manter uma dieta rica em nutrientes durante a quimioterapia.

Porque o corpo está trabalhando duro para reparar as células cancerosas, mais vitaminas e sais minerais são necessários para curar as células danificadas .

Também é importante acrescentar os alimentos que são ricos em antioxidantes , que ajudam a combater as células cancerosas.

Como muitos pacientes de quimioterapia sofrem com náuseas e vômitos , às vezes eles não sentem vontade de comer , mas ainda devem ser encorajadas a comer refeições menores, mais leves para que não se desnutridos.

Procure alimentar-se pelo menos uma hora antes do tratamento, ao invés de ir com o estômago vazio.
Caso sinta vontade de se alimentar, faça isso enquanto estiver recebendo a quimioterapia.
Sempre tenha a mão algum lanchinho, biscoito, frutas ou suplemento nutricional para o momento de espera ou durante o trajeto.
Faça pequenas refeições ao longo do dia e evite beber líquido próximo às refeições, de forma a não distender o estômago.
Evite comidas gordurosas ou frituras.
Mastigue lentamente os alimentos e repouse em posição sentada após as refeições.
Beba suco de frutas gelado ao longo do dia.
Evite ficar exposto a cheiros fortes (fumaça, perfumes, frituras, etc.).
Vista roupas folgadas, evitando comprimir o abdômen.

Lembre-se que os efeitos colaterais da quimioterapia variam de pessoa para pessoa, do tipo de medicamento e dose a ser utilizada.

Tome os medicamentos prescritos pelo seu médico em casa, principalmente se os sintomas persistirem.

Náuseas e vômitos devem sempre ser relatados para que se possa determinar ajuste das medicações às necessidades de cada paciente.Qualquer ocorrência de febre - maior ou igual a 37.8°C, ou calafrios, siga as orientações de seu médico.

Reconheça seus novos limites e os respeite, estabelecendo horários de descanso ao longo do dia.

Repouse freqüentemente

Lembre-se

A anemia é o efeito colateral mais comum secundário à patologia, ao tratamento quimioterápico e a uma nutrição inadequada dos pacientes oncológicos.

Dessa forma, há um fato que precisa ser desmistificado: paciente oncológico em tratamento quimioterápico não está proibido de ingerir carne vermelha, já que a mesma representa uma fonte importante de ferro e proteínas, devendo ser consumida de forma moderada.

Fonte: www.espacodevida.org.br

Quimioterapia

Quimioterapia Oral

O que é?

A quimioterapia oral no tratamento do câncer representa o emprego de medicamentos antitumorais na forma de comprimidos para combater células doentes, destruindo e/ou controlando seu desenvolvimento.

Apesar de ser apresentada na forma de comprimidos, a quimioterapia oral (quimioral) é uma forma de tratamento sistêmico, ou seja, que atua em todo o corpo. Como algumas células cancerígenas podem se desprender do tumor primário e migrar para outros órgãos, formando metástases, muitas vezes a quimioterapia oral passa a ser a melhor forma de tratamento.

A classificação da quimioterapia varia de acordo com a finalidade do tratamento:.

Curativa: Para erradicação total do tumor.
Adjuvante:
Utilizada após a cirurgia curativa como prevenção de metástases.
Neo-adjuvante ou prévia
: Para a redução parcial do tumor, antes do tratamento cirúrgico e/ou radioterapia.
Paliativa
: Não se destina à cura do tumor, mas à melhoria da qualidade de vida do paciente.

Por que foi desenvolvida?

Para dar aos pacientes a liberdade de receberem o tratamento onde desejarem.

Um dos objetivos de qualquer tratamento de quimioterapia é melhorar a qualidade de vida do paciente.

Com a quimioterapia oral, ao se reduzir o tempo passado no hospital, os pacientes ficam com mais tempo para si próprios, para a família e os amigos.

Para tornar disponível aos pacientes um método de tratamento prático, que possa ser recebido na forma de comprimidos.

Algumas formas de quimioterapia oral foram desenvolvidas como um método mais conveniente de tratar os pacientes, sem ser necessário recorrer a dispositivos como injeções ou bombas de infusão.

Como opção terapêutica em pacientes que tenham mostrado resistência a outros tipos de quimioterapia.

Em alguns casos, apesar do tratamento, o câncer não se reduz e continua a se espalhar.

Nessas circunstâncias, alguns medicamentos para quimioterapia oral são eficazes.

Quando utilizá-la?

A opção pela quimioterapia oral depende:

Do tipo de câncer.
Do grau de disseminação do câncer.
De quais outros tratamentos foram feitos anteriormente.

O médico fornecerá as recomendações e opções que ajudarão o paciente a decidir sobre o tratamento mais adequado para o seu caso.

Veja a seguir algumas situações em que a quimioterapia oral pode ser aplicada:

Câncer de mama
Câncer do cólon e de reto
Câncer de pulmão
Leucemia
Leucemia Mielóide Crônica (LMC)
Leucemia Linfocítica Crônica
Leucemia Promielocítica Aguda (LPA)
Leucemia Não Linfocítica Aguda (LNLA)
Linfoma
Linfoma Cutâneo de Células T
Sarcoma de Kaposi
Câncer de Próstata
Mieloma Múltiplo
Câncer de Ovário
Tumores do Sistema Nervoso Central (por exemplo, tumores do cérebro)

Contato com o médico

Apesar de poder receber o tratamento de quimioterapia oral em casa, o paciente continuará a ter consultas regulares com seu médico, para que este possa acompanhar a evolução do tratamento.

Lembre-se de que a quimioterapia pode provocar efeitos secundários graves. Por isso, o paciente deverá entrar em contato com seu médico sempre que tiver perguntas ou preocupações relacionadas com o tratamento ou com as reações adversas que possam se manifestar. Isso ajudará a assegurar que a situação não evolua para um problema grave. Se necessário, o médico efetuará ajustes na dosagem ou indicará outro medicamento para aliviar os sintomas.

Pergunte ao médico sobre o que deverá ser feito caso o paciente tenha alguma dúvida sobre uma reação adversa e não consiga entrar em contato com ele.

Se o paciente recebe quimioterapia oral em combinação com medicamento não oral, deverá ir ao hospital para receber essa parte do tratamento. A freqüência das consultas ao hospital dependerá do tratamento administrado.

Reações adversas

Como ocorre em todos os tipos de quimioterapia, existem algumas reações adversas associadas à quimioterapia oral.

Entretanto, vale ressaltar que a quimioterapia oral apresenta menos reações adversas que a terapia intravenosa - por exemplo, queda de cabelo, a qual está relacionada à auto-estima dos pacientes. Contudo, cada organismo responde de forma diferente aos tratamentos, de modo que o tipo e a gravidade dessas reações adversas podem variar de pessoa para pessoa.

Veja abaixo os efeitos colaterais mais comuns do uso da quimioterapia oral:

Síndrome mão-pé (as palmas das mãos ou solas dos pés formigam, ficam dormentes, doloridos, inchados ou avermelhados), pele seca, com coceira ou descolorida; descamação e rachaduras nas unhas e queda de cabelos.

Cansaço, fraqueza, tontura, dor de cabeça, febre, dor (incluindo dor no peito, costas, articulações e músculos), problema para dormir e alterações do paladar.

Diarréia, náusea, vômitos, lesões na boca e garganta (estomatite), dor na região do estômago (dor abdominal), indisposição estomacal, constipação, perda de apetite e excessiva perda de água pelo organismo (desidratação). Esses efeitos colaterais são mais comuns em pacientes com mais de 80 anos.

Os efeitos colaterais podem variar se o paciente estiver utilizando a quimioterapia oral conjugada com outros medicamentos.

Oral x intravenosa

Apesar de os tratamentos orais não estarem disponíveis para todos os pacientes nem para todos os tipos de câncer, o paciente poderá discutir esta opção com seu médico. O desenvolvimento científico permite que, cada vez mais, um maior número de cânceres possa ser tratado com quimioterapia oral.

O tipo e estágio da doença, junto com os tratamentos que o paciente estiver fazendo ou já tenha feito anteriormente, vão determinar se a quimioterapia oral é adequada ao seu caso.

Veja a seguir algumas comparações entre as duas formas de administração da quimioterapia:.

Terapia intravenosa

A terapia intravenosa é mais invasiva, enquanto os comprimidos são menos invasivos (não precisam de punções/picadas para a administração do medicamento ou de cirurgia para a implementação do cateter).

A terapia intravenosa exige tratamento no hospital ou em clínicas por períodos de tempo variáveis, ao passo que as terapias orais podem ser aplicadas em casa.

A terapia intravenosa aumenta o risco de infecção num momento em que o sistema imunológico pode já estar enfraquecido.

A terapia intravenosa pode implicar em sérias limitações à atividade física, como sentar-se, andar, nadar.

Os tratamentos intravenosos requerem freqüentemente períodos de afastamento do escritório e interrupções na rotina de trabalho, ao passo que os pacientes que se sintam suficientemente bem sob a quimioterapia oral podem manter um estilo de vida mais coerente com seus hábitos.

Terapia oral

A terapia oral, além de ser tão eficaz quanto a terapia intravenosa, oferece outros benefícios, tais como:

Os pacientes dispõem de mais tempo livre para passar em casa com a família e amigos, em vez de ficar no hospital para receber os medicamentos por via intravenosa.

Os pacientes se sentem com mais autonomia, pois são responsáveis pela ingestão de seus próprios medicamentos em casa, em vez de os receberem de uma enfermeira no hospital.

Os pacientes estão sujeitos a um menor sofrimento, uma vez que serão submetidos a um menor número de punções durante seu tratamento.

Sugestões para aliviar náuseas

Algumas pessoas que recebem quimioterapia podem apresentar náuseas e/ou vômitos. Essas reações adversas são mais prováveis em pessoas sob terapia de combinação, isto é, quando a quimioterapia oral é administrada em combinação com outra forma de tratamento.

Hoje existem medicamentos que ajudam a reduzir as náuseas e os vômitos. Se o paciente sentir essas reações adversas, deve falar com seu médico. Uma iniciativa que poder ser útil é um diário de sintomas para mostrar a ele em suas consultas. As anotações diárias ajudam o paciente a lembrar de discutir com o médico todas as suas dúvidas, avaliando, com ele, se é apropriado recorrer a medicamentos ou a outras medidas para ajudar a diminuir as náuseas e os vômitos, por exemplo.

Existem alguns procedimentos até simples que ajudam a reduzir essas reações adversas:

Não preparar alimentos quando estiver sentindo enjôo; se for possível, deixar essa tarefa para outras pessoas.
Evitar alimentos fritos e gordurosos e alimentos com cheiro forte.
Ingerir várias refeições leves durante o dia.
Mastigar bem os alimentos.
Beber muita água durante o dia, em pequenas porções e de forma lenta e freqüente.
Quando permitido, colocar gelo picado na boca e deixar derreter devagar para aliviar os enjôos.

É importante tentar alimentar-se bem durante a quimioterapia oral ou qualquer outro tipo de tratamento contra o câncer. Se o paciente perdeu ou está perdendo peso, não é recomendado aumentar a quantidade de calorias ingeridas.

Existem outras formas de administrar mais calorias sem ingerir volume maior de alimentos.

O médico ou sua equipe poderá recomendar:

Adicionar molhos às refeições, para aumentar o consumo de calorias e até enriquecer o sabor.
Juntar queijo derretido ou manteiga aos vegetais.
Ingerir bebidas nutritivas entre as refeições ou como substituto para uma refeição, em caso de enjôo.

Sugestões para acalmar a boca dolorida

Algumas quimioterapias, sejam elas intravenosas ou orais, podem deixar a boca dolorida. Dor, vermelhidão, inchaço ou feridas na boca são conhecidos como estomatite ou mucosite.

Escovar os dentes regularmente, de forma suave, com uma escova macia e usar um colutório bucal (soluções para enxágüe bucal) ajuda a reduzir os sintomas. Se o colutório bucal usado pelo paciente provocar ardência, é preciso falar com o médico. Ele poderá recomendar um outro mais suave.

Assim como ocorre nos casos de náuseas e vômitos, pequenos ajustes à dieta também podem ajudar:

O abacaxi ajuda a manter a boca limpa e fresca.
Alimentos e bebidas frescas ajudam a suavizar a boca; assim, é possível adicionar gelo triturado às bebidas ou comer sorvetes de massa*.
Evitar alimentos como vegetais crus e torradas, que podem arranhar a boca.
Evitar alimentos salgados e picantes, que podem provocar ardor na boca.
Beber pelo menos um litro e meio de líquidos por dia.

* Pergunte ao médico se ele aprova a recomendação, uma vez que poderá interferir com o tratamento.

Sugestões para aliviar diarréia

A diarréia pode ser uma reação adversa desagradável em qualquer tipo de quimioterapia.

Para lidar com essa reação, as sugestões a seguir podem ser úteis:

Informe ao médico ou enfermeira imediatamente se o paciente observar aumento significativo na quantidade de evacuações diárias, diarréia durante a noite ou uma alteração para fezes mais líquidas ou ensangüentadas (diarréia grave). Esses profissionais de saúde irão aconselhar sobre alterações na quimioterapia e/ou fornecer medicamentos complementares que ajudem a diminuir a diarréia. Se o paciente estiver em casa, deve contatar a equipe de saúde que está acompanhando o tratamento o mais rápido possível para receber as orientações adequadas.
Beber muita água para repor os líquidos perdidos.
Usar alimentos que contenham sódio e potássio, pois o corpo também perde esses sais. Bananas, néctar de pêssego e de damasco, melão, batatas cozidas ou em purê e caldo de carne são boas opções.
Diminuir o consumo de fibras (por exemplo, cereais, frutas fibrosas ou com casca e vegetais crus).
Fazer refeições ligeiras e freqüentes.
Evitar alimentos picantes e gordurosos.
Limitar a quantidade de cafeína em sua dieta. Além do café, chá preto e mate, alguns refrigerantes (por exemplo, colas e bebidas energéticas) contêm cafeína.
Não consumir muito leite nem produtos lácteos, pois estes poderão piorar a diarréia.
Usar alimentos ricos em amido, como arroz e batatas.

Se houver preocupação com a diarréia ou se o quadro se tornar mais grave, deve-se consultar o médico.

Em geral, interromper a quimioterapia oral durante algum tempo é suficiente para resolver o problema. A administração freqüente (por vezes diária) de quimioterapia oral significa que é fácil ajustar a dose na presença de reações adversas. O médico indicará qual a melhor forma de controlar a diarréia, podendo até receitar medicamentos para esse fim.

Referências Bibliográficas

1. Liu G, Franssen E, et al. Patient preferences for oral versus intravenous palliative chemotherapy. J Clin Oncol 1997;15:110-15
2. Borner M, Schöffski P, et al. Patient preference and pharmacokinetics of oral modulated UFT versus intravenous fluorouracil and leucovorin: a randomised crossover trial in advanced colorectal câncer. Eur J Câncer 2002;38:349-58

Fonte: www.quimioral.com.br

Quimioterapia

O que é Quimioterapia?

É a utilização de agentes químicos isolados ou em combinação com o objetivo de tratar tumores e tem se tornado uma das mais importantes e promissoras maneiras de combater o câncer.

As células são anormais porque elas não possuem capacidade de controlar o seu próprio desenvolvimento, crescendo de forma desordenada, diferente das células normais que crescem e se multiplicam seguindo uma orientação precisa e previsível.

Como os medicamentos quimioterápicos não possuem especificidade, ou seja, não destroem somente as células tumorais normais, as células normais também são afetadas pela ação dos fármacos quimioterápicos, principalmente aquelas que possuem maior intensidade de multiplicação que são as células da medula óssea, do revestimento gastrointestinal (boca, estômago e intestino) e os folículos do cabelo.

Ações da Quimioterapia

Curar.
Limitar o crescimento do tumor.
Diminuir o crescimento do tumor.
Aliviar sintomas que possam ter sido causados pelo desenvolvimento do tumor

Dependendo do estado geral do paciente e do objetivo a ser alcançado, o médico prescreverá quimioterapia. Nela constarão a combinação dos fármacos, em qual freqüência deve ser tomada, qual será a via e a duração de cada aplicação.

A dosagem e o tipo de medicação dependerão de vários fatores, como por exemplo: peso e altura, tipo de tumor e condições gerais do paciente. Para um mesmo tipo de tumor, vários protocolos (associação de fármacos) poderão ser utilizados.

Tratamento Ambulatorial

O tratamento ambulatorial ocorre quando não há necessidade de internação hospitalar, podendo ser feito em clínicas ou em consultórios.

A opção do tratamento ambulatorial é feita pelo médico e são levados em conta diversos fatores como: toxicidade dos fármacos a serem administrados, tipo de tratamento e condições do paciente (físicas e psicológicas). A possibilidade do tratamento ambulatorial é um grande avanço dentro da Oncologia, pois significa um maior domínio sobre os efeitos dos fármacos, facilitando em muito a rotina do paciente, permitindo que ele conduza sua vida o mais próximo possível de sua rotina normal.

Fonte: www.hcor.com.br

Quimioterapia

Mecanismos de Ação

Quimioterapia é o uso de medicamentos para o tratamento do câncer. Estas substâncias, que podem ser ingeridas ou injetados em músculos, veias ou artérias, agem preferencialmente sobre as células do tumor, em diversas etapas de seu metabolismo. Na verdade, os agentes quimioterápicos agem interferindo na divisão celular, o que faz das células do câncer um alvo preferencial.

A população celular de um tumor é bastante heterogênea. Existem células próximas de vasos sangüíneos que recebem mais nutrientes e tendem a crescer mais que outras. Existem células que estão em diferentes fases do processo de divisão, o chamado ciclo celular. Algumas estão se dividindo, outras estão se preparando para tal e as demais estão em repouso.

Dependendo da fase do ciclo celular em que uma célula se encontra, determinado agente quimioterápico pode ou não fazer o efeito desejado. Isso independe se a célula é sensível ou resistente a ele. Existem drogas que atuam em todas as fazes, e outras são as chamadas ciclo-específicas, ou seja, só atuam em determinada fase do ciclo celular.

A quimioterapia, diferente da cirurgia e da radioterapia é uma forma de tratamento sistêmico, ou seja, que atua em todo o corpo. Como algumas células tumorais podem se desprender do tumor primário e migrar para outros órgãos (metástases), muitas vezes a quimioterapia passa a ser a melhor forma de tratamento.

Tumores distintos recebem tratamentos diferentes.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais variam conforme a droga a ser utilizada.

Geralmente, são as células em crescimento as mais sensíveis aos efeitos da quimioterapia.

Os efeitos tóxicos mais importantes são:.

Leucopenia: Significa redução do número de glóbulos brancos do sangue, os leucócitos.
Plaquetopenia:
Significa redução do número de plaquetas. As plaquetas fazem parte do mecanismo de reparo dos vasos sangüíneos, evitando sangramentos.
Anemia:
significa redução dos glóbulos vermelhos do sangue. Raramente requer transfusão, pois essa queda não é tão importante quanto à dos glóbulos brancos.
Alopécia
: É a queda de cabelo. O cabelo cresce porque há células em divisão na sua raiz.
Mucosite
: A quimioterapia pode reduzir a espessura da mucosa, resultando em inflamação e eventual formação de pequenas ulcerações. É comum que se associe à uma infecção oportunista pela candida albicans, o “sapinho”.

Náuseas e vômitos que ocorre pela ação do medicamento sobre áreas específicas do sistema nervoso.

Apesar da via endovenosa ser a mais comum, existem outras para a administração da quimioterapia: oral; subcutânea; intramuscular; intratecal (trata-se da injeção da quimioterapia dentro do líquor); intracavitária (trata-se da injeção no espaço pleural ou intraperitoneal); intralesional (trata-se da injeção diretamente dentro do tumor); tópica ( trata-se da aplicação da quimioterapia sobre a pele afetada).

A quimioterapia pode ser bastante irritante para as veias. Por isso, eventualmente é realizada com a implantação de um cateter intravenoso.

Objetivos do tratamento

A quimioterapia pode ser usada em diversas situações, e mesmo em se tratando do mesmo tipo de câncer, pode ser usada de forma diferente conforme a estratégia do tratamento.

De modo simplificado, podemos dividir os objetivos em:

Curativo

Visa erradicar completamente o tumor. Existem algumas situações onde isso é possível:

1) Tratamento para doença avançada, detectável por exames.
2)
Complemento de cirurgia onde o tumor foi completamente removido. Visa erradicar lesões microscópicas, que podem ter passado desapercebidas e que irão causar a recidiva do tumor. Esse tipo de tratamento é o que chamamos de adjuvante.
3)
Tratamento inicial, para reduzir o tumor, de modo a possibilitar ou facilitar a cirurgia. Pode ser útil para reduzir a área a ser operada, preservando a função ou o órgão. Esse tipo de tratamento é o que chamamos de primário ou neoadjuvante.

Paliativo

Quando não conseguiremos erradicar completamente o tumor.

A quimioterapia estará indicada se ela puder:

1) Melhorar a qualidade de vida do paciente.
2)
Aumentar a expectativa de vida do paciente.

A duração do tratamento depende basicamente de seu objetivo e da tolerância do paciente. Tratamentos adjuvantes tem um número de ciclos pré-definido, que varia conforme o tipo de tumor e o esquema de quimioterapia que foi escolhido.

Tratamentos neoadjuvantes também tem uma duração pré-definida, mas a resposta do tumor à quimioterapia é acompanhada, pois, se for insatisfatória, o planejamento terá de ser revisto.

Os demais tratamentos, sejam eles curativos ou paliativos, mas onde há possibilidade de mensurar o tumor, seguem o mesmo raciocínio. Periodicamente a resposta ao tratamento é avaliada.

Conforme o resultado dos exames, o planejamento do tratamento poderá ser modificado. Dependendo do tipo de droga utilizada, o número de ciclos também poderá ser limitado. Algumas medicações podem levar a efeitos tóxicos a partir de determinada dose. Assim, antes que isso ocorra, o tratamento será ou suspenso ou trocado. Nesse caso, a troca de esquema não significa uma resposta inadequada.

Fonte: www.meaumarci.hpg.com.br

Quimioterapia

O que é Quimioterapia?

É o uso de medicamentos que induz a morte celular, agindo preferencialmente nas células que estão em duplicação (divisão ou ciclo celular).

A quimioterapia é, ainda hoje, um tratamento agressivo, que afeta tanto as células normais quanto as cancerosas, tendo maior poder de destruição nas células com alto índice de proliferação (folículos pilosos, eptélio de revestimento, tecido hematopoiético e tumores de crescimento rápido).

As aplicações de quimioterapia, podem ser feitas com agente único ou associação de quimioterápicos. O uso de drogas combinadas tem-se mostrado mais eficiente na obtenção de um resultado mais abrangente, buscando atingir as células cancerosas em suas diferentes fases de desenvolvimento e dificultando o surgimento de resistência do tumor aos medicamentos.

É conhecido, que o tratamento de quimioterapia, causa efeitos colaterais e reações adversas por causa dos efeitos tóxicos e de destruição celular das drogas aplicadas.

Entretanto, a maioria desses efeitos são controláveis (náuseas, vômitos, estomatite, infecção, etc), não com a redução das doses durante o tratamento, o que poderia comprometer a eficácia terapêutica, porém com o aprimoramento da farmacologia que vem disponibilizando aos oncologistas, novos medicamentos, que vem minimizar a toxidade dos quimioterápicos, viabilizando assim a manutenção da quimioterapia e até a intensificação do tratamento com efeitos colaterais suportáveis.

Raramente o paciente em vigência de quimioterapia é desprovido de efeitos colaterais, quando esta é usada em dose realmente efetivas contra o tumor, devido a não seletividade do medicamento para as células malignas, as quais têm ciclos de divisão igual as células normais do corpo. Entretanto como o volume tumoral é muito inferior a massa de células normais, este primeiro sofre danos definitivos.

Além do mais, as aplicações são ministradas sob rigoroso controle, após analisadas as condições clínicas, físicas e laboratoriais de cada paciente, que possam denunciar contra-indicações ao uso das drogas selecionadas.

O tratamento de quimioterapia pode ser utilizado de diversas maneiras, atuando também em complemento, intensificação ou associação as outras formas de tratamento, como a radioterapia, cirurgia e imunoterapia.

De forma resumida, podemos relacionar os seguintes tipos de tratamentos quimioterápicos:

Curativa - Utilizada como forma única para se obter a erradicação completa da doença.
Adjuvante - Utilizada para aumentar a eficácia em complemento a uma cirurgia radical, com a finalidade de erradicar doença residual microscópica local ou à distância (micrometástases).
Neoadjuvante ou Primária - Utilizada com a finalidade de se obter a redução do tumor antes da cirurgia testando a sensibilidade da neoplasia às drogas, assim como possibilitando, cirurgias mais preservativas.
Paliativa - Utilizada para melhorar a qualidade de vida, ocasionalmente prolongando a sobrevida do paciente, sem finalidade curativa.

É importante salientar, que resultados mais eficientes e menos tóxicos são quase sempre obtidos quando, da aplicação da quimioterapia, o câncer encontra-se em estágio inicial, ou o tumor ainda tem dimensões pequenas e microscópicas. Daí, mais uma vez, evocamos a importância do diagnóstico precoce.

Fonte: www.oncotrat.com.br

Quimioterapia

O que é Quimioterapia?

A quimioterapia consiste no emprego de drogas para combater o câncer.

Esses medicamentos, chamados quimioterápicos, atuam combatendo as células doentes, destruindo e/ou controlando seu desenvolvimento.

Podem ser ministradas isoladamente (monoquimioterapia) ou combinadas (poliquimioterapia). Sendo esta última a que apresenta resultados mais eficazes, pois consegue maior resposta a cada aplicação, diminui o risco de resistência às drogas e consegue atingir as células em diferentes fases do seu ciclo.

A quimioterapia pode ser indicada como tratamento isolado ou ainda ser feita em conjunto com a cirurgia e a radioterapia, dependendo de fatores como tipo de tumor, localização e estágio da doença.

A classificação da quimioterapia varia de acordo com a finalidade do tratamento:

Curativa: Para se conseguir a irradicação total do tumor.
Adjuvante:
Utilizado após cirurgia curativa para prevenção de metástases na em torno da área do tumor.
Neoadjuvante ou prévia:
Visa a redução parcial do tumor, preparando para o tratamento cirúrgico e/ou radioterapia.
Paliativa
: Não se destina a cura do tumor, busca-se a melhorar a qualidade da sobrevida do paciente.

Como funciona a Quimioterapia no organismo?

As drogas quimioterápicas interferem na capacidade de multiplicação das células cancerosas.

Para cada diagnóstico é definido o tipo e as combinações das drogas a serem administrada ao paciente.

Mas as drogas usadas no tratamento atingem tanto as células doentes como as normais.

As células normais mais afetadas são aquelas que mais rapidamente se dividem, incluindo as de folículos pilosos, gastrointestinal, sistema reprodutivo e medula óssea.

Reações desagradáveis da Quimioterapia

Por se tratar de tratamento em que há agressão tanto de células doentes como sadias, os efeitos colaterais são inevitáveis. entre os mais comuns estão:

Queda de cabelo
Feridas na boca
Dificuldades para engolir
Náuseas
Vômitos
Constipação
Diarréia
Infecções
Anemia
Aumento de sangramentos

Como é feito o tratamento?

A quimioterapia pode ser administrada de diferentes maneiras.

As mais comuns são:

Intravenosa: É a maneira mais comum. A aplicação do quimioterápico é feita diretamente na veia, normalmente no antebraço, podendo também ser aplicada em qualquer outro local.
Oral
: Método mais cômodo e prático. A medicação, pílula, cápsula ou líquido é ingerido diretamente pela boca.
Intramuscular
: É ministrado o medicamento por injeção, diretamente no músculo do braço ou nádegas. O procedimento é rápido durando apenas alguns segundos.
Intratecal
: Os médicos utilizam o método intratecal como forma de prevenção para alguns tipos de leucemia e linfoma que tem a tendência de se difundir para o sistema nervoso central.

O método consiste em injetar a droga quimioterápica direto no líquido Céfalo Raquidiano, para destruir qualquer célula doente.

O Cateter

Em alguns pacientes, o acesso venoso é muito difícil, sendo aconselhado a implantação de um cateter.

O cateter é um tubo plástico e fino que é colocado dentro de uma veia, permitindo que o paciente receba toda a medicação do tratamento, sem que precise ser furado todas as vezes que precise fazer as aplicações.

São dois os tipos de cateter utilizados:

Permanentes: Colocado através de processo cirúrgico, é chamado de permanente por poder permanecer no lugar por meses ou anos. Pode ser semi ou totalmente implantado.
Temporários
: É um acesso temporário de administração da quimioterapia, que funciona da mesma forma do permanente, porém seu tempo de permanência é de alguns dias.

Orientações práticas

Alimentação: Estar sempre bem alimentado melhora as condições de reagir aos efeitos colaterais e fica-se menos predisposto a infecções. No caso de sentir náuseas e vômitos, prefira comidas na temperatura ambiente ou ligeramente resfriada, evite alimentos gordurosos e frituras, prefira fazer várias refeições ao dia, em pequenas porções, coma devagar, mastigando bem os alimentos, mantenha a casa sem odor de comida.
Febre:
Durante o tratamento há uma queda nas defesas do organismo, deixando o paciente suscetível a infecções. A febre é um sinal de possíveis infecções no organismo. Ao primeiro sinal, o médico deve ser avisado imediatamente para orientar o tratamento adequado.

Infecções

Prevenir infecções é uma preocupação que todo paciente e as pessoas a sua volta tem que ter todos os dias. Para isso algumas regras básicas devem ser seguidas:

Lave bem as mãos usando água morna e sabão
Evite arranhões ou cortes na pele. Se acontecer, lave o local com sabão branco e água, no caso de cortes, se não for profundo, lave com água oxigenada e cubra com bandaid e avise sempre o seu médico
Não coma comidas cruas ou compradas na rua. Prefira as feitas em casa ou no hospital
Crie o hábito de verificar a sua temperatura todos os dias.

Uso de outros medicamentos

O uso de qualquer medicamento durante o tratamento deve ser autorizado pelo médico responsável. Alguns medicamentos sejam quimícos, homeopáticos ou naturais podem interferir no tratamento.

Ciclo menstrual

Os quimioterápicos podem alterar a produção de hormônios e causar em algumas mulheres, alteração no ciclo menstrual. Que volta a se normalizar com o fim do tratamento.

Fonte: www.nacc.org.br

 

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal