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Concordância

Os termos que constituem uma oração estabelecem entre si diversas relações, entre elas as relações sintáticas, quando esses termos se distribuem pela oração formando um organismo; e relações semânticas, quando esses termos se organizam na oração formando um todo significativo.

Dá-se o nome de concordância à harmonia que os termos da oração apresentam em nível sintático. Assim, algumas palavras, expressões ou mesmo orações, quando estabelecem uma relação de dependência entre si, devem demonstrar com quais elementos estão ligadas. E isso é evidenciado através das flexões: de número e gênero, para os nomes e de número e pessoa, para os verbos.

O fato de a concordância se expressar por meio de flexões pode nos levar a pensar numa série de repetições exigidas pela sintaxe (ex.: marcar o plural no substantivo e no adjetivo que o acompanha). Porém, é a concordância que permite a não repetição do sujeito numa certa construção verbal (ex.: sujeito oculto). De qualquer forma, a concordância é obrigatória nos casos supra-citados.

CONCORDÂNCIA VERBAL

A relação de concordância, quando se dá entre o sujeito e o verbo principal de uma oração, é chamada de concordância verbal.

Os verbos flexionam-se em pessoa (primeira, segunda e terceira), em número (singular e plural), em tempo (presente, passado e futuro) e em modo (indicativo, subjuntivo e imperativo). Em geral, as características de número e pessoa são as que um termo determinante ou dependente (verbo) deve manter em harmonia com as do termo determinado ou principal (substantivo e etc.).

Em língua portuguesa, as relações de concordância são obrigatórias nos casos supra-citados. Por isso, é importante saber de que forma os verbos e sintagmas nominais se relacionam para, assim, promover a concordância adequada.

A concordância e o sujeito simples

Dentre os casos de concordância verbal, o que trata do sujeito e o verbo é o mais básico e geral da língua portuguesa.

Sintaticamente, o sujeito é o termo que se mantém em harmonia com o verbo. Esse sujeito ora pode estar expresso na oração através de um nome (substantivo, pronome e etc.) ou uma oração subordinada substantiva, ora pode estar implícito na oração, ou ainda, pode ser inexistente na oração. Mesmo que o sujeito seja um elemento não declarado na oração, a concordância de número e pessoa entre ele e o verbo é obrigatória (salvo a exceção da concordância ideológica).

Exemplos:

Nós quer falar assim! [Inadequado] Nós queremos falar assim! [Adequado]

As compras chegou ontem. [Inadequado] As compras chegaram ontem. [Adequado]

Quando o sujeito não está expresso na oração é preciso recuperá-lo no contexto e, então, promover a concordância .

Exemplo:

Elas disseram que vai ao jantar.

...Elas disseram que vão ao jantar

...[sujeito de "vão" = "que" retomando o nome "elas"]

...Elas disseram que ele vai ao jantar.

...[sujeito de "vão" = "ele"]

Há casos em que um sujeito simples representa não um único elemento, mas toda uma coletividade. Mesmo transmitindo essa idéia de pluralidade, a concordância deve respeitar o número e a pessoa representada pela palavra-sujeito.

Exemplos:

A gente não fizemos a lição. [Inadequado] A gente não fez a lição. [Adequado]

As gentes do Brasil espelha as várias raças. [Inadequado] As gentes do Brasil espelham as várias raças. [Adequado]

A concordância e as desinências

As desinências (-s, -mos, -va e etc.) são elementos essenciais para se determinar a flexão das palavras em Língua Portuguesa. Por esse motivo são, inclusive, denominadas morfemas flexionais.

Por indicarem, na morfologia, a flexão nominal (gênero, número) e a flexão verbal (pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz ), é obrigatória a presença das desinências nas palavras. Esse fator é fundamental à construção adequada da concordância nominal e da concordância verbal

Freqüentemente se observa a ausência da desinência -s indicativa da segunda pessoa do singular. Esse comportamento, verificado particularmente na língua falada, acarreta problemas de concordância verbal, já que a forma vazia (sem o -s . Ex.: ama) é a forma representativa da terceira pessoa do singular.

Exemplos:

Tu fala por experiência própria! [Inadequado] Tu falas por experiência própria! [Adequado]

A concordância e o termo determinado

A concordância verbal, obrigatória em Língua Portuguesa, ocorre preferencialmente entre o verbo e o sujeito da oração.

Nas orações formadas por um predicado nominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito) o verbo deve concordar não com o sujeito, mas sim com o predicativo do sujeito. Essa possibilidade de concordância ocorre, dentre outros casos, se:

sujeito for um nome no plural; predicativo do sujeito estiver determinado, isto é, se ele for formado por um nome + determinante (artigo, numeral e etc.). Exemplos:

Carros roubados são uma coisa normal nesta rua. [Inadequado] Carros roubados é uma coisa normal nesta rua. [Adequado]

Falsas promessas foram a minha desgraça! [Inadequado] Falsas promessas foi a minha desgraça! [Adequado]

A concordância e os pronomes indefinido e demonstrativo como sujeito

A concordância verbal, obrigatória em Língua Portuguesa, ocorre preferencialmente entre o verbo e o sujeito da oração.

Nas orações formadas por um predicado nominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito) o verbo deve concordar não com o sujeito, mas sim com o predicativo do sujeito. Essa possibilidade de concordância ocorre, dentre outros casos, se o sujeito da oração for:

um pronome indefinido (todo, tudo, nada e etc.); um pronome demonstrativo neutro (isto, isso e aquilo).

Exemplos:

Nada é obstáculos para um bom vendedor. [Inadequado] Nada são obstáculos para um bom vendedor. [Adequado]

Tudo é flores! [Inadequado] Tudo são flores! [Adequado]

Para mim isso é histórias mal contadas. [Inadequado] Para mim isso são histórias mal contadas. [Adequado]

Aquilo é manobras sociais. [Inadequado] Aquilo são manobras sociais. [Adequado]

A concordância e o pronome interrogativo como sujeito

A concordância verbal, obrigatória em Língua Portuguesa, ocorre preferencialmente entre o verbo e o sujeito da oração.

Nas orações formadas por um predicado nominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito) o verbo deve concordar não com o sujeito, mas sim com o predicativo do sujeito. Essa possibilidade de concordância ocorre, dentre outros casos, se o sujeito for um pronome interrogativo (qual, quem, que, quando e etc.).

Exemplos:

Quem é eles? [Inadequado] Quem são eles? [Adequado]

Quando será as provas? [Inadequado] Quando serão as provas? [Adequado]

A concordância e o pronome reto como predicativo do sujeito

A concordância verbal, obrigatória em Língua Portuguesa, ocorre preferencialmente entre o verbo e o sujeito da oração.

Nas orações formadas por um predicado nominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito) o verbo deve concordar não com o sujeito, mas sim com o predicativo do sujeito. Essa possibilidade de concordância ocorre, dentre outros casos, se o predicativo do sujeito for um pronome reto (eu, tu, ele e etc.).

Exemplos:

O encarregado da obra é eu. [Inadequado] O encarregado da obra sou eu. [Adequado]

Neste caso continua nós... [Inadequado] Neste caso continuamos nós... [Adequado]

A concordância e as orações adjetivas

As orações subordinadas adjetivas são aquelas que têm valor de adjetivo, ou seja, que qualificam ou determinam um nome que pertence à oração principal. Como elas estão ligadas a um termo da oração principal através de um pronome relativo, é obrigatório que entre o verbo da oração subordinada e o pronome haja concordância de pessoa e número.

Em geral as orações adjetivas são introduzidas por um pronome relativo (que, qual e etc.) que, substituindo o nome ao qual o verbo da oração subordinada está ligado, comanda a concordância verbal.

Exemplos:

Os homens que mata os animais selvagens devem ser denunciados. [Inadequado] Os homens que matam os animais selvagens devem ser denunciados. [Adequado]

...[Os homens devem ser denunciados: oração principal]

...[que matam os animais selvagens: oração subordinada adjetiva]

...[que: pronome relativo a "os homens"]

As questões que era mais importante foram esquecidas. [Inadequado] As questões que eram mais importantes foram esquecidas. [Adequado]

...[As questões foram esquecidas: oração principal]

...[que eram mais importantes: oração subordinada adjetiva]

...[que: pronome relativo a "as questões"]

Observe que no exemplo (2) não só o verbo, mas também o adjetivo da oração subordinada (eram, importantes) devem se manter em harmonia com o nome ao qual estão ligados.

Uma regra prática para identificar a oração subordinada adjetiva e, assim, promover a concordância verbal adequada, é substituir toda a oração subordinada pelo adjetivo a ela correspondente.

Os homens matadores de animais selvagens devem ser denunciados.

As questões mais importantes foram esquecidas.

A concordância e o pronome relativo em orações adjetivas

As orações subordinadas adjetivas, por qualificarem um termo da oração principal, possuem as características de um adjetivo; ou seja: estão ligadas a um nome , em geral um substantivo, ao qual conferem um atributo.

Dentre as características das orações subordinadas adjetivas destacamos o fato de serem introduzidas pelo pronome relativo que.

Nas orações adjetivas o que faz referência a algum termo da oração principal (sujeito, objeto, complemento nominal). Desse modo, o que carrega consigo todas as marcas de flexão (número, gênero, pessoa) do termo ao qual se refere. Assim, é obrigatória a concordância em número e pessoa entre o verbo da oração subordinada adjetiva e o substantivo a que se refere representado pela palavra que.

Exemplos:

Os trabalhadores que fez greve serão convocados para a reunião. [Inadequado] Os trabalhadores que fizeram greve serão convocados para a reunião. [Adequado]

Os lustres da sala que foram inaugurados destacava-se em delicadeza. [Inadequado] Os lustres da sala que foi inaugurada destacavam-se em delicadeza. [Adequado]

A concordância e os pronomes reflexivos

Os pronomes reflexivos (me, te, se, nos e etc.) possuem uma forma especial para cada pessoa verbal.

Para indicar que o objeto da ação é a mesma pessoa que o sujeito que a pratica, é obrigatória a concordância em pessoa entre o pronome reflexivo e a pessoa a qual se refere.

É importante lembrar, ainda, que a terceira pessoa possui uma única forma tanto para o singular quanto para o plural: se, si e consigo.

Exemplos:

Eu se machuquei. [Inadequado] Eu me machuquei. [Adequado]

Ela foi embora e levou minha juventude contigo. [Inadequado] Ela foi embora e levou minha juventude consigo. [Adequado]

Observe que a concordância própria aos pronomes reflexivos respeitam apenas a pessoa verbal e não o gênero da pessoa a qual se refere, senão vejamos os exemplos de sentenças corretas:

Ela está fora de si. / Ele está fora de si.

Além disso, é comum acrescentar algumas expressões reforçativas junto aos pronomes reflexivos. Dessa forma, destaca-se a idéia de igualdade entre as pessoas que estão sujeitas à ação.

Exemplos:

Eu me machuquei. Eu mesma me machuquei.

Eles se julgavam. Eles julgavam-se a si mesmos.

A concordância e o pronome "que"

Os pronomes relativos são aqueles que estabelecem a ligação entre a oração principal e a oração subordinada, ao substituir, na oração subordinada, um termo presente na oração principal (termo antecedente). Dentre os pronomes relativos, o que é o mais comum, sendo empregado em construções diversas. Diferentemente de outros relativos (qual, cujo, por exemplo), o que não se flexiona em gênero e número. Por isso, muitas vezes é difícil saber a qual elemento o que se refere. Porém, como se trata de um relativo, o pronome que sempre retoma um nome anteriormente apontado e dele herda as características de flexão.

Em geral, o que introduz uma oração subordinada. A concordância de número e pessoa entre o verbo da oração subordinada e o elemento ao qual o que está ligado é obrigatória. É o que ocorre quando o termo antecedente for um pronome pessoal do caso reto (eu, tu, ele e etc.)

Exemplos:

Não fui eu que lhe vendeu fiado. [Inadequado] Não fui eu que lhe vendi fiado. [Adequado]

São eles que promete e não cumpre. [Inadequado] São eles que prometem e não cumprem. [Adequado]

É importante lembrar que, em análise sintática, o pronome reto que antecede o que é sujeito da oração principal. Já o sujeito da oração subordinada é o próprio que, por isso a necessidade de manter em harmonia os elementos da oração subordinada.

Fomos nós que antecipamos o resultado da pesquisa eleitoral. ...[fomos nós: oração principal]

...[que antecipamos o resultado da pesquisa eleitoral: oração subordinada]

...[nós: sujeito da oração principal]

...[que: sujeito da oração subordinada = pronome relativo a "nós"]

A concordância e o pronome "quem"

O pronome relativo substitui um nome que pertence à oração principal. Para evitar a repetição desse nome, utiliza-se um pronome que se torna "relativo" àquele nome o qual substitui.

Exemplo:

Esses são os anéis que eu dei a você? ...[oração principal: esses são os anéis]

...[oração dependente: que eu dei a você]

...[anéis: predicativo do sujeito da oração principal]

...[que: pronome relativo a anéis / objeto direto da oração dependente]

O pronome relativo quem, quando introduz uma oração dependente, se torna sujeito dessa oração. Logo é obrigatória a concordância em pessoa e número entre o verbo e o sujeito ao qual está ligado. Uma das possibilidades de concordância entre o quem e o verbo da oração dependente é manter este verbo na terceira pessoa do singular.

Exemplos:

Fui eu quem paguei a conta. [Inadequado] Fui eu quem pagou a conta. [Adequado]

São eles quem nos obrigaram a marchar. [Inadequado] São eles quem nos obrigou a marchar. [Adequado]

A concordância e os pronomes "o que"

Há, em língua portuguesa, um tipo de construção que reúne dois pronomes - demonstrativo e relativo - formando as expressões "o(s) que" e "a(s) que". Quando o termo que dessa expressão introduzir uma oração subordinada, o verbo dessa oração deve concordar em número e pessoa com o termo o(s)/a(s) que o antecede.

Exemplos:

Não ouvi os que falava. [Inadequado] Não ouvi os que falavam. [Adequado]

São dois os que contribui para o time da empresa. [Inadequado] São dois os que contribuem para o time da empresa.[Adequado]

O pronome demonstrativo pode ser representado pelas palavras o(s), a(s), geralmente empregadas como artigos. Trata-se de uma forma especial de pronome neutro que pode ser substituída por "aquele(s)", "aquela(s)". Já o pronome relativo que retoma um elemento anterior (termo antecedente). A análise sintática da expressão o que, portanto, deve ser compreendida da seguinte forma:

Cartas? Só lia as que chegavam em meu escritório. ...[Só lia as: oração principal]

...[que chegavam em meu escritório: oração subordinada]

...[as: objeto direto da oração principal = substitui "cartas"]

...[que: sujeito da oração subordinada = substitui "as"]

CONCORDÂNCIA VERBAL

Regra geral

Estudar a concordância verbal é, basicamente, estudar o sujeito, pois é com este que o verbo concorda. Se o sujeito estiver no singular, o verbo também o estará; se o sujeito estiver no plural, o mesmo acontece com o verbo. Então, para saber se o verbo deve ficar no singular ou no plural, deve-se procurar o sujeito, perguntando ao verbo Que(m) é que pratica ou sofre a ação? ou Que(m) é que possui a qualidade? A resposta indicará como o verbo deverá ficar.

Por exemplo, a frase As instalações da empresa são precárias tem como sujeito “as instalações da empresa”, cujo núcleo é a palavra instalações, pois elas é que são precárias, e não a empresa; por isso o verbo fica no plural.

Até aí tudo bem. O problema surge, quando o sujeito é uma expressão complexa, ou uma palavra que suscite dúvidas. São os casos especiais, que estudaremos agora:

01) Coletivo: Quando o sujeito for um substantivo coletivo, como, por exemplo, bando, multidão, matilha, arquipélago, trança, cacho, etc., ou uma palavra no singular que indique diversos elementos, como, por exemplo, maioria, minoria, pequena parte, grande parte, metade, porção, etc., poderão ocorrer três circunstâncias:

A) O coletivo funciona como sujeito, sem acompanhamento de qualquer restritivo: Nesse caso, o verbo ficará no singular, concordando com o coletivo, que é singular.

Ex. A multidão invadiu o campo após o jogo. O bando sobrevoou a cidade. A maioria está contra as medidas do governo.

B) O coletivo funciona como sujeito, acompanhado de restritivo no plural: Nesse caso, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.

Ex. A multidão de torcedores invadiu / invadiram o campo após o jogo. O bando de pássaros sobrevoou / sobrevoaram a cidade. A maioria dos cidadãos está / estão contra as medidas do governo.

C) O coletivo funciona como sujeito, sem acompanhamento de restritivo, e se encontra distante do verbo: Nesse caso, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.

Ex. A multidão, após o jogo, invadiu / invadiram o campo. O bando, ontem à noite, sobrevoou / sobrevoaram a cidade. A maioria, hoje em dia, está / estão contra as medidas do governo.

Um milhão, um bilhão, um trilhão:

Com um milhão, um bilhão, um trilhão, o verbo deverá ficar no singular. Caso surja a conjunção e, o verbo ficará no plural. Ex. Um milhão de pessoas assistiu ao comício Um milhão e cem mil pessoas assistiram ao comício.

02) Mais de, menos de, cerca de, perto de: quando o sujeito for iniciado por uma dessas expressões, o verbo concordará com o numeral que vier imediatamente à frente.

Ex. Mais de uma criança se machucou no brinquedo. Menos de dez pessoas chegaram na hora marcada. Cerca de duzentos mil reais foram surripiados.

Quando Mais de um estiver indicando reciprocidade ou com a expressão repetida, o verbo ficará no plural.

Ex. Mais de uma pessoa agrediram-se. Mais de um carro se entrechocaram. Mais de um deputado se xingaram durante a sessão.

03) Nome próprio no plural: quando houver um nome próprio usado apenas no plural, deve-se analisar o elemento a que ele se refere:

A) Se for nome de obra, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.

Ex. Os Lusíadas imortalizou / imortalizaram Camões. Os Sertões marca / marcam uma época da Literatura Brasileira.

B) Se for nome de lugar - cidade, estado, país... - o verbo concordará com o artigo; caso não haja artigo, o verbo ficará no singular.

Ex. Os Estados Unidos comandam o mundo. Campinas fica em São Paulo. Os Andes cortam a América do Sul.

04) Qual de nós / Quais de nós: quando o sujeito contiver as expressões ...de nós, ...de vós ou ...de vocês, deve-se analisar o elemento que surgir antes dessas expressões:

A) Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no singular (qual, quem, cada um, alguém, algum...), o verbo deverá ficar no singular.

Ex. Quem de nós irá conseguir o intento? Quem de vós trará o que pedi? Cada um de vocês deve ser responsável por seu material.

B) Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no plural (quais, alguns, muitos...), o verbo tanto poderá ficar na terceira pessoa do plural, quanto concordar com o pronome nós ou vós.

Ex. Quantos de nós irão / iremos conseguir o intento? Quais de vós trarão / trareis o que pedi? Muitos de vocês não se responsabilizam por seu material.

PRONOMES RELATIVOS:

Quando o pronome relativo exercer a função de sujeito, deveremos analisar o seguinte:

A) Pronome Relativo que: o verbo concordará com o elemento antecedente.

Ex. Fui eu que quebrei a vidraça. (Eu quebrei a vidraça) Fomos nós que telefonamos a você. (Nós telefonamos a você) Estes são os garotos que foram expulsos da escola. (Os garotos foram expulsos)

CONCORDÂNCIA NOMINAL

É chamada de concordância nominal a relação de concordância que se estabelece entre:

substantivos e adjetivos substantivos e artigos substantivos e pronomes substantivos e numerais Os nomes se flexionam em gênero (masculino e feminino) e em número (singular e plural). São essas as características que um termo determinante ou dependente (artigo, adjetivo e etc.) deve manter em harmonia com as do termo determinado ou principal (substantivo, etc.).

Em língua portuguesa, as relações de concordância são obrigatórias nos casos supra-citados. Por isso, é importante saber de que forma os nomes e sintagmas nominais se relacionam para, assim, promover a concordância adequada.

A concordância e os determinantes

Os termos determinantes da oração (artigos, adjetivos, numerais e pronomes) sempre acompanham um nome, em geral, um substantivo. Assim, os determinantes herdarão as mesmas características de gênero e número que os substantivos possuírem.

A concordância entre os determinantes e o substantivo (termo determinado) é obrigatória na nossa língua.

Exemplos:

Todos sonhavam com a milagre divino. [Inadequado] Todos sonhavam com o milagre divino. [Adequado]

Havia apenas dois vagas para o cargo. [Inadequado] Havia apenas duas vagas para o cargo. [Adequado]

Quem se importava com aquele situação? [Inadequado] Quem se importava com aquela situação? [Adequado]

A concordância e os determinantes compostos

Os termos determinantes da oração (artigos, adjetivos, numerais e pronomes) sempre acompanham o nome, em geral, um substantivo.

Um único substantivo pode vir acompanhado de mais de um termo determinante (determinante composto). Quando isso acontece, é obrigatória a concordância em gênero e número entre os determinantes e o substantivo a que eles se referem.

Exemplos:

Um cidade iluminadas e divertido era tudo o que ele precisava. [Inadequado] Uma cidade iluminada e divertida era tudo o que ele precisava. [Adequado]

Observe que não importa a posição dos adjuntos adnominais para que ocorra a concordância entre eles e o substantivo, senão vejamos:

Era generoso e fantásticas o dedicação que me ofereciam. [Inadequado] Era generosa e fantástica a dedicação que me ofereciam. [Adequado]

A concordância e os substantivos genéricos

O sujeito da oração é sempre formado por um nome, em geral um substantivo, ou um pronome substantivo. Quando esse sujeito é formado por um substantivo que expressa a idéia de generalidade, o predicativo do sujeito deve estar obrigatoriamente no masculino singular.

Exemplos:

Cerveja é boa. [Inadequado] Cerveja é bom.[Adequado]

...[idéia expressada: Cerveja, em geral, é bom.]

Férias são gostosas quando se tem dinheiro. [Inadequado] Férias é gostoso quando se tem dinheiro.[Adequado]

...[idéia expressada: Férias, em geral, é gostoso...]

O predicativo do sujeito, porém, será alterado conforme a flexão do sujeito (singular/plural; masculino/feminino) se esse sujeito vier determinado de alguma forma; ou seja, se antes do substantivo que compõe o sujeito houver algum artigo, pronome ou adjetivo determinando-o.

Exemplos:

Aquela cerveja é bom. [Inadequado] Aquela cerveja é boa.[Adequado]

As minhas férias é gostoso quando eu tenho dinheiro. [Inadequado] As minhas férias são gostosas quando eu tenho dinheiro.[Adequado]

A concordância e as contrações

Existe em Língua Portuguesa a possibilidade da união de algumas classes gramaticais, formando uma única palavra (contração). Isso se dá:

entre artigo e preposição:

Exemplos:

...o + em = no;

...a + de = da;

...a + a (preposição) = à (crase)

entre pronome e preposição:

Exemplos:

...isso + de = disso;

...aquele + em = naquele

As contrações, além de expressarem as idéias apontadas pelas preposições, são termos que sempre acompanham um nome, em geral um substantivo. Sendo assim, é obrigatória a concordância em gênero e número entre a contração e o substantivo ao qual se refere.

Exemplos:

Eles cantaram ao vivo na parque. [Inadequado] Eles cantaram ao vivo no parque.[Adequado]

A pia do cozinha está quebrada. [Inadequado] A pia da cozinha está quebrada.[Adequado]

A concordância e o predicativo do sujeito

O sujeito pode ser apresentado ou modificado por um atributo chamado predicativo do sujeito. Por se tratar de um termo que se refere ao sujeito, o predicativo deve sempre concordar com ele.

Tanto o sujeito quanto o predicativo do sujeito são formados por nomes. Dessa forma, os predicativos herdarão as mesmas características de gênero e número que os sujeitos possuírem.

O predicativo do sujeito somente aparecerá em sentenças em que o predicado seja formado por um verbo de ligação (predicado nominal).

Exemplos:

Os recibos de pagamento eram falso. [Inadequado] Os recibos de pagamento eram falsos. [Adequado]

Eles eram apenas duas e já causavam tanta confusão. [Inadequado] Eles eram apenas dois e já causavam tanta confusão. [Adequado]

A concordância e o predicativo do objeto

Tanto o objeto direto quanto o objeto indireto podem ser modificados por um predicativo. Por se tratar de um termo que acompanha os objetos, o predicativo deve sempre concordar com eles.

Os objetos direto e indireto são formados por nomes. Dessa forma, os predicativos que os acompanham herdarão as mesmas características de gênero e número que os objetos possuírem.

O predicativo do objeto somente aparecerá em sentenças em que o predicado é formado por um verbo transitivo, cujo objeto esteja qualificado por um atributo (predicado verbo-nominal).

Exemplos:

O penteado deixou lindo a menina. [Inadequado] O penteado deixou linda a menina. [Adequado]

A mãe sempre o chamava preguiçosa e malcriada. [Inadequado] A mãe sempre o chamava preguiçoso e malcriado. [Adequado]

A concordância e o predicativo "só"

Nas orações em que a palavra só for um predicativo do sujeito (portanto, um adjetivo), ela deve concordar em número com o sujeito ao qual se liga.

A concordância nominal, obrigatória em língua portuguesa, procura colocar em harmonia nomes que se relacionam (substantivo e adjetivo, substantivo e pronomes, etc.). Uma oração formada por verbos de ligação tem como predicado um predicativo do sujeito. Muitas vezes esse predicativo se compõe de adjetivos que predicam o sujeito.

A palavra só ora funciona como advérbio ora como adjetivo. No primeiro caso, é uma palavra invariável (não se flexiona); no segundo, é uma palavra que se flexiona de acordo com o termo determinado. Em posição de predicativo do sujeito, portanto, a palavra só sempre deve concordar com o seu sujeito.

Exemplos:

Os convidados estão só. [Inadequado] Os convidados estão sós. [Adequado]

Eventualmente Marisa permanecia sós em seu quarto. [Inadequado] Eventualmente Marisa permanecia só em seu quarto. [Adequado]

Apesar de a concordância nominal freqüentemente marcar flexões de número e gênero, no caso da palavra só ocorre simplesmente a flexão de número, já que não há uma forma específica para o masculino e o feminino dessa palavra na nossa língua.

A concordância do predicativo e as orações adjetivas

As orações subordinadas adjetivas, por qualificarem um termo da oração principal, possuem as características de um adjetivo; ou seja: estão ligadas a um nome, em geral um substantivo, ao qual conferem um atributo.

Dentre as características das orações subordinadas adjetivas destacamos:

são introduzidas pela palavra que;

podem possuir um predicativo do sujeito. Independentemente da função que exerce na oração (se sujeito, objeto direto, complemento nominal, etc.) é obrigatória a concordância em gênero e número entre o predicativo do sujeito da oração subordinada adjetiva e o substantivo a que se refere representado pela palavra que.

Exemplos:

Eles, que nem eram tão próximo, conversaram por toda a noite. [Inadequado] Eles, que nem eram tão próximos, conversaram por toda a noite. [Adequado]

...[que se refere à palavra eles]

...[que = sujeito masculino plural]

O mercador sabia aquela língua que foi precioso para mim. [Inadequado] O mercador sabia aquela língua que foi preciosa para mim. [Adequado]

...[que se refere à palavra língua]

...[que = sujeito feminino singular]

A concordância e os adjuntos adnominais compostos

O adjunto adnominal (artigo, adjetivo, locução adjetiva, numeral, pronome adjetivo e oração adjetiva) sempre acompanha o nome, em geral um substantivo.

Um único substantivo pode vir acompanhado de mais de um adjunto adnominal (adjunto adnominal composto). Quando isso acontece, é obrigatória a concordância em gênero e número entre os adjuntos adnominais e o substantivo a que eles se referem.

Exemplo:

Era realmente difícil se ocupar daquela criança travesso e teimosas. [Inadequado] Era realmente difícil se ocupar daquela criança travessa e teimosa. [Adequado]

Observe que não importa a posição dos adjuntos adnominais para que ocorra a concordância entre eles e o substantivo, senão vejamos:

Sendo travessas e teimosas aquela criança, era difícil ocupar-se dela. [Inadequado] Sendo travessa e teimosa aquela criança, era difícil ocupar-se dela. [Adequado]

Fonte: www.nilc.icmc.usp.br

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