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Crase



EMPREGO DA CRASE

Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só. Em linguagem escrita, a crase é representada pelo acento grave.

Exemplo: Vamos à (a prep. + a art.) cidade logo depois do almoço.

Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo cidade pede o artigo a.

Não é somente a contração da preposição a com o artigo feminino a ou com o pronome a e o a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo que passa pelo processo da crase. Outras vogais idênticas são também contraídas, visto ser a crase um processo fonológico.

Exemplos: leer - ler / door - dor

I. Ocorrência da crase

1. Preposição a + artigos a, as:

Fui à feira ontem.

Paulo dedica-se às artes marciais.

OBSERVAÇÕES:

a) Quando o nome não admitir artigo, não poderá haver crase:

Vou a Campinas amanhã.

Estamos viajando em direção a Roma.

No entanto, se houver um modificador do nome, haverá crase:

Vou à Campinas das andorinhas.

Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas.

b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos, que admitam ao antes deles:

Vou à praia.

Vou ao campo.

As crianças foram à praça.

As crianças foram ao largo.

Portanto, não haverá crase em:

Ela escreveu a redação a tinta. (Ela escreveu a redação a lápis.)

Compramos a TV a vista. (Compramos a TV a prazo.)

2. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:

Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza.

Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação.

Nunca me reportei àquilo que você disse.

3. Na indicação de horas:

João se levanta às sete horas.

Devemos atrasar o relógio à zero hora.

Eles chegaram à meia-noite.

4. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita:

Adoro bife à milanesa.

Eles querem vitela à parmigiana.

Ele vestiu-se à Fidel Castro.

Ele cortou o cabelo à Nero.

5. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural:

Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas.

Às vezes preferimos viajar de carro.

Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço.

6. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino:

Eles vivem à custa do Estado.

Estamos todos à mercê dos bandidos.

Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul.

Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça.

II. Principais casos em que não ocorre a crase

1. Diante de substantivo masculino:

Compramos a TV a prazo.

Ele leva tudo a ferro e fogo.

Por favor, façam o exercício a lápis.

2. Diante de verbo no infinitivo:

A pobre criança ficou a chorar o dia todo.

Quando os convidados começaram a chegar, tudo já estava pronto.

3. Diante de nome de cidade:

Vou a Curitiba visitar uma amiga.

Eles chegaram a Londres ontem.

4. Diante de pronome que não admite artigo (pessoal, de tratamento, demonstrativo, indefinido e relativo):

Ele se dirigiu a ela com rudeza.

Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos.

Onde você pensa que vai a esta hora da noite?

Devolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca.

Todos os dias agradeço a Deus, a quem tudo devo.

5. Diante do artigo indefinido uma:

O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho.

O garoto entregou o envelope a uma funcionária da recepção.

6. Em expressões que apresentam substantivos repetidos:

Ela ficou cara a cara com o assassino.

Eles examinaram tudo de ponta a ponta.

7. Diante de palavras no plural, precedidas apenas de preposição:

Nunca me junto a pessoas que falam demais.

Eles costumam ir a reuniões do Partido Verde.

8. Diante de numerais cardinais:

Após as enchentes, o número de vítimas chega a trezentos.

Daqui a duas semanas estarei em férias.

9. Diante de nomes célebres e nomes de santos:

O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa.

Ela fez uma promessa a Santa Cecília.

10. Diante da palavra casa, quando esta não apresenta adjunto adnominal:

Estava frio. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho.

Antes de chegar a casa, o malandro limpou a mancha de batom do rosto.

NOTA: Quando a palavra casa apresentar modificador, haverá crase: Vou à casa de Pedro.

11. Diante da palavra Dona:

O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana.

Foi só um susto. O macaco nada fez a Dona Maria Helena.

12. Diante da palavra terra, como sinônimo de terra firme:

O capitão informou que estamos quase chegando a terra.

Depois de dois meses de mar aberto, regressamos finalmente a terra.

III. Ocorrência facultativa da crase

1. antes de nome próprio feminino:

Entreguei o cheque à Paula. OU Entreguei o cheque a Paula.

Paulo dedicou uma canção à Teresinha. OU Paulo dedicou uma canção a Teresinha.

NOTA A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do nome próprio feminino.

2. antes do pronome possessivo feminino:

Ele fez uma crítica séria à sua mãe. OU Ele fez uma crítica séria a sua mãe.

Convidei-o a vir à minha casa. OU Convidei-o a vir a minha casa.

NOTA A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do pronome possessivo.

3. depois da preposição até:

Vou caminhar até à praia. OU Vou caminhar até a praia.

Eles trabalharam até às três horas. OU Eles trabalharam até as três horas.

Eu vou acompanhá-la até à porta do elevador. OU Eu vou acompanhá-la até a porta do elevador.

NOTA: A preposição até pode vir ou não seguida da preposição a. Quando o autor dispensar a preposição a, não haverá crase.

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Crase

A crase consiste na "fusão" de dois fonemas vocálicos iguais (a + a).

Por crase entende-se a fusão de duas vogais idênticas.

A crase é representada pelo acento grave = (à) = que se coloca sobre o "a". ( = à). Só se usa crase antes de nome feminino determinado, e regido da preposição "-a". Só pode ser feminino determinado.

A CRASE SE DÁ EM

Contração da preposição a com o artigo feminino "a".

Contração da preposição a com o pronome demonstrativo "a".

Contração da preposição a com o "a" que inicia os demonstrativos aqueles, aquela, aquilo, aquelas.

Exemplo:

1) Irei à escola-Irei àquela escola

2) Irei a a escola-Irei a + aquela escola

O verbo ir pede a preposição "a" e o substantivo "escola" pede o artigo feminino "a". A + a = à Irei à escola

Exemplo:

1) Falei à de saia branca =

1.1) Falei a ( = aquela) de saia branca.

2) Dei um livro àquele rapaz =

2.2) Deu um livro a aquele rapaz.

3) Levamos conforto àquela menina =

3.3) Levamos conforto a aquela menina.

4) Refiro-me àquilo que... =

4.4) Refiro-me a aquilo que...

Para que haja crase é necessário que se observe o seguinte:

A palavra seja feminina acompanhada de artigo feminino definido "a". - O verbo exige a preposição e o substantivo, o artigo.

- Que a palavra que antecede o substantivo exija a preposição "a" por força de sua regência.

Ocorre crase nos seguintes casos:

Diante de palavra feminina, clara ou oculta, que não repele o artigo. Como sabermos se a palavra feminina repele ou não, o artigo ? Basta construi-lo em orações em que apareça regidos das preposições: "de", "em" e "por". Se tivermos meras preposições, o nome dispensa artigo.

Exemplo

1) Vou a Copacabana

2) Vou a Vitória Substituo o verbo ir ( = vou) por: venho, passo, moro

3) Venho de Vitória.

4) Passo por Vitória.

5) Moro em Vitória.

Então:

1) Vou a Copacabana.

2) Vou a Vitória. O "a" é mera preposição e as palavras Copacabana e Vitória repelem o artigo, por isso não se usa crase.

Porém, se houver necessidade de usar, respectivamente: da ( = de + a); na ( = em + a); pela ( = por + a), a palavra feminina tem o artigo feminino definido "a", então haverá crase: Exemplo :

1) Vou à Bahia 2) Venho da Bahia 3) Moro na Bahia 4) Passa pela Bahia. Houve contração da preposição de + a = da, em + a = na, por + a = pela por isso "a" da Bahia é craseado.

Vou à Bahia.

Outra regra prática para sabermos se o substantivo exige ou não, o artigo feminino definido "a".

Emprega-se a crase sempre que, substituindo-se o vocábulo feminino por um masculino, aparece a contração da preposição "a" com o artigo "o" = ao antes do nome masculino.

Eu vou a cidade Posso dizer: Eu vou ao Município Logo na oração: Eu vou a cidade, O "a" da cidade deve ser craseado.

Se o nome feminino repelir o artigo, pode exigi-lo quando determinado por um adjunto.

Exemplos

1) Eu vou a Roma 2) A palavra Roma repele o artigo feminino, porém se eu disser: 3) Eu vou a Roma dos Césares A palavra Roma, agora, está determinada, então, craseia-se o "a" de Roma. Eu vou à Roma dos Césares

Outro exemplo:

1) Eu vou a Copacabana. 2) Eu vou à Copacabana de minha infância 3) Ele foi a Minas 4) Ele foi à Minas de Tiradentes. Podemos usar o seguinte meio mnemônico para o uso da crase: Se vou a E venho dá

Eu craseio o à

Exemplos

1) Vou a festa 2) Venho da festa Então eu craseio o "a" da festa. Vou à festa Se eu vou a E venho dê Crasear o a Para quê ?

Exemplos

1) Vou a são Paulo. 2) Venho de São Paulo. A palavra São Paulo repele o artigo, então o "a" antes da palavra São Paulo é mera preposição, logo: Não se usa crase.

OBSERVAÇÃO

Se venho-"da"-é "a" (com crase).

Se venho-"de"-é "a" (sem crase).

Vou à Grécia-Venho da Grécia

Vou a Santa Catarina-Venho de Santa Catarina

USA-SE A CRASE

Nos objetos indiretos

Nos adjuntos adverbiais

(NOTA - Não se usa crase com palavra que funciona como Sujeito).

Exemplo: “A menina saiu”

Objeto direto

Adjunto adnominal

Para evitar ambigüidade

Diante de locuções constituídas de feminino plural.

Diante de locuções constituídas do substantivo feminino singular

A conjunção subordinada adv. proporcional

Fonte: www.enaol.com

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