
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e näo tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e näo tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e näo tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor näo é invejoso; o amor näo trata com leviandade, näo se ensoberbece.
5 Näo se porta com indecência, näo busca os seus interesses, näo se irrita, näo suspeita mal;
6 Näo folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, seräo aniquiladas; havendo línguas, cessaräo; havendo ciência, desaparecerá;
Amor é fogo que arde sem se verLuis Vaz de CamõesAmor é fogo que arde sem se ver,é ferida que dói, e não se sente;é um contentamento descontente,é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer;é um andar solitário entre a gente;é nunca contentar-se de contente;é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor;é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favornos corações humanos amizade,
Legião Urbana
Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).
Ainda que eu falasse a língua dos homens.E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.É só o amor, é só o amor.Que conhece o que é verdade.O amor é bom, não quer o mal.Não sente inveja ou se envaidece.O amor é o fogo que arde sem se ver.É ferida que dói e não se sente. É um contentamento descontente.É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.É um não querer mais que bem querer.É solitário andar por entre a gente.É um não contentar-se de contente.É cuidar que se ganha em se perder. É um estar-se preso por vontade.É servir a quem vence, o vencedor; É um ter com quem nos mata a lealdade.Tão contrário a si é o mesmo amor.Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.Agora vejo em parte. mas então veremos face a face.É só o amor, é só o amor.Que conhece o que é verdade.
Adriana Cristina Mercuri Pinto Graduada em Letras Especialização em Lingüística Aplicada