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REGIÕES ÁRIDAS

As chuvas, em regiões áridas são normalmente de curta duração mas de grande intensidade.

Estas chuvas espraiam-se rapidamente, chegando a causar a morte de viajantes abrigados em oásis que se localizam nas baixadas, onde o acúmulo das águas é mais rápido. Estas verdadeiras trombas-d’água levam consigo grande quantidade de detritos, que se acumulam quase que simultaneamente, dada a rapidez do transporte, que impede a seleção dos tamanhos, não havendo também tempo suficiente para efetuar-se o arredondamento. Com grande rapidez a água infiltra-se solo adentro e evapora-se. Em condições favoráveis, podem formar-se lagos temporários que, depois de secos, deixam uma película branca de halita, gipsita ou outros sais, dependendo dos sais lixiviados das rochas da região.

Outro aspecto característico é a presença de escarpas. São freqüentes nos desertos ainda em fase de juventude, onde os bordos das partes altas ainda não foram atingidos pelo efeito erosivo das chuvas e ventos.

A paisagem desértica também apresenta o seu ciclo de desenvolvimento, com estágios caracterizados por feições que dizem respeito à idade e ao grau de evolução : o estágio jovem caracteriza-se por uma elevação abrupta do terreno, que se apresenta muito escarpado. Após as mudanças climáticas ocorrerem, desviando os ventos úmidos, a região se torna árida. Numa fase seguinte a erosão já desgastou grande parte das rochas, amainando o relevo e aumentando o tamanho das bacias sedimentares, constituindo a fase de maturidade. Na fase final, que é de senilidade, haverá uma grande área de deposição, restando rochas mais resistentes à erosão.

Fonte: www.bio2000.hpg.ig.com.br

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