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Etiqueta no trabalho

Oito Regras De Etiqueta No Trabalho

Por mais liberal que seja o seu ambiente na empresa, existem normas de comportamento que não devem ser quebradas, para não correr o risco de queimar seu filme diante da equipe e, em casos extremos, levar à demissão. Quer saber mais? OUSE! preparou um guia de etiqueta profissional só pra você.

Etiqueta no Trabalho

Bater longos papos ao telefone com a melhor amiga, usar minissaia no calor e beliscar um lanchinho no meio da tarde. Esses hábitos parecem inofensivos, não? Nem sempre, principalmente quando o lugar escolhido para colocá-los em prática é o ambiente profissional.

Como a maioria de nós passa grande parte do dia no trabalho, é natural que a informalidade tome conta das situações e acabe fazendo a gente esquecer que existem algumas regrinhas básicas das quais pode depender a saúde do nosso emprego.

“A função das normas de etiqueta é espelhar nos funcionários a qualidade dos serviços ou dos produtos que a empresa oferece. Adequar- se a elas mostra comprometimento com a companhia em que se trabalha e é determinante para decolar na carreira”, explica a consultora de comportamento profissional, social e internacional Maria Aparecida Araújo, da Etiqueta Empresarial (RJ).

1. Respeite a língua portuguesa

Pode parecer bobagem – por isso tanta gente deixa o assunto pra lá –, mas dominar o português, tanto na oralidade quanto para escrever emails, cartas e bilhetes, demonstra que você tem um nível básico de educação e está preparada para transitar e se comunicar em situações diversas.

Ok, no dia-a-dia todo mundo comete deslizes com a língua, porém, quando o assunto é trabalho, vale a pena dar uma polida no vocabulário, se policiando para não abusar das gírias, e retomar as lições de ortografia e de gramática quando surgirem dúvidas. Uma dica é manter em um canto da mesa um dicionário e um manual de língua portuguesa – verdadeiros guias na hora de redigir textos.

2. Maneire na lei de Gérson

Tem gente que realmente faz do escritório sua segunda casa e passa a utilizar toda a infra-estrutura do lugar – impressora, telefone, fax, copiadora – para solucionar pendências da vida particular. Cuidado: uma vez ou outra, tudo bem. O problema é o exagero.

“É falta de educação e de ética. O ideal é resolver essas coisas fora do trabalho. Mas, se for algo urgente, o melhor é pedir autorização antes e se oferecer para reembolsar as despesas no fim do mês”, ensina a consultora de etiqueta Doris Azevedo (SC). Ela acrescenta que, caso seja a chefe, aí, sim, cabe a você dar o exemplo.

3. Guarde seus segredos

Não tem jeito. Equipe de trabalho em pouco tempo acaba virando uma espécie de família e, de repente, a gente está participando da vida pessoal do colega, dando palpite, pedindo opinião. Isso faz parte da tentativa de humanizar o ambiente de trabalho, está certo, porém tudo tem limite.

Alugar o colega para contar aquele sonho com o seu ex-namorado, uma fofoca, uma piada ou revelar detalhes do seu último encontro amoroso é condenável, a menos que tenha sido questionada a respeito ou seja o assunto da vez. Esse tipo de atitude faz de você um tipo de personagem – do mal – no escritório. O melhor é deixar o papo pra hora do almoço ou do café e, claro, captar se a sua companhia está interessada na conversa.

4. De olho no visual

Cada lugar tem seu próprio grau de tolerância quanto ao modo como as pessoas se vestem, mas é legal exercitar o bom senso para não ficar mal na fita com os outros. “A embalagem que mostramos na empresa precisa ser coerente com a função que exercemos e nos ajuda a compor a imagem que esperamos que tenham da gente”, destaca a jornalista Inês de Castro, autora do livro A moda no trabalho (Ed. Panda Books).

As regras costumam ser mais rígidas em grandes companhias e para quem visita clientes com freqüência, porém algumas são universais, como evitar decotes, minissaias e vestidos curtos, transparências, barriga de fora, trajes justos. Perfume também é questão de etiqueta, não exagere!

5. Lugar de comida é no refeitório

Quem é que nunca teve um dia daqueles em que é impossível parar para almoçar de tanta coisa pra fazer? Nessas situações, o jeito é pedir um sanduíche com suco e comer ali mesmo, na frente do computador, entre a leitura de um e-mail e outro, certo? Errado.

Afinal, além de pouco saudável, o hábito não pega bem. Imagine se o chefe passa bem naquela hora e pega você de boca cheia, espanando as migalhas da roupa? Por mais corrido que esteja o dia, deixar o seu posto por uns minutinhos para ir ao refeitório ou até mesmo sair para um lanche rápido certamente não vai fazer você perder o dia nem o cliente. Isso também serve para aquele café com biscoito no meio da tarde.

6. Não deixe o celular falando sozinho

Num tempo em que telefone celular virou praticamente uma extensão do nosso corpo (e estão cada vez menores), não existe desculpa para desgrudar dele – pelo menos durante o horário de serviço. Assim vai evitar que ele atrapalhe os colegas no caso de tocar quando você não estiver por perto.

“Se tiverem uma daquelas músicas fofas ou toques altos, pior ainda. Uma alternativa para não precisar carregar o aparelho para todo lado é mantê-lo sempre no modo silencioso”, sugere Doris Azevedo. E para quem acaba tendo que aturar o telefone que toca sem o dono por perto, deixe tocar. Celular é artigo pessoal e intransferível. Por mais incômodo que seja de vez em quando, não convém atendê-lo em nome de outra pessoa.

7. Obedeça os horários

Antes de aceitar a oferta do seu emprego atual com certeza você foi informada do horário que teria que cumprir, assim como dos benefícios a que teria direito e do salário que iria receber, não é? Pois então, respeitar hora de entrada e de saída não é nada mais do que um dever seu.

Cada organização tem sua dose de rigor quanto à pontualidade, o importante mesmo é cumprir a carga horária estabelecida. O que não quer dizer que não vai sobrar tempo para ir ao dentista, à manicure ou àquele curso de especialização. É possível, sim, negociar horários alternativos em função de eventualidades e, desde que a mudança seja comunicada com antecedência e submetida à aprovação de um superior, está liberada.

8. Rede do bem

Nem todo mundo aprendeu a usar o e-mail com bom senso. O primeiro passo é abrir uma conta pessoal e outra para assuntos da empresa. Não fica nada bem receber mensagens indesejadas na sua caixa profissional. Aliás, piadas, correntes e simpatias ficam proibidas de ser repassadas para endereços profissionais, a menos que a pessoa peça.

No livro Net.com.classe (Ed. Melhoramentos), a consultora de etiqueta Claudia Matarazzo diz que deixar de responder correspondências é falta de educação. O retorno deve ser dado em, no máximo, 48 horas. 

Fonte: www.trabalhando.com

Etiqueta no trabalho

Além da competência e do foco em resultados, há outra coisa que pode dar um belo empurrão na sua carreira: boas maneiras. 

Você considerado um profissional competente e tem um currículo brilhante, impecável. É proativo, orientado para resultados e tem uma constante preocupação em se manter atualizado. Então, por que cargas d´água vive sendo preterido nas promoções? Por que não consegue convencer os recrutadores a lhe contratar? Por qual razão sua carreira simplesmente não decola?

Por quê? Por quê? Por quê?

È possível que esteja se preocupando demais em desenvolver sua capacidades técnicas e dando pouca atenção a suas habilidades sociais. "Para conseguir avançar nos níveis internos, é preciso mais do que a simples disposição para o trabalho", diz o consultor americano John Molloy, auto do libro Molloy´s Live for Sucess. "As habilidades sociais são um pré-requisito determinante para o sucesso no mundo corporativo."

Você esta seguro de que sabe comportar-se corretamente num almoço de negócios? Tem competência ao se apresentar para outras pessoas? É vestir-se adequadamente num almoço de negócios? Tem competência ao se apresentar para outras pessoas? É capas de conduzir uma conversar polida? Sabe vestir-e adequadamente tanto para uma reunião como para o casual day? 

Afinal, as empresas estão dando um peso cada vez maior a suas atitudes, a sua postura e a seu modo de proceder. Saber como agir na mais variadas situações do dia-a-dia de trabalho e driblar as saias-justas representa uma vantagem competitiva e tanto.

Isso leva a crer que você tem educação, bom-senso e traquejo - e, portanto, está preparado para representar a empresa em qualquer ocasião. Não dê ouvidos se alguém lhe disser que se preocupar com a etiqueta é algo fútil ou secundário. Dominar o código de comportamento em vigor no mundo dos negócios faz bem, sim, para sua vida profissional. 

Uma enquete eletrônica realizada em dezembro no site de VOCÊ s.a. dá mostra de que as pessoas estão, pouco a pouco, tomando consciência disso. De um total de 480 entrevistados, 88% acham que profissionais atentos ás regras de etiqueta têm mais chance de crescer e se dar bem na carreira do que outros. 

A etiqueta corporativa, no entanto, é muito mais do que saber distinguir entre um garfo de salada e o do prato principal. Qualquer atitude que incomode as pessoas ao seu redor é considerada falta de modos. Exemplos: bater o telefone, falar alto, importunar se colega com conversa e perguntas o tempo todo, exagerar no perfume, esquecer do desodorante, entre outros.

"Como os sinais de trânsito e os mapas rodoviários, o protocolo do escritório nos protege de colidir com os outros, de magoar os sentimentos dos colegas ou de prejudicar a reputação da empresa", diz Ami Vanderbilt, autora de O Livro Completo de Etiqueta. A elegância abrange, ainda, a consideração e o respeito por subordinados, chefes e colegas e a disposição em ser agradável e gentil. 

Isso não significa sair por ai beijando ou bajulando todo mundo. As pessoas podem ser bem educados, corteses e sociáveis ao mesmo tempo em que mantém uma atitude positiva, simpática e, sobretudo, genuína - o que nos remete a questões como valores e ética. Se você é pessoa divertida, atenciosa, flexível e tolerante, pode estar certa de que muitos erros lhe serão perdoados. "Simpatia é fundamental em qualquer situação.

É ela que aproxima as pessoas e torna a vida da gente muito mais fácil", diz Cláudia Matarazzo no livro Etiqueta sem Frescura. "Infelizmente não há regras para ser simpático, mas se preocupar como bem-estar dos outros já é, sem dúvida, um bom começo."

A vida profissional exige uma etiqueta correta em inúmeras ocasiões - muitas delas, delicadas. Obviamente não é possível prever todas. 

Letícia Colombini

Fonte: www.secretariando.com.br

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