
O sushi existe há mais de 1300 anos, e surgiu primeiramente
nos países do Sudeste Asiático (Tailândia, Malásia, etc). Naquela época, prensava-se
o peixe salgado com arroz. O arroz era utilizado somente para conservar o
peixe e depois era jogado fora. Porém, com o passar dos tempos e o visível
encarecimento do arroz, esta prática de conservação foi sendo gradativamente
deixada de lado por muitos daqueles países.
No Japão, foram registradas as primeiras evidências desta iguaria, trazida
através da China, em torno do ano 700. Já no século XVII, foi introduzido
o vinagre no arroz para encurtar o período de preservação. Assim tornou-se
comum o sushi tipo oshizushi: cobria-se o arroz, temperado apenas com vinagre,
com o peixe cru, colocava-se numa caixa de madeira com um peso por cima para
comprimi-lo e deixava-se descansar por um dia antes de ser consumido.
O sushi mais conhecido e popular, chamado niguirizushi, apareceu somente no
período Edo (1603-1868), em torno de 1800. Favorecido pela crescente vida
agitada que tomava forma nas cidades grandes, o nigirizushi surgiu
como uma espécie de fast-food nos arredores de Tóquio. As pessoas petiscavam
na entrada dos estabelecimentos, nas ruas ou à beira de estradas. Assim, o
método de preservação havia sido substituído pelo conceito de frescor e rapidez
para servir.
Hoje encontramos os mais diversos tipos de sushis, dentre os quais os mais
comuns, além do nigirizushi, são o makisushi (sushi enrolado), o chirashizushi
(sushi montado na caixa), o inarizushi (sushi ensacado) e o temaki
(sushi em cone).

Para saborear o sushi não existem tabus ou complicadas regras de etiqueta como na culinária francesa. Pode-se comer com as mãos ou com o hashi, os palitinhos japoneses.
Existem algumas restrições apenas na maneira de utilizar o shoyu (molho de soja). Alguns ingredientes do sushi já vêm temperados, mas outros, como o atum, a lula e o salmão, precisam do molho shoyu.
Coloca-se um pouco de shoyu no kozara (prato pequeno), pega-se o sushi com o hashi prendendo o arroz (ou shari, outra denominação para o arroz branco) e o peixe, inclina-se e molha-se rapidamente a parte do peixe no shoyu. Mergulhar o arroz no shoyu ou molhar em excesso faz com que se perca o sabor do peixe cuidadosamente preparado.
Fonte: www.nippobrasil.com.br

São apenas dois pauzinhos, mas apesar de aparentemente
simples, seu manuseio é composto por várias regras. Para evitar gafes, vale
a pena conhecer algumas dicas de como utilizar não apenas o hashi, mas também
outros utensílios que compõem a mesa de todo restaurante japonês.
No começo é difícil de manusear, mas depois de algum treino, torna-se muito
mais prático que usar garfo e faca. Além de dispensar o vai-e-vem dos talheres
de uma mão para a outra, o uso do hashi ajuda na digestão, por levar uma pequena
quantidade de comida à boca, ao contrário das grandes garfadas e enormes colheradas.
Diz a lenda que a criação do hashi foi inspirada no movimento do bico da garça.
Antes restrito à China, Coreia e Japão, recentemente seu uso foi difundido
em várias partes do mundo. E no Brasil não poderia ser diferente, ainda mais
com a multiplicação dos restaurantes japoneses nos últimos anos.

Espetar os hashis na comida é uma das piores gafes que alguém pode cometer ao degustar a culinária japonesa. Além de ser feio, o ato tem um sentido religioso. Quando os japoneses oram e acendem incensos nos oratórios nipônicos (butsudan) eles espetam os hashis na vertical.

Hashis devem ficar sempre juntos, paralelamente à mesa, portanto nada de deixá-los abertos, separados um do outro de cada lado do prato ou sobre as tigelas.
Existem apoios para se colocar os palitinhos. Caso não haja no restaurante, improvise dobrando a embalagem dos hashis e colocando a ponta dos mesmos sobre ele.
Por mais saborosa que a comida esteja é pecado mortal chupar ou lamber os hashis. Do mesmo modo não se usam os palitinhos para apontar pessoas ou alimentos, gesticular com eles na mão ou espetar os alimentos.
Equilibrar a comida entre os hashis requer treino e habilidade. Isso porque quando estiver à mesa, nunca se deve dobrar o corpo para levar o alimento à boca e sim movimentar delicadamente o braço e as mãos que seguram os hashis.
Outras dicas de etiqueta à mesa:
Para que serve?
A princípio, pode-se pensar que se trata de um guardanapo. Mas quente e úmida? A toalhinha (oshibori) serve para limpar as mãos antes das refeições. No Japão, os clientes também limpam o rosto e a testa. Depois de usá-la, nada de mantê-la no colo. Coloque-a sobre a mesa, sem dobrar.
Tigela na mão
Na culinária japonesa as tigelas não são todas iguais. Há as owan, que servem para tomar missoshiru, as chawan, na qual vem o arroz e as kobachi, usadas geralmente para os alimentos cozidos. Quando for comer das tigelas, a etiqueta nipônica manda que sejam seguradas com as mãos e mantidas próximas ao corpo.
Somente seu
Os recipientes para shoyu, wasabi e outros temperos são individuais, portanto não devem ser compartilhados com outras pessoas.
Tudo no lugar
Terminou de almoçar, então é hora de arrumar a mesa. Como? Sim, tudo o que foi servido com tampa deve ser tampado e os hashis e tigelas voltam à posição inicial em que foram colocados à mesa.
Sem faca
Os japoneses consideram a faca uma arma e acham estranho que ela seja utilizada na hora da refeição. O uso dos hashis é uma demonstração do estado pacífico ao se alimentar. Na hora de comer sushi, se a pessoa não tem habilidade com os palitinhos é melhor comer com as mãos a usar os talhares ocidentais, embora muitos restaurantes os ofereçam aos clientes com mais dificuldade.
Usar o hashi para comer não é muito difícil, mas requer
um pouco de prática. Aqui vai um passo a passo para você não fazer feio quando
for a um restaurante japonês.
1. O pauzinho de baixo passa entre o polegar e o indicador
e se apoia no dedo anelar
2. Com os dedos indicador, médio e polegar, segure o pauzinho de cima. É mais ou menos como segurar uma caneta
3. Para abrir e fechar, movimente o pauzinho de cima utilizando os dedos indicador e médio.
Clique nas imagens para ampliá-las
Fonte: www.japanxd.com.br