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Regulação Metabólica

 

O que é

Regulação metabólica é o processo pelo qual todas as células - a partir de bactérias aos seres humanos - controlam os processos químicos necessários para a vida.

O metabolismo é organizado em, passo dependente reações complexas chamadas vias metabólicas.

As proteínas especiais chamadas de enzimas são a principal forma que essas vias são reguladas, embora a concentração de nutrientes, produtos residuais, e os hormônios podem controlar as taxas metabólicas.

Distúrbios metabólicos são as doenças causadas pela ausência de enzimas-chave que perturbam a regulação normal de um dado percurso herdado.

O metabolismo descreve as reações químicas em que os organismos da função, de da respiração celular para os eventos subjacentes a digestão, crescimento e reprodução. Sistemas chamado vias metabólicas coordenam essas funções e, geralmente, são iniciados ou parados por proteínas chamadas de enzimas.

A regulação metabólica é a base do controle biológico de metabolismo, uma vez que permite as células vivas para dirigir estas vias.

Nos sistemas não biológicos, de equilíbrio com o ambiente exterior ocorre após a conclusão das reações químicas, que matariam a célula viva. Assim, a regulação metabólica ajuda a manter o sistema vivo em um estado quimicamente equilibrado, chamado de homeostase.

A forma mais básica de regulação metabólica ocorre quando os genes instruem as células a produzir enzimas e regular sua quantidade. Além disso, numa via metabólica, as moléculas sofrem mudanças significativas e são utilizadas pela célula ou processados ??para gerar mais um passo na via. Algumas destas moléculas, chamadas substratos, são meios eficazes de regulação metabólica através de sua concentração. A taxa de uma via metabólica vai mudar, dependendo da existência e concentração de um substrato, o qual tem de se ligar a uma enzima a fim de funcionar. Em adição aos substratos, as enzimas são frequentemente dependente de outros enzimas e de vitaminas.

Mesmo as plantas usam hormônios para controlar o seu metabolismo. Nos animais superiores, a regulação externa do metabolismo pode vir de sinais químicos que controlam a atividade da enzima, seja por ação direta sobre as enzimas ou por afetar os genes que regulam a sua produção. Algumas formas de regulação metabólica alterar apenas a taxa de tempo em que ocorre um processo bioquímico; outros ativar um processo ou evitar que ele seja iniciado. Em animais, a taxa metabólica controla as funções de respiração a gordura corporal.

Existem muitas doenças do metabolismo, incluindo milhares de deficiências congênitas de genes que codificam enzimas essenciais. Doenças da tireóide pode mudar radicalmente a taxa metabólica, causando a obesidade ou quase inanição. Às vezes, o metabolismo humano é excessivamente lenta ou rápida devido a estados de doença e pode ser tratada clinicamente. Algumas drogas ou substâncias nutricionais pode ser dito para aumentar as taxas metabólicas, alterando a taxa de vias envolvidas com hidratos de carbono ou a digestão de gordura. Em doentes com diabetes mellitus, por exemplo, os efeitos da insulina sobre o metabolismo da hormona de açúcar estão comprometidos, e insulina sintética deve ser administrada para restabelecer a regulação metabólica normal.

Fonte: www.wisegeek.com

Regulação Metabólica

Regulação do Metabolismo Celular

A regulação do metabolismo é fundamental para que um organismo possa responder de modo rápido e eficiente a variações das condições ambientais, alimentares ou ainda a condições adversas como traumas e patologias. A regulação metabólica é feita pela modulação de enzimas regulatórias de processos metabólicos chaves, de tal modo que se possa ativar ou inibir reações químicas específicas para cada situação resultando em respostas biológicas adequadas [1,2]. Para garantir a eficiência necessária, o organismo lança mão de vários tipos de regulação enzimática que podem ocorrer simultaneamente.

Existem dois tipos principais de regulação enzimática: uma intracelular, comandada pela presença de moduladores alostéricos enzimáticos positivos ou negativos [1-4], e uma que vem de fora da célula, sistêmica, e que é fundamental para que hajam ações coordenadas entre os diversos órgãos e tecidos. Este último tipo de regulação, a extracelular, é deflagrada por hormônios, e, relacionada à variação do perfil de fosforilação enzimática [1,2,5,6].

Regulação alostérica

Muitas das enzimas celulares são alostéricas, isto é, possuem um sítio de ligação alostérico, um sítio regulatório no qual se ligam compostos químicos chamados de moduladores alostéricos. A ligação dos moduladores no sítio alostérico afeta profundamente a atividade enzimática, a qual pode ser aumentada ou diminuída. Quando a ligação do modulador promove aumento da atividade enzimática ele é chamado de modulador alostérico positivo, e quando a ligação do modulador promover diminuição da atividade enzimática ele é chamado de modulador alostérico negativo [1-3,7].

A presença adequada de nutrientes para a célula resulta na produção de moléculas ricas em energia como a de adenosina trifosfato (ATP) e outras moléculas que serão moduladores alostéricos positivos ou negativos, ativando ou inibindo muitas enzimas regulatórias de vias metabólicas importantes [8-11]. Manter uma relação ATP/ADP alta é um dos parâmetros mais fundamentais para a manutenção da célula viva. Em condições normais a razão ATP/ADP é cerca de 10/1 e toda vez que esta razão é alterada ocorrem profundas alterações no metabolismo celular [9-11]. O ATP é gerado principalmente pelo metabolismo oxidativo de alimentos como carboidratos, lipídeos e proteínas. O intermediário comum dessas oxidações é o acetil-CoA, o qual iniciará o ciclo do ácido cítrico levando ao aumento da produção de citrato e resultando na formação das coenzimas reduzidas NADH e FADH2, as quais alimentarão a cadeia respiratória e propiciarão a produção de ATP via fosforilação oxidativa. Portanto, o incremento das concentrações de acetil-CoA, citrato, NADH ou FADH2 também podem ser considerados como sinalizadores de alta energia celular, já que os mesmos alimentam a principal via de produção de ATP, a fosforilação oxidativa [1,2,12]. Por outro lado, a diminuição ou ausência de nutrientes na célula, resulta na produção de moléculas de baixa energia como o ADP, AMP e NAD , os quais também são moduladores alostéricos de várias enzimas regulatórias [1,2]. O aumento das concentrações de AMP intracelulares além de regular a atividade de inúmeras enzimas por alosteria irá ativar enzimas quinases dependentes de AMP, resultando em uma enorme cascata de reações celulares [8,9,11]. De tal modo, que o perfil metabólico das células será profundamente modificado em função do nível de energia, o qual, em última instância, depende do aporte nutricional [8,11]. Para ilustrar a importância da regulação alostérica o Quadro 1 mostra como várias enzimas de vias metabólicas importantes podem ser ativadas ou inibidas em função das principais moléculas sinalizadores de presença ou ausência de energia na célula.

QUADRO 1: Principais vias metabólicas moduladas por regulação alostérica, suas enzimas, moduladores alostéricos sinalizadores de presença ou ausência de energia e os efeitos na atividade enzimática por eles induzidos.

Regulação Metabólica

Regulação neuro-endócrina

A regulação externa à célula, integrada e simultânea a vários tecidos é dada pela regulação neuro-endócrina [1,2,12]. Os hormônios são importantes moduladores da atividade enzimática, pois sua ação na célula pode resultar na ativação de proteínas quinases ou de fosfoproteínas fosfatases, as quais atuam sobre as enzimas, de tal modo, que estas ganhem ou percam um grupamento fosfato, intimamente relacionado à modulação da atividade enzimática, mecanismo também conhecido por regulação covalente.

Enzimas sofrem regulação covalente por fosforilação de um ou mais de um resíduo de serina, treonina ou tirosina através da ação de enzimas quinases [2,5,6,12].

Esta fosforilação pode ser revertida pela ação de enzimas fosfoproteínas fosfatases [2,12,13]. A presença do grupo fosfato modifica a atividade catalítica de várias enzimas importantes do metabolismo celular, ativando-as ou inibindo-as.

A Figura 1 ilustra o mecanismo geral de regulação enzimática covalente.

Regulação Metabólica
FIGURA 1: Regulação Enzimática Covalente

É importante considerar que muitos hormônios têm natureza hidrofílica e por isso, são incapazes de atravessar a membrana plasmática. Estes hormônios só conseguem atuar nas células através de ligação a um receptor de membrana, normalmente uma proteína transmembranar, que possui um sítio específico para ligação do hormônio [12]. A ligação hormônio-receptor promove alterações no ambiente intracelular que resultarão na síntese ou ativação de uma molécula intracelular, chamada de segundo mensageiro, a qual passa a ser a responsável pela ação do hormônio dentro da célula [2,12,14].

Alguns hormônios tais como o glucagon e a adrenalina têm como segundo mensageiro a molécula de nucleotídeo de adenina na forma cíclica, o AMP cíclico ou AMPc [12]. A principal característica do AMPc é funcionar como um ativador de proteínas quinases, bem como um inibidor das fosfoproteínas fosfatases [15,16]. Conseqüentemente, em presença destes hormônios, várias enzimas são moduladas pelo processo de fosforilação. O Quadro 2 mostra que várias enzimas importantes são fosforiladas em presença do glucagon e a via metabólica que estará ativada ou inibida em função desta regulação covalente.

Sabe-se que a insulina antagoniza os efeitos do glucagon e adrenalina porque por mecanismos distintos dependentes ou não do AMPc, sua presença leva a ativação das fosfoproteínas fosfatases, o que culmina na desfosforilação das enzimas regulatórias das células em que atua [1,17].

QUADRO 2: Principais vias metabólicas moduladas por regulação covalente (fosforilação enzimática) induzida por glucagon

Via metabólica Ação do Glucagon
Enzima fosforilada Efeito na Atividade
Síntese de glicogênio glicogênio-sintasea,b Regulação Metabólica
Degradação do glicogênio glicogênio-fosforilasea,b Regulação Metabólica
fosforilase-quinasea Regulação Metabólica
Glicólise fosfrutoquinasea,b Regulação Metabólica
purivato-quinasea Regulação Metabólica
Gliconeogênese frutose-2,6-bifosfatasea,b Regulação Metabólica
Síntese de acetil-CoA purivato-desidrogenasea,b Regulação Metabólica
Síntese de lipídeos acetil-CoA-carboxilasea Regulação Metabólica
Mobilização de triglicerídeos lipasea Regulação Metabólica

Entre os principais hormônios que influenciam diretamente o metabolismo celular temos: a insulina, o glucagon, as catecolaminas adrenalina e noradrenalina, o cortisol e o hormônio do crescimento entre outros. Como a presença de insulina está sempre associada a uma situação inicial de hiperglicemia, a sua ação primordial será a de diminuição da glicemia, no entanto, a presença deste hormônio também significa uma situação de alto suprimento energético para células, e, neste momento as reações anabólicas, as quais necessitam de energia para ocorrer, serão favorecidas.

Regulação metabólica é recíproca e antagônica

É de fundamental importância compreender que em um mesmo tecido, vias opostas precisam ser reguladas antagonicamente. Não haveria qualquer sentido se uma célula, por exemplo, sintetizasse glicogênio ou qualquer outro composto, e o degradasse simultaneamente. Isto resultaria em um gasto energético para a célula sem que houvesse qualquer outro resultado concreto, este tipo de situação é chamado como ciclo fútil e é impedida pelo rigoroso controle das vias metabólicas.

Ciclos fúteis podem ser evitados com a regulação recíproca e antagônica de enzimas regulatórias de vias opostas [12,21]. Assim, percebe-se que tanto os moduladores alostéricos, quanto a regulação covalente deflagrada pelos hormônios incumbem-se de ativar uma enzima responsável pela síntese de um composto e simultaneamente inibir a enzima responsável pela degradação do mesmo, ou viceversa, ao ativar a degradação de um dado composto a sua síntese é impedida.

Por exemplo, as enzimas hepáticas glicogênio-sintase e fosforilase, responsáveis respectivamente pela síntese e degradação do glicogênio, são reguladas alostérica e covalentemente de modo recíproco e antagônico [2,5,21,22] (ver Quadro 1). Em situação de aumento de glicemia, há entrada de glicose no fígado e o primeiro produto a ser produzido, a glicose-6-fosfato inibe a enzima glicogênio-fosforilase, ao mesmo tempo, estimula a enzima glicogênio-sintase favorecendo o armazenamento da glicose sob a forma de glicogênio [5,21,22]. Nesta mesma situação inicial, aumento de glicemia, há aumento da relação insulina/glucagon e, neste caso, modificação covalente de enzimas induzidas pela insulina.

As enzimas glicogênio sintase e fosforilase desfosforiladas, passam a estar respectivamente ativada e inibida, resultando também em favorecimento da síntese de glicogênio [2,5,21,22] . O mesmo ocorre com as vias glicolítica e gliconeogênese no fígado, tanto a regulação alostérica quanto a covalente trabalham em acordo para aumentar a eficiência da regulação metabólica.

Sônia Valéria Pinheiro Malheiros

Referências Bibliográficas

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Fonte: www.diaadiaeducacao.pr.gov.br

Regulação Metabólica

Controle do metabolismo

Como os ambientes da maioria dos organismos estão constantemente a mudar, as reações do metabolismo deve ser finamente regulado para manter constante um conjunto de condições dentro das células, uma condição chamada homeostase. Regulação metabólica permite aos organismos também para responder aos sinais e interagir ativamente com seus ambientes. Dois conceitos intimamente ligados são importantes para a compreensão de como vias metabólicas são controladas.

Em primeiro lugar, o regulamento''''de uma enzima em um caminho é a forma como sua atividade é aumentada e diminuída em resposta a sinais. Em segundo lugar, o controle''''exercido por esta enzima é o efeito que essas mudanças em sua atividade tem sobre a taxa global da via (o fluxo através da via). Por exemplo, uma enzima pode mostrar grandes mudanças na atividade (isto é,''''é altamente regulada) mas se estas mudanças têm pouco efeito sobre o fluxo de uma via metabólica, então esta enzima não está envolvida no controle da via.

Existem vários níveis de regulação metabólica. Na regulação intrínseca, a via metabólica auto-regula para responder às mudanças nos níveis de substratos ou produtos, por exemplo, uma diminuição na quantidade de produto pode aumentar o fluxo através da via para compensar. Controle extrínseco envolve uma célula em um organismo multicelular mudar o seu metabolismo em resposta a sinais de outras células. Esses sinais são geralmente sob a forma de mensageiros solúveis, como hormônios e fatores de crescimento e são detectados por receptores específicos na superfície da célula. Esses sinais são então transmitidos dentro da célula por sistemas de segundo mensageiro, que muitas vezes envolveram a fosforilação das proteínas.

Um exemplo muito bem compreendido de controle extrínseco é a regulação do metabolismo da glicose pelo hormônio insulina. A insulina é produzida em resposta ao aumento nos níveis de glicose no sangue. Ligação do hormônio a receptores de insulina nas células, então, ativa uma cascata de proteínas quinases que causam as células para pegar a glicose e convertê-lo em moléculas de armazenamento, como ácidos graxos e glicogênio. O metabolismo do glicogênio é controlada pela atividade da fosforilase, a enzima que quebra de glicogênio, e glicogênio sintase, a enzima que faz. Estas enzimas são reguladas de forma recíproca, com fosforilação glicogênio sintase inibir, mas a ativação fosforilase. Insulina provoca a síntese de glicogênio pela ativação de proteínas fosfatases e produzindo um decréscimo na fosforilação destas enzimas.

Fonte: news-medical.net

Regulação Metabólica

Regulação metabólica de fluxo sanguineo cerebral

O fluxo sangüíneo cerebral médio em adultos jovens é de 54ml/100g/mm. O cérebro de um adulto médio pesa cerca de 1400g, de modo que o fluxo para o cérebro como um todo é de aproximadamente 756ml/min. o que corresponde a aproximadamente 14% do débito cardíaco e 18,5% do consumo de O2.

A circulação cerebral é regulada de tal modo que geralmente o fluxo sangüíneo cerebral total se mantém constante em diferentes condições. Por exemplo, apesar de importantes modificações no padrão do fluxo, o fluxo sangüíneo cerebral total não aumenta quando há atividade mental intensa.

Como na maioria de outras áreas, o fluxo sangüíneo cerebral é muito relacionado ao metabolismo do tecido cerebral.

Pelo menos três fatores metabólicos distintos exercem potentes efeitos no controle do fluxo sangüíneo cerebral: CO2, H+ e O2.

A elevação da concentração de CO2 no sangue arterial que perfunde o cérebro aumenta muito o fluxo sangüíneo cerebral.

Acredita-se que o dióxido de carbono aumente o fluxo sangüíneo cerebral de forma quase total, por sua combinação inicial com a água para formar ácido carbônico, com sua subseqüente dissociação para formar íons hidrogênio.

Os íons hidrogênio causam então vasodilatação dos vasos cerebrais, sendo a dilatação quase diretamente proporcional ao aumento da concentração de íons hidrogênio. Uma vez que, o meio ácido deprime muito a atividade neuronal esse mecanismo ajuda a manter um concentração constante de íons hidrogênios nos líquidos cerebrais, e portanto, ajuda a manter o nível normal da atividade neuronal.

A utilização de oxigênio pelo tecido cerebral permanece sempre constante em torno de 3,5ml de O2 por 100g de tecido cerebral por minuto. Se o fluxo sangüíneo cerebral fica insuficiente e não pode fornecer essa quantidade necessária de O2, o mecanismo de deficiência de oxigênio para a produção de vasodilatação - por exemplo o relaxamento de esfíncter pré-capilar e de fibras de músculo liso ao redor da metarteríola - que funciona em praticamente todos os tecidos do corpo, causa vasodilatação imediata, restabelecendo o fluxo sangüíneo e o transporte de oxigênio para os tecidos cerebrais até níveis quase normais.

Alterações no fluxo sangüíneo também são produzidos por outros metabólitos vasodilatadores como Potássio e a adenosina.

PAPEL DA PRESSÃO INTRACRANIANA NA REGULAÇÃO DO FLUXO SANGÜÍNEO CEREBRAL

Nos adultos, o cérebro, a medula espinhal e o líquido cefalorraquidiano estão acondicionados, juntamente com os vasos cerebrais, num envoltório ósseo rígido.

Como o tecido cerebral (1400g) e o líquido cefalorraquidiano (75ml) são essencialmente incompreensíveis, o volume intracraniano de sangue (25ml) de líquido cefalorraquidiano e cérebro em qualquer dado momento deve ser relativamente constante. Mais importante, os vasos cerebrais são comprimidos sempre que a pressão intracraniana se eleva.

Qualquer alteração na pressão venosa imediatamente causa alteração similar na pressão intracraniana. Assim, uma elevação na pressão venosa reduz o fluxo sangüíneo cerebral tanto pela redução da pressão efetiva de perfusão quanto pela compressão dos vasos cerebrais. Esse mecanismo ajuda a compensar as modificações da pressão arterial à nível de cabeça principalmente devido a atuação da gravidade.

Quando a pressão intracraniana ultrapassa os 33mmHg por curto período, o fluxo sangüíneo cerebral diminui significamente e a pressão sangüínea se eleva. Dentro da faixa bastante ampla, a elevação da pressão sangüínea sistêmica é proporcional à elevação da pressão intracraniana, embora acabe sendo atingido um ponto em que a pressão intracraniana excede a pressão arterial e a circulação cerebral cessa.

A AUTO-REGULAÇÃO

O fluxo cerebral é eficientemente auto-regulado, mesmo com uma variação sistêmica entre 80 e 180 mmHg não ocorre variação apreciável do fluxo sangüíneo cerebral, devido a ação de substâncias locais produzidas pelo endotélio como, peptídeos circulantes, a angiotensina II e nervos vasomotores.

OS NERVOS VASOMOTORES E SENSITIVOS NA REGULAÇÃO DO FLUXO SANGÜÍNEO CEREBRAL

Foram descritas anteriormente a inervação dos grandes vasos cerebrais por nervos pós-ganglionares simpáticos e parassimpáticos e a inervação distal por nervos sensitivos. O papel destes nervos ainda não está bem definido, porém nas condições onde o mecanismo auto-regulador não consegue produzir compensação suficiente, o controle simpático do fluxo sangüíneo cerebral passa a ser muito importante. Por exemplo, quando a pressão arterial atinge um nível muito elevado durante o exercício extenuante e durante outros estudos de atividade circulatória excessiva, o sistema nervoso simpático contrai as artérias grandes e intermediárias, impedindo que as pressões muito elevadas atinjam os pequenos vasos sangüíneos. Isto é importante na prevenção de ocorrência de hemorragia vascular cerebral e ajuda proteger a barreira hematoencefálica da ruptura que de outra forma ela poderia sofrer.

Fonte: www.portaleducacao.com.br

Regulação Metabólica

Regulação do metabolismo

O nosso organismo apresenta uma flexibilidade metabólica notável!

Basta pensar, por exemplo, que nós conseguimos adaptarmo-nos a situações tão contrárias como: estar 8-9 horas sem comer (quando dormimos, por exemplo), ou ingerir uma refeição muito calórica.

Ou então fazer um exercício físico muito intenso e num curto espaço de tempo, ou um exercício mais moderado e mais demorado, ou ainda ficar em repouso. Esta nossa capacidade de lidar corretamente com estes opostos é uma consequência da regulação que as nossas vias metabólicas sofrem.

A regulação dos processos metabólicos é, na minha opinião o aspecto central para uma compreensão correta do metabolismo.

Antes de começar a falar em concreto da regulação de cada via metabólica, convém abordar alguns conceitos mais gerais…

Em primeiro lugar, o que é a regulação das vias metabólicas? É o processo pelo qual a velocidade global de cada processo é alterada. Atenção, quando se fala em regulação não se está obrigatoriamente a falar de inibição, pois as vias metabólicas podem ser ativadas ou inibidas.

Todas as vias metabólicas apresentam pelo menos uma reação específica desse processo, que é irreversível. Isto garante à célula 2 aspectos muito importantes:

1. Faz com que as vias metabólicas não ocorram nos dois sentidos, como consequência apenas do fluxo de massas. Ou seja, se uma via metabólica produzir a molécula X e a célula precisar de produzir mais X, não vai ser pelo fato de já existir essa molécula dentro da célula que se vai dar a degradação da mesma.

2. Permite regular especificamente uma via metabólica sem ter que afetar outros processos, nomeadamente, o processo oposto. Para perceber isto podemos pensar em dois processos opostos, na glicólise (degradação de glucose) e na gluconeogénese (síntese de glucose), por exemplo. Nas células os dois processos não ocorrem simultaneamente, pois não fazia sentido estar a degradar e sintetizar glucose ao mesmo tempo. Portanto, quando um está ativo, ou outro tem que estar inibido. Se ambos fossem catalisados pelas mesmas enzimas, era impossível ativar um processo e inibir o outro. Ou se ativavam os dois, ou se inibiam os dois… Como é que conseguimos dar a volta a este problema? Recorrendo pelo menos a uma enzima específica para cada processo! Assim, se eu tiver uma enzima específica na glicólise (na realidade são 3…) que não atua na gluconeogénese, eu posso ativar ou inibir este processo sem afetar o oposto.

São exatamente estas reações específicas e irreversíveis que são catalisadas pelas chamadas enzimas regulatórias. As enzimas regulatórias são enzimas que funcionam como uma espécie de válvulas das vias metabólicas onde estão inseridas, permitindo “escoar” mais intermediários, se fizer falta mais produto, ou acumular esses intermediários, se existir produto suficiente. As reações catalisadas por estas enzimas são muitas vezes designadas por pontos de regulação, sendo consideradas os passos limitantes (mais lentos) do processo do qual fazem parte. Sendo assim, se a sua velocidade for aumentada, a velocidade global da via onde estão inseridas aumenta, e se a sua velocidade for diminuída, a velocidade global do processo também diminui.

Há 4 tipos de regulação das vias metabólicas:

1. Disponibilidade do substrato: É o método de regulação mais rápido e afeta todas as enzimas de cada via metabólica. Basicamente, se existir pouco substrato, as enzimas não vão poder atuar à sua velocidade máxima, e se não existir substrato, as enzimas param.
2. Regulação alostérica:
É a forma mais rápida de regulação específica de apenas determinadas enzimas, as chamadas enzimas regulatórias. Esta forma de regulação requer a presença de moléculas (moduladores alostéricos) que vão interatuar com as enzimas, levando a alterações estruturais que podem tornar a enzima mais rápida ou mais lenta (moduladores positivos e negativos, respectivamente).
3. Regulação hormonal:
É um processo mais demorado do que a regulação alostérica, e envolve a produção de hormonas em resposta a um estímulo. As hormonas são lançadas na corrente sanguínea e vão atuar nas células-alvo. Normalmente a sua ação culmina na fosforilação ou desfosforilação das enzimas regulatórias, alterando a sua eficiência catalítica (ativa ou inibe, dependendo da enzima em causa). Este efeito designa-se por modificação covalente reversível.
4. Alterações na concentração das enzimas:
Esta é a forma mais lenta de regulação e pressupõe alterações nas taxas de síntese e degradação das enzimas, alterando a sua concentração. Por exemplo, se a célula pretender ativar uma via metabólica, pode fazê-lo aumentando a quantidade das enzimas dessa via. Desde que o substrato não seja limitante, a velocidade global da conversão de substrato em produto vai aumentar. O efeito contrário verifica-se fazendo o raciocínio inverso.

Referências Bibliográficas

Quintas A, Freire AP, Halpern MJ, Bioquímica - Organização Molecular da Vida, Lidel
Nelson DL, Cox MM, Lehninger - Principles of Biochemistry, WH Freeman Publishers?

Fonte: Mundo da Química

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