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Classificação Geral dos Seres Vivos

Até a metade do século XX, os seres vivos são classificados em apenas duas categorias: reino animal e reino vegetal. Com o progresso da biologia, a classificação se amplia para incluir organismos primitivos que não têm características específicas só de animais ou de vegetais.

A partir da década de 60, o critério internacionalmente aceito divide os organismos em cinco reinos:

Moneras

Seres unicelulares (formados por uma única célula) procariontes (células sem núcleo organizado). O material hereditário é constituído por ácido nucléico no citoplasma. São as bactérias e as cianófitas (algas azuis), antes consideradas vegetais primitivos.

Protistas

Seres unicelulares ou pluricelulares eucariontes (que possuem núcleo individualizado). Seu material genético está organizado nos cromossomos, dentro do núcleo. Representados por protozoários, como a ameba, o tripanossomo (causador do mal de Chagas) o plasmódio (agente da malária), que até a metade do século XX eram considerados animais primitivos e algas unicelulares e pluricelulares.

Fungos

Seres eucariontes uni e pluricelulares como as leveduras, o mofo e os cogumelos. Já foram classificados como vegetais, mas sua membrana possui quitina, molécula típica dos insetos e que não se encontra entre as plantas. São heterótrofos (não produzem seu próprio alimento), por não possuírem clorofila.

Animais

São organismos multicelulares e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento). Englobam desde as esponjas marinhas até o homem, cujo nome científico é Homo sapiens.

Plantas

São os vegetais, desde as algas verdes até as plantas superiores. Caracterizam-se por ter as células revestidas por uma membrana de celulose e por serem autótrofas (sintetizam seu próprio alimento pela fotossíntese). Existem cerca de 400 mil espécies de vegetais classificados.

Classificação das Plantas

As plantas são divididas em dois grupos: as fanerógamas e as criptógamas.

Fanerógramas: São plantas com sementes, por meio das quais elas se reproduzem também chamadas espermatófitas ou espermáfitas. Possuem raiz, caule, folhas e sementes. Algumas tem folhas e frutos, outras não. Um exemplo desse grupo são: a mangueira, o pinheiro, o capim, a roseira, a alface, o agrião, a mandioca, etc. As fanerógamas dividem-se em dois subgrupos:

Angiospermas

São plantas que possuem frutos. Exemplos: limoeiro, tomateiro, pessegueiro. É o grupo vegetal mais bem adaptado ao planeta. São plantas que possuem raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes. A flor é a estrutura reprodutiva dessa plantas. Nela, encontramos o ovário e os óvulos. Após a fecundação, os óvulos se transformam em fruto. Os frutos auxiliam a dispersão das sementes, mesmo quando alguns animais, como aves e mamíferos, os ingerem. Nesse caso, a casca impede a digestão da semente, a semente é depositada, com fezes do animal, longe da planta-mãe. A semente germina e da origem a uma nova planta. Nas sementes, existe uma estrutura chamada cotilédone. Com base nessa estrutura, as angiospermas são divididas em duas classes:

Monocotilêdoneas: plantas em cujas sementes há apenas um cotilédone. Exemplos: lírios, orquídea e milho

Dicotiledôneas: plantas em cujas sementes há dois cotiledôneas. Exemplos: rosa, girassol e feijão.

Gimnospermas

São plantas sem frutos. Tem folhas pequenas e pontiagudas. O grupo de gimnospermas mais conhecido é o das coníferas. Exemplos: pinheiro, o cipestre, e a sequóia. As gimonospermas possuem estruturas especiais de reprodução chamadas estróbilos, ou cones (daí o nome colíferas). Algumas espécies apresentam árvores só com estróbilos masculinos e árvores só com estróbilos femininos. Na maioria os estróbilos femininos e masculinos se encontram nas mesmas árvores. Quando o estróbilo masculinos se abre, ele libera grande quantidade de grãos de pólen.

Os grãos de pólen são as estruturas reprodutora masculina, que contém a célula sexual. Levados pelo vento, os grãos de pólen vão fecundar os óvulos nos estróbilo feminino.

Os óvulos fecundados desenvolvem-se dando origem às sementes , que no pinheiro-do-paraná, recebem o nome de pinhão. As sementes permanecem protegidas nos estrobilos femininos, que passam a ser denominados pinhas. Ao amadurecer, a pinha se abre liberando as sementes. Estas ao germinar darão novas plantas.

Criptógamas: são plantas que não possuem sementes, nem flores e frutos. Algumas não possuem raiz, nem caule, nem folhas verdadeiras; outras são formadas apenas por um talo. São exemplo desses grupos as algas, os musgos ( briófitas) a avenca e a samambaia (pteridófitas).

Briófitas

Compreendem os musgos e as hepáticas. São vegetais extremamente pequenos, sendo formados por rizóides, caulóides e filóides. São plantas avasculares (sem condutores de seiva ou alimento)

Pteridófitas

Compreendem samambaias e avencas. São os primeiros vegetais vasculares. Possuem o corpo dividido em raiz, caule e folhas.

NOMENCLATURA ZOOLÓGICA

Com tantos tipos de animais e numerosos taxinomistas trabalhando para denomina-los e descreve-los em diferentes países , poderiam surgir algumas confusões na nomenclatura.

Por esse motivo é necessário obedecer certas regras para dar nomes aos animais; regras estas que só foram estabelecidas após os brilhantes trabalhos do botânico Sueco Carolus Linnaeus em 1758 (Carlos Lineu).

Regras:

1 – O nome dos animais devem ser escritos em latim (Lineu usou o latim, porque era a língua dos intelectuais em sua época).

2 – Todo animal tem obrigatoriamente dois nomes no mínimo. O primeiro é o do gênero e o segundo o da espécie (Sistema binominal criado por Lineu).

Ex: Homo sapiens

3 – O nome do gênero deve ser sempre escrito com inicial maiúscula, e o da espécie com inicial minúscula.

Ex: Trypanosoma cruzi

Quando se dá o nome especifico em homenagem a uma pessoa, como no exemplo acima, acrescentamos a letra i no sobrenome do homenageado se for do sexo masculino.

Ex: Carlos Bates = batesi.

Quando o Homenageado for feminino, acrescentamos ae no sobrenome.

Ex: Sônia Costa = costae

4 – Quando existe subespécie, o seu nome deve ser escrito depois do da espécie e sempre com inicial minúscula.

Ex: Rhea americana darwing ou Apis mellifera adansoni

5 – Quando existe subgênero o seu nome deve ser escrito depois do nome do gênero, entre parênteses, e sempre com inicial maiúscula.

Ex: Anofheles (nissurrhynchus) darlingi

6 – O nome dos animais devem ser grifados ou deve se usar um tipo de letra diferente do texto, em geral usa o negrito ou caracteres itálicos .

7 – Se um gênero ou espécie foi descrito mais de uma vez, deve-se sempre usar o primeiro nome que o animal foi descrito, mesmo que seja errado. É a lei da prioridade. Expl. Trichuris trichiura é conhecido também como tricocéfalo, em vista de ser usado durante muito tempo o nome Tricocephalus trichiuris. O nome mais antigo Trichuris - (thirix = cabelo; aura = cauda) significa cauda capilar . Quando se descobriu que a parte filiforme do verme correspondia à extremidade cefálica e não caudal, procurou-se mudar o nome para Trichocephalus, o que não é permitido pela regra da prioridade.

8 – Nos trabalhos científicos, depois do nome da espécie colocasse o nome do autor (o naturalista que a descreveu) e o ano da publicação do trabalho onde foi descrito. Expl. Triatoma infestans - Klug, 1834.

Obs. O nome do autor e data, citados entre parênteses, indicam que a espécie em questão foi descrita originalmente em gênero diversos do que aparece citado. Expl. Trypanosoma cruzi (Chagas, 1909). Originalmente foi descrito como Schizotrypanum cruzi . Dias, em 1939 foi quem rivalidou.

9 – Tem terminações padronizadas as seguintes categorias : superfamilia (oidea), família (idae), subfamilia (inae) e tribo (ini). Expl. O pernilongo vetor da malária pertence a superfamilia Culicoidea , família Culicidae, subfamilia Culicinae e a tribo Anophelini.

Fonte: www.cynara.com.br

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