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Reino Plantae

 

O Reino vegetal ou Reino das plantas (Plantae) é formado por cerca de 260 mil espécies conhecidas de musgos, hepáticas, fetos, plantas herbáceas e lenhosas, arbustos, trepadeiras, árvores e outras formas de vida que cobrem o solo e vivem também na água.

São organismos verdes pluricelulares; suas células contêm um protoplasma eucariótico (isto é, que tem núcleo) fechado no interior de uma parede celular mais ou menos rígida, composta em sua maior parte por celulose. A principal característica dos vegetais é a capacidade de fazer a fotossíntese, que utilizam para elaborar o alimento de que precisam, transformando a energia da luz em energia química.

O ser humano utiliza diretamente apenas uma reduzida parcela das espécies vegetais para obter alimento, fibras para vestuário, medicamentos e material de construção. Encabeçando a lista estão o arroz, o trigo, o milho, os legumes, o algodão, as coníferas e o tabaco.

As numerosas espécies de organismos do reino Vegetal são organizadas em várias divisões (equivalentes botânicos dos filos), que englobam, no total, cerca de 260 mil espécies.

Os briófitos (ou briófitas) constituem um conjunto de três divisões de plantas não vasculares: 16 mil espécies de musgos, hepáticas e antocerotas. As outras divisões recebem a denominação comum de plantas vasculares ou cormófitos, que se caracterizam por apresentar tecido vascular

Reino Plantae
Esta é a célula vegetal e sua estrutura

TECIDOS

As células se organizam em unidades estruturais e funcionais chamadas tecidos, que constituem o conjunto da planta; os tecidos têm pontos de crescimento, chamados meristemas, compostos por células em divisão ativa, nos quais se formam células (e tecidos) novas.

Os meristemas se encontram nas extremidades apicais dos caules, galhos e raízes (meristemas apicais), onde geram o crescimento primário dos vegetais, e nas paredes de caules, galhos e raízes (meristemas laterais), onde induzem o crescimento secundário.

Nas plantas vasculares, há três grandes sistemas tissulares: dérmico, vascular e fundamental. O tecido dérmico é formado pela epiderme ou camada externa do corpo da planta. Constitui a pele que cobre os frutos, folhas, flores, raízes e sementes. Na epiderme pode haver estomas, aberturas através das quais a planta faz a troca de gases com a atmosfera.

O tecido vascular é de duas classes: xilema, encarregado de transportar água, nutrientes e minerais dissolvidos, e floema, que transporta alimentos.

O tecido fundamental é de três tipos.

O primeiro, chamado parênquima, encarrega-se de numerosas funções fisiológicas especializadas: fotossíntese, armazenamento, secreção e cicatrização de feridas.

O colênquima atua como tecido de sustentação nas partes jovens das plantas que estão em fase de crescimento ativo. O esclerênquima sustenta e reforça as partes da planta que terminaram de crescer.

ÓRGÃOS VEGETAIS

O corpo de toda planta vascular está geralmente organizado em três tipos de órgão: raízes, caule e folhas. Estes, por sua vez, contém os três tipos de tecidos que foram descritos, mas se diferenciam na forma como as células se especializam para desempenhar as diferentes funções.

Fonte: br.geocities.com

Reino Plantae

O Reino Plantae é constituído pelas plantas, desde o pequeno musgo até as grandes sequóias.

Acredita-se que sua origem foi a partir das algas verdes (Reino Protoctista, Filo Chlorophyta), pois também possuem cloroplastos com clorofilas a e b, e parede celular constituída de celulose.

São seres:

Pluricelulares
Autótrofos fotossintetizantes (existem exceções! Ex: Cipó-chumbo.)
Possuem tecidos diferenciados, como por exemplo, o xilema e o floema, condutores de seiva
Possuem um embrião multicelular que se desenvolve sobre e às custas da planta mãe. Esta é a apomorfia do grupo, as algas verdes não possuem este tipo de embrião, portanto não são plantas.

Também devido a esta característica, as plantas podem ser chamadas de EMBRIÓFITAS

Possuem células contendo plastídios, como o amiloplasto (armazena amido) e o cloroplasto (responsável pela fotossíntese), um grande vacúolo , e parede celular constituída de celulose. (Têm mitocôndrias também!)

Acredita-se que as plantas tenham sido os primeiros organismos a colonizarem o ambiente terrestre tornando-o propício para a posterior colonização por parte dos animais.

Todavia, para tal foi necessário que houvesse o surgimento de uma série de adaptações morfológicas (que as algas não têm):

Um sistema de absorção de água do solo, e condução de soluções aquosas (seiva).
Tecidos capazes de impermeabilizar a superfície do organismo, a fim de evitar a perda de água, e tecidos rígidos de sustentação do corpo (pois o ar é pouco denso).
Mecanismos de trocas gasosas, a fim de facilitar o processo de fotossíntese.

De forma geral, as plantas apresentam um ciclo de vida onde ocorre ALTERNÂNCIA DE GERAÇÕES (ou metagênese) caracterizado pela presença de organismos adultos haplóides e diplóides. Além da reprodução gamética (sexuada), pode também haver reprodução agamética (assexuada) via FRAGMENTAÇÃO, em que pedaços de um indivíduo podem originar um novo indivíduo idêntico.

Basicamente, a metagênese pode ser resumida da seguinte forma:

A planta adulta diplóide (2n), o ESPORÓFITO (planta que produz esporos), produz esporos (haplóides – n) por meiose, em uma estrutura chamada ESPORÂNGIO.
O esporo (n) é disseminado, germina em um local apropriado, e origina o indivíduo adulto haplóide (n), o GAMETÓFITO (planta que produz gametas).

O gametófito produz gametas em estruturas chamadas GAMETÂNGIOS:

Os ANTERÍDIOS produzem os gametas masculinos, que podem ser os ANTEROZÓIDES ou as CÉLULAS ESPERMÁTICAS, dependendo do grupo de plantas.
Os ARQUEGÔNIOS produzem os gametas femininos, chamados OOSFERAS.

Na FECUNDAÇÃO, ocorre a união dos gametas (n), formando um zigoto (2n).

O zigoto se desenvolve em um novo esporófito.

Ao longo do tempo, a tendência evolutiva neste Reino foi a redução progressiva da fase gametofítica em detrimento da esporofítica. Veremos ao todo quatro grupos de plantas, as briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

As características mais básicas e gerais destes grupos estão listadas na tabela a seguir:

Grupo Geração Dominante Vasos Condutores* Estruturas Reprodutoras** Possuem Semente? Fruto
Briófitas Gametofítica Avasculares Criptógamas Não Não
Pteridófitas Esporofítica Vasculares Criptógamas Não Não
Gimnospermas Esporofítica Vasculares Fanerógamas Sim Não
Angiospermas Esporofítica Vasculares Fanerógamas Sim Sim

* Estou me referindo especificamente ao xilema e floema, alguns musgos também apresentam um tecido condutor de seiva, o HADROME, constituído por dois tipos de células, os leptóides (~floema) e os hidróides (~xilema).

** Criptógamas: Estruturas reprodutoras pouco evidentes

Fanerógamas: Estruturas reprodutoras bem visíveis (flores e pinhas).

Vejamos a seguir em maiores detalhes resumidos os grupos de plantas:

BRIÓFITAS

Briófitas (grego: bryon-musgo, phyton-planta) são plantas avasculares, não possuem vasos condutores de seiva. O transporte de substâncias se dá por difusão entre as células, e é um processo lento, o que limita seu tamanho (as briófitas são plantas de porte pequeno). As briófitas mais conhecidas são os musgos, as hepáticas e os antóceros.

Seu ciclo de vida apresenta nítida alternância de gerações, onde a geração gametofítica (n) é dominante em relação à geração esporofítica (2n).

O gametófito é o vegetal duradouro e fotossintetizante.

Os musgos que você vê são os gametófitos, possuem anterídios e arquegônios. Cada anterídio produz vários anterozóides, que na presença de água, nadam até o arquegônio para fecundar a oosfera (cada arquegônio produz uma oosfera), e originar um zigoto (2n). A presença de água é fundamental para que ocorra a fecundação, pois promove o rompimento da parede dos anterídios e permite que os anterozóides, que são flagelados, nadem até a oosfera, guiados por substâncias químicas dissolvidas na água. Haja vista a necessidade de água para que ocorra a fecundação, as briófitas são geralmente encontradas em ambientes terrestres úmidos e sombreados.

O zigoto se desenvolve num esporófito (2n), que cresce sobre o gametófito (n) e é dependente dele (total ou parcialmente). No ápice do esporófito encontra-se um esporângio, chamado cápsula, que é o local de produção dos esporos (n), todos iguais (plantas ISOSPORADAS). A cápsula pode conter restos do arquegônio, que conferem proteção (caliptra). Ao germinar, o esporo pode se desenvolver e originar diretamente o gametófito, ou no caso dos musgos, pode inicialmente originar uma estrutura filamentosa chamada protonema, esta por sua vez pode dar origem a vários gametófitos, a partir de gemas (reprodução agamética via fragmentação). Além de produzirem os anterídios e arquegônios, no caso das hepáticas, os gametófitos podem também produzir estruturas denominadas conceptáculos, estes produzem gemas (propágulos), que também podem originar outros indivíduos.

As briófitas são classificadas em três Filos:

Bryophytas: Os musgos, com gametófito organizado em rizóides, caulóide e filóides.
Hepatophyta:
As hepáticas, com gametófito prostrado, onde não ocorre a diferenciação entre filóides e caulóides.
Anthocerophyta:
Os antóceros (raros).

Importância das Briófitas

As briófitas são organismos pioneiros em uma sucessão ecológica, podem se desenvolver em rochas, e os produtos resultantes de sua atividade biológica modificam este substrato de forma a permitir que outras espécies também possam se desenvolver nele. Dependendo do ambiente, a quantidade de carbono que estas plantas absorvem pode influenciar grandemente o ciclo biogeoquímico deste elemento. São também plantas bastante sensíveis à poluição atmosférica, sendo assim podem ser indicadoras de áreas muito poluídas, quando nestes locais a quantidade de briófitas é bastante reduzida. Musgos do gênero Sphagnum, os musgos de turfeira, são importantes na agricultura, pois auxiliam a retenção de água pelo solo, além de melhorarem sua textura.

A TURFA é composta de depósitos destes musgos e plantas associadas, pode ser comprimida e seca, e então queimada como combustível. Além disso, a fumaça proveniente de sua queima influencia o sabor de uísques escoceses.

PTERIDÓFITAS

As pteridófitas, assim como as briófitas, são plantas criptógamas. Foram as primeiras plantas VASCULARES, ou seja, a apresentarem vasos condutores de seiva (xilema e floema), sendo que isto proporciona a elas reporem as perdas de água de forma mais eficaz, e atingirem maiores comprimentos, inclusive podendo apresentar porte arbóreo (samambaiaçu). Apresentam raízes, caules e folhas verdadeiros. As pteridófitas mais comuns são as samambaias, avencas, cavalinhas e selaginelas. Apresentam ciclo de vida com alternância de gerações, sendo que neste caso (e nos grupos de plantas seguintes) a geração esporofítica (2n) é dominante em relação a gametofítica (n). O esporófito é autótrofo, e possui esporângios, as estruturas produtoras de esporos (n).

O gametófito, também chamado prótalo, é autótrofo, apresenta estrutura laminar, e tamanho reduzido (~1 cm).

Produz em sua face inferior os gametângios: arquegônios e anterídios. Cada arquegônio produz uma oosfera (n), enquanto cada anterídio produz vários anterózóides (n), que podem fecundar a oosfera e originar o zigoto (2n). As pteridófitas, assim como as briófitas também necessitam de água para que ocorra a fecundação, e devido a este fato, também são geralmente encontradas em ambientes úmidos e sombreados. Algumas são aquáticas (gêneros Salvinia e Azolia), mas não existem representantes marinhos. O zigoto se desenvolve e origina o esporófito. Este depende do gametófito apenas no início de seu desenvolvimento, em que se encontra associado a ele.

As pteridófitas são classificadas em 4 Filos:

Pterophyta: Samambaias e Avencas.
Psilotophyta:
Psilotum.
Lycophyta:
Licopódios e Selaginelas.
Sphenophyta:
Cavalinhas.

Pode se também dividir as pteridófitas em dois grupos, no que diz respeito aos esporos:

ISOSPORADAS (ex: samambaias): Que assim como as briófitas só produzem um tipo de esporo, que se desenvolve em um gametófito monóico
HETEROSPORADAS (ex: selaginelas):
Que produzem micrósporos (masculinos) e megásporos ou macrósporos (femininos).

Os microsporângios produzem numerosos micrósporos, que ao se desenvolverem irão originar gametófitos masculinos, enquanto os megasporângios produzem 4 grandes esporos que irão se desenvolver em gametófitos femininos. A Selaginela é uma pteridófita heterosporada, e é interessante notar que, como os gametófitos desenvolvem-se no interior das paredes dos esporos, e o embrião é nutrido por reservas nutritivas provenientes do megagametófito, acredita-se que este conjunto seja o precursor evolutivo das sementes.

Importância das Pteridófitas

São amplamente utilizadas como plantas ornamentais, sendo que inclusive, o caule da samambaiaçu serve para se fazer xaxim. Os atuais depósitos de carvão mineral (hulha), um importante combustível, foram formados a partir da fossilização de pteridófitas de porte arbóreo, de aproximadamente 375-290 milhões de anos atrás. Algumas podem ser utilizadas na fabricação de alimentos e medicamentos.

GIMNOSPERMAS

As gimnospermas são plantas de porte arbóreo, climas temperados, e vasculares (ou traqueófitas) pois apresentam vasos condutores de seiva. Ao contrário das briófitas e pteridófitas (criptógamas), formam ESTRÓBILOS ou pinhas, as estruturas reprodutoras que abrigam os esporângios (as “flores” das gimnospermas), sendo então classificadas como fanerógamas. Estas plantas possuem sementes, todavia, não formam frutos. Na verdade, gimnosperma significa semente nua (mas têm casca!). Dentre as gimnospermas mais conhecidas estão os pinheiros, o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifólia), e as sequóias, que estão dentre as maiores árvores conhecidas atualmente.

Além disso, uma gimnosperma apelidada de Matusalém provavelmente é o ser vivo mais velho do planeta, com aproximadamente 4600 anos de idade.

Seu ciclo de vida apresenta alternância de gerações pouco nítida, com o gametófito (n) bastante reduzido. Os estróbilos são unissexuados, sendo o masculino denominado microestróbilo (2n), e o feminino macroestróbilo (2n). São ambos formados por um eixo de onde partem folhas modificadas responsáveis pela formação dos microsporângios (2n) e macrosporângios (2n), chamadas folhas carpelares, os microesporófilos (2n) e macroesporófilos (2n).

Dentro dos microsporângios, as células mães de esporos produzem por meiose os micrósporos, estes por sua vez originam os grãos de pólen (n), que são os gametófitos masculinos (microprótalos) imaturos. Cada grão de pólen contém uma célula geradora, que será a responsável pela produção dos gametas masculinos, as células espermáticas, e uma célula do tubo (ou vegetativa), responsável pela formação do tubo polínico. (A célula geradora seria algo como um gametângio masculino.)

Dentro dos microsporângios, as células mães de esporos produzem por meiose os micrósporos, estes por sua vez originam os grãos de pólen (n), que são os gametófitos masculinos (microprótalos) imaturos. Cada grão de pólen contém uma célula geradora, que será a responsável pela produção dos gametas masculinos, as células espermáticas, e uma célula do tubo (ou vegetativa), responsável pela formação do tubo polínico. (A célula geradora seria algo como um gametângio masculino.)

O óvulo é constituído pelo megasporângio (nucela) mais o tegumento que o recobre. Uma grande célula mãe de esporos localizada no megasporângio sofre meiose e origina 4 células (n), sendo que 3 degeneram e uma delas forma o megásporo (n), este por sua vez se desenvolve em gametófito feminino, o megagametófito, contendo arquegônios (gametângios femininos), que produzem os gametas femininos, as oosferas.

Denomina-se POLINIZAÇÃO, o processo pelo qual os grãos de pólen são transportados até a abertura do óvulo (MICRÓPILA). Transportados pelo vento até a câmara polínica (Polinização pelo vento – anemofilia) e em contato com os óvulos, os grãos de pólen germinam iniciando seu desenvolvimento em microgametófitos maduros com a formação do tubo polínico. À medida que este se desenvolve, a célula geradora se divide e origina dois núcleos espermáticos, sendo estes os gametas masculinos.

Ao atingir o arquegônio, um dos gametas masculinos fecunda a oosfera e origina o zigoto (2n) (o outro degenera). Ao contrário das briófitas e pteridófitas, onde a fecundação ocorre por OOGAMIA, processo em que anterozóides flagelados se deslocam em meio aquoso até a oosfera, a fecundação das gimnospermas geralmente se dá da forma descrita acima, a SIFONOGAMIA, em que os gametas masculinos atingem a oosfera a partir do crescimento do tubo polínico. Esta forma de fecundação não necessita da presença de água para ocorrer. (Observação: Cicadáceas e Gincófitas ainda dependem da água para a fecundação!)

O zigoto se desenvolve e origina o embrião, e o óvulo se desenvolve formando a semente, constituída pelo tegumento (2n) do óvulo, e pelo corpo do gametófito feminino (n) convertido em um tecido que armazena substâncias nutritivas. Graças a este tecido nutritivo, algumas sementes de gimnospermas (PINHÕES) são comestíveis.

As gimnospermas são classificadas mais comumente em 4 Filos:

Coniferophyta: Pinheiros, Sequóia, Araucária.
Cycadophyta:
Cicas (ornamentais).
Gnetophyta:
Efedra – Efedrina: Estimulante do SNC e descongestionante nasal.
Ginkgophyta:
Somente uma espécie, a Ginkgo biloba.

Importância das gimnospermas

Este grupo é importante para a indústria madeireira e da celulose (produção de papel), inclusive, a araucária é uma espécie em risco de extinção graças à exploração excessiva (a madeira da araucária é resistente às águas das chuvas).

A semente do pinheiro-do-paraná (araucária), o pinhão, é utilizada na alimentação humana e animal. A gnetácea Welwitschia mirabilis também tem sua semente utilizada como alimento no deserto de kalahari, na África.

Da Gnetophyta efedra extrai-se a substância denominada efedrina, um estimulante do Sistema Nervoso Central, e também é utilizada como descongestionante nasal no tratamento de pessoas asmáticas.

Acredita-se que o chá das folhas da Ginkgo biloba atue no sentido de favorecer a irrigação cerebral e estimular a memória.

As gimnospermas também são utilizadas na ornamentação, neste caso, principalmente as Cicas.

ANGIOSPERMAS

As angiospermas são as verdadeiras plantas superiores. São o grupo vegetal atual mais representativo e com a maior diversidade morfológica, variando de ervas a árvores, além de serem também o grupo com a maior distribuição geográfica e de ambientes (existem algumas espécies marinhas). São fanerógamas que além de produzirem flores, também produzem os frutos, que conferem proteção às sementes além de auxiliarem na sua dispersão (angios - urna, caixa). Antes de se entrar em detalhes sobre o ciclo de vida destas plantas, deve-se inicialmente analisar a estrutura das flores e frutos.

A flor é constituída por uma haste que termina em um pedúnculo, este por sua vez, apresenta uma extremidade dilatada (receptáculo floral), que sustenta um conjunto de folhas especializadas com funções relacionadas à reprodução, os verticilos florais. Denomina-se verticilo floral, um conjunto de folhas especializadas do mesmo tipo.

Os elementos florais e o nome dos verticilos que eles constituem são listados a seguir:

Estames e Carpelos são os ESPORÓFILOS, as folhas que abrigam os esporângios:

ESTAMES: São microsporófilos formados pelo filete, uma haste que sustenta uma estrutura chamada antera, que por sua vez abriga microsporângios denominados sacos polínicos. A antera é unida ao filete por um tecido denominado conectivo. Ao conjunto de estames dá-se o nome ANDROCEU.
CARPELOS:
São macroesporófilos formados pelo ovário (base, que abriga os macrosporângios, os óvulos), estilete ( porção alongada que serve de substrato para o crescimento do tubo polínico), e a porção dilatada do estilete, chamada estigma (onde os grãos de pólen se aderem). Ao conjunto de carpelos dá-se o nome GINECEU. Obs: Os carpelos (ou o único carpelo) forma uma estrutura denominada PISTILO, que recebe este nome por ser semelhante à uma mão de pilão.

Pétalas e Sépalas constituem o PERIANTO:

SÉPALAS

Folhas verdes, estéreis, com função de proteção de outros verticilos. Constituem o CÁLICE.

PÉTALAS

Folhas geralmente de coloração diferente do verde, devido à presença de pigmentos. As cores das pétalas, assim como a presença de substâncias produzidas por elas, como o néctar, têm o objetivo de tornar a flor mais atrativa aos agentes polinizadores, como insetos, aves e morcegos.

Caso as pétalas sejam iguais às sépalas de forma que não se pode diferenciá-las, o perianto passa a ser chamado PERIGÔNIO, e as pétalas e sépalas passam a ser chamadas TÉPALAS. Além das sépalas, pode haver a presença de uma outra folha modificada com a função de proteção da flor ou de uma inflorescência, a BRÁCTEA (a palha da espiga de milho é uma bráctea).

O fruto é proveniente do desenvolvimento do ovário após a fecundação. É constituído pela semente (proveniente do desenvolvimento do óvulo) mais um conjunto de três camadas que a recobrem, denominado PERICARPO, e proveniente da parede do ovário.

O pericarpo é constituído de três camadas, de fora para dentro: Epicarpo, Mesocarpo (geralmente é a porção comestível dos frutos) e Endocarpo.

Denomina-se fruto carnoso, aquele cujo pericarpo armazena substâncias nutritivas de reserva, e fruto seco o caso contrário. O fruto carnoso constitui um mecanismo de dispersão das sementes servindo de alimento a animais, que terminarão disseminando as sementes a partir das fezes. Além deste caso, existem também frutos com espinhos que se grudam ao corpo de animais, e frutos alados, cujo meio de dispersão é o vento.

Sobre o ciclo de vida das angiospermas, o esporófito é o vegetal dominante, duradouro e fotossintetizante, enquanto o gametófito, assim como no caso das gimnospermas, é bastante reduzido, se desenvolve associado ao esporófito e é dependente dele. As angiospermas, assim como as gimnospermas, também apresentam heterosporia e a fecundação se dá por sifonogamia.

Os microesporângios (sacos polínicos) localizam-se no interior das anteras, onde as células mães de esporos (2n) originam micrósporos (n) por meiose. Os micrósporos se desenvolvem em grãos de pólen (n), os microgametófitos. Estes grãos de pólen também possuem uma célula do tubo, que origina o tubo polínico, e uma célula geradora, que origina as células espermáticas (gametas masculinos).

No interior do ovário, tem-se os óvulos, constituídos pelo megasporângio (2n), e o tegumento que o recobre. Dentro do megasporângio há uma célula mãe de esporos que sofre meiose e origina quatro megásporos (n), sendo que três degeneram e um permanece como o megásporo fértil e funcional.

Este megásporo germina e origina o megagametófito também chamado SACO EMBRIONÁRIO, contendo um conjunto de 7 células (e 8 núcleos):

Três células próximas à micrópila (abertura do óvulo): uma oosfera (gameta feminino) no meio de duas SINÉRGIDES.

Uma célula grande e central, contendo dois NÚCLEOS POLARES. Esta célula também será fecundada, originará um tecido triplóide (3n), com função de reserva nutritiva para o embrião, o ENDOSPERMA.

Lembre-se de que o megagametófito das gimnospermas também originam um tecido de reserva nutritiva, mas naquele caso, o tecido é haplóide, e não é sinônimo de endosperma.

Três células distantes da micrópila (no extremo oposto), denominadas ANTÍPODAS.

A polinização precede a fecundação, as anteras se rompem, e o grão de pólen é transportado até o estigma, onde a partir daí germina. Caso o grão de pólen caia no estigma da própria flor, a polinização é dita direta, caso caia no estigma de uma flor distinta, é dita cruzada.

Esta pode ser mediada por diversos agentes, como por exemplo: Insetos (entomofilia), vento (anemofilia), pássaros (ornitofilia) e morcegos (quiropterofilia).

Quando o grão de pólen cai sobre o estigma, germina e forma o tubo polínico, que cresce ao longo do estilete em direção ao óvulo. Ao contrário da fecundação das gimnospermas, nas angiospermas ocorre uma dupla fecundação, onde o 1º núcleo espermático fecunda a oosfera e forma o zigoto (2n), e o 2º núcleo espermático fecunda a célula central (que contém os dois núcleos polares) e a célula resultante (3n) originará por mitose o endosperma (tecido de reserva nutritiva). A partir daí, o óvulo se desenvolve originando a semente, o zigoto origina o embrião, e o ovário origina o fruto.

As angiospermas são classificadas em apenas um Filo: Magnoliophyta. Além disso, podem também ser subdivididas de acordo com o número de cotilédones que possuem. Os COTILÉDONES são folhas especializadas dos embriões, cuja função é nutri-los, ou transferindo substâncias acumuladas diretamente para o embrião, ou transferindo para o embrião, os nutrientes do endosperma (3n).

De acordo com esse critério, pode-se dividir as angiospermas em:

Monocotiledôneas, cujo embrião contém apenas um cotilédone.

Dicotiledôneas, cujos embriões contêm dois cotilédones:

Dicotiledôneas basais.
Eudicotiledôneas.

As gimnospermas geralmente possuem dois ou mais cotilédones.

Importância das Angiospermas

Como já visto anteriormente, elas são o grupo vegetal mais diverso e representativo. Sendo assim, são muito importantes para o homem em diversos aspectos, como a agricultura (são os principais componentes da dieta dos seres humanos!), medicina (plantas medicinais), economia (indústria madeireira e de celulose) e ornamentação.

Têm também papel fundamental na reciclagem do O2 e CO2 atmosféricos e regulação climática (as grandes florestas seriam grandes aparelhos de ar-condicionado).

Fonte: biomax.wordpress.com

Reino Plantae

A vida teve origem no mar, segundo se pensa atualmente. Apenas após os organismos autotróficos se terem diversificado em ambientes marinhos ocorreu a invasão do meio terrestre. Este novo meio proporcionou oportunidades mas também dificuldades.

Em terra existia abundante espaço desocupado, luz intensa durante o dia, grande disponibilidade de oxigénio e dióxido de carbono pois estes gases circulam mais livremente do que na água.

No entanto, a dificuldade principal era praticamente fatal, a falta de água, que em vez de estar disponível se encontra por vezes a muitos metros da superfície.

A colonização do meio terrestre deve ter ocorrido há cerca de 450 M.a., a partir de ancestrais aquáticos, provavelmente algas clorófitas multicelulares relativamente complexas e como parte de um relação endomicorrízica.

As plantas são multicelulares, autotróficas com clorofila a, associada a b, usam como substância de reserva o amido e a sua parede celular é sempre formada por celulose.

Estas características aponta para uma relação filogenética com as algas clorófitas, que viveriam em margens de lagos e oceanos, sujeitas a condições alternadamente favoráveis e desfavoráveis. A maioria das características em que as plantas diferem das algas clorófitas deriva de adaptações à vida em meio seco.

Esta evolução ter-se-á iniciado com o surgimento de dois grandes grupos, um ancestral das atuais briófitas e outro ancestral das plantas vasculares. O primeiro não apresentaria tecidos condutores, ao contrário do segundo.

Posteriormente terão surgido as plantas vasculares com sementes e depois as plantas vasculares com semente e flor.

Para a adaptação completa ao meio terrestre foi necessário desenvolver estruturas adequadas para enfrentar alguns desafios importantes:

Água: Este líquido já não banha toda a superfície da planta, logo como obte-lo, não só para retirar os nutrientes solúveis mas também para encher as células novas;
Transporte:
A especialização que se torna obrigatória (a água apenas existe no solo logo apenas as raízes farão a sua absorção, por exemplo) implica a necessidade de deslocamento de substâncias por toda a planta;
Evaporação:
A perda excessiva de água deve ser evitada, mantendo, no entanto, uma superfície suficientemente extensa para realizar trocas gasosas.
Excesso de radiação ultravioleta:
O meio terrestre é permanentemente bombardeado por raios U.V., que a água absorve parcialmente, logo os organismos estão sujeitos a taxas mutagénicas elevadas se não existirem pigmentos de proteção.
Suporte:
Num meio sem suporte passivo, por flutuação, como é o meio aéreo, há dificuldade em manter uma estrutura volumosa ereta.
Reprodução:
Gâmetas, zigoto e embrião correm sério risco de dessecação.

Variações ambientais drásticas

O meio terrestre é muito mais extremo que o meio aquático.

Estruturas que permitissem ultrapassar estas dificuldades não surgiram simultaneamente em todos os grupos vegetais, tendo sido adquiridas gradualmente.

Primeiro devem ter surgido os esporos com parede resistente, que protege da seca, permitindo a dispersão eficiente pelo meio terrestre.

A cutícula, com a sua barreira cerosa de cutina permitiu a barreira contra a perda de água. Diretamente a ela associada estão os estomas, que deverão ter evoluído simultaneamente, permitindo a fotossíntese através da troca de gases. Igualmente fundamental foi o surgimento de tecidos de transporte, xilema e floema, que resolvem importantes problemas para qualquer organismo terrestre.

O óbvio passo seguinte terá sido a diferenciação de órgãos, permitindo uma muito maior eficiência na captação de água, sustentação e captação de luz para a fotossíntese. O passo final em adaptação terá sido a redução da geração gametófita e o surgimento da semente, com as suas qualidades de proteção do embrião.

Critérios de classificação de plantas

Os critérios usados exclusivamente no estudo das plantas são os seguintes:

Vasos condutores: A presença de vasos condutores de água, sais minerais e moléculas orgânicas com origem na fotossíntese é um importante critério de classificação vegetal pois está relacionado com o grau de adaptação ao meio terrestre;
Semente:
A presença de semente, um órgão reprodutor particularmente bem adaptado á dispersão em meio terrestre, também revela um elevado grau de evolução;
Flor:
Intimamente relacionado com os aspectos anteriores, também é característica de plantas terrestres bem adaptadas.

Fonte: www.simbiotica.org

Reino Plantae

Reino Plantae

Vamos pensar assim: se conhecermos como funcionam as plantas, entendendo os processos fundamentais da vida e do seu desenvolvimento, ficará muito mais fácil cultivá-las!

Fazendo uma simples comparação entre as plantas e os seres humanos, verificamos que ambos possuem as mesmas necessidades como seres vivos, ou seja, necessitam de água, ar, luz, nutrição e calor. As células da planta e as do homem são parecidas e funcionam de forma semelhante. Entretanto, somente os vegetais possuem capacidade para captar a energia solar (luz) e transformá-la em energia química (alimento), por meio de um processo chamado fotossíntese.

O que ela faz...

A planta retira do solo, por meio dos pêlos absorventes de suas raízes (pêlos radiculares), os alimentos de que necessita, como os sais minerais para a sua nutrição: nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre, magnésio e cálcio. Da água que absorve, retira o hidrogênio e o oxigênio e do ar, retira o carbono.

Como ela é...

Raízes: Fixam a planta no solo, absorvem a água e os sais minerais e os conduzem até o caule. É imprescindível lembrar que as raízes precisam respirar. Portanto, se uma planta é regada em excesso, o solo fica saturado e as raízes podem morrer ou apodrecer.
Caules:
Conduzem a seiva através dos seus vasos, que levam a água das raízes, os alimentos às folhas, para ativar regiões ou serem armazenadas, além disso, têm a função de produção e sustentação de folhas, flores e frutos.
Folhas:
Realizam a fotossíntese, a respiração e a transpiração de toda a planta. Entre a folha e a raiz acontece uma permanente ligação de solução (dos componentes do solo veiculados através da água).
Flores:
Onde se realiza a reprodução dos vegetais. Nesse processo, entram os diversos agentes da natureza, como o vento, os pássaros e insetos, que fazem o transporte de pólen entre as plantas para que se realize a fecundação.
Frutos:
Resultam da fecundação e desenvolvimento das flores.

Na planta

As raízes são como os intestinos;
A seiva é o sangue;
As folhas são os pulmões
As flores, os órgãos sexuais.

Fonte: www.jardimdeflores.com.br

Reino Plantae

Características Gerais

O Reino Plantae, Vegetalia ou Metaphita são os verdadeiros vegetais.

Pode ser dividido em três grupos:

Vegetais Inferiores: compreendem as algas verdes, vermelhas e pardas
Vegetais Intermediários:
incluídos entre as briófitas e pteridófitas
Vegetais Superiores:
classificados entre as gimnospermas e angiospermas

Vegetais Inferiores

Clorofíceas (algas verdes)

São seres unicelulares (isolados ou coloniais) e pluricelulares.Seus cloroplastos possuem clorofila A e B, carotenos e xantofilas. A reserva é representada por amido e as paredes celulares possuem celulose.

Vivem em ambientes terrestres úmidos, na água doce e no mar. A reprodução é feita sexuadamente e assexuadamente. Entre as algas verdes, pode-se observar todo um processo de reprodução sexuada, que vai desde a isogamia,heterogamia até à oogamia. A reprodução assexuada é feita por meiode esporos. Muitas apresentam alternância de gerações (metagênese).

Feofíceas (algas pardas)

São pluricelulares, com o corpo (talo) organizado num esboço de raiz, caule e folha, que são chamados, respectivamente, de rizóides, caulóides e filóides.Algumas algas chegam a apresentar talos imensos como as espécies dos gêneros Laminaria (70 m), Sargassum (30 m), Macrosystis (15 m) etc.

Os plastos são providos de clorofila e de um tipo de xantofila que lhes confere a cor pardacenta, chamada fucoxantina. O corpo é revestido por uma mucilagem chamada algina. Essa mucilagem é extraída das algas pardas e utilizada na fabricação de sorvetes,caramelos e cosméticos. Algumas espécies são comestíveis.

Vivem fixas no fundo (bentônicas),sendo a maioria das espécies marinhas e poucas de água doce. Reproduzem-se sexuadamente e assexuadamente e muitas espécies apresentam alternância de gerações (metagênese).

Rodofíceas (algas vermelhas)

São pluricelulares, principalmente marinhas, fixando-se no fundo (bentônicas). Existe apenas um gênero de algas vermelhas na água doce. Os plastos possuem clorofila, mas o pigmento predominante é o ficoeritrina, ocorrendo também a ficocianina. As algas vermelhas podem fornecer uma mucilagem chamada ágar (ágar-ágar), utilizada como meio de cultura para bactérias e na indústria farmacêutica, na preparação de laxantes.

A carragem (carragim) é outra mucilagem, com finalidade alimentícea, extraída de algas vermelhas; é utilizada na fabricação de caramelos e sorvetes. Algumas espécies revestem-se de CaCO3, tornam-se rígidas e fazem parte da formação dos recifes de corais, sendo muitas vezes confundidas com os corais (animais celenterados). A reprodução pode ser sexuada e muitas apresentam metagênese.

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com

Reino Plantae

O reino Plantae é dividido em divisões (Usa-se o termo "divisão" ao invés do termo "filo" nos animais).

Marchantiophyta
Anthocerophyta
Bryophyta
Lycophyta
Psilophyta
Sphenophyta
Pterophyta
Cycadophyta
Ginkgophyta
Gnetophyta
Coniferophyta, Gimnospermas
Anthophyta, Plantas com flores
Liliopsida, Monocotiledôneas
Magnoliopsida, Dicotiledôneas

Destas, as mais conhecidas entre as pessoas comuns são Bryophyta (musgos), Pterophyta (samambaias), Coniferophyta (gimnospermas), que são plantas coníferas, e Anthophyta (angiospermas), que são plantas com flores. Angiospermas são divididas em dois grupos, Dicotiledôneas e Monocotiledôneas.

Dicotiledôneas têm dois cotilédones (folhas embrionárias), enquanto as monocotiledôneas têm apenas um cotilédone.

Os nomes "Pinophyta" e "Magnoliophyta" são usados frequentemente para "Coniferophyta" e "Anthophyta". Do mesmo modo, as monocotiledôneas e docotiledôneas são chamadas "Liliopsida" e "Magnoliopsida" respectivamente.

Briófitas

As briófitas são plantas avasculares, isto é, não possuem vasos condutores para transporte de seiva bruta e elaborada pelo seu corpo.

São vegetais onde começa a diferenciação de tecidos como a epiderme para proteção. Como qualquer outro vegetal, são capazes de realizar fotossíntese, sendo autótrofos fotossintetizantes.

Como as algas, possuem o corpo na forma de talo, sem raízes, caule e folhas diferenciadas.

A ausência dos vasos condutores restringem o tamanho e o hábitat destes vegetais, de pequeno porte e encontrados em locais úmidos ou de água doce.

As briófitas são encontradas em locais úmidos, sombrios , em barrancos de rios ou lagos, córregos, em cascas de árvores e também no xaxim, onde são cultivadas samambaias.

A restrição a locais úmidos deve-se à ausência dos vasos condutores e também à dependência da água para reprodução, pois sua fecundação é por oogamia.

Os nutrientes e a água são retirados do solo por rizóides e se distribuem de uma célula para outra através dos processos de osmose e difusão.

Classificação

As briófitas são divididas em três classes.

1. Musgos
2.
Hepáticas
3.
Antóceros

Ciclo de Vida do Musgo

As briófitas apresentam ciclo de vida do tipo haplodiplobionte com alternância de gerações ou metagênese, onde a fase esporofítica (E) alterna-se com a fase gametofítica (G).

G > E

Neste grupo, a fase predominante, de vida longa, é o gametófito, enquanto o esporófito é de vida curta, dependente das reservas nutricionais do gametófito.

Fonte: www.portalbiologia.com.br

Reino Plantae

O reino Plantae engloba Briófitas, Pteridófitas, Gimnospermas e Angiospermas.

As plantas desse reino surgiram no meio aquático, e evidências permitem supor que elas foram originadas a partir das algas verdes: as clorofíceas.

A passagem do meio aquático para o terrestre envolveu uma adaptação estrutural que permitiu a sobrevivência no novo meio.

No meio aquático, as algas são constantemente banhadas pela água e dela retiram gases e nutrientes necessários à sobrevivência.

Ao mesmo tempo, a água é um eficiente meio de sustentação do corpo do vegetal, graças ao empuxo por ela exercido. A reprodução é facilitada pela produção de gametas móveis que têm na água um eficiente meio de locomoção.

No momento em que o vegetal invade o meio terrestre, são muitas as adaptações morfológicas necessárias à sua sobrevivência.

Eficiente mecanismo de absorção da água do solo.

Mecanismo rápido de condução de água e nutrientes até as células mais distantes dos centros de absorção.

Eficiente mecanismo de impermeabilização das superfícies expostas, o que evita a perda excessiva de água.

Eficiente mecanismo de trocas gasosas que permita o ingresso de gás carbônico, facilitando a ocorrência de fotossíntese.

Eficiente mecanismo de sustentação do corpo por meio de tecidos rígidos, já que o ar, pouco denso, é incapaz de exercer essa tarefa.

Possibilidade de reprodução, mesmo na ausência de água. As primeiras plantas com vasos condutores ainda dependem da água para o deslocamento dos gametas.

Adaptação dos jovens ao meio terrestre, por meio da produção de sementes. O embrião fica dentro de um meio desidratado, rico em alimento e envolvido por um revestimento protetor.

Tradicionalmente, as plantas têm sido divididas em dois grandes grupos:

Criptógamas (cripto = escondido; gamae = gametas): Plantas que possuem as estruturas produtoras de gametas pouco evidentes. Exemplo: musgos e samambaias.
Fanerógamas (fanero = visível):
Plantas que possuem estruturas produtoras de gametas bem visíveis. Todas desenvolvem sementes e por isso são também denominadas espermatófitas (sperma = semente). Exemplos: pinheiros, mangueiras, roseiras e coqueiros.

As criptógamas dividem-se em dois grupos:

Briófitas

Criptógamas que não possuem vasos especializados para o transporte de seiva (avasculares); são plantas de pequeno porte. Exemplos: musgos e hepáticas

As fanerógamas também são divididas em dois grupos:

Gimnospermas

Possuem sementes, mas não formam frutos. Suas sementes são chamadas “nuas”, pois não estão abrigadas no interior de frutos (daí a denominação: gimno = nu; sperma = semente). Exemplo: pinheiro-do-paraná (Araucaria augustifolia)

Angiospermas

Possuem sementes abrigadas no interior de frutos (angio = urna; sperma = semente).
Os frutos são resultantes do desenvolvimento do ovário da flor. São exemplos: mangueira, figueira, laranjeira.

O modo como ocorreu a evolução dos processos sexuados e dos ciclos de vida nas plantas foi fundamentalmente importante para a conquista do ambiente terrestre. Todas apresentam ciclo de vida do tipo haplonte-diplonte. Nesse tipo de ciclo há alternância de gerações.

A geração gametofítica é formada por indivíduos (gametófitos) que são haplóides (n) e produzem gametas por diferenciação celular e não por meiose. A geração esporofítica é composta de indivíduos (esporófitos) que são diplóides (2n) e produzem esporos por meiose.

Nas Briófitas, a fase gametofítica é a mais desenvolvida, e a fase esporofítica cresce sobre a planta haplóide, dependendo dela para sua nutrição.

Nas Pteridófitas, a fase esporofítica é a mais desenvolvida, além de ser independente da fase gametofítica, que é muito reduzida.

Nas Gimnospermas e especialmente nas Angiospermas, a fase gametofítica é extremamente reduzida, não ocorrendo alternância típica de gerações, pois não se formam indivíduos haplóides bem caracterizados: o gametófito feminino desenvolve-se no interior do óvulo e o masculino, no grão de pólen. Nessas plantas o óvulo não é o gameta feminino; ele constitui uma estrutura que abriga o gametófito feminino, que dará origem ao gameta feminino chamado oosfera.

Na evolução das plantas verifica-se, portanto, a redução da fase gametofítica e maior desenvolvimento da fase esporofítica.

Reino Plantae
Classificação do Reino Plantae

Bibliografia

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LOPES, Sônia. Bio. Volume 2. 2ª Edição. Editora Saraiva. 2003.
UZUNIAN, Armênio; BIRNER, Ernesto. Biologia 2. 3º Edição. Editora Harbra. 2005.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Biologia. Volume Único. 1ª Edição. Editora Saraiva. 2006.
LINHARES, Sérgio; GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia Hoje. Volume 2 - Os seres vivos. 11ª Edição. Editora Ática. 2003.
LAURENCE. J. Biologia. Vírus, Unicelulares e Fungos. Editora Nova Geração. 2001.
AMABIS, J.M.; MARTHO, G.R..Fundamentos da Biologia Moderna. Volume Único. 3ª Edição. Editora Moderna. 2002.
Seleções do Reader’s Digest. Ao Encontro da Natureza. Como explorar e apreciar o mundo fascinante que o rodeia. 1ª Edição. 1978.

Fonte: www.padremachado.g12.br

Reino Plantae

As Briófitas

As briófitas (divisão Bryophyta) são pequenos vegetais que crescem sobre solo úmido, pedras ou troncos de árvores e, às vezes, na água doce. Os musgos constituem sues pricipais representantes.

Da mesma forma que os vegetais superiores e as clorofíceas, possuem clorofilas a e b, carotenóides, amido e celulose. Frequentemente têm dimensões inferiores a dois centímetros, mas algumas podem chegar a trinta centímetros.

A planta propriamente dita, isto é o indivíduo maior, de vida independente e duradoura, é o gametófito (n), que apresenta estruturas semelhantes à raiz, ao caule e às folhas. No entanto, as briófitas são avasculares, ou seja, sem condutores de seiva. Por isto, é mais correto chamar essas estruturas de rizóides, caulóides e filóides.

No gametófito, encontramos também órgãos responsáveis pela produção de gametas: o anterídico e o arquegônio.

Esses órgãos reprodutores são chamados gametângios. O anterídio (antero="florido"; ídio="aparência") produz gametas masculinos, chamados anterozóides, o arquegôno (arque="primitivo";gono="o que gera") produz o gameta feminino, de nome oosfera.

O esporófito (2n), menos desenvolvido e temporário, cresce sobre o gametófito e depende dele para a sua nutrição. No esporófito existem células que sofrem meiose, produzindo esporos.

O pequeno porte dessas plantas é consequência da falta não só de estruturas rígias de sustentação, mas também de um sistema de condução de seiva.

Reprodução

Muitas briófitas apresentam uma reprodução assexuada, à custa de gemas ou propágulos - pequenos pedaços de plantas que se soltam, são levados pela água e originam novas plantas. O ciclo repodutivo é haplodiplobiôntico, como o ciclo dos musgos, que citamos como exemplo.

Na maioria dos musgos, o sexo é separado: cada gametófito possui apenas anterídios ou apenas arquegônios.

O anterozóide chega até o arquegônio nadando em uma película de água da chuva ou de orvalho, ou através dos respingos de gotas de chuva. Ao alcançar o arquegônio, os anterozóides nadam até a oosfera, ocorrendo então a fecundação. Após a fecundação, o zigoto sofre mitoses, originando um embrião que permanece protegido no arquegônio.

O embrião se desenvolve por mitoses, formando um esporófito diplóide, que possui uma haste e uma dilatação na extremidade, a cápsula. A cápsula é um esporângio, isto é, um órgão no qual se dá a produção de esporos .

Dentro do esporângio há células, chamadas céluas-mães dos esporos, que sofrem meiose, originando esporos que iniciam a fase haplóide. Esses esporos são libertados e, em seguida, arrastados pelo vento, germinando a distância.

A germinação do esporo leva à formação de um novo gametófito, fechando o ciclo. O esporo, ao germinar, dá origem a um filamento de células, o protema. O protema emite algumas ramificações que penetram no solo, formando rizóides, enquanto outras ramificações mais complexas vão dar origem aos pés de musgos (gametófitos).

Classificação

Além da classe Musci, à qual pertencem os musgos, as briófitas são divididas em mais duas classes:

Hepaticae (hepáticas)

O nome dessa classe deve-se à forma de fígado do gametófito(hepato="fígado").As hepáicas mais conhecidas pertencem ao gênero e sombreados. O gametângio fica na ponta de estruturas chamadas gemetóforos.

Há gemetófitos com gemetóforos masculinos, os anteriodióforos, portadores de anterídios, e gametófitos com gemetóforos femininos, os arquegonióforos, portadores de arquegônios. * Anthocerotae (antóceros) - Podem ser exemplificados pelo gênero Anthoceros. O gametófito é folhoso, arredondado, multilobado, com cerca de dois centímetros e preso ao substrato por rizóides. Ao contrário da Marchantia, os gametângios (anterídios e arquegônios) dos antóceros estão mergulhados nos tecidos do gemtófito. Vários esporófitos são formados no mesmo pé após a fecundação, possuindo uma base e um esporângio alongado, produtor de esporos.

Pteridófitas

Ao contrário dos musgos e das algas, as pteridófitas são vegetais vasculares, isto é, possuem vasos condutores de seiva. A presença desse vasos caracteriza os vegetais traqueófitos (traqueo = "vaso"), representados pelas pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, que já apresentam raíz, caule e folhas.

Usaremos como referência de pteridófitas o grupo das filicíneas, como as samambaias e as avencas, que vivem em ambiente úmido.

A planta propriamente dita (a fase duradoura) é o esporófito. Possui folhas grandes (frondes), geralmente divididas em folíolos; as folhas jovens ficam enroladas e são chamadas de báculos. De modo geral, a folha é a única parte visível da planta, pois o caule é subterrâneo ou fica rente ao solo, com crescimento horizontal.

Este tipo de caule, que lembra uma raíz, é chamado rizoma.

O esporófito possui esporângios, produtores de esporos que se agrupam em estruturas chamadas soros. Estes distribuem-se na face inferior ou na borda dos folí

O gametófito prótalo, é bem menos desenvolvido que o esporófito e, na maioria das espécies, é hermafrodita ou monóico, isto é possui, ao mesmo tempo, anterídios e arquegônios.

Reprodução

Além da reprodução assexuada por fragmentação, as pteridófitas apresentam um ciclo haplodiplobiôntico típico. Usaremos com exemplo o ciclo de uma samabaia.

No interior dos esporângios, são produzidos esporos por meiose.

Os esporos são levados pelo vento, germinando ao encontrar substrato suficientemente úmido, formando o gemetófito ou prótalo.

O prótalo, medindo cerca de um centímetro, tem vida autônoma. Por ser pequeno, o prótalo fica facilmente coberto pela água da chuva ou pelo orvalho, possibilitando a fecundação, uma vez que os anterozóides multiflagelados devem nadar até a oosfera.

O zigoto formado desenvolve-se num esporófito e o gametófito regride.

Outras pteridófitas

Das pteridòfitas destacamos duas divisões:

Pterophyta (pterófitas)

Conhecidas também como filicíneas, as pterófitas correspondem às samambaias e às avencas, estudadas anteriormente.

Lycophyta (licófitas)

Chamadas também de licopodíneas, as licófitas são representadas atualmente pela Selaginella e pela Lycopodium. No período Carbonífero foram importantes componentes das florestas, que vieram a formar os depósitos de carvão; algumas eram representadas por árvores de grande porte.

As licopodíneas atuais são pequenas, com caules apresentando uma parte horizontal e ramificações eretas com folhas pequenas. Os esporângios crescem nas axilas de folhas do ápice dos caules eretos, formando uma estrutura chamada espiga ou estróbilo.

Na selaginella, o gametófito é unissexuado, ocorendo dois tipos de esporos (heterosporia); o micrósporo dá origem ao gametófito masculino ( só com anterídio) e o megásporo dá origem ao gametófito feminino (só com arquegônio).

As gimnospermas

O termo gimnosperma (gimno ="nu") significa que as sementes estão descobertas ou expostas. Elas não se encontram protegidas dentro de frutos, como nas angiospermas.

Usaremos como referência de gimnospermas as coníferas, exemplificadas pelo pinheiro-europeu, pinheiro-do-paraná (figura 15.1), cipreste, cedro-verdadeiro e pela sequóia.

Entre as coníferas, o pinheiro é o mais familiar. A planta (esporófito) possui feixes de folhas aciculadas (folhas longas em forma de agulhas).

Além das folhas aciculadas, que estão destinadas à fotossíntese, existem as folhas reprodutoras. As sementes se formam na superfície dessas folhas, que apresentam a forma de escamas e, em geral, estão reunidas em estruturas chamadas estróbilos ou cones, de onde vem o nome coníferas.

Reprodução

No ciclo das gimnospermas, vamos encontrar folhas modificadas para a produção de esporos pequenos (micrósporos) e folhas especializadas na produção de esporos maiores (megásporos).

Consequentemente, vamos ter dois tipos de gametófitos: o masculino, vindo do micrósporo, que se chama grão de pólen; e o feminino, originado do megásporo.

Esses gametófitos são reduzidos e crescem dentro do esporófito.

No cone masculino, encontramos folhas modificadas em escamas contendo cápsulas, os microsporângios. Nestes, células diplóides (as células-mães dos esporos) sofrem meiose, formando os micrósporos haplóides. O micrósporo passa por duas mitoses, originando o grão de pólen.

Das quatro células formadas apenas duas sobrevivem: a célula do tubo ou célula vegetativa, que formará o tubo polínico, e a célula geradora, também chamada célula gerativa ou núcleo reprodutor. Em volta do grão de pólen, há uma parede protetora com duas expansões laterais em forma de asa.

Os grãos de pólen são eliminados e facilmente arrastados pelo vento (polinização), graças às "asas" que possuem e alguns deles atingirão o cone feminino.

Os cones femininos são formados por folhas modificadas em escamas contendo megasporângios ou óvulos. O óvulo possui uma abertura, a micrópia. No interior há uma célula-mãe de esporos, que sofre meiose e origina quatro células haplóides. Destas quatro, rês degeneram e a que resta é o megásporo. O núcleo do megásporo sofre mitose dando uma massa plurinucleada, com cerca de 2 mil núcleosm que corresponde ao gametófito feminino. Nessa massa, surgem dois ou mais arquegônios, cada um com uma oosfera.

Os grãos de pólen chegam até os óvulos e penetram pela micrópila. Mais tarde, começam a germinar, formando o tubo polínico, que cresce em direção ao arquegônio. No interior do tubo, a célula geradora produz dois núcleos espermáticos, que funcionam como gametas masculinos. Um dos núcleos espermáticos se une à oosfera originando um zigoto. Após a fecundação, o óvulo se transforma em semente. A semente contém, no interior, um embrião do esporófito.

Como vemos, o crescimento do tubo polínico torna a fecundação independente da água e é um fator importante na conquista do meio terrestre pelas gimnospermas.

O embrião fica no meio de um tecido haplóide, o endosperma, que serve de reserva de alimento e é formado a partir de restos do gametófito. As escamas com sementes formam o que damos o nome de pinhão e o cone, depois de fecundado, é chamado de pinha. As sementes também ajudam na adaptação à vida terrestre, proegendo o embrião contra a perda de água. Em condições favoráveis, elas germinam dando um novo esporófito.

As angiospermas

As angiospermas são fanerógamas com flores típicas. No interior das flores, há folhas reprodutoras, os carpelos, que se fecham formando um vaso, onde as sementes irão se dessenvolver (daí o nome do grupo: angio = "vaso"; esperma = "semente"). Após a fecundação, parte do carpelo se transforma em fruto, uma estrutura exclusiva desses vegetais.

Como todas as outras plantas vasculares, as angiospermas apresentam clorofilas a e b, carotenos, cutícula impermeável com estômatos para o arejamento e um sistema de vasos condutores de seiva bem desenvolvido. A planta propriamente dita é o esporófito; o gametófito, extremamente reduzido, encontra-se incluso nos tecidos do esporófito.

O tamanho das angiospermas é muito variável: há desde pequenas ervas até grandes árvores. O corpo dessas plantas apresenta raiz, caule, folha e flor.

A flor

As partes de uma flor

Pedúnculo: Haste de sustentação que prende a flor ao caule;
Receptáculo:
Extremidade do pedúnculo, geralmente dilatada, onde se prendem os verticilos;
Verticilos:
Conjunto de peças (folhas modificadas ou esporófitas) geralmente dispostas em círculo. Observando a flor da periferia para o centro, encontramos quatro verticilos
Cálice:
Mais externo, é um conjuntode folhas protetoras, geralmente verdes, chamadas sépalas
Corola:
Verticilo seguinte, é formada por pétalas. De colorido vivo, embora às vezes possuam cor pálida ou branca, as pétalas servem indiretamente à reprodução, atraindo os animais polinizadores com suas cores, aromas ou secreções adocicadas;
Androceu (andro = "masculino"):
É formado de folhas profundamente modificadas - os estames -, especializadas na produção de esporos - os micrósporos -, irão dar origem ao gametófito masculino. O estame possui um pedúnculo, chamado filete, com uma dilatação na extremidade - a antera - e um tecido que une as duas partes da antera - o conectivo.
Gineceu (gino = "feminino"):
Último verticilo, é formado por folhas modificadas - os carpelos ou pistilos -, encarregadas da produção de megásporos, que irão originar o gametófito feminino.

A base dilatada é o ovário e naextremidade oposta há uma dilatação - o estigma. Ligando o ovário ao estigma, há uma haste - o estilete.

Reprodução sexuada

A produção de micrósporos ocorre nos estames, onde há os sacos polínicos, eu correspondem a microesporângios. Em cada saco polínico existem várias células-mães dos esporos, que sofrem meiose e formam esporos haplóides.

O esporo dentro do saco polínico, sofre mitose formando um gametófito masculino ou grão de pólen. nessa mitose originam-se duas células: a célula reprodutora ou geradora e a célula vegetativa, também chamada célula do tubo.

O conjunto é revestido por uma capa de duas paredes: a parede interna, celulósica, chamada intima, e a parede externa, mais resistente, a exina)

A produção de megásporos ocorre no carpelo, No interior do ovário podem-se encontrar um ou vários macrosporângios - os óvulos - presos ao ovário por um pedúnculo. Cada óvulo possui um tecido, a nucela, protegido por tegumentos. O tegumento externo é a primina, e o interno, a secundina. Esses tegumentos apresentam uma abertura, a micrópila.

Na nucela, a célula-mãe do esporo sofre meiose e dá origem a quatro células haplóides - os magásporos -, das quaissó uma sobrevive. O megásporo restante sofre divisões nucleares, formando uma massa citoplasmática, com oito núcleos haplóides. Dois núcleos migram do pólo para o centro, formando a célula central com dois núcleos, que por terem migrado dos pólos, são chamados núcleos polares.

Desse modo, surge o gemetófito feminino, chamado de saco embrionário, constituído por sete células: uma célula central, três antípodas e uma oosfera ladeada por duas sinérgides.

A polinização

A polinização pode ser feita pelo vento (gramíneas) ou por insetos e outros animais, que se alimentam do néctar de um determinado tipo de flor. Com isso, há mais chances de um grão de pólen ser levado justamente para outra planta da mesma espécie. Esse sistema de "polinização dirigida" permite uma economia na produção de grãos de pólen.

Quando feita pelo vento, a polinização é chamada anemófita; por insetos, entomófila; por aves, ornitófila e, por morcegos, quiroptrófila.

Quando o grão de pólen entra em contato com o estigma, ele desenvolve um tubo de citoplasma, o tubo polínico, formado a partir da célula do tubo. O tubo polínico cresce em direção ao ovário. Dentro do tubo, o núcleo da célula geradora se divide, originando, duas células espermáticas haplóides, que funcionam como gametas masculinos.

Chegando ao ovário, o tubo penetra no óvulo pela micrópia, promovendo então uma dupla fecundação, característica das angiospermas. Uma célula espermática funde-se com a oosfera, originando o zigoto que através de mitose, desenvolve um embrião diplóide. A outra célula espermática funde-se com os dois núcleos da célula central, originando uma célula trplóide, a célula-mãe do albúmen. Esta célula sofre mitose e forma um tecido trplóide - o albúmen ou endosperma -, que representa uma reserva nutritiva para o embrião.

O fruto e a germinação da semente

Após a fecundação, o ovário transforma-se em fruto e os óvulos, no seu interior, transformam-se em sementes.

O fruto apresentará uma parede - o pericarpo -, formada de três regiões: epicarpo, mesocarpo e endocarpo. O mesocarpo é geralmente a parte comestível, devido ao acúmulo de reserva nutritiva.

A dispersão da semente promove a conquista de novos ambientes pela planta. Uma das maneira pela ual o fruto colabora na dispersão da semente é por meio do acúmulo de reservas nutritivas, que atraem animais consumidores dessas reservas. A semente passa intacta pelo tubo digestivo do animal e é eliminada junto com as fezes. Outras vezes, o fruto ou a própia semente são transportados pelo vento, pela água ou agarrados ao pêlo dos animais. Em condições adequadas, a semente germina, originando um novo esporófito.

O embrião é formado pela radícula, caulículo, gêmula e cotilédone (folha com reserva nutritiva). À medida que ele se desenvolve, as reservas do cotilédone ou do endosperma são consumidas pela planta. Quando essas reservas se esgotam, já existe uma pequena raiz originada da radícula. O caulículo dá origem à parte do caule - o hipocótilo -, e a gêmula origina a parte superior do caule - o epicótilo -, bem como as primeiras folhas.

Reprodução assexuada

Em alguns angiospermas, como a grama e o morangueiro, o caule cresce horizontalmente e os ramos laterais produzem raízes, tornam-se independentes e formam uma nova planta, que assim vai se multiplicando pelo terreno. Um caule com vários pés de planta forma o que se chama de estolão. Fato semelhante ocorre com caules subterrâneos como o da bananeira - os rizomas. O caule subterrâneo da batata, por exemplo, forma tubérculos providos de gemas; depois que o caule morre, as gemas dos tubérculos dão origem a uma nova planta. Na planta conhecida fortuna, existem gemas nos bordos das folhas que originam novas plantas quando a folha se desprende e cai.

Além de ser mais rápida, a reprodução assexuada produz indivíduos geneticamente idênticos ao original. Desse modo preservam-se características que se quer manter ao cultivar uma planta.

Classificação das angiospermas

As angiospermas correspondem modernamente à divisão Anthophyta e podem ser subdivididas em duas classes: Monocotyledoneae (monocotiledôneas) e Dicotyledoneae (dicotiledôenas). No primeiro grupo estão as plantas cujos embriões possuem apenas um cotilédone; no segundo grupo, as plantas com embriões dotados de dois cotilédones.

Vejamos outras diferenças:

As monocotiledôneas têm folhas com nervuas paralelas (folhas paralelinérveas), enquanto as dicotiledôneas apresentam folhas com nervuras ramificadas(folhas reticuladas).

As monocotiledôneas apresentam flores trímeras, isto é, suas pétalas são sempre três ou um número múltiplo de três, o que é válido também para os outros elementos da flor (sépalas, estames e carpelos). Já as flores das dicotiledôneas apresentam quatro, cinco ou múltiplos de quatro ou cinco elementos florais. São as chamadas flores tetrâmeras e pentâmeras.

A raiz das monocotiledôneas é fasciculada (não há uma raiz principal ), enquanto na raiz das dicoiledôneas há um eixo principal do qual partem ramificações secundárias (raiz axial ou pivotante). - Nas monocotiledôneas, os feixes de vasos que levam a seiva estão espalhados pelo caule; nas dicotiledôneas , os feixes estão dispostos em círculos na periferia do caule.

Entre as monocotiledôneas, podemos citar; trigo, centeio, arroz, milho, cana-de-açucar, capins, alho, cebola, coqueiro e orquídeas.

Como exemplo de dicotiledôneas, temos: feijão, ervilha, soja, amendoim, lentilha, tomate, pimentão, algodão, couve, agrião, repolho, rosa, morango, maçã, pêra, café, cenoura, mandioca, girassol e margarida.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

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