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Reino Protista

Os protistas constituem um grupo com uma enorme diversidade de organismos: desde os unicelulares às algas pardas que chegam a atingir dezenas de metros de altura.

O Reino Protoctista (do grego protos, primeiro; ktistos, estabelecer) foi proposto em substituição ao Reino Protista, que originalmente continha apenas organismos exclusivamente eucariontes e unicelulares, como uma alternativa didática para receber uma grande quantidade de táxons eucariontes unicelulares e multicelulares que não se encaixavam na definição de animais, plantas ou fungos. É, portanto, um Reino artificial, isto é merofilético, ou seja seus integrantes não possuem um só ancestral comum; os protoctistas apenas representam os grupos de eucariontes que restam após a retirada dos fungos, plantas e animais.

O que sabemos é que o reino Protista ou Protoctista, compreende cerca de 200.000 espécies, extintas e recentes, de organismos eucariontes, predominantemente microscópicos, com organização unicelular, sincicial, pluricelular e sem tecidos. Inclui, portanto, protozoários (com cerca de 65.000 espécies descritas, das quais a metade é fóssil e 8.000 são parasitas), algas e fungos inferiores (fungos mucilaginosos, Myxomicota).

O Reino Protista

O reino Protista foi proposto pela primeira vez pelo biólogo alemão Ernst Heinrich Haeckel, devido a dificuldade de separar os organismos unicelulares entre animais e vegetais.

Lembre, o Reino Protista foi originalmente formado por organismos unicelulares eucariontes, isto é, seres cujas células já apresentam organóides especializados e núcleo individualizado.

Esse reino era composto pela reunião de dois grandes grupos de organismo: os protozoários, que vieram da antiga classificação do reino animal e as algas unicelulares que vieram da antiga classificação do reino vegetal.

Os limites do Reino Protista ou Protoctista

Hoje, o reino Protista inclui os organismos eucariontes unicelulares, como a maioria das algas e os protozoários, e seus descendentes mais imediatos, como são as algas pluricelulares, que se inclui neste grupo por sua estrutura simples e as claras relações com as formas unicelulares. Mas os protistas estão representados por muitas linhas evolutivas cujos limites são difíceis de definir. A maioria destes organismos é unicelular e microscópica, também existem os que formam colônias, como os foraminíferos. Esta organização, mais complexa, está mais próxima dos organismos pluricelulares superiores e indica que estes evoluíram a partir de ancestrais protistas .

O Reino Protista pode ser considerado um reino intermediário, agrupando desde os organismos unicelulares eucariontes e as colônias simples, até algumas algas superiores e grupos de transição (de classificação duvidosa). Estes últimos são pluricelulares, mas carecem de organização complexa em tecidos, típica das plantas, animais e fungos superiores.

Ainda assim, dentro dos grupos de transição existem formas que compartilham as mesmas características que as plantas, como as algas pardas, verdes e vermelhas; outras que estão mais próximas dos animais, como os mesozoários, placozoários e esponjas, e as que são semelhantes aos fungos, como os mofos plasmodiais.

Os limites do reino Protista não estão estabelecidos de forma definitiva. Os grupos de protistas se diferenciam entre si na forma de alimentar-se. Alguns se assemelham às plantas porque são capazes de realizar a fotossíntese; outros ingerem o alimento como os animais e outros absorvem nutrientes, como os fungos.

Esta diversidade tão ampla torna difícil a descrição de um protista típico. Talvez o membro mais representativo do reino seja um flagelado, a Euglena, organismo unicelular com um ou mais flagelos complexos (para distingui-los dos flagelos simples das bactérias) e em algumas ocasiões com um ou mais cloroplastos.

Reino Protista
As microscópicas Euglena, com ocorrência em diversos ambientes dulciaqüícolas, também são exemplos de Protoctista.

Os Protoctista apresentam variações nos ciclos de vida assim como na organização e nos padrões de divisão celular. Estudos recentes em microscopia eletrônica e biologia molecular (DNA) têm mostrado que os Protoctista são tão diferentes entre si que provavelmente serão classificados futuramente em vários Reinos.

Alguns se assemelham às plantas por realizarem fotossíntese, outros aos fungos por serem decompositores e outros ainda aos animais por serem consumidores heterótrofos.

Os organismos colocados neste Reino são basicamente aquáticos - marinhos, estuarinos , límnicos, mas também vivem em solos onde há umidade e em associações com muitos outros seres, inclusive com outros táxons de Protoctista. Grupos inteiros são exclusivamente parasitas.

Todas as algas - verdes, marrons e vermelhas - são provisoriamente consideradas Protoctista.

Os grupos de algas verdes dentre as quais destacamos a alface-do-mar, Ulva, comum em praias rochosas do litoral brasileiro, são filogeneticamente relacionados com as plantas terrestres.

Reino Protista

Entre os organismos que apresentam afinidades com os fungos, destacamos certas colônias marinhas transparentes de Labyrinthula, que vivem sobre algas macroscópicas. Em muitos livros de Zoologia são classificados como um filo de protozoários.

Reino Protista
Labyrinthula

São mais complexos que os moneras uma vez que apresentam núcleo individualizado por cariomembrana e organelas altamente especializadas. Podem viver nos mais diversos ambientes, como água doce, água salgada, terra úmida e associados com outros organismos como parasitas.

Podemos considerar três grupos principais de protistas:

Os protistas semelhantes a plantas ou algas.

Os protistas semelhantes a animais ou protozoários.

Os fungos (mofos) mucilaginosos.

Os protistas semelhantes a plantas

Os semelhantes a plantas incluem as diatomáceas (divisão Chrysophyta), os dinoflagelados (divisão Pyrrophyta), os euglenófitos (divisão Euglenophyta), as algas verdes (divisão Chlorophyta), as algas vermelhas (Rhodophyta) e as algas pardas (divisão Phaeophyta).

Euglenófitas

Protistas com dois tipos de nutrição. Há uma série de semelhanças entre os euglenófilos e os flagelados, como a película envolvente, sem celulose, e que permite alterações de forma e movimentos amebóides, a presença de flagelos e de um vacúolo contrátil, além do tipo de divisão binária longitudinal.

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Euglena rubra

Por outro lado, a presença de cloroplastos afasta os euglenófitos dos protozoários, aproximando-se das algas. Os euglenófilos são organismos quase sempre unicelulares, a maioria de água doce. O gênero mais comum é a Euglena. Havendo luz e nutrientes inorgânicos, o processo de nutrição utilizado por esses organismos é a fotossíntese. Eles possuem uma organela fotossensível, o estigma, que orienta o organismo em direção à luz (fototactismo). Na ausência de condições para a fotossíntese, ocorre nutrição heterotrófica. Se o meio não tem alimento, passam a fazer fotossíntese, mas se ocorre o contrário assumem um perfil heterotrófico. As euglenófitas representam um pequeno grupo de algas unicelulares que habitam, em sua maioria, a água doce. Contém clorofila a e b e armazenam carboidratos sob forma de uma sustância amilácea não usual, o paramido. As células não apresentam parede celular mas uma série de franjas protéicas flexíveis. Não é conhecido o ciclo sexual.

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Euglena

As Pirrófitas são biflagelados unicelulares, muitos marinhos. Esta divisão inclui os dinoflagelados. Possuem paredes nuas ou com celulose.

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