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Relações Internacionais







Os cursos de Relações Internacionais

Os cursos de graduação em Relações Internacionais são muito recentes no Brasil, e encontram-se em fase de consolidação. Tendo atuado como avaliador nesta área para o MEC, por razões éticas não mencionarei nomes de instituições.

No passado, era comum que muitas universidades adotassem a denominação de "Relações Internacionais" em relação a cursos que eram basicamente de Comércio Exterior, Direito Internacional ou mesmo de Diplomacia. Mesmo hoje, é comum que cursos que apenas estão interessados no marketing que as Relações Internacionais proporcionam montem uma grade curricular de "variedades". Da mesma forma, muitos acadêmicos, sem nenhuma tradição ou pesquisa na área, aventureiramente aproveitam a oportunidade que acontecimentos como o 11 de setembro proporciona para se projetarem. Uma área nova está sujeita a isto.

Como o candidato ao estudo das Relações Internacionais pode identificar um curso deficiente? Geralmente eles tem um currículo recheado com disciplinas de diversos departamentos, que são oferecidas simultaneamente a outros cursos, com um mínimo de disciplinas específicas da área.

É comum ver grades curriculares com grande porcentagem de cursos de idiomas e até de antropologia e psicologia. Afinal, como deve ser um curso de Relações Internacionais de qualidade?

As Relações Internacionais são um campo de conhecimento multidisciplinar, dentro das ciências sociais puras e aplicadas, ainda em construção. Simplificadamente, pode-se considerar que se apóia em dois pilares básicos: a política e a economia. A Ciência Política e as Ciências Econômicas apóiam-se na História, no Direito, na Geografia e, complementarmente, na Filosofia, Sociologia, Cultura e Administração. O curso deve iniciar com uma introdução geral que dê aos estudantes uma visão articulada de todas estas dimensões, de forma coerente, para que depois o estudante tenha condições de articular as diversas disciplinas que seguem. É necessário uma biblioteca de bom nível (inclusive com periódicos), um corpo docente qualificado e, na medida que o curso se consolida, atividades de pesquisa e estágios.

Fonte: educaterra.terra.com.br

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O que é o Curso de Relações Internacionais

A evolução do mundo nos últimos vinte anos, marcada pela globalização, fez das Relações Internacionais um campo de conhecimento complexo e causador de curiosidades e investigações. Por isso tornou-se um campo de estudos multidisciplinares, que abarca história, direito, economia, ciência política, geografia, sociologia, filosofia e cultura, numa perspectiva internacional.

Com as inflexões que vêm ocorrendo nas Relações Internacionais desde o início da década de noventa, especialmente pontuadas pelo fim da Guerra Fria e pelo advento da globalização, o estudo das Relações Internacionais, além de focalizar as interações entre Estados Nacionais, tem se voltado também para a análise de diversos fenômenos recentes e complexos, tais como a integração regional e a formação de blocos econômicos, a cooperação e a segurança nos níveis regional e internacional e a estruturação de regimes internacionais em áreas como as do clima, do meio-ambiente, da proteção internacional dos direitos humanos e da política econômica, entre outros temas de uma agenda crescentemente complexa. Essa agenda tem, por seu turno, impactos certos e imediatos sobre os modos como os atores sociais no nível internacional respondem aos desafios impostos pela cena internacional e, também como percebem oportunidades em um meio em constante transformação.

No Brasil as Relações Internacionais constituem uma área em acelerada expansão, onde a oferta de cursos de graduação e pós-graduação, a publicação de obras especializadas e o mercado de trabalho crescem rapidamente.

E no contexto Amazônico, a importância é ainda mais significativa, pois durante décadas houve e continua havendo especulações sobre o valor da Amazônia para o futuro do Brasil e até mesmo o futuro do mundo e um reconhecimento da importância dessa região para ambos. Ao longo do tempo, houve tanto o receio de uma conquista demográfica pelos vizinhos, quanto um ato de força por parte das potências do hemisfério norte que pudessem produzir um fato consumado. Essa questão, atualmente, se expressa pelo risco de uma perda de controle concreto do território para atores sem identidade de Estado (a guerrilha, o narcotráfico, organizações não-governamentais), ou pela perspectiva difusa de uma "internacionalização da Amazônia", a partir de uma má ou insuficiente gestão brasileira na região.

O curso irá formar profissionais qualificados para atuar nas diversas áreas do mercado de trabalho em que o conhecimento dessa matéria é cada vez mais importante para o desenvolvimento de uma variada gama de atividades profissionais.

Mercado de Trabalho

A tradicional Diplomacia.

Setor Público

Consulados, Embaixadas estrangeiras, Câmaras de Comércio.

Organismos Internacionais

ONU, OEA, FAO, UNESCO, FMI, OMC, BID...

Setor Privado

Empresas Nacionais e Multinacionais; Organizações Internacionais; Meios de Comunicação; Empresas de Consultoria; Agentes Financeiros Internacionais.

Fonte: www.unama.br

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