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Relações Públicas

Como funcionam as relações públicas

Áreas de relações públicas

O profissional de RP deve assumir vários papéis, dependendo do tamanho e do tipo da empresa em que trabalha. Além das tarefas gerais de buscar publicidade gratuita, administrar crises e fazer treinamentos de mídia, aqui estão algumas áreas específicas em que as pessoas de RP trabalham.


As empresas costumam contratar publicitários para conseguir entrevistas

Relações comunitárias

Até mesmo empresas multinacionais compreendem a importância de fazer com que seus nomes e serviços se tornem parte da comunidade local. Relações comunitárias constituem o trabalho de administrar a imagem de uma empresa em nível local.

Os projetos das relações comunitárias incluem a doação de materiais para escolas locais, o patrocínio de campanhas de doação de sangue ou de programas de reciclagem, a organização de exposições relacionadas com o trabalho da empresa e a criação de uma divisão de voluntariado. Essas atividades aumentam a visibilidade da empresa na comunidade e dão um ar mais humanitário a seu nome.

Publicitários

Atores, músicos, escritores e especialistas costumam contratar publicitários para cuidar de toda a publicidade de seus clientes na mídia. Os publicitários enviam comunicados à imprensa anunciando novos filmes, CDs e livros e agem como o contato principal para todas as solicitações da imprensa e pedidos de entrevista. Eles também trabalham para recuperar a boa imagem do cliente depois de contratempos com a lei, álcool, drogas ou divórcio.

Relações públicas governamentais

Muito do que chamamos de "política" constitui, na verdade, relações públicas governamentais. Os candidatos políticos são obcecados por gestão de imagem. Os candidatos gastam milhões de dólares em eleições estratégicas, campanhas sem fim, entrevistas televisivas e impressas e na criação de propagandas e organização de movimentos populares, tudo isso para formar a opinião pública e projetar a imagem desejada.

Os lobistas políticos representam outra grande parte das relações públicas governamentais. Trabalhando em nome de organizações sem fins lucrativos, empresas, grupos de especialistas de ordem pública e para os chamados grupos de "interesse especial", os lobistas tentam influenciar a legislação no Congresso. O trabalho deles é levar as informações corretas para as pessoas certas no Capitólio dos Estados Unidos e assim ganhar votos nas questões principais.

Relações financeiras

Os profissionais de relações financeiras cuidam da imagem financeira de uma empresa para os acionistas, investidores em potencial e público em geral. Relatórios anuais e reuniões regulares com acionistas são as partes principais das relações financeiras, assim como folhetos informativos, revistas e sites especiais que tratam de investimento. Os profissionais de relações financeiras podem fazer campanhas direcionadas para conseguir novos investidores ou para dar uma imagem positiva a um relatório de lucros negativos.

Relações trabalhistas

Grandes empresas e organizações contratam especialistas em relações trabalhistas, que cuidam de suas imagens internamente. Esses especialistas organizam reuniões "internas" com os diretores e pequenas sessões de perguntas e respostas. Eles também podem distribuir boletins trabalhistas e organizar eventos de equipe para aumentar a motivação dos funcionários.

Agora vamos explorar a relação de amor e ódio entre relações públicas e imprensa.

Relações públicas e a imprensa

O trabalho de relações públicas não funciona sem a imprensa. Os profissionais de RP passam a maior parte de seus dias conservando relacionamentos já existentes e cultivando novas relações com jornalistas e outros membros da mídia. Os jornalistas são bombardeados por comunicados à imprensa: o Los Angeles Times recebe centenas deles por semana. É mais provável que os repórteres prestem atenção àqueles vindos de uma fonte confiável.

Para que um profissional de RP conquiste essa confiança, ele envia comunicados à imprensa direcionados à "área" ou especialidade do jornalista. Os comunicados à imprensa devem parecer histórias reais e não apenas boletins que exaltam as virtudes do cliente. Deve haver algo realmente digno de publicação no comunicado à imprensa ou ele será ignorado.


Os comunicados à imprensa podem persuadir os repórteres a cobrir uma história

Tecnicamente, os jornalistas não precisam dos comunicados à imprensa e dos contatos de profissionais de RP, mas eles podem facilitar muito a tarefa de fazer um jornal diário ou os noticiários noturnos. Um comunicado à imprensa bem escrito e com uma notícia real pode se transformar diretamente em uma história, economizando o tempo valioso do jornalista que seria usado para buscar fontes e juntar os fatos.

Em um mundo perfeito de RP, os clientes nunca erram e a imprensa nunca pede informações que não podem ser encontradas na declaração oficial. Quando a mídia reclama, porém, os departamentos de RP e os publicitários são a primeira linha de defesa.

É uma realidade dura para o profissional de RP. Ele procura a atenção da mídia quando as notícias são boas e deixa de ser o centro das atenções quando as coisas ficam ruins. Como vimos antes, um bom departamento de RP terá um plano preparado e um porta-voz competente para garantir que a imprensa ouça algo além do clássico "Sem comentários".
Se um cliente acreditar que um jornal está adulterando os fatos, o profissional de RP tem algumas armas preparadas em seu arsenal. Uma opção é escrever um editorial contando o lado da história do cliente e enviá-lo para ser publicado no jornal.

Se o jornal não aceitar o editorial, outra opção é algo chamado advertorial, um anúncio comercial pago parecido com um editorial comum do jornal. Os jornais têm políticas diferentes sobre o tipo de informação que pode aparecer em um anúncio pago, mas muitos deles simplesmente publicariam um advertorial com um faixa especial dizendo "anúncio". Ético ou não, estudos mostraram que os leitores têm dificuldades de perceber a diferença entre um advertorial e um editorial comum.

Agora, vamos saber como os avanços tecnológicos estão mudando as relações públicas.

Tecnologia e relações públicas

Enviar comunicados à imprensa ficou muito mais fácil com o e-mail. Com apenas alguns cliques no mouse, um especialista em relações públicas pode enviar dezenas ou milhares de comunicados à imprensa para um grupo específico de jornalistas.

Essa prática, no entanto, aumentou o número de comunicados à imprensa enviados como spam, o que significa que é mais provável que os jornalistas deletem a mensagem antes mesmo de abri-la. Existem algumas empresas que anunciam serviços de envio de comunicados sem spams. Essas empresas afirmam ter contato com repórteres e editores das principais publicações. A empresa escreve e distribui um comunicado à imprensa e recebe o pagamento.

Outro progresso na tecnologia de RP é a própria Internet. Com um site bem desenvolvido, uma empresa, pessoa ou organização pode disponibilizar informações que aprimoram sua imagem e promovem seus projetos.

Os sites também são uma ótima maneira de enviar as informações certas aos jornalistas. A maioria das grandes organizações e empresas inclui uma sala de imprensa em seus sites oficiais. Essa área no site é usada para publicar todos os comunicados à imprensa, a história da empresa, as biografias dos diretores, as fotos digitais de alta resolução e até mesmo kits de imprensa digitais que podem ser baixados. Em vez de procurar a atenção da mídia por meio de comunicados à imprensa enviados em massa, um bom site fará o trabalho de atrair os jornalistas.

Um dos maiores desafios de RP representado pela tecnologia é a explosão da mídia social, algumas vezes chamada de Internet 2.0. A mídia social inclui sites de relacionamento, como o Facebook e o MySpace, e comunidades com o conteúdo feito pelo usuário, como o YouTube.

O efeito da Internet 2.0, porém, é muito maior e mais profundo do que o de alguns sites. Agora existe uma geração inteira de jovens que cresceram online. Essa Geração da Internet não sabe como seria a vida sem um telefone celular ou uma conta de e-mail. Eles estão acostumados a procurar online todas as informações de que precisam e desconfiam das opiniões "oficiais" ou de qualquer coisa que tenha cara de propaganda.

Os comunicados à imprensa não chegam a essa geração. Seus formadores de opinião são bloguistas e colegas e não os críticos pagos. Com certeza, é possível enviar e-mails com comunicados à imprensa tradicionais para os bloguistas, mas é provável que essas mensagens visivelmente promocionais sejam ignoradas.

Brian Solis é um consultor de RP e um bloguista ávido que oferece conselhos para empresas de RP ansiosas para explorar a mídia social. Solis enfatiza que a mídia social representa mais um desafio sociológico do que técnico. Essa geração valoriza, acima de tudo, a honestidade, o compromisso e a transparência. Para que uma empresa envie sua mensagem para uma comunidade online, ela precisa fazer parte dessa comunidade. E não como observadora, mas como participante entusiasmada, fã de verdade.

Solis recomenda que as empresas invistam mais em administradores de comunidades, pessoas responsáveis por rastrear e administrar a imagem do cliente online. Esses administradores de comunidades exploram os quadros de mensagens da empresa, lêem os blogs das indústrias do ramo e, o mais importante, comunicam-se com o público. As respostas deles devem refletir as opiniões das pessoas reais.

Isso pode explicar o crescimento dos blogs executivos em muitos sites oficiais de empresas. Os consumidores gostam de saber que existem pessoas reais por trás desses negócios, pessoas que têm opiniões fortes sobre assuntos importantes e que se envolvem com seu público. Essa idéia de um diálogo ativo entre a empresa e o consumidor é importante para conseguir uma boa imagem na mídia social.

Há o perigo, no entanto, de parecer uma empresa ausente tentando fazer o jogo da mídia social. Algumas empresas iniciaram uma prática chamada Astroturfing ou a criação na mídia de falsos movimentos espontâneos do público. Um exemplo de Astroturfing seria postar um vídeo no YouTube que parece ter sido feito por dois nerds em Iowa, mas que na verdade foi produzido em uma sala da Madison Avenue.

Um outro perigo da era virtual é a capacidade de uma notícia negativa ficar fora de controle em questão de horas, em vez de dias. Os blogs pegam a publicidade ruim e fazem propaganda dela para o mundo inteiro. Jornalistas amadores e seus celulares com câmera podem conseguir uma história embaraçosa e, no mesmo dia, colocá-la no jornal das seis. Está ficando cada vez mais difícil para uma equipe de RP combater essas massas bem armadas de formadores de opinião.

Fonte: uol.com.br

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