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Relevo Brasileiro

 

O relevo brasileiro é constituído, principalmente, por planaltos, planícies e depressões.

Os planaltos são terrenos mais antigos relativamente planos, situados em altitudes mais elevadas.

Destacam-se o Planalto Central Brasileiro, Centro Sul de Minas, Planalto da Amazônia Oriental e os planaltos da Bacia do Parnaíba e da Bacia do Paraná.

As planícies são áreas essencialmente planas formadas a partir da deposição de sedimentos provenientes de áreas mais elevadas. São as formas de relevo mais recentes no tempo geológico, e no Brasil podemos destacar as planícies do Pantanal, do Rio Amazonas, e as localizadas ao longo do litoral brasileiro.

Já as depressões são uma parte do relevo existente em altitudes mais baixas que as altitudes das áreas adjacentes, inclusive aquelas que se encontram abaixo do nível do mar. Um exemplo é a depressão amazônica.

O clima brasileiro

O Brasil é um país com grande diversidade climática. Em alguns lugares faz frio e em outros muito calor, mas em geral a temperatura é elevada em quase todo o território.

Há três tipos de clima no país: equatorial, tropical e temperado.

O clima equatorial abrange boa parte do território nacional, englobando principalmente a região da Floresta Amazônica, onde chove quase diariamente e faz muito calor. Já o clima tropical varia de acordo com a região, mas também é quente e com chuvas menos regulares. O sul do Brasil é a região mais fria do país.

Nela predomina o clima temperado que, no inverno, pode atingir temperaturas inferiores a zero grau.

Fonte: www.ibge.gov.br

Relevo Brasileiro

O relevo brasileiro e suas classificacões

Uma das primeiras classificações para o relevo brasileiro foi proposta pelo professor Aroldo de Azevedo (1910-1974). Para ele o relevo do Brasil poderia ser classificado em grandes unidades de planaltos e planícies, com seus estudos propos a divisão do Planalto Brasileiro em Planalto Atlântico, Planalto Central e Planalto Meridional.

Essa classificação tem por base a altimetria do relevo: as planícies são áreas que alcançam 200 m de altitude; os planaltos são áreas que superam essa altitude.

Professor Aziz Nacib Ab'Sáber (proposta em 1958)

O Prof. Aziz manteve a mesma divisão em planaltos e planícies, porém dividiu o Planalto Brasileiro em Planalto Central, Planalto do Maranhão-Piauí, Planalto Nordestino, Planalto do Leste e Sudeste e planalto Meridional. Esses cinco planaltos foram definidos segundo critérios geomorfológicos estruturais, ou seja foram combinadas as formas com base em sua geologia.

Planaltos e Planícies

Na classificação do Prof. Aziz, os planaltos são áreas em que o processo de erosão é mais intenso do que o de sedimentação e as planícies são as áreas em que vem ocorrendo o contrário.

Professor Jurandyr Ross (proposta em 1995)

A proposta atual de classificação do relevo brasileiro é feita pelo professor Jurandyr Ross . Para concluí-la Ross baseou-se nos trabalhos anteriores - dos professores Aroldo de Azevedo e Ab`Saber - e nos relatórios, mapas e fotos produzidos pelo Projeto Radambrasil - entidade governamental responsável pelo levantamento dos recursos naturais do país. O professor Jurandyr Ross da uma nova definição para os conceitos de planícies e planaltos e introduz uma nova forma de relevo, as depressões.

O resultado de seu trabalho foi a identificação de 28 unidades de relevo que resultaram da ação de processos erosivos distintos em uma base litológica também distinta.

O Relevo Brasileiro - Planaltos, Planícies e Depressões

São três as grandes unidades encontradas no relevo brasileiro, planaltos, planícies e depressões. Essas unidades têm formação antiga e resultam principalmente da ação das forças internas da Terra e da sucessão de ciclos climáticos, cuja alternância de climas quentes e úmidos com climas áridos ou semi-áridos favoreceu o processo de erosão.

O chão do Brasil apresenta-se com predomínio das chamadas terras altas, com altitudes que variam entre 201 m e 1.200 m, representando 58,5% do território.

Planaltos

São superfícies elevadas aplainadas , delimitadas por escarpas onde o processo de desgaste supera o de acúmulo de sedimentos. Apresentam altitudes superiores a 300 m, não são uniformes; apresentam diferenças, de acordo com sua estrutura geológica e sua evolução geomorfológica.

Daí decorre a existência de dois grandes tipos: os planaltos cristalinos, muito antigos e desgastados, e os planaltos sedimentares.

As montanhas brasileiras: são elevações naturais do relevo , podendo ter várias origens , como dobramento ou falhamento, que resultam em áreas culminantes do relevo, com altitudes superiores a 1.200 m – estendem-se por apenas 0,5% do nosso território. Elas podem aparecer tanto nas áreas cristalinas como nas sedimentares, mas raramente ultrapassam a cota de 3.000 m – são, portanto, de altitudes muito baixas quando comparadas com as elevações das Montanhas Rochosas, da Cadeia dos Alpes, da Cordilheira dos Andes e do Himalaia. É possível afirmar que o relevo brasileiro é muito antigo, explicado pelo fato de o relevo apresentar baixa altitude, associada à intensa ação erosiva.

Planícies

São superfícies mais ou menos planas , onde o processo de deposição de sedimentos supera o de desgaste. São terras baixas e geralmente planas, de sedimentação recente, em pleno processo de formação, que ocorre por causa da sucessiva deposição de material de origem marinha, lacustre ou fluvial em áreas planas como se verifica nas várzeas e “igapós” da Amazônia, no Pantanal Matogrossense ou planície Mato-Grossense , que avança em direção à Bolívia e ao Paraguai, numa área de sedimentação aluvial recente, com oscilação de altitude entre 100 e 150 m. No litoral do Rio Grande do Sul podem se destacar as planícies das lagoas dos Patos e Mirim. Nas planícies costeiras e nas várzeas fluviais em geral. Temos também planícies tabulares na orla litorânea, com suas “falésias” e “barreiras”, formações cristalinas ou sedimentares que constituem paredões junto ao mar.

Depressões

São áreas rebaixadas formadas pela atividade erosiva entre as bacias sedimentares e as estruturas geológicas mais antigas. Nessas unidades de relevo as marcas dos climas do passado e a alternância das diversas fases de erosão são mais facilmente notadas. Algumas das depressões localizadas às margens de bacias sedimentares são chamadas de depressões marginais e periféricas.

Depressão Absoluta

É aquela situada abaixo do nível do mar. É o caso da depressão do mar morto. Depressão Relativa – é aquela situada acima do nível do mar . A depressão periférica paulista é uma depressão relativa.

Aroldo de Azevedo

Bibliografia

Geografia/Pesquisa e Ação/Editora Moderna/pág 191/2
PIFFER, Osvaldo. Geografia do Brasil. Ibep. sd. pág 48

Fonte: br.geocities.com

Relevo Brasileiro

A formação do relevo brasileiro decorre da ação de diversos elementos, como a estrutura geológica do território, os agentes internos, o tectonismo e o vulcanismo, e os agentes externos: as águas correntes e o intemperismo.

Entre as principais características do nosso relevo, destaca-se o predomínio das formações sedimentares recentes, que ocupam 64% da superfície. Tais formações se sobrepõem aos terrenos pré-cambrianos, mais antigos, que formam o embasamento de nosso relevo, de origem cristalina, e que afloram em 36% do território. Como reflexo dessa estrutura geológica, de base sedimentar, a altimetria de do relevo brasileiro vai caracterizar-se pelo predomínio das baixas e médias altitudes.

O relevo brasileiro, em sua formação, não sofreu a ação dos movimentos orogenéticos recentes, responsáveis pelo surgimento dos chamados dobramentos modernos e, por isso, caracteriza-se pela presença de três grandes formas: os planaltos as depressões e as planícies. Os planaltos e as depressões representam as formas predominantes, ocupando cerca de 95% do território, e têm origem e tanto cristalina quanto sedimentar. Em alguns pontos do território, especialmente nas bordas dos planaltos, o relevo apresenta-se muito acidentado, como a ocorrência de serras e escarpas. As planícies representam os 5% restantes do território brasileiro e são exclusivamente de origem sedimentar.

Classificação do relevo brasileiro

Existem várias classificações do nosso relevo, porém algumas delas se tornaram mais conhecidas e tiveram grande importância em momentos diferentes da nossa história.

A mais antiga delas é a que foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo, na década de 40, que utilizava como critério para a definição das formas o nível altimétrico. Assim, a superfícies aplainadas que superassem a marca dos 200 m de altitude seriam classificadas como planaltos, e as superfícies aplainadas que apresentassem altitudes inferiores a 200 m seriam classificadas como planícies. Com base nisso, o Brasil dividia-se em oito unidades de relevo, sendo 4 planaltos, que ocupavam 59% do território e 4 planícies, que ocupavam os 41% restante.

Relevo Brasileiro

No final da década de 50, o professor Aziz Nacib Ab'Saber apresentou uma nova classificação, com maior rigor científico, que utilizava como critério para a definição das formas o tipo de alteração dominante na superfície, ou seja, o processo de erosão e sedimentação. Planalto corresponderia a superfície aplainada, onde o processo erosivo estaria predominando sobre o sedimentar, enquanto a planície (ou terras baixas) se caracterizaria pelo inverso, ou seja, o processo sedimentar estaria se sobrepondo ao processo erosivo. Por essa divisão, o relevo brasileiro se compunha de 10 unidades, sendo 7 planaltos, que ocupavam 75% do território, e três planícies, que ocupavam os 25 restantes.

A localização de 92% do território brasileiro na zona intertropical e as baixas altitudes do relevo explicam a predominância de climas quentes, com médias de temperatura superiores a 20º C.

Os tipos de clima presentes no Brasil são: equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical atlântico, semi-árido e subtropical.

O clima equatorial domina a região amazônica e se caracteriza por temperaturas médias entre 24º C e 26º C e amplitude térmica anual (diferença entre a máxima e a mínima registrada durante um ano) de até 3º C. As chuvas são abundantes (mais de 2.500 mm/ano) e regulares, causadas pela ação da massa equatorial continental. No inverno, a região pode receber frentes frias originárias da massa polar atlântica. Elas são as responsáveis pelo fenômeno da friagem, a queda brusca na temperatura, que pode chegar a 10º C.

Extensas áreas do planalto central e das regiões Nordeste e Sudeste são dominadas pelo clima tropical. Nelas, o verão é quente e úmido e o inverno, frio e seco.

As temperaturas médias excedem os 20º C, com amplitude térmica anual de até 7º C. As chuvas variam de 1.000 a 1.500 mm/ano.

O tropical de altitude predomina nas partes altas do Planalto Atlântico do Sudeste, estendendo-se pelo norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Apresenta temperaturas médias entre 18º C e 22º C e amplitude térmica anual entre 7º C e 9º C. O comportamento pluviométrico é igual ao do clima tropical. As chuvas de verão são mais intensas devido à ação da massa tropical atlântica. No inverno, as frentes frias originárias da massa polar atlântica podem provocar geadas.

A faixa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Paraná sofre atuação do clima tropical atlântico. As temperaturas variam entre 18º C e 26º C, com amplitudes térmicas crescentes conforme se avança para o sul. Chove cerca de 1.500 mm/ano. No litoral do Nordeste, as chuvas intensificam-se no outono e no inverno. Mais ao sul, são mais fortes no verão.

O clima semi-árido predomina nas depressões entre planaltos do sertão nordestino e no trecho baiano do vale do Rio São Francisco. Suas características são temperaturas médias elevadas, em torno de 27º C, e amplitude térmica em torno de 5º C. As chuvas, além de irregulares, não excedem os 800 mm/ano, o que leva às "secas do Nordeste", os longos períodos de estiagem.

O clima subtropical predomina ao sul do Trópico de Capricórnio, compreendendo parte de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul e os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por temperaturas médias inferiores a 18º C, com amplitude térmica entre 9º C e 13º C. Nas áreas mais elevadas, o verão é suave e o inverno frio, com nevascas ocasionais. Chove entre 1.500 mm e 2.000 mm.

A mais recente classificação do relevo brasileiro é a proposta pelo professor Jurandyr Ross, divulgada em 1995. Fundamentando suas pesquisas nos dados obtidos a partir de um detalhado levantamento da superfície do território brasileiro, realizado através de sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de Minas e Energia, o professor Ross apresenta uma subdivisão do relevo brasileiro em 28 unidades, sendo 11 planaltos,11 depressões e 6 planícies.

Essa nova classificação utilizou como critério a associação de informações sobre o processo de erosão, sedimentação dominante na atualidade, com a base geológica e estrutural do terreno e ainda com o nível altimétrico do lugar. Assim, define-se planalto como uma superfície irregular, com altitudes superiores a 300 m, e que teve origem a partir da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares; depressão é uma superfície mais plana, com altitudes entre 100 e 500 m, apresentando inclinação suave, resultante de prolongado processo erosivo, também sobre rochas cristalinas ou sedimentares; e planície é uma superfície extremamente plana e formada pelo acúmulo recente de sedimentos fluviais, marinhos ou lacustres.

Vejamos uma síntese com as características mais importantes de cada uma das subunidades do relevo brasileiro, segundo a mais recente classificação (a do professor Jurandyr Ross).

Classificação do relevo brasileiro

Planaltos

1) Planalto da Amazônia Oriental

Constitui-se de terrenos de uma bacia sedimentar e localiza-se na metade leste da região, numa estreita faixa que acompanha o rio Amazonas, do curso médio até a foz. Suas altitudes atingem cerca de 400 m na porção norte e 300 m na porção sul.

2) Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba

Constituem-se também de terrenos de uma bacia sedimentar, estendendo-se das áreas centrais do país (GO-TO), até as proximidades do litoral, onde se alargam, na faixa entre Pará e Piauí, sendo cortados de norte a sul, pelas águas do rio Parnaíba. Aí encontramos a predominância das formas tabulares, conhecidas como chapadas.

3) Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná

Caracterizam-se pela presença de terrenos sedimentares e pelos depósitos de rocha de origem vulcânica, da era mesozóica. Localizam-se na porção meridional do país, acompanhando os cursos dos afluentes do rio Paraná, estendendo-se desde os estados de Mato Grosso e Goiás, até o Rio Grande do Sul, ocupando a faixa ocidental dessa região, atingindo altitudes em torno de 1.000 m.

4) Planalto e Chapada dos Parecis

Estendendo-se por uma larga faixa no sentido leste-oeste na porção centro-ocidental do país, indo do Mato Grosso até Rondônia. Dominados pela presença de terrenos sedimentares, suas altitudes atingem cerca de 800 m, exercendo a função de divisor de águas das bacias dos rios Amazonas, Paraguai e Guaporé.

5) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos

Ocupam uma área onde se mesclam terrenos sedimentares e cristalinos, na porção mais setentrional do país, do Amapá até o Amazonas, caracterizando-se em alguns pontos pela definição das fronteiras brasileiras e em outros, pela presença das maiores altitudes do Brasil, como o Pico da Neblina (3014 m), na divisa do estado de Roraima com a Venezuela.

6) Planaltos Residuais Sul-Amazônicos

Também ocupam terrenos onde se mesclam o rochas sedimentares e cristalinas, estendendo se por uma larga faixa de terras ao sul do Rio Amazonas, desde a porção meridional do Pará até Rondônia. O destaque dessa subunidade é a presença de algumas formações em que são encontradas jazidas minerais de grande porte (é o caso da serra dos Carajás, no Pará).

7) Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste

Ocupam uma larga faixa de terras na porção oriental do país e, em terrenos predominantemente cristalinos, onde observamos a presença de superfícies bastante acidentadas, com sucessivas escarpas de planalto; daí o fato de ser chamada a região de "domínio dos mares de morros". Aí encontramos também formações de elevadas altitudes, como as serras do Mar e da Mantiqueira, que caracterizam este planalto como sendo a "região das terras altas". Na porção mais interior dessas subunidade, em Minas Gerais, encontramos uma importante área rica em minério, na serra do Espinhaço, na região denominada Quadrilátero Ferrífero.

8) Planaltos Serras de Goiás-Minas

Terrenos de formação antiga, predominantemente cristalinos, que se estendem do sul de Tocantins até Minas Gerais, caracterizando-se por formas muito acidentadas que como a serra da Canastra, onde estão as nascentes do rio São Francisco - entremeadas de formas tabulares, como as chapadas nas proximidades do Distrito Federal.

9) Serras e Residuais do Alto Paraguai

Ocupam uma área de rochas cristalinas e rochas sedimentares antigas, que se concentram ao norte e ao sul da grande planície do Pantanal, no oeste brasileiro. Aí, na porção meridional, destaca-se a serra da Bodoquena, onde as altitudes alcançam cerca de 800 m.

10) Planalto da Borborema

Corresponde a uma área de terrenos formados de rochas pré cambrianos e sedimentares antigas, aparecendo na porção oriental no nordeste brasileiro, a leste do estado de Pernambuco, como um grande núcleo cristalino e isolado, atingindo altitudes em torno de 1.000 m.

11) Planalto Sul-rio-grandense

Superfície caracterizada pela presença de rochas de diversas origens geológicas, apresenta um certo predomínio de material pré cambriano. Localiza-se na extremidade meridional do país, no sul do Rio Grande do Sul, onde encontramos as famosas "coxilhas", que são superfícies convexas, caracterizadas por colinas suavemente onduladas, com altitudes inferiores a 450 m.

Depressões

12) Depressão da Amazônia Ocidental

Corresponde a uma enorme área de origem sedimentar no oeste da Amazônia, com altitudes em torno de 200 m, apresentando uma superfície aplainada, atravessada ao centro pelas águas do rio Amazonas.

13) Depressão Marginal Norte Amazônia

Localizada na porção norte da Amazônia, entre o planalto da Amazônia oriental e os planaltos residuais norte amazônicos, com altitudes que variam entre 200 e 300 m. Com rochas cristalinas e sedimentares antigas, e estende-se entre o litoral do Amapá e a fronteira do estado do Amazonas com a Colômbia.

14) Depressão Marginal Sul Amazônia

Com terrenos predominantemente sedimentares e altitudes variando entre 100 e 400 m, está localizado na porção meridional da Amazônia, intercalando-se com as terras dos planaltos residuais sul amazônicos.

15) Depressão do Araguaia

Acompanha quase todo o vale do rio Araguaia e apresenta terrenos sedimentares, com uma topografia muito plana e altitudes entre 200 e 350 m. Em seu interior encontramos a planície do rio Araguaia.

16) Depressão Cuiabana

Localizada no centro do país, encaixada entre os planaltos da bacia do Paraná, dos Parecis e do alto Paraguai, caracteriza-se pelo predomínio dos terrenos sedimentares de baixa altitude, variando entre 150 e 400 m.

17) Depressão do Alto Paraguai-Guaporé

Superfície caracterizada pelo predomínio das rochas sedimentares, localiza-se entre os rios Jauru e Guaporé, no estado de Mato Grosso.

18) Depressão do Miranda

Atravessada pelo rio Miranda, localiza-se no MS, ao sul do Pantanal. É uma área em que predominam rochas cristalinas pré cambrianas, com altitudes extremamente baixas, entre 100 e 150 m.

19) Depressão Sertaneja e do São Francisco

Ocupam uma extensa faixa de terras que se alonga desde as proximidades do litoral do Ceará e Rio Grande do Norte, até o interior de Minas Gerais, acompanhando quase todo o curso do rio São Francisco. Apresentam variedade de formas e de estruturas geológicas, porém destaca-se a presença do relevo tabular, as chapadas, como as do Araripe (PE-CE) e do Apodi (RN).

20) Depressão do Tocantins

Acompanha todo o trajeto do Rio Tocantins, quase sempre em terrenos de formação cristalinas pré cambriana. Suas altitudes declinam de norte para sul, variando entre 200 e 500 m.

21) Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná

Caracterizada pelo predomínio dos terrenos sedimentares das eras Paleozóica e Mesozóica, aparece como uma larga faixa de terras, localizada entre as terras dos planaltos da bacia do Paraná e do Atlântico leste e sudeste. Suas altitudes oscilam entre 600 e 700 m.

22) Depressão Periféricas sul-rio-grandense

Ocupam as terras sedimentares drenadas pelas águas do rio Jacuí e do Rio Ibicuí, no Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por baixas altitudes, que variam em torno dos 200 m.

Planícies

23) Planície do Rio Amazonas

A região das terras baixas amazônicas era considerada uma das maiores planícies do mundo, mas atualmente todo esse espaço divide-se em várias unidades, classificadas como planaltos, depressões e planície. Se considerássemos apenas a origem, seus,1,6 milhões de quilômetros quadrados formariam uma grande planície, pois a origem é sedimentar. Se considerássemos a altimetria, também denominaríamos esta região de planície, pois não ultrapassa 150 m de altitude. Considerando-se, no entanto, o processo erosivo e deposicional, percebemos que mais de 95% dessas terras baixas são, na verdade, planaltos ou depressões de baixa altitude, onde o processo erosivo se sobrepõe ao de sedimentação restando à planície verdadeira uma estreita faixa de terras às margens dos grandes rios da região.

24) Planície do Rio Araguaia

É uma planície estreita que se estende no sentido norte-sul, margeando o trecho médio do rio Araguaia, em terras dos estados de Goiás e Tocantins. Em seu interior, o maior destaque fica com a ilha do Bananal que, com uma área de cerca de 20.000 km² , é a maior ilha fluvial do planeta.

25) Planície e Pantanal do Rio Guaporé

Trata-se de uma faixa bastante estreita de terras planas e muito baixas, que se alonga pelas fronteiras ocidentais do país, penetrando a noroeste, no território boliviano, tendo seu eixo marcado pelas águas do rio Guaporé.

26) Planície e Pantanal Mato-grossense

Corresponde a uma grande área que ocupa porção mais ocidental do Brasil Central. É de formação extremamente recente, datando do período quaternário da era Cenozóica; por isso apresenta altitudes muito modestas, em torno de 100 m acima do nível do mar. É considerada a mais típica planície brasileira, pois está em constante processo de sedimentação. Todo ano, durante o verão, as chuvas aumentam o nível de águas dos rios, que transbordam. Como o declive do relevo é mínimo, o fluxo maior das águas que descem para o Pantanal supera a capacidade de escoamento do rio Paraguai, eixo fluvial que atravessa a planície de norte a sul, ocasionando, então, as grandes enchentes que transformam toda a planície numa enorme área alagada (vem daí o nome "pantanal").

Passado o verão, com a estiagem do inverno, o rio retorna ao seu leito normal, e o Pantanal transforma-se então numa enorme área plana, coberta de campos, como uma planície comum.

27) Planície da Lagoa dos Patos e Mirim

Ocupa quase a totalidade do litoral gaúcho, expandindo-se na porção mais meridional até o território do Uruguai. A originalidade dessa planície está em sua formação dominantemente marinha e lacustres, com mínima participação da deposição de origem fluvial.

28) Planícies e Tabuleiros Litorâneos

Correspondem a inúmeras porções do litoral brasileiro e quase sempre ocupam áreas muito pequenas. Geralmente localizam se na foz de rios que deságuam no mar, especialmente daqueles de menor porte. Apresentam-se muito largas no litoral norte e quase desaparecem no litoral sudeste. E em trechos do litoral nordestino, essas pequenas planícies apresentam-se intercaladas com áreas de maior elevação as barreiras-, também de origem sedimentar.

Fonte: www.hts-net.com.br

Relevo Brasileiro

As classificações do relevo brasileiro - divisões do território em grandes unidades - baseiam-se em diferentes critérios, que refletem o estágio de conhecimento à época de sua elaboração e a orientação metodológica utilizada por seus autores. A primeira classificação brasileira, que identifica oito unidades de relevo, é elaborada, nos anos 40, por Aroldo de Azevedo. Em 1958 é substituída pela tipologia de Aziz Ab´Sáber, que acrescenta duas novas unidades de relevo. Uma das classificações mais recentes (1995), é a de Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da USP. Seu trabalho é baseado no projeto Radambrasil, um levantamento realizado entre 1970 e 1985 que fotografou o solo brasileiro com um equipamento especial de radar instalado num avião. Ross considera 28 unidades de relevo, divididas em planaltos, planícies e depressões.

O relevo brasileiro tem formação antiga e resulta principalmente da ação das forças internas da Terra e da sucessão de ciclos climáticos. A alternância de climas quentes e úmidos com áridos ou semi-áridos favoreceu o processo de erosão.

Região Centro-Oeste

Planalto de topografias suaves.
Ponto mais elevado:
pico do Roncador na serra do Sobradinho (1.341 m).

Região Nordeste

Planície litorânea, planalto a N e depressão no centro.
Ponto mais elevado:
serra Santa Cruz (844 m).

Região Norte

Depressão na maior parte do território; planície estreita a N.
Ponto mais elevado:
serra do Divisor ou de Conta (609 m).]

Região Sudeste

Baixada litorânea (40% do território) e serras (interior).
Ponto mais elevado:
pico da Bandeira na serra do Caparaó (2.889.8 m).

Região Sul

Baixada no litoral, planaltos a L e O, depressão no centro.
Ponto mais elevado:
pico Paraná, na serra do Mar (1.922 m).

O território brasileiro, de um modo geral, é constituído de estruturas geológicas muito antigas, apresentando, também, bacias de sedimentação recente. Essas bacias recentes datam do terciário e quaternário (Cenozóico 865 milhões de anos) e correspondem aos terrenos do Pantanal Mato-grossense, parte da bacia Amazônica e trechos do litoral nordeste e sul do país. O restante do território tem idades geológicas que vão do Paleozóico ao Mesozóico (o que significa entre 570 milhões e 225 milhões de anos), para as grandes áreas sedimentares, e ao pré-cambriano (acima de 570 milhões de anos), para os terrenos cristalinos.

As estruturas e formações rochosas são antigas, mas as formas de relevo são recentes, decorrentes do desgaste erosivo. Grande parte das rochas e estruturas do relevo brasileiro são anteriores à atual configuração do continente sul-americano, que passou a ter o formato atual depois do levantamento da cordilheira dos Andes, a partir do Mesozóico.

Podemos identificar três grandes unidades geomorfológicas que refletem sua gênese: os planaltos, as depressões e as planícies.

Cataratas do Iguaçu

Relevo Brasileiro
Cataratas do Iguaçu

Patrimônio ecológico da humanidade, o parque nacional de Iguaçu, um dos últimos sobreviventes das grandes florestas fluviais subtropicais, no qual pontificam as suntuosas Cataratas do Iguaçu, é visitado anualmente por cerca de 1,4 milhão de pessoas.

Além da beleza natural proporcionada pela queda de 13 milhões de litros d'água por segundo e de ser refúgio para mais de 500 espécies de aves, servem como atrativos para a região os cassinos e o ativo comércio existentes em Ciudad del Este, do lado paraguaio da fronteira entre Brasil e Paraguaii, cujo faturamento é de US$ 3 bilhões/ano.

Também exerce grande fascínio sobre o visitante a hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo, dentro da qual há um gigantesco lago de1.350 km² e 2.919 km de contorno.

Para tornar a região ainda mais atraente, o governo do estado do Paraná começou a promover em 1997 as Olimpíadas da Natureza, cujas competições são basicamente dos chamados esportes radicais.

Planaltos

Os planaltos em bacias sedimentares são limitados por depressões periféricas ou marginais e se caracterizam por seus relevos escarpados representados por frentes de cuestas (borda escarpada e reverso suave). Nessa categoria estão os planaltos da Amazônia Oriental, os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.

Os planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma constituem o resultado de ciclos erosivos variados e se caracterizam por uma série de morros e serras isolados, relacionados a intrusões graníticas, derrames vulcânicos antigos e dobramentos pré-cambrianos, a exceção do planalto e chapada dos Parecis, que é do Cretáceo (mais de 65 milhões de anos). Nessa categoria, destacam-se os planaltos residuais norte-amazônicos e os planaltos residuais sul-amazônicos.

Os planaltos em núcleos cristalinos arqueados são representadas pelo planalto da Borborema e pelo planalto sul-rio-grandense. Ambos fazem parte do cinturão orogênico da faixa Atlântica.

Planaltos em cinturões orogênicos ocorrem nas faixas de orogenia (movimento geológico de formação de montanhas) antiga e se constituem de relevos residuais apoiados em rochas geralmente metamórficas, associadas a intrusivas. Esses planaltos situam-se em áreas de estruturas dobradas que abrangem os cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. Nesses planaltos, localizam-se inúmeras serras, geralmente associadas a resíduos de estruturas intensamente dobradas e erodidas.

Nessa categoria, destacam-se:

Os planaltos e serras do Atlântico Leste-Sudeste, associados ao cinturão do Atlântico, sobressaindo as serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço, e as fossas tectônicas como o vale do Paraíba do Sul;
Os planaltos e serras de Goiás e Minas, que estão ligados à faixa de dobramento do cinturão de Brasília, destacando-se as serras da Canastra e Dourada, entre outras;
Serras residuais do Alto Paraguai que fazem parte do chamado cinturão orogênico Paraguai-Araguaia, com dois setores, um ao sul e outro ao norte do Pantanal Mato-grossense, com as denominações locais de serra da Bodoquena e Província Serrana, respectivamente.

Depressões

As depressões brasileiras, excetuada a amazônica ocidental, caracterizam-se por terem sido originadas por processos erosivos. Essas depressões se caracterizam ainda por possuir estruturas bastante diferenciadas, conseqüência das várias fases erosivas dos períodos geológicos.

Podemos enumerar as várias depressões do território brasileiro:

a) depressão amazônica ocidental
b)
depressões marginais amazônicas
c)
depressão marginal norte-amazônica
d)
depressão marginal sul-amazônica
e)
depressão do Araguaia
f)
depressão cuiabana
g)
as depressões do Alto Paraguai e Guaporé
h)
depressão do Miranda
i)
depressão do Tocantins
j)
depressão sertaneja do São Francisco
l)
depressão da borda leste da bacia do Paraná
m)
depressão periférica central ou sul-rio-grandense

Relevo Brasileiro
Monte Roraima

Monte Roraima

Uma das formações geológicas mais antigas do mundo, o monte Roraima é uma grande meseta contornada por escarpas abruptas e em parte desnudas, que separa o Brasil da Guiana. Nos contrafortes centrais, estão as águas que dão origem ao rio Cotingo e a sudeste, brota a nascente do Surumu. Porém, o que atrai todo tipo de aventureiros para esta região não são as águas, mas o ouro e especialmente os diamantes encontrados nos leitos desses rios.

Planícies

Correspondem geneticamente às áreas predominantemente planas, decorrentes da deposição de sedimentos recentes de origem fluvial, marinha ou lacustre. Estão geralmente associadas aos depósitos quaternários, principalmente holocênicos (de 20 mil anos atrás). Nessa categoria podemos destacar a planície do rio Amazonas, onde se situa a ilha de Marajó, a do Araguaia com a ilha de Bananal, a do Guaporé, a do Pantanal do rio Paraguai ou Mato-grossense, além das planícies das lagoas dos Patos e Mirim e as várias outras pequenas planícies e tabuleiros ao longo do litoral brasileiro.

Fonte: www.geobrasil2001.hpg.ig.com.br

Relevo Brasileiro

O território brasileiro pode ser dividido em grandes unidades e classificado a partir de diversos critérios.

Uma das primeiras classificações do relevo brasileiro, identificou oito unidades e foi elaborada na década de 1940 pelo geógrafo Aroldo de Azevedo.

No ano de 1958, essa classificação tradicional foi substituída pela tipologia do geógrafo Aziz Ab´Sáber, que acrescentou duas novas unidades de relevo.

Uma das classificações mais atuais é do ano de 1995, de autoria do geógrafo e pesquisador Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da USP ( Universidade de São Paulo).

Seu estudo fundamenta-se no grande projeto Radambrasil, um levantamento feito entre os anos de 1970 e 1985.

O Radambrasil tirou diversas fotos da superfície do território brasileiro, através de um sofisticado radar acoplado em um avião. Jurandyr Ross estabelece 28 unidades de relevo, que podem ser divididas em planaltos, planícies e depressões.

O relevo do Brasil tem formação muito antiga e resulta principalmente de atividades internas do planeta Terra e de vários ciclos climáticos. A erosão, por exemplo, foi provocada pela mudança constante de climas úmido, quente, semi-árido e árido.

O relevo brasileiro apresenta-se em:

Planaltos

Superfícies com elevação e aplainadas , marcadas por escarpas onde o processo de desgaste é superior ao de acúmulo de sedimentos.

Planícies

Superfícies relativamente planas , onde o processo de deposição de sedimentos é superior ao de desgaste.

Depressão Absoluta

Região que fica abaixo do nível do mar.

Depressão Relativa

Fica acima do nível do mar . A periférica paulista, por exemplo, é uma depressão relativa.

Montanhas

Elevações naturais do relevo, podendo ter várias origens , como falhas ou dobras.

Pontos Culminantes do Brasil

Pico Serra Altitude (m)
da Neblina Imeri (Amazonas) 3.014
31 de Março Imeri (Amazonas) 2.992
da Bandeira do Caparaó (Espírito Santo/Minas Gerais) 2.890
Roraima Pacaraima (Roraima) 2.875
Cruzeiro do Caparaó (Espírito Santo) 2.861

Fonte: professormarcelo.com

Relevo Brasileiro

Formas do Relevo Brasileiro

Depressão

Superfície entre 100 e 500 metros de altitude com suave inclinação , formada por prolongados processos de erosão . É mais plana que o planalto.

Escarpa

Terreno muito íngreme , de 100 a 800 metros de altitude . Lembra um degrau . Ocorre na passagem de áreas baixas para um planalto . É impropriamente chamada de serra em muitos lugares , como a Serra do Mar , que acompanha o litoral .

Planalto

Ao contrário do que sugere o nome , é uma superfície irregular com altitude acima de 300 metros . É o produto da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares . Pode ter morros , serras ou elevações íngremes de topo plano ( chapadas ) .

Serra

Terreno muito trabalhado pela erosão . Varia de 600 a 3 000 metros de altitude . É formado por morros ou cadeias de morros pontiagudos ( cristas ) .

Não se confunde com escarpa: serra se sobe por um lado e se desce pelo lado oposto .

Planície

Superfície muito plana com no máximo 100 metros de altitude . É formada pelo acúmulo recente de sedimentos movimentados pelas águas do mar , de rios ou de lagos . Ocupa porção modesta no conjunto do relevo brasileiro .

Tabuleiro

Superfície com 20 a 50 metros de altitude em contato com o oceano . Ocupa trechos do litoral nordestino . Geralmente tem o topo muito plano . No lado do mar , apresenta declives abruptos que formam as chamadas falésias ou barreiras .

Fonte: www.vestibular1.com.br

Relevo Brasileiro

Relevo Brasileiro

Antes de conhecer o relevo brasileiro, é preciso saber primeiro o que é relevo.

Relevo são irregularidades na superfície terrestre.

O relevo brasileiro possui uma grande variedade morfológica que podem ser classificadas em: planaltos, planícies, chapadas, depressões, que foram formados por fatores internos e externos.

Os fatores internos (endógenos) são forças do interior da Terra como vulcanismo e tectonismo, atuam como agentes modeladores do relevo. Os fatores externos (exógenos) são agentes modeladores do relevo que advém dos fenômenos climáticos, ou naturais, ventos, rios e chuva.

No Brasil há predomínio de pequenas elevações, o ponto mais alto é o Pico da Neblina (3.014 m).

Classificação do relevo brasileiro

A primeira tentativa de classificação do relevo brasileiro ocorreu em meados do século XIX, mas as classificações eram confusas e sem definições concretas.

Em 1949, foi criada uma classificação do relevo brasileiro segundo Aroldo de Azevedo, que teve uma boa aceitação no país.

Aroldo então classificou o relevo da seguinte forma: quatro planaltos (das Guianas, Central, Atlântico, e Meridional), três planícies (Amazônica, Costeira e do Pantanal).

Aziz N. Ab’Saber conceituado geógrafo realizou uma nova classificação do relevo brasileiro, utilizando aerofotogrametria (foto aérea), e classificou o relevo brasileiro em planaltos, planície e depressões.

Observe as características do relevo brasileiro segundo o geógrafo Jurandyr L.S Ross:

Planalto: È uma superfície irregular com altitude acima de 200m.
Planície:
Superfície mais ou menos plana de formação sedimentar.
Depressão:
È uma superfície que sofreu processo erosivo e possui altitudes abaixo das áreas ao redor.

Fonte: pt.scribd.com

Relevo Brasileiro

O relevo terrestre corresponde às diversas configurações e diferenças de nível da superfície terrestre: montanhas, planaltos, depressões etc.

Ele é resultante da atuação dos agentes internos (vulcanismo, tectonismo e abalos sísmicos) e externos (temperatura, chuva, ventos, águas correntes, geleiras e seres vivos).

Em síntese, o relevo brasileiro apresenta as seguintes características:

Trata-se de um relevo de formação muito antiga e bastante trabalhado pela erosão
Apresenta boa variedade de formas:
planaltos, planícies e depressões
Apresenta altitudes modestas, visto que 93% de sua área total tem altitudes inferiores a 900 metros
O planalto é a forma de relevo predominante (58,5% da área total), seguido pela planície (41%). O pico da Neblina é o único ponto cuja altitude ultrapassa 3 mil metros.

O relevo brasileiro é formado fundamentalmente por dois grandes planaltos e três grandes planícies.

Planalto das Guianas

Está situado no norte do país, abrangendo inclusive Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Trata-se de um planalto muito antigo, cristalino e que corresponde, grosso modo ao escudo das Guianas, área rica em rochas magmáticas e minerais metálicos (manganês, ouro etc).

Planalto Brasileiro

Representa a maior unidade morfológica do território brasileiro. Possui cerca de 5 milhões de km² e ocupa as porções central, leste e sul do país. Nele estão situadas importantes cidades (Brasília, Goiânia, Campinas etc.) e metrópoles (São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba etc.), além de ser responsável por parte da produção agropecuária, mineral e industrial do país e pela origem de algumas das principais bacias fluviais (Paraná, São Francisco, Tocantins etc.).

Planícies

Ocupam 41% do território brasileiro e estão representadas por três grandes planícies: Amazônica (a mais extensa), costeira e do Pantanal. Apresenta altitudes geralmente inferiores a 200 m e nelas podemos encontrar atividades como navegação fluvial (Amazônica e Pantanal), agropecuária, grandes concentrações urbanas e industriais (planície litorânea) etc.

Fonte: www.frigoletto.com.br

Relevo Brasileiro

O Relevo Brasileiro tem formação antiga e resulta principalmente da ação das forças internas da Terra e dos vários ciclos climáticos, tendo sido bastante trabalhado pela erosão.

O Brasil tem uma topografia pouco acidentada e tem altitudes pequenas: 93% de sua área total estão abaixo de 900 metros. O pico da Neblina é o único ponto cuja altitude é de mais de 3 mil metros.

Calcula-se que 58% do seu território sejam formados por planalto (as terras mais altas) e 42%, de baixo planalto e planície (as mais baixas, com altitudes inferiores a 200 metros).

Os planaltos distribuem-se basicamente em duas grandes áreas:

Planalto Guiano

Fica acima da linha do Equador, faz fronteira com outros países (Suriname, Guianas e Venezuela).
É nele que está localizado o Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil.

Planalto Central

É a maior unidade morfológica do território brasileiro.
Tem mais ou menos 5 milhões de km² e ocupa as porções central, leste e sul do país.
Nele estão importantes cidades (Brasília, Goiânia e Campinas) e metrópoles (São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba).

As terras baixas e planícies são:

Planície Amazônica

Tem uma área total de mais de 3 milhões de km² e fica no norte do país, sendo recoberta pela maior e mais densa floresta da terra, a Amazônia!

Pantanal Matogrossense

Fica na baixada do Rio Paraguai e é constituído por larga zona de sedimentação. A altitude máxima alcança 200 metros.

Planície costeira

Também chamada de planície litorânea, tem grandes concentrações urbanas e industriais.

Ciclos climáticos

Sao características do clima em um determinado período, que se repetem ao longo dos anos em vários ciclos. O fenômeno "El Nino", por exemplo, é um ciclo climático que acontece a cada dois ou sete anos e dura entre 12 e 18 meses. O El Nino inclui alteraçoes no Oceano Pacífico, o que se reflete em correntes especialmente quentes na costa ocidental da América do Sul.

Erosao

Desgaste e/ou corrosao progressiva e lenta das camadas da Terra, causado por agentes externos (como águas correntes, ventos, mares, geleiras etc). Por exemplo, a açao da água da chuva e do vento, no decorrer de vários anos, vai mudando o formato de uma rocha.

Topografia

É a descriçao do relevo de uma determinada área.

Altitude

É a altura, na vertical, de um local acima do nível do mar.

Linha do Equador

É uma linha imaginária (ou seja, foi inventada pelos homens) traçada no meio do planeta Terra para dividi-lo em hemisfério Norte e hemisfério Sul.

Unidade morfológica

Área que tem características naturais - relevo, solo, flora etc - individualizadas.

Por exemplo: o Planalto Central é uma unidade morfológica, porque toda a sua área tem características bem típicas, formando uma unidade.

Metrópole

Uma grande cidade, geralmente a principal de um estado. Sao Paulo e Rio de Janeiro sao exemplos de metrópoles.

Zona de sediementaçao

Em geografia, quer dizer uma área que foi formada, ao longo dos anos, pelo acúmulo de sedimentos (camada que as águas, ao se retirarem, deixam depositada no solo).

Fonte: www.mingaudigital.com.br

Relevo Brasileiro

De acordo com a classificação de Aziz Ab'Saber

O Relevo Brasileiro é dividido em duas grandes áreas de planalto e três de planície, a saber:

Planalto das Guianas

Abrangendo a região serrana e o Planalto Norte Amazônico. Localizado no extremo norte do país, é parte integrante do escudo das Guianas, apresentando rochas cristalinas do período Pré-Cambriano. É nessa área que se situa o pico culminante do Brasil - Pico da Neblina, com altitude de 3.014 m. Planalto Brasileiro, subdividido em Central, Maranhão-Piauí, Nordestino, serras e planalto do Leste e Sudeste, Meridional e Uruguaio-Riograndense, é formado por terrenos cristalinos bastante desgastados e por bolsões sedimentares. Localiza-se na parte central do país, estendendo-se por grandes áreas do território nacional.

Planícies e terras baixas amazônicas

Localizadas na Região Norte do país, logo abaixo do Planalto das Guianas, apresenta três níveis altimétricos distintos - várzeas, constituídas por terrenos de formação recente situadas próximo às margens dos rios; teços ou terraços fluviais, com altitudes máximas de 30 m e periodicamente inundados; e baixos-planaltos ou platôs, formados por terrenos de Terciário. Planície do Pantanal, localizada na porção oeste do estado do Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, é formada por terrenos do Quartenário.

Planícies e terras baixas costeiras

Acompanhando a costa brasileira do Maranhão ao sul do país, é formada por terrenos do Terciário e por terrenos atuais do Quartenário. Deve-se ressaltar que o relevo brasileiro não apresenta formação de cadeias montanhosas muito elevadas, predominando altitudes inferiores a 500 m, uma vez que o mesmo se desenvolveu sobre uma base geológica antiga, sem movimentações tectônicas recentes.

Fonte: sites.uol.com.br

Relevo Brasileiro

As chuvas tropicais são as principais responsáveis pelas alterações de relevo no território brasileiro. Uma vez que o Brasil não apresenta falhas geológicas na crosta terrestre de seu território, os tremores de terra que ocasionalmente ocorrem no país são resultado de abalos sísmicos em pontos distantes.

Os planaltos são predominantes no relevo brasileiro. As regiões entre 201 e 1.200 m acima do nível do mar correspondem a 4.976.145 km², ou 58,46% do território.

Existem dois planaltos predominantes no Brasil: o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro.

As regiões acima de 1.200 m de altura representam apenas 0,54% da superfície do país, ou 42.267 km². As planícies Amazônica, do Pantanal, do Pampa e Costeira ocupam os restantes 41% do território. Predominam no Brasil as altitudes modestas, sendo que 93% do território está a menos de 900 m de altitude.

Planalto das Guianas

Ocupa o norte do país e nele se encontram os dois pontos mais elevados do território brasileiro, localizados na serra Imeri: os picos da Neblina (3.014 m) e 31 de março (2.992 m).

Planalto Brasileiro

Devido à sua extensão e diversidade de características, o Planalto Brasileiro é subdividido em três partes: o planalto Atlântico, que ocupa o litoral de nordeste a sul, com chapadas e serras; o planalto Central, que ocupa a região Centro-Oeste e é formado por planaltos sedimentares e planaltos cristalinos bastante antigos e desgastados; e o planalto Meridional, que predomina nas regiões Sudeste e Sul e extremidade sul do Centro-Oeste, formado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por derrames de lavas basálticas, que proporcionaram a formação do solo fértil da chamada terra roxa.

Planície Amazônica

Estende-se pela bacia sedimentar situada entre os planaltos das Guianas ao norte e o Brasileiro ao sul, a cordilheira dos Andes a oeste e o oceano Atlântico a nordeste.

Divide-se em três partes: várzeas, que são as áreas localizadas ao longo dos rios, permanecendo inundadas por grande parte do ano; tesos, regiões mais altas, inundáveis apenas na época das cheias; e firmes, terrenos mais antigos e elevados, que se encontram fora do alcance das cheias.

Planície do Pantanal

Ocupa a depressão onde corre o rio Paraguai e seus afluentes, na região próxima à fronteira do Brasil com o Paraguai. Nela ocorrem grandes enchentes na época das chuvas, transformando a região num grande lago.

Planície do Pampa

Também denominada Gaúcha, ocupa a região sul do estado do Rio Grande do Sul e apresenta terrenos ondulados, conhecidos como coxilhas.

Planície Costeira

Estende-se pelo litoral, desde o estado do Maranhão na região Nordeste, até o estado do Rio Grande do Sul, numa faixa de largura irregular. Em alguns trechos da região Sudeste os planaltos chegam até a costa, formando um relevo original, as chamadas falésias ou costões.

Fonte: www.aprendemos.xpg.com.br

Relevo Brasileiro

Características do Relevo Brasileiro

É muito antigo e bastante erodido.
Apresenta boa variedade de formas, tais como serras e montanhas antigas, planaltos, planícies, depressões relativas, chapadas, cuestas etc
Não apresenta dobramentos modernos ( cordilheiras recentes )
Apresenta modestas altitudes, uma vez que 93% do território brasileiro possui altitudes inferiores a 900 metros
Apresenta predomínio de planaltos ( 58,5% ) e planícies (41%)

Pontos culminantes do Brasil

Pico Serra Altitude (metros)
Da Neblina Imeri (Amazonas) 3.014
31 de Março Imeri (Amazonas) 2.992
Da Bandeira Do Caparaó ( Espírito Santo/Minas Gerais) 2.890
Roraima Pacaraima (Roraima) 2.875
Cruzeiro Do Caparaó (Espírito Santo) 2.861

Os Planaltos

Planalto das Guianas

Encontra-se ao norte do país, abrangendo também Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. É muito antigo (pré-Cambriano), cristalino e desgastado.

Pode ser dividido em duas grandes unidades:

Região serrana, situada nos limites setentrionais do planalto. Como o próprio nome indica, apresenta-se como uma linha de serras, geralmente com mais de 2.000 metros de altitude. Nessa região, na serra do Imeri ou Tapirapecó , localiza-se o pico da Neblina, com 3.014 metros, ponto mais alto de nosso relevo. Fazem parte desse planalto, ainda, as serras de Parima, Pacaraima, Acaraí e Tumucumaque.

Planalto Norte Amazônico, situado ao sul da região serrana, caracterizado por altitudes modestas, inferiores a 800 metros, intensamente erodidas e recobertas pela densa selva amazônica.

Planalto Brasileiro

É um vasto planalto que se estende por toda a porção central do Brasil, prolongando-se até o nordeste, leste, sudeste e sul do território. É constituído principalmente por terrenos cristalinos, muito desgastados, mas abriga bolsões sedimentares significativos. Por ser tão extenso, é dividido em planalto Central, planalto Meridional, planalto Nordestino, serras e planaltos do Leste e Sudeste, planaltos do Maranhão-Piauí e planalto Uruguaio-Rio Grandense .

O planalto Central, na porção central do país, caracteriza-se pela presença de terrenos cristalinos (do pré-Cambriano) que alternam com terrenos sedimentares do Paleozóico e do Mesozóico. Nessa região aparecem diversos planaltos, mas as feições mais marcantes são as chapadas, principalmente as dos Parecis, dos Guimarães , dos Pacaás Novos, dos Veadeiros e o Espigão Mestre, que serve como divisa de águas dos rios São Francisco e Tocantins.

O planalto Meridional, situado nas terras banhadas pelos rios Paraná e Uruguai, na região sul, estende-se parcialmente, pelas regiões Sudeste e Centro- Oeste.

É dominado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por lavas vulcânicas (basalto). Nessa porção do relevo brasileiro, existem extensas cuestas emoldurando a bacia do Paraná.

Apresenta duas subdivisões: o planalto Arenito-Basáltico , formado por terrenos do Mesozóico (areníticos e basálticos) fortemente erodidos, e a depressão periférica, faixa alongada e deprimida entre o planalto arenito basáltico, a oeste e o planalto Atlântico, a leste.

O planalto Nordestino, é uma região de altitudes modestas (de 200m a 600m ) em que se alternam serras cristalinas, como as do Borborema e de Baturité, com extensas chapadas sedimentares, como as do Araripe, do Ibiapaba, do Apodi e outras.

As serras e os planaltos do Leste e do Sudeste, estão localizados próximos ao litoral, formando o maior conjunto de terras altas do país, que se estende do Nordeste até Santa Catarina. Os terrenos são muito antigos, datando do período Pré-Cambriano, e integram as terras do escudo Atlântico. Merecem destaque, nessa região, as serras do mar, da Mantiqueira e do Espinhaço, de Caparaó ou da Chibata, onde se encontra o pico da Bandeira, com 2.890 metros, um dos mais elevados do nosso relevo. Em muitos trechos, essas serras desgastadas aparecem como verdadeiros "mares de morros" ou "pães de açúcar".

O planalto do Maranhão-Piauí (ou do Meio-Norte) situa-se na parte sul e sudeste da bacia sedimentar do Meio-Norte. Aparecem, nessa área, vários planaltos sedimentares de pequena altitude, além de algumas cuestas.

O planalto Uruguaio-Sul-Rio-grandense – aparecem no extremo sul do Rio Grande do Sul e é constituído por terrenos cristalinos com altitudes de 200 a 400 metros, caracterizando uma sucessão de colinas pouco salientes, conhecidas localmente por coxilhas, ou ainda acidentes mais íngremes e elevados, conhecidos como cerros.

Planícies

Planícies e terras baixas amazônicas

Delimitadas pelos planaltos Pré-andinos a oeste, pelo planalto das Guianas ao norte e pelo planalto Brasileiro ao sul, constituem a maior área de terras baixas do país. As áreas de planície propriamente ditas abrangem apenas uma pequena parte da região; a maior parte é ocupada por baixos planaltos sedimentares, também chamados de baixos platôs ou tabuleiros.

Por causa disto, costuma-se reconhecer dois níveis principais na área:

Várzea ou planície propriamente ditas (terrenos mais baixos, situados junto às margens dos rios). Sofrem inundações e deposição de sedimentos formando assim os solos de várzea.

Firmes ou baixos platôs, livre de inundações.

Observação: existe um nível de elevação intermediário chamado terraço ou teso, que sofre inundações periodicamente.

Planícies e terras baixas costeiras

Estendem-se do litoral norte até o litoral sul, ora mais largas, ora mais estreitas e às vezes interrompidas. Apresentam terrenos terciários nas barreiras ou tabuleiros e terrenos quaternários nas baixadas aluviais.

As barreiras ou tabuleiros são formações terciárias que aparecem desde o Amapá até o Rio de Janeiro, sendo bem típicas do litoral nordestino. São barrancos costeiros e abruptos com alturas que podem alcançar até cerca de 60 metros.

Do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, a planície Costeira apresenta diferentes aspectos, ora interrompida pelos "costões " (costas altas e abruptas de terrenos cristalinos), nos locais em que a serra do Mar entra em contato direto com o mar; ora em forma de baixadas (Fluminense, Santista, do Iguape, do Paranaguá ); ora em formas de baías, restingas e lagoas, resultantes do entulhamento de antigas baías, como é o caso das lagoas dos Patos, Mirim e Araruama.

Planície do Pantanal

Situa-se na porção oeste de Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso. É banhada pelo rio Paraguai e apresenta terrenos sedimentares quaternários.

O nome Pantanal, a rigor, é impróprio, já que não se trata de uma área permanentemente alagada, a não ser, e apenas parcialmente, por ocasião das cheias, quando os rios da bacia do Paraguai extravasam seus leitos e provocam inundações.

Nesta época surgem pequenas lagoas, e as já existentes se ampliam. Essas lagoas de formas circulares ou elípticas são chamadas de baías e, por ocasião da estiagem, quando as águas descem, a intensa evaporação provoca a formação das salinas, locais para onde o gado se dirige. Quando as cheias são violentas, as baías se ampliam e ligam-se umas às outras através de canais chamados corichos. Entre uma baía e outra existem terrenos mais elevados denominados cordilheiras, que são os locais preferidos pelos fazendeiros para instalarem suas fazendas de gados, porque nelas o gado está protegido das inundações.

Com a utilização de tecnologias mais avançadas, definiu-se novos critérios para a classificação do relevo brasileiro, segundo Jurandyr L. S. Ross, divididos em 28 unidades: 11 planaltos, 11 depressões e 06 planicies.

Fonte: www.filomenamatarazzo.com.br

Relevo Brasileiro

1. Aroldo de Azevedo - 1949

Planície: área que varia de 0 a 100 mts acima do nível do mar.
Planalto:
área acima de 200 mts.

Classificação baseada nas altitudes. Soma 4 planaltos e 3 planícies.

2. Aziz Ab’Saber - 1962

Classificação baseada nos processos de acumulação e erosão definem as novas formas de relevo.

Planície: área onde o processo de sedimentação é maior que o de erosão.
Planalto:
área onde o processo de erosão é maior que o de sedimentação.
Depressão: podendo, ser:
relativa e absoluta.
Depressão relativa:
área mais baixa que as áreas adjacentes.
Depressão absoluta:
área abaixo do nível do mar.

3. Jurandyr Ross - 1990

Esta classificação utiliza fotos do projeto RADAM Brasil. O critério para análise relaciona formas estruturais, mais modelado do relevo.

Planalto

Superfície irregular com altitude acima de 200 metros, resultante da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares. Forma predominante no país. O Planalto pode ter morros, serras, e elevações íngremes de topo plano ( chapadas).

Em sua maioria as unidades de planalto apresentam-se como formas residuais, ou seja, restos de antigas superfícies erodidas.

As unidades de planaltos são em número de 11 e abrangem a maior parte do território brasileiro.

Os mais extensos planaltos são: Planalto da Amazônia Ocidental, Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná, Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba, e Planalto e Serras do Atlântico Leste e Sudeste.

Planície

É uma superfície plana, com altitude inferior a 100 metros, formada pelo acúmulo de sedimentos de origem marinha, fluvial e lacustre. Na classificação de Ross as planícies são em menor número que os planaltos e as depressões. Isto se deve ao fato de que muitas áreas que antes eram consideradas planície, corresponde na verdade as depressões ou planaltos desgastados. A planície Amazônica que na classificação de Aroldo de Azevedo e Aziz Ab’Saber ocupava cerca de 2 milhões de km², ocupa na classificação atual cerca de 100 mil km².

Depressões

É uma superfície com suave inclinação e formada por prolongados processos de erosão. A depressão é menos irregular do que o planalto e situa-se em altitudes que vão desde 100 a 500 metros de altitude. As unidades das depressões foram geradas por processos erosivos ocorridos no contato das extremidades das bacias sedimentares com antigos maciços.

Estes processos erosivos deram origem a diversas formas de depressão no território nacional: depressão periférica, marginal, inter planálticas etc.

Depressão periférica

Área deprimida que aparece na zona de contato entre terrenos sedimentares e cristalinos. Tem forma alongada. Ex. Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná.

Depressão marginal

Margeia bordas de terrenos sedimentares. Ex. Depressão sul Amazônica e Norte Amazônica.

Depressão interplanáltica

É uma área mais baixa que os planaltos que a circundam. Ex. Depressão Sertaneja e do São Francisco.

As unidades de depressão são em número de 11 e aparecem em segundo lugar no Brasil.

As principais são: Depressão Marginal Norte amazônica, Depressão Marginal Sul amazônica, Depressão Sertaneja e do são Francisco, Depressão Periférica da Borda leste da Bacia do Paraná.

Três Grandes Perfis Resumem, o Relevo Brasileiro.

1. Região Norte

Sentido noroeste - sudeste: Planaltos Residuais Norte Amazônicos, depressão marginal Norte Amazônica, Planalto da Amazônia Oriental, Planície Amazônica, Planalto da Amazônia Oriental, Depressão marginal Sul Amazônica, Planaltos Residuais Sul Amazônicos.

Este corte tem cerca de 2000 km de comprimento. Vai das altíssimas serras do norte de Roraima, até o norte do Estado do mato Grosso.

2. Região Nordeste

Sentido noroeste - sudeste: Rio Parnaíba, Planaltos e Chapadas da Bacia do Rio Parnaíba, Escarpa ( ex serra) do Ibiapaba, Depressão Sertaneja, Planalto da Borborema, Tabuleiros Litorâneos.

Este corte tem cerca de 1500 km de extensão. Vai do interior do maranhão até o litoral de Pernambuco. As regiões altas são cobertas por mata e as baixas por caatinga.

3. Regiões Centro Oeste e Sudeste: sentido noroeste - sudeste

Planície do pantanal Mato-grossense, Planalto e Chapadas da Bacia do Paraná, Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná, Planaltos e Serras do Atlântico Leste- Sudeste.

Este corte tem cerca de 1500 km de comprimento indo do Estado do mato Grosso do Sul até o litoral de São Paulo.

Fonte: campus.fortunecity.com

Relevo Brasileiro

Durante muito tempo, a classificação mais comum do relevo brasileiro foi a proposta pelo geógrafo Aroldo de Azevedo. Entretanto, em 1995, as tradicionais discussões e descrições sobre o relevo do Brasil que predominavam nas salas de aulas e nos materiais didáticos foram abaladas pela súbita notoriedade que uma nova proposição de classificação das formas de relevo adquiriu, inclusive nos meios de comunicação, tendo sido noticiado até mesmo que o mapa do Brasil mudara. Tratava-se de uma proposta do professor Jurandyr L. Sanches Ross, da Universidade de São Paulo, que rapidamente adquiriu formas oficiais, sendo espraiada para todas as publicações, concursos, e vestibulares. Com essa penetração, o entendimento da proposta tornou-se obrigatório, mas também gerou diversas distorções. Por isso o assunto merece reflexão.

Essa classificação foi feita a partir de descobertas que revelaram, por exemplo, que a planície Amazônica não possui as proporções imaginadas anteriormente.

Além disso, teríamos mais planaltos do que se sabia, e identificaram-se depressões que desconhecíamos.

Para se produzir uma classificação, é preciso dominar um conjunto de informações sobre o fenomeno que será alvo dela. Quanto mais atualizadas e pormenorizadas as informações, melhor. Para fazer uma classificação é preciso ainda uma definição muito clara e precisa dos critérios, métodos e formas teóricas de encarar o objeto que se vai estudar. A proposta do professor Jurandyr resulta mais um modo de ver a dinâmica do relevo do que propriamente do acesso a novas informações, que sozinhas não seriam decisivas para esse fim.

Independentemente dos mistérios técnicos dessa nova classificação, ela é louvável por ter produzido uma discussão sobre os critérios e as formas de pensamento, mostrando que a realidade, mesmo a natural, pode ser interpretada de várias maneiras. Vejamos , a seguir, por um método comparativo, a lógica tanto da classificação tradicional quanto da inovada.

Considerando os grandes compartimentos geológicos, da litosfera – escudo cristalino, bacia sedimentar e dobramentos modernos -, as classificações genéricas da estrutura geológica do Brasil, apontavam uma combinação de bacias sedimentares (64% do território) e escudos cristalinos (46%), e a inexistência de dobramentos modernos, encontráveis, na América do Sul somente em sua parte oeste (os Andes).

A nova proposta parte, da mesma base, apresentado apenas um dado diferente: os escudos cristalinos são divididos em duas partes, em razão das diferentes origens dessas rochas. A primeira delas são as plataformas, terrenos formados na chamada era Pré - Cambriana (abrangendo as eras Azóica, Aqueozóica e Proteozóica), portanto, entre 900 milhões e 4,5 bilhões de anos atrás. Trata-se de terras baixas e aplainadas, onde predominam rochas cristalinas.

A Segunda são os cinturões orogênicos, áreas que sofreram dobramentos antigos e ainda guardam traços serranos, como testemunho da movimentação ocorrida. No Brasil essas áreas datam também do período Pré-Cambriano, com predominio de rochas cristalinas.

Relevo Brasileiro
Formações geomorfológicas conhecidas como "cuestas", na Serra de Botucatu (SP).
Situadas em área de depressão muito erodida, elas resistiram porque são constituídas por materiais geológicos mais rígidos.

As cadeias orogenéticas que existiam no Brasil não se enquadram na compartimentação de dobramentos modernos, sendo mesmo muito diferentes destes. Como já dissemos, não há sentido para em destacar, para uma classificação genérica em escala planetária, todos os dobramentos antigos, já que eles perderam quase todas as suas características originais, a começar pela composição rochosa, agora metamorfizada. Mas, no caso do Brasil, o professor Jurandyr viu sentindo em dar esse destaque para melhor explicitar sua longa tipologia de planaltos e assim explicar as formas do nosso relevo.

Quanto às formas de relevo propriamente ditas, confrontando a classificação do professor Jurandyr com a tradicional, pode-se constatar as seguintes diferenças, que vão merecer explicação:

A classificação convencional identifica apenas planícies e planaltos, estes em áreas de escudos cristalinos e bacias sedimentares.

A nova classificação introduz uma terceira macrocompartimentação: as depressões.

A nova classificação identifica, na grande bacia sedimentar Amazônica, um grande trecho de planalto e uma enorme área de depressão, enquanto as classificações anteriores identificam essa área como planície; o mesmo ocorre em outras áreas de terras rebaixadas, que anteriormente eram identificadas como planícies e agora passaram a ser designadas como depressão.

Extensas áreas tradicionalmente caracterizadas como planaltos, na nova classificação são identificadas como grandes depressões. Consequentemente, a continuidade antes atribuída aos planaltos foi perdida.

Por exemplo: a extensa área designada como planalto Brasileiro, que dominava a parte central do território, na nova classificação ficou toda recortada e interrompida por depressões (veja os mapas abaixo).

Considerando a inclusão de mais um macrocompartimento de relevo – as depressões - , a perda de continuidade territorial dos planaltos e o destaque que o autor resolveu dar aos planaltos associados aos dobramentos pré – cambrianos, um dos resultados de sua proposta foi o aumento da nomenclatura dos segmentos de relevo, que costuma assustar os que imaginam ser necessário decorar todos esses nomes. Assim, temos planaltos identificados em associação com as bacias sedimentares, em associação com duas manifestações das plataformas (núcleos arqueados e cobertura residual de sedimentos) e em associação com os dobramentos antigos. Ao todo são onze planaltos. Além disso, temos onze depressões e seis planícies. Nomenclaturas anteriores raramente ultrapassavam oito nomes.

Estrutura Geológica do Brasil

Relevo Brasileiro

A nova proposta, segundo seu autor, baseia-se em uma interpretação genética da dinâmica do relevo brasileiro. Suas formas atuais são relevantes, mas importa mais saber quais os processos fundamentais que estão produzindo essas formas.

O princípio geral é o seguinte: a orogênese que deu origem aos dobramentos modernos na costa ocidental da América teria repercutido numa grande extensão do território brasileiro sob a forma de epirogênese, soerguendo as plataformas, os dobramentos antigos e as bacias sedimentares. O resultado foi uma elevação das bacias sedimentares mais ou menos no nível das plataformas cristalinas, o que explica por que o território brasileiro é marcado pelo predomínio planáltico de baixa altitude, com poucas planícies e sem grandes depressões interiores.

Ao longo de mais de 70 milhões de anos, as formas de relevo foram intensamente desgastadas pela erosão que se processou sob condições climáticas predominantemente quentes e úmidas. Mas o resultado da dinâmica erosiva não se deu em todos os lugares da mesma forma, e esse fator é, conforme o autor, a chave interpretativa e principal e descritiva do relevo brasileiro. O principal evento a ser destacado refere-se ao modo como se deu a erosão nas áreas em que havia contato entre os planaltos de terrenos cristalinos (plataformas ou dobramentos antigos, também chamados pelo autor de cinturões orogênicos) e os planaltos de rochas sedimentares, o que resultou em um rebaixamentos praticamente ocorrem ao longo de todo o território brasileiro. Nesses locais é que se encontram as depressões do relevo do Brasil.

As Grandes Estruturas do Território Brasileiro

Relevo Brasileiro

Tais depressões eram conhecidas, mas estavam identificadas como partes internas e mais rebaixadas dos planaltos. O autor da nova classificação, baseando-se em uma idéia muito mais real da verdadeira dimensão e do alcance territorial dessas formas, parece ter optado por dar às depressões status de macrocompartimentação. Mantê-las como uma subdivisão interna dos planaltos (quando eram chamadas de depressões periféricas) não fazia juz ao processo mais importante de moldagem externa do relevo brasileiro. Assim, parece-nos sensato e mais educativo para a compreensão da dinâmica da litosfera que se passe a considerar esses terrenos depressões de fato.

Por fim, resta a questão do “desaparecimento da planície Amazônica” , algo não tão surpreendente quanto parece. Planaltos são terras elevadas em relação ao nível do mar, superfícies mais ou menos planas, podendo até Ter aspecto serrano. Quanto à distancia, um planalto é uma compartimentação em que os processos erosivos superam o processo de sedimentação em sua formação atual. Por sua vez, as planícies são áreas.

Planas e baixas, próximas ao nível do mar, onde claramente o processo de deposição de sedimentos está sendo mais importante para sua configuração do que a erosão. Dando-se ênfase maior ao aspecto dinâmico, não se pode chamar de planicie terras nas quais a erosão tem sido o principal agente na morfogênese, mesmo que sejam terras baixas e planas.

A parte oriental da Amazônia, segundo o autor, é uma bacia sedimentar marcada “por um modelado de formas de tpos convexos ou planos [...]”. Essas formas raramente ultrapassam os 300 metros e foram erodidas sobre sedimentos do Terciário, que são relativamente recentes. Ao norte do chamado planalto da Amazônia oriental, na nova classificação existe uma frente de cuestas (escarpas típicas de erosão em bacias sedimentares que estão na borda das depressões); portanto, conceitualmente essa área deve ser mesmo considerada um planalto. Quanto à depressão da Amazônia ocidental, “ela existe terrenos em torno de 200 metros, com formas de topos planos ou levemente convexizados, esculpidos nos sedimentos terciário - quartenário da formação Solimões”.

Relevo Brasileiro ( Mapa Esquemático )

Relevo Brasileiro

Logo, a erosão é o processo que predomina na configuração final deste relevo. Assim, de acordo com o professor Jurandyr, não é correto indicar essa área como planície, embora seja isso que ela aparenta ser. Também não é constitui um planalto, pois é uma área muito deprimida, ou seja, rebaixada. Na nova classificação ela teve de ser chamada de depressão, embora não tenha tido a mesma gênese das outras depressões, terrenos soerguidos pela epirogênese do Terciário no nível dos planaltos cristalinos e, posteriormente, deprimidos pela ação erosiva.

Fonte: www.academia.g12.br

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