O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650, sobretudo no século XVI. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.
O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.
Ou seja, a partir do Renascimento, o ser humano passou a ser o grande foco das preocupações da vida e do imaginário dos artistas. O retrato, por exemplo, tornou-se um dos gêneros mais populares da pintura, utilizado, na ausência da fotografia, para o registro de pessoas e famílias nobres e burguesas.
Dentro desse universo de figurações, o auto-retrato se estabelece como um sub-gênero repleto de peculiaridades. Nele, o artista se retrata e se expressa, numa tentativa de leitura e transmissão de suas características físicas e sua interioridade emocional.
Ali também, na maneira como utiliza cores e pinceladas, no modo como desenha suas próprias formas e lhes atribui volumes e texturas, o artista constrói seus próprios comentários sobre a natureza e os atributos da arte.
Características gerais: Racionalidade; Dignidade do Ser Humano; Rigor Científico; Ideal Humanista; Reutilização das artes greco-romana.
Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias
e proporções que têm entre si os objetos vistos à
distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.
Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra,
esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.
Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o homem como
simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão
mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma
realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.
Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.
Outra característica da arte do Renascimento, em especial da pintura,
foi o surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais,
já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e,
consequentemente, pelo individualismo.
Por ter vivido muitos anos, o pintor Tiziano Vecellio, nos permite distinguir em sua trajetória períodos bem concretos em seu trabalho de criação, nos quais, de uma maneira ou outra, seu estilo foi variando das formas clássicas do Renascimento para as dinâmicas e livres pinceladas do Barroco.
Aos 9 anos, Ticiano começou como discípulo dos mosaicistas de San Zuccato. De 1500 a 1518, trabalhou como aprendiz no ateliê da família Bellini, para depois colaborar com Giorgione nos afrescos da escola do santo de Pádua. Seu estilo se mantinha, contudo, na linha de seus dois mestres: cores cálidas e esfumadas, contornos pouco acentuados e formas arredondadas.
Entre os anos 1516 e 1518, com as obras "A Assunção da Virgem" e "A Madona de Pesaro", Ticiano começou a trabalhar sozinho. Suas encomendas eram de clientes tão importantes como a família D’Este, os Gonzaga e os Farnese.
No ano de 1533, já se incluía entre os artistas da corte de Carlos V. Data dessa época seu famoso retrato, hoje na Pinacoteca de Munique.
Sua última fase criativa começou em meados do século XVI, quando o pintor trabalhava quase exclusivamente para Filipe II. Foi quando a composição assumiu grandes dimensões e ganhou dinamismo e expressividade. As pinceladas se tornaram mais soltas e difusas, a um ponto tal que somente de uma certa distância é possível apreciar a magnitude de sua técnica.
Ticiano revalorizou a cor como meio de transmitir estados de ânimo. Conta-se que seu famoso vermelho era o resultado de setenta camadas diferentes de tinta a óleo...
"Vênus de Urbino" foi pintada por Ticiano em 1538. Esta pose foi tomada da primeira pintura de Giorgione (abaixo) e é uma recriação de um clássico nu grego. Esta pintura incorpora cores e tons ricos e, com ela, o pintor se tornou famoso. Inicialmente uma revisão de "Vênus Dormindo" de Giorgione (pintada em 1510) é caracterizada pela quietude e por seu colorido refinado. Galeria Uffizi, Florença - Itália.


Selo emitido pela Itália em 1995 - "Sagrado e Profano Amor".
Conhecido também por G. Barbarelli ou Giorgio da Castelfranco, Giorgione foi o iniciador da escola veneziana. Influenciado por seu mestre Giovanni Bellini, abandonou a rigidez geométrica do Renascimento à qual antepôs a suave modelagem e a difusão dos contornos na luz.
Também se preocupou em revalorizar a simbologia da paisagem como expressão de estados de ânimo. Os dados biográficos de Giorgione são bastante confusos, e infelizmente são poucas as obras que trazem assinatura, o que torna extremamente difícil sua identificação.
Isso contribuiu para a formação, entre os críticos, de duas correntes históricas opostas: a Expansionista, que pretende declarar como pertencentes ao pintor todas as obras que estejam de acordo com o essencial de seu estilo, e a Restritiva, que limita o número de quadros aos assinados.
É improvável que essas teorias entrem em acordo quanto à totalidade da produção de Giorgione. No entanto, o pintor realmente deixou claro para a posteridade que o belíssimo quadro "A Tempestade" é obra de seu genial pincel.
Veja "A Tempestade", obra pintada em 1505, na página: As Dez Mais! Há também a famosa obra "Vênus Dormindo" pintada em 1510... Abaixo, "A Velha".

"A Velha" - Giorgione, Veneza
Parece que seu nome original foi Jacopo Robusti... Selo emitido pelo Paraguai em 1972 que mostra a obra "Auto-retrato". Museu do Estado, em Assunção.

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.
"Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício" (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura).
Ordens Arquitetônicas
Simetria
Arcos de Volta-Perfeita
Simplicidade na construção
A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas
Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso
fora da cidade), fortalezas (funções militares)
Exemplos na França, Paris: Igreja St. Etienne-du-Mont; Igreja St.-Eustache;
Fontaine des Innocentes; Pont Neuf. Exemplos na Espanha: Hostal de San Marcos.
Brunelleschi, é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da Catedral de Florença e a Capela Pazzi.
Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá.
Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze.
Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade
Proporção da figura mantendo a sua relação com
a realidade
Profundidade e perspectiva
Estudo do corpo e do caráter humano
Fonte: www.sergiosakall.com.br