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Renascimento



Renascimento (ou Renascença)

Período: entre 1.400 d.C. e 1.600 d.C. que intensificou a produção artística e científica na Europa

O historiador francês Michelet (1798-1874) definiu pela primeira vez o termo “Renascimento” ao reportar-se a esta época da história européia. Pouco tempo depois, Jacob Burckhardt (1818-1897) publicou A Civilização do Renascimento Italiano (1860), conferindo ao vocábulo "foros de cidade" nos meios científicos. Denomina o Renascimento como um movimento cultural que estabeleceu a transição do mundo medieval para o moderno, definindo os seus aspectos fundamentais.

Durante os séculos XIV e XV, as cidades italianas como, por exemplo Gênova, Veneza e Florença, passam a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Estes ricos comerciantes começam a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. Por isso, a Itália é conhecida como o berço do Renascentismo. Porém, este movimento cultural não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Países Baixos

O espírito renascentista expressou-se desde cedo no Humanismo, movimento intelectual que teve início e alcançou seu apogeu na Itália. A intenção do humanismo era desenvolver no homem o espírito crítico e a plena confiança em suas possibilidades, condições que lhe haviam sido proibidas durante a época medieval

Foram aperfeiçoados inventos orientais como a pólvora e a bússola, que permitiu os grandes descobrimentos geográficos; foi inventada a Imprensa, desenvolveu-se a cartografia, houve avanço na arte da navegação, despertou-se o espírito dinâmico e curioso do homem moderno para os grandes descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, nos quais espanhóis e portugueses tiveram papel preponderante. Descobriu-se a Améria e o Brasil.

Aspectos fundamentais

Regresso à natureza

Substituição da concepção teocêntrica pela antropocêntrica; O homem deixa de pensar o universo em função de Deus, tornando-se senhor do seu destino, enquanto a natureza por ele contemplada surge como um ente divinizado.

Valorização da cultura greco-romana

Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais.

As qualidades mais valorizadas no ser humano passam a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico

A razão e a natureza passam a ser valorizados com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.

Imitação Clássica

Retorno à cultura e civilização clássicas, o que favorece o estudo do grego e do latim, a recuperação do Direito Romano na jurisprudência, o triunfo do "dolce stile nuovo" na literatura, a preferência pelas formas arquitetônicas e decorativas greco-romanas na arte, etc.

Individualismo

Colocado no centro do mundo, o homem sente-se orgulhoso das suas capacidades intelectuais e tende a valorizar o espírito de iniciativa de cada indivíduo. Em História todos as divisões cronológicas são arbitrárias. O período renascentista não foge a essa regra. Nem todos os intelectuais e artistas que viveram no século XV participaram destas idéias: Sandro Boticelli (1444-1510) e Miguel Ângelo (1475-1564) comungaram dos valores renascentistas, mas Hieronymus Bosch (1460-1516), contemporâneo de ambos, mostra-nos nas suas telas visões terríveis que ainda são tributárias das superstições medievais.

Florença torna-se o centro das artes liberais, que estavam quase extintas:

Gramática

Poesia

Retórica

Pintura

Escultura

Arquitetura

Música

Aumento importante dos conhecimentos matemáticos e geométricos

Assim como a descoberta e transcrição de vários manuscritos clássicos permitiram um melhor conhecimento das gramáticas grega e latina, tornando possível a edição de textos expurgados dos erros cometidos pelos sucessivos copistas medievais.

Principais representantes do Renascimento Italiano e suas principais obras

Michelângelo Buonarroti (1475-1564)

Destacou-se em arquitetura, pintura e escultura.Obras principais: Davi, Pietá, Moisés, pinturas da Capela Sistina

Rafael Sanzio (1483-1520)

Pintou várias madonas (representações da Virgem Maria com o menino Jesus)

Leonardo da Vinci (1452-1519)

Pintor, escultor, cientista, engenheiro, físico, escritor, etc. Obras principais :Mona Lisa, Última Ceia

Na área científica

Nos estudos de astronomia o polonês Nicolau Copérnico defendeu a revolucionária idéia do heliocentrismo, que defendia que o Sol estava no centro do sistema solar. Copérnico também estudou os movimentos das estrelas.

O italiano Galileu Galilei desenvolveu instrumentos ópticos, e construiu telescópios para aprimorar o estudo celeste. Defendeu também a idéia de que a Terra girava em torno do Sol. Este motivo fez com que Galilei fosse perseguido, preso e condenado pela Igreja Católica, que considerava esta idéia como sendo uma heresia. Galileu teve que desmentir suas idéias para fugir da fogueira; Somente no final do século XX, o Papa João Paulo II oficializou o pedido de desculpas pelo erro da Igreja.

A valorização artística

As grandes viagens e conquistas fizeram com que o contato mercantil com a Ásia ampliasse o comércio e permitisse a diversificação de produtos de consumo para a Europa e com o Oriente, com isso muitos comerciantes europeus fizeram fortunas. Passaram a investir na produção artísticas dos escultores, músicos, pintores, arquitetos, escritores, etc.

Os governantes e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas

Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual . Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.

A igreja passou a investir nos artistas e encomendar obras, principalmente afrescos, para evangelizar pela imagem, uma vez que a maioria da população não sabia ler.

Renascimento Florentino

No séc. XV o homem torna-se o centro do universo, e o mundo mede-se por sua escala. A inteligência é a primeira de suas qualidades e em muitos casos substitui a fé. O realismo faz-se intelectual na pintura graças ao descobrimento das Leis de Perspectiva . É desta época a arquitetura que privilegia o tipo de igreja abobodada, com cúpula sobre o cruzeiro que será imitada durante séculos. Os escultores da Florença dos Quatrocentos honraram seu humanismo deixando as mais belas representações do corpo humano que se havia feito desde a Grécia antiga.

Renascimento Romano

Em Roma são os papas que protegem os grandes artistas. O renascimento se transforma, perde o ar delicadamente espiritual do tipo florentino, tornando-se por vezes luxuoso. Com o sentido da proporção, o equilíbrio, a perspectiva e a lógica pretendeu o renascimento um universo perfeito dirigido pela mente humana no qual o indivíduo se sentisse seguro e feliz.

Principais características do Renascimento nas expressões artísticas

ARQUITETURA

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque

Ordens Arquitetônicas: Arcos de Volta-Perfeita; Simplicidade na construção; A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas; Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares)

O principal arquiteto renascentista foi Brunelleschi - é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi

ESCULTURA

Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio

Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI.

Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá

Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura.

Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze

Principais Características

Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade

Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade

Profundidade e perspectiva

Estudo do corpo e do caráter humano

O Renascimento Italiano se espalha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas.

São eles:

Dürer

Hans Holbein

Bosch

Bruegel

PINTURA

Principais características

Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria

Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos

Realismo: o artistas do Renascimento não vêem mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus; E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente e não apenas admirada

Tela e tinta a óleo: Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo

Obras independentes: Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes

Estilo pessoal: os artistas expressam suas obras com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo

Simetria: as pinturas são diagramadas de forma que o tema é composto por partes simétricas, se cobrirmos a metade da tela, a outra metade ainda aparece como uma obra completa

Diagramação triangular: a composição das imagens é montada de forma triangular, de forma que, na base do triângulo são inseridos os elementos de sustentação para o conteúdo temático; no ângulo superior é colocado o elemento mais importante do tema, de forma que o expectador perceba o elemento de importância em destaque

Uso de linhas: com o uso das linhas percebidas no desenho, faz com que o expectador dirija seu olhar para pontos pré-determinados da tela, numa seqüência ordenada, previamente definida.

Beleza Helenística: como o homem é o centro do universo, passa a ser retratado com feições angelicais e proporções muito realistas com relação ao corpo humano

Principais pintores

Botticelli: os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.

Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus.

Leonardo da Vinci: dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.

Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos, a Monalisa; A Última Ceia.

Michelangelo: entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem

Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família

Rafael: suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”.

Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã.

Informações interessantes

A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). E é na própria Capela que se faz o Conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder a eleição do próximo.

Lareira que produz fumaça negra - que o Papa ainda não foi escolhido

Fumaça branca - que o Papa acaba de ser escolhido, avisa o povo na Praça de São Pedro, no Vaticano

Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem, pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo, assim como Leonardo da Vinci, sabia exatamente a posição de cada músculo, cada tendão, cada veia

Além de pintor, Leonardo da Vinci, foi grande inventor. Dentre as suas invenções estão: “Parafuso Aéreo”, primitiva versão do helicóptero, a ponte elevadiça, o escafandro, um modelo de asa-delta, etc.

Quando deparamos com o quadro da famosa MONALISA não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar, parece que ele nos persegue. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado, pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para a frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. Isso acontece porque os quadros são lisos. Se olharmos para a Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para a frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente.

Renascimento

Inspirando-se nas obras da Antigüidade Clássica, os artistas renascentistas deram aos seus trabalhos equilíbrio e elegância, procurando, juntamente com os temas religiosos, explorar a mitologia e as cenas do cotidiano.

O grande vulto da Escola de Roma foi Leonardo da Vinci, autor de quadros como "Mona Lisa" e "Santa Ceia", a ele atribui-se estudos que anteciparam importantes inventos e conhecimentos técnico-científicos - como o avião, o helicóptero e o submarino.

Outro notável artista foi Michelangelo que projetou a cúpula da Basílica de São Pedro (em Roma) e pintou inúmeros afrescos na Capela Sistina, como "O Juízo Final".

As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.

Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.

Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual . Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.

Fonte: www.willians.pro.br

Renascimento

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Renascimento

O pensamento medieval, dominado pela religião, cede lugar a uma cultura voltada para os valores do indivíduo. Os artistas, inspirando-se uma vez mais no legado clássico grego, buscam as dimensões ideais da figura humana e a representação fiel da realidade. Esse período corresponde à Baixa Idade Média e início da Idade Moderna (do século XIII ao XVI) e pode ser dividido em Duocento (1200 a 1299), Trecento (1300 a 1399), Quattrocento (1400 a 1499) e Cinquecento (1500 a 1599).

Duocento e Trecento

No século XIII, o gótico começa a dar lugar para uma arte que resgata a escala humana. São as primeiras manifestações do que, mais tarde, se chamaria Renascimento.

A principal característica dessa mudança é o surgimento da ilusão de profundidade nas obras. Em Siena, Duccio da Buoninsegna e, em Florença, Cimabue e sobretudo seu aluno Giotto são os pioneiros desse novo mundo. Nos afrescos de Giotto, na igreja de Santa Croce, em Florença, por exemplo, pode-se ver figuras mais sólidas do que as góticas, situadas em ambientes arquitetonicamente precisos, dando impressão de existência concreta: é o nascimento do naturalismo. No século XIV, escultores como Donatello (o "Michelangelo" do Trecento) aprimoram a técnica.

Giotto da Bondone (1266?-1337?)

Pintor e arquiteto italiano. Nasce em Florença, estuda com o pintor Cimabue, com quem trabalha também em Roma, e se torna um dos principais artistas de sua época. Os afrescos de Santa Croce e a torre do Duomo são suas principais obras em sua cidade natal. Revoluciona a arte ao conseguir dar expressão e profundidade às figuras humanas.

Quattrocento

No século XV, Piero della Francesca (afrescos na catedral de Arezzo) desenvolve uma pintura impessoal e solene, misturando figuras geométricas e cores intensas. O arquiteto e escultor Filippo Brunelleschi, criador da cúpula do Duomo de Florença, concebe a perspectiva, artifício geométrico que cria a ilusão de tridimensionalidade numa superfície plana. Defende a técnica e seus princípios matemáticos em tratados. A ela aderem artistas como Paolo Uccello (Batalha de São Romano), Sandro Botticelli (Nascimento de Vênus), Leonardo da Vinci (Mona Lisa), Rafael Sanzio (Madona com menino) e Michelangelo (Davi, Moisés e Pietá; teto e parede da Capela Sistina, no Vaticano; cúpula da Basílica de São Pedro). Michelangelo chega a um grau de sofisticação representativa que prenuncia o barroco em suas figuras. Na Bélgica e Holanda, nesse período, surgem os representantes do renascimento flamengo como Jan van Eyck, Hans Memling e Rogier van der Weyden, que desenvolvem a pintura a óleo.

Donatello (1386?-1466)

Escultor italiano. Donatto di Bardi nasce em Florença, começa como ourives e aos 17 anos aprende a esculpir em mármore. Inicia-se, como assistente, nas portas do batistério de Florença e realiza uma obra imensa. Esculturas como Davi, Madalena e São Jorge estão entre as mais marcantes, por seu poder de produzir tensão emocional.

Leonardo da Vinci (1452-1519)

Artista, arquiteto, inventor e escritor italiano. Nasce em Florença, se torna aprendiz de Andrea Verrocchio e recebe a proteção de Lorenzo de Medici. Entre 1482 e 1499 vive em Milão, onde pinta o afresco da Última ceia. Em Florença, entre 1503 e 1506, pinta a Mona Lisa. Vive em Roma, entre 1513 e 1517, onde se envolve em intrigas do Vaticano, e decide ir se juntar à corte do rei francês Francisco I. Nos estudos científicos, prenuncia a invenção de peças modernas como o escafandro, o helicóptero e o pára-quedas. Seu Tratado sobre a pintura é um dos livros mais influentes da história da arte. O maior representante do Renascimento, Da Vinci inaugura o antropomorfismo em sua arte e pensamento: "O homem é a medida de todas as coisas".

Michelangelo Buonarroti (1475-1564)

Escultor, pintor, poeta e arquiteto italiano. Nasce em Caprese, estuda em Florença e ganha a proteção de Lorenzo Medici. Em Roma, aos 23 anos, inicia a Pietá. De volta a Florença, esculpe Davi e pinta A Sagrada Família. Em 1508 começa a pintar sozinho os afrescos do teto da Capela Sistina, trabalho que dura quatro anos. Em 1538 pinta a parede do Juízo Final, na mesma capela. Oito anos depois, projeta a cúpula da Basílica de São Pedro. Ao mesmo tempo, retoma a Pietá e esculpe também a Pietá Palestrina e a Pietá Rondanini.

Cinquecento

Em Veneza, no século XVI, com pintores como Tintoretto, com sua grandiosidade, Ticiano, com seu uso de cores, Veronèse, com seu senso espacial, e Giorgione, com sua expressividade, começa a última fase do Renascimento. Abandonam a primazia da forma sobre a cor e a perspectiva rigorosa. Na Espanha, influenciado por Tintoretto, El Greco (pseudônimo de Domenico Theotokopoulos) alonga as figuras, usa cores mais expressivas e contrastes dramáticos de luz e sombra (O enterro do conde de Orgaz). Na França, além do maneirismo (o naturalismo levado ao máximo de detalhes e efeitos) da Escola de Fontainebleau, destacam-se os retratos alegóricos de François Clouet (Diana). Na Holanda, Pieter Bruegel cria uma rica pintura narrativa, documentando costumes de época (Caçadores na neve), e Hieronymus Bosch pinta figuras oníricas, em cenários fantásticos, repletos de simbolismo (O jardim das delícias terrenas). Na Alemanha, surge uma pintura mais clássica, próxima do renascimento romano-florentino.

O grande mestre é Albrecht Dürer, que influencia Lucas Cranach, Albrecht Altdorfer, Matthias Grünewald e os dois Hans Holbein, pai e filho.

Jacopo Robusti Tintoretto (1515-1594)

Pintor italiano. Nasce em Veneza. Pouco se sabe de sua vida. Em 1564, pinta cenas do Velho Testamento no teto da irmandade de San Rocco, da qual é membro. Influenciado por Michelangelo e Ticiano, experimenta composições grandiosas e efeitos de luz que influenciam a arte posterior. Revoluciona a forma narrativa, modificando a hierarquia clássica das histórias religiosas.

Referências

ANDRADE, Mário de. Aspectos das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Martins, 1965.
SOUZA, Alcídio Mafra de. Artes plásticas na escola. 5.ed. Rio de Janeiro: Bloch, 1974.
SANTOS, João Carlos Lopes dos. O manual do mercado de arte: uma visão profissional das artes plásticas e seus fundamentos práticos. São Paulo: Julio Louzada, 1999
PIJOAN, Jose. História da arte. (Rio de Janeiro): Salvat, c1978.
CAVALCANTI, Carlos. História das artes: curso elementar. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
BARRAL I ALTET, Xavier. História da arte. Campinas, SP: Papirus, 1990

Fonte: www.brasilcultura.com.br

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