O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.
O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento.
Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.
Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.
“Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura)
A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas
Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares)
Brunelleschi - é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi.
Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.
Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.
Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.
Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.
Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes.
Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo.
Botticelli - os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.
Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus.
Ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.
Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa.
Entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem.
Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família
Suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”.
Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã.
Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá.
Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze.
A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). E é na própria Capela que se faz o Conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder a eleição do próximo. Lareira que produz fumaça negra - que o Papa ainda não foi escolhido; fumaça branca - que o Papa acaba de ser escolhido, avisa o povo na Praça de São Pedro, no Vaticano
Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem, pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo, assim como Leonardo da Vinci, sabia exatamente a posição de cada músculo, cada tendão, cada veia.
Além de pintor, Leonardo da Vinci, foi grande inventor. Dentre as suas invenções estão: “Parafuso Aéreo”, primitiva versão do helicóptero, a ponte elevadiça, o escafandro, um modelo de asa-delta, etc.
Quando deparamos com o quadro da famosa MONALISA não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar, parece que ele nos persegue. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado, pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para a frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. Isso acontece porque os quadros são lisos. Se olharmos para a Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para a frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente.
Fonte: www.historiadaarte.com.br
Durante muitos séculos os romanos dominaram meio mundo e exerceram sua poderosa influência sobre todos os outros povos.
Os romanos, pelo uso do poder e da força, espalharam pelo mundo ocidental e parte do Oriente, a cultura, a arte e o valor do conhecimento filosófico e científico. Com a queda do Império Romano, veio também o caos, a desorganização social e econômica e a Europa viveu um período de retrocesso e obscurantismo.
Muito do conhecimento foi perdido e esse período foi realmente uma idade de trevas para o mundo ocidental. Não é que a arte e a cultura tenham deixado de existir, mas em um mundo caótico e desorganizado, mais valia tinha a espada e a força.
Período fascinante da história, a Idade Média foi uma descida da civilização ao fundo do poço antes de um ressurgimento cultural e político. Sou fascinada por esse período da história, por todas as tramas entre reis, condes, duques, papas, arcebispos, banqueiros e sabe-se lá mais o que, que movimentaram as invasões, a formação de organizações militares e religiosas, os novos impérios e nações, o movimento das cruzadas, as guerras com o Oriente, a guerra dos 100 anos...
Meu Deus, como a história é fascinante. Entretanto, sob o ponto de vista do desenvolvimento artístico e cultural, só o último período da Idade Média teve um saldo realmente positivo.

Telas de Rafaello Sanzio ( Raphael). O artista tem várias telas
com esse tema de uma mulher segurando uma criança nua e mais um rosto
participativo.
O renascimento, é exatamente o que aconteceu nesse último período, quando as condições sociais, econômicas e políticas se conjugaram para o reflorescimento da cultura e da arte, em todas as suas formas. A compreensão mais profunda desse fenômeno merece um estudo maior do que o espaço e o objetivo de CyberArtes mas, podemos dizer que o renascimento é o período que, por dois séculos, e iniciando no século XV, possibilitou o ressurgimento de todas as formas de pensamento, da filosofia e das artes em todos os seus múltiplos segmentos. Com nações estabilizadas, definidas e as condições favoráveis, surgiram músicos, pintores, escultores, escritores, poetas, arquitetos, filósofos, pensadores, artesãos e cientistas, em todos os lugares. Novos conhecimentos possibilitaram novas realizações em uma demonstração de que a ciência interfere poderosamente nas possibilidades da arte. Com a evolução da geometria, veio a possibilidade da perspectiva, do melhor uso das cores e sombras. Parece tolice? Pois não é.
Detalhes da Capela Sistina que consagrou definitivamente Michelangelo. (Michelangelo Buonarroti)

A pintura renascentista desprendeu-se um pouco da religiosidade e procurou retratar mais a realidade do mundo. Grandes nomes floresceram nessa época e perpetuaram-se na nossa cultura.
O renascimento, não por acaso mas, pelo aspecto de haver sido o berço da poderosa civilização romana, surgiu na Itália e Florença pode ser considerada a capital do renascimento. Desse período inicial temos Donatello e Masaccio mas, os verdadeiros gigantes viriam bem depois. Leonardo da Vinci, Bramante, Michelangelo, Raphael, Ticiano, todos, nomes facilmente reconhecidos e lembrados, mesmo por quem não é estudioso do assunto. A imagem da Monalisa (La Gioconda) ainda hoje é como um ícone da arte, tanto que nós a utilizamos para chamar a atenção sobre CyberArtes no site CyberLand. Basta os olhos, para todas as pessoas a reconhecerem.
Leonardo da Vinci tem muitas telas retratando damas da corte. Todas de grande beleza.


Leonardo da Vinci foi, alem de um grande artista, um projetista, arquiteto, cientista, engenheiro, enfim, um criador e inventor. Mais do que isso, um grande sonhador e uma alavanca do pensamento humano. Acho que, mais do que ninguém, foi o grande representante do renascimento.
Os esboços e desenhos técnicos feitos por ele são preciosos e em grande número.
Vi uma exposição em um curso de italiano cujo nome não lembro, aqui em Recife, que apresentava reproduções dos desenhos técnicos de da Vinci. Pareceram-me fantásticos para a época em que foram idealizados. Máquinas de voar, para construir parafusos, para transmitir movimento e um monte de outras coisas. Parecem sofisticados manuais técnicos da indústria moderna. Claro que eu não compreendi bem todos os princípios mas viajei legal em algumas coisas. A exposição, tremendamente mal organizada, foi salva pelos desenhos de da Vinci. Eu nem sei se algumas daquelas coisas funcionam mas certamente foram inspiração para muitas invenções feitas depois dele. A ciência, como a arte, se constrói assim, aos pedaços.
Fonte: www.cyberartes.com.br