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Reprodução Animal

 

 

A reprodução assexuada

A reprodução é um ponto culminante maravilhoso da transcendência individual. Organismos individuais, organismos "transcendem" tempo de ir e vir, mas, até certo ponto, reproduzindo prole. Vamos dar uma olhada em reprodução em animais.

O que é reprodução?

Em poucas palavras, a reprodução é a criação de um novo indivíduo ou indivíduos de indivíduos previamente existentes.

Em animais, isso pode ocorrer de duas maneiras principais: através da reprodução assexuada e através da reprodução sexual.

A reprodução assexuada

Na reprodução assexuada, um indivíduo produz filhotes que são geneticamente idêntico a si mesmo. Estes descendentes são produzidos por mitose.

Existem muitos invertebrados, incluindo estrelas do mar e anêmonas do mar, por exemplo, que se produzem por reprodução assexuada.

As formas mais comuns de reprodução assexuada incluem:

Brotamento

Nesta forma de reprodução assexuada, um filho cresce fora do corpo do pai.
Hydras apresentar este tipo de reprodução.

Gêmulas (Gemas internas)

Nesta forma de reprodução assexuada, um pai libera uma massa especializada de células que podem se desenvolver em prole.
Esponjas apresentam esse tipo de reprodução.

Fragmentação

Neste tipo de reprodução, o corpo da mãe divide em pedaços distintos, cada um dos quais pode produzir uma descendência.
As planárias apresentam esse tipo de reprodução.

Regeneração

Na regeneração, se um pedaço de um dos pais é individual, ele pode crescer e se desenvolver completamente em um novo indivíduo.
Equinodermos apresentam esse tipo de reprodução.

Partenogênese

Este tipo de reprodução envolve o desenvolvimento de um ovo que não foi fertilizado em um indivíduo.
Animais como a maioria dos tipos de vespas, abelhas e formigas que não possuem cromossomos sexuais se reproduzem por este processo. Alguns répteis e peixes também são capazes de reproduzir desta forma.

Vantagens e Desvantagens da reprodução assexuada

A reprodução assexuada pode ser muito vantajosa para certos animais. Os animais que permanecem em um determinado lugar e são incapazes de olhar para companheiros precisariam se reproduzem assexuadamente. Outra vantagem da reprodução assexuada é que a prole numerosa pode ser produzido sem "custando" o pai de uma grande quantidade de energia e tempo. Ambientes que são estáveis ??e experimentam pouca mudança são os melhores lugares para os organismos que se reproduzem assexuadamente. Uma desvantagem deste tipo de reprodução é a ausência de variabilidade genética. Todos os organismos são geneticamente idênticos e, portanto, compartilham as mesmas deficiências. Se o ambiente estável muda, as consequências podem ser mortais para todos os indivíduos.

A reprodução assexuada em outros organismos

Animais não são os únicos organismos que se reproduzem assexuadamente. Leveduras, plantas e bactérias, são capazes de reprodução assexuada.

Reprodução assexuada bacteriana ocorre mais frequentemente por uma espécie de divisão celular chamado fissão binária. Uma vez que as células produzidas por meio deste tipo de reprodução sejam idênticos, eles são sensíveis para os mesmos tipos de antibióticos.

Reprodução Sexual

Reprodução

Organismos individuais vêm e vão, mas, até certo ponto, os organismos transcender o tempo através de produzir descendentes.

A reprodução em animais ocorre de duas maneiras principais: através da reprodução sexual e através de reprodução assexuada.

Na reprodução sexual, dois indivíduos produzir descendentes que têm características genéticas de ambos os pais. A reprodução sexual introduz novos genes combinações em uma população através de recombinação genética .

Gametas

Em animais, a reprodução sexual engloba a fusão de dois distintos gâmetas (células sexuais) para formar um zigoto. Gâmetas são produzidos por um tipo de divisão celular chamado meiose.

Os gametas são haplóides (contendo apenas um conjunto de cromossomos), enquanto o zigoto é diplóide (contendo dois conjuntos de cromossomos).

Na maioria dos casos, o macho célula sexo , chamado o spermatozoan, é relativamente móveis e, geralmente, tem um flagelo . Por outro lado, o gameta feminino, chamado o óvulo, é não-móveis e relativamente grande em comparação com o gâmeta masculino.

Tipos de Fertilização

Existem dois mecanismos pelos quais a fertilização pode ocorrer:

O primeiro é externo (os ovos são fertilizados fora do corpo);
A segunda é interna (os ovos são fertilizados dentro do trato reprodutivo feminino).

Fonte: biology.about.com

Reprodução Animal

A reprodução é um dos traços mais característicos dos organismos vivos.

A vida não existiria na Terra, se as plantas e os animais não se reproduzissem para fazer sua prole.

Ao se reproduzir, um organismo vivo pode ter certeza de que terá um outro indivíduo de seu tipo para tomar o seu lugar quando ele morrer. Desta forma uma espécie de organismo garante a sua sobrevivência.

Uma espécie é um tipo particular de organismo. Por exemplo, um cavalo é uma espécie e uma zebra é uma outra espécie. Uma espécie que não pode reproduzir descendentes suficiente irá desaparecer para sempre da face da Terra - que será extinto. Isso já aconteceu muitas vezes no passado. O exemplo mais conhecido de animais que se tornaram extintos são os dinossauros. Os dinossauros eram um grupo de répteis que misteriosamente foram extintos 60 milhões de anos.

Felizmente, sempre houve um outro tipo de organismo vivo para substituir aqueles que se extinguem. No caso dos dinossauros eles deixaram a Terra para o grupo de animais que pertencem, os mamíferos.

O que é

A reprodução permite que os animais originem novos seres semelhantes a si próprios.

Existem dois tipos de reprodução:

Reprodução Assexuada
Reprodução Sexuada

Implica apenas um progenitor. Geralmente o novo ser tem origem a partir de um fragmento do progenitor. Neste caso os descendentes são idênticos ao progenitor, ou seja, não há variedade.

Bipartição: Protozoários: Consiste na divisão do organismo em duas metades mais ou menos iguais, as quais posteriormente crescem para o tamanho normal do indivíduo.

Gemulação: Esponjas: O organismo filho surge a partir de uma gema ou gomo, que crescerá até atingir o tamanho adulto. O descendente pode libertar-se do progenitor.

Fragmentação: equinodermes: O indivíduo divide-se em diversos pedaços, independentemente da composição interna de cada um deles, e cada um irá regenerar um indivíduo completo.

Implica dois progenitores e envolve a união (fertilização/ fecundação) das células sexuais de sexos diferentes (espermatozóides e óvulos) para produzir o zigoto (ovo fertilizado) que origina o novo ser. Origina descendentes semelhantes mas não idênticos, ou seja, há variedade.

O encontro entre o óvulo e o espermatozóide.

Pode dar-se no interior do corpo do animal:

FECUNDAÇÃO INTERNA: Em certas ocasiões o acasalamento é algo muito perigoso para o macho… Alguns insetos machos, como o louva-a-deus, arriscam-se a perder a vida para acasalar. Muitas vezes são mortos pelas fêmeas. Pode dar-se no exterior do corpo do animal.
FECUNDAÇÃO EXTERNA
: Depois do acasalamento e da fecundação o ovo ou zigoto divide-se sucessivamente de modo a originar um novo ser.

Fonte: pt.scribd.com

Reprodução Animal

Os animais, assim como todos os seres vivos, são capazes de se reproduzir. Isso significa que eles podem dar origem a novos indivíduos de sua espécie, permitindo que elas continuem a existir.

A reprodução dos animais pode ser:

ASSEXUADA

Na reprodução assexuada, uma célula (ou mais) se desprende do corpo do animal e se desenvolve, formando um novo ser vivo.

Tipos de reprodução assexuada:

Fragmentação ou regeneração: Um novo indivíduo é formado por fragmentação a partir de um pedaço que se desprendeu acidentalmente do corpo de um indivíduo adulto. Ela ocorre em esponjas; em alguns platelmintos, como as planárias; e em alguns equinodermos, como a estrela-do-mar.
Brotamento:
Formam-se, no corpo de indivíduos adultos, brotos que depois se desprendem e dão origem a novos indivíduos. Ocorre em esponjas.
Gemulação:
Ocorre a formação de estruturas chamadas gêmulas, quando o ambiente está muito alterado. Dessa forma, quando o ambiente volta ao normal, elas se desenvolvem e formam novos seres vivos. Ocorre em esponjas e celenterados.

SEXUADA

Na reprodução sexuada há a união de duas células, uma masculina e outra feminina, chamadas gametas.

Ela ocorre em todos os grupos de animais, até mesmo entre aqueles que se reproduzem de forma assexuada, como as esponjas, celenterados e equinodermos.

Tipos de reprodução sexuada

A reprodução sexuada pode acontecer entre indivíduos de sexos diferentes, ou seja: machos e fêmeas, que é o caso da maioria dos animais que conhecemos.

Ela também pode ocorrer entre indivíduos que possuem os dois sexos, chamados hermafroditos. A minhoca é um exemplo de animal hermafrodito.

A fecundação, ou seja, o encontro entre os gametas, pode ocorrer no ambiente (fecundação externa), ou a partir do contato corporal entre os dois indivíduos, geralmente dentro do corpo da fêmea (fecundação interna).

Além disso, na reprodução sexuada, os novos animais podem se desenvolver e nascer a partir de ovos (animais ovíparos), ou dentro do corpo de um dos pais, geralmente da fêmea (animais vivíparos).

Depois de nascidos, se os filhotes são bem parecidos com os adultos de sua espécie, só que de tamanho pequeno, dizemos que eles têm desenvolvimento direto.

Falamos que uma espécie animal tem desenvolvimento indireto quando os filhotes não se parecem nem um pouco com os adultos de sua espécie, e passam por mudanças corporais grandes até se tornarem adultos. Esse é o caso de alguns anfíbios, e também das borboletas e mariposas que, de lagartas, passam por algumas etapas até se tornarem animais com asas.

Curiosidade

A partir do que foi explicado, podemos concluir que a reprodução dos seres humanos é sexuada, com fecundação interna, os filhos se desenvolvem e nascem de dentro do corpo da mãe (viviparidade), e o desenvolvimento é direto.

Mariana Araguaia

Fonte: www.escolakids.com

Reprodução Animal

Tempo de gestação nas diferentes espécies

A palavra gestação originou-se do latim gestatione, que segundo o Dicionário Aurélio, refere-se ao "tempo de desenvolvimento do embrião no útero, desde a concepção até o nascimento". Portanto, se analisarmos pela ótica biológica, veremos que este conceito deve ser somente aplicado, para os animais que apresentam útero, como parte integrante de seu sistema reprodutor, ou seja, os mamíferos.

Porém, a palavra é intensamente utilizada, de forma errônea, para descrever o processo de geração de indivíduos, de grupos completamente diferentes, como por exemplo, os répteis, as aves e até mesmo os invertebrados.

Mas qual é a forma correta, para denominar o processo nestes grupos? Bom, quando se tratar de répteis (determinadas ordens, como a das tartarugas, crocodilos e serpentes), aves e certos anfíbios (cobras-cega, por exemplo), o termo adequado é a incubação. Neste processo, a fêmea (geralmente) se posiciona sobre os ovos, para que estes se mantenham aquecidos, e não percam sua temperatura ideal durante a fase.

No caso dos invertebrados, se utiliza o termo desenvolvimento.

Quando estudamos o grupo dos insetos, devemos lembrar que o "desenvolvimento" é dividido em dois períodos: o período embrionário (desenvolvimento no interior do ovo) e o período pós-embrionário (onde o individuo se desenvolve, passando por fases de larva ou ninfa, até chegar a adulta). Em outros invertebrados, não ocorre o estádio de ninfa, pois é exclusivo dos insetos.

Como acabamos de ver as formas corretas para tratar o processo, nos diferentes grupos animais, veremos agora, alguns representantes (exóticos e nacionais) e seus particulares períodos de desenvolvimento. É importante dizer, que estes períodos, poderão variar de acordo com a espécie e das condições ambientais do habitat em questão.

Mamíferos (Gestação)

Anta (Tapirus terrestris) 399 dias
Babuíno (Papio spp.) 180 a 210 dias
Baleia-jubarte (Megaptera novaeanglia) 365 a 440 dias
Beluga (Delphinapterus leucas) 330 dias
Boi (Bos taurus) 285 dias
Búfalo (Bubalus bubalis) 300 dias
Cabra (Capra hircus 150 dias
Cachorro (Canis familiaris) 63 dias
Camelo (Camelus spp.) 360 a 440 dias
Canguru (Macropus spp.) 200 dias
Capivara (Hidrochoeris hydrochaeris) 160 dias
Cateto (Tayassu tajacu) 145 dias
Cavalo (Equus cabalus) 340 dias
Chinchila (Chinchila laniger) 120 dias
Chimpanzé (Pan troglodytes) 237 dias
Coelho (Oryctolagus cuniculus) 29 a 31 dias
Coala (Phascolarctos cinereus) 33 a 36 dias
Cutia (Dasyprocta spp.) 120 dias
Diabo-da-Tasmânia (Sarcophilus harrisi ) 20 a 30 dias
Elefante-africano (Loxodonta africana) 660 a 720 dias
Elefante-indiano (Elephas maximus) 624 dias
Esquilo (Scirus spp.) 44 dias
Gato (Felis catus) 58 a 60 dias
Girafa (Giraffa camelopardalis) 400 a 450 dias
Golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) 365 dias
Gorila (Gorila gorilla) 251 a 289 dias
Hamster (Cricetus cricetus) 16 dias
Hiena (Crocuta crocuta) 100 dias
Hipopótamo (Hippopotamus amphibius) 240 dias
Homem (Homo sapiens sapiens ) 270 dias
Jaguatitica (Leopardus pardalis) 60 a 75 dias
Jumento (Equus asinus) 365 dias
Leão ( Panthera leo) 100 dias
Leão-marinho (Otarya byronia) 365 dias
Lhama (Lama glama ) 365 dias
Leopardo (Panthera pardus) 98 dias
Lince (Felis spp.) 50 dias
Lobo (Canis lupus) 63 dias
Lontra (Lutra longicaudis) 60 a 63 dias
Macaco-prego ( Cebus spp.) 170 dias
Macaco-aranha ( Ateles belzebuth ) 210 a 300 dias
Morcego-de-cauda-livre ( Molussus molussus) 180 a 210 dias
Muriqui ou Mono-carvoeiro (Brachyteles arachnoides) 210 a 240 dias
Musaranho (Sorex araneus) 20 a 30 dias
Onça-pintada (Panthera onca) 100 dias
Orangotango (Pongo pygmaeus) 240 a 270 dias
Orca (Orcinus orca) 330 a 450 dias
Ornitorrinco (Ornithorhinchus anatius) (Incubação) 7 a 10 dias
Ovelha (Ovis aries) 100 dias
Panda-gigante (Ailurupoda melanoleuca) 97 a 163 dias
Porco-doméstico ( Sus scrofo) 116 dias
Preá (Cavia porcellus) 60 a 90 dias
Preguiça (Bradypus tridactylus) 180 dias
Quati (Nasua nasua) 120 a 140 dias
Raposa ( Vulpes vulpes ) 50 a 53 dias
Rato (Mus musculus) 19 dias
Rinoceronte (Dicerus bicornis) 560 dias
Tamanduá (Myrmecophaga tridactyla) 190 dias
Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) 120 a 260 dias
Tigre (Panthera tigris) 105 dias
Urso (Ursus spp.) 219 dias
Urso-polar (Thalarctos maritimus) 240 dias
Veado (Cervus spp.) 201 dias
Zebra (Equus spp.) 365 dias

Aves (Incubação)

Águia-americana ou águia-calva (Haliaetus leucocephalus) 45 dias
Albatroz (Diomedea exulans) 79 dias
Andorinha (Hirundo rustica) 14 a 15 dias
Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) 27 a 30 dias
Arara-vermelha-grande (Ara macao) 27 a 30 dias
Arara-canindé (Ara ararauna) 28 a 30 dias
Avestruz (Struthio camelus) 42 dias
Azulão (Passerina brissonii) 13 dias
Bacurau ou curiango (Caprimulgus spp.) 16 a 19 dias
Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) 18 a 20 dias
Biguá (Phalacrocorax olivaceus) 24 dias
Canários (Sicalis spp.) 13 a 15 dias
Cisne (Cygnus spp.) 30 dias
Codorna (Coturnix coturnix japonica) 17 dias
Coruja-buraqueira (Speotito cunicularia) 28 a 34 dias
Ema ( Rhea americana) 39 a 42 dias
Falcão (Falco spp.) 29 dias
Faisão (Phasianus colchicus) 21 a 26 dias
Flamingo (Phoenicopterus spp.) 25 a 30 dias
Gaivota (Larus spp.) 22 a 30 dias
Galinha-d'angola ( Numida meleagris) 28 dias
Galinha-doméstica (Gallus domesticus auct) 21 dias
Ganso ( Anser domesticus) 30 dias
Grou-coroado (Grus grus) 28 a 35 dias
Marreco (Anas querquedula) 28 a 30 dias
Mutum-pinima (Crax fasciolata) 33 dias
Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva ) 25 a 30 dias
Pato-selvagem (Cairina moschata) 30 dias
Pavão (Pavo cristatus) 30 dias
Pelicano (Pelecanus onocrotalus) 29 a 36 dias
Pardal (Passer domesticus) 10 a 14 dias
Periquito-australiano (Melopsittacus undulatus) 17 a 18 dias
Peru ( Melleagris gallopavo) 28 dias
Pinguins 63 dias
Pombo-doméstico (Columbia livia) 17 a 19 dias
Siriema (Cariama cristata) 30 dias
Tucanoçu (Ramphastos toco) 18 dias

Répteis (Incubação e Desenvolvimento)

Aligátor ( Alligator spp.) 60 dias
Cascavel (Crotalus spp.) 30 dias
Crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus) 90 a 100 dias
Dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis) 270 dias
Jabuti (Geochelone spp.) 180 a 270 dias
Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) 60 a 65 dias
Jararaca (Bothrops jararaca) 60 a 90 dias
Lagartixa 30 a 70 dias
Tartaruga-marinha (Chelonia spp.) 55 dias
Teiú (Tupinanbis teguixin) 30 dias
Tuatara ( Sphenodon punctatus ) 390 dias

Anfíbios (Incubação e Desenvolvimento)

Cobra-cega (Siphonops paulensis) 15 dias
Rã-touro ( Rana catesbeiana) 3 a 5 dias
Sapo-cururu (Bufo marinus) 33 dias

Peixes (Desenvolvimento)

Atum (Thunnus spp.) 21 horas
Cação (Squalus spp.) 112 a 175 dias
Lebiste (Poecilia reticulata) (vivíparo) 28 dias
Pirarucu (Arapaima gigas) 30 dias

Ciclóstomos (Desenvolvimento)

Lampreia (Petromyzon marinus) 20 a 30 dias

Crustáceos (Desenvolvimento)

Artêmia (Artemia salina) 1 a 3 dias
Camarões 2 a 3 dias
Camarão-de-água-doce (Macrobrachium rosenbergii) 14 a 60 dias
Lagostas (Palinurus spp.) 49 a 54 dias
Lagostins 35 a 42 dias
Siris 45 dias

Equinodermos (Desenvolvimento)

Estrelas-do-mar 2 dias

Moluscos (Incubação)

Caracóis 14 a 30 dias
Caramujos 7 a 15 dias
Escargot (Helix aspersa 15 dias a 30 dias

Anelídeos (Desenvolvimento)

Minhoca ( Lumbricus terrestris) 7 a 21 dias

Aracnídeos (Desenvolvimento)

Aranha-caranguejeira (Acanthoscurria gomesiana) 30 a 150 dias
Carrapato (Amblyomma cajennense) 30 dias
Escorpião (Tytus spp.) 75 a 90 dias
(vivíparos)
Viúva-negra (Latrodectus mactans) 10 a 14 dias

Insetos (Incubação ou Desenvolvimento)

Abelha (Apis mellifera) 15 a 25 dias
Barata-americana ou Barata-de-esgoto (Periplaneta americana) 30 dias
Besouros 6 a 10 dias
Borboleta-monarca (Danaus plerippus) 4 a 5 dias
Cigarras 15 a 20 dias
Cupins 50 a 55 dias
Formigas 42 a 49 dias
Mariposas 3 a 7 dias
Mosca-doméstica (Musca domestica) 8 a 24 horas
Mosquitos (Culex spp.) 1 a 2 dias
Percevejos 5 a 14 dias
Pulga (Pulex irritans) 2 a 3 dias

Vermes (Desenvolvimento)

Lombriga (Ascaris lumbricoides) 21 a 28 dias
Tênia ou solitária (Taenia spp.) 30 a 60 dias
Verme-do-amarelão (Necator americanus) 24 a 48 horas

Protozoários (Divisão)

Ameba (Amoeba proteus) 33 minutos

Luccas Longo

Fonte: www.webanimal.com.br

Reprodução Animal

A exploração pecuária nacional nos últimos anos vem enfrentando enormes dificuldades econômico-financeiras. Apesar dos notórios avanços tecnológicos alcançados com novos conhecimentos científicos, e aprimoramento das técnicas de criação animal, o gerenciamento inadequado, associado à falta de organização administrativa das propriedades, vem contribuindo decisivamente para a ineficiência operacional da atividade rural.

A reprodução de bovinos tem como finalidade a produção de bezerros e bezerras, utilizando matrizes, a partir da maturidade sexual até o momento de descarte e consequente substituição por novilhas (reposição), sendo que o ciclo se repete de geração em geração.

O que se pretende por intermédio do maior e melhor conhecimento é a aplicação das técnicas pecuárias avançadas e intensificar as parições, de forma que cada vaca, em idade reprodutiva, produza um bezerro por ano e este deva ser criado de forma sadia e desmamado com bom peso.

A reprodução pode ser definida como o período entre a concepção da mãe e subsequente concepção da filha. Consequentemente, os desafios reprodutivos incluem uma multiplicidade de fatores, variando da fertilidade dos gametas, mortalidade pós-natal até a infertilidade da cria.

Assim, a baixa eficiência reprodutiva é um reflexo de distúrbios que afetam negativamente a função fisiológica das fêmeas e dos machos bovinos, por intermédio da apresentação de síndromes tais como: anestro, repetição de cio, mortalidade embrionária precoce ou tardia, aborto, retenção de placenta, retardamento da puberdade e maturidade sexual.

Esses distúrbios têm como consequência: o aumento do período de serviço, a elevação do numero de serviço/concepção, o aumento do intervalo entre partos, a redução da vida útil da fêmea e descartes precoces de reprodutores (Vale, 2002).

Eficiência reprodutiva

A baixa produtividade do rebanho deve-se, essencialmente, aos seguintes fatores:

Baixo desempenho reprodutivo.
Potencial genético inferior dos animais.
Alimentação inadequada.

A maioria dos produtores desconhece a validade e a maneira de realizar-se um efetivo controle sanitário, bem como as técnicas de manejo e os cuidados com a alimentação, procedimentos indispensáveis à melhoria da eficiência reprodutiva na pecuária nacional. Até o momento, os produtores são os menos responsáveis pela situação atual, cabendo aos técnicos a grande responsabilidade de reverter esse quadro, levando ao conhecimento dos mesmos as técnicas mais avançadas, capazes de melhorar os atuais índices zootécnicos do rebanho. Ciente das novas tecnologias, mais impossibilitado ou não-disposto a adotá-las, a manutenção desses índices passa a ser responsabilidade dos próprios produtores.

O longo intervalo entre partos, verificado em nosso rebanho (acima de 18 meses), caracteriza a baixa eficiência reprodutiva dos sistemas de criação tradicional, onde os animais, além de apresentar baixo potencial genético, o longo intervalo entre partos não permite que esse potencial seja totalmente explorado.

A subnutrição as doenças debilitantes e infecto-contagiosas e o manejo inadequado são as causas principais da má performance reprodutiva que, por sua vez, contribui para uma acentuada redução na produção, retardando, também, o progresso genético e provocando grandes prejuízos “invisíveis” ao produtor (Ferreira, 1991).

A estruturação de uma fazenda exige, inicialmente, um levantamento sanitário, com eliminação dos animais portadores de doenças infecto-contagiosas e, posteriormente, um efetivo controle sanitário. Em um rebanho livre de doenças, a alimentação passa a ser o principal fator determinante da melhoria na eficiência reprodutiva. Isso porque não adianta a vaca bem nutrida manifestar cio precocemente pós-parto e, depois, repetir sucessivos serviços, por causa de infecções uterinas, ou então apresentar curto período de serviço e, posteriormente, ocorrer morte embrionária ou abortos, em consequência de alguma doença infecto-contagiosa. Nesses casos, o intervalo entre partos continua longo.

Fatores que afetam a eficiência reprodutiva

Um período de serviço variando entre 65 a 87 dias, com intervalos de parto de 345 a 365 dias, permite que o animal obtenha o máximo de produtividade durante sua vida útil. O ideal seria uma vaca parir a cada 12 meses e ter uma longa vida reprodutiva.

A idade avançada ao primeiro parto, próximo aos 4 anos e o longo intervalo entre partos, que ultrapassa 18 meses, são responsáveis pela baixa eficiência reprodutiva dos rebanhos.

Idade a primeira cria

Todos os fatores que prejudicam o crescimento e desenvolvimento do animal jovem aumentam a idade ao primeiro parto. A boa criação dos animais jovens é essencial, pois bezerras e novilhas de hoje serão as vacas de amanhã.

Manejo alimentar

As causas nutricionais são de maior relevância por afetar, primeiramente, as funções fisiológicas gerais do organismo animal e, secundariamente, se refletindo em distúrbios no sistema reprodutivo. Esses são mais frequentes em decorrência de falta (subnutrição), do que pelo excesso de nutrientes.

Para atender às exigências de mantença e desenvolvimento, os bovinos precisam de quantidades adequadas de nutrientes, água, energia, proteína e minerais. Os alimentos volumosos constituem a principal e mais econômica fonte de nutrientes. As pastagens que os animais consomem devem ser de boa qualidade e digestibilidade, com uma taxa de proteína bruta (PB) de cerca de 10%, nutrientes digestíveis totais (NDT) de 60% e teor mineral de 2%, em quantidade suficiente e em equilíbrio. Com esses teores nutricionais, os animais consomem grandes quantidades de alimentos e apresentam bons índices zootécnicos (Carvalho et al. 2003).

Energia

O excesso de energia (gordura), na fase que antecede a maturidade sexual em novilhas, pode acarretar distúrbios reprodutivos pelo acúmulo indesejado de tecidos gordurosos no sistema reprodutor. Na rotina, entretanto, o que ocorre com maior frequência é a deficiência de energia sendo, portanto, o problema mais sério e limitante na exploração bovina. Nos rebanhos de corte, essa situação é mais relevante ainda, uma vez que, geralmente, não se tem um manejo racional de suplementação energética e volumosa nos períodos secos (principalmente lotes de vacas com cria ao pé e vacas gestantes), chegando os animais extremamente debilitados ao parto ou as estações de monta, comprometendo tanto a espermatogênese nos machos como o aumento da incidência de anestros nas vacas.

Proteína

A deficiência protéica geralmente está associada à escassez de volumoso de boa qualidade nas pastagens, não permitindo o consumo de alimento em quantidades necessárias. Essa deficiência prolongada no período de crescimento provoca o retardamento da puberdade e da maturidade sexual de machos e fêmeas e em animais gestantes, se for severa, pode induzir ao abortamento. No entanto, esse problema pode ser resolvido com o uso mais racional das pastagens, por meio de adubações periódicas, uso de pastejo rotacionado, vedação de pastagens para posterior uso na época seca, além de suplementação alimentar a pasto.

Minerais

Cálcio e fósforo - a redução nos níveis de cálcio sanguíneo pode retardar a involução uterina, aumentar a incidência de partos distórcicos e de retenção de placenta. A deficiência de fósforo está relacionada com distúrbios reprodutivos, manifestações como anestro, cios irregulares e redução na taxa de concepção.

Sódio, cloro e potássio - o sódio e cloro são geralmente apresentados na forma de cloreto de sódio. O excesso de potássio, acompanhado de deficiência de sódio, acarreta o aparecimento de cios irregulares, prolongados, cistos, mortalidade embrionária e, às vezes, aborto. Essa síndrome aparece frequentemente em animais mantidos em pastagens queimadas, uma vez que as pastagens apresentam níveis elevados de potássio e baixos de sódio.

Manejo Sanitário

A natalidade dos bovinos pode ser influenciada pela seleção de reprodutores e matrizes com boa capacidade reprodutiva e pelo estado sanitário dos animais. As doenças infecciosas, de origem bacteriana, viral ou parasitária, são importantes, pois afetam o aparelho reprodutivo de machos e fêmeas, impedindo a fecundação, causando abortos, repetições de cios, o nascimento de animais com porte inferior à média, disfunção hormonal, entre outros, inclusive a perda da função reprodutiva.

A maioria das disfunções passa desapercebida. Sendo assim, o controle preventivo de doenças em machos e fêmeas é de fundamental importância para se obter maior taxa de nascimento de bezerros e, consequentemente, maior rentabilidade na produção.

Cuidados com os machos

Os machos destinados a “touros” (inclusive os de compra) devem passar por criterioso exame de seleção no qual se observa a condição corporal, aparelho locomotor, parâmetros genéticos favoráveis (o ideal seria o teste de progênie) e aparência fenotípica (externa), além de exames laboratoriais. Ao exame físico, devemos observar o aparelho genital completo, procurando anomalias, defeitos, processos inflamatórios e observando medidas e condições estabelecidas para cada raça. O exame andrológico completo deve ser realizado antes de cada estação reprodutiva. Casos de falha na reprodução normalmente são atribuídos às fêmeas, quando na verdade, os machos ocupam o maior destaque em razão da transmissão de doenças pela monta.

Cuidados com as fêmeas

Fêmeas destinadas à estação reprodutiva devem apresentar boa condição corporal e ciclo normal. As fêmeas devem ser selecionadas antes do início da estação reprodutiva, para a formação dos lotes.

Enfermidades de interesse reprodutivo

As doenças da reprodução possuem peso importante nos índices de natalidade, taxa de prenhes, retorno ao cio, natimortos, entre outros, ou seja, inúmeros prejuízos. Várias são as enfermidades reprodutivas que acometem os bovinos. O aborto causa maior impacto, mas não é a enfermidade que causa maior perda.

O aborto em bovinos ocorre nos diversos estádios gestacionais e possui diversas causas, de modo que é fundamental o seu diagnóstico. As causas principais são a brucelose, leptospirose, campilobacteriose, complexo herpes vírus, trichomonose, diarréia viral bovina, intoxicações nutricionais, de manejo e outras desconhecidas (Fraser, 1991).

Aspecto reprodutivo

A reprodução de bovinos tem como finalidade a produção de bezerros e bezerras utilizando matrizes, a partir da maturidade sexual até o momento de descarte e consequente substituição por novilhas (reposição), repetindo-se o ciclo de geração em geração. O que se quer, por intermédio do maior e melhor conhecimento, é a aplicação das técnicas pecuárias avançadas e intensificar as parições, de forma que cada vaca, em idade reprodutiva, produza um bezerro por ano bem criado, o que demonstra a boa habilidade maternal.

A inseminação artificial é apenas um, porém importante e econômico argumento para atingir tal objetivo. A pecuária de corte usa a inseminação artificial para produção de carne, touros “melhoradores”, novilhas para a reposição e o aproveitamento de vacas que serão descartadas. Os rebanhos manejados intensivamente têm por finalidade reduzir ou manter o intervalo entre partos próximo dos 12 meses.

Monta natural

Em regiões onde há a predominância dos sistemas de criação extensiva e/ou semi-intensiva, a monta natural tem sido utilizada em larga escala, mesmo nos sistemas mais racionais, entretanto, alguns criadores, sobretudo os selecionadores, já utilizam inseminação artificial e transferência de embrião.

Essas tecnologias têm mostrado respostas extraordinárias no melhoramento genético do rebanho, num tempo muito reduzido. Também, em virtude dos altos investimentos, houve melhor atenção com alimentação, manejo e sanidade do rebanho.

Estação de monta

A estação de monta deve ser realizada no período de maior disponibilidade de pasto para garantir o bom estado geral das vacas e programar o nascimento dos bezerros na época menos chuvosa, com a finalidade de diminuir a mortalidade do recém-nascido. Portanto, deve ser adotado um programa de controle sanitário do rebanho, preparatório para a estação de monta. Essa, por sua vez, deve ser a mais curta possível, de no máximo 120 dias, podendo ser ajustada de acordo com o planejamento da propriedade.

Estação reprodutiva de novilhas

Com o uso estratégico de pastagens cultivadas de maior disponibilidade e qualidade durante a estação seca, uma melhor condição nutricional é proporcionada às novilhas que serão enxertadas e às novilhas de primeira cria.

Assim sendo, as novilhas paridas (primíparas) têm menor desgaste orgânico, favorecendo o aparecimento do primeiro cio fértil e as novilhas a serem enxertadas atingem mais rapidamente a condição corporal desejada.

O peso ideal para serem selecionadas ao programa reprodutivo, de novilhas Nelores está em torno dos 290-300 kg/vivo, atingindo esse peso em criações extensivas, por volta dos 26-30 meses. No entanto, em condições de pastagens melhoradas, pode ser reduzida para 28-24 meses. Já para as novilhas com sangue europeu, por volta dos 300-320 kg/vivo, dependendo da alimentação fornecida, a partir dos 12-18 meses.

Assim sendo, cada raça tem seu peso ideal à primeira concepção e deve ser respeitado, se o criador desejar que o animal atinja seu total desenvolvimento.

Mesmo que essas novilhas entrem em cio antes de tal condição, elas não devem ser cobertas, pois se corre o risco de não conseguir manter as exigências nutritivas ao seu bom desenvolvimento. Fornecer boa alimentação às futuras vacas é, portanto, condição indispensável ao perfeito desenvolvimento e à obtenção de bons resultados.

Estação reprodutiva de vacas

O início da estação reprodutiva vai depender de qual época se deseja que aconteçam os nascimentos e a desmama. Uma vez que a gestação leva aproximadamente nove meses e meio, ela deve ter seu início programado por igual período, antes da primeira parição. A estação reprodutiva deve-se concentrar nos períodos de melhor fornecimento de alimentos, pois como as exigências nutritivas para reprodução são altas, o nascimento ocorre nos períodos secos, onde a incidência de doenças é menor.

Com uma “pressão de seleção” maior (eliminação de animais pelos mais variados motivos), pode-se melhorar esse tempo, sem ocorrer perdas, pois o valor econômico do descarte, adquire e repõe novas matrizes (novilhas, vacas paridas e/ou prenhes). Normalmente, quando a estação reprodutiva é muito longa, isso nos indica que não só esse fator deve ser corrigido, na determinada propriedade, pois sempre está associado a várias outras formas de manejo não tão adequadas.

A implantação da técnica de inseminação artificial, em fazendas sem estação reprodutiva definida, pode ser feita de forma rápida, pela seleção de matrizes e formação dos lotes, pastos reservados, treinamento de mão-de-obra (formação de inseminadores), preparação de rufionas e aquisição de materiais. As demais condições, a maioria das propriedades possui, mas não devemos esquecer que cabe ao veterinário (após observar e analisar a propriedade como um todo), a palavra técnica final, assumir, assim, posição decisiva para o sucesso ou o fracasso da implantação da técnica de inseminação artificial (Mies Filhos, 1970).

Diagnóstico de gestação

O diagnóstico feito precocemente identifica fêmeas não-gestantes e é ferramenta importante em procedimentos futuros, pois viabiliza a tomada de providências, tais como a redução do período parto-concepção, descarte de animais improdutivos, impedindo gastos desnecessários com alimentação dos mesmos, além da viabilização da avaliação da eficiência de programas reprodutivos (sincronização de cio, inseminação artificial (IA), transferência de embriões (TE), fertilização in vitro de embriões (FIV), entre outros), minimizando, assim, as perdas econômicas.;

Esse exame pode ser realizado por meio de palpação retal, uso de aparelho de ultra-som+ e dosagens hormonais, sendo mais utilizada a palpação retal, que é realizada por um médico veterinário qualificado, que poderá diagnosticar desde uma possível gestação até graves problemas reprodutivos.

Habilidade materna

A habilidade materna (capacidade de criar bezerros sadios e desmamá-los pesados), embora muitas vezes não levadas em consideração, traz grandes prejuízos.

Matrizes que não desmamam bezerros pesados apresentam baixa habilidade materna, não sendo consideradas boas mães.

Os motivos geralmente são: por defeitos de úbere como o de possuir peitos muito grossos (onde o recém-nascido tem dificuldade de “pegar”); ou peitos secos por inúmeras causas; não produzir leite suficiente; além da natural diminuição de produção de leite pela idade avançada; mães que enjeitam (rejeitam) bezerros, dentre outras causas.

Biotecnologias utilizadas em reprodução animal

Inseminação artificial

A inseminação artificial é uma das técnicas mais simples e de baixo custo empregada na área de reprodução animal e a que apresenta melhor resultado, quando se pretende realizar a seleção e o melhoramento genético de um rebanho como um todo (Vale, 2002). O melhoramento genético é realizado por meio do uso de sêmem de reprodutores de comprovado valor zootécnico e da sua utilização em rebanhos selecionados, pelo processo de inseminação artificial. Apesar de sua simplicidade, a inseminação artificial requer um criterioso e rígido controle de suas diferentes etapas, que vai desde a seleção do reprodutor doador de sêmem, passando pelo processamento tecnológico deste, seleção e controle do rebanho, chegando até o treinamento do inseminador (Ohashi, 2002).

A detecção de cio é citada como a principal limitação para a implantação de um programa de inseminação artificial. Dessa forma, a eficiência da detecção de cio é um objetivo que nem sempre é alcançado de forma satisfatória, apresentando grande influência sobre a performance e produção de um rebanho (Martinez et al. 2001).

Vantagens

Permitir maior aproveitamento de reprodutores que apresentam características melhoradoras. Em condições de monta natural, um touro produz até 50 bezerros/ano, enquanto que com a inseminação artificial, pode produzir 5.000 ou mais bezerros/ano.
Facilitar a seleção genética do rebanho, possibilitando ao criador trabalhar com várias linhagens de reprodutores.
Evitar a consanguinidade do rebanho por meio da utilização facilitada de sêmen de diversos reprodutores de outros criatórios.
Diminuir a quantidade de touros na fazenda, facilitando o manejo e evitando brigas, reduzindo também os gastos com a aquisição e a manutenção de reprodutores.
Assegurar ao proprietário a possibilidade de estocar e utilizar o sêmen de um reprodutor, mesmo depois de morto.
Possibilitar aos criadores com condições financeiras limitadas, a utilização de reprodutores de alto valor zootécnico, graças ao baixo custo e facilidade de transporte do sêmen.
Contribuir para um maior controle sanitário e reprodutivo do rebanho, eliminando as doenças da reprodução como campilobacteriose, brucelose e outras.
Colaborar, por meio da assistência médica veterinária contínua e da organização detalhada do rebanho, na detecção de possíveis problemas.
Controlar todo o rebanho e determinar os índices de fecundação, natalidade, eficiência reprodutiva, número de serviços por concepção, entre outros, e eliminar animais com fertilidade inferior à do rebanho.

Limitações

Exige pessoal habilitado, para realizar a correta observação do cio, além de equipamentos especiais.
Necessita de um inseminador capacitado, honesto e responsável.
Pode disseminar rapidamente características indesejáveis quando não se conhece o reprodutor utilizado.
Pode propagar algumas doenças, causar lesões e infecções no aparelho reprodutivo da fêmea quando o método não é utilizado corretamente.
É necessário um manejo adequado, com boa alimentação, mineralização correta, assistência médica veterinária e responsabilidade.
Conforme a localização da propriedade, o fornecimento periódico de nitrogênio líquido pode ser dificultado.

Transferência de embriões

A transferência de embriões (TE), é uma biotécnica que permite recolher embriões de uma fêmea doadora e transferi-las para fêmeas receptoras, com a finalidade de completarem o período de gestação. Apesar dos procedimentos sofisticados necessários para sua implantação, a TE é uma técnica mundialmente difundida. Sua importância básica para a produção animal consiste na possibilidade de uma fêmea produzir um numero de descendentes muito superiores ao que seria possível obter fisiologicamente, durante sua vida reprodutiva (Reichenbach et al. 2002).

Além de equacionar problemas relativos à questão de ordem genética e sanitária, a TE fornece a base técnica para viabilizar a implementação de biotécnicas afins, como a produção de clones e de animais transgênicos.

Vantagens

Controla a transmissão de doenças infecto-contagiosas.
Acelera o melhoramento genético do rebanho.
Possibilita a maior disseminação de material genético das fêmeas de alto valor zootécnico.

Limitações

Necessita de pessoal altamente qualificado.
Ainda é uma técnica com elevados custos, sendo utilizada apenas por poucos criadores.

Sincronização de cio

A sincronização de cios como biotécnica reprodutiva associada à inseminação artificial permite a otimização da fertilidade nos rebanhos pela redução da temporada reprodutiva. A sincronização da ovulação por métodos hormonais em bovinos tem apresentado resultados animadores. Essa técnica permite realizar a inseminação artificial em tempo fixo, sem a necessidade de observação de cio, facilitando o manejo do rebanho e otimizando o emprego dessa biotecnologia a campo. Assim, observa-se grande economia de mão-deobra, além da possibilidade de agrupar e programar as inseminações, otimizando os trabalhos em dias determinados (Ribeiro et al. 2001).

A sincronização de cios tem como principal vantagem a eliminação da necessidade de observação de cio e, consequentemente, a diminuição da estação reprodutiva, facilitando o manejo e concentrando os partos em uma época mais favorável do ano.

Porém, essa é uma técnica ainda bastante cara, pois necessita de mão-de-obra qualificada e uso de drogas com preço relativamente elevado por animal.

Produção in vitro de embriões

As técnicas de PIV (produção in vitro de embriões) têm sido utilizadas nos diferentes segmentos da reprodução assistida das áreas humana e animal.

Adicionalmente, ela tem respaldado o desenvolvimento de biotécnicas clonagem, transgênese, sexagem, etc.

Na produção animal, particularmente nos bovinos, a utilização da PIV ainda é limitada em virtude da inconsistência dos resultados referentes às taxas e qualidades das mórulas e blástulas, do custo inicial para a construção da infraestrutura e do tempo consumido para executar a rotina de produção de embriões, que vai desde a punção folicular in vitro até o desenvolvimento in vitro de embriões.

Considerações finais

Outras técnicas extremamente importantes que as propriedades devem adotar, visando à melhoria da eficiência reprodutiva são: determinar uma estação de monta mais curta possível e conciliar os interesses de todos os segmentos da cadeia produtiva, tais como, criadores, invernistas, frigoríficos e consumidores, no tocante ao nascimento e desenvolvimento da cria, taxa de desmama, intervalo entre partos, crescimento pós-desmame, rendimento, cobertura de gordura, maciez da carne, categoria e tipo de animal, bem como custo/beneficio com bom retorno econômico favorável ao pecuarista.

A obtenção da máxima eficiência só é possível por meio de planejamento e execução de um bom programa de reprodução e melhoramento genético utilizando as biotécnicas com eficácia, além de treinamento e valorização do homem.

Fonte: www.embrapa.br

Reprodução Animal

Reprodução dos Seres Vivos

Uma das características que melhor distingue os seres vivos da matéria bruta é sua capacidade de se reproduzir. É através da reprodução que cada espécie garante sua sobrevivência, gerando novos indivíduos que substituem aqueles mortos por predadores, por doenças, ou mesmo por envelhecimento. Além disso, é através da reprodução que o indivíduo transmite suas características para seus descendentes.

A grande diversidade de seres vivos reflete-se nas formas de reprodução dos organismos, por isso pode-se encontrar inúmeros tipos de reprodução que são agrupados em duas categorias principais: a reprodução assexuada e a reprodução sexuada.

A reprodução assexuada é a forma mais simples de reprodução, envolvendo apenas um indivíduo.

No caso de organismos unicelulares, por exemplo, a reprodução é feita a partir da fissão da célula que se divide em duas, originando dois novos organismos.

Em organismos pluricelulares também há reprodução assexuada, apesar de não ser a única forma de reprodução das espécies.

Alguns vegetais como as gramíneas, por exemplo, possuem raízes especiais, os rizomas, que, à medida que crescem sob a terra, geram novos brotos. Dessa forma, surgem novos indivíduos, interligados entre si. Mesmos que essa ligação desapareça, os indivíduos podem continuar a viver independentemente.

Outro exemplo é a chamada planta Folha da Fortuna. Em suas folhas, surgem pequenos brotos que podem dar origem a novos indivíduos.

A reprodução assexuada não está restrita às plantas, diversos grupos animais podem se reproduzir desse modo.

Algumas espécies de esponjas lançam na água pequenos pedaços que geram novos organismos completos.

Certos Celenterados, como a Hydra, produzem pequenas expansões que se destacam e originam novos organismos, em um processo conhecido como brotamento.

Plateomintes como a planária podem dividir-se transversalmente, regenerando as porções perdidas e, assim gerando dois indivíduos a partir de um.

Em Echinodermas como a estrela-do-mar, a partir de um braço do animal pode surgir um novo organismo.

Em todos os casos citados ocorre um tipo de clonagem natural, ou seja, na reprodução assexuada são gerados indivíduos idênticos ao organismo que os gerou.

Portanto, nesse tipo de reprodução a única fonte de variabilidade é a mutação, que por sinal ocorre em frequências bastante baixas.

É interessante notar que, de modo geral, os organismos que realizam exclusivamente reprodução assexuada apresentam taxas de reprodução relativamente altas, como as bactérias por exemplo. Assim, há maior probabilidade de surgirem organismos diferentes por mutação, uma vez que o número de indivíduos originados é imenso.

A reprodução assexuada é muito mais complexa do que a reprodução assexuada, demandando um gasto maior de energia. Nesse tipo de reprodução estão envolvidos dois indivíduos de cada espécie, um produz um gameta masculino e o outro o gameta feminino. A união dos dois gametas dá origem a uma célula ovo que, a partir de um processo de divisão celular e diferenciação, origina um novo indivíduo. Temos uma maior familiaridade com esse tipo de reprodução, mesmo porque é a reprodução que ocorre em na espécie humana. A reprodução sexuada está presente nos vários animais e vegetais, salvo algumas exceções.

Dentro dessa grande categoria de reprodução podemos distinguir subtipos conforme alguns aspectos.

Existem seres vivos com fecundação interna ou fecundação externa, com desenvolvimento direto ou indireto. Há espécies nas quais um mesmo indivíduo produz os dois tipos de gametas, as chamadas espécies monóicas ou hermafroditas; e espécies em que cada indivíduo produz apenas um tipo de gametas, as chamadas espécies dióicas.

Apesar dessa diversidade de formas de reprodução, em todos os casos o organismo originado a partir da fusão dos gametas é diferente de seus pais.

Portanto, a reprodução sexuada origina uma variabilidade maior nos indivíduos da espécie por simples combinação das características do pai e da mãe. Além disso, durante o processo de produção de gametas, mais especificamente durante a meiose ocorre o que conhecemos como crossing over. Os cromossomos homólogos trocam pedaços, gerando um cromossomo distinto daquele presente na célula-mãe. Se considerarmos apenas o aspecto da variabilidade, aparentemente, a reprodução sexuada parece trazer apenas vantagens. Todavia, é importante lembrar-se que este tipo de estratégia reprodutiva implica num gasto de energia muito maior, o que pode ser extremamente inconveniente para os indivíduos em determinadas condições.

Tipos de Reprodução

Reprodução Sexuada

Consiste no mecanismo em que normalmente dois organismos originam um novo indivíduo, com troca de material genético e geralmente com a participação de células de reprodução denominadas gametas. Assim, após a fecundação, isto é, depois da fusão dos gametas, forma-se uma célula-ovo ou zigoto que, por mitoses sucessivas, origina um novo organismo. Na reprodução sexuada destacam-se dois fenômenos, que permitem a ocorrência de uma notável variabilidade genética entre os descendentes.

São eles:

Meiose - por seu intermédio formam-se células haplóides (n), com o número normal de cromossomos da espécie se reproduzindo pela metade.
Fecundação -
através dela reconstitui-se o número normal de cromossomos da espécie.

A grande variabilidade genética, entre os descendentes, na reprodução sexuada, oferece a vantagem de aumentar a possibilidade de sobrevivência da espécie num ambiente em processo de alteração. Por outro lada a "diluição" das características parentais entre os descendentes acarreta uma perda de homogeneidade, fato que pode ser considerado, desvantajoso, por exemplo, numa cultura agrícola propaga sexuadamente através de sementes.

Como vimos, uma cultura propagada assexuadamente pode ser exterminada caso sofra o ataque de um parasita para o qual não está adaptada. Já uma cultura propagada sexuadamente, com descendentes geneticamente diferentes entre si, deverá abrigar alguns indivíduos capazes de resistir à ação de um novo patógeno.

Os indivíduos que não serão atingidos sobreviverão e se reproduzindo, constituindo os agentes perpetuadores da espécie

Reprodução Assexuada

O mecanismo em que um único indivíduo origina outros, sem que haja troca de material genético ou a participação de gametas, é denominada reprodução assexuada ou agâmica.

Essa forma de reprodução é muito frequente no mundo vivo e constitui a forma mais comum de reprodução em organismos unicelulares, como as bactérias. Nesse caso, o tipo de divisão celular que se verifica é a mitose. Assim, a reprodução assexuada caracteriza-se, na ausência de mutações, por originar descendentes geneticamente iguais entre si e as suas ancestrais.

Existem várias formas de reprodução assexuada. Destacaremos a cissiparidade, a gemiparidade e a propagação vegetativa em plantas.

Cissiparidade ou fissão binária ou divisão simples ou bipartição

Na cissiparidade, um organismo simplesmente divide-se em duas partes geneticamente iguais, que passarão a constituir novos indivíduos. Esta reprodução é em geral verificada em bactérias, algas unicelulares e protozoários.

Gemiparidade ou brotamento - Nesse tipo de reprodução assexuada o organismo emite lentamente um "broto", que cresce, formando um novo organismo. Esses indivíduos que "brotam" podem se manter agregados ao organismo parental, constituindo uma colônia. A gemiparidade ocorre em certas bactérias, em protozoários, fungos, poríferos e celenterados.
Propagação vegetativa -
Consiste na reprodução assexuada de plantas, através de partes de seu corpo vegetativo, principalmente pedaços de caule, que são utilizados como "mudas".

Na agricultura, é muito frequente a propagação vegetativa em plantas como a cana-de-açúcar, a mandioca, a batata, a roseira e a bananeira, entre outros exemplos. Os caules contêm gemas portadoras de Tecidos meristemáticos, que possuem células com elevada capacidade proliferativa. Essas células são capazes de originar uma nova planta, em condições adequadas. Assim, cortando-se uma batata-inglesa ou batata comum em vários pedaços, cada um desses pedaços poderá dar origem a uma nova planta, desde que contenha uma gema, popularmente conhecida como "olho" de batata. Da mesma maneira, cortando-se o caue de uma cana-de-açúcar em vários pedaços portadores de gemas, cada um desses pedaços de caule, conhecidos como "toletes", poderá também formar um novo indivíduo

Reprodução dos vegetais

A primavera é um período de intensa atividade das plantas. Nesta época, os botões das plantas herbáceas perenes brotam, além de se reproduzirem. Raízes são criadas e as novas plantas adquirem vida própria, o que demonstra a possibilidade das plantas se reproduzirem sem a fecundação ou utilização de pólen. Rizomas e Corredeiras são exemplos de plantas que conseguem reproduzir a si mesmas. A reprodução das plantas por meios próprios é conhecida por reprodução assexuada.

O sistema de reprodução das plantas está nas flores. Os estames (órgãos reprodutores masculinos) possuem anteros e filamentos responsáveis pela produção das células sexuais masculinas (pólen). Já o pistilo (órgão sexual feminino) tem o ovário. A produção de sementes ocorre quando as células femininas e masculinas se unem. Este processo de reprodução é conhecido como reprodução sexuada.

Outro fator que contribui para a disseminação das plantas é o conjunto dos métodos que a natureza desenvolveu para espalhar as sementes no final da floração.

O vento, os pássaros e os animais encarregam-se de espalhar as sementes que criam novas plantas.

Reprodução Celular

O núcleo das células contém cromossomos, que são os elementos que abrigam o material genético dos seres vivos e são, portanto, responsáveis pela transmissão das características hereditárias. Os cromossomos consistem basicamente de proteína e DNA . Para que as características das células sejam passadas adiante através dos cromossomos, estas células precisam se reproduzir.

As células possuem dois meios de reprodução: a mitose e a meiose.

Na mitose, o cromossomo duplica-se a si mesmo, formando duas células idênticas (esse processo, por exemplo, é utilizado na reprodução das células da pele).

A mitose é subdividida em sub-fases que são: interfase, prófase, metáfase, anáfase e telófase.

Interfase: Os cromossomos ainda não são visíveis. O processo de divisão ainda não começou. Ocorre a duplicação dos cromossomos.
Prófase
: Começa a preparação para a divisão. Os cromossomos são visíveis neste estágio.
Metáfase:
Surgimento do fuso. A membrana do núcleo desaparece.
Anáfase:
Movimento dos cromatídeos em direção aos pólos. Os centrômeros se partem.
Telófase:
As metades migram para os pólos.

Já na meiose, os cromossomos subdividem-se em dois gametas, sendo que cada um contém metade dos cromossomos da célula original. Os gametas de diferentes células podem ser combinados em uma nova célula.

Casos Especiais de reprodução

Considerando os padrões básicos ou comuns de reprodução, podemos destacar alguns casos especiais, que constituem variações das modalidades reprodutivas normalmente conhecidas. Discorreremos, então, sobre os casos de partenogênese e poliembrionia.

A partenogênese

O termo partenogênese (do grego parthenos: virgem/ genesis: origem) designa o fenômeno biológico em que o gameta feminino (óvulo) de certos animais se desenvolvem formando um novo indivíduo, sem que tenha sido fecundado.

Trata-se de um caso atípico de reprodução sexuada, uma vez que para se processar necessita da formação de um gameta.

Um caso muito comum de partenogênese verifica-se entre as abelhas. nesses animais, as abelhas-rainhas --- fêmeas férteis -- produzem óvulos haplóides que podem ou não ser fecundados pelos espermatozóides dos zangões -- machos férteis. Os óvulos fecundados normalmente ao se desenvolver originam somente fêmeas, que são diplóides (2n) e podem ser representadas por abelhas operárias ou rainha. Por sua vez, os óvulos haplóides não fecundados tem a chance de se desenvolver por partenogênese e originar somente zangões, que são, portanto, igualmente haplóides

A poliembrionia

Fenômeno em que se verifica a formação de vários embriões a partir de um único zigoto. Nesse caso, no início do desenvolvimento embrionário ocorre separação de células em dois ou mais grupos; cada grupo poderá se desenvolver e formar um novo indivíduo. como todos os indivíduos assim formados são provenientes de um mesmo zigoto, conclui-se que todos eles terão a mesma constituição genética; logo, serão necessariamente do mesmo sexo. Esse é o caso dos chamados gêmeos univitelinos ou monozigóticos, também conhecidos como gêmeos verdadeiros.

Mas a poliembrionia nem sempre é a responsável pela formação de gêmeos. Na espécie humana, por exemplo, uma mulher pode liberar dois ou mais óvulos durante uma única ovulação. (Ovulação é o fenômeno em que o óvulo é expelido do ovários; em seguida, ele passa para o interior da trompa uteriana). Nesse caso, sendo esses óvulos fecundados, formam-se os gêmeos bivitelinos ou dizigóticos, também conhecidos como gêmeos falsos ou gêmeos fraternos. Assim, óvulos distintos são fecundados por espermatozóides também distintos, originando zigotos igualmente distintos. Por essa razão, esses gêmeos diferem geneticamente um do outro, da mesma maneira que quaisquer irmãos nascidos em partos diferentes. Logo não precisam ser necessariamente do mesmo sexo, já que são portadores de patrimônios genéticos diferentes

Gametogênese

Em Genética, obtemos conhecimentos a respeito dos gametas e de sua participação no processo de formação de nova vida começaram a ser devidamente esclarecidos, a partir da segunda metade do século XIX. No século XX, os gametas e a sua diferenciação tornaram-se objeto de investigações microscópicas eletrônicos. Estes estudos permitiram conhecer a anatomia e a fisiologia dos gametas, bem como os mecanismos envolvidos na fecundação do óvulo, sua transformação em zigoto e posterior desenvolvimento.

Em 1963, os cientistas Heller e Clermont demonstraram que a gametogênese humana apresenta profundas semelhanças com a de outros animais inferiores e que difere, basicamente, apenas no tempo de duração de cada um de seus períodos ou etapas. Por isso, nesta unidade, vamos estudar a gametogênese humana. Ela é um processo que, geralmente, ocorre nas gônadas. Estas são estruturas especializadas dos sistemas reprodutores de vários seres vivos, que têm por função a formação dos gametas e de hormônios. Os gametas são células especializadas destinadas à reprodução sexuada. Portanto, antes de iniciarmos um estudo mais profundo, precisamos conhecer um pouco sobre a anatomia e a fisiologia dos sistemas reprodutores masculino e feminino.

Sistema Reprodutor Masculino

O sistema reprodutor masculino é especialmente adaptado para produzir os espermatozóides e inoculá-los no interior do corpo da mulher.

É formado por um conjunto de órgãos, que pode ser dividido nas seguintes partes principais: testículos, vias espermáticas, glândulas anexas e o órgão sexual masculino.

Testículos: Correspondem a duas glândulas mistas, de aspecto ovóide, medindo cerca de 3 a 8 cm de comprimento por aproximadamente 2,5 cm de largura.

São responsáveis pela produção dos espermatozóides e pela secreção do hormônio testosterona.

Cada um dos testículos é envolvido por duas membranas: a mais externa é a túnica do órgão genital feminino, e a mais interna denomina-se túnica albugínea, com um aspecto fibroso e bastante resistente. Esta membrana envia septos para o interior dos testículos, dividindo o seu interior em vários compartimentos ou lóbulos, onde se localizam os túbulos seminíferos. No feto, estas duas glândulas permanecem dentro da cavidade abdominal; entretanto, pouco antes do nascimento, tendem a migrar e a alojar-se dentro da bolsa escrotal ou escroto. Esta bolsa é representada por uma prega de pele e músculos que regulam a proximidade dos testículos, em relação ao corpo do homem. Quando a temperatura do ambiente é baixa, a bolsa escrotal se contrai, aproximando os testículos do corpo; quando a temperatura é elevada, a bolsa relaxa, afastando os testículos do corpo. Isso ocorre devido à necessidade de os testículos, para funcionarem normalmente, permanecerem a uma temperatura com aproximadamente 1ºC inferior à do corpo masculino. Em alguns casos, o fenômeno da migração testicular pode não ocorrer, ficando um ou os dois testículos retidos na cavidade abdominal, provocando uma anomalia conhecida como criptorquidia (quando os dois testículos ficam retidos), ou a monorquidia (quando ocorre com apenas um). Este problema deve ser corrigido cirurgicamente, ainda na infância, de modo a não compromenter posteriormente a fertilidade do indivíduo.

Vias Espermáticas: Representam uma extensa e complexa rede de ductos ou canais com diâmetros variados, iniciando-se nos lobos testiculares e terminando na uretra. As vias espermáticas correspondem ao trajeto percorrido pelos espermatozóides, desde a sua produção, o seu armazenamento até a sua eliminação.

Os lóbulos testiculares abrigam no seu interior uma grande quantidade de túbulos seminíferos, representados por finíssimos e tortuosos canais. Os espermatozóides são produzidos nos túbulos seminíferos. Nas paredes internas destes túbulos, estão presentes também as células de Leydig, responsáveis pela produção do hormônio masculino testosterona, que é lançado diretamente no sangue. Os espermatozóides, oriundos dos túbulos seminíferos, são encaminhados ao epidídimo, o qual constitui uma pequena formação alongada, localizada na parte superior de cada testículo. O epidídimo é muito importante, pois é no seu interior que os espermatozóides ficam armazenados e onde desenvolvem seu flagelo, adquirindo motilidade própria. Antes disso, os espermatozóides são estruturas imóveis. No interior do epidídimo, encontram as células de Sertoli, com função de nutrir e dar sustentação as espermatozóides. Da porção superior do epidídimo, parte o canal deferente, com paredes grossas e musculosas. Este canal penetra na cavidade abdominal, contorna a parte de trás da bexiga, liga-se com o ducto da vesícula seminal, formando o canal ejaculador, que é bem curto e vai até a uretra, no interior da próstata. O canal ejaculador, finalmente, desemboca na uretra, a qual percorre toda a extensão do interior do órgão sexual masculino e se abre no meio externo.

Glândulas anexas: São representadas pelas vesículas seminais, próstata e glândulas de Cowper, responsáveis pela produção dos líquidos que veiculam e protegem os espermatozóides e que entram na composição do esperma ou sêmen.

As vesículas seminais são duas glândulas alongadas, com aproximadamente, 6 cm cada, localizadas ao lado da próstata. Produzem e secretam um líquido de cor amarelada, consistência viscosa e pH alcalino, representando a maior parte do volume do sêmen.

A próstata é uma glândula única, com o tamanho aproximadamente de uma castanha. Localiza-se na saída da bexiga, envolvendo a uretra. Produz e secreta um líquido de aspecto leitoso e ligeiramente ácido, fornecendo o odor característico do sêmen.

As glândulas de Cowper ou bulbouretrais são duas glândulas com aproximadamente 1 cm cada. Localizam-se na extremidade do bulbo e da uretra. Quando ocorre estimulação erótica o órgão sexual masculino se torne ereto, estas glândulas secretam pequena quantidade de uma substância de aspecto mucoso, destinada provavelmente à lubrificação da uretra.

Órgão sexual masculino: Representa o órgão copulador e inoculador do sêmen. Tem o aspecto cilíndrico, sendo formado por tecidos bastante elásticos que permitem o fenômeno da ereção. Internamente, em torno da uretra, o órgão sexual masculino apresenta os corpos cavernosos e esponjosos, formados por novelos de vasos sanguíneos dilatáveis. O mecanismo de ereção peniana está diretamente relacionado com o preenchimento destas estruturas com sangue. Na extremidade do órgão sexual masculino, localiza-se a glande, que é uma região de elevada sensibilidade erógena. A glande está recoberta por uma prega de pele retrátil, denominada prepúcio, que se desloca para trás quando ocorre a ereção. No interior do prepúcio, localizam-se as glândulas produtoras de uma secreção caseosa, o esmegma. Esta secreção deve ser eliminada com a higiene do órgão sexual masculino, pois determina a proliferação de bactérias, favorecendo o surgimento de diversas infecções.

Fisiologia do Sistema Reprodutor Masculino

A maturação e o início das atividades do sistema reprodutor masculino dependem inicialmente da secreção do hormônio ICSH, produzido pela glândula hipófise.

A produção desse hormônio inicia-se aproximadamente aos doze ou treze anos, quando começa a puberdade (este fenômeno depende de uma série de fatores individuais e também ambientais, podendo o seu início variar, sendo mais precoce ou mais tardia).

O ICSH secretado pela hipófise na corrente sanguínea atuará sobre as células de Leydig nos testículos, fazendo com que elas passem a produzir o hormônio masculino testosterona. Este hormônio testicular é responsável pelo desencadeamento e pela manutenção dos caracteres sexuais, secundários masculinos (barba, voz grave, massa muscular, crescimento ósseo, metabolismo, comportamento e outros), além de estimular a produção dos espermatozóides.

Sistema Reprodutor Feminino

O sistema reprodutor feminino é responsável pela produção de óvulos e hormônios, pela criação de condições propícias à fecundação e, quando esta ocorrer, pela proteção ao desenvolvimento do embrião. Está constituído basicamente pelos ovários, trompas de Falópio, útero, órgão genital feminino e pela vulva.

Vamos conhecer melhor cada um destes constituintes:

Ovários - representam as gônadas femininas. Correspondem a duas glândulas mistas com um formato semelhante ao das amêndoas, medindo aproximadamente 4 cm de comprimento por 2 cm de largura. Localizam-se no interior da cavidade abdominal, nos lados direito e esquerdo do útero.

São responsáveis pela produção de óvulos e secreção dos hormônios estrógeno e progesterona. Cada ovário apresenta duas regiões distintas, sendo a mais externa denominada de cortical, e a mais interna denominada de medular. A região cortical é coberta pelo epitélio germinativo. Nas crianças, ele apresenta um aspecto liso de cor esbranquiçada. Na mulher adulta, assume um tom acinzentado com uma série de cicatrizes que correspondem às ovulações ocorridas. Após a menopausa, os ovários apresentam superfície enrugada, devido às inúmeras ovulações ocorridas ao longo da vida reprodutiva da mulher. No córtex, estão presentes pequenas formações, os folículos ovarianos, que sofrem a ação de hormônios hipofisários, originando os óvulos. a região medular interna está completamente envolvida pela região cortical, exceto o hilo que dá passagem a nervos e vasos sanguíneos. Quando uma menina nasce, apresenta no córtex de cada ovário cerca de 200 000 folículos, totalizando aproximadamente 400 000 folículos ovarianos. Este número cai para 10 000 na puberdade e nenhuma na menopausa.

Tubas Uterinas - as tubas uterinas ou trompas de Falópio têm por função encaminhar o óvulo em direção ao útero. Elas são formadas por dois condutos com aproximadamente 12 cm de comprimento, localizados na cavidade abdominal.

Podemos distinguir três regiões diferentes em cada uma das trompas: a intramural, a ístmica e a infundibular. A primeira localiza-se no interior da parede uterina, atravessando-a e abrindo-se no interior do útero, através de um pequeníssimo orifício.

A porção intermediária ou ístmica representa maior pare da trompa e também a mais estreita. Na extremidade oposta à porção intramural, encontra-se a porção infundibular que é mais dilatada. Possui as bordas franjeadas (fímbrias) que ficam em contato com os ovários e são responsáveis pela captura do óvulo quando ele eclode na superfície dos ovários. É no interior da região infundibular das trompas que ocorrem o processo de fecundação e a formação do zigoto, o qual é conduzido ao útero para a nidação.

Internamente, ao longo das trompas de Falópio, encontra-se um epitélio ciliado que auxilia no deslocamento do óvulo em direção ao útero. As paredes possuem musculatura lisa e realizam movimentos peristálticos (semelhantes àqueles realizados pelos órgãos do tubo digestivo) que também auxiliam no deslocamento do óvulo.

Fisiologia do Sistema Reprodutor Feminino

O folículo é uma unidade formada por muitas células, presentes nos ovários. É dentro dos folículos que se desenvolve o óvulo e ocorre a produção de hormônios sexuais femininos.

A mulher nasce com aproximadamente 200 000 folículos primários em cada ovário, os quais amadurecem formando os folículos secundários. A partir da puberdade, uma vez por mês, um folículo secundário amadurece mais ainda, por estímulo do hormônio hipofisário FSH (Hormônio Folículo Estimulante), e forma o folículo maduro ou folículo de Graaf, que contém o óvulo e produz grande quantidade de estrógeno, que prepara o útero para a gravidez.

Por volta do 14º dia após o primeiro dia da menstruação, o folículo está totalmente maduro. Recebe então a influência de outro hormônio hipofisário, o LH (Hormônio Luteinizante), que estimula a ovulação. Após a ovulação, o folículo transforma-se no corpo-lúteo ou amarelo, que inicia a produção de hormônio progesterona, que age sobre o útero, mantendo-o propício para a gravidez.

Caso ocorra a fecundação, o corpo-lúteo, por estímulo da gonadotrofina coriônica, produzida pela placenta, permanece produzindo a progesterona, o que mantém o endométrio proliferado, capaz de nutrir o embrião em desenvolvimento.

Caso não se verifique a gravidez, o corpo-lúteo regride, transformando-se no corpo albicans. Após 14 dias da ovulação, pela falta de progesterona, o endométrio descama, constituindo a menstruação, quanto tem início um novo ciclo hormonal.

Nas mulheres, a ovulação se encerra entre 45 e 50 anos de idade, fenômeno denominado menopausa. Num ciclo de 28 dias, o período de maior fertilidade fica entre o 10º e o 18º dia do ciclo.

As pílulas anticoncepcionais são constituídas de estrógenos e progesterona, que assim impedem o amadurecimento dos folículos e, consequentemente, a ovulação. Não ocorrendo a ovulação, não há chance de fecundação. Os ciclos ovulatórios são, geralmente, alternados. Um ciclo ocorre no ovário direito, e o outro, no ovário esquerdo.

A suspensão da menstruação é um dos sintomas da gravidez. Durante ela, não ocorrerão novas ovulações e nem menstruações.

Ovulogênese

A ovulogênese é a gametogênese feminina. Visa à formação do óvulo e realiza-se a partir do epitélio germinativo do ovário, com células diplóides, denominadas ovogônias ou ovulogônias.

Na fase de multiplicação, a ovogônia se divide por mitoses sucessivas e dá origem a numerosas células. Ao contrário da espermatogênese, na ovogênese, todas as células seguem o processo sem conservação da ovogônia. As células restantes da multiplicação sofrem o processo de crescimento (fase de crescimento) e se transformam nos ovócitos I (primários).

Na fase de maturação, cada ovócito I (diplóide) dá, por meiose I (reducional) duas células haplóides: o ovócito II (secundário), relativamente grande, e o 1º glóbulo polar, de tamanho reduzido.

Logo a seguir, o ovócito II se divide por meiose II (equacional), dando duas células também diferentes em tamanho: ovótide, bem desenvolvida, e o 2º glóbulo polar, muito menor. Algumas vezes, o 1º glóbulo polar também se divide por meiose II. A ovótide se transforma em óvulo. Portanto, cada ovócito I dará origem a um óvulo e a três glóbulos polares, geralmente estéreis.

Na espécie humana, a ovulogênese inicia-se nos primeiros meses de vida intra-uterina do feto, sendo paralisada quando o ovócito I inicia a maturação, estágio que é chamado de dictióteno. Desta forma, ao nascer, a menina apresenta um "estoque" de folículos contendo ovócitos I em dictióteno. À medida que ela vai crescendo, muitos folículos sofrem degeneração, transformando-se em folículos atrésicos. Todos os ovócitos permanecerão em dictióteno até a época da ovulação, que terá início por volta dos 12 ou 13 anos de idade, encerrando-se a partir da menopausa, por volta dos 45 aos 50 anos.

Óvulo Humano

No ser humano, o gameta feminino (óvulo) apresenta estrutura muito simples, sendo geralmente esférico, constituído por membrana plasmática, citoplasma e núcleo. O óvulo maduro, na maioria dos animais, é uma célula grande, geralmente esférica e que pode ser vista a olho nu. Em alguns casos, alcança tamanhos consideráveis, como é o caso dos répteis e das aves.

Basicamente, um óvulo humano apresenta a seguinte estrutura:

Membrana primária ou vitelínica que é a membrana plasmática, sempre a mais interna; há também a membrana secundária, formada pelas secreções das células foliculares (membrana pelúcida no óvulo humano), e membranas terciárias, que se depositam ao redor do óvulo, após ele ter saído do ovário. Podem ser bainhas quitinosas, calcárias ou de outra natureza (coroa radiata formada pelas células foliculares, nos mamíferos).
Citoplasma - dividido em duas partes, o citoplasma formativo ou bioplasma, que fica ao redor do núcleo e citoplasma nutritivo ou deutoplasma, que armazena substâncias nutritivas, o vitelo ou lécito.
Núcleo, chamado vesícula germinativa, às vezes central, outras vezes polarizado. Tem forma oval, grande.

Geralmente, as regiões onde estão o núcleo com o bioplasma e o citoplasma nutritivo estão polarizadas. O pólo onde se encontra o núcleo com o bioplasma é chamado pólo animal, uma vez que dará origem a um novo indivíduo; e o pólo onde se encontra o deutoplasma é chamado de pólo vegetativo, uma vez que tem função nutritiva.

Tipos de Óvulos Animais

De acordo com a quantidade e a distribuição de vitelo e de bioplasma, identificaremos os seguintes tipos de óvulos e, consequentemente, de ovos:

Oligolécito - É também chamado de isolécito ou homolécito. Apresenta pouco vitelo, o qual se encontra distribuído homogeneamente com o bioplasma. Ex.: mamíferos e anfioxo.
Telolécito incompleto ou Mediolécito - Apresenta um pólo animal, com predomínio de bioplasma; e um pólo vegetativo, com predomínio de vitelo. É médio quanto ao vitelo. Ex.: os anfíbios
Telolécito completo ou Megalécito - Apresentam um pólo animal exclusivamente com bioplasma e um pólo vegetativo apenas com vitelo. é rico em vitelo. Ex.: aves
Centrolécito - Dispõe de uma região central com vitelo, enquanto o bioplasma se dispõe na periferia. É rico em vitelo. Ex.: artrópodes

Fonte: www.iesambi.org.br

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