A lembrança de uma viagem à República da África Central é algo mais que uma impressionante máscara de madeira. Nesta terra parece que o tempo parou, pois os moradores ainda convivem com suas práticas a ancestrais. Não encontrará exclusivos serviços de hotelaria nem elegantes transportes acondicionados para os viajantes forasteiros. Este destino é para aqueles que procuram algo diferente: conhecer a natureza exposta em toda sua virgindade, compartilhar com as comunidades seus costumes e crenças e viver a experiência de internar-se no coração da Àfrica.
A República da África Central ocupa uma superfície 622.436 quilômetros quadrados e como seu nome indica, encontra-se no centro do continente africano. Está limitada pelas nações de Chade e Sudaõ ao norte, Congo e República Democrática do Congo (antigo Zaire) ao sul, Camerum ao oeste e novamente Sudão na zona leste. A maior parte de seu solo encontra-se entre os 600 e 800 metros sobre o nivel do mar.
Na zona sul existem áreas florestais que se nutrem das chuvas tropicais com grandes cotas de umidade. Para o norte, onde forma-se parte do Sahel, o clima é um pouco mais seco. A época mais chuvosa do país é de maio a novembro. As condições dão lugar a uma variada gama de espécies animais e vegetais podendo-se encontrar desde oásis de palmeiras onde somente os camelos sobrevivem, até frondosas selvas com animais selvagens.
A área original da civilização ancestral da República da África Central desmanchou-se com o tráfico de escravos para as Américas. Os dados arqueológicos afirmam que existiram moradores na zona inclusive antes do nascimento do antigo império egípcio. Porém, a sociedade organizada foi-se colapsando gradualmente quando centenas de milhares de pessoas foram sacadas acorrentadas para serem transportadas à América como escravos das colônias européias. Os conquistadores árabes que chegaram do norte completaram o dano. Afirma-se que até o século XIX vinte mil escravos desta parte da Àfrica foram vendidos anualmente no mercado egípcio.
No meio deste cenário de devastação chegaram os franceses em 1880. Sem a experiência de exploração da área, o governo francês dividiu a zona em 17 parcelas que cedeu a diversas empresas em troca de 15% dos benefícios econômicos. Pela necessidade da mão de obra barata, estas companhias praticamente confiscaram os povoadores nativos e os obrigaram a trabalhar. Aqueles que abandonavam o trabalho eram assassinados ou torturados. Este tipo de opressão naturalmente propiciou resistência nos povoadores e os africanos fizeram sentir seu desacordo até 1930 quando foram reduzidos pelos militares franceses, ao que somou-se a fome e as epidemias mortais.
Os primeiros sinais de nacionalismo chegaram logo da Segunda Guerra Mundial com o movimento Evolutiom Sociale de l´Afrique Noire a mãos de Barthelemuy Bogana, que morreu misteriosamente em 1959. Foi seguido por David Dacko que converteu-se no primeiro presidente com a independência de 1960. Dracko transformou seu governo em um sistema ditatorial que durou até o golpe militar de Jean-Bedel Bokassa em 1966. Durante 13 anos mais se seguiram cruéis anos de opressão. Apesar deste duro regime, França desejava os depósitos de urânio de Bakouma e coordenou ações perto da fronteira com Sudão apoiando o regime de Bokassa.
Posteriormente, em 1976, Bokassa embarcou-se em sua anelada fantasia e nomeou-se Imperador do Império da África Central. A coroação se fez em 1977. Dois anos mais tarde, França cortaria de vez a ajuda ao império. Quando Bokassa visitava Líbia procurando fundos para seu sistema, os franceses apoiaram o golpe de Dacko que toma as rédeas do império. Dois anos mais tarde, Dacko foi deposto por André Kolingba que cria um estado de um partido só em 1986, reprimindo e eliminando todo partido opositor.
Em 1990, o governo de Kolingba balança com as numerosas demostrações de desacordo por parte dos diversos movimentos populares em Bangui. Kolingba foi forçado a aceitar o princípio de democracia multi-partidista, celebrando eleições em outubro de 1992 as quais, devido às caóticas condições, foram boicoteadas pelo principal grupo da oposição (a Confederação de Forças Democráticas). Os resultados foram declarados nulos e em maio de 1993 se impus um governo transitório. Dois meses mais tarde se consegue finalizar com o período brutal de Kolingba com a eleição de Ange Patessé como presidente da nação. Na atualidade continua seu governo, havendo nomeado como primeiro ministro a Michel Gbezera-Bria em janeiro de 1998.
A área original da civilização ancestral da República da África Central desmanchou-se com o tráfico de escravos para as Américas. Os dados arqueológicos afirmam que existiram moradores na zona inclusive antes do nascimento do antigo império egípcio. Porém, a sociedade organizada foi-se colapsando gradualmente quando centenas de milhares de pessoas foram sacadas acorrentadas para serem transportadas à América como escravos das colônias européias. Os conquistadores árabes que chegaram do norte completaram o dano. Afirma-se que até o século XIX vinte mil escravos desta parte da Àfrica foram vendidos anualmente no mercado egípcio.
No meio deste cenário de devastação chegaram os franceses em 1880. Sem a experiência de exploração da área, o governo francês dividiu a zona em 17 parcelas que cedeu a diversas empresas em troca de 15% dos benefícios econômicos. Pela necessidade da mão de obra barata, estas companhias praticamente confiscaram os povoadores nativos e os obrigaram a trabalhar. Aqueles que abandonavam o trabalho eram assassinados ou torturados. Este tipo de opressão naturalmente propiciou resistência nos povoadores e os africanos fizeram sentir seu desacordo até 1930 quando foram reduzidos pelos militares franceses, ao que somou-se a fome e as epidemias mortais.
Os primeiros sinais de nacionalismo chegaram logo da Segunda Guerra Mundial com o movimento Evolutiom Sociale de l´Afrique Noire a mãos de Barthelemuy Bogana, que morreu misteriosamente em 1959. Foi seguido por David Dacko que converteu-se no primeiro presidente com a independência de 1960. Dracko transformou seu governo em um sistema ditatorial que durou até o golpe militar de Jean-Bedel Bokassa em 1966. Durante 13 anos mais se seguiram cruéis anos de opressão. Apesar deste duro regime, França desejava os depósitos de urânio de Bakouma e coordenou ações perto da fronteira com Sudão apoiando o regime de Bokassa.
Posteriormente, em 1976, Bokassa embarcou-se em sua anelada fantasia e nomeou-se Imperador do Império da África Central. A coroação se fez em 1977. Dois anos mais tarde, França cortaria de vez a ajuda ao império. Quando Bokassa visitava Líbia procurando fundos para seu sistema, os franceses apoiaram o golpe de Dacko que toma as rédeas do império. Dois anos mais tarde, Dacko foi deposto por André Kolingba que cria um estado de um partido só em 1986, reprimindo e eliminando todo partido opositor.
Em 1990, o governo de Kolingba balança com as numerosas demostrações de desacordo por parte dos diversos movimentos populares em Bangui. Kolingba foi forçado a aceitar o princípio de democracia multi-partidista, celebrando eleições em outubro de 1992 as quais, devido às caóticas condições, foram boicoteadas pelo principal grupo da oposição (a Confederação de Forças Democráticas). Os resultados foram declarados nulos e em maio de 1993 se impus um governo transitório. Dois meses mais tarde se consegue finalizar com o período brutal de Kolingba com a eleição de Ange Patessé como presidente da nação. Na atualidade continua seu governo, havendo nomeado como primeiro ministro a Michel Gbezera-Bria em janeiro de 1998.
Apenas 40% da população está no ítem dos alfabetiçados. A maior parte dos habitantes são protestantes (52%), embora também convivem os católicos (35%), os seguidores de religiõe tribais (5%), os muçulmanos (4%) e outros cultos (4%).
O artesanato tradicional está dedicado à elaboração de máscaras e artigos em madeira e malaquite. Também são populares os tecidos multicoloridos com desenhos pitorescos.
A capital de República da África Central, Bangui, encontra-se às beiras do Rio Obangui que fornece os principais recursos de desenvolvimento. O centro da atividade fica em uma intersecção não marcada de 5 quilômetros do centro até os maiores mercados da zona, passando pelos bares, vários centros de baile e concentrações de transporte público que circula em todas direções.
É importante conhecer o Museu de Boganda na Rue de l'Industrie entre a Avenida Boganda e a Avenida da Independência. Existem coleções de instrumentos musicais tradicionais que inclusive podem ser experimentados. Também pode-se desfrutar de demonstrações das tradições dos pigmeus e outras culturas.
Para conhecer as mostras artesanais representativas da Àfrica Central pode-se visitar o Centro Artesanal na rua da Independência a um quilômetro da Missão Católica. Ali encontrará numerosos objetos em marfim, batiks, roupas africanas, esculturas em madeira e máscaras de iniguálavel beleza. O Mercado Central é o mercado de abastos da cidade e nele transcorre a vida tradicional cotidiana.
Em torno de Bangui ficam umas impressionantes quedas de água, as Cascatas de Boali que adquirem uma envergadura impressionante na época das chuvas (encontram-se a 90 quilômetros ao nordeste da capital).
Levando em conta a segurança com que debe-se prever seus percursos pelo país recomendamos visitar Berberati, onde pode desfrutar de uma paisagem algo estranha e mística. Birao é uma pequena cidade perto à fronteira com Sudão.
Bouar é outro interessante povo no caminho entre Camerum e Bangui. A área está dotada de monumentos de pedra. Também aqui encontra-se a base militar francesa maior da região. É importante lembrar que deve-se ter cuidado de noite.
Mais adiante, sobre o mesmo caminho a Camerum, encontra-se a segunda cidade em extensão, Bossembélé, onde passa o controle policial, assim lembre-se de levar em mãos sua documentação.
Os pratos típicos da República da África do Sul estão elaborados a base de carne de crocodilo, macaco, antílope, carne de vaca, porco espinho, frango, queixada e peixes de água doce.
Lembre-se beber água engarrafada nas zonas mais afastadas do país.
Os principais artigos que podem-se adquirir no país são os relacionados com os artesanatos tradicionais. Pode-se conseguir máscaras multicoloridas elaboradas basicamente em madeira, tecidos, figuras feitas com fibra de vegetais e roupas de vestir típicas com desenhos nativos de grande beleza.
A população da República da África Central está calculada aproximadamente, em 3.342.000 milhões de habitantes (informação de 1997). A maior parte deles vivia de modo tradicional em congregações tribais nas zonas de campo até que Bokassa recolocou pela força a diferentes grupos nas áreas próximas aos caminhos principais. Perto de 85% da população está dedicada a atividades de cultivo. O idioma oficial é o francês, mas os nativos comunicam-se principalmente em sango.
Em Bangui poderá encontrar diversos lugares de diversão como o bar do Sofitel Banqui, uma localidade no istmo às beiras do Rio Oubangui. Desde seus terraços pode-se ver os hipopótamos fazendo seus jogos. Servem cervejas e bebidas leves embora a preços exorbitantes.
Os passeios pelo interior do país tem o encanto preferido para aqueles visitantes que procuram o diferente. Existem instalações rústicas nas beiras de alguns rios onde se pode pernoitar para fazer percursos em caminhadas ao longo do dia. Tem que ter cuidado com a comunicação com os moradores para poder continuar o passeio sem dificuldades.
As zonas de campo são agrestes mas estão cheias de uma beleza exótica que é procurada por alguns intrépidos. Pode consultar alguns moradores que conheçam muito bem a zona para conhecer com mais detenimento a área.
Os feriados oficiais são o 1 de Janeiro Ano Novo; o 29 de Março Dia da Comemoração de Boganda; o 1 de Maio Dia do Trabalho; o 30 de Junho Dia do Orador Nacional; o 13 de Agosto, a Independência; o 15 de Agosto, o 1 de Novembro, o 1 de Dezembro (Dia Nacional), o 25 de Dezembro (Natal) e também especialmente as datas correspondentes à Semana Santa.
Os destinos internacionais estão atendidos pelas companhias Air Gabon, Lina Congo, Cameroum Airlines, Air France e Air Afrique. Esta última oferece também os serviços domésticos.
Os principais pontos do país estão conectados por vias de ferro e também existem algumas conexões internacionais para o Congo, Chade, Camerum, Sudão e Zaire.
Em geral, as condições dos caminhos são pouco confiáveis. O melhor momento para viajar é o tempo seco, pois nos dias de chuva ficam praticamente inabilitadas as estradas.
Existem muitas rotas de ônibus que fazem ligação com Camerum e as povoações vizinhas. Os mini-ônibus que circulam para Bangui e as cidades mais importantes viajam geralmente muito cheios.
Fonte: www.rumbo.com.br
República Centro - Africana
1 de dezembro 1958 ( Dia da República)
622.984 km2
3.799.897 habitantes (est. 2005 )
1,49% (2005)
5,203 km
Camarões 797 km, Chade 1,197 km, República Democrática do Congo 1,577 km, República do Congo 467 km, Sudão 1,165 km
Bangui. 14 prefeituras, 2 prefeituras econômicas e 1 prefeitura comum; Bamingui-Bangoran, Bangui, Basse-Kotto, Haute-Kotto, Haut-Mbomou, Kemo, Lobaye, Mambere-Kadei, Mbomou, Nana-Grebizi, Nana-Mambere, Ombella-Mpoko, Ouaka, Ouham, Ouham-Pende, Sangha-Mbaere, Vakaga .
Francês (oficial), Sangho (língua franca e nacional), línguas tribais.
Crenças indígenas 35%, Protestante 25%,Católica Romana 25%, Muçulmanos 15%.Nota: crenças e práticas animísticas influenciam a maioria cristã.
População total: 41.01 anos
Homens: 39.21 anos
Mulheres: 42.86 anos (2005 est.)
República Presidencialista
Presidente François Bozizé
Elie Doté
US$ 4. 248 bilhões ( 2004 )
0.5% ( 2004 )
US$ 1.100 ( 2004 )
agricultura: 55%
indústria: 20%
serviços: 25% (2001 est.)
US$ 308 milhões (2002)
US$ $172 milhões f.o.b. (2002 est.) diamantes, madeira, algodão, café, tabaco
US$$136 milhões f.o.b. (2002 est.) agro-alimentares, têxteis, petróleo e derivados, maquinas, equipamento elétrico, veículos automotores, químicos e farmacêuticos.
Bélgica 41%, Itália 8.9%, Espanha 8.5%, Indonésia 7.6%, França 6.3%, EUA 5.3% (2004)
França 19.4%, EUA 16.3%, Camarões 8.3%, Bélgica 5.6% (2004)
Franco da Comunidade Financeira Africana (XAF).
O país situa-se praticamente no centro geográfico da África, ao norte da República Democrática do Congo – RDC. País insular, com área territorial de 622.984 km2, faz fronteira com Camarões, Chade, República Democrática do Congo, República do Congo e Sudão.
O clima é tropical, quente, com invernos secos e verões húmidos. A topografia é formada por vasto planalto e montanhas esparsas nas regiões nordeste e sudoeste.
A RCA enfrenta enchentes periódicas e ameaça de desertificação, em decorrência do deflorestamento. A caça ilegal, apesar de combatida, também constitui um desafio para as autoridades.
A agricultura do país é pobre, com apenas 3.1% de terras cultivadas e 0.14% destinadas à pecuária; o restante, 96.76%, ainda não é aproveitado. Os principais recursos naturais são diamantes, urânio, madeira, ouro, petróleo e energia hidroelétrica.
Os principais grupos étnicos são os Baya 33%, Banda 27%, Mandjia 13%, Sara 10%, Mboum 7%, M'Baka 4%, Yakoma 4%, outros 2%.
Grupos religiosos: protestantes 25%, católicos 25%, muçulmanos 15% e crenças locais 35%.
Os principais partidos políticos são : Aliança Para a Democracia e Progresso (ADP), Assembléia Democrática Centro-Africana (RDC), Foro Cívico (FC), Partido Democrático Liberal (PDL), Movimento pela Democracia e Desenvolvimento (MDD), dentre outros.
O Poder Judiciário é constituído pela Corte Suprema ou Corte Constitucional (integrada por três juizes indicados pelo Presidente da República, três pelo Presidente da Assembléia Nacional e três pelos próprios juízes), uma Corte de Apelações, Cortes Criminais e Cortes Inferiores.
A República Centro-Africana obteve sua independência da França em 1960. Seguidos governos militares mergulharam o país em ciclos de má administração até o restabelecimento de um governo civil em 1993. A colônia francesa de Ubangi-Shari obteve sua independência em 1960, com o nome de República Centro-Africana. As três décadas seguintes foram marcadas por crises sucessivas e envolvimento dos militares na política do país.
Diversos governos autoritários se sucederam nesse período: Imperador Jean-Bedel Bokassa, Coronel Mancion e General-Presidente André Kolingba Em 1993, com apoio direto da França, realizam-se eleições e assume o poder civil o Presidente Angé-Felix Patassé.
O seu governo foi também marcado por sucessivas revoltas militares que culminaram, em 2003, com sua deposição por golpe militar liderado pelo General François Bozizé e o estabelecimento de um governo de transição, que, no entanto, apesar do apoio inicial de setores representativos da sociedade civil, permaneceu com dificuldades para exercer controle absoluto do país e debelar focos de rebelião persistentes no interior.
Em junho de 2005, concluiu-se o segundo turno das eleições gerais que confirmaram a eleição do novo Presidente da RCA, General François Bozizé, 86 novos membros do Parlamento, bem como a designação do Primeiro-Ministro Elié Doté e um Gabinete composto por 26 integrantes. As eleições contaram com significativa mobilização popular e apoio da comunidade internacional, em particular do Escritório da ONU de Apoio à Construção da Paz (BONUCA) e da União Africana, que decidiu revogar as sanções impostas à RCA em decorrência do processo de redemocratização em curso no país.
No entanto, problemas de segurança persistem na capital Bangui e na região norte do país, com conflitos entre forças do Governo e rebeldes, que ocasionaram fluxo de 8.500 refugiados para o Chade até o início de julho.
A Comunidade Econômica e Monetária da África Central (CEMAC) manteve, em resposta, contingente militar no país por período adicional de seis meses e a RCA procura coordenar esforços com o Chade e República do Cameroun, com o objetivo de aumentar a segurança interna. A RCA necessitará de apoio político e econômico-financeiro da comunidade e organismos internacionais para poder vencer o desafio de consolidar suas instituições democráticas e vencer a ameaça da desestabilização ocasionada pelos conflitos internos.
A República Centro-Africana é um país membro da Comunidade Econômica e Monetária da África Central, conjuntamente com Cameroun, Chade, Congo, Guiné Equatorial e Gabão ( CEMAC ), organismo criado com o objetivo de integrar e modernizar as economias dessa subregião e sobretudo promover a paz interna e democracia nos países membros, de acordo às exigências da União Africana ,globalização da comunidade internacional e objetivos do Milênio estabelecidos pelas Nações Unidas. A última Conferência da CEMAC realizou-se em Brazzaville, capital da República do Congo, em 7 de junho último , e, dentre outras considerações, reforçou a tese de comprometimento com os objetivos da Nova Parceria Econômica para o Desenvolvimento da África – NEPAD – e a correlação entre paz e desenvolvimento, consubstanciada na recente realização de eleições na República Centro-Africana. Agricultura de subsistência e florestal permanecem como base da economia, com 70% da população situada nas zonas rurais. Metade do PNB é gerado pela agricultura. A exportação de madeira constitui 16% do total e a indústria de diamantes 54%. O país enfrenta difícil situação insular, deficiente sistema de transportes, força de trabalho despreparada e um legado de regimes autoritários, corruptos e ineficientes, sobretudo em termos de implementação de políticas econômicas voltadas ao desenvolvimento.
Desde sua independência da França em 1960, a RCA manteve com a antiga metrópole sua vertente única de política externa.
A instabilidade política interna, com governos autoritários, golpes de estado e conflitos entre facções rivais, praticamente paralisaram qualquer possibilidade de traçar objetivos e ações de uma política externa de defesa dos interesses nacionais, pelo menos de acordo aos padrões exigidos para países com grau mínimo de desenvolvimento político-econômico. Passaram a ocorrer seguidas intervenções armadas da França no país, sob a justificativa política de evitar golpes e confrontos armados e apoiar a destituição de líderes ditatoriais.
As últimas eleições na RCA, aliadas à atual ênfase da UA de modernizar e democratizar o continente, constituem elementos positivos para que o país persista na implementação de políticas voltadas a superar o atraso econômico ( o último índice de crescimento do PNB foi em 2004 de 0.5% ) e a instabilidade política interna.
Brasil e RCA não mantém relações diplomáticas nos moldes tradicionais, com Embaixadas residentes ou sequer cumulativas. Os contatos mantidos até o presente circunscreveram-se à troca de informações e consultas entre Delegações dos dois países nos foros de organismos internacionais, sobretudo nas Nações Unidas. O intercâmbio comercial entre os dois países é praticamente inexistente.
Em 2004, o Brasil exportou US$ 408.000 ( trocadores de calor, tubulares, metálicos, partes de máquinas e aparelhos de ar condicionado, madeiras tropicais, calçados, partes e acessórios para tratores ) e importou US$ 244.000 ( latex de borracha natural, cilindros de lamionadores de metal, máquinas de impressão de jato de tinta, tubos de aço inox laminados a frio ).
Fonte: www2.mre.gov.br
CAPITAL: Bangui.
NACIONALIDADE: centro-africana.
DATA NACIONAL: 13 de agosto (Independência), 01 de dezembro (Proclamação da República).
LOCALIZAÇÃO: centro da África.
ÁREA: 622.436 Km2.
CLIMA: equatorial, tropical.
PRINCIPAIS CIDADES: Bangui, Berbérati, Bouar, Bambari, Carnot.
POPULAÇÃO: 3,9 milhões (em 2004).
IDIOMA: francês.
MOEDA: franco CFA.
Fonte: www.culturatura.com.br
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