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República Dominicana

     

Centenas de quilômetros de areia fina e branquinha, água cristalina, milhões de coqueiros e um sol pra cada visitante: o sonho caribenho permanece firme e forte no topo do consumo turístico. Isso sem falar nos cassinos, na sensualidade, no merengue e no rum, aspectos que desenham o conceito da República das Pulseirinhas. Trata-se do país que concentra o maior número de resorts all-inclusive do planeta, a República Dominicana, marcada como porta de Cristóvão Colombo para o "descobrimento" da América.

Um pouco menor que o estado do Espírito Santo, o país cinde a ilha de Hispaniola com o Haiti, que em contrapartida é a terra do "todos-excluídos". A economia à base de cana-de-açúcar, tabaco e frutas foi rapidamente ultrapassada pela multidão de gringos que povoam os 400 resorts de sistema tudo-incluído. E o "tudo" significa refeições, bebidas, aulas e atividades oferecidas pelo hotel, basta trancar a carteira no cofre e vestir a pulseirinha.

A coerência de "o que vale é o destino e não o hotel" não é aplicada às férias na República Dominicana, uma vez que a escolha do pacote implica na qualidade da sua viagem. Por exemplo, os resorts mais baratos não têm serviços de praia, de piscina e nem de quarto, com exceção da arrumação. É necessário reservar cedo as aulas, a maioria das atividades de ócio e os jantares a la carte, se você prefere não comer no bufê basicão e gosta de alguma bebida alcoólica que não seja apenas rum. No final das contas, vale pesquisar os pacotes com minúcias, pois já que você vai viajar e gastar muito dinheiro, nada mais justo que comer muito bem e ter todas as mordomias que o Caribe oferece.

Fonte: viagem.uol.com.br

As regiões que concentram os resorts são: Punta Cana, paraíso idílico voltado para o mar do caribe, com as águas tão verdes quanto a sensação de afastamento do país pela ausência de cidades nas cercanias. Situada ao sudeste da ilha, está cerca de três horas de carro da capital Santo Domingo. Um pouco mais ao sul, em frente à ilha de Saona, está localizada a praia de Bayahibe, preservada e linda, onde você também pode se munir de pulseirinha.

Ao norte, Puerto Plata resplandece aos pés da Cordilheira Setentrional e se expande nas várias praias à leste. A primeira e mais lotada Playa Dorada, se confunde com um grande complexo turístico com campos de golfe, cassinos, lojas, clubes noturnos entre as dezenas de hotéis que movimentam os operários de Brugal, fábrica que produz cerca de 480 mil garrafas de rum por dia, das quais apenas 10% são exportadas. Outra praia que concentra o mesmo tipo de hotéis é Caberete, que pelo excesso de brisas é perfeita para praticar windsurf.

No entanto, é altamente recomendável desgrudar da pulseirinha e ir dar uma volta para descobrir os dominicanos, povo querido com musicalidade à flor da pele que tem sua cultura raiz devastada pelo turismo. A influência estadunidense é assustadora nas ruas da primeira capital do Novo Mundo, Santo Domingo: beisebol é como religião, carros correm envenenados nas ruas Lincoln e Churchill e o Malecón, orla da cidade, é intitulado Avenida George Washington. Um milhão de dominicanos vivem nos Estados Unidos e muitos mandam dinheiro para os nove milhões que povoam seu país natal.

O ano de 1492 marca a chegada de Colombo a essas terras, que abrigam vestígios da época melhor que qualquer outro lugar. No bairro Ciudad Colonial é possível passear a pé e ver o primeiro hospital, a primeira fortaleza, a primeira escola, a primeira catedral (foto) do Novo Mundo... Entre as 220 construções tombadas pela Unesco, se encontra o Alcazar de Colón, onde residiu no século 16 Diego Colombo, filho do navegante genovês.

No centro, o Mercado Modelo concentra algo da cultura haitiana que quase subsiste no país, como quadros créoles multicoloridos e lojas de brujeria, as ditas botânicas. Nelas é possível comprar poções para amarrar um homem, ganhar dinheiro ou maltratar alguém, entre pés de sapos e outros anfíbios.

Quando chega a noite, os restaurantes da Plaza España lotam, os coqueiros acendem e iluminam as mesas ao ar livre à beira do rio. A Ciudad Colonial esconde clubes noturnos de música ao vivo e dança. Merengue e bachata embalam pessoas de todas as idades e de vários cantos do planeta. Quem quiser se aprofundar na cultura dominicana deve se aventurar em cidades menos turísticas, como Santiago e Higüey. Outro aspecto peculiar são as brigas de galo, que geram milhares de apostas e são permitidas por lei.

Anoitecer em Santo Domingo
Anoitecer em Santo Domingo

Há também bares e restaurantes nos bairros de elite, que para chegar é necessário percorrer de táxi as largas avenidas e os prédios enormes de Santo Domingo. A maioria de construções urbanas foi levantada durante os 31 anos da sangrenta ditadura de Rafael Leonidas Trujillo, que enriqueceu às custas do estado e fez uma "limpeza étnica" com o assassínio de mais de 12 mil haitianos, em 1937.

Utilidades

Fonte: viagem.uol.com.br

Para Chegar

O Aeroporto Internacional Las Américas, em Santo Domingo, é um tanto quanto confuso e os oficiais podem não ser tão gentis. Tome cuidado com pessoas que oferecem ajuda para carregar a bagagem. Chegar pelo Aeroporto Internacional Lá Unión, em Puerto Plata, é bem mais tranqüilo.

Quando ir: Janeiro é o mês mais frio, mas mesmo assim é quente o suficiente para nadar e curtir o bom tempo na República Dominicana. Agosto é o mês mais quente.

Gastronomia

A característica marcante na cozinha dominicana é a mistura latina, africana e européia, com pratos típicos como o mofongo, purê de banana verde e chicharróns, pedaços de porco torrados. Outros pratos típicos são el Mangú, el Chechén e la yuca. Arroz, feijão, carne de porco, banana e outras frutas, peixes e frutos do mar, milho, frango, frituras, tortas, batatas, entre outros alimentos fazem parte da culinária cotidiana dos dominicanos. As bebidas mais famosas são o rum Brugal e a cerveja Presidente.

Segurança

É bom saber que apesar de quase não haver crimes com arma de fogo no país, acontece de ver cidadãos dominicanos com armas na cintura. Talvez seja mais uma influência americana, o hábito é símbolo de status. Nas áreas turísticas há segurança específica, mas se você quiser se aventurar por aí, melhor estar na companhia de um guia local.

Fonte: www.guiadasemana.com.br

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