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REVOLTA DE VILA RICA

( 1720 )

Diversos movimentos nativistas se registraram no Brasil. O que caracterizou esses movimentos foi a repulsa aos abusos do físico português, sem contestar, no entanto, o domínio luso. Ao contrário, havia uma convivência harmoniosa entre a aristocracia colonial e a da metrópole. As revoltas relacionavam-se à defesa de interesses locais e regionais.

Fatores que determinavam a ocorrência dos mesmos foram

As contradições internas: exploração e desenvolvimento.

A política colonial portuguesa após a Restauração.

As idéias iluministas: liberdade, igualdade, fraternidade.

A Revolução Industrial e o liberalismo econômico.

A Revolução Francesa (1789).

A crise da mineração e o arrocho na cobrança de tributos pela metrópole.

Principais Movimentos

Revoltas de Beckman

Durante vários momentos e em diversos locais da colônia, os interesses de colonos e missionários se chocaram. Um exemplo desse choque de interesse ocorreu no Maranhão em fins do século XVII.

A capitania do Maranhão não era rica, pois o cultivo da cana em suas terras não era viável.

A possibilidade dos colonos de comprarem escravos, muito caros, eram pequenas, por outro lado, os jesuítas também não permitiam a escravização dos índios, pois eles próprios exploravam o trabalho indígena. Para agravar a situação, a Companhia Geral do Comércio do Estado do Maranhão, que defina o controle da região, também descontentava os colonos.

Revoltados com a situação, em fevereiro de 1684, os colonos, liderados pelo rico fazendeiro Manuel Beckman, prenderam o Capitão-Mor do Maranhão e tomaram os armazéns da Companhia do Maranhão. Com a deposição das autoridades, formaram um governo provisório, expulsaram os jesuítas e pediram providências a Portugal.

Portugal agiu rapidamente e, aproveitando-se da falta de consistência do movimento, arrasou com a revolta, sendo Manuel Beckman e Jorge Sampaio, outro líder, executados.

A rebelião ocorreu contra a Companhia Geral de Comércio do Maranhão, que não cumpriu os acordos feitos com os colonos, e contra a Companhia de Jesus, que era contrária à escravização indígena.

Guerra dos Emboabas

Estudamos anteriormente que a descoberta das minas de ouro mudou os rumos da economia colonial. Milhares de pessoas abandonaram suas religiões para procurar ouro, atraindo, inclusive, muitos portugueses para a região.

Essa migração no início do século XVIII desagradou aos paulistas, que descobriram as minas e aos quais um ato real de 1694 garantia o direito de posse das terras. No entanto, a grande quantidade de pessoas que chegava á região das minas tornou praticamente impossível o controle da posse das terras.

Já vimos também que a descoberta do ouro levou a um grande desenvolvimento da agricultura e da pecuária. O comércio desses produtos era praticamente monopolizado pelos baianos, que determinavam os preços desses produtos a valores altíssimo. Também se tornou comum o contrabando de metais preciosos, controladores pelos emboabas, apelido dado aos baianos e portugueses ricos.

Essas discrepâncias criaram um clima de hostilidade entre paulistas, baianos e portugueses. Após alguns pequenos atritos e intrigas, estourou um conflito. Os emboabas, liderados pelo fazendeiro Manuel Nunes Viana, conseguiam expulsar os paulistas da região. Nunes Viana foi então empossado como governador das Minas Gerais. Os paulistas retornaram à região e reiniciaram os conflitos. Nessa ocasião, cerca de 300 paulistas foram encurralados e rendidos e, após terem largado as armas, foram dizimados. Esse fato ficou conhecido como "Capão da Traição". Em abril de 1709, os paulistas, comandados por Amador Bueno da Veiga, retornaram às Minas e, em pouco tempo, foram obrigados a se retirar, pois chegaram reforços aos emboabas.

Para resolver o impasse e encerrar o conflito, Portugal criou a capitania de São Paulo e das Minas. Em 1720 foi criada a capitania das Minas Gerais.

Muitos paulistas, no entanto, abandonaram a região e partiram para a busca de ouro em outras localidades, iniciando assim a exploração de ouro nas regiões do Mato Grosso e de Goiás.

Revolta de Vila Rica

No período da mineração, havia muita sonegação e contrabando de ouro. Consciente, a Coroa restaurou a cobrança do quinto através das casas de Fundição e criou várias delas na região das minas. A revolta de Felipe dos Santos foi uma revolta contra mais essa cobrança de impostos.

Felipe dos Santos liderou uma multidão e se dirigiu à Vila de Ribeirão do Carmo (atual Mariana) para exigir do governador de Minas o fechamento da Casa de fundição e a redução dos impostos.

O conde prometeu atender às reivindicações. Depois de já acalmadas os ânimos, o governador desencadeou a repressão.

As tropas portuguesas tomaram Vila Rica, prendendo várias pessoas. Felipe dos Santos, o principal responsável pela rebelião, foi executado e esquartejado.

Guerra dos Mascates

Desde fins do século XVIII, Olinda, capital de Pernambuco, demonstrava nítidos sinais de decadência. Em contrapartida, Recife apresentava um excelente desenvolvimento comercial. A posse do novo governador da capitania em 1707, Sebastião de Castro e Caldas, garantia a realização dos interesses dos recifenses. Em 1709, foi aprovado um projeto que tornava Recife uma Vila. As pretensões econômicas de Recife também estavam sendo atendidas, o que descontentou muito Olinda e seus aristocratas, que enxergavam a possibilidade de terem seus interesses econômicos esquecidos por Portugal.

Em Olinda, a ordem era não acatar à nova determinação. Em 10 de outubro de 1710, houve uma tentativa de assassinato contra Sebastião de Castro e Caldas, que rapidamente agiu e mandou prender o Capitão-Mor. A reação em Olinda foi violenta e obrigou o governador a fugir para a Bahia. Após a fuga de Castro Caldas, os olindenses invadiram Recife. Um novo governador foi então empossado, o Bispo Bernado Vieira Melo. O novo governador se encontrava claramente a favor de Olinda, e rapidamente tomou providências para impedir a reação de Recife.

Recife possuía sua frente de resistência, formada por seus comerciantes, apelidados de mascates.

Diversos conflitos ocorreram entre as duas cidades até a nomeação de D. Félix José Machado de Mendonça, mandado por Portugal para resolver os problemas. Sua posição era favorável a Recife, que novamente subiu à categoria de Vila e se tornou capital. A reação de Olinda foi imediata mas rapidamente sufocada, culminando com a prisão de vários aristocratas e o desterro do Bispo Bernardo.

Fonte: www.brasilescola.com

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