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REVOLTA PRAIEIRA

( 1840 )

A Revolta Praieira, também denominada como Revolução Praieira ou simplesmente Praieira, foi um movimento de caráter separatista e liberal que eclodiu em Olinda, na então Província de Pernambuco, no Brasil, a 7 de Novembro de 1848, prolongando-se até 1852.

Características

De forma global, inscreveu-se no contexto das revoluções socialistas e nacionalistas que varreram a Europa neste período do século XIX.A nível local, foi influenciada pelas idéias liberais que se queixavam da falta de autonomia provincial, sendo marcada pelo repúdio à monarquia, com manifestações a favor da independência política, da república e por um reformismo radical.Com fundo social, econômico e político, contou com a participação das camadas menos favorecidos de Pernambuco. Os líderes do movimento reuniam-se na sede do jornal O Diário Novo, à Rua da Praia, em Recife.

O movimento

A revolta teve como causa imediata a destituição, pelo Imperador, do Presidente da Província Antônio Pinto Chichorro da Gama (1845-1848), representante dos liberais, que tentava refrear o poder das famílias da aristocracia rural locais. Esse gesto foi interpretado como mais uma arbitrariedade imperial.A revolta eclodiu em 7 de novembro de 1848, sob a liderança do deputado liberal Joaquim Nunes Machado e com o apoio do capitão Pedro Ivo Veloso da Silveira e de Borges da Fonseca. No documento que denominaram Manifesto ao Mundo, estavam previstos como principais pontos: emprego para todos, voto universal, comércio a retalho só para os brasileiros (os portugueses só poderiam vender no atacado), fim da escravidão, liberdade de expressão e de imprensa. O Presidente nomeado da Província, Herculano Ferreira Pena, foi afastado.

A sua primeira batalha foi travada no povoado de Maricota (atual cidade de Abreu e Lima).A Província foi pacificada por Manuel Vieira Tosta, indicado como novo presidente, auxiliado pelo Brigadeiro José Joaquim Coelho, novo Comandante das Armas. As forças rebeldes foram derrotadas nos combates de Água Preta e de Iguaraçu.Com o fim da Praieira, iniciou-se a segunda fase do Segundo Reinado, um período de tranqüilidade política, fruto do Parlamentarismo e da Política da Conciliação implantados por D. Pedro II.

Fonte: pt.wikipedia.org

REVOLTA PRAIEIRA

( 1840 )

De inspiração liberal e federalista, esse movimento aconteceu em Pernambuco entre 1848 e 1852, ligado às lutas político-partidárias remanescentes do período da Regência e da consolidação do império.

O motivo principal, que deu nome à revolta, ocorreu em torno do jornal "Diário Novo", localizado na rua da Praia em Recife. Lá se reuniam os "praieiros", setores radicais do Partido Liberal daquele Estado, após a destituição do governador de Província Antônio Chichorro da Gama, acirrado inimigo dos "guabirus" - grupos poderosos da aristocracia pernambucana ligados ao Partido Conservador.

Os praieiros iniciaram em Olinda uma rebelião contra o novo governo provincial, que se espalhou rapidamente por toda a zona da mata pernambucana. No ano seguinte, lançaram o "Manifesto ao Mundo", onde defendiam o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, o federalismo e a extinção do Poder Moderador. Mas, apesar de reunir quase 2500 combatentes, o movimento acabou sendo sufocado e desarticulado pelas forças legalistas.

Fonte: www.senado.gov.br

REVOLTA PRAIEIRA

( 1840 )

Movimento de inspiração liberal e federalista ocorrido em Pernambuco entre 1848 e 1850. Está ligado às lutas político-partidárias remanescentes da Regência. Sua derrota é uma demonstração de força do governo central do império.

Em abril de 1848, os setores radicais do Partido Liberal pernambucano – reunidos em torno do jornal Diário Novo, na rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros – condenam a destituição do governador da província, Antônio Chichorro da Gama. À frente do poder, ele combate os guabirus, o grupo mais poderoso da aristocracia proprietária e da burguesia mercantil, ligado ao Partido Conservador. Em outubro, liderados pelo general Abreu e Lima, pelo capitão de artilharia Pedro Ivo Veloso da Silveira, pelo militante da ala radical do Partido Liberal Antônio Borges da Fonseca e pelo deputado Joaquim Nunes Machado, os praieiros iniciam em Olinda uma rebelião contra o novo governo provincial. O movimento espalha-se rapidamente por toda a Zona da Mata pernambucana.

Em janeiro de 1849, os revoltosos lançam o Manifesto ao Mundo. Defendem o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes constituídos, a extinção do Poder Moderador, o federalismo e a nacionalização do comércio varejista. Depois de receber a adesão da população urbana pobre, os praieiros atacam o Recife em fevereiro de 1849 com quase 2,5 mil combatentes, mas são rechaçados. A rebelião é derrotada no começo de 1850.

Fonte: br.geocities.com

REVOLTA PRAIEIRA

( 1840 )

Insurreição ocorrida em Pernambuco, entre 1848-1849, que, no entender do jornalista Paulo Francis, "foi um movimento que buscou confusamente, pelas armas, uma solução que não a monárquica para os problemas institucionais do país". Segundo o historiador Amaro Quintas, "foi um movimento mais social do que político, onde predominou a insatisfação da massa explorada pelo feudalismo territorial".

No momento em que os praieiros iniciaram a revolta, Pernambuco vivia uma situação social tensa, com um reduzido número de proprietários rurais monopolizando quase toda a riqueza (só a família Cavalcanti era dona de um terço de todos os engenhos pernambucanos), enquanto que, na área urbana, principalmente na capital, uma burguesia comercial rica e poderosa, formada por portugueses, mandava em tudo.

Daí, a PRAIA ser considerada por alguns como uma revolta social, mesmo sabendo-se que a sua causa imediata foi a derrubada de um praieiro da presidência da província (Antônio Chichorro da Gama) e a nomeação do conservador Herculano Ferreira Pena para o seu lugar.

A Revolta do Partido da Praia (a denominação deve-se ao endereço do principal ponto de reunião dos líderes, que ficava na Rua da Praia, Recife) teve início em Olinda e, comandados pelo líder Nunes Machado, os revoltosos derrubaram Ferreira pena do governo, mas quando tentaram tomar o Recife de assalto, os praieiros foram derrotados e Nunes Machado morto. Os combates duraram cinco meses.

O "Manifesto ao Mundo", de 01 de janeiro de 1849, elaborado por Borges da Fonseca e publicado com a assinatura dos chefes militares como plataforma política da Revolta da Praia, defendia: "Voto livre e universal para o povo brasileiro; plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa; o trabalho como garantia de vida para o cidadão brasileiro; o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros; a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos; a extinção do poder moderador e do direito de agraciar; o elemento federal na nova organização; completa reforma do poder judicial, em ordem a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos; extinção da lei do juro convencional; extinção do atual sistema de recrutamento".

Fonte: www.pe-az.com.br

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