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Revolta Praieira

 

A Insurreição ou Revolta Praieira foi um movimento liberal e federalista formado no Estado de Pernambuco, entre 1848 e 1852.

Está ligado às lutas político-partidárias restantes do período da Regência brasileira.

Sua derrota é uma demonstração de força do governo central.

Em abril de 1848, os setores radicais do Partido Liberal pernambucano – reunidos em torno do jornal Diário Novo, na Rua da Praia, no Recife, e conhecidos como “praieiros” – condenam a destituição do governador da província Antônio Chichorro da Gama.

Em seus quatro anos à frente do poder, ele combate os “guabirus”, os grupos mais poderosos da aristocracia proprietária e mercantil, ligados ao Partido Conservador.

Em outubro, liderados pelo general Abreu e Lima, pelo capitão de Artilharia Pedro Ivo Veloso da Silveira, pelo militante da ala radical do Partido Liberal, Antônio Borges da Fonseca, e pelo deputado Joaquim Nunes Machado, os “praieiros” iniciam em Olinda uma rebelião contra o novo governo da província. O movimento espalha-se rapidamente por toda a Zona da Mata de Pernambuco.

Em janeiro de 1849, os revoltosos lançam o “Manifesto ao Mundo”.

Defendem o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes constituídos, a extinção do poder moderador, o federalismo e a nacionalização do comércio varejista.

Depois de receber a adesão da população urbana que vivia em extrema pobreza, pequenos arrendatários, boiadeiros, mascates e negros libertos, os “praieiros” atacam o Recife em fevereiro de 1849 com quase 2.500 combatentes, mas são rechaçados.

A rebelião é derrotada definitivamente no início de 1852.

Fonte: www.memorialpernambuco.com.br

Revolta Praieira

Movimento de inspiração liberal e federalista ocorrido em Pernambuco entre 1848 e 1850.

Está ligado às lutas político-partidárias remanescentes da Regência. Sua derrota é uma demonstração de força do governo central do império.

Em abril de 1848, os setores radicais do Partido Liberal pernambucano – reunidos em torno do jornal Diário Novo, na rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros – condenam a destituição do governador da província, Antônio Chichorro da Gama.

À frente do poder, ele combate os guabirus, o grupo mais poderoso da aristocracia proprietária e da burguesia mercantil, ligado ao Partido Conservador.

Em outubro, liderados pelo general Abreu e Lima, pelo capitão de artilharia Pedro Ivo Veloso da Silveira, pelo militante da ala radical do Partido Liberal Antônio Borges da Fonseca e pelo deputado Joaquim Nunes Machado, os praieiros iniciam em Olinda uma rebelião contra o novo governo provincial.

O movimento espalha-se rapidamente por toda a Zona da Mata pernambucana.

Em janeiro de 1849, os revoltosos lançam o Manifesto ao Mundo.

Defendem o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes constituídos, a extinção do Poder Moderador, o federalismo e a nacionalização do comércio varejista.

Depois de receber a adesão da população urbana pobre, os praieiros atacam o Recife em fevereiro de 1849 com quase 2,5 mil combatentes, mas são rechaçados.

A rebelião é derrotada no começo de 1850.

Fonte: br.geocities.com

Revolta Praieira

De inspiração liberal e federalista, esse movimento aconteceu em Pernambuco entre 1848 e 1852, ligado às lutas político-partidárias remanescentes do período da Regência e da consolidação do império.

O motivo principal, que deu nome à revolta, ocorreu em torno do jornal "Diário Novo", localizado na rua da Praia em Recife. Lá se reuniam os "praieiros", setores radicais do Partido Liberal daquele Estado, após a destituição do governador de Província Antônio Chichorro da Gama, acirrado inimigo dos "guabirus" - grupos poderosos da aristocracia pernambucana ligados ao Partido Conservador.

Os praieiros iniciaram em Olinda uma rebelião contra o novo governo provincial, que se espalhou rapidamente por toda a zona da mata pernambucana.

No ano seguinte, lançaram o "Manifesto ao Mundo", onde defendiam o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, o federalismo e a extinção do Poder Moderador.

Mas, apesar de reunir quase 2500 combatentes, o movimento acabou sendo sufocado e desarticulado pelas forças legalistas.

Fonte: www.senado.gov.br

Revolta Praieira

Insurreição ocorrida em Pernambuco, entre 1848-1849, que, no entender do jornalista Paulo Francis, "foi um movimento que buscou confusamente, pelas armas, uma solução que não a monárquica para os problemas institucionais do país". Segundo o historiador Amaro Quintas, "foi um movimento mais social do que político, onde predominou a insatisfação da massa explorada pelo feudalismo territorial".

No momento em que os praieiros iniciaram a revolta, Pernambuco vivia uma situação social tensa, com um reduzido número de proprietários rurais monopolizando quase toda a riqueza (só a família Cavalcanti era dona de um terço de todos os engenhos pernambucanos), enquanto que, na área urbana, principalmente na capital, uma burguesia comercial rica e poderosa, formada por portugueses, mandava em tudo.

Daí, a PRAIA ser considerada por alguns como uma revolta social, mesmo sabendo-se que a sua causa imediata foi a derrubada de um praieiro da presidência da província (Antônio Chichorro da Gama) e a nomeação do conservador Herculano Ferreira Pena para o seu lugar.

A Revolta do Partido da Praia (a denominação deve-se ao endereço do principal ponto de reunião dos líderes, que ficava na Rua da Praia, Recife) teve início em Olinda e, comandados pelo líder Nunes Machado, os revoltosos derrubaram Ferreira pena do governo, mas quando tentaram tomar o Recife de assalto, os praieiros foram derrotados e Nunes Machado morto. Os combates duraram cinco meses.

O "Manifesto ao Mundo", de 01 de janeiro de 1849, elaborado por Borges da Fonseca e publicado com a assinatura dos chefes militares como plataforma política da Revolta da Praia, defendia:

"Voto livre e universal para o povo brasileiro; plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa; o trabalho como garantia de vida para o cidadão brasileiro; o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros; a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos; a extinção do poder moderador e do direito de agraciar; o elemento federal na nova organização; completa reforma do poder judicial, em ordem a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos; extinção da lei do juro convencional; extinção do atual sistema de recrutamento".

Fonte: www.pe-az.com.br

Revolta Praieira

( 1840 )

Revolta Praieira
França. Queda da Monarquia e implantação da República, 1848

As lutas de caráter político, nascidas no período regencial, começariam a se esgotar com o fim da Farroupilha em 1845. Entretanto este ciclo de movimentos provinciais só seria encerrado quando a Revolta Praieira foi sufocada.

A partir de 1840 dois partidos políticos revezam-se no poder: liberais e conservadores. Vitoriosos nas eleições do ano de 1841, os liberais voltaram ao Governo.

Entretanto, permaneceram por pouco tempo. Foram sucedidos pelos conservadores que mantiveram-se no poder de 1841 a 1844. Após novas eleições os liberais retornaram formando, novamente, o Ministério.

Tomaram várias medidas entre elas: adoção do protecionismo alfandegário por meio da Tarifa Alves Branco (1844); reforma para elevar o censo eleitoral diminuindo o número de eleitores (1846); criação do cargo de presidente do Conselho de Ministros (1847).

Esta última facilitaria a prática parlamentarista, contribuindo para o poder do Ministério e, conseqüentemente, da autoridade do Governo do Estado imperial.

Em 1848, a saída dos liberais do Governo provocaria a eclosão da Praieira na Província de Pernambuco. Aquele ano foi agitado por uma série de fatos ocorridos na Europa que influenciaram os acontecimentos no Brasil. A Revolução de Fevereiro na França, trouxera perspectivas de uma vida melhor, vista como a "primavera dos povos". O político e jornalista José Tomás Nabuco de Araújo registrara que "a proclamação da república na França havia agitado o nosso mundo político em suas profundezas". Este ano marcante assinalara o encontro de idéias liberais com as idéias socialistas - de autores franceses como Proudhon, Fourier e do inglês Owen.

PRAIEIRA

Revolta Praieira
A rebelião começou espontaneamente em Olinda e logo se alastrou pela Zona da Mata

Pelas ruas pernambucanas o clima era quase revolucionário, e é neste contexto que, em 17 de outubro de 1848, o mineiro Herculano Ferreira Pena foi nomeado, pelo gabinete conservador do Marquês de Olinda, para governar a Província, o que acirrou mais ainda os ânimos.

A 7 de novembro a cidade de Olinda pega em armas e, como um rastilho, o movimento rapidamente espalha-se por todo Pernambuco. Surgira como uma explosão dos ânimos e das vontades. Amaro Quintas observa que na história dos movimentos pernambucanos ocorria (...) "não um movimento de cima para baixo, mas, ao inverso, de baixo para cima". Acrescenta, adiante, que o que empolgara e impulsionara a Praieira foram os líderes populares e não os líderes da cúpula partidária".

As reivindicações do movimento foram divulgadas no "Manifesto ao Mundo" de 1º de janeiro de 1849, assinado pelos chefes militares praieiros:

Protestamos só largar as armas quando virmos instalada uma Assembléia Constituinte.

Esta assembléia deve realizar os seguintes princípios:

1º) O voto livre e universal do povo brasileiro.
2º)
A plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa.
3º)
O trabalho como garantia de vida para o cidadão brasileiro.
4º)
O comércio a retalho só para cidadãos brasileiros.
5º)
A inteira e efetiva independência dos poderes constituídos.
6º)
A extinção do Poder Moderador e do direito de agraciar.
7º)
O elemento federal na nova organização (...).

Sucediam-se os combates. Os revoltosos sob o comando militar do Capitão Pedro Ivo da Silveira e do General - chefe Félix Peixoto de Brito e Melo - que combatera na Bahia contra as tropas de Madeira de Melo por ocasião da guerra da Independência -, tentaram conquistar o Recife.

REPRESSÃO AO MOVIMENTO

A repressão contra a Revolta Praieira veio violenta por parte das tropas imperiais. Embora tivesse obtido algumas vitórias significativas, aos poucos o movimento entrara em agonia apesar da resistência promovida por Pedro Ivo nas matas pernambucanas. Este capitão, transformado posteriormente em figura lendária e consagrado no folclore nordestino, imortalizou-se na poesia de Álvares de Azevedo e de Castro Alves. Chamado de "Capitão da Praia" foi induzido a render-se sob a promessa de "anistia plena e geral", o que não aconteceu. Preso, consegue fugir em navio estrangeiro rumo à Europa, vindo a falecer ainda em águas pernambucanas.

Os demais envolvidos, que foram aprisionados, chegavam às ruas silenciosas do Recife, acorrentados ou atados por cordas. Inúmeras vezes eram "publicamente chibatados" no quartel da polícia. Entre os detidos estavam militares, jornalistas, deputados, artífices e padres. Os participantes "menos qualificados", como registra o historiador Nelson Werneck Sodré, eram recrutados para as tropas imperiais pois, segundo as autoridades policiais, assim "se livra a província de perversos, vadios e desordeiros de profissão que haviam sido seu flagelo durante o pesado domínio da facção praieira."

A 17 de agosto de 1849, os rebeldes processados foram julgados e os principais chefes do movimento - como Borges da Fonseca - condenados à prisão perpétua, sentença que cumpririam na ilha de Fernando de Noronha, até a anistia, por decreto de 28 de novembro de 1851.

A imprensa liberal, calada em sangue quando da luta armada, aos poucos voltara a circular. O Macabeu, ainda em 1849, registrava em suas páginas (...) "Sim somos mulambos, e seremos tudo quanto o ódio vos ditar... Fartai-vos, pois, senhores, ricos senhores fidalgos, de insultos e vinganças contra nós (...).

Já o Diário do Povo, em janeiro de 1850, publicava: "Este silêncio, que guardamos a política da nossa província, é aconselhado por nosso bem-estar, por nossa segurança individual e de propriedade. (...) qualquer que seja a redação do Diário do Povo; qualquer que seja a nossa posição, qualquer que seja enfim a nossa sorte, nunca seremos saquarema ou corcunda, nunca, nunca; porque estamos intimamente convencidos que dessa política do regresso nos tem vindo a fome, a guerra, a peste, (...) a miséria, a morte e, finalmente, a desgraça de todo o Brasil." Esta publicação só teve três edições, nos dias 2, 3 e 4 de janeiro.

O Conciliador, a 12 de junho, apelaria para (...) "alguma tolerância e generosidade para com os vencidos". Mais adiante, em setembro, exigiria espaço "no campo das discussões." No dia 10 de dezembro proclamava que a Praieira viera quando devia vir e que (...) era impossível fazer parar a marcha do tempo".

Fonte: www.multirio.rj.gov.br

Revolta Praieira

Insurreição Praieira, Recife, 1848-1849

De 1844-1848 o Pardido Liberal dominou politicamente Pernambuco.

Ao ser substituído pelo Conservador em 1848 produziu-se grandes reações que seriam o combustível para a derradeira maior revolta no período monárquico- a Praieira em Pernambuco.

Nome Praieira derivado da rua da Praia no Recife ,local da sede do jornal o Diário Novo, porta voz dos liberais locais.

Segundo Joaquim Nabuco em Um estadista do Império:

"O povo pernambucano acreditava que possuía dois inimigos que o impediam de ganhar a vida e desfrutar algum bem estar .Eles eram os portugueses que monopolizavam o comércio das cidades e os senhores de engenho que monopolizam a terra no interior .A guerra dos praieiros era feita contra estes dois elementos, daí o seu caracter social mais do que político."

E os praieiros terão a adesão sucessiva de dois líderes republicanos Borges da Fonseca e Nunes Machado.Os liberais tiveram na liderança militar Pedro Ivo Veloso da silveira As violências e abusos de autoridades do interior iriam detonar a revolta Praieira.

Desenvolvimento da Revolução Praieira

A revolução teve início com concentrações praieiras em Igaraçu que a seguir rumaram para Nazaré. E a seguir isolaram as comunicações de Recife com o interior. Eles conseguiram o apoio de 300 guardas nacionais treinados sob o controle de chefes liberais.

Os praieiros ,a par de medidas militares ,desencandearam vigorosa campanha contra o governo de Pernambuco visando desestabilizá-lo por voltarem o povo contra ele.

E o governo local reagiu. Expediu contra os revolucionários o Chefe de Polícia com apoio de 100 policiais. Sentiu esta autoridade ser impotente para resolver a questão.

Em 10 nov 1848, o cel José Vicente de Amorim Bezerra, com o seu 4 o Batalhão de Artilharia de Posição, reforçado por 80 guardas nacionais e policiais, recebeu a missão de dar combate aos revolucionários. Retraindo sob pressão do governo ,os revoltosos chegaram à região do engenho Mussupinho onde foi travado violento combate, com vitória dos legais.

Combate foi descrito pelo cel José Vicente ao presidente de Pernambuco nestes termos:

"Comunico que força ao meu comando obteve o mais completo triunfo no lugar Mussupinho, concentração dos rebeldes.

O combate durou 3 horas e foi renhido e sangrento.Os desalojei ,levando-os a completa debandada até vasta distância do acampamento.

Desarmei os prisioneiros .Não persegui fugitivos por estar fora de combate o clarim(corneteiro)de Cavalaria e eu não podendo fazer executar os toques para que a Cavalaria fizesse carga. Em seguida mandei a Infantaria ao encalço dos revoltosos derrotados, apresentando-se alguns deles.

A perda do inimigo foi considerável -18 mortos e uma grande parte de feridos. Ficaram em nosso poder 56 prisioneiros e grande porção de armamento e cartuchos,3 barris de pólvora, muitas pedras de ferir(sílex) e uma corneta.

Nossa perda foi de 10 mortos e poucos feridos."

Pouco depois chegava ao Recife o deputado Joaquim Nunes Machado ,um dos mais importantes líderes da área liberal oficialmente, mas em realidade republicano.E sob a sua liderança praieiros reuniram-se nas matas de Catuca.

Ali o jornalista liberal(republicano) Borges da Fonseca redigiu um Manifesto dirigido ao mundo ,revelando idéias liberais avançadas praticadas no ano anterior na Europa e que haviam culminado com a derrocada da Monarquia na França.

As tropas legais investiram Catuca, onde os revolucionários praticavam ações guerrilheiras. Acuados se retiraram para a cidade de Goiana ,berço natal do heróico tenente Conrado morto no combate à Balaiada, com grande pesar de Caxias.

E novamente se concentraram em Igaraçu.

No Natal de 1848 assumiu a presidência de Pernambuco o dr Manuel Vieira Tosta .Demonstrando vontade política de pacificar, distribuiu proclamação assegurando justiça e oferecendo perdão aos praieiros de armas nas mãos.

Os praieiros responderam com concentração em Água Preta de cerca de 2.000 homens dispostos a atacar o Recife , o,que levaram a efeito na manhã de 2 fev 1849.

A defesa do Recife esteve a cargo do citado cel José Vicente, comandante da Artilharia a Pé .

E foi travada violenta batalha que envolveu ruas e praças do Recife, chegando os defensores em muitos momentos temerem pela perda da vitória.

Segundo Figueira de Mello ,em Crônica da revolução Praieira ,houve um série de erros graves de parte a parte.As linhas defesa do Recife se estenderam em demasia ,de modo que os atacantes puderam nelas se infiltrar com facilidade.

Os revoltosos ao invés de se concentrarem num só bloco para atacarem e conquistarem logo o Palácio do Governo, foram dispersados e, assim, fracos em todos os pontos .

Outro erro foi a coluna revoltosa da Soledade que ao invés de combater se aplicou a saquear casas do bairro.

Rechaçados do Recife ,os revoltosos atingiram Igaraçu e, Pasmado em 5 fev 1849, para reorganização e se suprirem de munições de guerra e boca .

E nesta tarefa praticaram violências e outros atos condenáveis. Pressionados internaram-se na Paraiba. Alguns chefes desertaram e rumaram para o sul do Brasil.

Em 31 mar 1849 ,Borges da Fonseca, que se havia refugiado com seu grupo no Cabo ,foi atacado de surpresa e feito prisioneiro. Pedro Ivo ainda resistiu por dois meses guerrilhando. Convencido pelo pai entregou-se em 1850.Foi levado preso para a Fortaleza da Laje na entrada da Bahia de Guanabara. Dali conseguiu fugir com o concurso de sociedades secretas. Faleceu em viagem para a Europa. Tornou-se uma legenda no sertão!

O derradeiro combate da resistência liberal praieira ocorreu em Água Preta, em 26 jan 1850.

Lideranças praieiras foram em parte confinadas em Fernando de Noronha.O perdão imperial só foi concedido em 1852 ,depois da Guerra contra Oribe e Rosas 1851-52 em que as forças brasileiras foram comandadas na vitória por Caxias.

Por ocasião da Revolução Praieira ,Caxias depois de imortalizado como Pacificador do Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, comandava as Armas da Corte no atual Palácio Duque de Caxias. Suas preocupações se voltavam para a delicada situação no Prata que punha em risco a Integridade e Soberania do Brasil no Sul, para o que contaria com o apoio decidido de militares farrapos que ele pacificara.

Combateu a Praieira o cap Antônio de Sampaio, atual patrono da Infantaria .Ele vinha do Rio Grande do Sul onde ,ao comando de uma companhia destacada de Jaguarão ,passou longo período em Canguçu, mantendo a paz, em posição estratégica entre Piratini e Caçapava, antigas capitais farrapas conforme o cel Cláudio Moreira Bento ,em seu Canguçu reencontro com a História.Palegre: IEL,1983.

Esta foi a 4a luta interna no período monárquico em Pernambuco. Estado que abriu e fechou o ciclo de revoltas expressivas na Monarquia.A primeira em 1817 e a última em 1850.Circuntância que esta a sugerir um aprofundamento interdiciplinar.

Delas duas foram republicanas ,uma restauradora de D.Pedro I e a última com características sociais liberais e republicanas.

Como teriam nelas influído o justo orgulho nativista decorrente da expulsão dos holandeses simbolizados pelas Batalhas dos Guararapes?

Proclamada a República, Pernambuco teve papel estratégico de relevo ao lá ser organizada e adestrada a Esquadra Legal organizada pelo mal Floriano Peixoto e que teve atuação decisiva na vitória sobre sobre a Revolta na Armada no Rio ,em 1894 e sobre a Guerra Civil 1893-95 na Região Sul.

Fonte: www.resenet.com.br

Revolta Praieira

Objetivo

A Revolta Praieira ou Revolução Praieira, foi a ultima manifestação do período em que conhecemos como “rebeliões províncias”.

Durante o final do período regencial e começo do 2º reinado eclodiu em Pernambuco uma revolta batizada de Revolução Praieira, que inspirada nos ideais franceses de revolução, pregava a Liberdade, Igualdade e "Solidariedade".

A principio foi uma manifestação pernambucana, porém durante o período em que se concretizou alcançou outros estados nordestinos, como Paraíba, Rio Grande do Norte e outros.

Foi uma revolta de caráter nacionalista, patriótico.

Seus revoltosos a principio se queixavam da não autonomia da província, tendo que ceder todas as riquezas à corte, condenava o sistema de monarquia, queriam os revoltosos, com a republica a tão sonhada independência financeira.

Foi um movimento também de caráter popular, pois condenava o latifúndio, que nada mais é que uma grande quantidade de terras nos domínios de uma só pessoa ou de uma só família.

Um de seus objetivos era combater o latifúndio exercido pelo grupo dos “Gabirus” que não por coincidência eram ligados ao partido conservador.

A revolta é muito influenciada pela Revolução Francesa e começa com o declínio da economia açucareira da região de Pernambuco e só tem o estopim dessa revolta com a troca do presidente liberal da província Antônio por um presidente conservador.

Os rebeldes tinham como plano alterar a constituição brasileira de 1824, dando assim mais liberdade de imprensa, como também o fim do cargo vitalício de senador e a extinção do 4º poder, o poder moderador, onde o rei tinha poder sobre todos os outros 3 poderes.

No mês de Abril de 1848, os praieiros, como eram chamados os revoltosos, se uniram na rua da Praia, através do jornal Diário Novo e condenaram o ato da troca do presidente da província pernambucana.

A revolta tomou corpo e entrou em conflito pela primeira vez na cidade de Olinda-PE em 7 de novembro de 1848, sobre a liderança de José Inácio de Abreu e Lima, Pedro Ivo Veloso da Silveira, Joaquim Nunes Machado e Antônio Borges da Fonseca.

O então presidente Herculano Ferreira foi afastado e o movimento espalhou-se rapidamente por toda a Zona da Mata pernambucana. Sua 1ª batalha foi travada na cidade que hoje é conhecida como Abreu e Lima, na época chamada de Maricota.

No ano de 1º de Janeiro de 1849, é lançado por Borges da Fonseca um manifesto intitulado “Manifesto ao Mundo”, onde havia algumas reivindicações como: o voto livre para todos os brasileiros, a liberdade de imprensa de publicar o que bem entendesse, a extinção do sistema de recrutamento e o fim imediato do quarto poder.

Uma coisa que é interessante frisar é a de que apesar de seu cunho liberal e reivindicar reformas políticas e sociais, não vemos nenhum artigo do manifesto em que cita o fim da escravidão!

Depois de receber a adesão da população da área urbana que vivia em extrema pobreza, pequenos arrendatários, boiadeiros, mascates e negros libertos, os praieiros marcharam sobre a cidade do Recife em fevereiro de 1949 com quase 2.500 combatentes, dispostos a darem suas vidas por futuros dias melhores.

Porém as forças rebeldes foram derrotadas nos combates de Água Preta e de Iguaraçu.

Com o fim da Praieira no início de 1850, iniciou-se a segunda fase do 2º reinado, um período de tranqüilidade e de prosperidade trazida pelo café.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

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