Mao Tsé-Tung, filho de camponeses, nasceu na aldeia de Shaoshan, província de Hunan, China. Frequentou a escola até aos 13 anos e depois trabalhou como lavrador.
Mao Tsé-Tung participou da fundação do Partido Comunista Chinês. Nos primeiros anos à frente do partido, insistiu, contra a linha pró-soviética de seus aliados, no potencial revolucionário do campesinato.
De 1913 a 1918 estudou na Escola Normal de Hunan, onde aprendeu filosofia, história e literatura chinesa. Continuou a estudar e a assimilar o pensamento ocidental e político. Tornou-se líder estudantil com participação em várias associações.
Em 1919 mudou-se para Beijing, onde iniciou seus estudos universitários em Filosofia e Pedagogia. Também trabalhou na Biblioteca Universitária, onde conheceu Chen Tu Hsiu e Li Ta Chao, fundadores do Partido Comunista Chinês.

Mao Tsé-Tung
Mao Tsé-Tung

Mao Tsé-Tung
Participou do Movimento Quatro de Maio contra a entrega ao Japão de regiões chinesas que haviam estado em poder da Alemanha e aderiu ao marxismo-leninismo.
Em 1921, Mao Tsé-Tung participou da fundação do Partido Comunista Chinês, tendo nesses anos sido contra a linha pró-soviética de seus aliados.
Após a ruptura com o Kuomintang, Mao Tsé-Tung organizou um movimento revolucionário em Hunan e Jiangxi, fundando, em 1931, um soviete que se defendeu dos ataques dos aliados, adoptando tácticas de guerrilha.
Em Outubro de 1934, ele e o seu exército romperam o cerco das tropas do Kuomintang e seguiram para o noroeste do país, iniciando a Grande Marcha até Yanan, transformada numa nova região sob controlo comunista. Essa acção espectacular tornou Mao uma personalidade dominante do Partido Comunista Chinês.
De 1936 e 1940 fez oposição à tese dos comunistas pró-soviéticos, e conseguiu impor o seu ponto de vista, afastando do partido os seus oponentes. Em 1945, Mao Tsé-Tung foi confirmado oficialmente como chefe do partido, sendo nomeado presidente do Comité Central.
De 1954 a 1959

Mao Tsé-Tung
Em 1954, após a proclamação da nova Constituição, Mao Tsé-Tung é reconduzido à presidência da República, iniciando a transição socialista que fez da China a terceira potência mundial.
Após a consolidação do poder comunista, contrariando a linha soviética, Mao Tsé-Tung manteve-se fiel à ideia do desenvolvimento da luta de classes, tentando em vão, entre 1956 e 1957, na chamada Campanha das Cem Flores, dar-lhe novo impulso.
Entre 1957 e 1958, iniciou uma política de desenvolvimento chamada de Grande Salto, baseado na industrialização associada à colectivização agrária. O "Grande Salto" traduziu-se num desastre económico e Mao Tsé-Tung foi destituído de alguns cargos.
Apesar disso, Mao Tsé-Tung continuou influente, como ficou claro na ruptura com a União Soviética, devido a profundas diferenças nas políticas interna e externa. O prestígio internacional de Mao Tsé-Tung não foi afectado, tornando-se, após a morte de Estaline, em 1953, a personalidade mais influente do comunismo internacional.

Mao Tsé-Tung
A Revolução Cultural na China foi lançada em 1966 por Mao Tsé-Tung. A intenção dos mentores da evolução era combater o surgimento de classes e categorias privilegiadas, além de desejar revitalizar o espírito da revolução chinesa, e principalmente acabar com o modo de vida da cultura burguesa.
Foi realizada basicamente pela Guarda Vermelha e teria paralisado o progresso material e tecnológico do país. Os seus princípios inspiraram a constituição.
A Revolução Cultural teve grande repercussão na vida chinesa e causou desordem no país por um bom tempo. Fora do país foi inspiração para outros movimentos radicais.

Mao Tsé-Tung
Uma das características do regime (ditadura) implantado por Mao Tsé-Tung foi o culto às suas ideias e personalidade (culto do chefe).
Além do Livro Vermelho, de leitura obrigatória nos tempos do poder, Mao Tsé-Tung produziu outras peças ideológicas, antes e depois de assumir o governo chinês (além dos excertos de seus discursos), como por exemplo, “Em Prática (1937), “Em Contradição” (1937) e “Uma Nova Democracia” (1940).
Também teve muitas influências no comunismo…

Mao Tsé-Tung
Em Outubro de 1949, Mao Tsé-Tung chegava ao poder. Com uma área de 9 milhões e 600 mil quilómetros quadrados e 21 mil quilómetros de fronteiras com 14 países, a China contava na época mais de 500 milhões de habitantes.
Washington passou a temer que a vitória comunista na China provocasse uma reacção revolucionária em cadeia em toda a Ásia do Pacífico.
Para a Casa Branca, o próprio Japão, com a economia devastada pela Guerra, era um forte candidato a se tornar comunista. Os Estados Unidos, fiéis à doutrina Truman, estudavam uma intervenção militar na região.

Mao Tsé-Tung
A República Popular da China foi fundada em 1 de Outubro de 1949 por Mao Tsé-Tung. A partir de então se iniciaram as reformas. Uma das mais importantes foi a reforma agrária tão requisitada pelos camponeses. E também o restabelecimento da economia.
Em 1950, a China se alia a União Soviética, aliança que duraria cerca de dez anos. Com apoio militar e económico soviético, houve desenvolvimento em áreas sociais.
A partir de 1956, uma série de políticas foram adoptadas, sem grande sucesso, como a Campanha das Cem Flores em 1956, e o Grande Salto Adiante de 1958, que pretendia tornar a China uma potência económica em poucos anos.
Consequência do fracasso dessas políticas foi o afastamento de Mao Tsé-Tung do poder, e pouco depois conflitos com a aliada URSS.
Em 1966, Tsé-Tung com o apoio da Guarda Vermelha, e do exército chinês, lança a Grande Revolução Cultural Proletária, que derruba os líderes do Partido, e retoma sua influência sobre o mesmo. Tsé-Tung morre em 1976.

Aproveitando-se da hesitação dos nacionalistas em dar o golpe final nos comunistas cercados, Mao Tse-Tung, juntamente com seu comandante militar Chu Teh, resolveram-se por uma retirada, rompendo ainda quatro linhas de cerco que os nacionalistas haviam construído para impedi-los de fugir.
A "Longa Marcha" provocou consequências políticas de longo prazo nos destinos futuros do país: assegurou a sobrevivência do movimento comunista na China e contribuiu para dar ao Partido Comunista chinês a mais ampla autonomia em relação a Moscou, projectando Mao Tsé-Tung como um líder de dimensões nacionais, e não uma marioneta dos soviéticos, além de envolver o partido comunista chinês numa aura de invencibilidade e indestrutibilidade aos olhos da população rural.

Mao Tsé-Tung
A Segunda Guerra chegou mais cedo à China: em 1937 o Japão declarou guerra total, com o objectivo de dominá-la completamente.
Para enfrentar os invasores japoneses, o PCC e o KMT estabeleceram uma trégua. Entretanto, enquanto o KMT, dominado pela corrupção, pouco fazia contra os violentos ocupantes estrangeiros, o PCC mostrava ao povo que era o mais dedicado, vigoroso e leal combatente do imperialismo. Na luta contra os japoneses foi criado o Exército Vermelho, e, em pouco tempo, ser patriota era sinónimo de ser comunista.

O pequeno livro vermelho foi publicado pelo governo da república da China em Abril de 1964. O livro fala de citações feitas por Mao Tsé-Tung.
Estima-se que foram feitas 900 milhões de cópias. Este êxito deve-se ao facto de cada chinês deveria ter um livro para lê-lo e transporta-lo com eles especialmente durante a revolução cultural. Foi publicado em formato “pocket” para ser mais barato e fácil de transportar.

Mao Tsé-Tung
Mao Tsé-Tung sempre foi uma figura influente no comunismo, sendo o timoneiro que levou a China para o mesmo. Foi Chefe de Estado e do Partido Comunista na China e, em 1953, após a morte de Estaline tornou-se a personalidade mais influente do comunismo mundial.

Mao Tsé-Tung
A vida de Mao Tsé-Tung e a sua governação esteve sempre ligada à ditadura. A sua governação teve alguns factores de ligação à ditadura, como por exemplo o culto do chefe… Mao Tsé-Tung.
Assim, Mao governou a China exercendo uma ditadura feroz assente mais na propaganda do que nos resultados concretos da política e disfarçando, com a retórica da ideologia, os desastres económicos da governação.
Fonte: www.prof2000.pt