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Tomada da Bastilha

Tomada da Bastilha

Apenas sete prisioneiros eram guardados pela fortaleza parisiense que serviu como prisão do Estado absolutista francês, desde Luís XIII (1610-1643). Mais do que a libertação dos presos, a queda da Bastilha serviu como marco do fim da era do Absolutismo em França, numa Revolução que foi caracterizada pelos ideais iluministas, sendo anunciada e defendida por filósofos como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), Denis Diderot (1713-1784) entre outros. Liberdade, Igualdade e Fraternidade tornou-se o lema que motivava as acções contra o arbítrio e a desigualdade entre as classes sociais, pelo menos até Robespierre inaugurar o período do Terror, durante a reforma do Estado Francês.

Tomada da Bastilha

Segundo as anotações dos velhos marceneiros da história, as duas vigas verticais dessa máquina vingativa mediam 4,50 metros, e a separação entre uma e outra era de 37 centímetros. A lâmina pesava 7 quilos, era fixada por três esferas, (pesando 1 quilo cada uma) e presa num cabeçalho que por sua vez pesava 30 quilos, constituindo assim, um conjunto de 40 quilos, que percorria uma queda de 2,25 metros antes de cortar o pescoço do condenado. A viga esquerda da máquina pesava 69 quilos, a da direita, por conter o mecanismo de liberação da queda da lâmina, 73 quilos, totalizando, com a máquina já montada uns 580 quilos.

A guilhotina foi uma espécie de homenagem ao médico e deputado Joseph Guillotin (1738-1814), que considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.Mas não foi ele o inventor desse aparelho de cortar cabeças, usado muitos séculos antes. Guillotin, na verdade, apenas sugeriu sua volta na Revolução Francesa como eficiente método de execução humana.

Napoleão Bonaparte

A Revolução Francesa de 1789, foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objectivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.

A sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egipto, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.
Napoleão Bonaparte foi muito bem visto pelos seus soldados e por grande parte do povo francês. O seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.

No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis. Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objectivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.

No ano de 1812, o general francês atacou a Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscovo, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar a sua liberdade. Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando o seu Governo de Cem Dias em França. Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de Maio de 1821.

Arco do Triunfo - Os triunfos de Napoleão Bonaparte

Arco do Triunfo
Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo é um monumento da cidade de Paris construído para comemorar as vitórias militares de Napoleão Bonaparte, que ordenou a construção em 1806 ao arquitecto Chalgrin. Foi inaugurado em 1836. Tem gravado os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Na sua base situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido, construído em 1920. Situa-se na praça Charles de Gaulle, onde termina a mais famosa avenida de Paris, o Champs Élysées.

As Invasões Francesas

Invasões Francesas

1a. Invasão

Sob o comando do general Junot, as tropas francesas ingressaram na Espanha em 18 de Outubro de 1807, cruzando o seu território em marcha acelerada em pleno Inverno e alcançando a fronteira portuguesa em 20 de Novembro. Sem encontrar resistência, uma coluna de tropas invasoras atingiu Abrantes a 24, em busca de provisões. Faminto e desgastado pela marcha e pelo rigor do Inverno, o exército francês teve dificuldade para ultrapassar o rio Zêzere, entrando em Santarém a 28, de onde partiu no mesmo dia, rumo a Lisboa, onde entrou a 30, à frente de dois regimentos em mau-estado.

No dia anterior, a Família Real e a Corte portuguesa haviam largado ferros da barra do rio Tejo, rumo ao Brasil, levando em 34 navios de guerra portugueses, cerca de 15.000 pessoas, deixando o governo de Portugal nas mãos de uma regência, com instruções para não resistir aos invasores.

Invasões Francesas

No ano seguinte, em Agosto, uma força britânica sob o comando do general Arthur Wellesley (depois duque de Wellington), desembarcava em Portugal, avançando sobre Lisboa. Travaram-se, na sequência, a batalha de Roliça e a batalha do Vimeiro, vencidas pelos ingleses, forçando à Convenção de Sintra.

Invasões Francesas

2a. Invasão

Enquanto a invasão de Portugal sucedia, Napoleão forçou a abdicação do rei Carlos IV de Espanha e de seu herdeiro, D. Fernando (Baionne, 1808), conduzindo ao trono espanhol o seu irmão José Bonaparte. Os espanhóis revoltaram-se contra os usurpadores franceses, obtendo apoio das tropas inglesas estacionadas no norte de Portugal. Sob o comando de John Moore, os ingleses ultrapassam a fronteira no início de 1809, para serem derrotados, na Corunha, pelo marechal Soult. Obrigadas a retirar, deixaram a descoberto a fronteira com Portugal, permitindo a Soult, invadir o país pela fronteira do Minho em Março de 1809, avançando até à cidade do Porto, que ocupam a 24 desse mês, fixando fronteira no rio Douro. Em Maio desse mesmo ano, tropas luso-britânicas sob o comando do general Arthur Wellesley e do comandante-em-chefe marechal William Carr Beresford, vencem a chamada batalha do Douro, reconquistando a cidade do Porto (29 de Maio) e expulsando o invasor, que se retirou para a Galiza. Retornando para o sul, as tropas de Wellesley travaram a batalha de Talavera em território espanhol e regressaram a Portugal.

Invasões Francesas

3a. Invasão

Uma terceira invasão francesa do território português registou-se em 1810, sob o comando do marechal André Massena. Penetrando pela região nordeste de Portugal, conquistou a Praça-forte de Almeida (Agosto), na fronteira, marchando em seguida sobre Lisboa. Interceptado pelas forças luso-inglesas, foi vencido na batalha do Buçaco (27 de Setembro). Reagrupando as suas forças, retomou a marcha, flanqueando as tropas luso-inglesas e forçando-as a recuarem para defenderem a capital. Os franceses atingiram as Linhas de Torres a 14 de Outubro, erguidas na previsão dessa eventualidade e onde as tropas luso-inglesas os aguardavam desde o dia 10, retirando-se, derrotados, no final do dia seguinte.

Fonte: sol.sapo.pt

Tomada da Bastilha

No período entre 1787/1789, as péssimas colheitas haviam provocado escassez de alimentos e aumento desenfreado dos preços, agravando a situação dos assalariados nos campos e nas cidades. A crise se estendeu à indústria, trazendo desemprego e miséria, principalmente em Paris e nos centros têxteis de Lyon e do norte da França. Em fins de 1788, os gastos com o pão representavam 58% do orçamento popular; em 1789, às vésperas da revolução, esses gastos passaram a 88%.

A eleição dos deputados e a instalação dos Estados Gerais ocorreram em momento de dificuldades para o povo francês devido à carestia e aos boatos de que os fornecedores estocavam alimentos para forçar a sua alta, com a participação das autoridades municipais. Esses boatos espalharam-se e irritaram os "sans culottes", ocorrendo saques em estabelecimentos comerciais, distúrbios nos mercados e pilhagens nos comboios de cereais.

A ameaça de golpe na Assembléia Nacional pela aristocracia, os boatos da iminente invasão de Paris por tropas mercenárias e a demissão do ministro reformista Necker mobilizaram as massas parisienses (arte sãos, lojistas, desocupados, soldados dissidentes), dando início a uma série de manifestações chamadas "jornadas populares" nos dias 13 e 14 de julho, que culminaram com a tomada da Bastilha, prisão símbolo do absolutismo, em 14/07/1789.

0 medo e a revolta da população de Paris espalharam-se pela França, com o campesinato saqueando depósitos, armazéns, mosteiros e castelos de nobres. "No clima de insegurança e de miséria gerais, incidentes locais deram início a correntes de pânico em cadeia: com exceção da Bretanha, da Alsácia e Lorena e do Baixo Languedoc, o "Grande Medo "sacudiu o país de 20 de julho a 6 de agosto de 1789, 0 feudalismo foi definitivamente abalado".(SOBOUL, Albert. A Revolução Francesa. São Paulo, DIFEL, 19741 P. 43.).

Para impor a ordem e conter as massas camponesas e urbanas que ameaçavam as propriedades particulares, a burguesia organizou em Paris e em cada cidade uma guarda nacional, Sob pressão popular, a Assembléia Nacional sancionou, nos dias 4 e 5 de agosto de 1789, os decretos que declaravam extintos o Antigo Regime e os direitos senhoriais no campo.

Ainda sob o impacto dos acontecimentos de julho, a Assembléia Nacional aprovou, em 26/08/1789, a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO, segundo a qual todos os homens possuem direitos naturais, inalienáveis e sagrados à liberdade, a propriedade, à segurança e a resistência à opressão. A igualdade dos direitos dos indivíduos, garantida pela Constituição escrita, foi a grande conquista de 1789.

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO: 26/08/1789

ARTIGO 1. Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. As distinções sociais não podem ser fundamentadas senão sobre a utilidade comum.

ARTIGO 2. A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são: a liberdade, a prosperidade, a segurança e a resistência à opressão.

ARTIGO 3. Princípio de toda soberania reside essencialmente na nação; nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane expressamente.(...) ARTIGO 6. A lei é a expressão da vontade geral, Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou pelos seus representantes, na sua formação - Ela tem que ser a mesma para todos, quer seja protegendo, quer seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais aos seus olhos, são igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a capacidade deles e sem outra distinção do que a de suas virtudes e talentos.

ARTIGO 11. A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem; todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo pelo abuso dessa liberdade nos casos determinados pela lei. MATTOSO, Kátia M. de Q, op. cit. p. 14/15.)

Fonte: www.hystoria.hpg.ig.com.br

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