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revolução inglesa

Guerra civil inglesa

A Guerra civil inglesa foi uma guerra civil entre os partidários do rei Carlos I da Inglaterra e o Parlamento, liderado por Oliver Cromwell. Começada em 1642, acaba com a condenação à morte de Carlos I em 1649.

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Prelúdio à Guerra

Carlos I, filho de Jaime I da Inglaterra, sonhava em reunir todas as ilhas britânicas num só reino. Como o seu pai, ele acreditava no "direito divino dos reis". Profundamente católico e autoritário, uma série de incidentes com os membros do Parlamento levaram a um grave conflito entre os dois.

Antes da Guerra civil, o Parlamento não era um órgão permanente da política inglesa, mas uma assembléia temporária e aconselhadora. O monarca inglês podia ordenar a sua dissolução. O Parlamento era composto por representantes da pequena nobreza e tinha o cargo de recolher os impostos e taxas do rei. O rei recebia os avisos do Parlamento por intermédio dos chamados bill of rights, todavia o rei não tinha obrigação de os seguir.

Primeiras Preocupações

Pouco depois de subir ao trono em 1625, Carlos I casa-se com a princesa francesa e católica Henrietta Maria, contrariando a poderosa minoria puritana, um terço dos membros do Parlamento. A participação nas guerras europeias agravou as oposições entre o rei e os parlamentares. Consideradas como cruzadas católicas, Carlos I mandou como comandante um dos seus favoritos, George Villiers, primeiro duque de Buckingham. Desde o reino de Jaime, o Parlamento desconfiava de Buckingham e pediu que caso ele não alcançasse os seus objetivos, lhe fosse retirado o comando das forças. Depois do desastroso raide na França, o Parlamento demitiu Buckingham do seu cargo em 1626. Carlos I, furioso, estimando esta decisão como uma insulta pessoal, dissolveu o Parlamento incompetente.

Petição dos Direitos

Um novo Parlamento é reunido em Março de 1628. É o terceiro parlamento do reinado de Carlos I. Oliver Cromwell é um dos eleitos. Em Junho, o rei aprova a Petição dos direitos que exige:

Todavia, Carlos I tenta descobrir outros meios para recolher novas receitas. Uma das medidas mais controversas é a de estender o imposto ship money cobrado nos portos à totalidade do país. O imposto não é aprovado pelo Parlamento.

A prisão de John Eliot (um dos inspiradores da Petição dos direitos) e de 8 outros membros do Parlamento depois de não terem pago este imposto indigna o país.

A Tirania dos Dezenove Anos

Durante uma década, Carlos I reina sem parlamento. Essa política revela-se desastrosa, particularmente quando estoura a Guerra dos bispos entre 1639 e 1640 contra os escoceses.

Carlos I, aconselhado pelo arcebispo de Canterbury William Laud, defende a idéia de uma Igreja da Inglaterra mais pomposa e cerimoniosa. Os puritanos acusam Laud de tentar reintroduzir o Catolicismo. Face às críticas, Laud manda prender e torturar os seus opositores. Em 1637, John Bastwick, Henry Burton e William Prynne têm as orelhas cortadas por terem escrito panfletos contra as opiniões de Laud - sentença rara para homems deste nível social e que provocou mais rancor.

Laud e Carlos I acreditavam que o primeiro passo para a unificação da Escócia e da Inglaterra seria introduzir um livro comum de orações. Em 1638, os escoceses reagem de maneira brutal e expulsam os bispos das igrejas da Escócia. Um ano depois, o rei envia tropas para controlar os rebeldes. Sem sucesso, ele deve assinar a pacificação de Berwick e é humilhado quando aceita não interferir na religião em Escócia, e também pagar reparações de guerra.

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Robert Blake, Almirante, 1599–1657 por Henry Perronet Briggs, pintado em 1829.

O Quarto Parlamento

Carlos I, sem fundos e desejando acabar com a rebelião no norte, convoca um novo Parlamento em 1640. Um dos seus membros é Robert Blake. Mas, pouco depois, o Parlamento é de novo dissolvido porque recusa aprovar novos subsídios. O apelido "Parlamento curto" fica para designar a época. O rei ataca a Escócia e perde de novo. Northumberland and Durham passam a ser territórios escoceses. É o fim da Segunda guerra dos bispos.

A primeira Guerra civil inglesa

O Parlamento reúne tropas lideradas por Robert Devereux, 3° conde de Essex. O objectivo era defender a Escócia e impedir o regresso ao poder do monarca. Carlos I escapa-se de Londres e reúne tropas em Agosto em Nottingham.

No início do conflito, a Royal Navy e a maioria das cidades inglesas apoiam o Parlamento, o rei encontra partidários nas zonas rurais; porém, a maior parte do país é neutra. Cada adversário junta 15000 homens. Os defensores do rei combatem para uma Igreja e um poder tradicional. Os partidários do Parlamento defendem reformas na religão, na política económica e na repartição dos poderes.

O Parlamento tinha a vantagem de ter ao seu lado as grandes cidades que abrigavam grandes arsenais como Londres e Kingston upon Hull. A primeira batalha é uma vitória do Parlamento em Hull em Julho de 1642. Segue a batalha de Edgehill vista vitoriosa pelos partidários do rei.

Derrotado em Turnham Green, Carlos I foge para Oxford, a sua principal base para o resto da guerra. Em 1643, os monarquistas ganham as batalhas de Adwalton Moor, Lansdowne, Roundway Down e controlam o Yorkshire e Bristol. Entretanto, Oliver Cromwell cria os "Ironsides", que permitem a vitória em Gainsborough em Julho.

Depois da batalha de Newbury sem vencedor, as tropas do Parlamento vencem em Winceby, em 11 de Outubro de 1643, ganhando o controlo de Lincoln. Ajudado pelos escoceses, ganham em York e Marston Moor. Cromwell, que inventou um modelo de forças armadas com mais professionalismo, torna-se um líder militar e político. Em 1645, todas as tropas do Parlamento adoptam esse modelo e Thomas Fairfax é nomeado comandante, assistido por Cromwell. As vitórias de Naseby (14 de Junho) e de Langport (10 de Julho) destroem as forças de Carlos I.

Captura de Carlos I

Sem recursos, o rei busca refúgio na Escócia em 1646. É o fim da primeira guerra civil. Preso em Holdenby House, os militares raptam o rei, descontentes das condições da desmobilização ordenadas pelo Parlamento. Depois de três meses no palácio de Hampton Court, escapa-se para a ilha de Wight, onde é de novo preso. Os militares, sempre insatisfeitos dos atrasos de pagamentos e das condições de vida, marcham para Londres em Agosto de 1647.

A segunda guerra civil

Carlos I aproveita da falta de atenção sobre ele para renegociar um acordo com os escoceses, prometendo de novo uma reforma da Igreja em 28 de Dezembro de 1647. Este acordo é a causa do segundo conflito.

Em 1648, os partidários do rei revoltam-se enquanto os escoceses invadem o país. A poderosa e organizada força armada inglesa fica vitoriosa. A traição de Carlos I provoca discussões no seio do Parlamento. Alguns tentam negociar com o rei, outros questionam a sua autoridade e legitimidade no país. As tropas, durante os eventos chamados Pride's Purge (expurgo de Pride, nome de um dos comandantes da revolta), fazem prisioneiros 45 parlamentares, 146 expulsos. Só 75 membros do parlamento são autorizados a se reunir. Eles organizam um tribunal que julgará Carlos I.

Processo de Carlos I por traição

Depois de algumas dificuldades para encontrar juízes, em 1648, com 68 votos contra 67, Carlos I é declarado culpado de traição. É executado no palácio de Whitehall em 1649. Após a restauração da monarquia, a maioria dos juízes que votaram para a pena de morte serão também executados.

Conseqüências

Estima-se que 10% da população tenha morrido durante a guerra, a maioria de enfermidades. A Inglaterra é o único país sem monarca. Um governo republicano lidera a Inglaterra e depois todas as ilhas britânicas de 1649 a 1653, e de 1659 a 1660. Entre os dois períodos, instala-se a ditadura militar de Oliver Cromwell.

Depois da morte de Cromwell, o seu filho, Ricardo Cromwell, tenta tomar o poder absoluto à imagem do seu pai. Ele encontra a oposição de ambos os defensores do rei e do Parlamento. Pouco depois, a monarquia é restaurada com Carlos II. A Inglaterra transforma-se numa monarquia parlamentar.

Fonte: pt.wikipedia.org

Revolução Inglesa

No início do século XVII, era grande a prosperidade econômica da Inglaterra.
A burguesia mercantil estava se tornando cada vez mais rica, com o crescimento da produção têxtil. Era ela quem possuía o controle do comércio internacional.

A Monarquia Absolutista adotou uma política mercantilista, o que ajudava a uma grande parte da burguesia.
Mas existiam os burgueses que se dedicavam à produções voltadas para o mercado interno, não obtendo grande lucro. Não conseguindo ajuda para que houvesse o aperfeiçoamento da produção, o que aumentaria o lucro, decidiram manifestar sua insatisfação, querendo a diminuição dos privilégios da alta burguesia.

A dinastia Stuart

A situação foi piorando. Os camponeses passavam por dificuldades, principalmente com os cercamentos, pois eram expulsos dos campos. Os cercamentos dos campos (enclosures) foi uma medida adotada pelo rei para que houvesse a criação de ovelhas e a produção agrícola dentro desses cercamentos.

Havia também conflitos entre alguns grupos religiosos, como os católicos, os calvinistas, os puritanos e os anglicanos.

Para impor sua autoridade, o primeiro rei da dinastia dos Stuart, Jaime I, tomou algumas medidas. Diminuiu o lucro da alta burguesia e fechou o Parlamento, só o convocando quando fosse de sua vontade.

Os grupos religiosos

Católicos: pequeno grupo que tendia a desaparecer.

Calvinistas: formado pela pequena burguesia e por setores pobres da sociedade.

Puritanos: era um grupo mais radical que vinha do calvinismo.

Anglicanos: formado por membros da nobreza e da alta burguesia.

Tanto os calvinistas, que eram os mais moderados, quanto os puritanos eram contra os anglicanos. Eles reivindicavam por maior participação elegendo membros para o Parlamento. Estavam indo contra o absolutismo. Já o rei apoiava os anglicanos.

Depois de Jaime I, foi a vez de Carlos I ser rei. Ele foi mais autoritário que seu antecessor.
Carlos I quis intervir nos conflitos religiosos da França, e acabou sendo derrotado. A insatisfação contra seu reinado cresceu. O Parlamento não aceitava mais o que era imposto pelo rei, que queria o fortalecimento militar inglês. O rei decidiu fechar o parlamento, o que aconteceu, ficando assim até 1628.

O rei também passou a perseguir os puritanos, que foram obrigados a fugir para as colônias da América do Norte.
Essas medidas foram tomadas para tentar acabar com as oposições ao governo.

Então, em 1637, Carlos I tentou obrigar os escoceses (a Escócia era província da Inglaterra) a adotarem o anglicanismo como religião. Eles não aceitaram, o que fez por provocar uma guerra civil.

A Guerra Civil

Os escoceses estavam sendo obrigados a adotar a religião anglicana, mas tinham por religião oficial o prebiterianismo calvinista.

Os escoceses não aceitaram, e se rebelaram contra a o rei. Formaram um exército pretendendo invadir a Inglaterra.

O rei Carlos I precisava de recursos para fortalecer o exército inglês, então resolveu convocar o Parlamento. Mas os parlamentares queriam fazer exigências ao rei, este, que não chegando a um acordo, acabou fechando o parlamento.

Em 1640, não houve outra alternativa senão convocar novamente o Parlamento. As exigências feitas pelos parlamentares foram: acabar com vários impostos; se o rei não convocasse o parlamento em um período de 3 anos, este poderia se auto convocar; não poderia haver a dissolução do parlamento sem seu consentimento.

O rei acabou por não cumprir as exigências, e se aliou aos capitães da alta burguesia para se confrontarem com o parlamento.

Um exército formado pelos puritanos foi convocado pelos parlamentares. A liderança do exército ficou com Oliver Cromwell. A vitória sobre as forças do rei veio rapidamente. A guerra acabou em 1646.

O rei foi preso e executado em 1649. Como forma de governo veio a República Puritana, sendo a Monarquia extinta temporariamente.

A República de Cromwell

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A República Puritana foi liderada por Oliver Cromwell, que agiu com autoridade, uma ditadura.
As medidas que eram tomadas serviram apenas para atender os interesses da burguesia puritana.

Cromwell decretou, em 1651, o Ato de Navegação, medida de caráter mercantilista, que determinava que todo o transporte de mercadorias para a Inglaterra tinha que ser feito somente por navios ingleses. Não tendo que gastar dinheiro com fretes.
Essa medida ajudou para que a Inglaterra se tornasse a maior potência marítima.

Durante seu governo as províncias Escócia e Irlanda tentaram suas independências. Foram reprimidas e depois unificadas.
Em 1658, Oliver Cromwell morreu. Não havendo um sucessor, decidiram restaurar a Monarquia.

Restauração da Dinastia dos Stuart

Em 1660, foi restaurada a dinastia dos Stuart, subindo ao trono Carlos II.

Como o novo rei já tinha demonstrado suas tendências absolutistas, o Parlamento procurou manter algumas garantias. Foi aprovada a lei do habeas corpus, em 1679, que garantia que o cidadão que estava sob suspeita não poderia ser preso se não houvesse provas. Mesmo tendo alguma acusação, o indivíduo poderia responder o processo em liberdade.

Essa medida garantia uma certa indepenência do cidadão em relação ao rei.
Com a morte de Carlos II, foi a vez de seu irmão Jaime II assumir o trono. Ele agiu com mais autoridade que seu irmão, sendo mais absolutista que ele.

O Parlamento não queria o absolutismo do rei, mas etavam temendo que se eles tentassem uma rebelião contra o rei se tornasse uma rebelião popular.

A Revolução Gloriosa

A burguesia tentou um golpe de Estado contra o rei. Os parlamentares ingleses ofereceram o trono da Inglaterra ao príncipe da Holanda, Guilherme Orange, e em troca exigiram sua submissão aos interesses do parlamento.

Em 1688, os exércitos de Guilherme Orange entraram em Londres. Jaime II foi deposto.

Guilherme teve que fazer o juramento de Bill of Rights (declaração de direitos), no qual era proibido a restauração do Absolutismo Monárquico.

Foi instituída uma Monarquia Parlamentar, passando o poder político para as mãos da burguesia.

Com o novo governo, houve a ampliação das atividades mercantilistas, o que possibilitou o crescimento da concentração de capitais, o que mais tarde veio ajudar na Revolução Industrial.

Fonte: br.geocities.com

 

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