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revolução inglesa

revolução inglesa

Sob o governo da dinastia Tudor (1485-1603), a Inglaterra tornou-se uma grande potência marítima, desenvolvendo uma forte indústria doméstica que alterou as estruturas da produção.

Monarqui britânica - (1603 - 1727

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Estrutura Religiosa Inglesa

Anglicanos

Grupo predominante no poder, consntituída por uma hierarquia clerical composta pela elite da nobreza. A burguesia privilegiada pelos monopólios aderiram ao anglicanismo, procurando fortalecer o absolutismo que o beneficiava.

Católicos

Eram em grande parte proveniente da nobreza feudal. Defendiam o absolutismo apenas como um instrumento para manutenção dos seus privilégios que ainda restavam.

Calvinistas

Divididos entre presbiterianos e puritanos. Provenientes da burguesia, eram maioria entre os membros da Câmara dos Comuns.

As Contrafições de Carlos I

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Medidas restritivas aos cercamentos dos campos e a tentativa de afastamento da Gentry (nobreza "aburguesada") da Corte, criaram grave tensão entre o Rei e o Parlamento.

A burguesia revoltada proclamou a Petição de Direitos (1628), na tentativa de conter o Rei. Fingindo aceitá-la ele a assinou para em seguida dissolver o Parlamento.

Parlamento Inglês
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Guerra entre a Coroa e o Parlamento - (1642 - 1648)

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O mapa acima mostra a divisão da Inglaterra em áreas dominadas pelos partidários da monarquia Stuart (de lilás) e pelos adeptos do Parlamento (de verde) durante a guerra civil, que culminou com a implantação da República puritana.

A Revolução Puritana

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Quando eclodiu a Guerra Civil (1640-48), do lado do rei alinharam-se anglicanos e católicos (CAVALEIROS), do lado do Parlamento ficaram os presbiterianos e os puritanos (CABEÇAS REDONDAS).

A vitória do Parlamento só foi possível devido à organização do novo Exército de Oliver Cromwell. Forças radicais populares dentro da tropa foram esmagadas (niveladores e cavadores), possibilitando o triunfo dos setores burgueses sobre o rei e o povo.

A República de Crowell e o Protetorado.

Medidas:

1. Consolidação do poder burguês com o confisco das terras da Igreja Anglicana;

2. Abolição das obrigações feudais sobre os camponeses;

3. Criação da Comunidade Britânica (Inglaterra, Escócia e Irlanda);

4. Promulgação do Ato de Navegação;

Dentre as principais medidas de Cromwell, a mais importante foi a promulgação do Ato de Navegação (1651) que deu um grande impulso aos negócios da Inglaterrra, garantindo que os produtos comercializados pelo país fossem transportados em seus navios.

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Consequências do Ato de Navegação:

- Choque com o monopólio holandês.

- Estímulo à indústria naval.


A Restauração Stuart e a Revolução Gloriosa.

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Com a morte de Cromwell teve fim o seu Protetorado. A burguesia restaurou a monarquia Stuart, imaginando que a lição imposta a Carlos I foi dura o suficiente para deter as pretensões autoritárias dos novos monarcas. Estava completamente enganada.
Reis católicos, educados na França aprenderam as tramas do Absolutismo na corte de Luix XIV e só poderiam aprontar pra cima do Parlamento.

Como gato escaldado tem medo de água fria, a burguesia tratou de cortar as asinhas de Jaime II. Ele foi deposto e o poder foi entregue ao seu genro Guilherme de Orange - príncipe holandês e protestante.

Guilherme de Orange, antes de assumir, teve que jurar a Declaração de Direitos que continha as seguintes cláusulas :

1. O Rei como os demais cidadãos estão submetidos às leis;

2. O Rei não pode formar exércitos nem criar impostos sem a aprovação do Parlamento;

3. O Parlamento deve ser convocado periodicamente através de eleições livres.

E CUMPRA-SE A VONTADE SOBERANA DO PARLAMENTO.

Fonte: www.colegioanchieta-ba.com.br

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DINASTIA STUART

Nos fins do século XVI a terra passou das mãos da alta aristocracia à gentry (pequena e média nobreza rural), e das mãos de uma multidão de arrendatários jornaleiros, emparedados entre preços e rendas em alta inflacionista e salários estancados, às dos camponeses proprietários e terratenentes (yeomen). A terra também passou aos comerciantes, sobretudo aos pequenos (cujas margens de lucro aumentavam com a inflação) e aos mercadores mais ricos (que exploravam lucrativos monopólios comerciais). Por outra parte, também cresceram notavelmente o número e a fortuna dos juristas de prestígio. Em resumo, o que se produziu foi um deslocamento maciço das riquezas da Igreja e da Coroa, e das pessoas muito ricas ou muito pobres, para as mãos da classe média e da classe média alta.

ANTECEDENTES SÓCIO-ECONÔMICOS

A expansão do mercado de terras no continente europeu em meados do século XVI ocorre de forma diferenciada. Enquanto que na França esse fenômeno foi responsável pelo fortalecimento de relações feudais, na Inglaterra, ocorreu exatamente o contrário, resultando no crescimento de características rurais capitalistas que transformaram a terra numa mercadoria. O aumento dos preços dos derivados agrícolas e do consumo de matérias-primas e alimentos contribuía para valorizar o preço da terra. Aproveitando-se dessa situação, tanto os grandes como os pequenos produtores rurais, tentaram tirar vantagens ampliando suas posses através dos "cercamentos" (transformação da posse das terras coletivas, em propriedade privada). O Estado, por sua vez, para preservar seus interesses, impedia o avanço dos cercamentos e passava a enfrentar a oposição da "gentry" (nobreza rural mais progressista) e dos "yeomen" (camada mais rica dos pequenos e médios proprietários livres).

Nesse período, a Inglaterra passou a ser a segunda potência marítimo-comercial, ficando atrás apenas da Holanda. Sua indústria têxtil era a maior da Europa, além de representar mais de 4/5 da produção de todo carvão do continente. Os nobres que se voltaram para essas atividades se enriqueceram, enquanto que os outros se empobreceram e perderam suas terras para gentry. Entre os camponeses, enquanto os yeomen prosperavam, a maioria se empobreceu e submetida ao processo de cercamentos das propriedades (enclousures), engrossou o contingente de pobres urbanos. Os cercamentos eram quase sempre apoiados pelo Parlamento, apesar da omissão da Coroa. Foram praticados por todas as classes proprietárias, desarticulando a comunidade aldeã e separando o camponês da terra. Essa realidade fez com que na Inglaterra, os camponeses precocemente deixassem de ser uma força política. Nas primeiras décadas do século XVII, enquanto massas de camponeses estavam em revolta na França, Rússia, Itália e Espanha, na Inglaterra o campesinato foi uma classe politicamente ausente.

A QUESTÃO RELIGIOSA

Além das questões sócio-econômicas responsáveis pelas revoluções inglesas do século XVII, as lutas de caráter político-religioso também foram determinantes e nesse sentido, é necessário entender as principais correntes religiosas desse período.

O "anglicanismo" era a religião oficial da Inglaterra desde 1534, quando o Parlamento aprovou o Ato de Supremacia e reconheceu a supremacia do rei Henrique VIII frente a Igreja Anglicana por ele mesmo criada, depois que o rei entrou em litígio com a Igreja Católica. Marcado por um sincretismo religioso, o anglicanismo possui uma forma mais católica e um conteúdo mais calvinista. Sua base social era representada por grupos favorecidos pelo Estado absolutista, como a grande nobreza e a burguesia monopolista.

O "calvinismo" desde meados do século XVII era a corrente protestante mais numerosa da Inglaterra, dividindo-se em várias facções, sendo a mais importante a dos "puritanos" representados principalmente pela média burguesia, contrária ao Estado absolutista e a religião oficial anglicana, que limitavam o direito de propriedade, fazendo com que os puritanos assumissem uma postura de oposição mais radical. Outra facção calvinista era a dos "presbiterianos", marcados por um comportamento mais moderado, de aceitação ao Estado absolutista, visto que sua composição social majoritária era formada pela alta burguesia e por latifundiários favorecidos pelo Estado. Os "anabatistas" constituíam o grupo calvinista mais radical. Eram socialmente formados por artesãos e camponeses pobres, que combatiam o Estado, reivindicando a devolução de terras e o sufrágio universal. Além de perseguidos pelo Estado anglicano, eram discriminados pelos puritanos que consideravam a pobreza como expressão da falta de graça divina.

OS PRIMEIROS STUARTS

Depois da morte de Elizabeth em 1603, que morre sem deixar herdeiros, ocorre a passagem da dinastia Tudor para uma dinastia de linhagem escocesa. Enquanto os Tudors tinham representado um anglicanismo com mais ênfase ao conteúdo calvinista, favorecendo a burguesia, os Stuarts valorizavam a forma católica do anglicanismo, condizente com os interesses da aristocracia contra a burguesia. Através do catolicismo ficava mais fácil justificar o poder absoluto do rei, com isso, o Parlamento, majoritariamente burguês, assumiu uma postura de oposição identificada com os princípios calvinistas, em rejeição ao anglicanismo. A partir de 1603, os quatros países britânicos – Inglaterra, Irlanda, Gales e Escócia - ficaram unidos politicamente sob a mesma coroa, embora o Parlamento inglês e o escocês só se unificassem em 1707.

O primeiro reinado dos Stuarts na Inglaterra deu-se com Jaime VI, rei da Escócia, primo de Elizabeth, que assumiu o poder com o nome de Jaime I. Esse monarca admirador dos reis franceses, queria implantar na Inglaterra um absolutismo de direito, tentando inclusive acabar com o poder nominal teórico do Parlamento e iniciar uma política de perseguição aos Puritanos. Para atingir esse objetivo, o poder real deveria ser considerado de origem divina, a exemplo dos reis da França, valorizando-se a forma católica do anglicanismo, identificada com a aristocracia contra burguesia, para isso Jaime I procurou fortalecer o anglicanismo, através de uma política de elevação dos dízimos pagos à igreja anglicana, pois, segundo ele, "sem bispo não há rei". Aumentou também os impostos alfandegários e a venda de concessão para a exploração das indústrias de carvão, alimentos e tecidos. A tentativa de fortalecer o poder real através da taxação repercutiu desfavoravelmente na Câmara dos Comuns, com o argumento de que ela era contrária ao direito dos súditos. A Câmara dos Comuns reunia deputados eleitos nos condados e nas cidades, ou seja, a "Gentry" e a burguesia urbana, grupos ligados por interesses comerciais, em resumo o governo de Jaime I provocou violentas disputas com o parlamento e descontentamento generalizado entre seus membros.

Seu filho e sucessor Carlos I (1625/1642) continuou com a de terminação de governar como monarca absolutista, ignorando as novas forças sociais e econômicas que estavam se impondo na Inglaterra. Sua política de impor empréstimos forçados e de encarcerar aqueles que se recusavam a pagar levou o Parlamento a impor, em 1628, a famosa "Petição de Direitos", lei que considerava ilegal a criação de impostos pelo rei sem o consentimento do Parlamento, essa Petição determinava também que, prisões, julgamentos, e convocações do exército somente poderiam ser executados após apreciação e autorização parlamentar.

Em represália, Carlos I reagiu dissolvendo o Parlamento e governando de forma absolutista apoiando-se em seu "conselho privado". Nesse tempo o rei, fora auxiliado por dois enérgicos ministros (o arcebispo Laud e Thomas Wentworth, conde de Straford), governou durante onze anos sem convocar o Parlamento.

Para sustentar o Estado, ele criou taxas, restabeleceu tributos feudais, cobrou multas, multiplicou monopólios e estendeu o imposto do "ship money", pago apenas pelas cidades portuárias para a defesa da marinha real, às demais regiões do país. Outro grave problema ocorreu quando Carlos I tentou impor o Anglicanismo a Escócia presbiteriana (calvinista), provocando a invasão da Inglaterra pelo exército escocês. Com o país ocupado e a burguesia recusando-se a pagar o "ship money", o monarca não teve outra saída senão convocar o Parlamento, que se reuniu de 1640 até 1653, para obter recursos. Os deputados calvinistas fizeram o rei decapitar seus ministros e a partir daí o rei não tinha mais direito a um exército permanente e a política religiosa e tributaria seria conduzida pelo Parlamento, que independentemente da convocação do rei se reuniria regularmente a cada três anos. Ao entrar em funcionamento, em 1640, o Parlamento despojou Carlos I de toda autoridade, aboliu o "ship money" e aprovou uma lei que tornava sua convocação obrigatória, pelo menos uma vez a cada três anos.

Em 1641, uma revolta na Irlanda católica desencadeou a crise que levou à Revolução. 0 Parlamento recusou-se terminantemente a entregar o comando do exercito destinado à reconquista da Irlanda ao rei, por não confiar nele. Carlos I, entretanto, não se conformou com a perda de seus direitos de chefe das forças armadas. Com um grupo de adeptos, invadiu o Parlamento e tentou inutilmente prender os lideres da oposição, nesse mesmo momento começava em Londres uma revolta armada, onde as milícias passaram para o lado do Parlamento. Sem apoio em Londres, retirou-se para o norte do país, organizou um novo exército e acabou por mergulhar o país numa violenta guerra civil, que durou de 1642 a 1649, que terminou com a derrota e a prisão do monarca. Condenado por alta traição, sendo executado em 30 de janeiro de 1649.

ENTENDENDO A REVOLUÇÃO INGLESA OU "REVOLUÇÃO PURITANA"

Em 1641, a Irlanda católica inicia uma revolta separatista, frente a supremacia protestante dos ingleses. Na Inglaterra, se por um lado rei e Parlamento apoiavam a formação de um grande exército para combater os católicos irlandeses, existiam divergências se o comando do exército ficaria com o rei ou com as lideranças puritanas do Parlamento. O confronto entre a Monarquia e o Parlamento, agravado pelas divergências religiosas, levou ao conflito armado: teve início a guerra civil (1642-1649) - também chamada "Revolução Puritana" - envolvendo os "Cavaleiros, partidários do Rei e os "Cabeças Redondas",(chamados assim porque não usavam perucas) defensores do Parlamento. Os realistas eram principalmente anglicanos e católicos e seus adversários eram puritanos" (calvinistas) moderados e radicais defensores dos direitos à propriedade e sua livre exploração. Entretanto, os dois grupos pertenciam basicamente às mesmas classes sociais, de proprietários de terras: a alta nobreza, a "gentry" e a burguesia. O descontentamento da população diante da conivência política do Parlamento em relação ao rei, fortalece o "partido dos independentes", de onde surgiu o principal líder da revolução inglesa: Oliver Cromwell.

Cromwell organizou seu regimento de forma democrática: os soldados eram pequenos e médios proprietários rurais, alistados voluntariamente e o critério de promoção baseava-se exclusivamente na eficiência militar. Aos poucos, as forças do Parlamento passaram a se organizar da mesma maneira, formando o "New Model Army", imbatível nos campos de batalha. No rastro do New Model Army, surgiu um novo partido, de tendência democrática, os "Levellers" (niveladores), formado por pequenos proprietários rurais, que defendiam a extinção da monarquia, o direito de voto e de representação no Parlamento a todos os homens livres, a separação entre a Igreja e o Estado, o livre comércio e a proteção da pequena propriedade.

Destacou-se na organização do exército, sendo que suas tropas, formadas por camponeses e artesãos, eram submetidas a uma rígida disciplina revolucionária. Em julho de 1645 Cromwell derrotou o exército do rei, que depois de fugir para Escócia foi entregue pelos próprios escoceses para Inglaterra em troca de 4000 mil libras esterlinas. Para o partido dos presbiterianos a revolução estava concluída, já que o poder estava nas mãos do Parlamento, restando apenas um acordo com o rei. Já para as camadas populares, a revolução deveria avançar bem mais no plano social. Surgia assim um novo partido, o dos "Levellers" (niveladores), composto principalmente pela massa de camponeses e artesãos que reivindicavam sufrágio universal e a devolução das terras "cercadas" aos camponeses. Os soldados de Cromwell passam a apoiar os niveladores e o exército, convertido em foco de propaganda revolucionária, foi dissolvido pelo Parlamento sob o pretexto de que a guerra havia terminado. Essa medida oportunista do Parlamento, provocou uma forte reação no exército, que depois disso, tomou a cidade de Londres, assumindo de fato o poder. As divergências entre oficiais independentes e niveladores, fortaleceram o poder contra-revolucionário. Os presbiterianos aliaram-se aos realistas e os escoceses voltaram a cruzar a fronteira da Inglaterra, mas desta vez a favor do rei. O exército deixou suas divergências e uniu-se através da liderança de Oliver Cromwell que derrotou os escoceses e esmagou as forças realistas encarcerando o rei Carlos I. As massas populares indignadas pressionaram o Parlamento para o julgamento imediato do rei, que foi condenado por um tribunal instituído pela Câmara dos Comuns. No dia 30 de janeiro de 1649 o rei foi decapitado sendo proclamada uma República na Inglaterra governada pelo Parlamento e ministros por ele indicados.

A REPÚBLICA DE CROMWELL(1649-1658)

Instaurou-se um regime de soberania parlamentar denominado Crommonwealth. Em 1651 Cromwell consolida a unificação da Inglaterra, Irlanda e Escócia numa única República, declarando-se Lorde Protetor da Comunidade Britânica. Apesar da unidade política, a concentração de renda e de terras agravava cada vez mais as condições sociais dos pobres do campo e da cidade, que já não se satisfaziam com o programa dos niveladores. Ocorre uma cisão nesse grupo, surgindo os "verdadeiros niveladores", mais conhecidos como "escavadores" (diggers), que tiveram suas idéias elaboradas por Whenstanley, com base na crítica a propriedade privada e na desigualdade dela decorrente. O "comunismo" de Whenstanley era tão utópico como o de Thomas Morus. O ideal de uma divisão reguladora da terra estava inadequado às condições históricas da época, além de ter pouco em comum com os fundamentos concretos do socialismo científico.

Ainda em 1651 Cromwell publicou o "Ato de Navegação" (lei sobre a navegação marítima) que permitia a importação pela Inglaterra somente de mercadorias estrangeiras transportadas em embarcações inglesas ou de países que produziam as mercadorias importadas, o que acabou prejudicando a navegação holandesa. O Ato de Navegação provocou uma forte reação dos holandeses que obtinham grandes lucros com o comércio marítimo inglês. Os dois países mergulharam numa guerra que durou dois anos, terminando em 1654 com a vitória da Inglaterra, marcando o início efetivo de sua hegemonia marítima.

Em 1653, esmagando impiedosamente o movimento dos niveladores, Cromwell introduziu uma eficiente censura e dividiu país em distritos militares comandados por generais com plenos poderes de polícia. Estava implantada uma ditadura militar que se estendeu até sua morte em 1658. Após sua morte em 1658, Oliver Cromwell foi sucedido por seu filho Richard Cromwell que, entretanto, não conseguiu governar, pois não exercia a mesma influência que o pai sobre o exército. Após breve período de crise, o Parlamento convocou Carlos II para assumir o trono, em 1660.

A RESTAURAÇÃO GLORIOSA (volta dos stuarts)

O general Monk, comandante das tropas da Escócia, convocou de novo o Parlamento, o qual chamou de volta Carlos. Em maio de 1660, o Parlamento-Convenção proclamou Carlos II rei. Carlos II (1660-1685), filho do rei decapitado Carlos I, (submeteu-se às limitações do poder real impostas pelo Parlamento, em lançando a chamada "Declaração de Breda", onde prometeu governar mantendo a tolerância religiosa e respeitando o Parlamento e as relações de propriedade existentes, com o qual conviveu em harmonia até quase o final de seu governo. A restauração no trono da Inglaterra dos Stuarts (Carlos II e Jaime II) não significou a volta ao absolutismo e sim a afirmação do Parlamento como a principal força política da nação.

Com poderes limitados, ele se aproximou de Luís XIV da França, tornando-se suspeito para o Parlamento.

Uma onda contra revolucionária sobreveio, favorecida por um Parlamento de Cavaleiros, composto por nobres realistas e anglicanos e sua maioria. O corpo de Cromwell foi desenterrado e pendurado na forca.

Carlos II baixou novos atos de navegação em favor do comércio inglês. Sua ligação com Luís XVI levou-o a envolver-se na Guerra da Holanda. O Parlamento baixou então em 1673 a Lei do Teste, pela qual todos os que exercessem função pública deveriam professar seu antianglicanismo., surgiram dois partidos: os wighs, contra o rei e a favor do Parlamento; os Tories, defensores das prerrogativas reais. Os primeiros, conseguiram em 1679 o reconhecimento do habeas corpus lei por meio da qual se garantiu a liberdade individual ante detenções e prisões arbitrárias.

Com a morte de Carlos II em 1685, tomou o poder seu irmão Jaime II, que deu continuidade à política de restauração do absolutismo, sofrendo por isso oposição dos Wihgs. Jaime II (168 -1688) pretendeu restabelecer o Catolicismo, contra os interesses da maioria protestante, desafiando o Parlamento. Em 1688, o Parlamento convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e mulher de Guilherme de Orange, governador das Províncias Unidas para ocupar o trono, ao mesmo tempo que os fazia aceitar e sancionar, em 1689, o "Bill of Rights" ,uma Declaração de Direitos que subordinava as decisões do monarca à autoridade do Parlamento. Jaime II foi deposto por um golpe de Estado, na "Revolução Gloriosa" (1688-1689), assim chamada porque ocorreu sem os derramamentos de sangue e sem os radicalismos da Revolução Puritana, da qual pode ser considerada um complemento. Essa revolução fixou definitivamente o sistema político britânico. A Coroa foi entregue ao príncipe holandês e protestante, Guilherme de Orange.

A rainha Maria morreu em 1694, sem filhos. Guilherme, concentrado na política externa e submetido ao Parlamento, reinou até 1702. Sucedeu-lhe Anna Stuart (1702-1714), irmã de Maria, que também não teve filhos. Nesse primeiros anos do século XVIII, a Grã-Bretanha, empenhada na luta contra a França e a Espanha, assentou as peças principais de seu império colonial. Os Tratados de Utrecht (1703), que deram fim à guerra de sucessão ao trono espanhol, consagraram a soberania britânica sobre Gibraltar e Minorca, que constituíram as bases de uma frota britânica no Mediterrâneo.

A França teve de ceder a Terra Nova e outros territórios da América do Norte, onde as colônias da Nova Inglaterra se desenvolviam rapidamente. Anna, tenta sem êxito franquear aos Stuart o caminho do trono, mas não consegue que lhe suceda o seu irmão Jaime Eduardo (Jaime III) , católico, exilado na França. O Parlamento apressou-se em proclamar o rei Jorge de Hanover como Jorge I . Anna Morre infectada pela gota em 1714. Os dois atos políticos mais importantes do seu reinado são a tomada de Gibraltar e a união da Escócia e da Inglaterra.

Fonte: www.osletradosunip.hpg.ig.com.br

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