
O Palácio Capanema é um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna no Brasil.
Sua construção ocorreu entre 1937 a 1945. O projeto inspirado por Le Corbuisier, era liderado por Lúcio Costa e contava com uma equipe de jovens arquitetos composta por Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Jorge Moreira, Affonso Eduardo Reidy e Ernani Vasconcellos.
É conhecido como o prédio do MEC, pois funcionou como sede do Ministério de Educação e Cultura. Na transferência da capital para a Brasília o nome mudou para Palácio da Cultura.O nome atual (desde 1985) é uma homenagem ao ministro que, na época, ordenou sua construção.

O prédio possui 16 andares e está construído numa área de 27.536 metros quadrados.
A escolha dos materiais da construção foi também bastante arrojada: ferro e concreto, combinação de gnaisse e painéis de azulejos. Foram usados mármore de lioz, tijolo de vidro inglês misturado com mármore amarelo.
Possui amplo jardim externo e jardim suspenso, projetados por Roberto Burle Marx.
Os azulejos são obra de Cândido Portinari, há importantes peças de escultura de Celso Antônio na escada de Lipschitz, na parede externa do auditório e de Alfredo Ceschiatti nos jardins. Há também obras de Guignard e Pancetti.
Fonte: www.riodejaneiro-turismo.com.br
O atual Edifício Gustavo Capanema ou Palácio Capanema (também largamente conhecido pelo seu uso original, o Ministério da Educação e Cultura, ou ainda como MEC) é um edifício público localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, à Rua da Imprensa, número 16.

Vista norte do Edifício Gustavo Capanema
O edifício é considerado um marco no estabelecimento da Arquitetura Moderna Brasileira, tendo sido projetado por uma equipe composta por Lucio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira, com a consultoria do arquiteto franco-suíço Le Corbusier. O projeto do edifício, desta forma, ensaia a utilização da arquitetura funcionalista de matriz corbuseana no país, além de introduzir novos elementos. Foi construído em um momento durante o qual o Estado intentava passar uma sensação de modernidade ao país, o que se refletiu tanto no projeto do edifício quanto no contexto histórico em que se insere. A construção ocorreu entre 1936 e 1945 e o edifício foi entregue em 1947.
Características
O projeto procura seguir de modo bastante fiel as recomendações de Le Corbusier para o que ele considerava uma "nova arquitetura": seu bloco principal está suspenso sobre pilotis, possui a estrutura portante livre das paredes e divisórias internas, e está vedado por cortinas de vidro. Foi um dos primeiros edifícios, em todo o mundo, a fazer uso do recurso do brise-soleil (quebra-sol) a fim de evitar a incidência direta de radição solar em sua fachada norte.
O edifício possui 14 andares sobre o térreo (em pilotis), o qual possui um pé-direito monumental de mais de nove metros de altura. A implantação acontece de forma a criar no terreno (o qual ocupa um quarteirão inteiro no centro do Rio de Janeiro) uma praça pública que tem no pavimento térreo do edifício um elemento de permeabilidade, ou seja, permite a passagem desimpedida de pedestres sob o prédio. Do bloco principal projeta-se a ala do auditório, no nível térreo e uma marquise na posição oposta, sobre a qual foram projetados por Roberto Burle Marx o terraço-jardim do edifício.

Pilotis da Entrada Principal voltados para o Sul
Histórico
A criação do Ministério da Educação e Saúde deu-se no âmbito do governo Getúlio Vargas e de seu projeto de centralização e modernização da máquina pública. O intelectual Gustavo Capanema, ligado a diversos artistas de vanguarda, também tinha em mente o desenvolvimento de um novo projeto cultural para o país: a apropriação por parte do governo (e, especialmente, por parte do Estado Novo alguns anos depois) das novas estéticas artísticas internacionais corresponderia adequadamente ao desejo de propagar o progresso e a modernização do país. Neste sentido, o modernismo de uma forma geral e a arquitetura moderna em específico viriam a se tornar sinônimos, do ponto de vista ideológico, de um Estado moderno, centralizado e eventualmente autoritário e eficiente.
Tendo isto em mente quando da criação do Ministério, foi proposta a realização de um concurso nacional de projetos arquitetônicos para escolha dos profissionais que viriam a desenhar e construir o seu edifício-sede. Porém, o júri apontado para analisar as propostas possuía caráter conservador e academicista, o que levou à escolha do projeto do arquiteto eclético Archimedes Memoria. Tal projeto possuía caráter monumental e historicista, o que teria desagradado fortemente o ministro Capanema: este, mesmo legitimando o vencedor e pagando-lhe o prêmio do concurso, chamou o então ex-diretor da Escola Nacional de Belas Artes, o arquiteto Lucio Costa, para compor uma nova equipe e desenvolver um projeto com o caráter desejado de modernidade. Lucio Costa montou uma equipe formada por Carlos Leão, Ernani Vasconcellos, Affonso Eduardo Reidy e com participação do então estagiário Oscar Niemeyer e do paisagista Roberto Burle Marx. Tal era a euforia da equipe (formada essencialmente por arquitetos jovens e desejosos de novas experiências arquitetônicas) em projetar algo novo, dado que poucos arquitetos modernistas em todo o mundo tinham-se visto em igual situação (a de projetar um edifício moderno para um Ministério), que Costa permitiu-se pedir a assessoria do franco-suíço Le Corbusier.
Corbusier, encantado com a configuração da Baía de Guanabara, propôs que tal projeto fosse implantado junto ao mar, ao invés da localidade em que se encontrava (no centro do Rio de Janeiro), mas tal pedido foi negado. No entanto, a influência de seu pensamento no projeto final da equipe era nítida: verificavam-se aí enunciados praticamente todos os princípios de modernidade que Corbusier viria a sistematizar na Europa.
Obras de arte
Seu revestimento externo é decorado por azulejos de Cândido Portinari, além de pinturas de Alberto Guignard, Pancetti e esculturas de Bruno Giorgi, Jacqques Lipchltz e Celso Antônio Silveira de Menezes.
Pedra fundamental
Existem imagens do lançamento da pedra fundamental do Ministério da Educação e Saúde supostamente filmadas pelo grande pioneiro do cinema do Brasil, Humberto Mauro. Nestas cenas o ministro Gustavo Capanema aparece discursando com som sincrônico. Nelas, aparecem também Carlos Drummond de Andrade, Roquette-Pinto e outros. Estas cenas estão depositadas do CTAv - Centro Técnico Audiovisual - do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro. Estas imagens e outras informações sobre a construção do Palácio Capanema foram incluídas no filme documentário de longa metragem Pampulha ou a invenção do mar de Minas, dirigido por Oswaldo Caldeira. Estas imagens também estão no documentário sobre Oscar Niemeyer chamado "A vida é um sopro", dirigido por Fabiano Maciel e disponível em DVD pela Europa Filmes.
Referências Bibliográficas
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Fonte: pt.wikipedia.org