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Praça Quinze de Novembro

Praça Quinze de Novembro

Aterro realizado em local onde antes coexistiam pequenas lagoas, charcos, pântanos, mangues e trechos de mar, a Praça Quinze guarda, no espaço que abrange o Paço Imperial, o Convento dos Carmelitas, o Arco do Teles e a Travessa do Mercado, muito da memória do Brasil.

Pode-se dizer que foi ali que a história do Rio começou. E, mesmo após as recentes obras de modernização e reorganização realizadas pela Prefeitura, a Praça Quinze, com seus bares, restaurantes, feiras, museus e intensa movimentação popular, mantém um charme todo especial, que só mesmo quem está ali consegue sentir.

Fonte: www.riodejaneiro-turismo.com.br

Praça Quinze de Novembro

Vista do Chafariz de Mestre Valentim na Praça XV
Vista do Chafariz de Mestre Valentim na Praça XV

Praça XV
Praça XV

A Praça Quinze de Novembro, ou simplesmente Praça XV é um logradouro público, situado no centro da cidade do Rio de Janeiro, próxima ao centro histórico da Praça Marechal Âncora, entre a Rua da Assembléia e o Beco dos Barbeiros.

Está localizada na região conhecida nos primórdios da ocupação das terras da cidade como Praia da Piaçaba. Diz Vivaldo Coaracy em sua obra «O Rio de Janeiro no século 17», página 115, que «o convento do Carmo fora construído em 1619 junto à praia de então, em frente à ribeira do mar. Com o recuo das águas da baía, que se verificou em toda a extensão do litoral, e talvez em consequência de possíveis aterros, surgiram os chamados «acrescidos», isto é, terrenos aumentados à custa do amr. Receosos, os frades carmelitas de que na área que assim se formara em frente ao seu convento viessem a ser construídas edificações que prejudicariam a sua casa, como já sucedia com a nova cadeia que se levantava, pediram à Câmara em 1642 que lhes fosse aforada uma extensão de terras na frente do convento, com 60 braças de testada e sete braças de fundo em direção à praia. Atendeu-lhes a Câmara ao pedido, fixando o foro de 500 réis por braça. E esta foi a origem do lograduro, até hoje existente», que teve os nomes sucessivos de «Terreiro da Polé», Terreiro ou Praça do Carmo, Largo ou Terreiro do Paço. Em 18 de março de 1870 a Câmara deu-lhe a denominação de Praça de Dom Pedro II, com a República de imediato trocaram-lhe o nome para a denominação atual.

Nos fins do século XIX eram oficialmente descritos os seus contornos e limites "pela Rua D. Manoel e Fresca, Praça das Marinhas, ruas do Mercado, Primeiro de Março, Sete de Setembro e Misericórdia".

Nela foi erguido o prédio do Palácio dos Governadores e da Casa da Moeda, futuras instalações do Paço Real e depois Imperial. As obras foram iniciadas por ordens do Conde de Bobadela, e terminadas em 1745, no governo de Gomes Freire de Andrade. Foi o primeiro imóvel da cidade a ter vidros nas janelas.

No governo do vice-rei Dom Luiz de Vasconcelos foi construído o Chafariz do Mestre Valentim, que inaugurado em 1789 é até hoje um dos símbolos do local. Muitos pensam que o Chafariz está com defeito, quando na realidade estudos demonstraram que a água que expelia estava erodindo as esculturas e pedras, razão pelo qual foi desligado.

Até o início do regime republicano, ali estavam também a Capela Imperial (atual igreja de Nossa Senhora do Carmo da antiga Sé), a igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, o convento do Carmo (prédio da Antiga Academia de Comércio, atual Universidade Cândido Mendes), razão que a região foi local de acontecimentos e solenidades significativos para a história do Brasil imperial, como casamentos, batizados, aclamações,coroações e entêrros.

Quando da morte da rainha Dona Maria I, em 1816, no antigo prédio do Convento do Carmo, o então Largo do Paço foi o palco onde se desenrolou o funeral real. Com os cariocas todos vestidos de pesado negro, o corpo saiu solenemente do Paço, para ser depositado no Convento da Ajuda. Dias depois aconteceram na praça e em outros locais determinados da cidade, as cerimônias protocolares da morte de um reinante, a única vez que foram executadas em todo o continente americano.

Quando foi feita em 1878, por ordem da Câmara Municipal, a nova numeração dos prédios da cidade, o serviço começou justamente no local, recebendo o Paço Imperial o número 7. Nela estava também em (1878), os prédio da Secretaria de Agricultura, da Agência Nacional de Colonização, a Praça do Mercado e a Estação Ferry, das barcas que navegam para Niterói.

Em 1888, foi defronte do Paço Imperial que ocorreram as maiores comemorações pela assinatura da Lei Áurea. No entanto logo depois, em 1889 com a Proclamação da República, foi o local de onde partiu a família Imperial para o exílio. O prédio foi transformado então, em repartição dos Correios e Telégrafos, sofrendo uma série de reformas que o descaracterizaram. Hoje inteiramente restaurado, é um centro cultural com livrarias e restaurantes e espaços para exposições.

Em 12 de novembro de 1894 foi solemente inaugurado o panteão do General Osório. Encimado por sua estátua equestre, fundida com os bronzes dos canhões apreendidos no Paraguai, uma homenagem da pátria brasileira a um dos hérois da Guerra do Paraguai. No entanto, nos fins do século XX, seus restos mortais foram removidos para Porto Alegre, capital de seu estado natal.

A Praça XV, até o ínicio do século XX, era o ponto principal de desembarque e entrada na cidade.

Em 1965 foi inaugurada a estátua equestre do Rei Dom João VI, presente do povo de Portugal à cidade, por ocasião dos festejos do IV Centenário de sua fundação. Foi colocada no local onde teria desembarcado, em 1808.

No local do antigo Mercado Municipal, ergue-se hoje o moderno prédio da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

Na década de 1950 foi construída a Avenida Perimetral que ligando a avenida Presidente Vargas ao Aterro do Flamengo, atravessou o local, comprometendo seriamente a estética da Praça da XV.

Mergulhão da Praça XV

O popularmente denominado "Mergulhão da Praça Quinze" é uma passagem rodoviária subterrânea, que passa sob a Avenida Alfredo Agache.

Na década de 1990, foram construídas vias subterrâneas de trânsito, que integram o projeto para a demolição da Avenida Perimetral. As pistas subterrâneas devolveram toda a extensão da Praça XV aos pedestres.

Construído entre 1996 e 1997, constitui-se de duas pistas (sentido Zona Norte e sentido Zona Sul), contando com dois terminais de ônibus, banheiros químicos e escadas rolantes para acesso.

Bibliografia

Carvalho, Ney O.R. - Praça XV e arredores: uma história em cinco séculos - Bolsa do Rio - Rio de Janeiro - 2000

Cavalcanti, J. Cruvello - A nova numeração dos prédios da cidade do Rio de Janeiro - Coleção Memória do Rio 6-I - Prefeitura da Cidade - Rio de Janeiro - s/data - pág. 332.

Coaracy, Vivaldo - O Rio de Janeiro no século 17, Coleção Rio quatro séculos, volume 6, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro 1965.

Fonte: pt.wikipedia.org

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